10 fevereiro 2017

Centenas de baleias morrem encalhadas na costa da Nova Zelândia

Mais de 400 baleias-piloto encalharam em Farewell Spit, na região de Golden Bay, na extremidade norte de South Island, uma das principais ilhas do país.


France Presse


Mais de 400 baleias encalharam nesta sexta-feira (10) em uma praia da Nova Zelândia, e a maioria não resistiu, apesar dos esforços para salvá-las, informou o ministério do Meio Ambiente. 

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O porta-voz do ministério, Andrew Lamason, disse que 416 baleias-piloto encalharam à noite em Farewell Spit, na região de Golden Bay, na extremidade norte de South Island, uma das principais ilhas do país.

Este é um dos casos mais significativos de mortes de baleias encalhadas no país, onde o fenômeno é relativamente frequente. Apenas em duas outras ocasiões foram registradas mais mortes.

O número de baleias mortas na água é tamanho que os voluntários têm dificuldades para devolver os sobreviventes ao oceano, explicou à AFP um funcionário do ministério.

Mas os voluntários conseguiram colocar na água boa parte das baleias sobreviventes e formaram uma barreira humana para tentar impedir que voltassem a encalhar.

"Esperamos que a maré as leve mar adentro e que possam seguir", completou a fonte.

Este tipo de baleia é conhecido por sua tendência a retornar para a praia, apesar de ser colocada de novo no mar. Os especialistas acreditam que este pode ser um comportamento para tentar reunir-se com os demais membros do grupo.

Fenômenos anteriores com números maiores foram registrados em 1918, quando mil exemplares encalharam nas ilhas Chatham, e em 1985, quando 450 baleias encalharam em Auckland.

As baleias-piloto chegam a medir até seis metros de comprimento e são a espécie mais comum na Nova Zelândia.

Em Farewell Spit, que fica 150 km ao oeste da cidade turística de Nelson, ao menos nove fenômenos de baleias encalhadas foram registrados na última década, sendo esta última a mais importante no período.

De acordo com analistas, não existe explicação científica clara para o comportamento, sendo a causa mais provável a geografia submarina do local.

"Se alguém se propuser a projetar um lugar para atrair baleias, Golden Bay seria provavelmente o local ideal", disse Lamason.

"Diante de Farewell Spit existe uma grande quantidade de areia em forma de gancho e as águas são pouco profundas: depois que as baleias entram é difícil que consigam sair", completa.

09 fevereiro 2017

Tremor atinge Taquaritinga e assusta população; USP reinstalou sensores

Defesa Civil do município registrou fenômeno na área em 2010 e em 2016.Técnicos de Centro de Sismologia da USP reinstalaram estações na cidade.


Do G1 Ribeirão e Franca


Moradores do distrito de Jurupema, no município de Taquaritinga (SP), estão criando teorias para explicar os tremores que atingem a cidade há anos. Na madrugada desta quarta-feira (8), um novo abalo foi sentido e assustou quem vive no local. Técnicos da Universidade de São Paulo (USP) reinstalaram equipamentos na cidade para registrar e estudar os fenômenos.

Sismógrafos foram posicionados em quatro estações na cidade de Taquaritinga, SP (Foto: Reprodução / EPTV)
Sismógrafos foram posicionados em quatro estações na cidade de Taquaritinga (Foto: Reprodução / EPTV)

Segundo algumas pessoas que vivem no distrito, o tremor foi sentido em várias casas por volta das 4h. Alguns moradores afirmam que um segundo tremor, mais fraco, ocorreu poucos minutos após o primeiro fenômeno ter feito algumas residências tremerem.

“Hoje de madrugada, 4h45, por aí, deu um barulho bastante forte e em seguida um mais fraco. Começou desde junho do ano passado, expandiu bem a notícia e tem vezes que treme. Nunca teve isso e de repente aparece isso e com notícias na TV de tremores em outros lugares as pessoas ficam assustadas”, afirma o aposentado Euclides Rici.

Esta não é a primeira vez que a cidade é atingida por tremores. O primeiro registro foi feito pela Defesa Civil da cidade em 2010, seis anos depois, um tremor de magnitude 2,1 foi registrado na região central de Taquaritinga. Dados coletados pela estação Andes, no distrito de Bebedouro, captaram os dados do fenômeno e apontaram o valor.

“Todo mundo tem medo de vir morar aqui. Tem até algumas pessoas que dizem que se mudaram por causa desses barulhos e que tinham medo porque as pessoas falavam que ia abrir um buraco e que ia engolir a cidade. Tremeu de novo na madrugada, chacoalhou tudo. Estávamos dormindo pelas 4h e acordamos com aquele susto. Chacoalha a cama, tudo, é um absurdo, uma coisa horrível”, explica a dona de casa Mari de Macedo.

Alguns dos moradores acreditam que os tremores são causados por explosões em uma pedreira, já alguns tentam relacionar os fenômenos com o aumento da incidência das chuvas. Equipamentos já haviam sido instalados no local em 2016 e técnicos da USP estiveram na cidade durante a manhã para reinstalar alguns aparelhos. A ação faz parte de uma 'segunda fase' dos estudos realizados pela instituição no distrito.

“Essas ocorrências que têm sido registradas em Jurupeba não começaram agora, já ocorrem há algum tempo. A gente já está na segunda etapa de instalação de equipamentos para tentar estudar as ocorrências desses tremores. Começamos a reinstalar estações e os dados captados pelos sensores delas serão gravados em um cartão de flashcard, mas simultaneamente existe a possibilidade de transmitir esses dados para São Paulo”, explica José Roberto Barbosa, técnico do Centro de Sismologia da USP.

Com os dados em mãos, os profissionais afirmam que talvez sejam capazes de precisar as causas exatas dos tremores. Apesar de ainda não possuir uma certeza, o técnico da USP afirma que existem algumas possibilidades mais prováveis para que os fenômenos estejam ocorrendo no distrito de Taquaritinga.

“Não temos ainda uma posição definitiva sobre essa questão, mas a gente sabe que isso talvez tenha alguma relação com os poços tubulares, ou seja, aqueles poços que têm sua água bombeada e que foram perfurados. Isso pode estar gerando uma certa movimentação, digamos, mudou a acomodação do basalto e isso pode estar trazendo as ocorrências desses pequenos tremores”, explica.

Apesar disso, outros elementos podem estar colaborando com a ocorrência dos fenômenos, que segundo o técnico, não passam de micro-tremores, os quais não possuem mais do que 0.1 ou 0.2 na escala Richter. Além disso, ele explica que tais abalos não devem causar danos mais graves às casas dos moradores.

"É lógico que não é só isso de perfurar os poços. Existe toda movimentação das placas tectônicas que se movimentam alguns centímetros por ano e isso faz com que as rochas também se reacomodem e a presença da água dentro da rocha, em fraturas que antes estavam secas, age como se fosse um lubrificante, possibilitando a movimentação dessas fraturas. Essas movimentações são os pequenos tremores que as pessoas acabam sentindo”, afirma José Roberto.

Até que estes estudos sejam concluídos, as quatro estações seguirão armazenando todos os dados da área. Os técnicos afirmam que deverão coletar o material em até um mês, mas que poderão visitar o município novamente caso um novo tremor forte atinja o distrito de Jurupema nas próximas semanas.


08 fevereiro 2017

Conjunto de medidas para salvar a Lagoa de Piratininga

Implantação de ciclovias e obras de pavimentação e drenagem são algumas das intervenções programadas


Raiana Collier | O Fluminense

Maltratada por anos, a Lagoa de Piratininga aguarda a entrada em uma nova fase de sua história. Para 2017, está no planejamento uma série de medidas que prometem melhora na conjuntura do entorno, como implantação de ciclovias e obras de pavimentação e drenagem. No ano passado, foi aprovada emenda que dedica R$ 450 mil especificamente para recuperação e estudo do sistema lagunar. Especialistas divergem sobre possíveis soluções definitivas para o sistema lagunar, mas entram em consenso sobre uma urgência: acabar com o depósito de esgoto nas lagoas. 


Especialistas divergem sobre possíveis soluções definitivas para o sistema lagunar, mas entram em consenso sobre a urgência de acabar com o depósito de esgoto | Foto: Evelen Gouvêa

Moradora do entorno da Lagoa de Piratininga, Alzira Paraquett lamenta a situação. Ela reflete o desespero dos moradores do bairro, que assistem a Lagoa definhar ano após ano. “Moro próximo ao DPO e é vergonhoso o que se vê por lá, esgotos na ciclovia, galinheiros gigantescos na orla, mato, entulhos”, comentou.

O biólogo Mário Moscatelli relata que, em sua última visita à região, no ano passado, viu de perto um panorama que vem se perpetuando há anos. “Os problemas históricos da região continuam: esgoto e assoreamento da Lagoa de Piratininga. Infelizmente, em pleno século 21, os problemas do século 20 continuam atingindo a população. Em toda a Região Metropolitana, nós vemos as lagoas sendo transformadas em latrinas”, avaliou.

O especialista aponta que é “fundamental” parar de jogar esgoto nas lagoas e executar um trabalho de desassoreamento visando dar sobrevida ao ecossistema. Ele sugere que seja feita avaliação de todos os estudos já elaborados sobre o assunto. O secretário-executivo de Niterói e engenheiro florestal, Axel Grael, defende que desde que começou-se a fazer um planejamento para estabelecer as prioridades em relação à gestão do sistema lagunar e da bacia hidrográfica em questão, houve um avanço no caminho de um programa de recuperação ambiental para a região. Ele conta, ainda, que o foco principal dessas melhoras está em Piratininga, que apresenta caráter mais emergencial.

Para Axel, a Lagoa de Itaipu passou pelo caos, mas se estabilizou. Na de Piratininga, isso ainda não aconteceu. Ele defende que lá existe uma quantidade maior de lodo (provocado pelo esgoto que, durante anos, foi depositado na Lagoa), agravada por sérios problemas de circulação da água. A oxigenação no interior da Lagoa de Piratininga é um tópico de discussão. Para ele, a falta de oxigênio não é um problema que acontece durante todo o ano. “A Lagoa tem problema de oxigênio em determinados períodos, por volta de maio e junho. Existe uma macroalga chamada ‘Cara’ que cresce muito rápido e em seu próprio processo de fotossíntese solta oxigênio na água. Só que quando ela morre, consome oxigênio. O que estamos planejando é montar uma rotina em que, quando chegar abril, retirarmos a alga. Assim, evitamos o processo de decomposição da alga. O ideal é que a gente consiga mecanizar isso. Teremos que inventar um manejo para resolver os problemas da Lagoa. É preciso ver uma forma de consumir o lodo”, detalhou.

Axel adianta que, essa semana, se reúne com o reitor da Universidade Federal Fluminense, Sidney Mello, para estudar soluções para o sistema lagunar. “O nosso maior problema é que não conhecemos os problemas da Lagoa. Por isso vamos trazer a universidade para nos ajudar. Temos muito mais perguntas do que respostas. Até hoje, muito se falou sobre a Lagoa, mas pouco se fez. E queremos fazer a coisa certa”, contou.

O Subcomitê do Sistema Lagunar de Itaipu/Piratininga (Clip) - que reúne representantes do poder público e da sociedade civil - continua se articulando para melhorar a situação no local. Para esse ano, a verba inicial é de R$ 450 mil que serão dedicados às duas lagoas. O geógrafo Luciano Paez foi escolhido para a gerência do Sistema Lagunar. A engenheira e coordenadora do Clip, Leila Heizer, afirmou que, para 2017, o subcomitê espera melhoras na conjuntura atualmente caótica que cerca a Lagoa. “Estamos com expectativa positiva porque existe uma perspectiva de obras boas para a região. A ciclovia, por exemplo, deve passar pela marginal da Lagoa, e vai funcionar como uma barreira. Isso vai impedir, por exemplo, que construções invadam esse espaço. Também deve colaborar em relação ao lixo. Muita gente deixa, por exemplo, entulho de obras no entorno da Lagoa. Isso deve diminuir”, disse.

Leila faz coro a Axel em relação à necessidade de estudos e implantação de medidas que, de fato, sejam capazes de resolver os problemas do sistema lagunar Itaipu-Piratininga como um todo. “Estamos acompanhando, junto à UFF, estudos para a melhoria da qualidade da água. Queremos buscar tecnologias que realmente funcionem, e não nos interessa só as lagoas limpas, mas também os rios, que são patrimônio inestimável”, detalhou.

Parque Orla - Com perspectiva de começo de obras este ano, o Parque Orla Piratininga - área de lazer náutico, pista de jogging, academias para terceira idade, adequação das ruas no entorno (infraestrutura de acesso), quiosques, banheiros e tratamento paisagístico - deve alterar o panorama no local. A expectativa é que problemas como descarte de lixo em pontos irregulares seja minimizado. “Toda aquela faixa de terra entre a ciclovia e o espelho d’água da Lagoa será o Parque Orla. Hoje, as pessoas vão lá e jogam lixo. Com o Parque, isso vai mudar. Até lá, precisamos contar com a colaboração das pessoas. As equipes da Clin vão lá, tiram, um mês depois está tudo de novo”, lamenta Axel.

O projeto deve exigir investimento de R$ 25 milhões. A Lagoa deve passar a ser pensada como ativo para a economia, utilidade para esportes náuticos e, consequentemente, turismo.


Ações humanas ameaçam patrimônio natural no mundo

Desmatamento, rodovias e agricultura danificam cerca de cem locais reconhecidos pela Unesco


Miguel Ángel Criado | El País


"O mundo nunca aceitaria que a Acrópole fosse derrubada ou que algumas pirâmides fossem desmontadas para a construção de bairros e estradas. Mas, neste momento, em todo o planeta, estamos permitindo que nossos Patrimônios Naturais da Humanidade sejam seriamente alterados”, denuncia o ecologista James Watson, da ONG Wildlife Conservation Society (WCS). Junto a outros colegas, esse professor analisou a situação dos lugares reconhecidos como Patrimônios da Humanidade pela Unesco como uma herança para as futuras gerações. Mais de cem deles estão acuados pelas atividades humanas.

Mapa que mostra todos os Patrimônios Naturais da Humanidade incluídos no estudo. Em vermelho, os que perderam mais massa florestal desde 2000. Allan et al/Biological Conservation

Dos mais de 1.000 monumentos, cidades e paisagens na lista do Patrimônio da Humanidade, 200 são parques ou reservas naturais. Não foram construídos pelos humanos, mas protegê-los e conservá-los deveria ser tão importante quanto cuidar da arquitetura colonial de Ouro Preto. Entretanto, o novo estudo, publicado na revista Biological Conservation, mostra que não tem sido assim. O trabalho, que começou em 1993, analisa várias ameaças humanas, como o avanço da agricultura, o pastoreio, a urbanização e a abertura de estradas, usando-as para criar um índice do rastro humano sobre os espaços naturais. A pesquisa também inclui a perda de massa florestal desde o começo deste século.

Nestes quase 25 anos, mais de cem locais protegidos sofreram pioras. O rastro humano aumentou em 63% dos sítios naturais reconhecidos pela Unesco, e só os localizados em território europeu se mantiveram relativamente iguais a como estavam em 1993. Os mais castigados ficam na Ásia, e o mais acuado é o Parque Nacional de Keoladeo, na Índia. Porém, aqueles onde a pressão humana mais se intensificou foram o santuário para a vida selvagem de Manas, também na Índia, e o Parque Nacional de Chitwan, no vizinho Nepal. Na África, a maior deterioração aconteceu no Parque Nacional das Montanhas Simien, na Etiópia.

"A densidade populacional ao redor de Keoladeo é muito alta, e o parque é muito pequeno. Além disso, foi uma reserva para caçar patos, por isso há muita infraestruturas do passado”, comenta James Allan, professor da universidade de Queensland (Austrália) e principal autor do estudo. “Por sorte, a situação de Keoladeo é estável. Há lugares como Manas, pelos assentamentos ilegais, ou nas montanhas Simien, pelo pastoreio e a agricultura, onde o rastro aumentou mais”, acrescenta.

Quanto ao desmatamento, esse sim é um problema generalizado. Dos 134 Patrimônios da Humanidade que tiveram sua cobertura florestal analisada, em 122 a vegetação está recuando. Embora na maioria a perda tenha sido pequena, 10 das áreas mais protegidas do planeta perderam mais de 5% de suas árvores ou arbustos. Entre elas estão parques míticos como o de Doñana, na Espanha, e de Yellowstone, nos EUA, que perdeu 6,3% das suas matas.

A América do Norte, aliás, é a região que mais desmatamento sofreu. Embora haja lugares de outras regiões que individualmente sofreram grandes perdas, como a Reserva da Biosfera Rio Plátano, em Honduras, ou a zona do lago Baikal, na Rússia, 57% da perda florestal global neste século se deu nos parques nacionais dos EUA e Canadá.

Aqui, recordam os pesquisadores, o principal vetor não foram os humanos, e sim um inseto, o besouro da espécie Dendroctonus ponderosae, que está dizimando os pinheirais norte-americanos. Mas, mesmo nesse caso, pode haver responsabilidade humana, pois há crescentes indícios de correlação dessa praga com a mudança climática. Com o aquecimento, o besouro entra cada vez mais em latitudes e altitudes mais elevadas. Além disso, com os invernos mais curtos, o percentual de larvas que sobrevivem é maior.

O estudo não inclui a mudança climática em sua análise das ameaças contra os Patrimônios Naturais da Humanidade. Tampouco mede o impacto de outras ações humanas, como a caça ilegal e o turismo. Como reconhece Allan, “nossos resultados são uma subestimação, o que é ainda mais preocupante”.

“Só avaliamos os dados até agora”, afirma ele. “Com o crescimento da população, da infraestrutura e da mudança climática, as coisas irão piorar.”

05 fevereiro 2017

Reconstrução após incêndios no Chile vai durar mais de ano

Governo chileno põe fim a estado de emergência decretado no país, após semanas de incêndios que devastaram florestas e queimaram mais de 1,6 mil casas, causando prejuízos de cerca de 330 milhões de dólares.


Isabel Allende | Deutsch Welle

O governo chileno calcula que a reconstrução das casas queimadas pelos incêndios florestais que assolaram sete regiões do país poderá levar, em alguns casos, mais de um ano, segundo informações do ministro chileno da Fazenda, Rodrigo Valdés, citado neste domingo (05/02) pelo jornal "El Mercurio".


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Diversos países, inclusive o Brasil, enviaram aviões para ajudar no combate ao fogo

Depois de assolar o país por várias semanas, o fogo matou 11 pessoas e destruiu 1.624 casas, causando prejuízos de cerca de 330 milhões de dólares, segundo informações do Ministério da Fazenda.

No sábado, o governo pôs fim ao estado de emergência decretado em 26 de janeiro último e informou que novos focos significantes de incêndio não foram detectados. No entanto, a presidente Michelle Bachelet advertiu que o país deve continuar vigilante, pois a temporada de incêndios florestais dura até abril.

Estes são "os piores incêndios que o Chile já sofreu em sua história (...) mas a maioria deles está agora sobre controle", afirmou Bachelet. "Isso não significa, no entanto, que vamos baixar a guarda."

Destruição pelo fogo


A chegada das chuvas e a queda de temperaturas ajudaram a conter o alastramento do fogo. "Estamos nos aproximando do fim dessa mega-emergência", afirmou Aaron Cavieres, chefe da Corporação Nacional Florestal (Conaf).

De acordo com o último informe da Conaf, os incêndios florestais ativos no Chile foram reduzidos a 50 neste domingo, dos quais 7 estão em fase de combate, 34 estão sob controle e 9 são considerados extintos. Desde o início da atual temporada de incêndios florestais, em julho do ano passado, houve 3.112 incêndios florestais no país, acrescentou o relatório.

Segundo o órgão, desde julho de 2016, mais de 5.860 quilômetros quadrados de florestas e terras agrícolas foram destruídos pelo fogo, incluindo mais de 3,7 mil quilômetros quadrados incendiados desde o início deste ano.



Terror branco: Avalanches afegãs matam mais de 100 pessoas

Mais de 100 pessoas morreram em uma série de avalanches provocadas em três dias de fortes nevascas no Afeganistão, 50 delas em uma única aldeia, segundo disseram as autoridades do país neste domingo (5), alertando que o número de mortos poderia aumentar ainda mais.


Sputnik

As avalanches ocorreram após três dias de fortes nevascas, que destruíram dezenas de casas e bloquearam estradas principalmente nas províncias central e nordeste do país, dificultando o acesso das equipes de resgate às aldeias atingidas.


Nevascas no Afeganistão
Nevasca no Afeganistão © East News/ AP/FOTOLINK

A maior parte das mortes, no entanto, ocorreu na remota província de Nuristan, onde pelo menos 50 pessoas foram mortas em uma única aldeia.

"Avalanches enterraram duas aldeias inteiras no distrito de Bargmatal; 50 corpos foram recuperados de uma aldeia enquanto os socorristas estão tentando alcançar a outra aldeia", disse um porta-voz do governo à AFP.

Outras 54 pessoas foram mortas em províncias do norte e centro do Afeganistão, onde as avalanches destruíram 168 casas e mataram centenas de animais, de acordo com as autoridades locais.

O governo declarou feriado público neste domingo, dia normal de trabalho no Afeganistão, para evitar viagens não essenciais e assegurar que as escolas fiquem fechadas.