20 janeiro 2017

Dois parques de MG são fechados por causa do surto de febre amarela no estado

Determinação para suspender temporariamente visitação nos parques estaduais do Rio Doce e da Serra do Brigadeiro é do Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sisema).


Por G1 MG

Dois parques mineiros, localizados no Vale do Rio Doce e na Zona da Mata, ficarão fechados temporariamente por causa da ocorrência de febre amarela no estado. De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (SES), este é o pior surto da doença já registrado em Minas Gerais. 

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Área do Parque Estadual do Rio Doce abrange os municípios de Dionísio, Marliéria, Timóteo (divulgação)

O fechamento dos parques estaduais do Rio Doce e da Serra do Brigadeiro foram determinados pelo Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sisema). A decisão atendeu a um pedido da SES, devido ao decreto de situação emergência em 152 municípios situados nas regiões afetadas pela doença.

Nesta quinta-feira (19), o governo de Minas confirmou que 34 pacientes contraíram a doença, sendo que 23 deles morreram. No total, 206 casos foram notificados no estado, e 172 ainda estão sob investigação.

O Parque Estadual do Rio Doce fica em uma área entre as cidades de Dionísio, Marliéria e Timóteo. Já a unidade de conservação da Serra do Brigadeiro abrange os municípios de Araponga, Fervedouro, Miradouro, Ervália, Sericita, Pedra Bonita, Muriaé e Divino.

Em nenhuma dessas cidades, há registro de casos da doença, conforme os dados do boletim da Secretaria de Estado de Saúde desta quinta. Entretanto, de acordo com o Instituto Estadual de Florestas (IEF), os dois parques são os principais a receber visitação pública na região afetada pelo surto. A intenção do Sisema é preservar visitantes e funcionários de um possível contato com o vírus.

Na última semana, um alerta direcionado aos visitantes do Parque Estadual do Rio Doce já havia sido publicado no site do instituto. Segundo o IEF, as unidades de conservação retomarão suas atividades normais assim que a situação seja contornada na região.

Surto em MG

A febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda, que pode levar à morte em cerca de uma semana se não for tratada rapidamente. De acordo com o Ministério da Saúde, a doença é transmitida por mosquitos e comum em macacos, que são os principais hospedeiros do vírus.

Até o momento, a SES registrou apenas o ciclo silvestre da doença em Minas. Os casos suspeitos ou confirmados estão concentrados em 29 cidades.

As mortes estão relacionadas aos municípios de Ladainha (7), Piedade de Caratinga (2), Ipanema (3), Malacacheta (2), Imbé de Minas (1), São Sebastião do Maranhão (2), Frei Gaspar (1), Itambacuri (2), Poté (1), Setubinha (1), Teófilo Otoni (1).

A maioria dos pacientes mortos era homens, moradores de áreas rurais e, em relação a nenhum deles, há registro de aplicação de vacina contra a doença.

Em 44 municípios do estado há rumores de morte de macacos. Essas cidades ficam nas regiões do Vale do Rio Doce, Vale do Mucuri, Vale do Jequitinhonha, Zona da Mata, Centro-Oeste, Sul de Minas e Triângulo Mineiro. Em outros 13 municípios - no Vale do Rio Doce, Vale do Mucuri, Centro-Oeste e Triângulo Mineiro –, equipes conseguiram coletar amostras de primatas mortos para a realização de exames.

19 janeiro 2017

Construção de armazém de resíduos nucleares na Espanha começa "nos próximos dias"

É oficial. Espanha vai iniciar "nos próximos dias" a construção do armazém de resíduos nucleares na central de Almaraz


Diario de Noticias

Governo espanhol garante que a estrutura do armazém que será segura, mas Portugal vai contestar hoje, com uma queixa à Comissão Europeia.


Paulo Spranger /Global Imagens

A informação sobre o projeto foi adiantada à Lusa pelo secretário de Estado para a União Europeia espanhol, Jorge Toledo, que se reuniu esta manhã com a secretária de Estado dos Assuntos Europeus portuguesa, Margarida Marques, em Lisboa.

"A obra civil, que vai durar quase um ano, vai começar nos próximos dias, mas é uma obra civil. Ainda não se iniciou o procedimento de autorização da operação, do funcionamento do armazém, que terá, como é normal, todas as garantias, necessitará de um relatório do Conselho de Segurança Nuclear espanhol para que tenha absolutamente todas as garantias", afirmou o governante espanhol.

Questionado sobre se o executivo espanhol vai esperar o parecer da Comissão Europeia sobre o projeto antes de emitir a licença para a operação do armazém de resíduos nucleares, Jorge Toledo indicou que Madrid "terá que autorizar o funcionamento, na altura devida, o que não será antes de princípio de 2018".

"Entretanto, a Comissão decidirá qual é a sua interpretação da diretiva que exige, quando há impacto transfronteiriço, a participação de outro país", referiu.

O governante espanhol disse ainda que a construção do armazém na central de Almaraz pretende precisamente garantir a segurança: "Se não houvesse armazém, estaríamos perante um cenário de insegurança", disse.

"O principal interessado em que a operação da central de Almaraz e, em concreto, a construção e operação do armazém de resíduos tenha todas as garantias de segurança é Espanha. É uma central que está a 110 quilómetros em linha reta da fronteira portuguesa, e portanto está em pleno território espanhol, com muitos espanhóis que vivem ali", acrescentando que o Governo de Madrid está "disposto, como até agora, a oferecer toda a informação necessária aos amigos portugueses".

Portugal vai apresentar hoje a queixa a Bruxelas contra Espanha, um procedimento inédito entre os dois países ibéricos, confirmou à Lusa a secretária de Estado dos Assuntos Europeus.

Segundo Margarida Marques, está em causa uma divergência entre os dois países, "que são amigos", sobre uma diretiva comunitária e o executivo português entende que, "em determinado momento do processo, Espanha devia ter informado Portugal do processo da construção da central".

O projeto esteve em consulta pública, mas, disse Margarida Marques, esse processo decorreu em Espanha e "não houve uma informação formal do Governo espanhol ao Governo português".

"É isso que entendemos que não foi feito, é por isso que entendemos que o artigo 7.º da diretiva [2011/92/UE, de 13 de dezembro de 2011] não foi respeitado", mencionou.

"Nós confiamos no Governo espanhol no sentido de entender que está preocupado com a segurança dos cidadãos espanhóis, como nós estamos preocupados com a segurança dos cidadãos portugueses", disse ainda a governante portuguesa.

Portugal considera que tem de ser feita uma avaliação de impacto transfronteiriço do projeto.

Na semana passada, numa reunião em Madrid entre o ministro do Ambiente português, João Matos Fernandes, e os ministros da Energia de Espanha e do Ambiente, o Governo espanhol sugeriu que fosse Portugal a realizar esse estudo, proposta que o executivo português recusou, considerando que essa responsabilidade cabe a Espanha.

De acordo com o Boletim Oficial do Estado (BOE), uma resolução de 14 de dezembro de 2016, da Direção-Geral de Política Energética e Minas, o Governo espanhol "autoriza a execução e montagem da modificação do desenho correspondente ao Armazém Temporário Individualizado da Central Nuclear Almaraz, Unidades I e II".

No texto do BOE, publicado após os pareceres favoráveis por parte do Conselho de Segurança Nuclear (CSN) e da Secretaria de Estado do Meio Ambiente, o executivo espanhol autorizou a construção do armazém temporário individualizado (ATI) da central de Almaraz de acordo com as condições impostas pelo CSN espanhol.

O processo para a construção do ATI teve início em 18 de novembro de 2015, quando o diretor-geral das Centrais Nucleares de Almaz-Trillo (CNAT) solicitou a autorização para a construção do armazém de resíduos nucleares, com o objetivo de resolver as necessidades de armazenamento do combustível gasto nos reatores.

A funcionar desde o início da década de 1980, a central está situada junto ao Tejo e faz fronteira com os distritos portugueses de Castelo Branco e Portalegre, sendo Vila Velha de Ródão a primeira povoação portuguesa banhada pelo Tejo depois de o rio entrar em Portugal.

A central nuclear de Almaraz tem dois reatores nucleares, cada um com uma "piscina" para guardar o lixo nuclear, prevendo-se que a do "reator 1" alcance o limite da sua capacidade em 2018.

Segundo fontes da central, o ATI a construir vai ser necessário para armazenar qualquer material radioativo, mesmo aquele que resultar da desativação da central em 2020, como está previsto.

Os ambientalistas portugueses desconfiam que a decisão de construção do ATI seja o primeiro passo para prolongar a vida da central para além de 2020.


Espanhóis e italianos construirão mega-usina solar em Dubai

Construção foi encomendada a consórcio formado pelas empresas espanholas Gransolar e Acciona e a italiana Ghella.


France Presse


A construção de uma usina fotovoltaica com uma capacidade de 800 MW no emirado de Dubai foi encomendada a um consórcio formado pelas empresas espanholas Gransolar e Acciona e a italiana Ghella, anunciaram as companhias nesta quarta-feira (18). 

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Usina solar Shams 1 em Abu Dhabi

O consórcio "construirá a maior usina fotovoltaica do mundo", afirmou o comunicado divulgado pela Gransolar e a Acciona. O projeto, cujo orçamento não foi revelado, será entregue "chave na mão" em função de um contrato assinado em dezembro com as estatais DEWA (autoridade de água e eletricidade de Dubai) e Masdar, segundo o comunicado.

Um porta-voz da DEWA consultado pela AFP confirmou a informação, mas não deu mais detalhes.

O parque solar Mohammed bin Rashid Al Maktoum possui, desde 2013, instalações com uma capacidade de 13 MW, e uma segunda fase deve adicionar 200 MW até abril de 2017, indicou a DEWA em seu site.

O consórcio liderado pela Gransolar está a cargo da terceira etapa, que deve instalar os 800 MW adicionais até 2020. Quando o parque estiver finalizado, sua potência máxima será de 1054 MW, detalhou o comunicado.

Três milhões de painéis


A nova usina contará com três milhões de painéis fotovoltaicos com dispositivos mecânicos capazes de orientá-los para o sol, em uma superfície de 17,8 km2, evitando a emissão de cerca de 1,4 milhão de toneladas de CO2 por ano.

Em junho, Dubai anunciou a construção futura nesse mesmo parque solar de uma usina solar de concentração, uma tecnologia diferente da fotovoltaica, de 1.000 MW.

A DEWA prevê que este parque solar possua um total de 5.000 MW até 2030, com um investimento de 13,6 bilhões de dólares. O emirado tem como objetivo produzir 7% de sua energia a partir de fontes renováveis até 2020, e de aumentar esse percentual para 75% em 2050.


A cada cinco dias, um boto cinza é encontrado morto na baía de Sepetiba

Eles são pequenos - têm menos de dois metros -, tímidos e ligeiros.
No ano passado, foram recolhidas no local 69 carcaças de animais.


Fantástico

Eles são os donos do paraíso. Em cada baía, cada estuário de águas protegidas, da América Central até a baía norte de Florianópolis (SC), há grupos imensos de botos cinza. Eles são pequenos - têm menos de dois metros -, tímidos e ligeiros. Na baía de Ilha Grande, no Rio de Janeiro, são tantos que parece que nada, nunca, poderia ameaçá-los. Mas, não muito longe, na baía de Sepetiba, o boto está desaparecendo.

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Botos mortos são encontrados com uma frequência assustadora. O número começou a subir em 2010, quando foram encontradas 32 carcaças. No ano passado, já foram 69 - um animal a cada cinco dias.

Avalanche após terremoto atinge hotel e deixa mortos na Itália

Cerca de 30 pessoas estavam no hotel na cidade de Farindola, em Abruzzo, no momento do acidente.


G1


Muitas pessoas morreram por uma avalanche que atingiu um hotel em uma estação de esqui na cidade de Farindola, em Abruzzo, no centro da Itália, na noite de quarta-feira (18). Horas antes, a região tinha sido atingida por pelo menos três terremotos com magnitude superior a 5. 

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Imagem aérea do hotel de luxo atingido por avalanche em Faríndola, no centro da Itália | Reuters

Duas pessoas, que estavam fora do Hotel Rigopiano, foram resgatadas e uma pessoa morta foi retirada dos escombros, segundo a CNN.

"Há muitos mortos", declarou Antonio Crocetta, um dos chefes dos socorristas alpinos enviados ao local na madrugada desta quinta-feira (19), segundo a France Presse.

A imprensa italiana afirma que as cerca de 30 pessoas que estavam no Hotel Rigopiano morreram, de acordo com a Reuters. Entre elas, ao menos 22 são hóspedes.

"Nós chamamos, mas ninguém responde", declarou Crocetta ao jornal italiano "Corriere de la Sera". As condições de resgate são bastante difíceis já que o hotel ficou completamente destruído pela avalanche.

As equipes de resgate também demoraram a chegar ao local porque as vias de acesso estavam bloqueadas pela neve. Os sobreviventes se abrigaram em um carro até a chegada do socorro, por volta das 4h desta quinta.

O hotel está localizado no maciço do Gran Sasso (cerca de 1,3 mil metros de altura), na cordilheira dos Apeninos, de acordo com a Efe.

Depois dos fortes tremores registrados na manhã de quarta, a região continuou a registrar réplicas dos abalos durante o período da noite, segundo a BBC. Os tremores ocorreram depois que as regiões de Abruzzo, de Marche e de Lazio foram atingidas por dias de forte nevasca.

Histórico dos tremores

Em 23 de agosto de 2016, um terremoto de magnitude 6,2 atingiu as cidades de Amatrice, Accumoli e Norcia. Quase 300 pessoas morreram. Amatrice teve o maior número de mortos e ficou completamente destruída.

Ainda traumatizados por esse terremoto, a Itália enfrentou outros tremores fortes. Em 26 de outubro, três terremotos - um de magnitude 5,5, outro de 6,0, e um de 4,9 - atingiram a região central da Itália com cerca de quatro horas de intervalo.

Quatro dias depois, um 30 de outubro, um novo tremor de magnitude 6,6 deixou quase 8 mil desabrigados e destruiu construções históricas na região de Nórcia, no centro da Itália. Ele foi sentido do norte ao sul do país, de Bolzano, próximo à fronteira do país com a Áustria, à região de Puglia, no extremo sul. Esse terremoto foi o mais forte a atingir a península desde 1980.

Em 2009, um terremoto de magnitude de 6,3 matou mais de 300 pessoas em Áquila.


Fortes tremores atingem Roma e a região central da Itália

Três dos abalos tiveram mais de 5 de magnitude. Não houve relato imediato de feridos ou estragos.


G1


Uma série de tremores atingiu Roma e a região central da Itália em um intervalo de cerca de uma hora na manhã desta quarta-feira (18), segundo a Reuters. Não houve relato imediato de feridos ou estragos, mas linhas de trem foram bloqueadas na capital italiana.

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Edifícios em Roma tremeram. Escolas e o sistema de metrô foram fechados por precaução. Moradores próximos do epicentro, cerca de 110 km a nordeste de Roma, correram para as ruas apesar da neve.

"O maior problema agora é a neve, porque estamos tendo dificuldade em contornar e avaliar qualquer dano", afirmou o porta-voz dos bombeiros, Luca Cari.

Os múltiplos tremores – três deles com magnitude superior a 5 - atingiram uma região que foi abalada fortemente por terremotos no segundo semestre de 2016, segundo a Reuters.

Um deles chegou a ter magnitude de 5,5. O epicentro foi a 110 km de distância de Roma e 40 km de profundidade. Inicialmente, a magnitude tinha sido estimada em 5,7. Uma testemunha relatou que o metrô da capital italiana chegou a ser esvaziado.

Mais cedo, a Reuters tinha relatado um tremor de 5,4 de magnitude foi sentido em Roma e na região central. O epicentro foi registrado a 111 km ao norte de Roma e a 10 km de profundidade, de acordo com o Centro Sismológico Europeu-Mediterrâneo.

Região central

Em 23 de agosto de 2016, um terremoto de magnitude 6,2 atingiu as cidades de Amatrice, Accumoli e Norcia. Quase 300 pessoas morreram. Amatrice teve o maior número de mortos e ficou completamente destruída.

Ainda traumatizados por esse terremoto, a Itália enfrentou outros tremores fortes. Em 26 de outubro, três terremotos - um de magnitude 5,5, outro de 6,0, e um de 4,9 - atingiram a região central da Itália com cerca de quatro horas de intervalo.

Quatro dias depois, um 30 de outubro, um novo tremor de magnitude 6,6 deixou quase 8 mil desabrigados e destruiu construções históricas na região de Nórcia, no centro da Itália. Ele foi sentido do norte ao sul do país, de Bolzano, próximo à fronteira do país com a Áustria, à região de Puglia, no extremo sul.

16 janeiro 2017

Frio causa morte de mais de 60 pessoas em uma semana na Europa


Na França, uma forte tempestade provocou a queda de uma árvore que matou uma mulher de 43 anos


France Presse | O Estado de SP

Uma onda de frio acompanhada por fortes tempestades atingiu a Europa e provocou a morte de mais de 60 pessoas desde o fim de semana passado. As últimas vítimas foram duas mulheres, uma na Albânia e outra na França. 



Militares
Militares carregam suplementos para moradores isolados pela neve na Albânia | Foto: AP

Na Albânia, uma mulher de 61 anos foi encontrada morta na quinta-feira diante do edifício onde vivia, em Saranda, sul do país, segundo a polícia local. O país já registra 8 mortes desde sábado passado.

No sudeste da França, uma "forte tempestade invernal extremamente violenta" denominada de Egon provocou a queda de uma árvore que matou uma mulher de 43 anos, segundo a polícia. Na noite de quinta-feira, 330 mil lares ficaram sem eletricidade, indicou a Enedis, companhia que administra a rede de distribuição.

Um trem Thalys, que une a França com Bélgica, Holanda e Alemanha, ficou bloqueado durante várias horas no norte da França. Devido aos violentos ventos foi realizada a evacuação de mais de mil pessoas presentes no trem.

No Reino Unido, grandes marés e mau tempo levaram a agência ambiental a emitir 12 alertas de grave risco de inundação e uma centena de soldados foram mobilizados para a cidade costeira de Skegness, leste de Inglaterra, para ajudar a população.

A tempestade Egon também causou prejuízos em diversas regiões da Alemanha, enquanto na Bélgica milhares de habitações ficaram sem eletricidade, na região de Namur.



Acredite: aqui pode virar um lixão

Um paraíso rural, com cinco nascentes e próximo a um produtor de vacinas, está ameaçado pela criação de um aterro sanitário


Ludmilla Amaral | IstoÉ


Uma área de 1,3 milhão de metros quadrados com vegetação natural, criação de 30 búfalos e cinco nascentes que pertencem ao Ribeirão do Colégio, principal manancial que abastece os 19 mil moradores da cidade de Araçariguama, no interior de São Paulo, está ameaçada. O vasto verde da Fazenda Nova Esperança receberá o vaivém de caminhões que levarão toneladas de lixo ao aterro sanitário que a empresa Proactiva Meio Ambiente, do grupo multinacional Veolia, pretende construir. Por medo de terem seu lençol freático contaminado, a população do município, a 55 quilômetros da capital, trava uma batalha judicial contra a empresa, por meio de uma ação popular. O documento questiona algumas etapas do processo de licenciamento, que envolvem um parecer técnico da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) e uma autorização de uso e ocupação do solo concedida pelo então prefeito Roque Normélio Hoffmann (PSDB), comprada em 2009 por R$ 10 milhões.



Acredite: aqui pode virar um lixão
Fazenda Nova Esperança

Faz três anos que a população entrou com uma ação popular, de autoria do advogado Mario Luiz De Marco, para impedir a construção do aterro. “Apontamos riscos iminentes de contaminação e possíveis problemas de abastecimento”, diz Dr. Mario. A Cetesb avaliou o local e, mesmo com todos os problemas, concedeu a licença. Há um ano e meio, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) exigiu que fosse feita uma perícia no local, que ainda não foi realizada. Segundo o advogado da cidade, em 2014 houve outra avaliação, feita a pedido do MP de São Roque. Esta considerou o local inadequado para a instalação do aterro. Em contrapartida, o advogado da Proactiva, Douglas Nadalini, afirma que nunca foi feita uma vistoria no terreno. Segundo ele, a solicitada pelo TJ-SP será a primeira. “A perícia está em andamento, mas o aterro pode ser construído”, afirma de Marco.

A SITUAÇÃO HOJE

Em 2017, a novela ganhou novos capítulos. A prefeita eleita, Liliana Aymar (PV) , se colocou contrária à criação do lixão. Como primeira ação na prefeitura, criou um decreto para revogar todas as licenças e autorizações referentes ao aterro e redigiu um projeto de lei que institui aquela área como parque ambiental. “Acredito que os vereadores serão favoráveis ao projeto de lei e vamos dar fim a isso”, disse Liliana. Sobre as novas ações, o advogado Nadalini disse que estão “avaliando os reflexos que elas podem ter e as eventuais medidas que podem ser tomadas.”


A criação do aterro também preocupa o Instituto Butantan. A dois quilômetros de onde ele poderá ser construído acontece a produção do principal centro produtor de vacina do País, na Fazenda São Joaquim, onde cerca de 850 cavalos são cuidados para a criação de plasma para soros e vacinas. “É um problema grave para o meio ambiente e para a saúde pública”, diz Marcelo de Franco, diretor substituto do Instituto. O professor do Departamento de Microbiologia do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da Universidade de São Paulo (USP), Wellington Luiz de Araújo, fala que a grande preocupação é o chorume que tende a escorrer do lixo e pode ser filtrado pelo solo, infectando os mananciais. “Uma vez contaminado um manancial, a recuperação disso é extremamente difícil e demorada.”


A Proactiva, que respondeu um processo na Justiça por indícios de um esquema de corrupção na construção do aterro de Biguaçu, em Florianópolis (SC), em 2008, disse, por meio de sua assessoria de imprensa, que “a empresa implantará outro ponto de captação da Sabesp e que estarão responsáveis pela preservação do manancial. Caso haja contato com chorume, medidas serão tomadas imediatamente”. A Cetesb informou que emitiu uma licença porque foram cumpridos todos os requisitos técnicos e legais.


Para onde vai o lixo das cidades paulistas

Os dejetos da capital e de cidades do interior viajam quilômetros para aterros de outras cidades


Segundo um levantamento feito pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), em 2015 235 cidades deslocaram seu lixo a quilômetros de distância para aterros particulares de empresas de saneamento de outros municípios. E dez localidades buscam as vizinhas para deixarem seus dejetos em aterros públicos. Os restos orgânicos de Igarapava (SP) percorrem cerca de 43 km até um lixão de Uberaba (MG). Iguape, no sul de São Paulo, transporta por um caminho ainda mais longo, de 218 km, até a Grande São Paulo. Barra Mansa (RJ) fica responsável por acolher a sujeira das cidades paulistas de Arapeí e Bananal. 

      

Minas já tem 110 casos suspeitos de febre amarela e realiza vacinação domiciliar

Em boletim epidemiológico divulgado nesta quinta-feira (12), a Secretaria de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) informa que o número de casos suspeitos de febre amarela no estado já somam 110 este ano.


Agência Brasil

Destes, 20 são tratados como casos prováveis, cujos pacientes apresentaram exame laboratorial preliminar positivo. No entanto, a confirmação final demanda investigação de outros fatores. Os outros 90 casos ainda estão sendo analisados.


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O governo mineiro também informa que, dos 30 óbitos suspeitos, 10 já são considerados prováveis. As mortes ocorreram nos municípios de Ladainha, Ubaporanga, Ipanema, Itambacuri, Malacacheta e Piedade de Caratinga. A recomendação para a população é manter em dia a vacinação contra febre amarela, disponibilizada gratuitamente nos postos de saúde através do Sistema Único de Saúde (SUS). A aplicação ocorre em dose única, devendo ser reforçada após 10 anos.

No caso de recém-nascidos, é administrada uma dose aos nove meses e um reforço aos quatro anos. Mas, como se trata de uma situação atípica, que inspira cuidados, nas regiões afetadas, bebês com seis meses estão recebendo duas doses com intervalo de 30 dias.

A SES-MG alerta que pessoas que nunca se imunizaram contra a febre amarela e moradores das áreas suspeitas devem se vacinar com urgência. Quem for viajar a estes locais deve ir ao posto de saúde com 10 dias de antecedência. O governo mineiro está realizando vacinação domiciliar nas regiões mais distantes do centro das cidades com registro da doença. Esta é, porém, uma medida complementar. A recomendação é que a população em geral se dirija a um posto de saúde.

O Ministério da Saúde enviou 285 mil doses da vacina, para reforçar o estoque de 280 mil que Minas já possuía. O governo mineiro afirma que não há risco de desabastecimento, mas informa que as prefeituras devem se organizar para solicitar o quantitativo suficiente. “Pode haver a falta pontual em alguns municípios, pois alguns não dispõem de estrutura para armazenar grande quantidade da vacina”, disse a SES-MG em nota.

Nesta quinta-feira (12), o governador Fernando Pimentel participou de seminários sobre o assunto em Caratinga, no Vale do Aço, e em Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri, duas regiões afetadas. Os eventos mobilizaram representantes de 152 municípios, onde vivem aproximadamente 2,4 milhões de pessoas.

Também foi lançada uma página especial onde a SES-MG disponibiliza orientações sobre vacinação, dicas de prevenção, respostas para as perguntas mais frequentes e esclarece dúvidas da população. O objetivo é combater mitos, dar as últimas notícias sobre o assunto e oferecer informações claras à comunidade.

Transmissão rural

A febre amarela é causada por um vírus da família Flaviviridae e ocorre em alguns países da América do Sul, da América Central e da África. No meio rural e silvestre, ela é transmitida pelo mosquito Haemagogus. Já em área urbana, o vetor é o Aedes aegypti, o mesmo da dengue, zika e febre chikungunya.

Segundo o Ministério da Saúde, a transmissão da febre amarela no Brasil não ocorre em áreas urbanas desde 1942. Até o momento, todos os casos suspeitos em Minas Gerais são considerados de transmissão silvestre.

Com o risco de volta da febre amarela urbana, a SES-MG reforça o pedido à população para adotar medidas de combate ao vetor Aedes aegypti, eliminando seus criadouros. No caso do Haemagogus, não se recomenda o controle do vetor. Além de tomar a vacina, no meio rural, as pessoas podem fazer uso de repelentes e roupas compridas.

As primeiras manifestações da doença são repentinas e caracterizadas por febre alta, calafrios, cansaço, dor de cabeça, dor muscular, náuseas e vômitos. Segundo informações da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a maioria das pessoas infectadas apresenta melhora após três dias, se recupera, e cria imunidade contra o vírus.

A forma mais grave se manifesta após o paciente apresentar um breve período de bem-estar. Nesses casos, podem ocorrer insuficiências hepática e renal, icterícia (olhos e pele amarelados), manifestações hemorrágicas e cansaço intenso.



Espécie rara de serpente é descoberta em Estação Ecológica no Acre

Animal vive entre folhas secas que caem no chão da floresta, diz pesquisador.Serpente foi achada em fevereiro de 2016 e ICMBio divulgou nesta sexta (13).


Iryá Rodrigues | G1 AC

Uma rara serpente de cor preta, cabeça branca e com cerca de 40 a 50 centímetros foi descoberta na Estação Ecológica Rio Acre, a 70 quilômetros de Assis Brasil, interior do estado. O animal foi achado por pesquisadores do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Apesar da descoberta ter ocorrido em fevereiro de 2016, ela foi divulgada apenas nesta sexta-feira (13).


Espécie de serpente rara foi achada pela primeira vez na Estação Ecológica Rio Acre, em Assis Brasil  (Foto: Marco Freitas/Arquivo Pessoal)
Espécie de serpente rara foi achada pela primeira vez na Estação Ecológica Rio Acre, em Assis Brasil (Foto: Marco Freitas/Arquivo Pessoal)

Essa foi a primeira vez que a espécie, de nome científico Ninia hudsoni, foi encontrada em solo acreano e a sétima vez no país, segundo o ICMBio. De acordo com o analista ambiental Marco Antônio Freitas, um dos pesquisadores da equipe, a serpente é um animal noturno e terrestre que vive entre as folhas secas que caem no chão da floresta.

"É uma serpente rara por natureza, pouco conhecida pela ciência e não é ameaçada de extinção. Inteiramente negra no dorso, com a cabeça e barriga branca. As escamas são acarenadas, que dá o aspecto áspero ao toque. É completamente inofensiva, não morde, não tem peçonha e se alimenta de pequenos animais que vivem no folhedo da floresta", detalhou o pesquisador e especialista em répteis e anfíbios.

A pesquisa teve início em abril de 2015 e, segundo o pesquisador, inicialmente foram 22 dias de campo e em fevereiro de 2016 foram mais 15 dias no local. Em seguida, vieram as análises em laboratório. A descoberta foi transformada em um artigo científico que foi publicado no final do ano passado.

"Ela foi coletada e fixada com a devida licença do próprio órgão. Está tombada na coleção científica da Universidade Federal Rural de Pernambuco, onde sou estudante e doutorado. A gente tem que ter um animal tombado do registro, quando ele é raro ou quando precisa fazer um inventário, como foi o caso", explicou Freitas.

Estação Ecológica Rio Acre


A unidade de conservação Estação Ecológica Rio Acre fica, de acordo com o pesquisador, a 35 quilômetros de uma aldeia indígena. Em linha reta, o local fica a cerca de 70 quilômetros da cidade de Assis Brasil, distante 342 quilômetros da capital acreana, Rio Branco.

Dependendo da situação do rio, se estiver cheio ou seco, a viagem até a Estação Ecológica, que tem 77 mil hectares, pode levar até uma semana. Ao menos 110 espécieis de anfíbios e répteis foram achadas na unidade de conservação, além de mais de 400 espécieis de aves e 28 espécieis de roedores e marsupiais.

"A Estação Ecológica Rio Acre é uma das regiões mais isoladas do planeta. É uma região muito pouco conhecida, faz fronteira direta com o Peru e é uma região importante, porque está sendo utilizada como refúgio dos índios isolados da Amazônia. Então, toda e qualquer pesquisa é de extrema importância para o conhecimento da biota local, seja de fauna ou flora", finalizou Freitas.

Terremoto atinge Vanuatu, no Oceano Pacífico

Epicentro do tremor ocorreu a 10 km de profundidade e a 496 km ao norte de Port-Villa.


EFE


Um terremoto de 5,8 graus sacudiu nesta segunda-feira (16) o norte do arquipélago de Vanuatu, no sul do Oceano Pacífico. Autoridades não emitiram alerta de tsunami nem há relatos de danos ou vítimas até o momento. 

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Port Vila, Efage, Vanuatu

O epicentro do tremor ocorreu a dez quilômetros de profundidade e a 128 quilômetros a oeste da cidade de Solo e a 496 ao norte de Port-Villa, a capital do país, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês), que registra a atividade sísmica no mundo todo.

Vanuatu fica perto do chamado Anel de Fogo do Pacífico e dos vulcões submarinos da Bacia de Lau, por isso que registra tremores com frequência. habitualmente. Com cerca de 250 mil habitantes, a República de Vanuatu é formada por um arquipélago de origem vulcânica.


Começa o racionamento de água no Distrito Federal

De acordo com o cronograma, os cortes começam pelas regiões de Ceilândia, Recanto das Emas e Riacho Fundo II. Confira o cronograma das regiões que serão atingidas no primeiro racionamento da história do Distrito Federal


Congresso em Foco

O Distrito Federal enfrenta, a partir desta segunda-feira (16), racionamento de água pela primeira vez em sua história. Os cortes começam pelas regiões de Ceilândia, Recanto das Emas e Riacho Fundo II. A Companhia de Saneamento Ambiental (Caesb) fará um rodízio na interrupção do fornecimento de água nas áreas abastecidas pelo reservatório do Descoberto, um dos dois que abastecem o DF. O nível desse reservatório chegou a 18,94% de sua capacidade máxima.


Tony Winston/Agência Brasília
Com nível atual de 18,94%, Barragem do Descoberto é o maior reservatório de água para abastecimento do Distrito Federal. Cortes vão atingir 1,8 milhão de pessoas | Tony Winston/Agência Brasília

De forma gradual, o abastecimento será retomado na terça (17) e na quarta-feira (18). Entre quinta e sábado, o fornecimento será normal. As regiões abastecidas pelo Descoberto e que devem sofrer com o corte são: Ceilândia, Taguatinga, Vicente Pires, Águas Claras, Samambaia, Riacho Fundo, Recanto das Emas, Gama, Santa Maria, Núcleo Bandeirante, Park Way, Guará e Candangolândia. Ao todo, cerca de 1,8 milhão de pessoas serão atingidas pelos cortes.

Segundo a Caesb, o calendário dos cortes terá um ciclo de seis dias: um com interrupção completa, dois de estabilização e três de fornecimento normal. O corte volta no sétimo dia.

O racionamento não atinge, neste primeiro momento, os moradores do Plano Piloto e outras regiões abastecidas pelo reservatório de Santa Maria, que está com 41,22% de sua capacidade máxima. Essas localidades também serão atingidas a partir do próximo dia 30, quando a pressão dos canos será reduzida.

Confira o cronograma dos cortes de água no DF:

Primeiro ciclo do rodízio no fornecimento de água

16 de janeiro (segunda-feira)

Interrupção: Ceilândia Oeste, Recanto das Emas e Riacho Fundo II

17 de janeiro (terça-feira)

Interrupção: Vicente Pires, Colônia Agrícola Samambaia, Vila São José, Jóquei, Santa Maria, DVO, Sítio do Gama, Polo JK e Residencial Santa Maria

18 de janeiro (quarta-feira)

Interrupção: Gama

19 de janeiro (quinta-feira)

Interrupção: Águas Claras (zona baixa), Park Way, Núcleo Bandeirante, C.A. IAPI, Candangolândia, Setor de Postos e Motéis e Metropolitana, Vila Cauhy, Vargem Bonita, Ceilândia Leste e Samambaia

20 de janeiro (sexta-feira)

Interrupção: Guará I e II, Polo de Modas, CABS, Lúcio Costa, SQB, CAAC, Taguatinga Sul, Arniqueiras, Areal e Riacho Fundo I

21 de janeiro (sábado)

Interrupção: Águas Claras (zona alta), Concessionárias e Taguatinga Norte

22 de janeiro (domingo)

Interrupção: Ceilândia Oeste, Recanto das Emas e Riacho Fundo II