31 dezembro 2016

Elefanta do Chile deve ser levada para santuário em MT em março, diz ONG

Entidade pretende arrecadar U$ 68 mil para transportar animal de avião.Primeiro santuário da América Latina fica em Chapada dos Guimarães.


André Souza | G1 MT

Resgatada de um circo no Chile em 1997, a elefanta Ramba deve ser a nova moradora do primeiro Santuário de Elefantes da América Latina, que fica em Chapada dos Guimarães, a 65 km de Cuiabá. Em outubro, o santuário recebeu as duas primeiras moradoras, Guida e Maia. A transferência do animal, que atualmente mora em um zoológico, deve ser feita em março, segundo a ONG Internacional Global Sanctuary for Elephants, responsável pelo santuário no Brasil.


Ramba tem aproximadamente 50 anos e foi resgatada de circo no Chile (Foto: Global Sanctuary for Elephants/Divulgação)
Ramba tem aproximadamente 50 anos e foi resgatada de circo no Chile (Foto: Global Sanctuary for Elephants/Divulgação)

Ramba é conhecida como a última elefanta de circo do Chile. Não se sabe ao certo a idade dela. No entanto, estima-se que ela tenha, aproximadamente, 50 anos. Ela foi apreendida por questões relacionadas a abuso e negligência. Apesar de ter sido “confiscada”, ela continuou morando com o circo.

Em 2011, ela foi levada para zoológico em Racangua, uma província chilena, após esforços de uma instituição daquele país. Quando foi levada, Ramba tinha cicatrizes e abscessos pelo corpo. As marcas, segundo a ONG foram causadas por ferramentas de metal usada para ferir os animais durante o treinamento para o show circense.

A entidade diz que aguarda a finalização da documentação necessária para iniciar o processo de transferência. Além disso, a ONG pretende arrecadar U$ 68 mil para trazer Ramba para Mato Grosso. O transporte deve ser feito de avião. A previsão é que ela seja trazia entre março e abril.

O santuário


Em outubro, Maia e Guida, as duas primeiras moradoras do santuário foram soltas na natureza. As duas foram sequestradas ainda filhotes na Tailândia e trazidas do país asiático para o Brasil a fim de trabalharem em circos.

A área do santuário foi comprada pela ONG Internacional Global Sanctuary for Elephants em maio de 2015, depois de quase dois anos de procura. O Santuário tem capacidade para abrigar 50 elefantes. A cada animal trazido, a licença cedida pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema) deve ser renovada.

O local escolhido pela ONG é uma antiga fazenda de criação de gado que tem áreas preservadas e com floresta intacta. Para a proteção de Maia e Guida, a área foi cercada por tubos de aço de petróleo enterrados a dois metros de profundidade e, depois, concretados.


29 dezembro 2016

Seca ameaça os belos cenários das lagoas de Jericoacoara, no Ceará

Lagoa do Paraíso, Lagoa Azul e outras da região estão secando.Movimentação em barracas e pousadas caiu, segundo estabelecimentos.


Do G1 CE

A falta de chuvas causa estragos em Jijoca de Jericoacoara, litoral oeste do Ceará, um dos locais mais visitados por turistas no Brasil. A Lagoa do Paraíso, Lagoa Azul e outras estão secando.

Resultado de imagem para lagoa azul jericoacoara seca
Lagoa do Paraíso, Lagoa Azul, e outras lagoas da região estão secando. (Foto: Reprodução/TV Verdes Mares)

Quem visita o local se surpreende com os efeitos da estiagem. “Fiquei chocada ao saber que essa lagoa (Lagoa Azul) era para estar aqui perto de mim, onde nós estamos. Uma coisa que é belíssima, porém, fica aos poucos entristecedora”, afirma a turista do Paraná, Walderez Carvalho Abraão.

O visitante argentino tirou algumas fotos, mas, segundo ele, as imagens não serão tão boas quanto as que viu na internet. “Infelizmente a foto que eu tirei vai ficar bem diferente do que eu vi na internet”, lamentou.

A situação das lagoas compromete a economia do local. Segundo o comerciante, Nilton César Gomes, se não chover e as lagoas secarem, o jeito será buscar outras atrações para os turistas. “No caso, se secar total não tem outra atração senão as dunas”, afirmou.

Muitos restaurantes que ficam perto da Lagoa Azul estão fechando as portas. O gerente Tony Gleisson teve de cortar a metade do quadro de funcionários. Mesmo com seca e crise financeira, a pousada espera superar as dificuldades. “Esperamos muito que chova. Mesmo com a crise e com a lagoa seca esperamos retomar a economia temporada boa”, disse.

Quadra chuvosa favorável

A meteorologista Meire Sakamoto, da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), diz que as chuvas que ocorreram nos últimos dias em todo o Ceará podem significar condições favoráveis para uma boa quadra chuvosa para região.

“As condições que a gente vem observando nos últimos dias é que esse sistema chamado de "Cavalo de Altos Níveis" permaneça pelos próximos dias. Então existem condições favoráveis para que sejam observadas precipitações naquela região. Não sei o suficiente para recuperar a lagoa, as lagoas que estão com os níveis muito baixos. Mas existem sim condições favoráveis”, disse a meteorologista.

Destino nº 1 da América do Sul

A cidade de Jijoca de Jericoacoara foi eleita no início do mês de dezembro deste ano, pelo TripAdvisor, site de planejamento e reservas de viagens, a vencedora da América do Sul do prêmio Travelers’ Choice Destinos em Alta, e garantiu a 3ª posição entre os melhores do mundo. O prêmio global ficou para San José del Cabo, no México.

O prêmio reconheceu 43 destinos ao redor do mundo selecionados por um algoritmo que calculou o aumento de interesse em reservas, além da alta em avaliações positivas para acomodações, restaurantes e atrações ano a ano no TripAdvisor. Esta é a quinta edição do prêmio, que também nomeou os Destinos em alta para Europa, Ásia e Estados Unidos.

Além de Jijoca de Jericoacoara, Bonito (MS) e Arraial do Cabo (RJ) e Cabo Frio (RJ) aparecem entre os 10 destinos mais procurados na América do Sul. Pela ordem, os vencedores foram: Jijoca de Jericoacoara (1º), Bonito (2º), Arequipa, no Peru (3º), San Pedro de Atacama, no Chile (4º), Puerto Natales, no Chile (5º), Puerto Varas, no Chile (6º), Paracas, no Peru (7º), Santa Marta, na Colômbia (8º), Arraial do Cabo (9º) e Cabo Frio (10º)

Seca extrema 

No mês de outubro, o Ceará estava com 73,26% em estado de seca extrema ou excepcional, segundo o Monitor de Secas do Nordeste. O dado alarmante é que os reservatórios do estado acumulam em dezembro apenas 6,90% da capacidade total. Após cinco anos de seca, a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) diz que a perspectiva para os próximos meses é preocupante.

Segundo o meteorologista da Funceme, Raul Fritz, devido às poucas chuvas, esse quadro de seca extrema ou excepcional pode piorar. "Já que as chuvas são sempre muito poucas, a tendência é de um agravamento ainda maior deste quadro até que as primeiras chuvas cheguem", explica.

A Funceme reforça também que a comparação do cenário entre setembro do ano passado com o mesmo mês deste ano mostra que a seca se alastra gradativamente e de forma preocupante.

Já na comparação do panorama entre agosto e setembro deste ano, a situação parece ainda mais complicada. Em agosto, o Ceará era tomado principalmente pela seca 'extrema'. Apenas um mês depois, o mapa mostra que a região Centro-Sul do estado foi tomada quase praticamente pela seca excepcional, e o quadro começa a se agravar no litoral.


Poluição causou mancha verde no Lago Paranoá, em Brasília

Relatório divulgado nesta quinta-feira pela Adasa aponta que o acúmulo de esgoto no leito do lago provocou proliferação das chamadas cianobactérias.


Por Gustavo Aguiar | G1 DF


A poluição e o excesso de substâncias como o fósforo foram a causa para a mancha verde formada em novembro no Lago Paranoá, no Distrito Federal. É o que aponta o relatório da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento (Adasa) apresentado nesta quinta-feira (22) sobre a proliferação das cianobactérias, algas que causaram a interdição da área que vai da Ponte das Garças até a Ponte Honestino Guimarães. 

Resultado de imagem para interdição lago paranoa
Mancha verde de cianobactérias no Lago Paranoá, em Brasília (Foto: TV Globo/Reprodução) 

De acordo com o relatório, a elevação da quantidade de esgoto no lago se deu principalmente porque as primeiras chuvas levaram grande quantidade de sujeira concentrada na cidade para o leito do Paranoá. Outro problema apontado foi a quantidade de ligações clandestinas de esgoto que despejam sujeira direto no lago. 

Para minimizar o problema o documento sugere a manutenção sistemática das galerias pluviais e a correção de ligações clandestinas de esgoto. As recomendações são feitas à Adasa, à Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb), ao Instituto Brasília Ambiental (Ibram) e à Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap).

Mas, mesmo com as medidas, o problema deve continuar nos próximos anos. "Qualquer solução que pensarmos será a longo prazo, para tratar a bacia como um todo. No ano que vem, as condições vão ser as mesmas, o fenômeno deve se repetir, mas esperamos que no futuro possamos superar esse problema", disse o presidente da Adasa, Paulo Salles.

Ocupações irregulares

A presidente do Ibram, Jane Vilas Boas, disse que a quantidade de ocupações irregulares ao longo do córrego Riacho Fundo ajudou a agravar o problema. Esse é um dos principais afluentes do lago. "Ele passa por Vicente Pires, Vila Cauhy, Setor Bernardo Sayão. Todas essas regiões têm ocupações irregulares", afirmou.

Segundo o GDF, uma força-tarefa será montada para recuperar a bacia do córrego Riacho Fundo. Os trabalhos incluem a atuação da Agência de Fiscalização do DF (Agefis) no combate às ocupações irregulares. O controle das invasões é uma das prioridades do governador Rodrigo Rollemberg. Mas a ação enfrenta resistência dos moradores. 

As amostras de água recolhidas também identificaram acúmulo extra de matéria orgânica principalmente em galerias de águas pluviais, que deveriam servir apenas para escoamento da água da chuva no Lago. Ou seja, de acordo com os órgãos responsáveis, o brasiliense está jogando lixo em bueiros de escoamento das chuvas e esgoto nas galerias pluviais, o que é inadequado.

Região liberada

Os trechos do Lago Paranoá interditados em novembro por causa da mancha verde foram liberados nesta quinta para a população. A região recebeu placas de alerta proibindo a pesca e o banho por causa dos riscos da mancha verde de cianobactérias.

Guepardo pode ser extinto em breve, aponta estudo

Mamífero mais rápido do mundo corre risco maior por ultrapassar áreas de conservação; especialistas defendem mudança de status da espécie.


BBC

Um novo estudo sobre o declínio da população de guepardos afirma que a espécie caminha para a extinção. 

Resultado de imagem para guepardo

Cientistas estimam que apenas 7,1 mil desses animais vivam soltos na natureza.

O guepardo é o mamífero mais rápido do mundo e pode alcançar 112 km/h, mais do que o dobro do velocista jamaicano Usain Bolt, por exemplo.

Os animais se alimentam de espécies como gazelas e javalis. São também um dos carnívoros de maior alcance territorial no mundo, ou seja, percorrem enormes áreas.

Como se deslocam por grandes distâncias, costumam ultrapassar os limites de áreas protegidas, como parques e reservas, e estão cada vez mais sob risco da ação de fazendeiros que atuam em regiões em que o guepardo caça.

Outro grande problema é que filhotes estão sendo retirados da natureza para serem vendidos ilegalmente como animais de estimação.

Segundo o Fundo para Conservação do Guepardo (Cheetah Conservation Fund), cerca de 1,2 mil filhotes foram retirados da África nos últimos dez anos.

No passado, guepardos eram encontrados ao longo da África e da Ásia, numa faixa que se estendia do sul da África à Índia.

Estima-se agora, contudo, que existam apenas 50 deles na Ásia, segundo uma investigação da Sociedade Zoológica de Londres e do Fundo para Conservação da Vida Selvagem.

Os autores da pesquisa defendem que o guepardo seja reclassificado como espécie ameaçada e reivindicam ações urgentes para a conservação do animal.


Florestas brasileiras perdem vegetação equivalente a 16 cidades de São Paulo

Mudanças não ocorreram de forma homogênea pelo País, diz IBGE


Diário do Poder

As florestas brasileiras tiveram uma redução de 0,8% entre os anos de 2012 e 2014, número que representa uma área de 24,9 mil quilômetros quadrados. A diminuição equivale a 16,35 vezes o tamanho da cidade de São Paulo. O valor, contudo, representa uma desaceleração do desmatamento se comparado ao registrado no período anterior, quando a área florestal brasileira diminuiu em 1,8%. 


As pastagens naturais do País tiveram uma queda de 9,4% e a expansão das áreas agrícolas chegou a 8,2% (Foto: Ibama)

As pastagens naturais do País, por sua vez, tiveram uma queda de 9,4% no mesmo período. As mudanças na ocupação da terra foram motivadas principalmente pela expansão das áreas agrícolas - que chegou a 8,2% -, das pastagens de manejo dedicadas à pecuária e da silvicultura.

Os números foram apresentados nesta quarta-feira, 28, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que divulgou seu novo Mapa de Cobertura do Uso da Terra do Brasil. No geral, a paisagem brasileira sofreu modificação de 4,6% se comparado ao estudo realizado entre 2010 e 2012. Segundo o instituto, as mudanças mais significativas ocorreram em áreas de vegetação florestal e de pastagem natural.

Gerente de Cobertura e Uso da Terra do IBGE, Leonardo Barbosa Gomes diz que o levantamento retrata uma diminuição das florestas e uma expansão das cidades. Ele preferiu, contudo, não se aprofundar nessa análise. "A gente faz um retrato do País, e os números podem ser diferentes dos divulgados por outros órgãos devido aos critérios utilizados."

A agricultura foi uma das principais causadoras das alterações no uso da terra no País. A expansão das áreas dedicadas a essa atividade econômica foi de 8,2% entre 2012 e 2014, um pouco abaixo do índice registrado no biênio anterior, quando o IBGE registrou um aumento da área dedicada à agricultura de 8,6%.

O IBGE destaca que as mudanças não ocorreram de forma homogênea pelo País. Nas regiões Sul, Sudeste e Nordeste, por exemplo, o uso da terra é mais antigo e, portanto, menos suscetível a mudanças se comparado às demais regiões.

Chamou a atenção do instituto "a expressiva expansão agrícola" registrada no sul do Rio Grande do Sul, entre Santana do Livramento e Pelotas. A partir de 2013, aumentou naquela região o cultivo principalmente de soja e milho sobre pastagens naturais do pampa.

A expansão das áreas de silvicultura apresentou as maiores taxas de crescimento, passando de 23,8% no período atual ante 4,6% no período anterior. Mas o próprio IBGE ressalta que metade desse crescimento se refere a aprimoramentos técnicos realizados pelo instituto no mapeamento. (AE)


27 dezembro 2016

Belo Monte, Anúncio de uma Guerra

As empreiteiras envolvidas na construção da Hidrelétrica de Belo Monte estão denunciando os crimes cometidos por elas e pelos políticos, desde José Sarney (PMDB) até Lula e Dilma (PT).

ASSISTAM!

Resultado de imagem para belo monte o anuncio de uma guerra




Tufão Nock-Ten provoca cancelamento de 300 voos nas Filipinas

Tormenta tem ventos constantes de 130 km/h. 60 mil pessoas foram afetadas.


EFE

Cerca de 300 voos domésticos e internacionais foram cancelados por causa do tufão Nock-Ten que castiga nesta segunda-feira (26) as Filipinas, com ventos constantes de 130 km/h e sequências de até 215 km/h, informaram as autoridades locais. 

Resultado de imagem para Tufão Nock-Ten
Imagem de satélite da NASA mostra a tormenta sobre as Filipinas (Foto: NASA / Via AFP Photo)

O aeroporto Ninoy Aquino de Manila, o maior e com o maior tráfego aéreo do país, é o mais afetado pelos cancelamentos. Aterrissagens e decolagens estão suspensas devido a ventos superiores a 50 nós (93 km/h).

Segundo a Aviação Civil, pelo menos 60 mil pessoas foram afetadas pelo cancelamento e atraso das operações aeroportuárias.

O tufão, que tocou terra no domingo (25) no leste da região central do país, também afetou o transporte marítimo ao deixar cerca de 12 mil passageiros parados em terra, segundo o comunicado emitido pelo departamento de emergência.


25 dezembro 2016

Chile é atingido por terremoto de 7,7 graus de magnitude

Autoridades emitiram alerta de tsunami logo após a ocorrência.


Sputnik


No domingo de natal, o Chile foi atingido por um terremoto de 7,7 graus de magnitude na Escala Richter. De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o epicentro do tremor aconteceu a 40 km de Puerto Quellon e a 33 km de profundidade — inicialmente foi informada profundidade de 14,9 km. 

Bandeira do Chile com o vulcão Villarica ao fundo.
© AFP 2016/ MARTIN BERNETTI 

O Centro de Alerta para Tsunamis do Pacífico emitiu um alerta de tsunami de até 1000 km a partir do epicentro e recomentou atenção às pessoas que vivem próximas às áreas costeiras chilenas. Segundo o Ministério do Interior e da Segurança Pública, ainda não há registro de mortos ou feridos. 

Pelo Twitter, a presidente Michelle Bachelet desejou "força e ânimo" aos atingidos e disse que protocolos de segurança estão operando.

O governo vai promover a evacuação aos moradores das praias das regiões de Biobío, Araucanía, Los Ríos e Aysén.


Dez maiores multas por desmatamento somam R$ 260 milhões, diz Greenpeace

Multas incluem crimes como desmatamento e exploração ilegal de madeira


Diário do Poder

Os dez maiores multados por destruir a Amazônia entre agosto de 2015 e julho 2016 acumularam mais de R$ 260 milhões em penalidades e a maior parte dessas multas não são pagas, segundo a ONG Greenpeace. No mesmo período, como mostrou estimativas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), houve aumento de 29% do desmatamento na região.


Entre agosto de 2015 e julho 2016 houve aumento de 29% do desmatamento na região amazônica. Foto: ABr

O valor total das multas ambientais aplicadas nos estados da Amazônia Legal no período foi R$ 1,7 bilhão. As multas incluem crimes como desmatamento, exploração ilegal de madeira, transporte ilegal de madeira e fraude no sistema.

“A questão é que, muitas vezes, o Ibama [Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis] vai até lá, aplica a multa, [mas] o problema é que a maioria dessas multas não são pagas. A pessoa que desmatou ilegalmente recebe uma multa, mas muitas vezes ela não vai sofrer nenhuma consequência com isso, é o que chamamos de impunidade”, disse Cristiane Mazzetti, da campanha de Amazônia do Greenpeace.

Segundo a especialista do Greenpeace, o país perde com o não pagamento das multas. “Olha o recurso gigantesco que o Brasil está perdendo, é um recurso que ele poderia ser investido em atividades que mantém a floresta em pé, na implementação de unidades de conservação, em atividades que garantam o fim do desmatamento, então são diversas outras atividades que poderiam se beneficiar desse recurso”.

A análise do Greenpeace indicou também que cerca de 15% do desmatamento ocorreu em áreas protegidas, que inclui unidades de Conservação e Terras Indígenas (TI). Segundo a organização não governamental, o desmatamento ocorre nas unidades de Conservação devido à falta de implementação e gestão, deixando essas áreas expostas a apropriações indevidas, desmatamento, exploração ilegal de madeira e outros crimes ambientais.

“Esse [criação de áreas protegidas] é um método bem eficaz. Embora tenha uma quantidade de desmatamento dentro dessas áreas, as unidades de conservação e terras indígenas foram muito importantes no contexto da diminuição do desmatamento no Brasil, que foi ali entre 2005 e 2012”, disse a representante do Greenpeace. (ABr)


Tartarugas surpreendem frequentadores de praias de Niterói com visita inesperada

Wilson Mendes | Extra

Se, num passeio por Boa Viagem ou Itaipu, encontrar grupinhos de pessoas olhando, hipnotizados, para o mar, não se espante. Provavelmente eles estão contemplando uma das atrações desse verão niteroiense: as tartarugas marinhas estão tomando as águas costeiras da cidade, dentro e fora da Baía de Guanabara. 


Tartarugas encantam os visitantes das praias de Itaipu e Boa Viagem, em Niterói
Tartarugas encantam os visitantes das praias de Itaipu e Boa Viagem, em Niterói Foto: divulgação

— De uns cinco meses para cá eu tenho visto muitas delas. Eu acho lindas. Acredito que elas estão crescendo para ganhar o mar, porque vejo muitas que parecem ser filhotes — diz a jornalista Maria Isabel Baptista, moradora de Boa Viagem: — Estou muito feliz com as novas vizinhas. Já são o sucesso do verão.

As tartarugas mais comuns são da espécie Chelonia mydas, conhecidas como tartarugas-verdes, e chegam muito perto do quebra-mar de Boa Viagem. Elas gostam do local por conta das pedras. Nelas e nos costões rochosos que crescem os principais alimento delas, as algas.

— São muitas mesmo. Eu já pesco aqui em Boa Viagem há anos e via algumas, mas agora encontro com mais facilidade — garante Felipe Hassan, de 32 anos, enquanto tenta tirar algum peixe do mar.

Para o professor de oceanografia da Uerj David Zee, as aparições mais frequentes das tartarugas em Boa Viagem têm explicação:

— É a época delas, primavera e verão. Também tivemos alterações nas correntes na costa do Rio, e esses animais utilizam as correntes para migrar. A baía, com muita matéria orgânica, tem muitas algas e água quente.

A bióloga marinha Larissa Araujo, do Projeto Aruanã, vinculado à UFF, que monitora os animais, confirma que a baía é reduto delas.

— As pessoas estão mais alertas, reparam mais — avalia: — Elas também são muito resistentes à poluição.

Proteção garantida

O Projeto Aruanã, do Laboratório Ecopesca da Universidade Federal Fluminense (UFF), estuda os animais. Segundo os pesquisadores, as tartarugas que frequentam as praias da região são indivíduos juvenis que utilizam nosso litoral como área de alimentação até atingirem a idade reprodutiva, que começa quando elas atingem 90 centímetros de casco.

— Realizamos um trabalho de captura intencional na Praia de Itaipu, no qual acompanhamos há anos o desenvolvimento das tartarugas que utilizam aquela região. É a oportunidade de a população ver esses animais de perto e aprenderem um pouco mais sobre sua biologia — conta Larissa Araujo: — E as pessoas ficam admiradas de descobrir que existem tartarugas em nossas praias!

Quem quiser observar (sem tocar, claro) os animais de perto, mas sem entrar na água, pode ir até a Pedra de Itapuca, além do quebra-mar de Boa Viagem. Elas costumam aparecer com frequência por lá também.

Já quem quiser ajudar a manter o trabalho de pesquisa e preservação das tartarugas pode fazer sua contribuição para o Aruanã. O projeto recebe doações de qualquer valor através da conta no Banco do Brasil: agência 3010-4, conta corrente 53.785-3, em nome de Amanda V. Wanderley.



Falta água para a lavoura, os animais e até para as pessoas na Paraíba

Já faz cinco anos que chove pouco na região.Os açudes do estado estão ficando vazios.


Neide Duarte | Globo Rural

Boqueirão, Paraíba - O sertão do Nordeste vive uma das piores secas da história. É bom lembrar que, normalmente, a estiagem é comum no Nordeste durante sete, oito meses por ano. O problema é quando não chove, ou chove pouco, nos meses em que normalmente deveria chover.


Resultado de imagem para açude boqueirão paraiba
Açude do Boqueirão

Já são cinco anos de pouca chuva nesses meses do inverno. Por isso, falta água para as plantas, animais e até para as pessoas. A Paraíba é um dos estados mais afetados pela seca.

Nos últimos 60 anos, a região que hoje é possível ver, ficava debaixo das águas do açude do Boqueirão, na Paraíba. Quando as águas represadas do Rio Paraíba foram perdendo seu volume, desde a última chuva forte em 2011, o que era submerso foi surgindo em rochas.

Atualmente o açude está com apenas 5% de sua capacidade. Ao todo, a represa já baixou mais de 20 metros.

Segundo o técnico agrícola Everaldo Jacobino, a represa vem baixando um centímetro por dia. “Nos dias com sol mais quente e ventando muito, chega a perder dois centímetros por dia. Em 60 anos de existência, é a primeira vez que ele atinge essa capacidade”.

Outra preocupação é com a qualidade da água dessa represa. Um dos problemas é a cianobactéria, que se formam com excesso de algas. Elas podem ser muito tóxicas.

As águas da represa do açude do Boqueirão abastecem Campina Grande, cidade com cerca de 400 mil habitantes e outros 18 municípios. Em Campina Grande, a água é racionada. São três dias com água e quatro dias sem água.