12 outubro 2016

Prodetur incentiva o ecoturismo em reservas privadas

Ações do Programa Nacional de Desenvolvimento do Turismo serão focadas em 46 propriedades nas Costa Verde e na Serra Imperial 


Elizeu Pires

Com investimentos totais de R$ 3 milhões, recurso garantido pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o programa estadual de Reserva Particular de Patrimônio Natural (RPPN), implementado pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea), vai ganhar subpolos nas regiões da Costa Verde e da Serra Verde Imperial. É o Programa Nacional de Desenvolvimento do Turismo (Prodetur), criado para apoiar reservas privadas e conciliar esse apoio com o desenvolvimento turístico. 


O Prodetur foi criado para apoiar reservas privadas e conciliar esse apoio com o desenvolvimento turístico
O Prodetur foi criado para apoiar reservas privadas e conciliar esse apoio com o desenvolvimento turístico

O BID procurou o Inea há quatro anos mostrando interesse em apoiar projetos sobre conservação em propriedades privadas. “O Prodetur tem caráter inédito, nunca na história do BID houve apoio para esse tipo de projeto. Funcionará como um piloto. No futuro, o banco poderá levar essa experiência a outros estados”, explicou Roberta Guagliardi, chefe do serviço de RPPN do Inea e responsável pelo projeto feito para atender a demanda da instituição. Serão beneficiadas 46 propriedades, e o Prodetur atuará mesmo nas RPPNs cujos donos não queiram abrir as portas para visitação de turistas. Nesse caso, os proprietários não participarão do processo de capacitação para atividades turísticas.

“A RPPN é uma ferramenta estratégica e fundamental para a conservação da Mata Atlântica, uma vez que aproximadamente 80% deste bioma encontram-se em terras privadas. Essa parceria com o Prodetur possibilita uma política pioneira de atrativos turísticos para as reservas particulares. Agora, pode-se tornar atrativo fazer uma RPPN não somente pelo gesto legítimo de querer preservar o patrimônio, mas também pelo potencial turístico a ser explorado”, destacou o secretário do Ambiente, André Corrêa.



Áreas de conservação são ampliadas no estado do Rio de Janeiro

O Parque da Serra da Concórdia passou de 800 hectares para seis mil hectares 


Elizeu Pires

Duas novas medidas de preservação da fauna e flora nativa na região do Médio Paraíba foram lançadas pelo governo fluminense para garantir maior segurança hídrica para o estado, o que se torna possível com a conservação de importantes fragmentos de Mata Atlântica. A ampliação do Parque Estadual da Serra da Concórdia, que passou de 800 hectares para seis mil hectares, é uma das ações que colabora diretamente para a melhoria da qualidade de vida da população, estimulando o ecoturismo regional ao valorizar e democratizar o uso público dos principais atrativos naturais dos municípios de Valença e de Barra do Piraí. 


A proposta é estimulando o ecoturismo regional ao valorizar e democratizar o uso público dos atrativos naturais
A proposta é estimulando o ecoturismo regional ao valorizar e democratizar o uso público dos atrativos naturais

“A floresta desta região é a grande responsável pela produção de água e manutenção do clima tão apreciado pelos visitantes. A proteção do meio ambiente e o incentivo ao turismo ecológico representam uma ótima oportunidade de negócio em diversas escalas. Além de proteger a água, o clima e as belezas da região, é possível agregar valor nos produtos e subprodutos da terra, diversificando a cadeia produtiva. Estamos falando de proteção à natureza e da geração de oportunidades”, disse o secretário do Ambiente, André Corrêa.

Outra medida fundamental para a proteção do meio ambiente foi a criação da área de estudo do Monumento Natural da Serra da Beleza e dos Mascates, abrangendo quatro municípios do Médio Paraíba: Barra Mansa, Quatis, Barra do Piraí e Valença, integrando ainda Conservatória e Ipiabas, distritos de grande importância para o fomento do turismo regional. A criação dos monumentos naturais da Serra da Beleza e da Serra dos Mascates tem por objetivos: assegurar a preservação de fragmentos remanescentes de Mata Atlântica e recuperar áreas já degradadas; oferecer oportunidades de visitação, através da prática de esportes, de educação ambiental e pesquisa científica; e contribuir para o desenvolvimento do turismo e atividades econômicas de bases sustentáveis locais.