01 abril 2016

Empresa é multada em R$ 600 mil por vazamento de petróleo em Cubatão

Klaus Richmond | Folha de SP

A Cetesb multou em R$ 600 mil a Transpetro, terminal terrestre da Petrobras, pelo vazamento de petróleo que atingiu o rio Cubatão, no último dia 22, na Baixada Santista. 


Vazamento de petróleo no rio Cubatão | Foto de: Ricardo Nogueira - 24.mar.2016/Folhapress

A companhia ambiental ainda pediu pelo cumprimento de uma série de exigências até a apresentação de novos resultados envolvendo a área de vazamento, que deverão ser entregues em julho deste ano.

Entre as medidas, a Cetesb cobra a manutenção das barreiras absorventes próximas à captação de água da Sabesp, estatal responsável pelo fornecimento de água para o Estado, pelos próximos 15 dias.

Além disso, a empresa exige que continue sendo feita a "operação de rescaldo", ou seja, de retirada de resíduos existentes tanto na água, como no solo, com sua destinação correta.

Procurada pela reportagem, a Transpetro informou apenas que foi notificada sobre a multa e adotará as providências cabíveis.

O Ibama, por sua vez, alegou não ser o órgão licenciador do local e que só tomará medidas caso a Cetesb não faça intervenções.

MAIS PUNIÇÕES

A Prefeitura de Cubatão, por meio da Diretoria de Vigilância à Saúde, também tomou medidas e autuou a Transpetro. A punição sairá em até 15 dias sob alegação de ter causado impactos a saúde pública, dos trabalhadores e danos ambientais.

O município também solicitou um relatório do acidente e outro sobre os atendimentos ambulatoriais no período, além de uma série de questões de funcionamento interno da empresa: plano de inspeção e manutenção dos dutos e válvulas, plano de emergência para vazamentos e o volume estimado do produto vazado.

SOBRE O CASO


De acordo com a Cetesb, o vazamento não causou maiores danos ambientais, mas o caso segue sendo apurado pelas partes.

O problema chegou à margem do rio, atingindo parcialmente a vegetação, mas não adentrou o manguezal. A área afetada foi de, aproximadamente, cinco quilômetros.

Cetesb e Transpetro informaram que não houve mortandade de peixes. De acordo com a empresa, 970 litros de produto foram derramados.

Nos primeiros dias, o fornecimento de água chegou a ser reduzido em parte da Baixada Santista.


28 março 2016

Barreiras controlam vazamento de petróleo que atingiu 5 km de rio Cubatão (SP)

Notícias ao Minuto

O vazamento de petróleo de um terminal da Petrobras (Transpetro) atingiu pelo menos 5 km de extensão do rio Cubatão (SP) na última terça-feira (22). De acordo com o G1, na manhã desta quinta-feira (24), equipes contratadas pela empresa trabalham na remoção e contenção do óleo que ainda está em alguns pontos do rio. 


Barreiras controlam vazamento de petróleo que atingiu 5 km de rio

A Companhia de Saneamento Ambiental do Estado (Cetesb) informou que o vazamento está controlado pelas barreiras. No entanto, técnicos da companhia devem permanecer no local do acidente durante todo o dia para coletar informações e acompanhar os serviços.

"Temos quatro barreiras de contenção e pelo que pude observar agora cedo nenhuma quantidade significativa parou nesses pontos. Mas ainda é possível notar algumas borras e aquele brilho do óleo que fica na água. Vamos seguir acompanhando ao longo do dia", disse o engenheiro da Cetesb em Santos e Cubatão, Pedro Paulo Chagas Marinho.

O vazamento ao longo do rio está sendo contido com barreiras e mangueiras de sucção, usadas para sugar o produto que vazou. Na última quarta-feira (23), a Cetesb informou que os danos causados com placas de óleo se espalharam por pelo menos 5 km do rio.

Ainda segundo a publicação, a causa do vazamento foi uma ruptura em uma tubulação de transferência de petróleo. Uma das caixas de armazenamento acabou atingindo o volume máximo e houve vazamento atingindo o sistema de drenagem pluvial.

O vazamento provoca danos ambientes e também havia a preocupação com a qualidade da água produzida pela Companhia de Saneamento Básico do Estado (Sabesp), já que o principal manancial de coleta da região é o Rio Cubatão e isso poderia afetar a distribuição nas cidades de Santos, São Vicente e Cubatão.

A companhia informou que a produção de água foi reestabelecida no padrão normal e há risco de prejuízos aos consumidores da região.



Drones podem revolucionar a proteção do meio ambiente

Vanessa Barbosa | Exame

São Paulo - Não faz muito tempo, os drones (veículo aéreo não tripulado, ou simplesmente VANT) eram considerados puramente um instrumento para missões militares, mas agora eles têm se revelado verdadeiros aliados nos esforços de conservação do meio ambiente.


Guardiões aéreos: estudo mostra que os drones são os olhos que faltavam na luta pela preservação.
© Rohan Clarke / Monash University Guardiões aéreos: estudo mostra que os drones são os olhos que faltavam na luta pela preservação.

Um nova pesquisa da Universidade Monash, no Canadá, constatou que esses robozinhos voadores são muito melhores para os estudos ecológicos do que o método tradicional de patrulha por terra.

Eles têm vantagens óbvias: são capazes de monitorar áreas fora do alcance dos seres humanos e têm uma visão absolutamente mais ampla do habitat dos animais ou das áreas de preservação, o que os tornam mais eficazes no envio de informações.

A pesquisa, publicada na revista Scientific Reports, usou drones para monitorar o tamanho de colônias de aves marinhas em ambientes tropicais e polares, comparando os resultados com as contagens terrestres tradicionais, feitas por humanos, para três tipos de aves marinhas: fragatas, andorinhas do mar e pinguins.

No comparativo, os drones se mostraram mais precisos. Segundo os pesquisadores, a vista aérea dos aparelhos reduz a probabilidade das aves serem perdidas pelo terreno ou obstáculos que bloqueiam a visão de quem patrulha em solo.

"É altamente provável que, no futuro, drones serão usados para monitorar as populações de aves e animais, especialmente em áreas inacessíveis, onde a topografia do solo é difícil ou impossível. Isso abre novas possibilidades quando se trata de monitorar com mais precisão os ecossistemas da Terra", disse o Dr. Rohan Clarke, ecologista e um dos líderes do estudo.

Outro aspecto importante da pesquisa incidiu sobre a questão de se os drones assustam os animais aos sobrevoarem seu habitat. Neste caso, os pesquisadores não detectaram perturbações durante os testes, o que é importante não só para o bem-estar do animal, mas também para a exatidão das análises.

O estudo comprova também que, quando utilizados por cientistas, drones podem ser uma ferramenta importante para estudos ecológicos e planejamento de conservação.

E isto já está ocorrendo. Nos últimos anos, a tecnologia emergiu com força no campo da conservação do meio ambiente, e os seus impactos no terreno têm sido fundamentais e de longo alcance.

Eles têm ajudado a proteger espécies ameaçadas de extinção como os orangotangos e rinocerontes, acompanhando as atividades madeireiras e desmatamentos ilegais, e até mesmo o degelo no Ártico.

Em se tratando do combate à caça furtiva, atualmente, já é possível utilizar sensores térmicos de onda longa nos drones, que detectam focos de calor emitidos no solo e identificam caçadores e acampamentos no período da noite, por exemplo.

Mas talvez um dos atributos mais interessantes do uso de drones na conservação é a possibilidade de se montar um mosaico das áreas prioritárias, o que permite aos pesquisadores monitorar mudanças no uso do solo, novos focos de desmatamento e plantações ou até mesmo princípios de incêndio.

Os drones são os olhos que faltavam na luta pela preservação da natureza.