29 maio 2015

Equador entra no livro dos recordes por plantar 64 mil mudas de árvore em um dia

Evento, chamado de Siembratón, contou com a participação de milhares de pessoas


eCycle

O Equador entrará no Guinness Book, o livro dos recordes, por ter efetuado uma ação pra lá de verde. No dia 16 de maio, foram plantadas mais de 64 mil árvores em um único dia, segundo o presidente do país, Rafael Correa.



Aproximadamente 191 comunidades e 44 mil pessoas participaram da ação, que cobriu cerca de dois mil hectares. No evento, batizado de Siembratón, 216 espécies de árvores nativas foram plantadas.

De acordo com a ministra do Meio Ambiente do país, foram gastos US$ 74 milhões por ano em projetos de reflorestamento desde 2008. Para 2017, a meta é desmatamento zero.

Na década de 90, o país perdeu 34 mil hectares de florestas nativas. Desde 2008, no entanto, o processo caiu pela metade.

Em 2012, o Equador também entrou para o livro dos recordes por ter o maior número de garrafas recicladas em uma semana.

FIMAI ECOMONDO Brasil: feira funde gigantes da área ambiental

Fusão une expertise brasileira e know-how italiano para expandir mercado sustentável industrial brasileiro


eCycle

Em entrevista coletiva realizada no dia 18 de Maio, as realizadoras da FIMAI - Feira Internacional de Meio Ambiente Industrial e Sustentabilidade e da italiana ECOMONDO - Feira Internacional de Recuperação de Matéria e Energia e de Desenvolvimento Sustentável, firmaram sua fusão de estruturas e experiências. Juntas, elas irão expor a nova feira FIMAI ECOMONDO Brasil nos dias 11, 12 e 13 de novembro, em São Paulo no Expo Center Norte.



A fusão foi estudada por um ano e acabou se tornando um casamento de gigantes. Nessa união, a FIMAI (referência na América Latina com 17 anos de história bem sucedida) e a ECOMONDO (segunda feira mais importante da Europa) propõem fazer uma feira mais completa ao procurar atender todas as áreas da produção ambiental. Algumas dessas áreas são: Água, Resíduos, Energias Renováveis, Emissões, Laboratórios, Equipamentos, Recuperação de Áreas Contaminadas, Tecnologias, entre outros, assim como compartilhar conhecimento entre os profissionais de diferentes lados do Atlântico. A parceria também vai ser frutuosa por oferecer sistemas e processos já disponíveis na Europa e ainda não vistos no Brasil por questões de logística e outras barreiras continentais.

A feira também contará com um Comitê Científico com intuito de torná-la mais interessante e tecnicamente qualificada. O Comitê Científico será formado por presidentes e diretores de importantes entidades reguladores como a FIESP, SEBRAE, ABNT, POLI-USP, entre outras. Em paralelo, a FIMAI ECOMONDO Brasil irá realizar os eventos: XVII SIMAI – Seminário Internacional de Meio Ambiente Industrial e Sustentabilidade, a 2ª Oil Spill Brazil; o 2º Seminário Brasil e Termelétricas – “Essa Energia é Nossa!”; e a primeira edição do Seminário Construção Sustentável, mostrando um investimento, também, no setor de publicações técnicas.

FIMAI ECOMONDO Brasil

Local: ExpoCenter Norte - Pavilhão Branco
Rua José Bernardo Pinto, 333 - Vila Guilherme - CEP: 02055-000 - São Paulo/SP
Data: 11,12 e 13 de Novembro de 2015
Site: www.fimai.com.br/


Evento quer aproximar a conservação ambiental da vida das pessoas

Durante cinco dias, o evento compartilhará experiências em conservação da natureza no Brasil e no Mundo



eCycle

Para fugir do lugar comum de algumas discussões sobre meio ambiente, a oitava edição do Congresso Brasileiro de Unidades de Conservação (VIII CBUC) tem uma proposta diferente: aproximar a temática ambiental à vida das pessoas. O evento acontece de 21 a 25 de setembro de 2015 e vai apresentar a conservação da natureza como um tema transversal, que envolve diversos setores da sociedade.



Para isso, foram convidados palestrantes de diferentes áreas de atuação para apresentarem ações efetivas em prol do meio ambiente e das quais as pessoas podem participar. Dentre os palestrantes estão o cineasta Fernando Meirelles, que vai falar sobre o cinema como estratégia de mobilização e formação de parcerias; a ambientalista e ex-senadora Marina Silva, que vai falar sobre inspirações para a conservação da natureza; e o conservacionista canadense Ryan Hreljac, que, na década de 90 aos seus seis anos de idade, começou a angariar fundos para construir poços artesianos na África. Outra atração é Tomas Nora, responsável pelo Google Maps na América Latina, falando sobre projetos inovadores de tecnologia que aproximam cada vez mais as pessoas da natureza.

"Escolhemos diversos perfis de palestrantes para oferecer um olhar mais amplo a todos os participantes do VIII CBUC. Serão compartilhadas experiências nacionais e internacionais que têm por objetivo aproximar a sociedade da conservação da natureza", afirma Malu Nunes, diretora executiva da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, a organização não governamental responsável pelo evento e que completa 25 anos em setembro. Ela afirma ainda que o evento proporcionará discussões que oferecem tanto a experiência dos especialistas em conservação, quanto a modernidade das novas tecnologias que envolvem e mobilizam a sociedade.
Experiências tecnológicas

Durante o congresso, serão apresentados aos participantes experiências de sucesso que utilizaram a tecnologia a serviço da conservação. Uma delas é o aplicativo Urubu Mobile, que pretende reduzir o número de atropelamentos de animais silvestres. Com ele, as pessoas podem fotografar a fauna atropelada a partir de seus smartphones e enviar pelo aplicativo para um sistema que fará análise do material recebido, gerando dados de localização e da espécie.

A partir dessas informações são geradas estatísticas que indicam os pontos de maior ocorrência dos acidentes, oferecendo subsídios para a proposição de políticas públicas para proteger as espécies brasileiras. "O uso estratégico da tecnologia viabiliza a aproximação da conservação do dia a dia das pessoas. Ao atuarem como cidadãos participativos, colaborando com o fornecimento de informações, as pessoas sentem-se parte do processo e podem ver na prática suas ações fazendo a diferença", ressalta Malu Nunes.

Outro assunto de caráter tecnológico que será abordado durante os cinco dias de evento será a iniciativa do Google Mapsde mapear algumas unidades de conservação brasileiras, disponibilizando as imagens no Google Street View para quem quiser conhecer os destinos à distância. Recentemente foram liberadas as imagens do Parque Nacional Marinho Fernando de Noronha (RN), fruto de uma semana de trabalho na ilha que foi registrada intensamente por câmeras de 360º em treze pontos de mergulho, além das trilhas e ruas.

Serviço

VIII Congresso Brasileiro de Unidades de Conservação
Data: 21 a 25 de setembro
Local: ExpoUnimed, em Curitiba (PR)
Inscrições: www.fundacaogrupoboticario.org.br/cbuc

28 maio 2015

Poluição do ar mata 8 milhões de pessoas ao ano e governos precisam agir

China e Índia são os países com os piores índices de poluição do mundo


CicloVivo

A poluição do ar é uma das principais causas de morte em todo o mundo. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 3,7 milhões de pessoas morrem anualmente devido à contaminação lançada ao ar livre, enquanto outras 4,3 milhões de mortes são resultantes de contaminação em ambientes mal ventilados. 


China e Índia são os países com os piores índices de poluição no mundo.

No Brasil, um estudo feito por pesquisadores da Universidade de São Paulo para o Instituto Saúde e Cidadania mostra que a poluição atmosférica será a causa de 250 mil mortes nos próximos 15 anos, 25% delas somente na cidade de São Paulo. A concentração de material particulado no ar é proveniente em 90% de veículos motorizados e vai levar um milhão de pessoas a se hospitalizarem, causando gastos públicos na casa de R$ 1,5 bilhão.

No Rio de Janeiro, os números são igualmente ruins. A mortalidade atribuída à poluição do ar no período entre 2006 e 2012 ficou em 31.194 mortes. Já as internações alcançaram 65.102 na rede pública de saúde. Como resultado, houve um gasto público na ordem de R$ 82 milhões em internações que poderiam ter sido evitadas caso os níveis de poluição não fosse tão altos.

Em outros países em desenvolvimento os números são ainda piores. Índia e China disputam o título de países com maiores níveis de poluição atmosférica no mundo. Um estudo da OMS indicou que a Índia sozinha tem 13 das 20 cidades mais poluídas do mundo. Outro estudo, da Universidade de Chicago, mostrou que os 660 milhões de indianos mais expostos à contaminação atmosférica poderiam viver três anos mais se o ar que respiram atendesse pelo menos aos padrões nacionais.

O físico e especialista em energia Delcio Rodrigues explica que vários dos elementos causadores da poluição atmosférica são os mesmos que provocam as mudanças climáticas, como por exemplo o CO2 e outros gases de efeito estufa emitidos pelo uso de combustíveis fósseis. Ele chama a atenção para o fato de que são os mais pobres, tanto nos países desenvolvidos como naqueles em vias de desenvolvimento, que sofrem mais os efeitos da poluição.

“Nos países mais pobres, inclusive, as doenças e mortes causadas pela poluição atmosférica estão já tão difundidas que acabam afetando a todas as classes sociais”, destaca Rodrigues. “Contribui para isso o temor de muitos governos de elevar os custos de monitoramento da qualidade do ar e de implantação de medidas de contenção e a falta de vontade política de tomar as medidas necessárias para impedir esta catástrofe.”

A própria OMS destaca o fato de que são necessárias medidas integradas em todos os níveis de governo, do local ao nacional, além de definições e acordos no âmbito internacional. Cortar as emissões do transporte urbano, por exemplo, vai envolver prefeitos, planejadores locais e políticas nacionais trabalhando coordenadamente para investir em fontes de energia renováveis e que ao mesmo tempo tenham baixa emissão de poluentes.


26 maio 2015

Troca Solidária: leve lixo reciclável e ganhe livros ou alimentos

Marina Maciel | Planeta Sustentável

Você sabia que, em média, cada brasileiro produz um quilo de lixo por dia? Em 2013, o Brasil jogou fora cerca de 76 milhões de toneladas de embalagens, restos de alimentos e outros materiais – 30% poderiam ser reaproveitados, mas só 3% foram para areciclagem. Vergonhoso, não?


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É aí que entram iniciativas (simples, mas geniais) para engajar pessoas, comunidades e empresas a reduzir a geração de resíduos e estimular o reaproveitamento, a reciclagem e a compostagem. Entre elas: descontos na conta de luz em oito estados brasileiros, troca de lixo reciclável por orgânicos na cidade de Jundiaí, em Curitiba, no México… Agora, Porto Alegre (RS) também entrou na roda: vai dar livros ou alimentos para quem trouxer materiais recicláveis, por meio do projeto Troca Solidária.

Para participar do programa, basta levar ao ponto de coleta quatro quilos de recicláveis – metais, plásticos, vidros, papéis e embalagens longa vida – e trocá-los por um quilo de hortifrutigranjeiros ou dois livros (doados pela Fundação Gaúcha dos Bancos Sociais), sendo que uma das obras fica para o acervo da biblioteca de uma escola participante. Muito legal!

O projeto piloto começou em dezembro passado e trocava resíduos apenas por comida. Deu tão certo que, em março deste ano, tornou-se um programa permanente do Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU) da cidade. Agora, o programa está em nova fase e também pretende incentivar a população a ler, por meio da troca de lixo por livros.

A última edição do projeto aconteceu neste fim de semana em dois locais: em uma escola municipal do bairro de São José e em uma comunidade na Restinga. Foram trocados 305 quilos de materiais por livros e, ao todo, foram doadas 557 obras literárias, distribuídas aos participantes e à biblioteca da escola que recebeu o projeto.

Além disso, o DMLU eliminou um foco de lixo no entorno da escola que sediou a última edição do projeto. O lugar ganhou até um jardim, que será cuidado pelos professores e alunos a fim de evitar que o espaço volte a ser mal utilizado.

Que tal participar da próxima edição do Troca Solidária? Se você não mora em Porto Alegre e curtiu a iniciativa, que tal falar com a prefeitura da sua cidade para promover ações como esta?


25 maio 2015

Atlas Solarimétrico entra em fase final no Rio

Correio do Brasil, com ACS - do Rio de Janeiro

A elaboração do Atlas Solarimétrico do Estado do Rio, que integra a carteira do programa Rio Capital da Energia, entrou na reta final. Foi iniciada a etapa de editoração dos dados, que vêm sendo obtidos desde dezembro de 2014 em três estações: no Inmetro, em Duque de Caxias, na Região Metropolitana; na Uenf (Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro), em Macaé, no Norte Fluminense; e na Nissan, em Resende, no Sul do Estado. A publicação completa será lançada no início de 2016.


Estado conta com 33 plantas de energia fotovoltaica em funcionamento
Estado conta com 33 plantas de energia fotovoltaica em funcionamento

O projeto é da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, em parceria com a empresa do Grupo Electricité de France (EDF), Norte Fluminense, a PUC-Rio e a empresa Engenharia Gestão e Pesquisa em Energia (EGPE Consult).

De acordo a EGPE Consult, responsável pelo gerenciamento do projeto, foram adquiridos 19,7 milhões de dados até abril. A taxa média de sucesso na obtenção de informações foi de 94,4%. Na Uenf, essa taxa de sucesso foi de 100%. Também fazem parte da análise as séries históricas de dados do Instituto Nacional de Meteorologia.

– O atlas é um importante referencial para que o potencial solar do Rio de Janeiro possa ser plenamente aproveitado. É um trabalho fundamental para atrair projetos de usinas fotovoltaicas de grande porte para o estado. Outra possibilidade são as usinas heliotérmicas, que usam a radiação solar para gerar energia através do calor – disse Maria Paula Martins, coordenadora do Rio Capital da Energia.

Atualmente, há 33 plantas de energia solar fotovoltaica operando em todo o Rio, conforme o Banco de Informações de Geração (BIG), da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A capacidade total instalada soma 555 quilowatts (kW). O maior projeto fotovoltaico do estado é o Maracanã Solar, de 360 kW, instalado pela Light e pela EDF – Norte Fluminense e que também faz parte da carteira do programa Rio Capital da Energia.