15 novembro 2014

Nível do Sistema Cantareira apresenta queda neste sábado

Índice do sistema é de 10,6% nesta manhã, informa site da Sabesp.
Nível de sistema que abastece Grande SP não sobe há 213 dias.


Do G1 São Paulo

O nível do Sistema Cantareira, responsável pelo abastecimento de água da Grande São Paulo, registrou queda neste sábado (15) em relação a sexta-feira (14), informou nesta manhã o site da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). O índice registrado nesta manhã de sábado é de 10,6% da sua capacidade. Na sexta, quando choveu, o índice havia sido de 10,8%.

Sistema Cantareira opera com 12,1% da capacidade (Foto: Luis Moura/Estadão Conteúdo)Sistema Cantareira (Foto/ Arquivo: Luis Moura/Estadão Conteúdo)

O volume do sistema Cantareira não sobe há 213 dias. Isto acontece porque parte da água evapora por causa do forte calor ou vai para a vegetação antes de chegar ao sistema.

Outros sistemas

O Alto Tietê também teve nova queda. O volume que estava com 7,5% do seu nível nesta sexta chegou a 7,4% neste sábado.

No Guarapiranga a queda foi ainda mais acentuada, de 0,3 ponto percentual. O sistema caiu de 35,1% na sexta para 34,8% neste sábado.

O sistema Alto Cotia caiu 0,2 ponto e está em 29,4% da sua capacidade neste sábado. O sistema Rio Grande caiu a mesma quantidade e está com 65,7% nesta manhã. O único a apresentar aumento foi o Rio Claro, que subiu de 36% para 36,4% neste sábado.


13 novembro 2014

No Amapá, pesca de 22 espécies ficará proibida por quatro meses

Período de reprodução natural de peixes acarretará na restrição.
Governo do estado informou que fiscalizações serão intensificadas.


Do G1 AP

O Instituto de Meio Ambiente e Ordenamento Territorial do Amapá (Imap) informou que a proibição da pesca de 22 espécies de peixes irá iniciar no dia 15 de novembro e terá duração de quatro meses no estado. A restrição irá ocorrer durante a Piracema, que corresponde ao período de reprodução natural dos animais.

Peixes são criados em tanques de até 400 metros quadrados (Foto: Reprodução/TV Amapá)Piracema corresponde ao período de reprodução das espécies (Foto: Reprodução/TV Amapá)

Ainda de acordo com o Imap, o desrespeito ao tempo de restrição pode acarretar em multa de R$ 1.251,00 a R$ 50 milhões, além da apreensão do pescado e interdição da atividade do responsável pelo produto. Porém, os pescadores poderão solicitar ao Ministério do Trabalho o seguro defeso, benefício equivalente a um salário mínimo mensal que garante a subsistência dos trabalhadores até março de 2015.

Durante a Piracema, os pescadores e comerciantes serão obrigados a informarem ao Imap a procedência dos estoques de pescado in natura, resfriados ou congelados, provenientes de águas continentais. A medida também vale para frigoríficos, peixarias e postos de venda.

"Eles podem comercializar desde que tenham em estoque o que já foi pescado. Nós vamos intensificar as fiscalizações junto com o Batalhão Ambiental. Todo e qualquer produto ilegal será apreendido", destacou o Diretor técnico de Meio Ambiente, Jesse Janes.


Coral Sol é uma ameaça a espécies marinhas na costa de Sergipe

Especialistas estudam métodos para tentar parar a infestação do coral.
Preocupação é com tartarugas marinhas e peixes.


Do G1 SE
A formação de um tipo específico de coral na costa brasileira tem comprometido à vida marinha. Em Sergipe, o Coral Sol está presente principalmente nas plataformas de petróleo. O coral apresenta uma das mais belas formações do oceano, mas é um predador perigoso e nocivo.



“A gente tem registro que a espécie cresce rapidamente e começa a competir com as espécies nativas, invadindo um espaço que era de uma espécie local”, afirma o analista ambiental do Ibama / SE, Regis Fontana.

Registros apontam que o coral chegou ao Brasil há 30 anos grudado em navios na bacia de Campos (RJ) e já se espalha por mais cinco estados. Mergulhadores do Ibama registraram a presença do coral há cerca de um ano em Sergipe, na região submersa das plataformas de petróleo. A preocupação dos pesquisadores é por que a área onde eles estão é utilizada para alimentação de tartarugas marinhas e peixes e a presença do coral representa uma ameaça.

“Eles se alimentam de plâncton e realizam a absorção de carbonato de cálcio na coluna da água para construção do seu esqueleto e em função disso, os organismos podem significar uma alteração na cadeia alimentar e, consequentemente, ter uma alteração na biodiversidade. Inclusive com redução de algumas espécies economicamente importantes”, diz o biólogo do Ibama, André Beal.

Os Ministérios Públicos Federal de Sergipe e do Rio Janeiro abriram inquéritos civis públicos para investigar a infestação e vai cobrar das empresas petrolíferas a retirada do coral sol das plataformas. O problema é que para o trabalho ser feito de forma manual por mergulhadores é caro e o processo é lento.

“A retirada manual é paliativa, é como se enxugar gelo em alguns pontos. Isso pode ser usado em locais que inicialmente ele está colonizando e não em áreas que ele já está estabelecido. Nós estamos tentando controlar através de noculação de bactérias e vírus que seja especifico ao coral sol e reduzir essas infestações na costa brasileira”, conceitua o pesquisador Ricardo Coutinho.


EUA e China anunciam acordo para reduzir emissão de gases poluentes

EUA pretendem cortar em 28% as emissões de gases em até 11 anos.
China reduzirá poluição a partir de 2030. Até lá, 20% será energia limpa.


Do G1, em São Paulo

Os presidentes Barack Obama, dos Estados Unidos, e Xi Jinping, da China, assinaram nesta quarta-feira (12) em Pequim um acordo para a luta contra a mudança climática, que incluirá reduções de suas emissões de gases do efeito estufa na atmosfera.

Presidentes dos EUA, Barack Obama, e da China, Xi Jinping, em Pequim. (Foto: Mandel Ngan / AFP Photo)Presidentes dos EUA, Barack Obama, e da China, Xi Jinping, em Pequim. (Foto: Mandel Ngan / AFP Photo)

A iniciativa constitui o primeiro anúncio de corte das emissões de gases poluentes por parte da China e mais um pelos EUA.

Pelo acordo, os EUA pretendem cortar entre 26% e 28% as emissões de gases em até 11 anos, ou seja, até 2025, o que representa um número duas vezes maior que as reduções previstas entre 2005 e 2020.

Os chineses se comprometem a cortar as emissões até 2030, embora possa começar antes. Segundo presidente chinês, até lá 20% da energia produzida no país vai ter origem em fontes limpas e renováveis.

O acordo, que foi negociado durante meses pelos dois países, pretende promover um pacto em nível global, visando a Conferência sobre Mudança Climática que acontecerá em Paris no ano que vem.

Xi Jinping e Obama fizeram o anúncio durante uma entrevista coletiva após dois dias de reuniões, na qual repassaram todos os níveis de sua relação, com o acordo sobre mudança climática como principal resultado tangível.

Trata-se de um "acordo histórico", destacou Obama, que acrescentou que o objetivo dos EUA é "ambicioso, mas alcançável". Além disso, o chefe de estado americano comentou que o pacto é "um marco importante" nas relações entre Washington e Pequim.

O presidente da China, por sua vez, destacou que os dois países empreenderam "um novo modelo" para as relações entre potências e comemorou o nível de entendimento entre os dois governos.

Estados Unidos e China representam juntos 45% das emissões planetárias de CO2, um dos gases apontado como culpado pela mudança climática. A União Europeia representa 11%. No mês passado, o bloco se comprometeu a reduzir em pelo menos 40% as emissões até 2030, na comparação com os níveis de 1990.

Nas negociações sobre o clima, a China defende em nome do desenvolvimento econômico que os países mais desenvolvidos devem reduzir de maneira mais expressiva suas emissões.

Os republicanos, majoritários no Congresso dos Estados Unidos, não demoraram a manifestar dúvidas. Pouco depois do anúncio em Pequim, o líder do Partido Republicano no Senado, Mitch McConnell, chamou o plano de "pouco realista". "Este é um plano pouco realista, que o presidente quer deixar para o sucessor", disse McConnell. Para o republicano, o plano afetará a criação de novos postos de trabalho e o custo da energia.

Esse foi um dos acordos estabelecidos entre os dois presidentes em um encontro bilateral em Pequim, durante o Fórum de Cooperação Econômica da Ásia Pacífico (Apec). Os dois países também vão estreitar as relações entre as forças armadas, aumentar o combate ao terrorismo e incrementar estratégias para ajudar no combate à epidemia de ebola na África Ocidental.

12 novembro 2014

"Mudanças climáticas não deixarão nenhuma parte do globo intacta", afirma presidente do IPCC

É preciso que as nações promovam ações combinadas de mitigação e adaptação


Giselle Garcia | Agência Brasil

A síntese do 5º Relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, da sigla em inglês), divulgado no último domingo (2), em Copenhague, na Dinamarca, mostra que se não houver ação imediata das nações para frear o aquecimento global, em pouco tempo, não haverá muito o que fazer. “Se as taxas de emissão de gases de efeito estufa continuarem aumentando, os meios de adaptação não serão suficientes”, aponta o documento.


É preciso que as nações promovam ações combinadas de mitigação e adaptação.

“Temos uma janela de oportunidade, mas ela é muito curta. O relatório mostra isso. As mudanças climáticas não deixarão nenhuma parte do globo intacta”, enfatizou o presidente do IPCC, Rajendra Pachauri, durante a apresentação da síntese. Ele ressaltou que ainda há meios para frear as mudanças climáticas e construir um futuro mais próspero e sustentável, mas que a comunidade internacional precisa levar a questão a sério.

O relatório, elaborado com a participação de mais de 800 cientistas de 80 países, mostra que a emissão de gases de efeito estufa, responsável pelo aquecimento global, tem aumentado desde a era pré-industrial, como consequência do crescimento econômico e da população. De 2000 a 2010, indica o documento, as emissões foram as mais altas da história. “A acumulação de dióxido de carbono, metano e óxido nitroso na atmosfera alcançaram níveis sem precedentes nos últimos 800 anos”.

Entre 2000 e 2010, a produção de energia por meio da queima de combustíveis fósseis foi responsável por 47% da emissão globais de gases de efeito estufa. A indústria respondeu por 30%, o transporte por 11% e as construções por 3%.

Pachauri enfatizou, ao longo da apresentação, que emissões continuadas tem levado a um aquecimento global contínuo, ao derretimento das geleiras e ao consequente aumento do nível do mar. Nas últimas três décadas foram registrados sucessivos aquecimentos na superfície da Terra, sem precedentes desde 1850. O período entre 1983 e 2012 foi o mais quente dos últimos 800 anos no Hemisfério Norte, de acordo com a síntese. O aquecimento médio global combinado da Terra e dos oceanos no período de 1880 a 2012 foi 0,85 grau Celsius (°C).

O derretimento das geleiras, em especial na Groelândia e na Antártida, geraram o aumento do nível do mar em 19 centímetros de 1991 a 2010. O número é maior do que os registrados nos últimos dois milênios. O relatório alerta, também, para a acidificação dos oceanos em 26% por causa da apreensão de gás carbônico da atmosfera, o que pode ter impacto grave sobre os ecossistemas marítimos.

Ao fazer projeções para o futuro, os cientistas preveem impactos severos e irreversíveis para a humanidade e para os ecossistemas. “Se não frearmos as mudanças climáticas, elas ampliarão os riscos já existentes e criarão novos riscos. Meios de vida serão interrompidos por tempestades, por inundações decorrentes do aumento do nível do mar e por períodos de seca e extremo calor. Eventos climáticos extremos podem levar a desagregação das redes de infraestrutura e serviços. Há risco de insegurança alimentar, de falta de água, de perda de produção agrícola e de meios de renda, particularmente em populações mais pobres. Há também risco de perda da biodiversidade dos ecossistemas”.

De acordo com a síntese, mesmo se houver um esforço das nações para limitar o aquecimento da Terra a 2°C, ainda assim, os efeitos continuarão a ser sentidos por um longo tempo. “Ondas de calor vão ocorrer com mais frequência e durar mais, e precipitações extremas se tornarão mais intensas e frequentes, em mais regiões. Os oceanos vão continuar a se aquecer e acidificar e o nível do mar continuará a subir”.

O relatório enfatiza que, para frear as mudanças climáticas e gerenciar os seus riscos, é preciso que as nações promovam ações combinadas de mitigação e adaptação. “Reduções substanciais nas emissões de gases de efeito estufa nas próximas décadas podem diminuir os riscos das mudanças climáticas e melhorar a possibilidade de adaptação efetiva às condições existentes”. Os cientistas reconhecem, entretanto, que essas reduções demandarão mudanças tecnológicas, econômicas, sociais e institucionais consideráveis.

Para o secretário-geral da Organização das Nações Unidas, Ban Ki-moon, que participou da apresentação do relatório, é preciso agir imediatamente. “O tempo não está a nosso favor. Vamos trabalhar juntos para construir um mundo mais sustentável. Vamos preservar o nosso planeta Terra e promover desenvolvimento de maneira sustentável”, disse.



11 novembro 2014

Incêndio em reserva do AP recebe primeiras equipes de brigadistas

Equipes foram enviadas para conter chamas em reserva do Lago Piratuba.
Fogo iniciou na terça-feira (4) e foi identificado via satélite.


Abinoan Santiago
Do G1 AP

O combate ao incêndio na reserva ambiental Lago Piratuba, no município de Amapá, a 302 quilômetros de Macapá, começa a receber as primeiras equipes de brigadistas. De acordo com o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama), estão na reserva desde sexta-feira (7) 28 brigadistas do Instituto Chico Mendes (ICMBio). Nesta terça-feira (11) mais 21 brigadistas do Sistema Nacional de Combate e Prevenção aos Incêndios Florestais (PrevFogo) partem de Macapá para a reserva.

Lago Piratuba também viveu incêndio em 2012 (Foto: Reprodução/RedeGlobo)Lago Piratuba também viveu incêndio em 2012 (Foto: Reprodução/RedeGlobo)

As equipes fazem parte de um total de 600 pessoas previstas para serem enviadas para conter o incêndio que atinge o Lago Piratuba, na região Leste do estado. As chamas foram identificadas via satélite na terça-feira (4). Ainda não há levantamento do tamanho da área consumida pelo fogo.

De acordo com o técnico do PrevFogo no Amapá Leozildo Benjamin, as equipes vão trabalhar inicialmente sem o auxílio da aeronave do Ibama por causa da utilização dela em outra missão em Itaituba, no Pará. A intenção é que o helicóptero chegue esta semana em Macapá.

“Como o incêndio ainda está no começo, estamos agilizando as nossas equipes para que se desloquem até a região para não aumentar o tamanho da área atingida”, comentou o técnico do PrevFogo.

Os brigadistas enviados ao Lago Piratuba têm a missão de fazer o fogo não se espalhar na região. A estratégia usada é cercar as chamas com aberturas de trincheiras no solo, fazendo com que o fogo fique restrito a determinada área. A necessidade de empenhar o efetivo deve-se às características do incêndio. O fogo é iniciado pelo subterrâneo através das turfas, materiais orgânicos inflamáveis existentes na terra.

Histórico

Esse não é o primeiro incêndio no Lago Piratuba, segundo o ICMBio. O último foi considerado de grande proporção e aconteceu em 2012, quando uma área de quase 26 mil hectares foi destruída pelo fogo. Foram necessários dois meses para controlar as chamas. A região fica ao Leste do Amapá e tem 392 mil hectares de extensão.

Para o ICMBio, o histórico de incêndio na região é resultado do grande acúmulo de turfas com o assoreamento de regiões alagadas em decorrência da criação bubalina. O assoreamento deixa exposto o material orgânico, considerado bastante inflamável.

Cantareira cai 0,2 ponto percentual após segunda-feira sem chuvas

Nível estava há sete dias sem ter queda de 0,2 pontos percentuais.
Alto Tietê também teve queda de 0,2 pontos; Guarapiranga caiu 0,4.


Do G1 São Paulo

O nível do Sistema Cantareira caiu 0,2 ponto percentual nesta terça-feira (11) após mais um dia sem chuvas na região dos reservatórios. O índice registrado pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) foi de 11,1%, já contando a segunda cota do volume morto. Alto Tietê e Guarapiranga também caíram.



Uma queda de 0,2 ponto não ocorria no Cantareira há sete dias. No dia 2 de novembro, o nível dos reservatórios havia recuado de 12,1% a 11,9%. De lá pra cá, foram seis quedas de 0,1 ponto e uma estabilização - o nível se manteve o mesmo do dia 3 para o dia 4.

Até agora, choveu 61,6 mm em novembro no Cantareira. O acumulado, entretanto, não foi suficiente para evitar as constantes quedas no nível do sistema.

As represas continuam secando porque parte da água evapora por causa do forte calor ou vai para a vegetação antes de chegar ao sistema.

Alto Tietê e Guarapiranga

Os segundo e terceiro maiores sistemas de abastecimento da Grande São Paulo também tiveram queda em seus níveis na medição desta terça.

O nível do Alto Tietê recuou de 8,2% para 8%, após dia com pouca chuva: apenas 0,1 milímetro.

Já o Guarapiranga teve queda de 0,4 ponto percentual. O sistema segue caindo e foi de 36,4% para 36% após segunda-feira sem registro de chuvas nos reservatórios.

Veja a situação em outros sistemas:

- No Alto Cotia, o nível passou de 30,3% para 30,1%
- No Rio Grande, regrediu de 66,8% para 66,5%;
- O sistema Rio Claro recuou de 38,5% para 37,7%.

Alckmin pede 3,5 bilhões

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, afirmou na segunda (10), após reunir-se com a presidente Dilma Rousseff, que o estado precisará de R$ 3,5 bilhões para a construção de oito "grandes" obras que servirão a partir de 2015 para o enfrentamento da crise do abastecimento de água na região.

“O que nós propusemos ao governo federal foram novas obras, oito obras, e o valor dessas obras será de R$ 3,5 bilhões, o orçamento total das obras. […] O governo de São Paulo precisará do máximo que [o governo federal] puder. Pode ser recurso a fundo perdido, do Orçamento Geral da União, ou pode ser financiamento, e nós temos uma boa capacidade de financiamento,” disse o governador.

De acordo com Alckmin, um grupo de trabalho foi criado para que a União e o governo estadual possam se reunir para discutir como se daria o repasse dos recursos federais a São Paulo, para quais obras e os valores. O colegiado, segundo afirmou, se reunirá na próxima segunda-feira (17) pra discutir o assunto.

'Repasse depende de estudos'

A ministra do Planejamento, Miriam Belchior, não confirmou se o governo federal irá repassar toda a verba pleiteada por São Paulo. Segundo ela, o valor dependerá dos estudos a serem apresentados na semana que vem sobre cada uma das obras.

“Não se discutiu o montante de recursos nessa reunião. Muito comum a presidente dizer que depende da importância das obras a serem realizadas. Se, nessa conversa direta, estiverem claras as importâncias dessas obras, poderemos até apoiar tudo, mas isso vai depender dessa discussão”, disse Miriam.

Geraldo Alckmin apresentou as oito obras que são necessárias para a região: interligação dos reservatórios Atibainha e Jaguari; construção de dois reservatórios em Campinas; adução dos reservatórios; Estação de Produção de Água de Reuso (EPAR) Sul de São Paulo; EPAR Barueri; interligação do Jaguari com o Atibaia; interligação do Rio Grande com o Guarapiranga; e poços artesianos no Aquífero Guarani.

A jornalistas, Alckmin afirmou no Palácio do Planalto ter apresentado à presidente, além das oito obras necessárias para o estado, os sete sistemas de abastecimento de água existentes na região. Segundo o governador, duas obras devem ser entregues em 2015 e as demais, em até três anos.

O governador voltou a afirmar que não há racionamento de água na região e que o abastecimento está garantido para o ano que vem. “Não há esse risco [de racionamento]. Nós já temos repetido isso desde o início do ano, nós temos em São Paulo um sistema extremamente forte e nós nem entramos na segunda reserva técnica do Cantareira”, afirmou.