20 agosto 2014

Usinas de energia solar queimam pássaros em pleno voo nos EUA

Considerada 'energia limpa', energia solar também pode ter impacto.
Aves são chamuscadas com o calor dos raios solares refletidos por usina.


Associated Press

Usinas de energia solar, conhecidas como alternativas energéticas com menos impacto ambiental, têm queimado pássaros em pleno voo nos Estados Unidos.

Investigadores federais de proteção à vida selvagem que visitaram no ano passado a usina BrightSource Energy, a maior planta solar do mundo, que fica no deserto de Mojave, verificaram que pássaros queimavam e caíam sobre o local, em média, a cada dois minutos.

Usina solar tem capacidade de gerar energia que pode abastecer 140 mil moradias (Foto: Steve Marcus/Reuters)Usina solar tem capacidade de gerar energia que pode abastecer 140 mil moradias (Foto: Steve Marcus/Reuters)

Agora, esses investigadores pedem que planos de ampliação da usina sejam paralisados até que se possa verificar a extensão total das mortes de pássaros. Enquanto a BrightSource estima que ocorram cerca de mil mortes por ano, um especialista do grupo ambientalista Center for Biological Diversity calcula que ocorram até 28 mil mortes anualmente.

Para Garry George, diretor de energias renováveis da organização ambiental Audubon Society, focada na preservação dos pássaros, as mortes são alarmantes. "É difícil dizer se é a localização ou a tecnologia", diz. "É preciso ter cautela."

As mortes das aves mostram que a busca por uma energia limpa por vezes pode provocar danos ambientais inadvertidamente. Fazendas solares têm sido criticadas também por seus impactos sobre as tartarugas do deserto e os parques eólicos já foram apontados por matar pássaros, inclusive numerosas aves de rapina.

"Levamos esse assunto muito a sério", disse Jeff Holland, prota-voz da empresa NRG Solar, de Carlsbad, na Califórnia. Trata-se de uma das três empresas por trás da usina. A outra empresa é o Google.

A usina de US$ 2,2 bilhões, inaugurada em fevereiro, tem por mais de 300 mil espelhos, cada um do tamanho de uma porta. Eles refletem os raios solares em direção a três torres, que se elevam a uma altura de até 40 andares. A água dentro das torres é aquecida para produzir vapor, que aciona turbinas que geram energia elétrica suficiente para suprir 140 mil casas.

Os raios solares refletidos pelos espelhos são brilhantes o suficiente para atrapalhar pilotos chegando ou saindo de Las Vegas e de Los Angeles.

Especialistas afirmam que a usina pode ser uma grande armadilha para a vida selvagem: a luz refletida pelos espelhos atrai insetos que, por sua vez, atraem pássaros que morrem devido aos intensos raios de luz.

Foto de outubro de 2013 mostra pássaro chamuscado encontrado na usina solar no deserto de Mojave, na Califórnia (Foto: AP Photo/U.S. Fish and Wildlife Service)Foto de outubro de 2013 mostra pássaro chamuscado encontrado na usina solar no deserto de Mojave, na Califórnia (Foto: AP Photo/U.S. Fish and Wildlife Service)

Defensores da energia solar estão lutando para evitar que as mortes dos pássaros forcem uma pausa na construção de novas usinas, no momento em que eles veem que a tecnologia está a ponto de tornar-se mais acessível e disponível, de acordo com Thomas Conroy, especialista em energias renováveis.

Para ele, a diversidade de tecnologias e de fontes energéticas é essencial. "Ninguém deve argumentar que devemos usar só carvão, só energia solar, só energia eólica ou só energia nuclear. E cada uma dessas tecnologias tem uma longa lista de prós e contras."


BVRio lança plataforma para acelerar a consolidação de Unidades de Conservação

Plataforma digital permite negociação de imóveis localizados no interior de Unidades de Conservação


Carolina Salles | JusBrasil

Rio de Janeiro, 18 de Agosto 2014 - Foi lançado hoje pela Bolsa de Valores Ambientais BVRio o mercado de negociação de imóveis localizados no interior de Unidades de Conservação (UCs) para serem usados em Compensação de Reserva Legal ou em processos de Licenciamento Ambiental.

Hoje o Brasil conta com mais de 150 milhões de hectares de Unidades de Conservação. As UCs são áreas com cobertura de vegetação nativa protegidas pelo SNUC, Sistema Nacional de Unidades de Conservação.

Algumas destas UCs são de domínio público, e nesses casos, os proprietários dessas áreas devem ser desapropriados e indenizados. Estima-se que hoje existem mais de 5 milhões de hectares de propriedades privadas nestas condições.

Alternativamente, esses proprietários podem negociar seus imóveis para a compensação de Reserva Legal de outro imóvel rural ou para Compensação Ambiental de um empreendimento em processo de Licenciamento Ambiental.

A Lei Florestal diz que proprietários rurais que não têm reserva legal suficiente podem se adequar comprando, e em seguida doando ao poder público, um imóvel localizado no interior de Unidades de Conservação. Já a lei do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC) permite que empreendimentos que geram um significativo impacto ambiental possam realizar sua compensação ambiental utilizando o mesmo mecanismo.

Devido à dificuldade de unir compradores e vendedores para o uso deste mecanismo, a BVRio desenvolveu uma plataforma digital de negociação de imóveis privados localizados no interior de Unidades de Conservação. Por meio da Plataforma digital BVTrade:

- O titular do imóvel na Unidade de Conservação pode ser ressarcido, evitando os processos de desapropriação;

- Produtores rurais podem cumprir a obrigação de Reserva Legal;

- Empreendedores podem cumprir medidas compensatórias em processos de licenciamento ambiental; e

- Promove-se a regularização fundiária e a consolidação das Unidades de Conservação.

Para Denise Rambaldi, Superintendente de Biodiversidade e Florestas da SEA- Secretaria de Estado do Ambiente do Rio de Janeiro, “é uma excelente iniciativa, que vem ao encontro dos objetivos do INEA de consolidar as nossas Unidades de Conservação, e ao mesmo tempo facilitar a regularização da reserva legal de imóveis rurais ou o licenciamento ambiental de empreendimentos com significativo impacto ambiental. Por meio desse mecanismo, podemos atender a todas essas questões de uma forma simples e eficiente.”

Segundo Maurício Moura Costa, Presidente da BVTrade, “hoje existem mais de 2 milhões de hectares cadastrados na plataforma prontos para serem negociados. O que fazemos é facilitar o encontro entre compradores e vendedores para promover o uso desse instrumento ambiental.”, menciona Maurício.

Em paralelo foi lançada uma cartilha com detalhes sobre este mercado, chamada “Imóveis Privados em Unidades de Conservação de Domínio Público”, disponível para download gratuito em www.bvrio.org.

Para acessar a Bolsa e conferir a dinâmica deste mercado, acesse: www.bvtrade.org

A Bolsa de Valores Ambientais BVRio é uma instituição formada para promover o uso de mecanismos de mercado e facilitar o cumprimento de leis ambientais brasileiras. Através da sua plataforma BVTrade, a BVRio apoia o desenvolvimento de mercados ambientais em todo o Brasil. A BVRio foi vencedora do Katerva Awards 2013, categoria Economia.


Equipamentos de energia solar serão incluídos no Finame

Estadão Conteúdo

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) criou regras específicas para incluir fabricantes da cadeia de geração de energia elétrica solar no cadastro da Finame, linha de financiamento para bens de capital. As regras foram anunciadas na última semana, juntamente com as condições de financiamento para os empreendedores vencedores do primeiro leilão de geração de energia elétrica solar, marcado para 31 de outubro.

Em nota, a instituição de fomento destaca que "a entrada da fonte solar na matriz energética brasileira também abre caminho para o desenvolvimento de uma cadeia de fornecedores locais de equipamentos, e o BNDES quer aproveitar a oportunidade para desenvolver essa indústria".

Para isso, o BNDES criou a Metodologia de Credenciamento e Apuração de Conteúdo local de Módulos e Sistemas Fotovoltaicos. Segundo o banco de fomento, as regras específicas para o credenciamento de equipamentos de tecnologia fotovoltaica incluem exigência de nacionalização progressiva de componentes e processos específicos, ao longo do período de implementação do plano.

Financiamento

Já as condições de financiamento aos empreendedores vencedores do futuro leilão serão as oferecidas na linha BNDES Finem, com custo financeiro baseado na Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP, atualmente em 5% ao ano). Parte dos recursos virá do Fundo Clima, cujo custo financeiro é de 0,1% ao ano.

Além disso, o custo final do empréstimo inclui a remuneração básica do BNDES (1,0% ao ano); a taxa de risco de crédito, que varia de 0,4% ao ano a 2,87% ao ano, em função do risco do crédito do cliente; a taxa de intermediação financeira (0,5% ao ano); e a remuneração do agente financeiro, quando a operação é indireta.


Declaração de Lima conclama governos a reconhecer o papel vital da Pan-Amazônia para a regular o clima e garantir a segurança climática para a humanidade

Intitulada 'Chamado da Pan-Amazônia', a Declaração de Lima, lançada na capital do Peru na quinta-feira, 07 de agosto, conclama os governos dos países nove países amazônicos que formam o bioma e todos os países do mundo a reconhecer a importância da Pan-Amazônia como oportunidade e solução para fazer frente às mudanças climáticas por sua contribuição para a regulação do clima e por sua imensa diversidade.


Patrícia Ribeiro - WWF Brasil

A declaração também chama o governo do Peru a assumir um papel essencial na Conferência das Partes (UNFCCC CoP 20), a ser realizada em dezembro, em Lima, no sentido de posicionar a região como vital para o alcance dos objetivos e metas da Convenção de Clima, evidenciando a necessidade de valorização da Amazônia e a urgência em proteger as suas florestas e rios e os serviços que os seus ecossistemas prestam às sociedades para fazer frente às mudanças climáticas. Para isso é preciso agir de forma integrada para interromper o desmatamento e garantir o funcionamento equilibrado do sistema ecológico.

A declaração é o resultado do 3º Encontro Pan-Amazônico, que reuniu cerca de 200 pessoas, entre representantes governamentais, de organizações não governamentais e de movimentos sociais e indígenas e empresas para discutir o papel da Amazônia e acordar recomendações para atores sociais em vários países.

As recomendações do encontro serão entregues ao ministro do Meio Ambiente do Peru e presidente da CoP 20, Manuel Pulgar-Vildal nos próximos dias e depois difundida e endereçada a atores importantes, como a França, sede da CoP-21 de Clima, bancos, empresas, Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), entre outros. Ao mesmo tempo, o 'Chamado da Pan-Amazônia' traça uma rota para as organizações envolvidas atuarem e difundirem a importância da Amazônia em outros eventos, como a Cúpula dos Povos Frente às Mudanças Climáticas.

Realizado em Lima, Peru, esta semana, o 3º Encontro Pan-Amazônico apresentou o estudo 'O Futuro Climático da Amazônia', elaborado pelo cientista Antonio Donato Nobre, do Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (INPA), que explicou o papel fundamental da região para estabilizar o clima regional e global, manter o ar úmido da América do Sul e exportar rios aéreos de vapor que no verão transportam matéria prima para as chuvas que irrigam a região e produzem um terço das chuvas que alimentam a terra. As florestas geram 20% do oxigênio do planeta e armazenam entre 90 e 140 milhões de toneladas métricas de carbono, cumprindo um papel vital na luta contra o câmbio climático.

"Estamos pensando e atuando para defender o futuro da humanidade, fazendo algo pela região mais importante e pela vida dos que estão aqui no planeta hoje e os que ainda virão. Mas precisamos trabalhar mais e melhor com os outros setores e fazer com que essa discussão sobre a responsabilidade que temos pela Amazônia seja ampliada", comentou Claudio Maretti, líder da Iniciativa Amazônia Viva da Rede WWF.

Organizado pela Articulação Regional Amazônica (ARA), e co-promovido pelo Ministério do Meio Ambiente do Peru (MINAM) e por organizações como WWF e Aliança Clima e Desenvolvimento (CDKN), o 3o Encontro Pan-Amazônico representou um espaço de diálogo para discutir e definir uma agenda prioritária e uma linha de trabalho colaborativo com vistas à CoP20.

A Pan-Amazônia se estende por cerca de 6.7 milhões de km2, alcançado partes de nove países - Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Peru, Venezuela, Guiana, Suriname e Guiana Francesa/França. Aproximadamente 33 milhões de pessoas e 350 grupos indígenas vivem na Amazônia, 60 dos quais em isolamento voluntário. É na Amazônia que se encontram mais de 40% das florestas tropicais úmidas remanescentes no planeta e pelo menos 10% da biodiversidade conhecida.

Sobre a Iniciativa Amazônia Viva: A Iniciativa Amazônia Viva lidera os esforços da Rede WWF para garantir uma Amazônia ecologicamente saudável e que mantenha sua contribuição ambiental e cultural às populações locais, aos países da região e ao mundo, por meio da manutenção dos processos e dos serviços ecológicos, em um sistema que propicie o desenvolvimento econômico inclusivo, com equidade social e responsabilidade global.

Sobre a Rede WWF: A Rede WWF é uma das maiores e mais respeitadas organizações ambientalistas independentes do mundo. O WWF tem o apoio de quase 5 milhões de pessoas e dispõe de uma rede mundial que atua em mais de 100 países. A missão da Rede WWF é interromper a degradação do meio ambiente e construir um futuro no qual os seres humanos vivam em harmonia com a natureza.



19 agosto 2014

Número de elefantes caçados supera o de nascidos, aponta estudo

De 2010 a 2012, 33.630 elefantes foram caçados ilegalmente na África.
Declínio da espécie é de 2% a 3% ao ano, segundo pesquisa.


France Presse

A caça ilegal de elefantes na África pode ser pior do que se estimava nos últimos anos, o que estaria colocando em sério risco o futuro desse animal no continente - alertou um novo estudo, publicado nesta segunda-feira (18).

  Foto de arquivo de 17 de dezembro de 2012 mostra elefantes no Parque Nacional Amboseli, no sul do Quênia, com o monte Kilimanjaro, na Tanzânia, ao fundo   Foto de arquivo de 17 de dezembro de 2012 mostra elefantes no Parque Nacional Amboseli, no sul do Quênia, com o monte Kilimanjaro, na Tanzânia, ao fundo (Foto: AP Photo/Ben Curtis, File)Foto de arquivo de 17 de dezembro de 2012 mostra elefantes no Parque Nacional Amboseli, no sul do Quênia, com o monte Kilimanjaro, na Tanzânia, ao fundo Foto de arquivo de 17 de dezembro de 2012 mostra elefantes no Parque Nacional Amboseli, no sul do Quênia, com o monte Kilimanjaro, na Tanzânia, ao fundo (Foto: AP Photo/Ben Curtis, File)

Pesquisadores da Reserva Natural Samburu do Quênia elaboraram um novo modelo de todo o continente, que permitiu detectar um aumento no número de elefantes mortos.

O trabalho, publicado pela revista científica "Proceedings of the National Academy of Sciences" ("PNAS"), destaca que as populações desse mamífero estão caindo a um ritmo de 2% ao ano, um declínio que supera sua capacidade de reprodução.

"Basicamente, isso significa que estamos começando a perder a espécie", alertou o autor encarregado do estudo, George Wittemyer, professor assistente no Departamento de Pesca, Vida Selvagem e Biologia da Conservação da Universidade do Estado do Colorado, nos Estados Unidos.

Embora a quantidade de elefantes vivendo na natureza seja difícil de estimar, o Fundo Mundial para a Natureza (WWF, na sigla em inglês), avalia que existam entre 470 mil e 690 mil destes animais no continente africano.

O estudo aponta que, em relação à população existente destes animais na África, a taxa anual de elefantes caçados ilegalmente entre 2010 e 2012 foi de 6,8%, o que representa um total de 33.630 animais mortos pelas mãos de caçadores ilegais nestes três anos.

Embora a caça tenha diminuído sutilmente em 2012, os números ainda são muito altos, o que dá lugar a um declínio nas populações de 2% a 3% ao ano, após se levar em conta as taxas de reprodução.

África Central, Tanzânia e Moçambique são as regiões mais afetadas pela caça ilegal, afirmaram os autores do estudo. Apenas na África Central, as populações de elefantes diminuíram 63,7% entre 2002 e 2012.

Valorização do marfim

De acordo com o estudo, a caça ilegal aumenta, sobretudo, quando o preço do marfim alcança US$ 30 o quilo. "Atualmente, é de US$ 150, e a caça ilegal se torna um grande problema", destacou Wittemyer.

"Nossas análises mostram um elevado preço no comércio ilegal de marfim pago pelos elefantes da África e sugerem que a taxa de caça atual é superior à capacidade estimada de reprodução da espécie", alertaram os autores do trabalho.

No começo do século XX, 20 milhões de elefantes foram contabilizados na África, mas seu número caiu para apenas 1,2 milhão em 1980.

Apesar de a caça da espécie ter sido proibida em 1989, atualmente, restam apenas 500 mil desses animais, apontam números da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies em Risco de Extinção (Cites).

SeaWorld fará tanques gigantes para orcas após receber críticas a cativeiro

Parque diz que aumentará investimentos em proteção dos cetáceos.
Pressão de defensores dos animais contribuiu para queda de 5% nos lucros.


France Presse

A companhia americana de parques temáticos aquáticos SeaWorld anunciou que construirá novos tanques gigantes para suas orcas, depois que o cativeiro dos cetáceos causou polêmica e afetou os lucros da empresa.

Orcas durante espetáculo no SeaWorld Orlando (Foto: Phelan M. Ebenhack/AP)Orcas durante espetáculo no SeaWorld Orlando (Foto: Phelan M. Ebenhack/AP)

Em nota, a SeaWorld Entertainment informou a "incorporação de um enorme e inédito ambiente artificial para orcas em seus três parques" com animais marinhos.

O anúncio foi divulgado dois dias depois de o SeaWorld, com sede na Flórida, informar a queda de 5% em seus ganhos no primeiro semestre, provocada, entre outras coisas, pela pressão exercida pelos defensores dos animais contra o uso de orcas para espetáculos, segundo admitiu a própria empresa.

O primeiro tanque, que será construído em seu parque em San Diego, Califórnia, conterá quase 38 milhões de litros d'água, ocupará 6 mil metros quadrados de superfície e terá 15 metros de profundidade, informou a empresa.

O novo hábitat das orcas, que dobrará em dimensões os atuais, será concluído em 2018. Os outros parques, em Orlando, Flórida, e San Antonio, no Texas, também incluirão novos tanques.

A SeaWorld acrescentou no comunicado que também destinará US$ 10 milhões "ao estudo e à proteção de orcas em seu ambiente natural, assim como do oceano onde vivem".

Críticas e documentário

A campanha contra o uso das orcas em espetáculos alcançou um pico no ano passado, com o lançamento do aclamado documentário "Blackfish", que investigou o impacto do cativeiro nas orcas do SeaWorld e o ataque de uma delas, Tilikum, que resultou na morte de um treinador.

O grupo Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais (PETA, na sigla em inglês) qualificou o anúncio do SeaWorld de uma tentativa da empresa de ganhar tempo, em um momento em que "o povo compreende o sofrimento das orcas em cativeiro".

"O que poderia salvar a empresa seria o reconhecimento de que precisa não de tanques maiores, mas levar as orcas para santuários marinhos para que possam voltar a sentir o oceano e escutar seus familiares (...). Uma prisão maior continua sendo uma prisão", afirmou a PETA.

No passado, a PETA tentou, sem sucesso, acionar o SeaWorld, alegando que trata as orcas como escravas, violando a Constituição americana.


Ebola provoca 84 mortes em três dias

Número total de mortos em epidemia chegou a 1.229, segundo a OMS.
Libéria teve 53 mortes entre 14 e 16 de agosto.


France Presse

O vírus Ebola provocou a morte de 84 pessoas em três dias, entre 14 e 16 de agosto, anunciou nesta terça-feira (19) a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Durante os três dias, 113 novos casos de Ebola foram confirmados por exames de laboratório.

Desde o início da epidemia em março, a OMS registrou 2.240 casos de Ebola, com 1.229 mortes.

A Libéria foi o país com o maior número de mortos entre 14 e 16 de agosto, com 53 vítimas fatais e outros 48 casos.

Na Guiné, onde teve início a epidemia, 14 pessoas morreram e mais 24 casos foram registrados.

Em Serra Leoa a doença provocou 17 mortes nos três dias, além de 38 novos casos. A Nigéria registrou três novos casos de Ebola, mas nenhuma vítima fatal no período.

Governo federal faz acordo com RJ e SP sobre abastecimento de água

Vazão em reservatório de Jaguari (SP) deve voltar a patamar de 43 m³/s.
Para ministra, medidas devem ‘equilibrar’ produção de água para não faltar.


Felipe Néri
Do G1, em Brasília

Os governos de São Paulo e Rio de Janeiro fizeram acordo com o governo federal nesta segunda-feira (18) em Brasília para definir mudanças no esquema de abastecimento de água nos municípios fluminenses e paulistas que dependem da captação da bacia do rio Paraíba do Sul. O acordo busca garantir a continuidade do abastecimento em 37 municípios nos dois estados, com população total de cerca de 11 milhões de pessoas.

Segundo a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, o acordo tem o apoio dos governadores Geraldo Alckmin, de São Paulo, e Pezão, do Rio de Janeiro. Pelo pacto, a partir da próxima quarta-feira (20), o estado de São Paulo aumentará a vazão do reservatório de Jaguari para 43 metros cúbicos por segundo (m³/s). A vazão tinha sido reduzida de 30 m³/s para 10 m³/s no último dia 6.

A redução gerou críticas do por ter sido feita sem consulta prévia à Agência Nacional de Águas (ANA). O governo do Rio de Janeiro também reagiu com queixas devido ao impacto que a diminuição da vazão gera na bacia do rio Paraíba do Sul, que também abastece cidades fluminenses.

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) havia divulgado nota afirmando que a limitação da vazão em Jaguari em 10 m³/s poderia reduzir a produção de energia e provocar colapso no abastecimento de água em São Paulo e no Rio de Janeiro. Segundo a Ana, 17 milhões de pessoas seriam afetadas pela limitação da captação de água.

Com a negociação desta segunda, ficou definido que, além do aumento da vazão em Jaguari, também na próxima quarta-feira o reservatório de Paraibuna, do governo federal, reduzirá a vazão de 80 para 47 m³/s. Já no Rio de Janeiro, as medidas valem a partir de 10 de setembro, quando a vazão na barragem de Santa Cecília cai de 165 para 160 m³/s.

De acordo com a ministra Izabella Teixeira, o conjunto de medidas visa a “equilibrar a produção de água para não faltar água para ninguém”. “Com essas medidas, admitimos que temos condições de operar com cenário de hoje com segurança hídrica e absastecimento”, afirmou. Representantes dos dois estados e do governo federal se reúnem no próximo mês para analisar o resultado do acordo e estudar novas medidas.

Participaram da reunião os secretários do setor de recursos hídricos e meio ambiente dos estados, além da ministra Izabella Teixeira, do diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Hermes Chipp, e do diretor-presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), Vicente Andreu.


17 agosto 2014

Desconhecidos provocam fuga de pacientes com ebola na Libéria

Um grupo de homens armados atacou na capital liberiana, Monróvia, um centro de quarentena em que se encontram internadas pessoas infectadas com o vírus ebola.


Voz da Rússia

De acordo com a agência France-Presse, todos os pacientes do centro ficaram em liberdade.

Conforme relatos de testemunhas, na noite de 16 de agosto, sujeitos armados quebraram as portas do centro de quarentena, armando um quebra-quebra no território da instituição e provocando a fuga de 29 pacientes.

A febre hemorrágica ebola é uma doença mortal, cuja disseminação é possível através do contato direto desprotegido com o sangue ou secreções da pessoa infectada, assim como em resultado de contato com objetos infectados por uma pessoa doente.


Em SP, 46% dizem ter tido falta d'água nos últimos 30 dias, diz Datafolha

Segundo pesquisa, problema no abastecimento é mais grave na cidade.
No estado, 28% dos entrevistados relataram interrupção no fornecimento.


Do G1 São Paulo

Pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (16) aponta que o problema da falta de água é mais grave na capital paulista, onde 46% dos entrevistados relataram interrupção no abastecimento nos últimos 30 dias. Em outros municípios da região metropolitana, 37% alegaram problemas.

Considerando todo o estado, 28% relataram ter enfrentado interrupção no fornecimento de água pelo menos uma vez nos últimos 30 dias. Na mesma pesquisa, a maneira como o governador Geraldo Alckmin (PSDB) vem lidando com a crise da água é aprovada por 28% dos eleitores e desaprovada por 27%.

A pesquisa foi realizada entre os dias 12 e 13 de agosto. Foram entrevistados 2.045 eleitores em 56 municípios, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

O baixo volume de água em reservatórios e represas do estado de São Paulo é de conhecimento de 99% dos eleitores paulistas. A maioria (57%) afirma que está bem informada sobre o tema, enquanto 34% dizem estar mais ou menos informados e somente 7% consideram estar mal informados.

Segundo a pesquisa, a maioria dos eleitores paulistas desconfia das informações repassadas pela administração estadual: para 64% dos entrevistados, o governo de São Paulo divulga apenas o que interessa à própria administração. Para outros 30% o governo fornece todas as informações de que dispõe. Uma parcela de 6% não opinou.

Se considerado apenas os entrevistados com curso superior, 75% avaliam que o governo tem fornecido somente informações de seu interesse sobre a crise. O índice dos que têm a mesma opinião cai para 49% entre os menos escolarizados.

Também consideram que o governo divulga apenas informações de seu interesse sobre a crise 74% dos eleitores com renda familiar entre 5 e 10 salários mínimos e 71% dos eleitores com renda superior a 10 salários.

Condução da crise

A maneira como o governador Geraldo Alckmin vem lidando com a crise da água é aprovada por 28% dos eleitores e desaprovada por 27%. Outros 39% a consideram regular e 6% não têm opinião. São mais críticos os mais escolarizados (34%) e os mais ricos (35%).

Uma parcela de 28% dos eleitores do estado diz ter enfrentado interrupção no fornecimento pelo menos uma vez nos últimos 30 dias. Destes, 5% tiveram problemas de falta de água por um dia, 4% por dois dias, 5% por três ou quatro dias e 14% por cinco dias ou mais. Outros 2% não souberam responder.

O Datafolha realizou pesquisa sobre o mesmo tema nos dias 5 e 6 de junho deste ano e a comparação entre os resultados mostra que se manteve estável a fatia dos que não sofreram com problemas no abastecimento de água nos 30 dias anteriores: 70%.

A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com número SP- 00016/2014 e BR-00363/2014.

Por Ebola, Quênia fecha fronteiras com Guiné, Libéria e Serra Leoa

Proibição de entrada começa a valer na próxima quarta-feira.
Kenya Airways anunciou suspensão de voos para estes países.


Do G1, com informações de AFP e Reuters

As autoridades do Quênia anunciaram neste sábado (16) a proibição de entrada em seu território, a partir de quarta-feira, de pessoas provenientes de Guiné, Libéria e Serra Leoa, principais países atingidos pela epidemia de febre hemorrágica Ebola.

A companhia aérea nacional, Kenya Airways, aproveitou a ocasião para anunciar a suspensão dos seus voos para esses países a partir de quarta-feira.

A interrupção dos voos começa à meia noite de terça-feira, disse a Kenya Airways em um comunicado. A empresa, na qual a Air France-KLM é sócia, voa sete vezes por semana para os dois destinos, partindo de Accra (Gana).

A companhia disse que tomou a decisão por orientação do Ministério da Saúde do Quênia. O ministério disse anteriormente que quatro casos suspeitos da doença no país foram descartados após testes negativos.

A sul-coreana Korean Airlines suspendeu seus voos para Nairóbi na semana passada, citando riscos com o Ebola.

A Organização Mundial da Saúde disse na sexta-feira que o número de mortos com o vírus na África Ocidental subiu para 1.145.