12 julho 2014

Sabesp estuda usar volume morto do sistema Alto Tietê

Nesta sexta-feira, o sistema estava com apenas 24% da capacidade, a mais baixa para esta época do ano na última década


Veja

Depois de iniciar em junho a retirada do volume morto do Sistema Cantareira, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) estuda agora repetir a estratégia no Sistema Alto Tietê, o segundo maior da Grande São Paulo. Graças a uma série de medidas anticrise, incluindo a utilização do fundo do manancial, chamado de volume morto, o Cantareira ganhou sobrevida de 70 dias em sua captação.

Formado por cinco represas distribuídas entre Suzano e Salesópolis, o Alto Tietê também sofre com a grave seca e registra queda no nível de armazenamento igual à do Cantareira. Nesta sexta-feira, o sistema estava com apenas 24% da capacidade, a mais baixa para esta época do ano na última década. Há um mês, o nível do manancial, que abastece 4 milhões de pessoas na parte leste da Região Metropolitana, era de 29,3%.

No mesmo período, o Cantareira também perdeu 5 pontos porcentuais, atingindo 18,6% da capacidade na sexta-feira. Com estoque máximo de 520 bilhões de litros, contudo, o Alto Tietê tem pouco mais da metade da capacidade total do Cantareira, de 982 bilhões de litros. A crise no Alto Tietê se intensificou em fevereiro, logo após a Sabesp começar a remanejar cerca de 1 000 litros por segundo de água de suas represas para bairros da capital que eram atendidos pelo Cantareira. Projeções feitas por integrantes do Comitê da Bacia do Alto Tietê apontam que o volume útil do manancial pode acabar em cerca de quatro meses.

Questionado em junho sobre a crise hídrica no segundo principal sistema, que produz até 15.000 litros por segundo, o governador Geraldo Alckmin disse que não haveria problemas no Alto Tietê. Ontem, em nota, a Sabesp informou apenas que está executando estudos para o possível aproveitamento da reserva técnica do Sistema Alto Tietê em caso de "necessidade".

Cantareira -- A Sabesp admitiu que estuda utilizar uma segunda cota da reserva profunda do Cantareira. Desde quinta-feira, quando o volume útil do sistema se esgotou, a companhia passou a utilizar apenas os 182,5 bilhões de litros represados abaixo do nível das comportas. Estimativas feitas pela empresa apontam que a reserva deve durar até outubro ou novembro.

No início da semana, contudo, Alckmin havia negado a possibilidade de usar mais uma cota do volume morto, que tem cerca de 400 bilhões de litros. "Ainda há uma reserva de 218 milhões de metros cúbicos (bilhões de litros) que não pretendemos destacar", disse o governador na segunda-feira.

A Sabesp já sinalizou aos órgãos gestores do manancial, Agência Nacional de Águas (ANA) e Departamento de Água e Energia Elétrica (DAEE), que pretende captar mais 100 bilhões de litros da reserva profunda, intenção que ainda encontra resistência da agência federal. De acordo com a Sabesp, a medida está em estudo.

(Com Estadão Conteúdo)


10 julho 2014

Tufão provoca ventos de mais de 250 km/h no Japão

Um forte tufão passou nesta terça-feira pela província de Okinawa, no sul do Japão, com ventos de até 250 quilômetros por hora.


BBC Brasil

O governo fez um apelo para que centenas de milhares de pessoas ficassem dentro de casa ou fossem para abrigos durante a passagem do tufão Neoguri.

Acostumados com tempestades tropicais, os quase 600 mil moradores da região obedeceram às ordens do governo e procuraram abrigo, deixando as ruas desertas.

A tempestade, que perdeu força, segue agora para outras ilhas do arquipélago japonês.



09 julho 2014

Poderá o vírus do ebola chegar à Europa?

O vírus do ebola se espalhou por grandes zonas de África. “A atual propagação do vírus se tornou a pior desde a sua descoberta no Zaire em 1976, e os especialistas não conseguem fazer nada”, diz o alemão Bart Janssens dos Médicos sem Fronteiras. Na Europa também foram encontradas manifestações do ebola: foram detetados sintomas em pessoas que vieram de África.


Olivier Renault | Voz da Rússia

Trata-se de Alemanha, Itália e Espanha. Os serviços de saúde e a polícia não confirmam que nessas pessoas foi realmente detetado o vírus do ebola. Os pacientes foram retirados dos serviços gerais de saúde e postos de quarentena. Agora eles estão sendo tratados por funcionários de departamentos especiais da polícia em roupas de proteção, que atualmente parecem estar em estado de prontidão constante.

A OMS e o seu departamento especializado para o vírus do ebola em Genebra não respondem à pergunta sobre se essa infeção realmente chegou à Europa. Os especialistas com quem conseguimos entrar em contato responderam evasivamente, salientando todos que só o serviço de imprensa pode esclarecer tudo. Mas lá ninguém nos respondeu.

No serviço de imprensa da polícia disseram que não se trata do ebola. No entanto, várias fontes na Alemanha, Espanha e Itália falam do surgimento do vírus do ebola no continente. A confirmação da presença do vírus complica-se pelo facto de que os seus sintomas serem semelhantes à malária. Estarão as autoridades europeias se esforçando por esconder a informação?

A situação em África

“A epidemia está fora de controle”, preocupa-se o diretor operacional Médicos sem Fronteiras, Bart Janssens. “Com o surgimento de novos surtos na Guiné, Serra Leoa e Libéria, o risco de propagação da infeção hoje é mais real do que nunca”.

Segundo o antigo diretor da UNAIDS e atual chefe da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres, doutor Peter Piot (este médico belga foi a pessoa que há 40 anos descobriu o vírus no antigo Zaire, atual República Democrática do Congo), o aumento da incidência parece simplesmente assustador.

O doutor Piot acredita que a epidemia atingiu proporções sem precedentes e hoje é completamente incontrolável. “Primeiro de tudo, esta epidemia ainda nunca acontecera na África Ocidental”, disse ele em entrevista à CNN, expressando preocupações sobre a continuação da propagação da doença e o aumento do número de vítimas. “Em segundo lugar, pela primeira vez a epidemia afetou logo três países. Em terceiro lugar, o vírus nunca antes havia aparecido em capitais”.

Até recentemente, a doença de facto nunca se espalhara além de áreas rurais isoladas. Peter Piot está apreensivo por o vírus poder atingir países vizinhos como o Senegal e o Mali por causa das fronteiras mal controladas (principalmente isso se deve ao comércio da população local).

“Isso causa enorme preocupação”, disse ele. “Tudo isso pode resultar numa grave crise sanitária, e por causa disso, acho eu, é necessário declarar o estado de emergência”.

A situação na Europa

Os serviços de saúde europeus não respondem a perguntas de jornalistas ou tentam minimizar o perigo. Milhares de refugiados chegam semanalmente a Lampedusa e os marinheiros italianos se esforçam por realizar inspeções minuciosas. Em 30 de junho eles relataram no Twitter um caso suspeito de doença infeciosa no navio Orione, mas as autoridades não confirmaram a presença do vírus do ebola.

O jornal Palermo relatou a descoberta de cadáveres de 30 pessoas a bordo de um navio, que provavelmente morreram de intoxicação por monóxido de carbono. Em 30 de junho jornalistas italianos também escreveram que a OMS decidiu pôr de quarentena todos os imigrantes por causa do perigo potencial da possibilidade de eles terem o vírus do ebola.

No final de junho, agentes da Guarda Civil espanhola presentes no aeroporto de Valência relataram a chegada ao de um natural da Guiné com suspeita de febre ebola. Isto é mencionado no artigo The Spain Report de 25 de junho. O guineense foi hospitalizado com sintomas semelhantes aos do ebola.

Em 13 de maio, o jornal Rhein Zeitung relatou a detenção de 30 refugiados que estavam num trem de alta velocidade vindo de Paris. Segundo relatórios, um dos passageiros apresentava sintomas de uma doença grave. Ao local vieram policiais em roupas de proteção. O serviço de imprensa do departamento de polícia de Saarbruecken disse que se tratava de um caso de malária, e que no trem viajavam naturais da Eritreia e da Síria. Eles não tinham documentos, o que torna difícil estabelecer exatamente de onde eles vieram para a Europa.

De qualquer forma, algumas fontes confirmam a presença do vírus do ebola no continente europeu. Assim, um jornal italiano observou que em abril deste ano foram registados 40 casos da doença. Em 5 de julho, numa reportagem da Euronews foi relatado o agravamento da epidemia.



08 julho 2014

Elefante 'chora' ao ser resgatado após 50 anos de abuso, na Índia

Animal vivia acorrentado e chegou a se alimentar de plástico e papel


The Independent | O Globo

RIO - Um elefante que estava preso em jaulas por 50 anos e era abusado por seu "dono" chorou ao ser resgatado, na Índia. Capturado quando ainda era um bebê, Raju apresentava sinais de espancamento e estava faminto. Ele chegou a comer papel e plástico para disfarçar a fome, segundo veterinários.



Animal vivia preso por correntes pontiagudas - The Independent
Raju vivia com uma das patas presas por correntes pontiagudas que feriam sua pele. Em função desse tratamento, o animal desenvolveu artrite crônica. Agora o elefante já está vivendo livremente, após um ousado resgate feito por ambientalistas, apoiados pelo Departamento Florestal do estado indiano de Pradesh Uttar.

O resgate aconteceu no meio da noite da última quinta-feira, com o apoio da polícia e funcionários do estado. Com ajuda de outras pessoas, o proprietário do animal chegou a tentar impedir a entrada do caminhão que fez o resgate.

A equipe gastou algumas horas para ganhar a confiança do elefante, até levá-lo ao caminhão que faria o transporte. Durante o resgate, voluntários disseram ter visto lágrimas escorrendo de seus olhos.

Pooja Binepal, da ONG Wildlife SOS UK, disse que a equipe ficou espantada ao ver as lágrimas descerem pelo rosto do animal durante o resgate:

"Os elefantes não são apenas animais majestosos. Eles são altamente inteligentes e capazes de demonstrar sentimentos de tristeza. Por isso, podemos imaginar o quanto meio século de tortura representa para ele."

Raju foi levado para o Centro de Conservação e Manejo de Mathura, onde vivem outros elefantes. Ele está sendo alimentado para que recupere a forma saudável e veterinários estão cuidando de suas feridas.

As equipes de resgate da Wildlife SOS acreditam que Raju nasceu em ambiente selvagem e foi capturado com poucos meses de vida por caçadores, sendo vendido como um elefante trabalho.

Binepal contou que este é um tipo de captura extremamente cruel. "Estes caçadores fazem com que as mães conduzam o rebanho até armadilhas pequenas o suficiente para que os filhotes caiam dentro delas. Quando isso acontece, a mãe chora por seu bebê durante dias. É um comércio revoltante", contou.


Número de casos de chikungunya no Brasil sobe para 20

Infecções pelo vírus da doença, cujos sintomas são semelhantes ao da dengue, ocorreram fora do país


Veja

Subiu para vinte o número de casos confirmados de febre chikungunya no Brasil em 2014, informou o Ministério da Saúde nesta segunda-feira. A doença é semelhante à dengue e também é transmitida pelo Aedes aegypti. Todas as infecções foram contraídas fora do país, em regiões onde há circulação do vírus causador da doença. Mais de metade dos casos (11) foram identificados no Estado de São Paulo e outros três, no Rio de Janeiro.

Entre as pessoas que apresentaram a condição, uma esteve na República Dominicana; 17 são militares e missionários que retornaram de missão no Haiti; e as outras duas são haitianos que visitaram o Brasil, mas que já retornaram a seu país de origem. A pasta informou que todos os pacientes apresentam quadro leve e estável de saúde e uma evolução clínica favorável.

De acordo com o Ministério da Saúde, existem outros dois casos que estão sob investigação com suspeita de febre chikungunya, de indivíduos que também estiveram nesses países.

A doença — A febre chikungunya apresenta sintomas similares aos da dengue – febre alta, mal estar e dores nos músculos, ossos e articulações – e é transmitida pelos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus, também existente no Brasil. A doença começa a se manifestar três a sete dias depois de o paciente ser picado. E se o paciente for novamente picado nos primeiros cinco dias dos sintomas, ele passa o vírus para o mosquito, que pode retransmiti-lo a outras pessoas.

"O nome é complicado mas a prevenção é simples. Como na dengue, é preciso mobilizar as pessoas para erradicação de focos do mosquito", disse o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Sáude, Jarbas Barbosa.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), desde 2004 o vírus chikungunya já foi identificado em 19 da África, Ásia e Caribe. No Caribe, há um surto da doença atualmente: de acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), de dezembro de 2013 a maio de 2014, foram registrados 61 864 casos, entre suspeitos e confirmados.

Casos importados — quando o paciente é infectado em viagem — foram já foram identificados nos Estados Unidos, Canadá e Guiana Francesa. No Brasil, houve três registros em 2010, também de pessoas contaminadas fora do país. Desde então, o Ministério da Saúde passou a monitorar a situação do vírus no país.

Aumenta para 145 o número de cidades afetadas pela chuva no RS

Conforme a Defesa Civil, há 121 municípios em situação de emergência e dois em estado de calamidade pública



Zero Hora

Subiu para 145 o número de municípios afetados pelas chuvas no Rio Grande do Sul, conforme atualização da Defesa Civil às 7h desta terça-feira. Em comparação com o boletim anterior, das 18h de segunda-feira, são mais 12 cidades prejudicadas.

O órgão estadual manteve o balanço de pessoas fora de casa: 1.768 desabrigados (precisam de um abrigo fornecido pelo governo) e 18.668 desalojados (estão em casas de parentes e amigos). A Fronteira Oeste é a região com situação mais preocupante. As cidades que apresentam o maior número de pessoas fora de casa são Itaqui (9.810), Uruguaiana (6 mil) e São Borja (2.900).

A última informação da Defesa Civil é de que 121 municípios decretaram situação de emergência e dois (Barra do Guarita e Iraí), estado de calamidade pública.

As chuvas provocaram pelo menos duas mortes: Eracildo Luiz Assmann, 56 anos, de Arroio do Tigre, e José Lindomar da Silva, 40 anos, de Jacutinga. A namorada de Eracildo, Paula Thon, 23 anos, segue desaparecida, e o Corpo de Bombeiros faz buscas.

Maior cheia das últimas três décadas

Enxurrada como a deste ano não era vista no Rio Grande do Sul desde 1983, que atingiu cidades como Itaqui, Iraí, São Borja e Uruguaiana.


FILTRO PESSOAL MYWATER



07 julho 2014

Estiagem revela pedras escondidas há 70 anos no rio Tietê

Seca fez rio baixar 8 metros na região de Salto.
Vazão do rio caiu mais de 50% nos últimos meses.


Do G1 Sorocaba e Jundiaí

A estiagem que atinge o estado de São Paulo baixou o nível do rio Tietê, em Salto (SP), permitindo que pedras que não eram vistas há pelo menos 70 anos fiquem à vista. Se antes, as cachoeiras eram a atração, agora, turistas e moradores veem um caminho de pedras

A vazão do rio diminuiu mais de 50% nos últimos meses. Segundo moradores de Salto, o nível do rio baixou 8 metros em relação ao período da cheia. Quando comparado ao período de estiagem de outros anos, o rio baixou 5 metros.

A falta de chuva revelou pedras que não eram vistas há décadas. Mostrou também uma paisagem ainda mais impressionante, a sujeira e resíduos de todo tipo. Alguns objetos encontrados impressionam, como calçados e até um capacete. Em outro ponto, milhares de garrafas pet estão acumuladas.

Depois de passar pela capital, o rio Tietê chega a Salto bem poluído e forma muita espuma. Mas até ela está bem mais escassa por causa da seca.

Há 4 meses, uma grande queda d’água podia ser vista pela região, mas com o pouco volume de água, o Tietê virou apenas um riacho entre as pedras.

O sobrevoo feito com o equipamento da TV TEM, revela a grande quantidade de pedras que antes ficavam submersas. Quem está acostumado a ver fartura de água se assusta com o cenário da estiagem.

Os moradores mais antigos da região não têm dúvida de que esta é a pior seca da história do rio." Quando comparo com minha infância, dá pra ver que a situação está feia", diz Camilo Ziviani.

Pedras que não eram vista há 70 anos estão à vista em Salto (Foto: Reprodução/ TV TEM)Pedras que não eram vistas há 70 anos estão à vista em Salto (Foto: Reprodução/ TV TEM)

Volume de água de rio cai e suspende atividades de barco escola em Americana, SP

Ele serve de sede do Escola da Natureza e tocou o fundo da represa.
Seca mostra as pedras que antes ficavam submersas em tempos de cheia.


Do G1 Campinas e Região

A estiagem fez o nível da Represa do Salto Grande, em Americana (SP), baixar 60 centímetros nas últimas semanas o que obrigou a suspensão do programa Barco Escola da Natureza nos finais de semana. O projeto atende até 200 pessoas todos os primeiros domingos do mês para atividades ambientais como palestras e demonstração do laboratório abordo e não funcionou dia 6 pela primeira vez em dois anos, desde a inauguração.

No local, onde patos nadavam hoje eles andam em uma terra seca. O problema, segundo a associação que cuida do projeto, é que com a seca, o barco que serve de sede tocou o fundo da represa. Isso pode abalar toda a estrutura da embarcação.

“A embarcação está encostada no solo, a gente não sabe como está o solo. O peso das crianças dentro pode prejudicar”, afirma Genaro Santos do Lago, voluntário do programa.

A funcionária pública de Santo Antônio de Posse, Cleide Aparecida Ferreira, foi com a família para participar pela segunda vez, mas teve que ir embora. “Fiquei decepcionada com a seca e a falta de água”, reclama a turista.

A Represa do Salto Grande fica entre as cidades de Americana e Paulínia (SP). Ela recebe água do Rio Atibaia, responsável por 95% do abastecimento de Campinas (SP). Depois se junta ao Rio Jaguari para formar o Rio Piracicaba.

No início do represamento, em Paulínia, o volume da água também foi reduzido e é possível ver as pedras, que antes ficavam submersas. “O Rio está 2,10 metros abaixo do nível mínimo. O rio praticamente não tem mais água”, afirma o ambientalista Henrique Padovani.


Dois casos de febre Chikungunya são confirmados no RJ

Doença é semelhante à dengue e transmitida pelo mesmo mosquito.

Febre veio com pessoas que estiveram na África, Ásia ou América Central.


Do G1 Rio

O Brasil já registrou este ano 17 casos de uma doença parecida com a dengue, chamada "febre Chikungunya". Como mostrou o Bom Dia Rio nesta segunda-feira (7), dois casos foram confirmados no estado do Rio de Janeiro até agora.
Todas as vítimas foram contaminadas fora do país, mas as autoridades estão monitorando a situação, pois milhares de turistas estão chegando ao Rio durante a Copa.

A doença, segundo o Ministério da Saúde, é causada por um vírus do gênero Alphavirus e transmitida por mosquitos do gênero Aedes, sendo o Aedes aegypti (transmissor da dengue) e o Aedes albopictus seus principais vetores. 

O superintendente de Vigilância Epidemiológica e Ambiental da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Alexandre Chieppe, diz que todo cuidado é necessário para identificar as pessoas doentes e tomar as providências para evitar que a doença seja introduzida no Brasil. Segundo Chieppe, existem condições ambientais e a presença dos mosquitos que transmitem esse vírus, mas ainda não há evidência de que ele circule pelo Rio de Janeiro nem no Brasil.

"A febre Chikungunya se parece muito com a dengue. Entretanto, tem uma dor articular muito mais marcada que a dengue. Tem febre, dor no corpo, mas uma dor articular muito mais intensa. Então, pessoas que viajaram para locais na África, na Ásia ou na América Central com transmissão da Chikungunya e que voltaram ao Brasil com febre, dor no corpo e nas articulações devem procurar um serviço de saúde para que seja comunicado esse caso  à Secretaria Estadual de Saúde e à prefeitura, para que as medidas necessárias sejam adotadas", destacou o superintendente.

De acordo com Chieppe, as pessoas contaminadas já confirmadas no estado estão bem fisicamente. Foi feita a confirmação laboratorial da doença e realizado o manejo ambiental no local onde esses pacientes moram e trabalham. "Eles estão bem. Essa é uma doença que não tende a apresentar formas graves como a dengue", disse.

Chieppe destacou, porém, que a doença preocupa pelo fato de o Rio ser um centro turístico muito intenso, com pessoas vindo de vários países do mundo, inclusive de locais onde circulam doenças muito diferentes para a população brasileira, como a febre Chikungunya. No entanto, o superintendente disse que as pessoas podem ficar tranquilas porque ainda não há evidência de circulação desse vírus no país.

O superintendente explicou que não há tratamento específico para a doença, apenas para aliviar os sintomas, com o uso de remédios.


06 julho 2014

Produtor de leite orgânico busca ajuda e se torna fazenda modelo em SP

Propriedade estava a beira da falência e passou por 7 anos de mudanças.
Projeto Balde Cheio existe há 15 anos e atende cerca de 4 mil propriedades.


Do Globo Rural

O Balde Cheio é um projeto de capacitação de técnicos da extensão rural, usando uma propriedade como se ela fosse uma sala de aula prática. “Nós vamos nessa propriedade por um período de uns cinco anos, propondo mudanças”, explica o agrônomo Artur Chinelato de Camargo.

Uma propriedade orgânica em Serra Negra, município turístico em São Paulo, já esteve à beira da falência. O dono Ricardo Schiavinato estava praticamente quebrado. Para se recuperar, ele buscou ajuda dos especialistas da Embrapa.

A propriedade tinha pastos abertos sem divisão em piquetes. quem cuidou dessa primeira mudança foi o agrônomo André Monteiro Novo, da Embrapa. “O investimento foi na base do sistema de produção. Fertilidade de solo. Foi feita análise de solo, monitoramento de todos os nutrientes que já existiam, recuperação de pastagens, divisão de piquetes. A gente saiu de um regime de semi-confinamento para um sistema de pastejo com forrageiras de alta qualidade”, diz o agrônomo.

O bom manejo da pastagem inclui o plantio de adubação verde. O plantio de milho é essencial porque conseguir o produto orgânico não é fácil. O milho é usado tanto em grão como na forma de silagem. Além da adubação, da divisão em piquetes, o pasto recebeu árvores, sombra para o conforto dos animais. A mata ciliar foi recuperada com o plantio de 80 espécies nativas e a paisagem na fazenda foi mudando.

Com o pasto melhor, foi possível pensar no rebanho que, segundo o veterinário da Embrapa, Marco Bergamaschi, não era o ideal. “Para atender a situação onde não existia a nutrição adequada, ele tinha que ter um animal resistente, mas que são menos produtivos”, explica o veterinário. Hoje Ricardo Schiavinato investe no cruzamento entre as raças jersey, holandesa e sueca vermelha.

A ordenha parece igual a qualquer outra, mas tem alguns detalhes diferentes. Uma nuvem ao redor da sala de ordenha contém citronela: um repelente natural para as moscas. Do lado de fora tem ainda dois tipos de armadilhas. Tudo isso porque não pode entrar inseticida.

Na hora da ordenha, o veterinário Mário Ramos de Paula e Silva aproveita pra medicar alguns animais, usando formulações homeopáticas. Mário diz que a homeopatia não tem resultado demorado nem dificulta o manejo. Na fábrica de ração, os ingredientes são misturados com gotinhas de remédio para controle de carrapatos, bernes, moscas e vermes. Isso não quer dizer que deixem de dar as vacinas normais. “As vacinas são obrigatórias e necessárias para o controle sanitário de qualquer rebanho bovino de leite”, explica o veterinário.

A propriedade conta com cocho trenó. É um cocho sobre rodas que pode ser retirado de um local alagado, por exemplo, e levado a um lugar seco sem dificuldade. Outro detalhe interessante sobre esse cocho é o material de que ele é feito. É chamado de madeira plástica e é bem resistente. Um produto reciclado a partir de hastes flexíveis e escovas de dente. Os mourões da fazenda são do mesmo material. No cocho é servido cana picada e ração com o remédio homeopático.

A fazenda tem uma área de 102 hectares dividida em 200 piquetes com capins diversos: tifton, jiggs, estrela, cameron, mombaça e braquiarão. Os capins têm crescimentos diferentes, resistência a pragas diferentes e qualidades diferentes.

Em uma criação convencional, o que se faz depois da passagem dos animais pelo piquete é aplicar ureia para que o capim se recupere mais rápido. Em uma fazenda orgânica, a aplicação de ureia é proibida, então o capim todo é roçado para que o que sobrou vire adubação verde.

Além da adubação verde com o próprio capim, o pasto recebe esterco, correção com calcário, potássio e outro adubo que vem dos efluentes do laticínio e da sala de ordenha.

A fazenda é a única propriedade do projeto Balde Cheio com um sistema orgânico de produção e acabou virando modelo. Agrônomos e técnicos do projeto em outros estados se interessam pelos conceitos que veem ali.

Caso você tenha interesse em ser atendido pelo projeto Balde Cheio, entre em contato com a Embrapa Pecuária Sudeste através do SAC. A Embrapa vai indicar a entidade que faz a extensão rural em sua região, clique aqui para acessar.


Assista à reportagem aqui.