14 fevereiro 2014

Tempestade "Pax" deixa 20 mortos nos EUA antes de seguir rumo ao noroeste

Mais de 8.000 voos e viagens pela ferrovia Amtrak foram cancelados


Voz da Rússia | EFE

A tempestade invernal "Pax", que agora segue em direção ao noroeste dos Estados Unidos, deixou em sua passagem pelo Sul e pelo Leste do país pelo menos 20 mortos, a maioria em acidentes de trânsito relacionados com o temporal, e colapsou o tráfego aéreo com o cancelamento de mais de 6.500 voos.

Os cancelamentos de voos de hoje se somam aos mais de 8 mil registrados desde que a frente fria entrou no país na segunda-feira passada, assim como aos mais de 2 mil atrasos que se contabilizaram nas últimas 24 horas.

Além disso, os serviços de ferrovia Amtrak se viram obrigados a cancelar algumas linhas com direção à Flórida e ao Golfo do México.

As acumulações de neve no leste foram notáveis, provocando o fechamento de todas as escolas e escritórios federais em Washington, uma cidade onde a neve chegou a alcançar uma altura de entre 25 e 30 centímetros.

Os serviços meteorológicos tinham advertido da intensidade da tempestade, principalmente na parte oriental dos Estados Unidos, mas intensificaram seu alerta já que esperam mais nevascas na última hora da quinta-feira e na madrugada da sexta-feira.

Segundo os prognósticos, também espera-se que as fortes rajadas de vento, que poderiam alcançar os 80 km/h, provoquem pequenas inundações no litoral de Delaware e Maine, também no leste, devido à fúria do mar.

As ruas e estradas na Carolina do Norte sofreram desde as últimas horas da tarde da quarta-feira enormes engarrafamentos, em grande medida provocados porque muitos motoristas decidiram abandonar seus veículos na calçada perante a impossibilidade de seguir seu caminho devido às placas de gelo e aos montes de neve.

Enquanto os colégios públicos da cidade de Nova York abriram hoje suas portas, os colégios católicos de Manhattan, Bronx e Staten Island fecharam, assim com os centros educativos da maioria dos distritos escolares dos condados vizinhos.

Filadélfia e Nova York, onde foi declarado o estado de emergência, acumulam entre 30 e 40 centímetros de neve, já que sofreram intensas nevascas durante o dia todo, uma situação que continuará durante a noite.

O Serviço Meteorológico Nacional explicou que, à medida que avance na sexta-feira, o ar que entre do Atlântico será mais cálido, motivo pelo qual as precipitações serão em forma de chuva desde a costa de Nova Inglaterra, misturadas com chuva e neve ou chuva gelada.

"As fortes chuvas e a neve se dirigirão para o noroeste da nação", detalhou.

Segundo o Canal Meteorológico, o lugar onde se registrou a máxima acumulação de neve foi Mountain Lake, no estado da Virgínia, onde alcançaram os 55 centímetros de altura.

Além disso, cerca de um milhão de lares de toda a geografia americana já sofreram cortes de eletricidade durante a passagem da tempestade.

Calcula-se que cerca de 100 milhões de cidadãos dos Estados Unidos estão sendo afetados pelo temporal, que desde a segunda-feira passada atravessa o país desde o extremo sul.



12 fevereiro 2014

Maior nevasca em 20 anos deixa três mortos e feridos no Japão

Após a nevasca, poucas pessoas ousaram sair às sempre movimentadas ruas de Tóquio


Correio do Brasil
Por Redação, com agências internacionais - de Tóquio

A mais forte nevasca dos últimos 20 anos atingiu Tóquio e outras áreas do Japão, neste sábado, causando três mortes e cerca de 500 feridos, segundo os relatórios meteorológicos e as informações divulgadas pelos meios de comunicação. Mais de 740 voos foram cancelados depois de a agência de meteorologia ter emitido um aviso de forte tempestade para a capital e mais de 40 mil famílias ficaram sem eletricidade. Pela primeira vez desde 1994, a neve ultrapassou os 20 centímetros em Tóquio.

Duas mulheres, de 88 e 90 anos, morreram hoje quando se dirigiam para uma casa de repouso em Ishikawa, região central do Japão, em um acidente de carro, que, segundo a polícia, foi provocado devido ao gelo acumulado na estrada. Um homem também morreu em Nagano, quando um trem bateu contra o carro dele na passagem dos trilhos da ferrovia, depois de ter deslizado por causa da neve. Esse foi um 3.200 acidentes registrados em todo o país pelas mesmas razões.

De acordo com a emissora pública NHK, pelo menos 494 pessoas já ficaram feridas em acidentes causados pela neve em todo o país. A agência meteorológica estima que a queda de neve se prolongue durante a noite de hoje e a manhã de domingo em Tóquio e já emitiu um alerta de fortenevasca para a capital – o primeiro aviso para a cidade em 13 anos – apelando aos moradores para não sair de casa, a não ser em caso de necessidade.

Além disso, a agência alertou para ventos fortes e ondas altas no Leste do Japão, para onde se dirige rapidamente uma frente de baixa pressão. As companhias aéreas japonesas já cancelaram hoje 742 voos japoneses devido à nevasca, divulgou a NHK, prevendo mais cancelamentos para domingo. Os aeroportos das cidades ocidentais de Hiroshima e Kagawa estiveram temporariamente fechados para a remoção de neve das pistas.

As televisões mostraram ainda imagens de centenas de passageiros em fila no aeroporto de Haneda para o reembolso ou uma mudança de voos, com as placas das partidas indicando muitos cancelamentos. Operadores ferroviários suspenderam temporariamente os serviços de Shinkansen, no Oeste do Japão, afetando mais de 100 mil passageiros, segundo noticiou a imprensa, e 43.800 habitações ficaram sem eletricidade em muitas áreas do Japão Central e Oriental.

Em Tóquio, várias universidades adiaram também o início dos exames de admissão para o novo ano letivo.


Conheça 13 maneiras de reaproveitar sobras e cascas de frutas e vegetais

Cascas podem ser usadas em casa, na comida ou como produto de beleza


Portal do Meio Ambiente

Após as refeições, a grande maioria das pessoas joga fora o que sobrou da comida. Isso acontece também após o consumo de frutas e demais vegetais. Mas já está se popularizando a ideia de que esses resíduos aparentemente inúteis podem ser aproveitados de diversas maneiras.

Há preconceitos. Muitos não apreciam o gosto ou a textura das cascas, sem contar que elas têm uma taxa maior de agrotóxicos. Mas ao mesmo tempo, eles têm nutrientes e fibras que são passíveis de reaproveitamento. Independentemente das opiniões, que podem variar, cascas de cítricos, batata, abacate sem o caroço e até mesmo as cascas dos queijos podem ser reaproveitadas. Todos esses alimentos podem ser reaproveitados de três modos: na casa, na comida ou como produto de beleza.

Aqui, mostraremos 13 maneiras de se reaproveitar esses alimentos. Se por acaso você não tiver tempo ou ajuda para fazer os produtos e aplicá-los ao novo fim, não tem problema, pois a maioria deles pode ser congelada para uso posterior. Vamos às receitas:

Casa

1. Limpeza de gordura: antes de usar os produtos considerados tóxicos, como detergentes, na cozinha, experimente o limão. Aplique, na área afetada pela gordura, os seguintes ingredientes: sal e bicarbonato de sódio. Então introduza limão espremido. Só tome cuidado para não utilizar a mistura em superfícies sensíveis, como as feitas de mármore. Atente também para, após a limpeza, lavar bem as mãos para que resíduos do limão não remanesçam em sua pele, pois o contato com o sol pode provocar queimaduras;

2. Limpeza interna de chaleira: sabe quando a parte interna da chaleira fica muito escura? Para limpar, encha-a com água e um punhado de cascas de limão e ponha-a para ferver. Assim que começar a borbulhar, desligue o fogo e deixe descansar por uma hora. Na sequência, é só escorrer e lavar bem;

3. Tecido corante: apesar de a fruta não ser tão comum no Brasil, cascas de romã são ótimos corantes vermelhos de tecido. Basta encher com água quente uma grande panela de aço inoxidável, adicionar cascas de romã e deixar em descanso durante a noite. Ferva a água com as cascas no dia seguinte e, em seguida, remova as cascas e adicione o tecido que você quer tingir de vermelho, mas ele precisa estar molhado. Ferva a roupa por uma hora e deixe-a esfriando durante mais uma noite. Remova-a da panela no dia seguinte, enxague em água fria e a partir daí lave-a com roupas de cores semelhantes;

4. Espante os mosquitos: Use em um daqueles velhos aparelhos repelentes de insetos que são ligados na tomada e substitua o tablete convencional por um pedaço de casca de laranja ou por alguma outra fruta cítrica qualquer;

Comida

5. Congele raspadinhas: se você fez um suco de limão, laranja ou de alguma outra fruta cítrica e as cascas sobraram, você pode ralá-las com um ralador e acondicioná-las no freezer em um recipiente adequado. Quando você tiver vontade, é só retirar as raspas do freezer e fazer sua raspadinha.

6. Azeite cítrico: triture cascas de frutas cítricas com um pilão (em um vaso de metal ou de madeira) com um pouco de óleo. Coloque em um frasco com mais óleo e deixe descansando por seis horas. Depois desse período, acondicione em um recipiente limpo para uso em sua salada;

7. Fazer batatas fritas: misture cascas de batata com bastante suco de limão e azeite. Espalhe as cascas de batata em camadas em uma assadeira e leve ao forno na temperatura de 400 graus, mexendo de vez em quando até dourar (cerca de dez minutos). Tempere a gosto;

8. Faça uma sopa: Ferva cascas de batata, de cebola, de cenoura, além de alho poró e de outros vegetais a gosto para fazer uma bela sopa. Salsinha e cebolinha também vão bem nesse caldo;

9. “Algo a mais” na sopa ou no caldo verde: cascas de queijo podem ser acrescentadas a sopas ou caldos para dar um toque especial no sabor e na textura;

10. Adicionar queijo às verduras: cascas de queijo podem ser acrescentadas às verduras refogadas. O sabor fica excelente;

11. Açúcar mascavo suave: se você é vítima do açúcar mascavo endurecido, tente adicionar casca de limão para mantê-lo úmido e maleável.

Beleza

12. Esfoliação de açúcar da banana: coloque açúcar na casca da banana e esfregue-a suavemente em seu corpo . Em seguida, basta enxaguar no banho;

13. Hidratar: esfregue a parte carnuda da casca de um abacate em seu rosto e você terá um hidratante muito eficiente.



Fonte: eCycle.

O Plano Nacional de Contingência e o novo paradigma para sistemas de gestão de incidentes com uso do GIS

Os Ministérios de Minas e Energia e do Meio Ambiente apresentaram o Plano Nacional de Contingência (PNC) para Incidentes de Poluição por Óleo em Águas sob Jurisdição Nacional



Portal do Meio Ambiente

No final de 2013, os Ministérios de Minas e Energia e do Meio Ambiente apresentaram o Plano Nacional de Contingência (PNC) para Incidentes de Poluição por Óleo em Águas sob Jurisdição Nacional, que propõe aos estabelecimentos responsáveis por vazamentos de óleo, uma estrutura organizacional com diretrizes à ação coordenada por órgãos da administração pública e entidades públicas/privadas, acelerando o tempo de resposta e minimizando o impacto do óleo no meio ambiente.

O PNC é proposto desde 1998, porém ficou durante muitos anos aguardando o aval do governo para ser instituído com várias modificações. O acidente na Bacia de Campos, em 2011, fez o governo a retomar o plano devido ao grande impacto na biodiversidade do local causado pelo vazamento de mais de 890 barris de petróleo.

No entanto, o PNC veio a tornar-se prática obrigatória para resposta à emergência apenas após a repercussão do Leilão do Campo de Libra, óleo do pré-sal. O decreto da Presidente Dilma Rousseff para o plano estabelece a existência de um Comando Unificado de Operações para integrar as ações do poluidor com os órgãos de fiscalização, compartilhando a gestão da emergência e somando ações estruturadas e definidas.

O plano aponta ainda a elaboração do Sistema de Comando de Incidentes, ferramenta para gerenciar incidentes de forma padronizada e independente do local do vazamento ocorrido e o SISNÓLEO (Sistema de Informação Sobre Incidentes de Poluição por Óleo em Águas sob Jurisdição Nacional) como instrumento de apoio para obter e disseminar em tempo real informações sobre a situação do acidente e ações de prevenção e resposta ao mesmo.

Outros países já adotam com eficiência e melhorias contínuas diretrizes semelhantes às contidas no PNC. Nos EUA, por exemplo, o plano de contingência vem sendo amadurecido a partir de experiências práticas, como as vividas recentemente em Maranda e Macondo, que mudaram profundamente a forma como a indústria se posiciona frente às questões ambientais. Outro aspecto que tem contribuído de forma significativa é a tecnologia disponível, em especial a que é aplicável na gestão das informações que suportam a tomada de decisão e a comunicação. Este contexto tem elevado os sistemas utilizados na gestão de incidentes a um novo patamar.

E o GIS – Sistemas de Informações Geográficas – é peça fundamental dentro deste novo paradigma de sistemas para gestão de incidentes. Em Macondo, por exemplo, a Plataforma ArcGIS foi utilizada para integrar o processo de coleta de dados e a verificação das condições em campo, promovendo uma sincronização em tempo quase real da situação e subsidiando as adaptações do plano de resposta, na medida em que o cenário se transformava. A tecnologia também foi utilizada para tornar disponíveis para as equipes e voluntários, mapas, vídeos e fotos referentes às áreas impactadas.

O incidente em Macondo mostrou que, de fato, a Plataforma ArcGIS reúne os pré-requisitos necessários para integração de fluxos de dados, interoperabilidade, visualização das informações e sua relação no território em que as ações se desdobram, servindo de instrumento ideal para planejamento na esfera estratégica, tática e operacional.

Mais detalhes sobre a utilização do ArcGIS no vazamento ocorrido no Golfo do México, clique aqui.



Cresce no Brasil o mercado de produção de mudas nativas

Setor é impulsionado, principalmente, pelo rigor do Novo Código Florestal. Em alguns estados, falta de regulamentação do CAR prejudica os negócios.


Portal do Meio Ambiente | Globo Rural

Produzir mudas de espécies nativas é um negócio que vem crescendo ano a ano no Brasil, impulsionado, principalmente, pelo rigor do Novo Código Florestal.

Ipê, paineira, araticum, jequitibá, o leque de opções em um viveiro de mudas, em Tangará da Serra, Mato Grosso, é extenso. São quase 200 espécies nativas dos biomas Amazônia, Pantanal e Cerrado, os três que compõem a base florestal de Mato Grosso. No ano passado, o viveiro bateu recorde de vendas com quase 500 mil mudas comercializadas.

Agora, com o ano que mal começou, o viveiro já vendeu aproximadamente 70 mil mudas para serem entregues ainda no mês de janeiro.

O bom momento do viveiro está diretamente ligado ao Programa Mato-Grossense de Regularização Ambiental, o MT Legal. Criado em 2009, ele exige a recuperação de áreas de preservação permanente e a recomposição de reserva legal das propriedades rurais para a emissão do CAR, o Cadastro Ambiental Rural.

A realidade do setor em Mato Grosso é diferente da registrada em outras regiões do país. Em Penápolis, São Paulo, fica a ONG Flora Tietê, que produz mudas de 140 espécies diferentes de árvores nativas da Floresta Atlântica e do Cerrado. O engenheiro florestal Antônio Buzatto conta que os negócios andam bem difíceis.

São Paulo não tem um programa estadual como Mato Grosso. O estado espera a regulamentação do CAR, que deve ser feita pelo Governo Federal conforme determinou o Novo Código Florestal, em vigor desde outubro de 2012. Com a indefinição, o mercado de mudas caiu muito.

A partir da regulamentação do CAR, os produtores terão o prazo de um ano para se regularizar, com possibilidade de prorrogação por mais um ano.

Em outro viveiro de nativas em Piracicaba, a situação é semelhante. A empresa é uma das maiores do país e para este ano, a produção deve cair pela metade.

Para não parar totalmente as atividades, o viveiro precisou fazer ajustes, um deles no quadro de funcionários. Das 45 pessoas que trabalhavam até o ano passado, 20 foram dispensadas.

A empresa também fechou a unidade do Rio de Janeiro e reduziu a produção na Bahia.

Em Brasília, o secretário de Extrativismo e Desenvolvimento Sustentável do Ministério do Meio Ambiente, Paulo Guilherme Cabral, falou sobre a regulamentação do Cadastro Ambiental Rural.

Pernambuco quer virar polo de energia solar no país

Pernambuco contratou seis projetos, de empresas da Alemanha, Itália, China, Espanha e Brasil, para instalar painéis solares e gerar energia no interior do Estado


Por Bruno Calixto | Portal do Meio Ambiente

2013 tinha tudo para terminar como um ano fraco para a energia solar. Ela ficou de fora dos grandes leilões de energia promovidos pelo governo federal, e a nova resolução da Aneel para promover a instalação de painéis solares em casas e estabelecimentos comerciais teve, por enquanto, poucas adesões. Pouco depois do Natal, no entanto, o Sol finalmente apareceu. No dia 27 de dezembro, o Estado de Pernambuco promoveu o primeiro leilão de energia solar do Brasil.

Pernambuco contratou seis projetos, de empresas da Alemanha, Itália, China, Espanha e Brasil, para instalar painéis e gerar energia no interior do Estado. O governo estima quase R$ 600 milhões em investimentos. Ao todo, esses projetos somam 122 MW de energia. Isso significa que o Estado vai gerar seis vezes mais energia do que é produzido atualmente no Brasil. Segundo Mauro Passos, presidente do Instituto Ideal, que promove a energia solar, o leilão foi uma boa notícia. "Esse leilão veio em boa hora. Acredito que o grande mérito de Pernambuco foi tomar a iniciativa", diz.

A ideia do governo é transformar o interior de Pernambuco em um polo de energia solar brasileiro. Mas mesmo com o sucesso do leilão, a energia solar ainda está longe de se tornar realidade no Brasil. Uma comparação com a energia eólica mostra a diferença: enquanto o leilão de solar ficou na casa dos megawatts (MW), a da eólica foi contratada em gigawatts (GW).

As eólicas, aliás, podem servir de modelo e exemplo para a energia solar. No ano passado, o governo federal promoveu uma série de leilões com a participação de projetos de energia eólica. Um dos leilões contratou 60 projetos no Nordeste, somando mais de 1,5 GW. Atualmente, a energia dos ventos é uma das mais competitivas do país - além de não poluir como uma termelétrica, é muito mais barata.

Com a iniciativa pernambucana, o setor já começa a ter uma ideia do preço da energia solar. Os valores ainda estão mais altos do que a eólica, mas as perspectivas são boas. Com o aumento da produção e o ganho de escala, os painéis fotovoltáicos devem ficar mais baratos. "De todas, a energia solar é a que tem maior potencial. Sua hora vai chegar, é só uma questão de tempo", diz Passos.

Fonte: Revista Época / Projeto Gota D'Água.


Nível dos reservatórios de água do Sudeste e Centro-Oeste é menor desde 2001

O nível dos reservatórios de água das hidrelétricas do Subsistema Sudeste/Centro-Oeste caiu de 40,1% para 37,6% desde o início de fevereiro


Correio do Brasil
Por Redação, com ARN - do Rio de Janeiro

O nível dos reservatórios de água das hidrelétricas do Subsistema Sudeste/Centro-Oeste caiu de 40,1% para 37,6% desde o início de fevereiro. Segundo dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), este é o menor percentual para o período desde 2001. Nesse ano, quando foi determinado um racionamento de energia pelo governo federal, foram registrados, entre o fim de janeiro e o fim de fevereiro, índices de armazenamento entre 31,4% e 33,4% na região.

O Subsistema Sudeste/Centro-Oeste concentra 70% da capacidade de armazenamento dosreservatórios do país. Desde 2002, o nível dos reservatórios desse subsistema tem se mantido sempre acima de 50% nesta época do ano. No dia 9 de fevereiro do ano passado, por exemplo, o nível estava em 41,6% e, em 2012, em 77%. Na mesma data, em 2007, foi registrado o maior índice do período: 83% de armazenamento.

Em janeiro deste ano foi registrada a pior média histórica de afluência de chuvas desde 1932, segundo o Grupo de Estudos do Setor Elétrico (Gesel) do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). “Só vamos poder afirmar com precisão em abril, quando acaba o período chuvoso. Mas como não temos previsão de chuvas para os próximos dias na região, é uma situação crítica, mas não desesperadora”, diz Nivalde de Castro, coordenador do Gesel.

Segundo ele, o ideal seria fazer, por meio das distribuidoras, uma racionalização voluntária do uso da energia, por meio de descontos para quem gasta menos. “No momento, não podemos falar ainda em racionamento, porque ainda temos água nos reservatórios e temos as termelétricas, que ajudam nos períodos críticos”. Ele explica que a proposta é diferente da situação que ocorreu em 2001, quando houve uma crise no modelo elétrico no país, que impôs a racionalização compulsória de energia pelos consumidores brasileiros durante nove meses.

Apesar do cenário atual, o governo federal afirma que o fornecimento de energia elétrica do país está assegurado, “em quantidade e qualidade necessárias ao adequado atendimento de todos os consumidores”, segundo nota oficial divulgada hoje (10). O documento diz ainda que o planejamento do setor elétrico brasileiro considera um cenário conservador em relação ao consumo de energia, e que são contratados nos leilões de reserva uma capacidade de geração adicional para atender o crescimento do mercado. “Esses critérios de planejamento fazem com que haja sempre um excedente de energia, o que garante o suprimento mesmo com eventuais atrasos de algumas obras de geração”, diz a nota. Segundo o governo, o blecaute registrado na última terça-feira (4) não está ligado ao nível dos reservatórios.

Nas outras regiões, o nível dos reservatórios vem subindo gradativamente. No Subsistema Nordeste, o nível dos reservatórios está em 42,78%; no Sul, atinge 48,72%; e, no Norte, o indicador chega a 69,28%.



09 fevereiro 2014

Nível de água da Cantareira cai abaixo dos 20% e é o menor da história

Índice de 19,8% foi registrado neste domingo; chuva ficou abaixo da média.
Sabesp vê cenário preocupante é dá desconto para quem economizar água.


Do G1 São Paulo

A capacidade nos reservatórios de água do Sistema Cantareira caiu abaixo dos 20% e atingiu o menor nível da história. O índice registrado neste domingo (9) é de 19,8%, segundo a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).


Represa Jaguari, que faz parte do Sistema Cantareira, em Jacareí (SP), que está mais de 8 metros abaixo do seu nível de vazão devido à falta de chuvas (Foto: Nilton Cardin/Sigmapress/Estadão Conteúdo)Represa Jaguari, que faz parte do Sistema Cantareira, em Jacareí (SP), que está mais de 8 metros abaixo do seu nível de vazão devido à falta de chuvas (Foto: Nilton Cardin/Sigmapress/Estadão Conteúdo)
Neste domingo, a chuva na região do sistema foi de 0,9 milímetros e a acumulada no mês de fevereiro, 1,3 milímetro. A média histórica para o mês é de 202,6 milímetros de chuva. A companhia diz esperar chuva para a segunda quinzena de fevereiro.

Formado por quatro represas, o sistema é responsável por abastecer casas de mais de 8 milhões de pessoas na Grande São Paulo. A Sabesp classificou o cenário como "preocupante" e anunciou no sábado (1º) desconto de 30% para quem economizar água.

A falta de chuva e o calor recorde levaram à situação crítica. Segundo a Sabesp, "o mês de dezembro de 2013 foi especialmente ruim: teve 62 milímetros de chuva, quando a média histórica é de 226 milímetros. Foi o pior mês de dezembro desde que a medição começou a ser feita, há 84 anos". Em janeiro as chuvas que normalmente chegam a 300 milímetros, ficaram em 87,7 milímetros. "Além disso, foi o janeiro mais quente da história e como não chove (o que ajudaria a baixar a temperatura), o consumo de água acaba se mantendo em nível elevado o dia todo", segundo a companhia.

O Cantareira fornece água para casas de mais de 8 milhões de moradores da Zona Norte, do Centro, pequena parte da Zona Leste de São Paulo e 10 municípios da região metropolitana (Franco da Rocha, Francisco Morato, Caieiras, Osasco, Carapicuíba, Santana do Parnaíba, São Caetano do Sul e parte dos municípios de Guarulhos, Barueri, Taboão da Serra e Santo André).

Desconto

No sábado (1º), a Sabesp anunciou o desconto de 30% na conta de quem economizar água. O objetivo é incentivar a queda no consumo por causa da falta de chuva, que reduziu o nível das represas do sistema Cantareira. O desconto vale apenas para os consumidores abastecidos por esse sistema.

A informação sobre o sistema que abastece a residência está disponível na conta de água. "Nos demais, mantém a tarifa normal, porque choveu na média e os sistemas se recompuseram", disse a presidente da Sabesp, Dilma Pena, em entrevista coletiva. "Vamos ter um impacto no faturamento que ainda não mensuramos. E faremos a gestão disso."

O desconto será de fevereiro a setembro, exceto para Santana do Parnaíba, onde a política vai de março a setembro "por uma questão específica do sistema", segundo ela. A presidente da Sabesp afastou a possibilidade de racionamento. "Não estamos pensando em racionamento. Ele não está no nosso radar", asseverou Dilma Pena. Segundo ela, o desconto deve vir já na próxima conta de água recebida pelos consumidores.

A estratégia é similar à usada em 2004, quando já houve desconto na conta para quem economizou água. Desta vez, no entanto, o consumidor pode ter um desconto ainda maior. Quem diminuir o consumo em cerca de 20% terá 30% de desconto na conta.

"Como nós tivemos um índice pluviométrico baixíssimo em janeiro, a Sabesp está adotando, a partir de hoje [sábado], um incentivo econômico para que a população poupe água. O consumidor que reduzir 20% de seu consumo, tendo como referência a média dos últimos 12 meses, terá uma redução na sua tarifa de 30%. Isso tem um impacto significativo na sua conta de água. Como ele reduz o volume, e a estrutura tarifária é por faixa de consumo, então ele tem uma redução real ainda maior", afirmou a presidente da empresa.

Ela explicou que a média de consumo diário é de 161 litros por habitante. A campanha pede que esse valor seja reduzido para 128, ou cerca de 20%. "É um incentivo econômico para que, nessa situação crítica, a população faça a adesão. Temos certeza que a população vai aderir e acatar o chamamento. Não dá para encher a piscina e tomar um banho de 30 minutos. Mas dá para fazer todas as atividades", afirmou.

Dilma Pena explicou que o desconto real na conta dos consumidores que aderirem pode ser ainda maior que os 30%, já que ele será aplicado sobre o valor já menor. "Com a redução, ele passa a ter uma tarifa de 30,9%. Mas, por mudar de faixa, a redução real será de 48%."

A conta do cliente abastecido pelo Sistema Cantareira terá um informe com a meta de redução a ser atingida, segundo a Sabesp. Terá direito ao bônus o cliente que reduzir em 20% o consumo médio de um período de 12 meses.

Saiba como economizar

Para economizar, a Sabesp recomenda que o consumidor adote algumas atitudes diárias.


Veja abaixo:

- tome banhos rápidos e feche a torneira ao ensaboar;
- lave a louça de uma vez e feche a torneira ao ensaboar;
- não lave a calçada e o quintal, use a vassoura;
- ao lavar o carro, use um balde;
- acumule roupas para lavar na máquina de uma vez só;
- deixe a torneira fechada ao escovar os dentes e fazer barba.

Outro fator que colabora para o desperdício de água são os vazamentos. A Sabesp disponibiliza um curso gratuito que ensina práticas simples para identificar possíveis problemas em instalações hidráulicas. O programa é aberto ao público em geral e é ministrado nos períodos da manhã e tarde.

Os participantes recebem uma cartilha explicativa ilustrada e um certificado de conclusão.

Quem se interessar deve procurar a regional da Sabesp mais próxima de sua residência. Visite o site da Sabesp para conferir os endereços.