10 janeiro 2014

Lixo pode danificar sistema de controle de cheias da Baixada Fluminense

Presidente do Inea diz que a quantidade de lixo na região coloca em risco o funcionamento das bombas


Emanuel Alencar | Blog Verde

O acúmulo de lixo pode afetar o funcionamento do controle de cheias instalado no bairro Lote XV, entre os municípios de Belford Roxo e Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. A estação, orçada em R$ 5 milhões, tem a função de retirar o excesso de água da área alagável do pôlder do Outeiro, extravasando para o Rio Iguaçu, de modo a aumentar a velocidade de escoamento das águas em caso de chuvas intensas. Composta por cinco bombas importadas da Suécia, a estação tem capacidade para bombear 7.200 litros por segundo. Marilene Ramos, presidente do Inea, diz que é cada vez maior a quantidade de lixo na região, colocando em risco o funcionamento do equipamento.



09 janeiro 2014

Onda de frio perde força, mas prejuízo dos EUA deve bater em US$ 5 bilhões

A devastadora massa de ar polar que afetou 190 milhões de pessoas nos EUA esta semana começou a ceder ontem


Cláudia Trevisan | O Estado de SP
Correspondente / Washington

A devastadora massa de ar polar que afetou 190 milhões de pessoas nos EUA esta semana começou a ceder ontem. Apesar de curto, o chamado vórtice polar deverá ter um impacto econômico de US$ 5 bilhões em razão do grande número de afetados, segundo a consultoria Planalytic, especializada no efeito de fenômenos naturais na economia. Isso reduziria em 0,2 ponto porcentual o crescimento do PIB no primeiro trimestre.

A previsão para o fim de semana é que a situação se inverta: o frio extremo dará lugar a máximas superiores às médias históricas para essa época do ano.

Anteontem, todos os 50 Estados americanos registraram temperaturas negativas em algum momento do dia, incluindo regiões montanhosas do Havaí. As temperaturas subiram gradualmente ontem, em um movimento que deverá se intensificar nos próximos dias.

Em Washington, os termômetros oscilaram entre -4°C e -2°C, bem acima do intervalo de -14°C e -7°C registrados no dia anterior, quando a mínima ficou 12º C abaixo da média histórica. No sábado, a temperatura ficará entre 9°C e 18°C, segundo as previsões, patamar de pelo menos 11°C acima da média do mês de janeiro.

A mudança radical no movimento dos termômetros começou ontem em algumas regiões. Em Atlanta, no Sul, a mínima chegou a -14°C na terça-feira, um recorde. Normalmente, a cidade registra de 1°C a 11°C nessa época do ano. Ontem, a temperatura variou de -3°C a 7°C e poderá chegar a 17°C no sábado, 6°C acima da média.

Com a elevação das temperaturas, a situação começou a se normalizar nos aeroportos, depois do cancelamento de 11 mil voos entre domingo e terça-feira. Até o fim da tarde de ontem, 770 aviões haviam deixado de decolar.

Na terça-feira, 190 milhões de americanos enfrentaram temperaturas negativas bem mais baixas que o usual, o equivalente a 60% da população.

Além dos cancelamentos de voos, que afetam os resultados das companhias aéreas, o frio extremo reduziu a receita de lojas, restaurantes e companhias de transportes, já que milhões de americanos permaneceram em suas casas.

Mortes. Desde domingo, 21 pessoas morreram em cinco Estados em situações relacionadas ao mau tempo, de acordo com levantamento da Associated Press. As estatísticas incluem vítimas de acidentes de trânsito provocados por baixa visibilidade ou pistas escorregadias.

Abrigos para sem-teto ficaram lotados em todo o país, com pessoas em busca de proteção contra o frio. O Serviço Nacional de Meteorologia alertou que a população deveria permanecer dentro de casa nas regiões mais afetadas, especialmente no centro-norte. A exposição a temperaturas extremamente negativas pode provocar o congelamento da pele e hipotermia em poucos minutos.

Na terça-feira, os termômetros ficaram entre 14°C e 19°C abaixo da média histórica no centro e no leste do país, de acordo com o Serviço Nacional de Meteorologia. Em Nova York, a mínima chegou a -15°C no Central Park, o que derrubou o recorde de 14°C registrado na mesma data em 1896. Com o impacto do vento, a sensação térmica era -21°C.

No Estado de Illinois, a temperatura chegou ao menor patamar para um dia 7 de janeiro em Chicago, com -27°C a sensação térmica chegou a -34°C, o que paralisou a cidade.

A brutal onda de frio foi provocada por um fenômeno meteorológico chamado de vórtice polar, uma espécie de ciclone que ocorre em elevadas altitudes sobre o Ártico. Quando ele tem baixa intensidade, os ventos frios escapam do redemoinho e se espalham para regiões localizadas ao sul do polo norte. Parece paradoxal, mas alguns cientistas acreditam que o frio intenso é resultado do aquecimento global, que reduz a força do vórtice polar.


Aquecimento global pode ser causa da onda de frio na América do Norte

A forte onda de frio que tem castigado a América do Norte é resultado de um 'desvio' do ar do Ártico para o sul e o aquecimento global pode ser a causa deste evento incomum


AFP
Em Paris

A forte onda de frio que tem castigado a América do Norte é resultado de um 'desvio' do ar do Ártico para o sul e o aquecimento global pode ser a causa deste evento incomum, afirmou um especialista nesta segunda-feira (6).

O ar do Ártico costuma ficar confinado no topo do mundo devido a um potente vento circular chamado vórtice polar, explicou Dim Coumou, cientista sênior do Instituto Potsdam de Pesquisas sobre o Impacto Climático (PIK), perto de Berlim.

Quando o vórtice perde força, o ar começa a se dirigir para o sul, levando neve e frio excepcionais para latitudes intermediárias.

A mudança climática também é impulsionada por mudanças em um vento de altitude elevada chamada corrente de jato.

Esta convecção, que costuma circundar o hemisfério norte de forma robusta e previsível, começa a oscilar, criando círculos de clima extremamente frio ou de um clima moderado fora de época, dependendo da localização.

"Nós vimos uma forte oscilação da corrente de jato e o ar frio associado ao vórtice polar se moveu na direção sul. Neste caso, sobre as regiões leste do Canadá e dos Estados Unidos, levando este clima frio extremo", afirmou Coumou.

Ele destacou que o fenômeno se repetiu nos últimos anos.

O que impulsiona o vórtex polar é a diferença de temperaturas entre o Ártico e as latitudes medianas, disse Coumou.

Antes agudo, este diferencial foi perdendo nitidez nos últimos anos à medida que o Ártico - onde as temperaturas estão subindo cerca de duas vezes acima da média mundial - aquece, explicou.

"Nós temos visto este tipo de onda de frio com mais frequência nos últimos invernos na Europa, mas também nos Estados Unidos", disse Coumou em entrevista por telefone.

"A razão pela qual nós vemos estas fortes oscilações ainda não é totalmente conhecida, mas está claro que o Ártico está esquentando muito rapidamente. Temos dados confiáveis sobre isto. As temperaturas no Ártico aumentaram muito mais do que em outras partes do globo", acrescentou.

No mês passado, cientistas europeus indicaram que o volume de gelo marinho em novembro tinha sido cerca de 50% maior do que há um ano.

Apesar dessa recuperação, o gelo marinho mantém baixas próximas do recorde documentado e a tendência geral é de recuo, afirmaram.

Coumou alertou que o gelo marinho do Ártico "é apenas um dos fatores importantes" por trás da disfunção do vórtice polar.

"Outros fatores incluem a cobertura de neve, eventos de aquecimento estratosférico ou outros fenômenos de curto prazo", afirmou.



05 janeiro 2014

Rodovia é interditada para virar primeira estrada-parque

A rodovia Nequinho Fogaça (SP-139) será interditada nesta segunda-feira (6) para se tornar a  primeira estrada-parque oficial de São Paulo


José Maria Tomazela | O Estado de SP

A rodovia Nequinho Fogaça (SP-139), que liga o sudoeste paulista ao Vale do Ribeira, será interditada nesta segunda-feira (6) para a transformação de um trecho de 38 quilômetros na primeira estrada-parque oficial do Estado. O trecho, entre São Miguel Arcanjo e Sete Barras, corta o Parque Estadual Carlos Botelho e transpõe a Serra das Macacas, ligando a região ao litoral sul paulista. A interdição deve durar 18 meses, prazo de conclusão da obra. No período, o trânsito será desviado para outras rodovias.

Por cortar uma unidade de conservação com Mata Atlântica, considerada sítio do patrimônio natural da humanidade pela Unesco, a prioridade no trânsito será dos animais. A reserva, de 36,7 mil hectares, tem a maior população de mono-carvoeiro do Estado e outras espécies ameaçadas, como o bugio ruivo e a onça pintada.

O governo baixou uma lei para definir a estrada-parque. O projeto teve a supervisão de um grupo de trabalho formado pelas secretarias estaduais de Transportes e Meio Ambiente. Ao invés de asfalto, a empresa contratada pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER) vai usar bloquetes articulados que permitem a infiltração da água e reduzem a emissão de calor.

Quando a estrada estiver pronta, os veículos vão rodar a uma velocidade máxima de 40 km por hora controlada por doze radares com câmeras ao longo do percurso. Não serão permitidos veículos de carga. O controle do acesso será feito nos portais de entrada e saída. Nos corredores de fauna, haverá redutores de velocidade e sinalização que obriga o usuário a parar se tiver algum bicho sobre a pista.

A estrada terá oito passagens subterrâneas para a fauna terrestre e seis aéreas ligando árvores para serem usadas pelos primatas. A estrutura inclui um pronto-socorro para animais silvestres e o ‘samu-animal’, um serviço de emergência que levará os bichos eventualmente acidentados ao hospital veterinário do zoológico municipal de Sorocaba.

LAMARCA – A estrada em terra existe desde a década de 1940 e é anterior à criação do parque. Durante a ditadura militar, foi usada como rota de fuga pelo revolucionário Carlos Lamarca. O caminho é percorrido por peregrinos que se dirigem ao santuário do Bom Jesus, em Iguape. Como parte do projeto, foram instalados quiosques, áreas para observação da natureza, mirante, trilhas de interpretação do ambiente e central de monitoria. A estrada-parque está inserida no projeto de ecoturismo na Mata Atlântica da Secretaria do Meio Ambiente.



Grã-Bretanha é assolada pela maior tempestade dos 20 últimos anos

A Grã-Bretanha é assolada por chuvas torrenciais e furacões, os mais fortes dos 20 últimos anos 


Voz da Rússia

“A tempestade que há já mais de uma semana assola o Reino Unido, é a mais forte desde 1991. A situação atual, quando as chuvas, os furacões e as enchentes de rios se revezam quase todos os dias, não é nada caraterística do inverno”, informa o serviço meteorológico privado Meteo Group, o maior da Europa.

Duas pessoas já se tornaram vítimas da natureza, nos primeiros dias do Ano Novo, mais uma pessoa é dada como desaparecida.