29 dezembro 2014

Gruta mapeada em 1790 é encontrada por pesquisadores em Mato Grosso

Há mais dois séculos, caverna foi mapeada em 1790 por expedição baiana.
Gruta tem 17 metros de extensão e vários desenhos no teto.


Do G1 MT

Uma caverna foi reencontrada por pesquisadores no município de Vale de São Domingos, a 491 km de Cuiabá, depois de 226 anos. Há 9 anos, pesquisadores tentaram encontrar a caverna, mas não obtiveram sucesso. A caverna foi a primeira a ser mapeada no país pela expedição de Alexandre Rodrigues, composta por baianos que na época trabalhavam para o governo português. Ela foi denominada de 'Gruta das Onças'.

Caverna tinha sido mapeada durante expedição em 1790 (Foto: Reprodução/ TVCA)Caverna tinha sido mapeada durante expedição em 1790 (Foto: Reprodução/ TVCA)

De acordo com o Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Cavernas (Cecav), a caverna pode servir de abrigo para onças pintadas da região da floresta. Segundo o consultor geográfico Júlio César Linhares, só pesquisas mais aprofundadas poderão afirmar se realmente a caverna encontrada é a 'Gruta das Onças'. “O fato de falar, encontrar a gruta, ainda estou buscando cientificamente para comprovar que ela [caverna] realmente é a gruta das onças. Estou verificando isto com os desenhos junto com o Cecav”, disse Júlio.

A caverna tem mais de 17 metros de extensão e vários desenhos no teto, mapeados pela primeira vez no ano de 1790. O Cecav deve pesquisar há quanto tempo os desenhos foram feitos. A caverna rodeada por morcegos é composta por arenito e tem o solo arenoso. “É sempre uma emoção poder ver, ler a descrição toda e realmente estar aqui, vendo que tem uma continuidade. Isso é único”, afirma o coordenador nacional do Cecav, Jocy Cruz.

Ainda segundo Jacy, eles devem publicar um artigo para atestar se ela é a primeira cavidade topografada no Brasil, mas que isso é um atributo histórico-cultural que a legislação a coloca em máxima relevância. De acordo com o Cecav, eles pretendem documentar e criar um banco de dados sobre a gruta das onças, onde as informações devem ficar disponíveis ao público.


Caso de ebola é diagnosticado na Escócia, diz governo

Governo escocês confirmou um caso de ebola diagnosticado em Glasgow.
Trata-se de um profissional da saúde que voltou de Serra Leoa.


Do G1, em São Paulo

Um caso de ebola foi diagnosticado na Escócia, afirmou o governo local nesta segunda-feira (29). O caso foi identificado em Glasgow, de acordo com a agência France Presse.

Segundo um comunicado de imprensa divulgado pelo governo escocês na tarde desta segunda-feira, o paciente é um profissional de saúde que estava trabalhando no combate ao ebola na África Ocidental. Ele voltou de Serra Leoa para Glasgow, na Escócia, na noite deste domingo (28), depois de fazer escalas no Aeroporto de Casablanca, no Marrocos, e no Aeroporto de Heathrow, em Londres.

O paciente deu entrada no hospital na manhã desta segunda-feira, depois de se sentir mal, e foi colocado em isolamento às 7h50, no horário local (5h50 no horário de Brasília). "Todos os possíveis contatos com o paciente estão sendo agora investigados e qualquer um considerado em risco será contatado e monitorado de perto. No entanto, tendo sido diagnosticado em estágio muito precoce da doença, o risco para outras pessoas é considerado extremamente baixo", afirma o comunicado do governo.

Este é o primeiro caso de ebola diagnosticado no Reino Unido. Em agosto, um enfermeiro britânico foi infectado por ebola depois de trabalhar no combate à doença em Serra Leoa. Ele recebeu o diagnóstico em Serra Leoa e foi posteriormente transportado para Londres, onde recebeu tratamento no Hospital Royal Free. Ele teve alta no início de setembro.

"Nossos primeiros pensamentos neste momento devem estar com o paciente diagnosticado com ebola e seus amigos e familiares. Desejo a eles uma recuperação rápida", afirmou a primeira-ministra Nicola Sturgeon, em nota divulgada pelo site do governo escocês. "Nosso serviço de saúde tem a experiência e as instalações necessárias para garantir que casos confirmados de ebola como este sejam contidos e isolados, diminuindo efetivamente qualquer potencial de disseminação da doença."

Mais de 20 mil infectados

Nesta segunda-feira, a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou que o número de pessoas infectadas por ebola nos três países mais afetados pela epidemia já passou de 20 mil, com mais de 7.842 mortes até o momento.

O número total de casos em Serra Leoa, Libéria e Guiné chegou a 20.081, de acordo com uma declaração da OMS. Mais de um terço são casos confirmados em Serra Leoa, que se tornou o país mais severamente afetado pela epidemia até o momento.

27 dezembro 2014

Lista global põe Petrobras entre as 20 empresas que mais poluíram em 2013

Relatório elaborado pela Thomson Reuters foi divulgado nesta semana.
Estatal diz que uso de termelétricas provocou alta nas emissões de gases.


Eduardo Carvalho
Do G1, em São Paulo

A Petrobras foi apontada como uma das 20 empresas do mundo que mais lançaram gases-estufa à atmosfera em 2013, de acordo com relatório que analisou as emissões das 500 maiores companhias do planeta, feito pelo grupo de comunicação e informação financeira Thomson Reuters.

Usina termelétrica da Petrobras em Duque de Caxias (RJ). Lista colocou a estatal brasileira entre as 20 empresas que mais emitiram gases-estufa em 2013 (Foto: Divulgação/Agência Petrobras)Usina termelétrica da Petrobras em Duque de Caxias (RJ). Lista colocou a estatal brasileira entre as 20 empresas que mais emitiram gases-estufa em 2013 (Foto: Divulgação/Agência Petrobras)

O estudo divulgado nesta semana informa que, sozinha, a estatal brasileira emitiu 73,4 milhões de toneladas de CO2 equivalente (medida que soma a concentração de dióxido de carbono, metano, óxido nitroso e outros gases), ficando na 20ª posição do ranking.

Somados os poluentes da Petrobras e de outras 19 corporações de países como China, Índia, Alemanha e Estados Unidos, o total emitido salta para 2,76 gigatoneladas de CO2 equivalente.

Já as 500 empresas juntas lançaram 4,96 gigatoneladas de poluentes, 13,8% do total das emissões globais de 2013, que vêm da queima de combustíveis fósseis, do desmatamento e outras atividades humanas.

O documento não apresenta o quanto de gases foi produzido pela companhia brasileira em 2010, ano-base considerado pelo relatório. Mas a Petrobras admite o acréscimo nas emissões, alegando que é resultado do uso acentuado de termelétricas, acionadas “em níveis acima da média usual” em função dos baixos níveis dos reservatórios das usinas hidrelétricas (leia mais abaixo).

O montante de gases-estufa produzido pelo “grupo dos 500” é 3,1% maior em relação a 2010. A alta é preocupante já que, segundo o relatório, é preciso diminuir a quantidade de gases-estufa, não aumentá-la. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), o ideal era que, por ano, as emissões do setor privado caíssem em média 1,4%. O que se viu, no entanto, foi uma alta anual média de 1%.

De acordo com um painel internacional de cientistas ligado à ONU, o IPCC, uma maior quantidade de gases-estufa na atmosfera pode aumentar a temperatura do planeta e causar distúrbios no clima, como secas, enchentes, degelo dos polos e aumento do nível do mar.

Os especialistas afirmam que é preciso diminuir entre 40% e 70% do total de gases lançados até 2050 e zerar essa taxa até 2100 para conter a elevação da temperatura global em 2ºC. A temperatura média da Terra já subiu 0,85ºC com relação à era pré-industrial.

222 tiveram redução nas emissões

De acordo com Tim Nixon, diretor de sustentabilidade da Thomson Reuters e coautor do relatório, 222 empresas da lista apresentaram queda das emissões. Algumas por investir mais na inovação tecnológica e eficiência energética. Outras, por desinvestimentos ou problemas econômicos.

A Vale S/A, mineradora do Brasil, é apresentada no documento como exemplo de redução de emissões após alterações na estrutura da companhia. A diminuição de investimentos na área de alumínio e ferro-gusa ajudaram a cortar em 23% o montante de gases-estufa produzido.

Segundo ele, as empresas em questão estão dispostas a “descarbonizar” a economia, ou seja, contribuir para diminuir os impactos ambientais e frear o aquecimento global. No entanto, é preciso traçar uma trajetória melhor para ter mais êxito nesta luta.

Marina Grossi, presidente do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), disse que o setor privado reconhece seu papel na luta contra a mudança climática, primeiro, para reduzir a sua exposição aos riscos e, segundo, para aproveitar as oportunidades existentes.

No entanto, barreiras como o alto custo para investir na eficiência energética ainda precisam ser vencidas no Brasil. "Sua viabilização ainda é difícil por uma série de questões das empresas, instituições financeiras, regulatórias e do governo. Há disponibilidade de crédito para essa área, mas, mesmo assim, os índices de eficiência em comparação com as principais economias do mundo são baixos. O país utiliza menos de 30% do seu potencial de eficiência energética, ficando na 15ª posição entre 16 economias analisadas", disse ela.

De acordo com a porta-voz do CEBDS, a sensibilização sobre a questão ambiental e climática ainda está, em grande medida, presente apenas nas grandes empresas. Mas que já existe articulação para que as "maiores" influenciem as pequenas e médias, que compõem a cadeia de fornecedores.

Seca tem culpa no aumento de emissões

Em nota, a Petrobras informou que, "diferentemente das demais empresas de petróleo, a empresa considera as emissões geradas pelas atividades das termelétricas em seu inventário, o que, comparativamente, gera um resultado mais alto no total de emissões".

De acordo com a estatal, em função do baixo nível dos reservatórios das usinas hidrelétricas, o uso de termelétricas tem sido feito "em níveis acima da média usual". A Petrobras possui 21 usinas térmicas, parte movida a diesel, combustível poluente, parte movida a gás natural.

Sobre investimentos para diminuir as emissões de gases-estufa, a empresa afirma que tem investido "em projetos de eficiência energética, melhorias operacionais, maior aproveitamento do gás natural na atividade de exploração e produção de petróleo, além de investimentos em pesquisa e tecnologia".


Desmatamento na Amazônia tem alta de 427% em novembro, diz Imazon

Dado se refere ao mesmo mês de 2013; monitoramento é não-oficial.
Estado que mais desmatou foi o Pará, indica a ONG.


Do G1, em São Paulo

O Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), ONG de Belém, divulgou neste sábado (27) levantamento não-oficial que indica o aumento de 427% no desmatamento da Amazônia Legal em novembro deste ano, comparado com o mesmo mês do ano anterior.

Agentes do Ibama inspecionam madeira ilegal apreendida na reserva indígena do Alto Guama, em Nova Esperança do Piriá (PA). Os fotógrafos Nacho Doce e Ricardo Moraes, da Reuters, viajaram pela Amazônia registrando formas de desmatamento. Foto de 25/9/2013. (Foto: Ricardo Moraes/Reuters)Agentes do Ibama inspecionam madeira ilegal apreendida na reserva indígena do Alto Guama, em Nova Esperança do Piriá (PA) (Foto: Ricardo Moraes/Reuters)

O SAD, sistema usado pela ONG, detectou 195 km² de desmatamento na Amazônia Legal em novembro de 2014. Em novembro de 2013 o índice era de 37 km².

O Imazon ressalta que neste ano foi possível monitorar 67% da área florestal, sendo que no ano anterior o monitoramento cobriu área de apenas 42% do território.

Segundo o relatório do Imazon, em novembro de 2014, o desmatamento se concentrou no Pará (70%) e Mato Grosso (18%), com menor ocorrência em Roraima (5%), Amazonas (4%), Amapá (1%), Rondônia (1%) e Acre (1%).

Além disso, as florestas degradadas (parcialmente destruídas) na Amazônia Legal somaram 86 km² em novembro de 2014, enquanto em novembro de 2013 a degradação florestal somou 9 km². O aumento foi de 855%, indica o Imazon.

Levantamento anterior do Imazon indicou que em outubro deste ano houve devastação de 244 km² da Amazônia Legal, o que representou um aumento de 467% em relação a outubro de 2013, quando o desmatamento somou 43 km².

Os dados são divulgados de maneira paralela aos dados oficiais do governo, que apontou queda de 18% no desmate da Amazônia entre agosto de 2013 e julho de 2014 em relação ao período anterior. O Ministério do Meio Ambiente usa o sistema Prodes (Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, o Inpe. Os métodos de levantamento são distintos, por isso os números não podem ser comparados entre si.

Meteorologista confirma a presença de tornado no litoral sergipano

Flagrante foi feito nesta quinta-feira (25).
Overland Amaral não descarta novos tornados.


Do G1 SE
O meteorologista e coordenador da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh), Overland Amaral publicou através de uma rede social o registro da passagem de um pequeno tornado na costa sergipana.

Tornado foi registrado no litoral sergipano (Foto: Cristine Ribeiro)Tornado foi registrado no litoral sergipano (Foto: Cristine Ribeiro)

Segundo ele, o tornado passou sobre o mar na tarde desta quinta-feira (25) e durou cerca de quatro horas iniciando a sua formação por volta das 15h30, horário local.

Overland destacou ainda que esse tipo de tornado é comum. “Isso sempre ocorre, em maiores ou menores proporções”.

E não descartou a repetição do fenômeno. “Existe a possiblidade da formação de um novo pequeno tornado nas próximas horas. Isso porque existe uma instabilidade climática no Norte e Nordeste”, destacou.

Entenda a formação e dimensão de um tornado de acordo com Overland Amaral.

A maioria dos tornados possui a forma de um estreito funil, com algumas poucas centenas de metros de comprimento e com uma pequena nuvem de pó e detritos em sua base, próxima ao solo.

Os tornados podem ficar obscurecidos por completo devido a chuva ou aos dejetos por ele levantados. Se assim for, eles são particularmente perigosos, considerando que até mesmo os meteorologistas mais experientes poderiam não vê-los.

Eles podem se manifestar sob várias formas e tamanhos. Pequenos e relativamente fracos, eles podem ser notados por causa do pequeno redemoinho de pó formado por eles, sobre o solo. Ainda que o funil de condensação possa não se estender até o solo, se, associado aos ventos de superfície, superar os 64 km/h, a circulação é considerada um tornado.


Nova espécie de macaco pode ter sido encontrada por pesquisadores em MT

Pesquisadores da Unemat fotografaram animal e enviaram foto para análise.
Equipe deve voltar à região para observar mais de perto os animais.


Do G1 MT

Uma nova espécie de macaco pode ter sido encontrada por pesquisadores da Universidade de Mato Grosso (Unemat), na região de transição entre Amazônia e Pantanal mato-grossense. Conforme as informações divulgadas pela instituição, a descoberta ocorreu no final do mês de novembro desse ano, quando três macacos do gênero Pithecia, conhecido popularmente como ‘parauacus’, foram observados pelos integrantes do Laboratório de Mastozoologia, do Programa de Pós-Graduação de Ciências Ambientais (PPGCA), durante uma atividade de campo.

Macaco fotografado em Mato Grosso (Foto: Almério C. Gusmão/Unemat)Animal fotografado em Mato Grosso deve passar por estudos (Foto: Almério C. Gusmão/Unemat)

O professor e biólogo Manoel dos Santos Filho adiantou que a equipe deve voltar à região para tirar mais fotos dos animais e, dessa forma, observar mais detalhes dos espécimes. “Mandamos as primeiras fotos para um especialista, mas tudo leva a crer que se trata de uma nova espécie. As características são muito diferentes”, revelou. Ele explicou que, por questão de segurança, prefere não revelar o local onde os macacos foram observados.

Segundo o professor, a área onde os animais se encontram tem cerca de 100 hectares. “Primeiro vamos tirar mais fotos e depois pedir uma autorização junto ao ICMBio [Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade] para capturar os animais e coletar amostrar de tecido”, contou.

De acordo com a universidade, a espécie nunca foi vista na região, tampouco há registros científicos desses macacos no estado. Uma das características que levam os pesquisadores a crer que o exemplar pode ser uma de uma nova espécie é a coloração dos pelos, além de uma calvície acentuada. Detalhes que, segundo eles, não são observados nas espécies próximas conhecidas.

Ainda segundo a universidade, a região onde os espécimes foram observados conta com menos de 15% da vegetação original, em fragmentos isolados. A situação preocupa os pesquisadores pois, a vegetação nativa da região foi quase totalmente substituída pela agricultura e pecuária. Sendo assim, com o isolamento das poucas populações de primatas, o risco de extinção aumenta.

Pensando nisso, projetos estão sendo desenvolvidos para investigar a ecologia nesses fragmentos de florestas nativas. O projeto é credenciado junto ao Programa de Pós-Graduação de Ciências Ambientais da Unemat e é financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa no Estado de Mato Grosso (Fapemat).

Atlas mostra que destruição da Mata Atlântica no Estado do Rio caiu e está mais perto de zero

Área protegida por municípios passou de 105 mil hectares para 220 mil. 
Recursos do ICMS Verde seriam incentivo


Bruno Amorim e Paulo Roberto Araújo | O Globo

RIO — O 'Atlas dos Municípios da Mata Atlântica' tem uma boa notícia para quem mora no estado: o Rio de Janeiro desmatou 11 hectares de vegetação, entre 2012 e 2013, o que significa desmatamento próximo a zero. Lar de espécies ameaçadas de extinção como o mico-leão-dourado, a Mata Atlântica é um tipo de floresta tropical presente apenas no Brasil, no Paraguai e na Argentina. No entanto, o processo de colonização do país destruiu cerca de 90% do bioma original.

Mata Atlântica em Angra dos Reis: municípios da Costa Verde são os mais preservados - Custódio Coimbra / Agência O Globo (12/06/2003)

O deputado estadual e ex-secretário estadual do Ambiente Carlos Minc comemorou o resultado, e disse que há oito anos a situação era bem diferente:

— Onze hectares é próximo do desmatamento zero. Chegamos à secretaria do Ambiente em janeiro de 2006. O Rio já tinha sido, cinco anos antes, o estado que mais destruía Mata Atlântica. Os nossos parques estavam abandonados e os municípios não se interessavam pela questão ambiental. Além disso, não havia uma estrutura de fiscalização eficiente.

Os recursos do ICMS Verde — que são repassados às cidades mais ecologicamente sustentáveis — incentivaram as prefeituras a preservar o ambiente e, em quatro anos, a área protegida por municípios fluminenses passou de 105 mil hectares para 220 mil. A fiscalização, por sua vez, foi reforçada com a criação da Comissão Integrada de Combate aos Crimes Ambientais (Cicca) e das Unidades de Polícia Ambiental (Upam), além da aquisição de barcos e helicópteros e a contratação de guardas-parques.

— Não é apenas um fator, mas um conjunto de políticas que se integram. Com o Fundo da Mata Atlântica, cada grande empresa que se instala no estado tem que pagar cerca de 0,5% do valor do empreendimento. Criamos condicionantes ambientais. O Comperj teve que plantar sete mil árvores ao longo de rios da região e bancar a implantação de um parque municipal em Guapimirim, para proteger manguezais — afirmou Minc, acrescentando que o passo seguinte será dobrar a área de mata atlântica nos próximos 20 anos.

No entanto, segundo o Atlas, algumas cidades ainda continuam a destruir o bioma. No Norte Fluminense, o município que mais desmatou foi São Fidélis, seguido por Itaguaí, na Região Metropolitana, e Paraty, na Costa Verde.

Morador de São Fidélis há 15 anos, o comerciante Deny Silveira Silva atribui o número negativo ao desmatamento em doses homeopáticas que ocorre em alguns loteamentos.

— A cidade está crescendo. A situação já foi pior, mas agora está ficando sob controle porque foram criadas ONGs que estão mais vigilantes — comentou.

Paraty tem uma situação curiosa. Apesar de estar entre os municípios fluminenses que mais desmataram no período pesquisado, é um dos que possuem a Mata Atlântica mais preservada: são 72 mil hectares de vegetação cobrindo 78% de seu território. O estudo apresentado pelo “Atlas da Mata Atlântica", feito com base em imagens geradas por satélite, acende o sinal amarelo para o município, porto exportador no período colonial cuja economia depende hoje cada vez mais do turismo. Os três hectares desmatados nos últimos dois anos somam-se aos quase 20 mil destruídos desde que a Lei da Mata Atlântica (11.428/2006) foi criada, e que pune com um a três anos de reclusão ou multa o agressor do bioma.

— A Costa Verde é o grande pulmão verde do Estado do Rio. A nossa grande luta é garantir esta preservação para que a região continue conservando para a eternidade mais de 90% de sua mata. As unidades de conservação garantem este privilégio, mas precisamos sempre ficar atentos — disse Valdir Siqueira, secretário-executivo do Conselho de Desenvolvimento Sustentável da Baía da Ilha Grande (Consig).

ANGRA: 80% PRESERVADOS

O percentual de mata preservada de Paraty só não é maior que o de Angra dos Reis, município também localizado na Costa Verde, com cerca de 64 mil hectares de Mata Atlântica, que cobrem 80% de seu território. Dentre os tesouros da região está o santuário ecológico da Ilha Grande, com 87% de seu território protegidos por três unidades de conservação ambiental. Em terceiro lugar vem Mangaratiba, com pouco mais de 26 mil hectares (74% do território). Nos três municípios vizinhos, a exuberância da natureza exerce um papel importante na economia, que tem no turismo sua maior vocação.

A presidente da Fundação de Turismo de Angra dos Reis, Sílvia Rubio, destaca a importância da preservação para a região:

— Cada vez mais as pessoas buscam o contato com a natureza. E se nós não preservarmos o meio ambiente, vamos perder a nossa principal matéria-prima.

O “Atlas da Mata Atlântica", que monitora o bioma há 28 anos, é uma iniciativa da Fundação SOS Mata Atlântica e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). A tecnologia utilizada permite avaliar o desmatamento em áreas florestais com mais de três hectares. Os mapas e a lista completa dos municípios brasileiros avaliados estão disponíveis no site da instituição.


26 dezembro 2014

Brasil registra nascimento de filhotes de ararinha-azul depois de 14 anos

Duas aves nasceram em centro de conservação do interior de São Paulo.
Espécie é considerada ameaçada de extinção no país.


Do G1, em São Paulo

O nascimento de dois filhotes de ararinha-azul (Cyanopsitta spixii) no Brasil, espécie ameaçada de extinção, quebrou um jejum de 14 anos sem que fosse registrada no país a reprodução desta ave em cativeiro. De acordo com o Instituto Chico Mendes (ICMBio), ligado ao Ministério do Meio Ambiente, os filhotes nasceram em um criadouro científico do interior de São Paulo no final de outubro, mas a informação só foi divulgada nesta semana pelo órgão.

Exemplares de ararinha-azul nasceram em outubro em um centro de conservação no interior de São Paulo (Foto: Divulgação/ICMBio)Exemplares de ararinha-azul nasceram em outubro em um centro de conservação no interior de São Paulo (Foto: Divulgação/ICMBio)

Os pássaros têm cerca de nove semanas e resultam de um trabalho de pesquisadores para aumentar a população desses animais na natureza. A última reprodução em cativeiro feita no Brasil foi há 14 anos. Na época, nasceu a ararinha batizada de Flor, mãe dos filhotes que acabam de chegar.

Segundo o ICMBio, nas primeiras semanas as novas aves receberam alimentação dos pais, mas agora são atendidas pelos veterinários. Ainda sem sexo definido (o material genético está em análise), as ararinhas terão seus nomes escolhidos por meio de votação pública.

Originária da região de Curaçá, na Bahia, a espécie pertence à família dos psitacídeos, que têm patas com dois dedos virados para frente e dois para trás. Alimenta-se de sementes e frutas. Usa o bico para escalar e subir em galhos.

A caça ilegal e a derrubada de vegetação importante para a espécie ajudaram a aumentar a pressão de traficantes de animais sobre a ave, que foi capturada sistematicamente até sumir da natureza.

De acordo com o governo, existem 92 exemplares em cativeiro, dos quais apenas 11 estão no Brasil. A estimativa é que 6.500 ararinhas vivam na natureza, distribuídas pela Amazônia, Cerrado e Pantanal.


Cedae diz que Região Metropolitana do Rio não terá racionamento de água

A ANA vai autorizar captação do volume morto do Rio Paraíba do Sul.
Victer diz que vem modernizando captação do Sistema Guandu desde 2007.


Do G1 Rio

A Agência Nacional de Àguas (ANA) já considera autorizar a captação de água do volume morto dos reservatórios do Rio Paraíba do Sul, nos próximos dias. Ainda assim, a Cedae garantiu que o abastecimento na Região Metropolitana do Rio não vai ser afetado por essa medida. Segundo o presidente da Cedae, Wagner Victer não haverá racionamento no Rio.

Sistema Guandu
“O Rio é um bom exemplo de que quando se trabalha com engenharia, se antecipa, se evita problemas futuros. É o que a gente tem feito nos últimos anos. Em função das modificações que fizemos em uma série de captações no Rio de Janeiro, de melhorias, implantações de centro de controles operacionais desde 2007 faz com que hoje se tenha uma crise muito grande em outros estados e não tenha no Rio”, garantiu Victer.

Segundo ele, a Cedae pede à população para que use a água de maneira racional, mas nega que vai ocorrer o racionamento. Ele destaca que é preciso primeiro entender o Rio Paraíba do Sul, que é federal, com 1.137 km de extensão, com quatro reservatórios estabilizadores: Paraibuna, Jaguari e Santa Branca, em São Paulo, dois administrados pelo governo paulista e um pela Light, e o Funil, no Rio, administrado por Furnas. Ele explicou que a Cedae não administra esse reservatório.

Victer explica que o Sistema Guandu, que é bastante moderno, é feito através de transposição de Santa Cecília. Então quando há uma crise em São Paulo, por exemplo, que é uma crise de reservatórios que são administrados pelos governos é totalmente diferente do Rio de Janeiro. A Cedae investiu em modificações de captações, em fazer trabalhos de repovoamento de margens de rios, como o ocorreu no Rio Guandu, que é estadual, e em fazer sistemas de controle operacional que se possa maximizar a utilização da água.

“Por isso, a ANA faz essa redução, mas ela foi acordada com o governo do estado, em função do trabalho que o governador Luiz Fernando Pezão fez recentemente com o ministro Luiz Fux no STF, que é uma economia que se faz para guardar água para o futuro. Por isso, temos essa tranquilidade técnica”, garante Victer.

O presidente da Cedae lembra que o Rio Paraíba do Sul nasce em São Paulo e tem vários pontos de captação ao longo de seu curso e esses pontos não são administrados pela empresa. Na Região Metropolitana do Rio, como no passado foi previsto esse problema, foi modificada a captação, faz com que o Rio possa suportar a redução que a gestora ANA vai fazer de 160 metros cúbicos para 140 metro cúbicos por segundo de vazão.

“Fizemos o dever de casa aqui e ainda não estamos tendo problemas. Mas volto a repetir, usar a água de maneira racional é muito importante”, frisa Victer.

Ele explica que em algumas indústrias, quando há a redução da vazão, tem-se o fenômeno chamado de introdução da língua salina, que acontece na foz do Rio Paraíba do Sul, em São João da Barra. Ou seja, existem indústrias que usam água da Cedae e tem outras que têm outorga para captar diretamente. Essas últimas poderão ter problemas de introdução de água salina. Mas normalmente eles têm planejamento e fatores para reduzir esse impacto.

Victer diz que a utilização do volume morto é prevista pela ANA. Sendo que os reservatórios utilizados por São Paulo são também usados para gerar energia elétrica. No Rio, o uso de termelétricas reduz esse impacto.

24 dezembro 2014

Nível do Sistema Cantareira sobe pela primeira vez desde abril

Chuva forte fez com que suas represas passassem de 6,7% para 7%.
Outros cinco sistemas de abastecimento também tiveram aumento.


Do G1 São Paulo

Os temporais que atingiram São Paulo e a região metropolitana nos últimos dias fizeram com que o nível do Sistema Cantareira subisse 0,3 ponto percentual. As represas do sistema não subiam desde 16 de abril.

Vista aérea da represa de Atibainha, parte do Sistema Cantareira, com margens bastante expostas devido à seca no estado de São Paulo (Foto: Nacho Doce/Reuters)Vista aérea da represa de Atibainha, do Sistema Cantareira (Foto: Nacho Doce/Reuters - 19/11/2014)

De acordo com a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), o nível passou de 6,7% na terça para 7% nesta quarta. Os outros cinco sistemas também tiveram aumento.

Apenas na terça choveu sobre o Cantareira 52,4 mm, 24% do esperado para o mês, que é de 220,9 mm. Até agora, a precipitação acumulada em dezembro foi de 140 mm.

As represas do Cantareira, que abastecem cerca de 6,2 milhões de pessoas na capital e na Grande São Paulo, vêm se mantendo estáveis desde a última sexta-feira (19). O dado se refere ao volume acumulado, contabilizando a segunda cota do volume morto.

No Sistema Alto Tietê, que atende 4,5 milhões de habitantes, o volume armazenado nesta quarta era de 11,1% da capacidade total do sistema, 0,6 ponto percentual a mais que o registrado no dia anterior.

Outros sistemas

Confira os níveis dos outros reservatórios dos sistemas que abastecem municípios do estado de São Paulo registrados nesta terça em comparação com segunda:

Guarapiranga: de 36,6% para 38,3%;

Alto Cotia: de 30,2% para 31,5%;

Rio Grande: de 66,7% para 69%

Rio Claro: de 25,8% para 32%.

Dilma Pena

A crise hídrica que afeta o estado de São Paulo desde o início do ano contribuiu para a saída presidente da Sabesp, Dilma Pena, do cargo em 2015. Ela enviou uma carta de fim de ano aos funcionários da empresa se despedindo.

No documento, Dilma diz que no retorno das suas férias, no dia 2 de janeiro, irá sair da empresa. Ela está na Sabesp desde 2011 e desgastou seu relacionamento com o governo do estado por causa da crise hídrica.

Outro fator que estremeceu ainda mais a relação foi a divulgação de um áudio onde Dilma diz ter recebido “orientação superior” que impediu a Sabesp de alertar a população sobre a necessidade de economizar água, durante uma reunião com executivos da companhia. O governo negou que tenha vedado alertas sobre a crise hídrica.

Em outro áudio, Dilma Pena chama de “teatrinho” a CPI da Sabesp na Câmara durante conversa com o vereador tucano Andrea Matarazzo.

Multa

O governo de São Paulo irá aplicar multa, a partir de 1º de janeiro, para quem aumentar o consumo de água em São Paulo. Quem aumentar em até 20% vai pagar 20% a mais; já quem gastar mais que 20% vai ter aumento de 50%.

O percentual será calculado com base na média de fevereiro de 2013 até janeiro de 2014. A média já aparece na conta dos consumidores. A meta do governo é reduzir 2,5 metros cúbicos por segundo de consumo. O governador Geraldo Alckmin (PSDB) negou que a medida seja uma multa ao consumidor. Ele define o ônus como "tarifa de contingência".

Com a medida, a multa será aplicada da seguinte maneira: um consumidor que, em média, gasta 10 m³ de água receberá conta 20% mais cara se utilizar entre 10,1 m³ e 12 m³ em um mês. Caso gaste acima de 12,1 m³, irá pagar 50% a mais. O consumidor que elevar o gasto passará a ser cobrado na conta de fevereiro.


Rodovia Rio-Santos segue interditada por 2 quilômetros em São Sebastião

Pela manhã, prefeito Ernani Primazzi pediu que turista adie a viagem.

Interdição é mantida entre os Kms 147 ao 145, em Toque Toque.


Do G1 Vale do Paraíba e Região

A Rodovia Rio-Santos (SP-55), principal acesso à costa sul de São Sebastião, segue interditada no início da tarde desta quarta (24) devido aos deslizamentos de terra provocados pelas chuvas na cidade. Segundo o Departamento de Estradas de Rodagem (DER), há uma erosão no Km 147 e o trecho só poderá ser liberada após uma análise técnica do problema.

Foram registrados vários deslizamentos de terra na Rio-Santos. (Foto: Rogério Corrêa/ TV Vanguarda)Foram registrados vários deslizamentos de terra na Rio-Santos. (Foto: Rogério Corrêa/ TV Vanguarda)

Pela manhã, a via chegou a ficar completamente interditada entre os Kms 136 e 162, e o prefeito de São Sebastião, Ernani Primazzi (PSC), chegou a pedir que os turistas adiassem a viagem para o município. “Existem várias quedas de barreira na SP-55, então aconselhamos que ninguém tente passar pelo trecho entre Maresias e Camburi, devido ao risco de novas quedas. Se mantenham nos bairros e aqueles que querem vir, aguardem a normalização do trânsito”, disse o prefeito.

De acordo com o Departamento de Estradas de Rodagem (DER), a interdição vai do Km 147 ao Km 145, na altura da praia de Toque Toque, e não há previsão de liberação da via. No local, há um poste de energia caído e parte da pista no trecho cedeu.

Na altura do Km 159, o trânsito flui com uma operação pare e siga. Entre o fim da tarde de terça e manhã desta quarta, a rodovia permaneceu interditada entre os Kms 136 e 162 devido as quedas de barreiras causadas pelas fortes chuvas.

Por conta da interdição, o DER orienta que para acessar as praias sentido costa sul, Balneário dos trabalhadores, Barequeçaba, Guaecá, e Toque-toque Grande, os motoristas deverão pegar a Rodovia dos Tamoios (SP-99) sentido Caraguatatuba a São Sebastião e acessar a Rodovia Rio-Santos.

Já para acessar as praias sentido costa norte, Riviera de São Lourenço, Itaguaré, Guaratuba, Costa do Sol, Boracéia, Juréia, Barra do Una, Juqueí, Sahy, Camburi, Boiçucanga, Maresias, Paúba, Santiago e Toque-toque Pequeno, os motoristas devem pegar a Rodovia Mogi-Bertioga (SP-98 ) ou pelo sistema Anchieta Imigrantes, para acessar a SP-55.

Estragos

Segundo a Defesa Civil, cerca de 70 pessoas ficaram desalojadas na cidade. A prefeitura disponibilizou o ginásio de Boiçucanga para que as famílias atingidas pela inundação possam permanecer provisoriamente.

Na praia de Paúba, uma casa desabou e uma criança teve escoriações leves. Três passarelas foram destruídas nos bairros de Camburi e Boiçucanga, deixando moradores isolados. Em Maresias, diversas famílias perderam móveis, comidas e roupas com a invasão da água nas casas.

Em alguns bairros da costa sul o nível da água chegou a ficar maior que dois metros de altura. Além dos estragos, as chuvas também provocaram o cancelamento da festa de recepção que estava sendo preparada para recepcionar o surfista Gabriel Medina nesta quarta. A chegada dele a São Sebastião estava prevista para às 10h na praia de Juquehy. Ele seria levado por um caminhão do Corpo de Bombeiros até o centro de Maresias.


18 dezembro 2014

Criatura misteriosa é encontrada em praia após tempestade na Califórnia

Animal chamava atenção por contar com dentes e garras afiados.
Criatura parecida tinha sido encontrada em San Diego em junho de 2012.


Do G1, em São Paulo

Uma criatura misteriosa, que chamava atenção por contar com dentes e garras afiados, foi encontrada em uma praia de Santa Barbara, no estado da Califórnia (EUA), após uma tempestade, segundo a emissora de TV "KEYT".

Criatura misteriosa foi encontrada em praia de Santa Barbara  (Foto: Reprodução/YouTube/Breaking News)Criatura misteriosa foi encontrada em praia de Santa Barbara (Foto: Reprodução/YouTube/Breaking News)

O animal não identificado deixou moradores perplexos. Ninguém foi capaz de identificá-lo ou sabe de onde ele poder vindo.

Uma criatura parecida tinha sido encontrada pelo americano Josh Menard em San Diego, na Califórnia, em junho de 2012.


16 dezembro 2014

Nível do Cantareira volta a cair nesta segunda-feira

Sabesp registrou queda de 0,1 ponto percentual.
Outros sistemas registraram aumento.


Do G1 São Paulo

O nível do Sistema Cantareira, que abastece a capital paulista e cidades da Grande São Paulo, caiu novamente nesta segunda-feira (15). A chuva que atingiu a região, porém, foi suficiente para aumentar o nível de outros quatro sistemas (confira mais abaixo).

Vista aérea mostra poço seco na represa de Atibainha, parte do Sistema Cantareira, em Nazaré Paulista (SP) (Foto: Nacho Doce/Reuters)Vista aérea mostra poço seco na represa de Atibainha, parte do Sistema Cantareira, em Nazaré Paulista (SP) (Foto/ Arquivo: Nacho Doce/Reuters)

Segundo a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), as represas do Cantareira registraram volume acumulado de 7,2%, 0,1 ponto percentual a menos que o registrado no domingo (14).

A medição ocorre em meio a um período de chuvas em São Paulo. Mas no domingo choveu 1,5 mm nas represas do Sistema Cantareira. O total no mês até agora foi de 41,2 mm, índice o abaixo da média para o mês, que é de 220,9 mm.

Excetuando as retiradas das cotas do volume morto, faz 242 dias (desde 16 de abril) que o nível do Cantareira não sobe. Na quinta-feira (11), após 26 dias de quedas consecutivas, o Cantareira ficou estável. Isso ocorreu por causa de um temporal que atingiu o estado na quarta-feira (10).

Outros Sistemas

Confira os níveis dos outros reservatórios dos sistemas que abastecem municípios do estado de São Paulo registrados nesta segunda em comparação com domingo:

- Alto Tietê: manteve-se em 10,7%;

- Guarapiranga: de 34,8% para 35,8%;

- Alto Cotia: de 30,3% para 30,6%;

- Rio Grande: de 64,3% para 65,1%;

- Rio Claro: de 25,9% para 28%.


15 dezembro 2014

Pelo menos um quarto do lixo retirado das grandes obras é reaproveitado

Entre 2010 e 2016 serão pelo menos 9,5 milhões de toneladas de resíduos



O Globo

RIO - Com mais de R$ 35 bilhões em obras sendo executadas ou prestes a começar na cidade, um desafio surgiu nos canteiros. O que fazer com as toneladas de entulho produzidas? Afinal, segundo levantamento feito pelo GLOBO, entre 2010 e 2016 serão pelo menos 9,5 milhões de toneladas de resíduos. Mas, em muitos empreendimentos, o que poderia ser um problema acabou representando economia de dinheiro, menos caminhões circulando pelas ruas em direção aos aterros, além de redução do consumo de matéria-prima. Pelo menos 25% desse material (2,2 milhões de toneladas) estão sendo ou já foram reaproveitados.

Apenas nas obras do Porto Maravilha estão sendo geradas quase um milhão de toneladas de detritos e pedras com as escavações do Túnel Rio 450 Anos, previsto para ser aberto em 2015. Desse total, 66% estão sendo reaproveitados. Um depósito provisório para guardar o entulho foi instalado num terreno da Radial Oeste, no Maracanã, onde o material é reciclado.

— O entulho é transformado em pedra e brita numa usina de reciclagem que implantamos próximo ao Terminal Rodoviário Henrique Lott (perto da Rodoviária). Todas as ruas que já foram pavimentadas ou estão em obras receberam material reciclado. Isso inclui a Via Binário — explicou o presidente do Consórcio Porto Novo, José Renato Ponte.

No caso das vigas da Perimetral, boa parte foi vendida pela prefeitura. Mas algumas foram reaproveitadas nas fundações do Centro de Controle Operacional (em construção), que vai monitorar as operações do Túnel 450 anos.

No futuro Parque Olímpico, na Barra, o Consórcio Rio Mais, que executa as obras numa parceria público-privada, está reaproveitando o entulho gerado pela retirada de toneladas de concreto do antigo Autódromo Nelson Piquet. Conforme a qualidade do material, ele pode ser aplicado como aterro, na construção de meios-fios ou na base da futura pavimentação.

BRTs SUSTENTÁVEIS

Na implantação dos BRTs, estão sendo reaproveitadas 1,2 milhão de toneladas de detritos. No caso do Transolímpico (Barra-Deodoro), até os escombros de casas de luxo demolidas para a passagem do corredor estão sendo reaproveitados em pavimentação.

— Temos procurado usar bastante material reciclado em obras públicas. Isso alivia a exploração mineral, principalmente saibreiras e pedreiras, e os aterros sanitários que recebem esse tipo de material. Isso gera uma economia que é utilizada em outras obras — explicou o secretário municipal de Obras, Alexandre Pinto.

O presidente da Associação Brasileira para Reciclagem de Resíduos da Construção Civil e Demolição, Hewerton Bartoli, explica que o reaproveitamento de entulho é uma estratégia que começou a ser aplicada com mais intensidade há apenas dez anos no Brasil. Mas muitas empresas já se sentem estimuladas em implantar políticas de reaproveitamento em busca de obter certificações internacionais que qualificam as obras como sustentáveis, valorizando o produto.

Ele cita como exemplo o projeto do condomínio Ilha Pura, na Barra, que, durante os Jogos, servirá de hospedagem para os atletas. O especialista, que atuou como consultor do projeto, contou que 10 mil metros cúbicos de resíduos de concreto decorrentes da construção dos 33 prédios foram reciclados no próprio canteiro. Segundo ele, descontadas as despesas com o projeto, o reaproveitamento permitiu uma economia de cerca de R$ 1 milhão em deslocamentos de caminhão a aterros sanitários e aquisição de matérias-primas:

— Rio e São Paulo estão na vanguarda desse processo. Embora São Paulo conte com mais usinas, o Rio é um polo importante pela quantidade de obras.

Pela legislação atual, o entulho só pode ser usado por uma empresa no mesmo canteiro de obras. Quando isso não é possível, o material é encaminhado para depósitos e fica à disposição da União para reaproveitamento em outros empreendimentos. É o que está acontecendo, por exemplo, nas obras da Linha 4 do metrô (Barra-Ipanema), responsável pela geração de 42% do entulho das grandes obras (4 milhões de toneladas), e dos piscinões contra enchentes na Grande Tijuca.

Para o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscom), Roberto Kauffmann, iniciativas sustentáveis podem ajudar a reduzir ainda mais o entulho gerado por obras. Ele diz que um projeto de autoria do deputado Carlos Minc (PT), aprovado pela Alerj na semana passada, prevê a isenção de ICMS para produtos fabricados a partir de restos de entulho e poderá ajudar a viabilizar financeiramente um projeto dos empresários:

— Numa feira em Xangai, vimos que esses materiais têm sido aproveitados na construção de casas populares. O entulho também poderia ser reaproveitado em unidades do Minha Casa Minha Vida. Isso e a isenção fiscal ajudariam a reduzir os custos dos projeto.

Investidores privados cada vez mais se interessam pelo negócio. A empresa especializada em demolições Fábio Bruno, que fez a demolição e a reciclagem dos detritos da antiga Fábrica da Brahma no próprio canteiro de obras, na Praça Onze, em 2010, aposta no reaproveitamento dos resíduos de obras. A empresa inaugurou, no fim do ano passado, uma central de reciclagem de entulho, em Inhaúma, na Zona Norte, em parceria com a Lafarge. Empresários pagam cerca de R$ 10 por metro cúbico para deixar o material na central, que é reciclado e revendido. Algumas demolições da própria empresa também são recicladas ali.

— Estamos reciclando 10 mil metros cúbicos por mês e queremos dobrar até 2015. O negócio não é fácil, mas a demanda vem aumentando mês a mês. Por enquanto não dá retorno, mas a gente acha que no futuro vai ser um bom negócio — contou o dono da empresa, Fábio Bruno.

A secretaria municipal do Meio Ambiente diz incentivar o uso de matérias-primas recicladas. Desde 2011, intervenções da prefeitura são obrigadas a usar material reciclado no próprio canteiro. Além disso, obras particulares que precisam de licenciamento ambiental também são obrigadas a reaproveitar os detritos.

‘A RECICLAGEM É UM NEGÓCIO’

O presidente da Comissão de Materiais do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado do Rio (Sinduscon-Rio), Lydio Bandeira de Mello, elogia os incentivos:

— Quando obras do município privilegiam materiais reciclados, você está incentivando empresas a entrarem nesse ramo, criando demanda. Esse é o ponto: reciclagem é um negócio e precisa ter mercado. Ainda não está na cultura das empresas, a maior parte não recicla. De cinco anos para cá, em obras que geram muito entulho, como implosões, algumas empresas começaram a reciclar no próprio canteiro de obras.

Já o presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-RJ), Agostinho Guerreiro, afirma que a reciclagem de resíduos da construção civil é uma tendência mundial e que, no Rio, a prefeitura poderia incentivar ainda mais a prática:

— O incentivo está sendo feito e caminha em boa direção, mas é preciso caminhar mais rápido. É preciso ter uma política pública que seja transparente, para que todas as empresas conheçam. Isso é o ponto que está faltando.


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Um dos seis últimos rinocerontes brancos no mundo morre nos EUA

Espécie enfrenta forte risco de extinção completa


O Globo

RIO - Um dos seis únicos restantes rinocerontes brancos do norte restantes no mundo morreu neste domingo no zoológico Safari Park, em San Diego, na Califórnia.

Espécie tem agora apenas cinco membros no mundo - Patrick olum / Reuters

De acordo com funcionários do parque, Angalifu, de 44 anos, teria perecido por conta da idade avançada. Desde a semana passada, o animal tinha começado a recusar comida dos veterinários.

- A morte de Angalifu é uma tremenda perda para todos nós - disse à imprensa Rancy Reiches, curador de mamíferos do zoológico.

Inúmeras tentativas para procriar Angalifu com outro rinoceronte branco do norte do parque já tinham falhado. Com apenas cinco animais restantes, a espécie enfrenta agora a extinção completa depois de décadas de caça ilegal em larga escala em todo o mundo.

Praias do Rio e de outras partes do mundo correm risco de serem 'varridas' do mapa

Dupla de renomados geólogos marinhos alerta que intervenção humana e mudanças climáticas aceleram processo de erosão



O Globo

RIO - As praias do Rio e de diversas outras cidades do planeta correm o risco de serem “varridas do mapa”. O alerta vem de dois importantes nomes da geologia marinha mundial que assinam o livro recém-lançado "The last beach" ("A última praia"), ainda sem previsão para chegar ao Brasil.

Tempestade faz ondas encobrirem farol em Newhaven, sul da Inglaterra, em fevereiro deste ano Foto: TOBY MELVILLE / REUTERSTempestade faz ondas encobrirem farol em Newhaven, sul da Inglaterra, em fevereiro deste ano - TOBY MELVILLE / REUTERS

Os especialistas Andrew Cooper, professor de Estudos Costeiros da Universidade de Ulster, no Reino Unido, e Orrin Pilkey, professor de ciências da terra e dos oceanos na Universidade de Duke, nos EUA, defendem a teoria de que as intervenções humanas a beira-mar, junto com a elevação dos níveis de oceanos e as tempestades cada vez mais fortes por conta das mudanças climáticas, estão provocando vasta erosão de areia em direção ao fundo dos oceanos, num efeito de “varredura” do solo costeiro.

Na semana passada, tempestades nos oceanos Atlântico e do Pacífico geraram ondas de mais de 15 metros de altura que destruíram defesas marítimas de concreto em praias na Europa, América do Norte e nas Filipinas.

"A sentença de morte já soou para grandes extensões de praias ao longo de costas densamente povoadas, como a da Florida, da Costa del Sol, na Espanha, a Golden Coast da Austrália e o litoral do Rio de Janeiro" disse Orrin Pilkey ao jornal britãnico "The Guardian".

Em “The Last Beach”, os geólogos também afirmam que, ironicamente, as paredes de concreto erguidas pelo homem para proteção contra as tempestades e elevação das águas servem apenas para acelerar o processo de erosão da linha costeira.

Pilkey e Cooper também argumentam que o ideal seria preservar ao máximo as praias como ambiente natural, longe da intervenção humana. Segundo eles, dunas e longas faixas de areia das praias funcionam muito melhor na contenção de tempestades do que paredes de concreto.

"A praia é uma defesa natural maravilhosa contra as forças do oceano. Elas absorvem a energia das ondas do mar, reduzindo-as a um movimento oscilante suave ao longo no litoral. Tempestades não destroem praias; apenas mudam sua forma e localização, movendo-se em torno da areia para maximizar a absorção de energia das ondas e, em seguida, recuperar a linha costeira nos dias, meses e anos que se seguirem", garante Pilkey.

Como o aumento do nível do mar contribui para os danos causados pelas tempestades, cada vez mais freqüentes devido às mudanças climáticas, o recuo das habitações ao longo do litoral se tornaria um “imperativo, mas quase impossível”.

"Vamos ter de recuar [a partir da costa]. Não há escolha. Em termos puramente econômicos, será impossível defender tudo. A defesa de cidades como Londres ou Rotterdam na Europa indicam que não haverá dinheiro para todas as outras habitações menores", Cooper.


12 dezembro 2014

Nível de reservatórios do RJ cai a 3%, mas Cedae nega risco de falta d'água

Volume útil médio de água do Rio Paraíba do Sul em 2013 era de 48,2%.
Cedae diz que volume morto poderia ser utilizado em caso de emergência.


Do G1 Rio

O volume útil médio dos reservatórios do Rio Paraíba do Sul no Rio de Janeiro caiu para 3% nesta terça-feira (9), de acordo com a Agência Nacional de Águas (ANA). O nível é considerado muito baixo por técnicos da companhia e caiu mais da metade em um mês (era de 6,8%). A Companhia Estadual de Águas e Esgoto (Cedae), no entanto, garante que o abastecimento não será prejudicado em nenhum município do estado.



Segundo a companhia, mesmo que o volume útil de água se esgote, ainda existe a possibilidade de o volume morto – parte dos reservatórios concentrada abaixo da tomada d’água de hidrelétricas – ser utilizado.

Se comparado com anos anteriores, os dados da ANA são ainda mais significativos. Em outubro de 2013, o volume médio era de 48,2%. O nível chegou a 80,8% em 2009.

Transposição Paraíba do Sul

Em meio à crise da falta d'água, os governadores de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB); do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB); e de Minas Gerais, Alberto Pinto Coelho (PP), fecharam um acordo no dia 27 no Supremo Tribunal Federal (STF) para dar início a obras de infraestrutura a fim de reduzir os efeitos da seca.

Pelo acordo, mediado pelo ministro do STF Luiz Fux, os três estados devem apresentar até 28 de fevereiro propostas para o enfrentamento da crise de falta d'água. Uma dessas propostas é a transposição do rio Paraíba do Sul, cuja bacia abrange áreas dos três estados..

A transposição é um projeto do governo paulista que pretende desviar água do rio para abastecer o Sistema Cantareira, que enfrenta uma crise hídrica por conta da estiagem no Sudeste. O Rio de Janeiro era inicialmente contrario à obra porque a bacia do Paraíba do Sul abastece diversos municípios do estado, incluindo a região metropolitana da capital fluminense.

Os governadores e representantes dos órgãos responsáveis pelos estudos técnicos ambientais se comprometeram, no acordo assinado após a audiência, a não realizar obras sem o consentimento de todas as partes envolvidas. Os governadores se comprometeram a respeitar, nas obras, estudos de impacto ambiental e realizar ações de compensação ambiental.

Na época, o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, afirmou que "ninguém quer prejudicar" nenhum ente federativo. "Os três estados chegaram a um consenso e esse prazo é suficiente. É importante a gente ter a solidariedade dos três entes federativos [...] Ninguém quer prejudicar nenhum estado. É ter as garantias para o futuro, e nós temos certeza que desse limão saiu uma grande limonada", brincou Pezão.

08 dezembro 2014

Tufão Hagupit deixa mais de 20 mortos nas Filipinas

Mais de 1 milhão de pessoas foram deslocadas devido à tempestade.
Tufão destruiu casas e derrubou árvores e redes de energia.


Do G1, em São Paulo

Um tufão que atingiu as Filipinas no fim de semana deixou pelo menos 21 mortos, segundo informou nesta segunda-feira (8) a Cruz Vermelha filipina à agência France Press. De acordo com Gwendolyn Pang, secretária-geral da organização, 18 pessoas morreram na ilha oriental de Samar, onde o tufão Hagupit tocou a terra no sábado (6) com ventos de 210 km/h.

Segundo a agência Reuters, mais de 1 milhão de pessoas precisaram ser deslocadas por causa da tormenta. A tempestade se aproxima lentamente - a 10 km/h - da capital do país, Manila.

Passagem de tufão mata pelo menos 21 pessoas nas Filipinas - GNews (Foto: Reprodução/GloboNews)Passagem de tufão mata pelo menos 21 pessoas nas Filipinas - GNews (Foto: Reprodução/GloboNews)

Apesar de os ventos do Hagupit terem diminuíram dos 160 para os 105 km/h no último dia, o Conselho de Gestão e Redução de Risco de Desastres do país reitera que a tempestade ainda representa uma grande ameaça.

No domingo (7), o tufão atingiu a região central das Filipinas, destruindo casas e derrubando árvores e redes de energia em áreas que ainda se recuperam de uma super-tempestade ocorrida há pouco mais de um ano.

Nas aldeias costeiras de Dolores, na ilha de Samar, onde o tufão atingiu primeiramente a terra firme na noite de sábado, o prefeito Emiliana Villacarillo disse que cerca de 80% das casas foram destruídas. "Somente as grandes casas ficaram de pé", disse ele, acrescentando que inundações também destruíram lavouras de arroz numa região-chave de crescimento.

Hagupit, que dias antes tinha atingido a categoria 5 de força de "supertufão" enquanto passava pelo Oceano Pacífico, enfraqueceu-se no domingo para a categoria 2 (que tem ventos entre 150 e 170 km/h), ao atingir a terra firme por uma segunda vez na cidade de Cataingan no sul da ilha de Masbate.

"A devastação é enorme em casas por causa dos ventos fortes", disse o secretário do Interior, Manuel Roxas, à rádio local DzBB desde Samar. "Muitas pessoas voluntariamente retornaram para abrigos, um número maior do que aqueles que fugiram para os centros um dia antes", acrescentou.

No entanto, o tufão Hagupit não pareceu ter causado devastação na mesma escala do mortal tufão do ano passado, o "Haiyan", em parte porque houve uma massiva operação de retirada de moradores de áreas costeiras e propensas a deslizamentos antes que a tempestade chegasse.

Mais de 1,2 milhão de pessoas fugiram para 1.500 escolas, centros civis, prefeituras, academias e igrejas usadas como centros de abrigo por toda a área central das Filipinas, disse Gwendolyn Pang, secretária-geral da Cruz Vermelha filipina.

Roxas disse equipes de resgate limparam a rodovia que dá acesso a Dolores de cerca de 25 a 30 enormes árvores caídas. Alguns moradores estavam nas ruas pedindo comida, água e outros suprimentos.

Não houve relatos iniciais de características de tempestade que foram tão destrutivas durante o tufão Haiyan, que matou mais de 7 mil pessoas em todo o centro das Filipinas.

"Os danos estruturais foram provocados principalmente pelo vento, e não por impulso da tempestade", disse a porta-voz presidencial Abigail Valte.

Regime de chuvas mantém nível de reservatórios em baixa

Correio do Brasil
Por Redação - de São Paulo

Sem o volume de chuvas previsto, o nível de todas as represas que abastecem a região metropolitana de São Paulo caiu neste domingo, informou a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). Segundo a companhia, o nível do Sistema Cantareira, que atende a 6,5 milhões de pessoas, registrava no sábado 8,1% e hoje passou a 8%.


O rio Atibaia, um dos afluentes dos reservatórios do Sistema Cantareira, apresenta níveis reduzidos de água
O rio Atibaia, um dos afluentes dos reservatórios do Sistema Cantareira, apresenta níveis reduzidos de água

O Alto Tietê, segundo maior sistema de São Paulo, também apresentou queda, passando de 5% para 4,8%. O Guarapiranga, que atende a 4,9 milhões de pessoas, está operando com 32% de sua capacidade. Os sistemas Alto Cotia e Rio Claro operavam com 29,7% e 29,4% de suas capacidades, respectivamente. O Sistema Rio Grande opera com 62,5% da capacidade.

Segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE), não há previsão de chuvas para a capital paulista neste domingo. Para segunda-feira, entre o final da tarde e início da noite, espera-se a chegada de uma brisa marítima aumentará a nebulosidade e pode favorecer a ocorrência de chuva na forma de pancadas isoladas.

Reservatório

O Vale do Ribeira, no sul do Estado de São Paulo, tem reservatórios equivalentes a dois Sistemas Cantareira, cheios de água límpida e, até agora, intocados.

O conjunto de oito represas, seis delas no rio Juquiá, fornece energia elétrica à Companhia Brasileira de Alumínio (CBA), empresa do Grupo Votorantim. Juntos, os lagos somam 8,9 quilômetros de lâmina d’água, quatro vezes a extensão das represas do Cantareira. Os mananciais suportam uma captação de 60 mil litros por segundo.

A região, com a maior extensão de mata atlântica preservada do Estado, foi a menos afetada pela estiagem que atingiu São Paulo neste ano. O uso dessas águas para suprir a demanda da região metropolitana está no Plano de Aproveitamento dos Recursos Hídricos para a Macrometrópole Paulista, do governo estadual, que prevê alternativas para o abastecimento urbano até 2035.

A concessão de uso das barragens feita pelo governo federal à CBA vence em 2016. De acordo com o secretário executivo do Comitê de Bacia Hidrográfica Ribeira de Iguape e Litoral Sul, Ney Ikeda, a renovação terá de ser negociada tendo como foco o uso múltiplo das águas.

– Como prevê a legislação, a prioridade deverá ser o abastecimento público – disse.

São Lourenço

A primeira obra de transposição da água do Vale do Ribeira para a Grande São Paulo deve ficar pronta em 2017. O Sistema Produtor São Lourenço, resultado de uma parceria público-privada entre a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) e o Consórcio São Lourenço, prevê a captação de 4,7 mil litros por segundo na Represa Cachoeira do França, no rio Juquiá, no limite entre Ibiúna e Juquitiba. A água será transportada por 83 km de adutoras até uma estação de tratamento em Vargem Grande Paulista, na região metropolitana, para ser distribuída.

O estudo, concluído em 2013, antes da estiagem que afetou o Estado, estima que a demanda de água na Grande São Paulo em 2035 chegará a 283 mil litros por segundo – 60 mil litros a mais do que a disponibilidade atual em períodos normais. Segundo o plano, o Vale do Ribeira é a área mais próxima com água disponível.



Os cientistas russos estão desenvolvendo petróleo sintético barato

Cientistas russos planejam conseguir produzir, de forma sintética, petróleo leve de alta qualidade. Enquanto matéria-prima serão utilizados o xisto e resíduos de utilização de variedades pesadas de “ouro preto”. Os autores desta tecnologia estão convencidos de que o petróleo sintético será comparável, no que concerne à qualidade, com o norueguês leve de mais elevada qualidade. Já o preço do novo “ouro preto” não superará os 30 dólares norte-americanos por barril.


Olga Sobolevskaya | Voz da Rússia

Assim, o petróleo sintético será base para combustíveis do futuro, mais ecológicos e eficientes. Contudo, a tecnologia da sua produção é da classe de alta tecnologia, apesar da matéria-prima ser acessível. Trata-se, sobretudo, de xisto e sobras resultantes do processamento do “petróleo pesado”. Nos EUA e alguns países da Europa Ocidental foram desenvolvidos processos próprios de produção de combustível líquido sintético, encontrando-se em diferentes fases de aplicação ou de concurso.


Rússia, cientistas, petróleo, xistoFoto: RIA Novosti

Também a Rússia está determinada a conseguir produzir petróleo sintético enquanto base para novos tipos de combustível. Isso explica-se pelo aumento da procura por gasolina, gasóleo e querosene de alta qualidade no que concerne a normas ambientais e eficiência energética.

“Há muito xisto na Rússia, resíduos de petróleos pesados ​​enquanto subproduto, alcatrão, existem em qualquer refinaria”, afirma a líder do projeto, Liudmila Gulyaeva. Resta apenas encontrar a abordagem que permita, com o mínimo de gasto e a máxima produção utilizar essa matéria-prima. No fundo, trata-se de reciclar as ideias soviéticas (na URSS, antigamente, também processavam o xisto), completa-las com os conhecimentos científicos contemporâneos e adaptar ao uso industrial civil, reforça a perita.

A receita dos peritos russos é a seguinte: preparar uma emulsão de água e alcatrão que depois será misturada com o xisto desfeito em dimensões microscópicas. A uma determinada temperatura, essa mistura, que não pode resfriar, é colocada num aparelho especial, onde lhe acrescentam oxidante. Quando este “cocktail” não arde na totalidade liberta um gás. É limpo de aditivos tóxicos e com a ajuda de terminadas reações químicas forma-se gás sintético. Pelo seu turno, o gás sintético entra num complexo sistema técnico onde produz reações. Por fim ele renasce enquanto hidrocarbonetos superiores, ou seja, petróleo sintético.

Este tipo de petróleo pode ser transformado em gasolina, gasóleo ou querosene, bem como em outras frações e assim produzir os combustíveis necessários. A dificuldade da tecnologia reside nas condições de que necessita, e nas quais devem ser realizadas as referidas manipulações, refere Liudmila Gulyaeva.

Os criadores da tecnologia consideram que a produção, desta forma, do “ouro negro” sintético, em termos de qualidade será igual ao norueguês leve de mais elevada qualidade e permitirá produzir combustíveis de elevada qualidade. O preço do novo combustível não irá superar os 30 dólares norte-americanos o barril.

“O combustível conseguido a partir deste tipo de matéria-prima será muito mais “limpo”, pois o nosso petróleo sintético não contêm enxofre, e isso é uma grande vantagem”, comenta Liudmila Gulyaeva.

Se forem criadas na Sibéria, no Extremo Oriente, no Árctico, empresas modulares para a produção de gasolina, gasóleo e querosene sintéticos, poderá ser conseguido um efeito positivo. Esta diversificação de refinarias contribuirá definitivamente para a melhoria da qualidade do combustível. Paralelamente será reduzido o peso sobre o meio-ambiente, resume a investigadora.


A mais potente locomotiva eléctrica do mundo irá funcionar na Sibéria

Na Rússia, encontram-se em fase de conclusão, os testes de certificação da locomotiva eléctrica de corrente alternada, 4ES5K, que será a mais potente do mundo. Já no próximo ano será possível a produção em série dessa máquina potente, denominada Yermak.


Oleg Nekhai | Voz da Rússia

Yermak – nome do chefe guerreiro cossaco que, no final do séc. XVI, conquistou a Sibéria para o Estado Russo. Agora, a moderna locomotiva de quatro secções Yermak carregará, entre a Sibéria e o Extremo Oriente, carruagens de transporte de mercadorias com um peso até sete mil toneladas.


Rússia, Sibéria, locomotiva eléctricaFoto: RIA Novosti/Aleksandr Pogotov

A máquina tem uma grande potência, mais de 13 mil quilowatts, o que lhe permite puxar comboios pesados. A locomotiva conta ainda com um novo sistema de microprocessadores para a condução, com um alargado leque de funções de diagnóstico do equipamento. Este sistema permite a transmissão de informação de diagnóstico para os centros de reparação e as fábricas para que a resolução de problemas seja célere. A utilização do novo sistema de travagem através de mudanças permite uma redução de consumo de energia eléctrica na ordem dos 15%. Será de referir que a velocidade de cruzeiro com uma carga de 7.100 toneladas é de 50 – 60 km/h.

É óbvio que uma locomotiva tão potente é bastante necessária nas vastidões da Sibéria e do Extremo Oriente do país. Os RZD (Caminhos de Ferro Russos) necessitam mais de 50 equipamentos desse tipo até 2020, refere o diretor do projeto da locomotiva eléctrica de corrente alternada da Fábrica de Locomotivas Eléctricas de Novocherkassk, Valeri Zadorozhny:

“Eles vão para o polígono oriental, o mais provável é que seja para a linha entre o Oriente e a Sibéria, a que fica para lá do Baikal, no extremo Oriente – na via Transiberiana. Trata-se de um equipamento muito potente e só pode ser utilizado na cooperação com o nosso vizinho oriental, o que é bastante atual nos últimos tempos. Trata-se de um elemento muito importante para o transporte de mercadorias para a China. O Transiberiano vai ao longo da fronteira chinesa, e nele é transportado gás, carvão, madeira”.

Além disso a nova locomotiva irá circular na estrada de ferro entre Baikal e Amur, a norte da linha Transiberiana. E se usarmos o Yermak em planícies, ele poderá transportar até 9000 toneladas.

Atualmente, na fabricação do Yermak ainda são utilizadas algumas peças de fabricção estrangeira, nomeadamente ucraniana. Contudo, a locomotiva pode ser fabricada exclusivamente com peças russas.

O recurso a novas locomotivas irá aumentar substancialmente a capacidade da rede ferroviária russa. De acordo com os peritos, o aumento de capacidade de transporte de mercadorias da linhas Transiberiana e Baikal – Amur irá aumentar e atingirá, em 2020, dezenas de milhares de toneladas. Assim, por muito tempo, não faltará trabalho a locomotivas como Yermak.



04 dezembro 2014

UE pede a Brasil e emergentes que anunciem corte de emissões pós-2020

Metas seriam apresentadas na COP 20 e integrariam novo acordo climático.
UE, EUA e China já sinalizaram contribuições para reduzir gases-estufa.


Eduardo Carvalho
Do G1, em Lima

A União Europeia disse nesta segunda-feira (1) que Estados Unidos e China, países que sinalizaram cortes de emissões de gases-estufa, precisam detalhar melhor seus planos de mitigação e que Brasil, Índia e Rússia, nações em desenvolvimento, têm que colocar na mesa suas contribuições nacionais para incentivar outros governos.

A cobrança, de forma leve, foi feita por Elina Bardram, negociadora do bloco europeu, em coletiva de imprensa realizada no primeiro dia da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, a COP 20, que acontece em Lima, no Peru.

O encontro, que segue até o dia 12 de dezembro, tenta obter um rascunho zero de um acordo multilateral que vai obrigar as nações a diminuir as emissões a partir de 2020. O objetivo é conter a elevação da temperatura do planeta em até 2ºC para evitar alterações no clima que culminem em desastres naturais.

Elina ressaltou que os estados-membros da UE saudaram EUA e China pelo acordo anunciado no mês passado, porém, “precisam saber mais” sobre o que foi proposto. Enquanto os americanos divulgaram que reduzirão entre 26% e 28% suas emissões até 2025, em relação aos níveis de 2005, os chineses se comprometeram a fazer o corte até 2030, sem especificar a quantidade. No entanto, ambos os países não apresentaram como vão fazer isso ou quais setores serão afetados.

“Vamos nos reunir com eles [EUA e China] para saber que intensidade terão essas metas e precisamos saber ainda como elas funcionarão a longo prazo”, explicou Elina. Uma coletiva com representantes do governo americano estava marcada para a tarde de segunda, mas ninguém apareceu. A China ainda não conversou com jornalistas na COP 20.

Brasil e outros emergentes

A UE também anunciou no mês passado que vai cortar 40% dos gases lançados até 2030 em relação aos níveis de 1990. Sabendo do compromisso assumido pelo bloco, Elina “convocou” Rússia, Índia e Brasil, países em desenvolvimento que são grandes emissores, a apresentar na COP de Lima suas metas para o período pós-2020.

“Precisamos do esforço brasileiro e dos demais para saber como podemos nos preparar para Paris [quando o novo tratado do clima deverá ser aprovado e assinado]. Esperamos que todos que estão em posição de apresentar suas metas deem um passo a frente para conduzirmos o processo adiante”, disse.

As propostas de diminuição de poluentes se enquadra nas Contribuições Nacionalmente Determinadas (INDCs). Cada país membro das Nações Unidas e que negocia dentro da Convenção Quadro da ONU sobre Mudanças Climáticas, a UNFCCC, precisa apresentar até março do ano que vem sua proposta de mitigação. Ainda não há uma metodologia padrão sobre como fazer os INDCs, já que os termos estão em negociação na conferência do Peru.

Situação de pressão

De acordo com Marcio Astrini, coordenador de políticas públicas da organização Greenpeace, a posição da União Europeia, além dos anúncios dos EUA e da China, coloca o Brasil “em uma situação de pressão como nunca antes”. Segundo ele, o país ficou por muito tempo “em uma zona de conforto” por ter apresentado metas voluntárias de emissões e reduzido o desmatamento da Amazônia. “Mas agora o cenário está mudando”, disse ele.

O negociador brasileiro Raphael Azeredo, diretor do Departamento de Meio Ambiente e Temas Especiais do Ministério das Relações Exteriores, disse ao G1 que o país vai apresentar seus números de redução de emissão apenas em 2015, conforme solicitado pela convenção do clima. “Estamos trabalhando com afinco, intensamente, e vamos apresentar os números dentro do prazo. Não podemos antecipar isso porque dependemos de consultas internas”, explicou.

Exposição 'Universos' transforma lixo em obras de arte no Tocantins

Artista Costa Andrade usa aparelhos eletrônicos para moldar 10 esculturas.
A mostra começa na sexta-feira (5) e segue até 30 de janeiro.


Do G1 TO

Na exposição ‘Universos’, do artista plástico Costa Andrade, o lixo se transforma em obra de arte. O artista se serve de resíduos sólidos derivados de aparelhos eletrônicos, ferros, chaves, fechaduras, parafusos, arames, telas entre outros objetos para moldar as 10 esculturas que compõem a exposição. A mostra começa às 19h na galeria Sesc de Artes, no Centro de Atividades em Palmas na próxima sexta-feira (5) e encerra no dia 30 de janeiro do ano que vem. A entrada é de graça.

Exposição ‘Universos’ do artista Costa Andrade segue até o dia 30 de janeiro (Foto: Divulgação/Sesc TO)Exposição ‘Universos’ do artista Costa Andrade segue até o dia 30 de janeiro (Foto: Divulgação/Sesc TO)

Costa Andrade segue a máxima de Antoine-Laurent de Lavoisier, no século XXVIII, que afirmava “na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”. A exposição, de acordo com o artista, tem dois objetivos: divulgar a arte contemporânea produzida no estado e incentivar a discussão acerca da questão ambiental.

Costa Andrade já participou de várias exposições individuais e coletivas em Palmas. A mais recente continua aberta no espaço permanente Arte ao Cubo, do Sesc Palmas, com a exposição “Façam Suas Apostas, Senhores”, e que segue aberta à visitação até o dia 30 de janeiro de 2015. Além disso, ele já ilustrou livros de diversos escritores, tanto do Tocantins, quanto de outros estados.