13 dezembro 2013

Triplicou! Ao menos 35 vulcões estão agora em erupção pelo mundo. O que está acontecendo?

Será que é por causa da aproximação do Cometa ISON?


Portal do Meio Ambiente


Existem agora, ao menos, 35 vulcões em erupção em todo o mundo como compartilhado nesta história do International Business Times e no gráfico abaixo, que mostra a maioria das erupções vulcânicas que ocorrem dentro do “Anel de Fogo”. Será que é por causa da aproximação do Cometa ISON ou nada tem a ver com todas essas mudanças na Terra? De chover pedras na Sicília à novas ilhas que se formam, no Japão, a nossa Terra está passando por mudanças incríveis.

O vulcão do Monte Sinabung em Jacarta, na Indonésia , entrou em erupção seis vezes desde segunda-feira, atirando cinzas vulcânicas a 2.000 metros em direção ao céu.

Milhares de pessoas foram evacuadas da região desde que o vulcão Sinabung entrou em erupção de forma esporádica, em setembro, 5.000 pessoas foram evacuadas da área um dia antes da erupção da segunda-feira, elevando o número total de evacuados para 11.000. Não houve vítimas até o momento.

O Sinabung é apenas um dos 35 vulcões ativos em erupção atualmente no mundo, de acordo com uma lista categorizada no Volcano Discovery. Dos 35 vulcões em erupção atualmente no mundo, sete estão na Indonésia.



Rio de Janeiro teme perda de água do Paraíba do Sul

O governo de São Paulo estuda aumentar a captação de água de afluentes do rio nas próximas duas décadas


O Globo | Portal do Meio Ambiente

O Instituto Estadual do Ambiente (Inea), órgão ambiental fluminense, vai encaminhar, nos próximos dias, ofícios à Agência Nacional de Águas (ANA) e ao governo paulista propondo discussão pública sobre os planos de São Paulo para o abastecimento de água nos próximos 20 anos. O estado pôs fim a uma série de estudos técnicos sobre o tema. De dez arranjos propostos, cinco reduziram a vazão do Rio Paraíba do Sul, que fornece água a 70% da população do Rio de Janeiro. Três deles estão entre os mais bem avaliados pelo governo paulista, nos critérios financeiro, ambiental e energético.

Marilene Ramos, presidente do Inea, diz que o assunto tem de ser tratado pela ANA e pelo Comitê de Integração da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul (CEIVAP), que inclui a União e os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. “Há um decreto dos anos 1970 que estabelece as vazões do Paraíba do Sul para abastecimento de água e geração de energia. São Paulo, hoje, entende poder decidir sozinho sobre captação de água de afluentes do rio. Mas qualquer mudança na vazão do Paraíba do Sul afetaria o Rio”, alerta. Num dos cenários, seriam retirados 8,22m³/segundo de água. É muito, destaca Marilene, quase 5% da vazão mínima do rio. As intervenções em São Paulo passariam por três corpos de água na Bacia do Paraíba no estado: a Represa Paraibuna, o reservatório do Rio Jaguari e o próprio Paraíba do Sul. No melhor arranjo, a captação seria de 1,45m³/segundo.


93% DO ABASTECIMENTO


É quanto o Paraíba do Sul representa do fornecimento de água para a Região Metropolitana do Rio de Janeiro. O sistema Guandu recebe, em Barra do Piraí, dois terços da vazão do rio. De 25 a 29 de Novembro o Inea fez consultas públicas sobre o caso.


Empresa brasileira cria plástico feito com mandioca

Pesquisadores da Poli-USP desenvolveram um filme plástico à base de amido de mandioca e açúcares projetados para ser utilizado em embalagens


EcoD | Portal do Meio Ambiente

Em 2007, pesquisadores da Escola Politécnica (Poli) da Universidade de São Paulo (USP) desenvolveram um filme plástico à base de amido de mandioca e açúcares projetados para ser utilizado em embalagens. O plástico seria biodegradável, comestível, teria propriedades antibacterianas e poderia mudar de cor de acordo com o estado de conservação do produto.

Agora, a empresa paulista CBPak começa a investir na divulgação de seu trabalho: o proveito do amido de mandioca para criar copos e bandejas de plástico recicláveis e que podem ser biodegradáveis. Curioso? No mínimo!

O fundador da instituição, Claudio Rocha Bastos, resolveu investir na área após perceber a falta de opções no setor de plásticos 'verdes', que chegam a se decompor sozinhos em alguns meses - diferente da decomposição interminável dos comuns, oriundos do petróleo e que muitas vezes contribuem para a degradação do meio ambiente.


"A CBPak é provedora de uma pioneira solução ambiental para redução de pegada de carbono. Para tal, utiliza como meio físico, seus copos compostáveis e biodegradáveis de amido de mandioca, matéria-prima brasileira de fonte renovável. Mitigação de gases de efeito estufa (GEEs), adequação à Política Nacional de Resíduos Sólidos, contribuição às Estratégias Corporativas de Carbono, educação para o consumo consciente são os pilares básicos da solução ambiental nas quatro dimensões da sustentabilidade." - descreve a empresa em seu site.

Desde o início de sua produção, em 2009, a empresa já ultrapassou a confecção de 300 mil bandejas e copos. Enfrentar a realidade dos preços, maiores que os de plásticos de origem fóssil, tem sido o principal desafio da organização. "Desde o início, nosso desafio sempre foi o de transformar uma ideia incipiente em um produto real e economicamente viável", afirmam os responsáveis. Segundo o site da CBPak, as pesquisas realizadas pela empresa iniciaram em 2002.


Dilema dos plásticos


O Brasil consome cerca de 4 milhões de toneladas de plástico anualmente e recicla apenas 16,5% desse total, de acordo com a Associação Brasileira de Embalagens. Um terço corresponde ao plástico filme e dois terços ao plástico rígido. A estimativa para a decomposição desses materiais no ambiente é de cerca de cem anos.

Quando o assunto é a reciclagem desse material, os registros também não são animadores. Em 2010, o Brasil ficou abaixo de países como Alemanha (34%), Suécia (33,2%) e Bélgica (29,2%) nesse quesito - apenas 20% dos plásticos retornaram ao consumo.

08 dezembro 2013

A pressão sobre a última grande área preservada

Sem títulos de terras, cresce exploração do sul do Amazonas


Lourival Sant’Anna | O Estado de SP

ENVIADO ESPECIAL/ APUÍ E MANICORÉ (AM)

O assentamento do Juma é um microcosmo da Amazônia. Em um sobrevoo de duas horas de helicóptero com fiscais do Ibama, sobre a vastidão de seus 12 mil km², o repórter do Estado viu as florestas fechadas e intocadas que caracterizam praticamente todo o Estado do Amazonas, a mata "brocada" pelo corte seletivo e ilegal da madeira, novas áreas queimadas, pasto com gado e até um garimpo clandestino de ouro.

Depois de quatro anos em queda, o desmatamento na Amazônia teve ritmo 28% maior entre agosto de 2012 e julho de 2013 do que no período anterior. Dos Estados em que o desmatamento aumentou, o Amazonas foi o que teve o menor crescimento: 7%. No Mato Grosso foi 52%, em Roraima, 49%, Maranhão, 42% e Rondônia, 21%. Mas a pressão sobre o sul de Estado tem um imenso peso simbólico Depois de esgotar os estoques de madeira e de degradar as pastagens ou serem expulsas pela soja no Mato Grosso, Pará e Rondônia, as atividades madeireiras pecuárias são atraídas para o último grande território preservado no País.

Aqui, como em outras partes da Amazônia, os problemas ambientais e fundiários se confundem.

Fazendeiros e madeireiros com os quais o Estado conversou na vila de Santo Antonio do Matupi, no município de Manicoré, nas margens da Transamazônica, reclamaram que não conseguem aprovar planos de manejo da madeira e obter licença para desmatar 20% das propriedades, conforme prevê a lei na Amazônia; porque não têm títulos de suas terras.

"O grande problema do Amazonas é a regularização fundiária", define Samuel Martins, presidente da Associação dos Madeireiros de Matupi. "O documento da terra desencorajaria o desmatamento ilegal Com o cadastro, o sujeito não vai querer ficar correndo do Ibama." Martins considera que quem desmata é o pecuarista. O madeireiro faz o corte seletivo e mantém a floresta de pé, argumenta ele e, com o manejo, volta apenas 25 anos depois ao mesmo lugar, quando as árvores já cresceram de novo. "O madeireiro é o guardião da floresta", enaltece. "Não temos um incentivo, só repressão."

Fiscais do Ibama e ambientalistas observam que os pecuaristas se capitalizam vendendo a madeira e, com o dinheiro, desmatam para formar pastos. Em poucos anos, o pasto se degrada no solo pobre da Amazônia. Fica muito mais barato desmatar novas áreas do que recuperar o solo. 

Paranaense de Campo Mourão, com 53 anos, Samuel Martins foi em 1977 para Manaus, onde fez curso técnico de agropecuária. De lá desceu para Rondônia, onde "a madeira era muito forte na época", recorda. "O madeireiro vai aonde tem madeira." Matupi é o maior a polo madeireiro do Estado. A associação reúne 30 madeireiras. Martins e acredita que, no ano que vem, 80% das madeireiras terão seus manejos próprios, legalizados, em vez de comprar madeira dos fazendeiros.

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento Agrário, o programa de regularização fundiária Terra Legal fez - o georreferenciamento de 47 propriedades, numa área de 6.048 hectares, em Apuí, e de outras 465 no município de Manicoré, somando 118.948 hectares.

Mas ainda falta as empresas entregarem todos os trabalhos. Rezoli Cazarin, contratado pelo programa no Matupi, que pertence a Manicoré, afirma que lá 700 propriedades aguardam a emissão do título, o que começará a ocorrer em abril. "O problema é que a cultura da ilegalidade prevalece na Amazônia", lamenta Cazarin. "As pessoas querem trabalhar sem cumprir a lei."

"Infringimos a lei porque precisamos sustentar nossos filhos", defende-se Maximiano Carreta, da Associação dos Produtores e Pecuaristas de Santo Antonio do Matupi. Capixaba de Santa Teresa, ele morou 12 anos em Nova Lacerda (MT), onde foi prefeito, antes de vir há 8 anos para o sul do Amazonas.

"Não tenho escritura da terra", diz Carreta, que tem 1.500 hectares, dos quais afirma ter desmatado menos de 10%. "Tenho direito de abrir 20%. É muito pouco, mas vamos respeitar a lei. Como conseguir licença sem documento da terra?" Somente de setembro a novembro, o Ibama lavrou 1.300 multas em Rondônia e sul do Amazonas (que está desde março sob a jurisdição da superintendência de Porto Velho, muito mais próxima que Manaus), e apreendeu, com ajuda do Exército, que faz a logística, 11 mil m³ de madeira - o equivalente a 550 caminhões. "Temos que ter uma ação permanente aqui", avalia Paulo Diniz, superintendente do Ibama em Porto Velho.