21 setembro 2013

Estação brasileira na Antártida ressurgirá das cinzas

EFE 

A estação científica do Brasil na Antártida ressurgirá de suas cinzas nos próximos meses com a reconstrução das instalações destruídas por um incêndio no ano passado, onde abrigarão pesquisas sobre mudanças climáticas.

A construção do novo complexo está avaliada entre R$ 70 milhões e 100 milhões, afirmou à Agência Efe Emerson Vidigal, um dos arquitetos da empresa Estúdio 41, encarregada do projeto.

Com mais de 4.500 metros quadrados, 17 laboratórios e uma área de alojamento com capacidade para 64 pessoas, a nova Estação Antártica Comandante Ferraz, localizada na ilha do Rei Jorge, começará a ser construída a partir do próximo verão 2013-2014.

Rodeada apenas pela natureza e submetida a condições climatológicas hostis, a nova base contará com uma estação de laboratórios muito "mais equipados e modernos" que os anteriores para facilitar a tarefa dos pesquisadores no continente branco.

"As pesquisas científicas nesta região são de indubitável importância para entender o funcionamento da Terra. São essenciais para esclarecer as complexas interações entre os processos naturais globais e da Antártida", disse à Efe o capitão da Marinha, Geraldo Juaçaba.

O projeto combina a resposta às exigências científicas da base e o respeito ao meio ambiente.

Um incêndio registrado em 2012, no qual morreram dois militares, destruiu 70% da antiga base, incluindo o edifício principal, onde estava situada a residência. O fogo consumiu parte dos laboratórios e, com isso, todo o material para estudos recolhido no verão anterior e que deveria servir de base para pesquisas durante o ano.

Se tudo acontecer segundo o previsto, os pesquisadores brasileiros poderão retornar então a este inóspito local para tentar compreender mais de perto as pautas da mudança climática, cujas consequências estão provocando o degelo de parte das geleiras da Antártida e o aumento do nível do mar.



Chuvas deixam 460 famílias desabrigadas em Santa Catarina

Renan Antunes de Oliveira
Do UOL, em Florianópolis

As fortes chuvas que atingem o Estado de Santa Catarina desde a noite de quinta-feira (18) deixaram 460 famílias desabrigadas e provocaram alagamentos em 19 cidades, a maioria delas nas regiões baixas às margens do rio Itajaí-Açu. A previsão é de mais chuvas.

Em Rio do Sul (188 km de Florianópolis), cerca de mil pessoas (de 360 famílias) foram levadas pela Defesa Civil para oito abrigos. Em Bom Retiro (na Grande Florianópolis), 100 famílias foram relocadas.

Segundo o serviço estadual de meteorologia, a previsão é de mais chuvas durante todo o final de semana.

Ainda em Rio do Sul, o Itajaí-Açu subiu quase oito metros acima de seu leito ao meio-dia deste sábado. A chuva continua nas cabeceiras. Há risco de transbordamento.

Em Bom Retiro (na Grande Florianópolis), cerca de 100 famílias foram retiradas de suas casas pelo avanço das águas.

Em Blumenau (120 km de Florianópolis), os comerciantes mais cautelosos cujos negócios estão nas áreas ribeirinhas (inclusive no centro da cidade, que é cortada pelo Itajaí-Açu) estão subindo mercadorias para andares mais altos. A cidade tem um histórico de enxurradas de água e lama quando o rio enche muito nas cabeceiras.

A Defesa Civil já ordenou o fechamento de quatro de sete represas existentes nas regiões mais altas, para conter a vazão no leito do rio e suavizar o possível impacto de uma cheia.

Na madrugada deste sábado, choveu granizo no Oeste, atingindo 1.150 casas, com estragos de pequena monta. Estradas vicinais foram muito castigadas. Pela manhã, a BR-282 foi interditada nos dois sentidos, no KM 136, próximo a Bom Retiro.

Segundo a Defesa Civil, as chuvas fortes já causaram prejuízos (ainda não calculados) em Bom Retiro, Tubarão, Itajaí, Rio do Sul, Alfredo Wagner, São José dos Cedros, Guaraciaba, São Miguel do Oeste, Joaçaba, Saltinho, Santa Terezinha do Progresso, Serra Alta, Herval do Oeste, Curitibanos, Lages, Joinville, Jaraguá do Sul, Guaramirim e Biguaçu.




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20 setembro 2013

Britânico cria ilha artificial feita com garrafas PET

Consciência AMPLA

ilha artificial


Utilizando mais de 250 mil garrafas PET, o artista britânico Richart Sowa construiu sua própria ilha artificial nas águas quentes da costa mexicana, nas proximidades de Cancun. Chamado de Joyxee Island, o lugar é bem resistente e aproveita o lixo despejado na natureza.

Também conhecido como Rishi, o artista britânico levantou uma ilha de quase 30 metros, com hortas e árvores frutíferas no espaço, que abriga três praias, uma residência alimentada com painéis solares e uma máquina de lavar abastecida com a energia das ondas. Além disso, a ilha também possui lagoas, cachoeiras e até um rio artificial.

Para dar vida à estrutura, os resíduos plásticos encontrados no mar são misturados com raízes de plantas, deixando não só a paisagem mais bonita, mas também aumentando a resistência da ilha a chuvas e outros fenômenos climáticos. Segundo o site Hypeness, em 2005, o local foi arrasado com a passagem do furacão Emily – mas, em três anos, a Joyxee Island estava quase totalmente restaurada.


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18 setembro 2013

Cientistas russos encontram cogumelo capaz de combater o vírus da Aids

Fungo descoberto próximo a Novosibirsk é um potente antiviral

Diário da Rússia


Cientistas do Centro de Pesquisa de Virologia e Biotecnologia da Rússia, localizado em Koltsovo, próximo a Novosibirsk, encontraram um cogumelo local que abre caminho para a possível cura da Aids. Eles descobriram que o fungo é um potente antiviral, capaz de combater o HIV e os vírus da varíola e da gripe.

O cogumelo cresce em troncos de bétula e apresentaram baixa toxicidade. O fungo foi muito utilizado no século XVIII por seu efeito terapêutico e agora pode ser usado no desenvolvimento de drogas capazes de combater os males contemporâneos.


O cogumelo encontrado na Rússia pode ser usado no desenvolvimento de uma droga contra o HIV
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Petrobras e Vale estão na lista das 50 mais poluidoras do mundo

Do UOL, em São Paulo

Cinquenta das 500 maiores companhias do mundo cotadas na bolsa são responsáveis por liberar na atmosfera quase 75% das emissões de gases de efeito estufa do planeta, mostra relatório divulgado nesta quinta-feira (12).

O Brasil tem duas empresas na lista das maiores poluidoras: a Petrobras, no setor de energia, e a Vale, no setor de materiais, destaca o documento da Carbon Disclosure Project (CDP), uma organização independente especializada no reporte climático das empresas.

Juntas, o grupo das 500 empresas liberaram 3,6 bilhões de toneladas métricas de CO2 nos últimos quatro anos, uma queda de 14% nas emissões desde o último relatório.

Por outro lado, as 50 maiores poluidoras desse grupo - que operam, principalmente, nos setores de energia, de petróleo, de cimento, de metalurgia, e de mineração - emitiram 2,54 bilhões de toneladas métricas desde 2009. Só esse aumento de 1,7%, sem contar as emissões indiretas, corresponde a poluição de mais de 8,5 milhões de caminhões nas ruas.

"Os maiores emissores, que geram o maior impacto em termos de emissões mundiais e, portanto, representam a maior possibilidade de mudança em grande escala, devem fazer mais para reduzir suas emissões", considera o organismo, que elabora seus dados para investidores.

O CDP não fornece a classificação dos 50 principais emissores, mas publica os nomes e os países: 16 destas empresas são norte-americanas, seis são do Reino Unido e cinco vêm do Canadá, da França e da Alemanha.

Com dois representantes, estão Espanha, Japão e Suíça, além do Brasil, e aparecem com uma companhia na relação Austrália, Itália, Luxemburgo, Holanda, Noruega, África do Sul e Coreia do Sul.



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Cientistas dos EUA obtêm energia a partir do esgoto

AFP
Em Washington

Cientistas americanos podem ter descoberto uma nova forma de produzir energia limpa a partir da água suja, segundo um novo estudo publicado esta segunda-feira (16).

Engenheiros desenvolveram um método mais eficiente que consiste em utilizar micróbios para obter eletricidade a partir da água residual.

Eles esperam que esta técnica possa ser usada em usinas de tratamento de esgoto para neutralizar os poluentes orgânicos em "zonas mortas" de lagos e mares onde o desague de fertilizantes exaure o oxigênio, sufocando a vida marinha.

Por enquanto, a equipe de pesquisadores da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, começou a trabalhar em pequena escala, com um protótipo do tamanho de uma pilha D, que consiste em dois eletrodos - um positivo e um negativo - mergulhado em uma garrafa de água residual, cheia de bactérias.

À medida que as bactérias consumiram a matéria orgânica, os micróbios se concentraram em torno do eletrodo negativo, expulsando os elétrons, que foram capturados, por sua vez, pelo eletrodo positivo.

"Chamamos isto de pesca de elétrons", explicou o engenheiro ambiental Craig Criddle, um dos principais autores do estudo, publicado na edição desta semana do periódico da Academia de Ciências dos Estados Unidos, a Pnas (Proceedings of the National Academy of Sciences).

"É possível ver que os micróbios constroem nanofios para descarregar o excesso de elétrons", acrescentou Criddle.

Os cientistas há muito conhecem estes micróbios, denominados de exoeletrogênicos, que vivem em ambientes sem ar (anaeróbicos) e que são capazes de "respirar" óxidos de minerais no lugar de oxigênio para gerar energia.

Ao longo dos últimos 12 anos, alguns grupos de pesquisa testaram abordagens diferentes para transformar estes micróbios em biogeradores, mas se mostrou difícil aproveitar a eficiência energética.

Segundo os cientistas, seu novo modelo é simples, porém eficiente, e consegue aproveitar cerca de 30% da energia potencial das águas residuais, aproximadamente a mesma taxa de painéis solares disponíveis comercialmente.

Eles admitiram existir menos energia potencial disponível nas águas residuais do que nos raios solares, mas afirmaram que o processo tem um benefício adicional: limpar a água. Isto significa que pode ser usado para compensar parte da energia utilizada atualmente para tratar o esgoto.



17 setembro 2013

Internauta registra redemoinho em formato de tornado em Sumaré, SP

Imagem foi feita pelo operador Eliel Siqueira, de 33 anos, na Vila Menuzzo.
Meteorologista disse partículas em suspensão provocaram o fenômeno.


Eliel Siqueira
Internauta, Sumaré, SP - G1

Internauta flagra redemoinho de areia em 'formato de tornado' de Sumaré (SP) (Foto: Eliel Siqueira / VC no G1)Internauta flagra redemoinho de areia em 'formato
de tornado' (Foto: Eliel Siqueira / VC no G1)

O internauta e operador Eliel Siqueira, de 33 anos, registrou um redemoinho de terra e poeira que se formou na Vila Menuzzo, em Sumaré (SP). O flagrante foi feito próximo de uma área rural na tarde de sexta-feira (13) e foi enviada pelo VC no G1.

Siqueira afirma que o vento forte começou por volta das 14h. Ele saiu de casa, que fica na Rua Itália, para ver o que estava ocorrendo. Depois de verificar o fenômeno, o internauta pegou a máquina e fez as fotografias.

“Só vi uma ventania assim em outubro de 2011 quando ocorreram na cidade vários estragos. Desta vez foi rápido, não demorou nem cinco minutos. Minha preocupação foi registrar e depois tirar a roupa do varal porque não aconteceu nada de prejuízos”, explicou Siqueira.

Nota da Redação: “Não é comum ocorrer essa formação tão perfeita em forma de funil”, disse a meteorologista Ana Ávila, do Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura (Cepagri), instituto vinculado à Universidade de Campinas (Unicamp).

A formação do redemoinho ocorreu por conta das partículas de poeira em suspensão.“Correntes de vento com diferentes velocidades e direções que podem ocorrer pelos diferentes tipos de coberturas da superfície, formando uma nuvem de poeira, com o formato de um tornado”, afirmou a especialista.

Os redemoinhos se formam quando o ar quente sobre uma superfície sobe em direção a uma bolsa de ar mais frio. Esse tipo de formação, de acordo com a especialista, é mais frequente em áreas abertas e em dias com temperatura elevada e céu sem nuvens.



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16 setembro 2013

Cemitério submarino de armas químicas contamina o Báltico

Oleg Nekhai | Voz da Rússia

As armas químicas afundadas no Mar Báltico depois da Segunda Guerra Mundial provocam mutações genéticas nos peixes, afirmam cientistas poloneses. Eles informam que os milhares de bombas e de munições de artilharia que se encontram no fundo do mar contêm cerca de quinze mil toneladas de compostos químicos perigosos. Os especialistas tentam decidir se será melhor recuperar o arsenal afundado ou se é melhor deixá-lo intacto.

Nos locais de afundamento das armas químicas aparecem peixes com desvios genéticos. As primeiras informações apareceram há 15-10 anos depois de uma peritagem feita por cientistas da Alemanha e da Dinamarca. Novas investigações foram agora feitas por poloneses. O resultado foi comentado pelo investigador ambientalista Alexei Yablokov, conselheiro da Academia Russa das Ciências:

"O problema é que as armas químicas eram afundadas de duas formas. Os aliados afundavam barcaças enormes carregadas com munições. Esses locais estão referenciados na parte ocidental do Báltico na zona dos estreitos. A União Soviética afundou cerca de cinquenta mil toneladas de armas químicas capturadas ao inimigo. Estas eram afundadas de uma forma simples: os marinheiros atiravam as munições ao mar com o navio em andamento. Ou seja, há áreas enormes cobertas com munições químicas que estão a enferrujar. Não se sabe o que se lhes pode fazer."

Sobre essa questão ainda não há uma opinião unânime. Já se realizaram várias expedições a Kaliningrado e conferências científicas em São Petersburgo. As bombas espalhadas pelo fundo do mar estão cobertas com uma espessa camada de lodo e içá-las para a superfície pode ser extremamente perigoso, refere o perito:

"Quando estavam a instalar o gasoduto da Rússia para a Alemanha (o North Stream) não se encontraram grandes concentrações de munições químicas. Isto apesar de terem passado perto dos locais investigados pelos poloneses. Eu penso que não se deve fazer nada. É necessário continuar a marcar nos roteiros de navegação que nesses locais não se pode pescar."

Mas nem todos os peritos estão de acordo com os dados publicados pelos cientistas da Polônia. Se põe em causa, nomeadamente, o fato de no fundo do Báltico se encontrarem 15 mil toneladas de produtos químicos. Isso deverá ser o peso das munições e não o das substâncias tóxicas, refere Viktor Murakhovski, membro do Conselho de Peritos da presidência da Comissão Militar Industrial da Duma:

"No entanto essas munições contêm vários milhares de toneladas. Existe perigo e ele se deve a que os corpos metálicos das munições são passíveis de corrosão, especialmente em água do mar. Existe a possibilidade de existirem fugas. Existe o problema tecnológico para a possível reciclagem dessas munições, porque se percebeu que os trabalhos em profundidade com uma quantidade tão gigantesca de projéteis representam um grande perigo e seriam extraordinariamente dispendiosos."

Na opinião do perito, numa série de casos será mais barato e mais seguro usar o método de aterros diretamente no fundo do mar. Se pode cobrir, por exemplo, as munições com concreto ou com compostos químicos do tipo espuma para evitar a contaminação da água do mar com substâncias tóxicas. O problema das armas químicas afundadas deverá ser resolvido em conjunto por todos os países banhados pelo mar Báltico. A Rússia terá um papel fundamental porque só a Rússia dispõe de dados sobre os locais usados pela URSS para fundar as munições.

Na opinião dos peritos, um argumento a favor da Rússia é a formação, ao longo do tempo que demorou a destruição dos arsenais químicos, de toda uma geração de cientistas, operários e engenheiros com experiência em reciclagem de armas químicas. Entretanto, para a análise e preparação das tecnologias para uma possível reciclagem pode também ser atraída a colaboração de especialistas estrangeiros.