17 agosto 2013

Uma idéia que ilumina o mundo

Afonso Capelas Jr. - Planeta Sustentável

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Quem diria que uma simples ideia de um mecânico brasileiro tenha dado tão certo que acabou por cair nas graças de todo o mundo. A lâmpada feita apenas com umagarrafa PET e uma mistura de água e alvejante criada por Alfredo Moser para iluminar sua oficina na cidade mineira de Uberaba – durante os sucessivos apagões que aconteceram em 2002 no Brasil – hoje está disseminada por vários países.

De acordo com a agência de notícias BBC Brasil, já são mais de um milhão de casas iluminadas pela invenção de Moser em comunidades carentes de países da África, Ásia, América Latina e Oriente Médio. Isto depois de reportagens feitas com o inventor Alfredo Moser terem corrido o mundo via YouTube.

As comunidades pobres das Filipinas são as que mais se beneficiam da lâmpada. Em 2011, a fundação MyShelter de ajuda humanitária adotou a invenção de Moser para criar o projeto “Um litro de luz“. O objetivo é iluminar de forma eficaz e barata mais de 10 mil casas nas favelas do país.

Na capital Manila, com a ajuda de alunos do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) – os próprios moradores aprenderam a montar suas lâmpadas e instalá-las nos telhados. Na maioria das favelas filipinas as casas são tão próximas umas das outras que quase não permitem janelas e acesso à luz natural. Esse é o ambiente ideal – em regiões onde o sol predomina durante quase todo o ano – para uma lâmpada feita de PET funcionar perfeitamente.

Atualmente o projeto “Um litro de Luz” se mantém graças a doações e está a pleno vapor nos quatro cantos do planeta: da Colômbia ao Vietnã, do Camboja a Bangladesh, da Espanha à Suíça e em muitos outros países. No Brasil, pesquisadores da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie também desenvolveram projetos para instalação das lâmpadas de PET – que no meio acadêmico são pomposamente chamadas “Lâmpadas Moser” – na construção civil em escala industrial.

Interessante saber que a lâmpada engarrafada nasceu quase ao acaso e pela necessidade, como acontece com quase todas as grandes ideias. Ela funciona assim: em uma garrafa PET de dois litros coloca-se água e um pouco de água sanitária para evitar a proliferação de fungos que diminuem a luminosidade. O recipiente de plástico é então instalado em telhados que não tenham forros. Uma parte da garrafa fica do lado de fora do telhado para captar a luz do sol e refleti-la para o ambiente interno. A potência é equivalente a de uma lâmpada comum de 60 watts.

“Uma pessoa que conheço instalou as lâmpadas em casa e em um mês economizou dinheiro suficiente para comprar itens essenciais para o filho que tinha acabado de nascer?”, disse, feliz, o inventor Alfredo Moser, à reportagem da BBC. Ao que profetizou o representante da fundação MyShelter, Illac Ângelo Diaz: “Alfredo Moser mudou a vida de um enorme número de pessoas, acredito que para sempre”.


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16 agosto 2013

UPAm Desengano flagra desmatamento em Madalena, RJ

Vegetação de pequeno e grande porte foi cortada irregularmente.
Policiais chegaram até o local através de denúncia.


Do G1 Região Serrana

Na tarde desta quinta-feira (15), policiais da Unidade de Policiamento Ambiental (UPAm) do Parque Estadual do Desengano, em Santa Maria Madalena, Região Serrana do Rio, flagraram um desmatamento de aproximadamente 1.500m² fora de Área de Preservação Permanente (APP), no distrito Doutor Loreti.

Os policiais chegaram até o local através de denúncia anônima. Segundo informações dos policiais, a propriedade pertencia ao ex-prefeito de Madalena, Claudio Feijó Sampaio, e hoje deve estar sob o comando dos filhos. No local não foi encontrada nenhuma pessoa responsável para ser notificada. O caso foi registrado na 156ª DP de Madalena.



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14 agosto 2013

Imagens da retina podem indicar risco de AVC, diz estudo

Pesquisa descobriu que a presença de lesões na retina causadas pela pressão alta podem indicar as chances de uma pessoa sofrer um derrame ou apresentar coágulos sanguíneos ao longo dos anos

Veja

Imagens da retina podem representar um importante indício do risco de um acidente vascular cerebral (AVC), concluíram pesquisadores da Universidade Nacional de Singapura. Isso porque a pressão alta, que é um fator de risco para o derrame cerebral, é capaz de provocar lesões na retina que, segundo o novo estudo, determinam as chances de ocorrência de AVC.Os pesquisadores explicam que os vasos sanguíneos da retina podem ser danificados em diferentes intensidades pela hipertensão. Embora a pressão alta seja um conhecido fator de risco para o AVC, ainda não é possível prever quais pessoas com hipertensão são mais propensas a sofrer um derrame.

A nova pesquisa, publicada no periódicoHypertension, foi feita ao longo de 13 anos com 2.907 pessoas que nunca haviam sofrido um derrame cerebral. No início do estudo, os autores obtiveram imagens da retina dos participantes para observar se havia lesões na retina causadas pelo aumento da pressão sanguínea, chamadas de retinopatia hipertensiva.

Ao final da pesquisa, 146 participantes sofreram um derrame. Após ajustar os dados para fatores de risco como idade, sexo e níveis de colesterol no sangue, os autores concluíram que pessoas que apresentavam retinopatia hipertensiva leve tinham um risco 35% maior de sofrer um AVC do que indivíduos sem lesão alguma na retina. Essa chance foi 137% maior entre os participantes com retinopatia hipertensiva moderada ou grave.

Ainda de acordo com o estudo, mesmo entre pessoas que controlavam a pressão sanguínea com medicamentos, o risco de coágulo sanguíneo entre aquelas que tinham retinopatia hipertensiva leve foi quase o dobro do risco de indivíduos sem nenhuma lesão. Entre os participantes com lesões moderadas ou graves, a chance de coágulo triplicou.

"A retina fornece informações sobre a situação dos vasos sanguíneos no cérebro de uma pessoa", diz Mohammad Kamran Ikram, professor do Instituto de Pesquisas em Olhos da Universidade Nacional de Singapura e coordenador do estudo. "Mas ainda é muito cedo para recomendar mudanças na prática clínica. São necessários outros estudos para confirmar os nossos achados e dizer de que forma podemos usar as imagens da retina para prever o risco de AVC em pessoas com hipertensão."


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Pesquisa identifica sinal de Alzheimer dez anos antes dos sintomas

Cientistas espanhóis descobriram que DNA das mitocôndrias dos neurônios se degenera antes de qualquer outro sinal da doença

O Globo


BARCELONA - Um estudo publicado nesta quarta-feira anuncia a identificação do que pode ser o sinal bioquímico da doença de Alzheimer mais precoce já descoberto. Os resultados sugerem que este potencial biomarcador fica presente no líquido cefalorraquidiano (LCR) pelo menos uma década antes de se manifestar sinais de demência. Quanto antes ocorre o diagnóstico da doença, melhor se consegue impedir o avanço da degeneração.

- Se nossos resultados iniciais puderem ser repetidos por outros laboratórios, os resultados vão mudar a forma como se pensa atualmente sobre as causas da doença de Alzheimer - disse Ramon Trullas, professor de pesquisa do Instituto de Pesquisa Biomédica de Barcelona e autor de o estudo que foi publicado na revista “Annals of Neurology“. - Esta descoberta pode permitir a busca de tratamentos mais eficazes que podem ser administradas durante a fase pré-clínica da doença."

Os pesquisadores do instituto demonstraram que uma diminuição do conteúdo de DNA mitocondrial (mtDNA) ​​pode ser um indicador pré-clínico da doença de Alzheimer. A hipótese é de que a redução nos níveis de mtDNA em CSF refletem a diminuição da capacidade de funcionamento da mitocôndria dos neurônios do cérebro, provocando a sua morte. A diminuição da concentração de mtDNA precede o aparecimento de biomarcadores de Alzheimer mais conhecidos, sugerindo que o processo fisiopatológico da doença de Alzheimer é iniciado mais cedo do que se pensava, e que a redução mtDNA pode ser uma das primeiras preditoras da doença. O DNA mitocondrial em pode ser facilmente quantificado por uma máquina de sequenciamento genético.

A doença de Alzheimer afeta 35,6 milhões de pessoas no mundo. Estima-se que sejam mais de 1,2 milhão no Brasil. Nos EUA mais de cinco milhões de americanos têm a doença que é a sexta maior causa de morte no país. Atualmente, a única maneira para diagnosticar a doença com precisão é por meio de análise neuropatológica. Hoje, a relação de biomarcadores associada com a causa da doença é obscura, o que torna quase impossível diagnosticá-la com segurança em sua fase pré-clínica.


Especialista da Ufal alerta que a Lagoa Mundaú pode virar pântano

Aqui Acontece

O ser humano em geral tem uma tendência arriscada de ser imediatista, ou seja, pensar no problema quando ele já está diante dele. Por isso, quando se fala num processo que pode levar dezenas de anos, não parece nada urgente. Mas na natureza, um século é um tempo curto porque significa um impacto sobre milhares de vidas, com a possibilidade de extinção de espécies. Para o pesquisador Carlos Ruberto Fragoso Júnior, engenheiro civil e professor do Centro de Tecnologia da Universidade Federal de Alagoas, com pós-doutorado em Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental, a situação preocupa e exige medidas imediatas. "Comparando a batimetria realizada ano passado pela Agência Nacional de Águas com a que foi feita pela Portobrás, em 1985, percebemos que um processo que deveria levar milhões de anos, pode acontecer em um século", alerta o professor.

A batimetria é a medição da profundidade dos oceanos, lagos e rios. Os resultados são representados em imagens cartográficas que podem ser comparadas com medições periódicas, para saber a evolução do depósito de sedimentos no fundo desses ambientes. "É natural que os cursos de água carreiem sedimentos que são levados pelas correntes, mas parte deles acaba se depositando no fundo. Em todos os estuários, observamos essa dinâmica. Mas com a ação do homem, principalmente na bacia hidrográfica com atividades de agricultura, desmatando as matas ciliares e tornando a terra desprotegida, a quantidade de materiais que fica depositado é muito maior. Desta forma, rios, lagos e até oceanos vão se tornando cada vez mais rasos, provocando vários impactos no meio ambiente", explica o professor.

O professor questiona também o grande intervalo de tempo para realização de uma nova medição na Lagoa, entre 1985 e 2012. O estudo tem que ser meticuloso, exige a utilização de equipamentos específicos e o trabalho de especialistas qualificados, afinal o complexo estuarino Mundaú-Manguaba tem 12 km de extensão, além de ser alimentado por vários canais e de banhar 12 municípios alagoanos. O trabalho realizado ano passado pela ANA foi solicitado pelo Governo do Estado de Alagoas, pela necessidade de dados apontando os principais pontos de assoreamento. "O Governo sabe que é preciso definir ações de preservação da lagoa, que passam por educação ambiental, saneamento básico, revitalização das matas ciliares, manejo do solo e agricultura sustentável", aponta Carlos Ruberto.

Todo esse trabalho de medição e as pesquisas subsidiadas por esses dados são debatidos no Comitê da Bacia Hidrográfica do Complexo Estuarino das lagoas Mundaú-Manguaba, criado no final de 2006 e composto por 28 representantes de vários segmentos, incluindo ambientalistas, moradores da região e pesquisadores. "Precisamos avaliar a situação com prioridade, porque em alguns pontos, as condições são preocupantes, principalmente para quem sobrevive diretamente da pesca nas lagoas. Em Fernão Velho, por exemplo, quando a maré está baixa é possível observar vários bancos de areia. A tendência é que essa área vire um pântano. Isso se reflete na escassez de pescado, no mau cheiro de materiais orgânicos acumulados que incomoda moradores e outros problemas", ressalta Carlos Ruberto.

Com as duas batimetrias em mãos, a de 1985 e a de 2012, Carlos Ruberto fez vários cálculos da evolução do assoreamento. Segundo esse estudo, nestes últimos 27 anos, foram depositados cerca de 5 milhões de metros cúbicos de sedimentos na lagoa Mundaú. São mais de 280 mil toneladas de sedimentos por ano. "Esses estudos devem ser ampliados, porque o rio mundaú também está sofrendo um processo avançado de assoreamento. São vários os aspectos prejudiciais para o meio ambiente e para a economia. A salinidade reduzida na lagoa mundaú, por exemplo, já provoca a escassez de peixes como Curimã e Carapeba. Até mesmo o molusco que sustenta tantas famílias alagoanas, que é o sururu, começa a desaparecer da lagoa", lamenta o professor.

Mas é preciso planejar as soluções com cuidado. O professor Carlos Ruberto questiona, por exemplo, a proposta de dragar a lagoa, ou seja, utilizar dragas (tratores) que vão retirar a terra e os sedimentos do fundo da água. "Além de ser uma técnica muito cara e trabalhosa, ela não resolve de uma vez o assoreamento, porque a fonte do problema, a perda de solo na bacia, não foi atacada. O Estado poderia investir em, por exemplo, programas de revitalização de matas ciliares e de manejo de solo, combatendo de forma mais eficiente o problema", concluí o pesquisador.

por Ascom - UFAL



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12 agosto 2013

Petrobras é condenada a pagar R$ 6 milhões por vazamento no litoral do RS

O Estado de SP

A Petrobras foi condenada a pagar R$ 6,09 milhões por vazamento de 18 mil litros de óleo no mar em Tramandaí, no litoral norte do Rio Grande do Sul. O valor deve ser corrigido da data do acidente, em 11 de março de 2000, até a do depósito para o Fundo de Reparação de Interesses Públicos Lesados.

A decisão foi tomada pela juíza federal Clarides Rahmeier, em julgamento de ação civil pública movida pelo MPF (Ministério Público Federal) no Estado e pode ser contestada em instâncias superiores.

Em nota, o MPF afirmou que "se trata de mais um vazamento de óleo no mar decorrente da ausência de manutenção nas instalações da empresa em Tramandaí, que causou graves lesões ao meio ambiente marinho e à zona costeira atingida" e considerou que "a resolução da Justiça neste caso é de extrema importância e serve de referência para a preservação do meio ambiente não só no Estado, mas também no país".

O órgão lembrou ainda que a poluição atingiu área de preservação permanente, de uso comum do povo, causando danos ambientais, à saúde humana, à qualidade de vida e impedindo a frequência pública das praias contaminadas.

Clarides também determinou que a Petrobras elabore um plano de emergência individual, a ser aprovado por órgão ambiental, para combate à poluição por óleo e outras substâncias nocivas ou perigosas em todas as instalações de plataformas e terminais marítimos existentes no Estado. A empresa não se manifestou até as 19h20.



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Califórnia (EUA) quer "engarrafar" luz do Sol para armazenar energia

Por Braden Reddall e Nichola Groom - Reuters
Em San Francisco

O Estado norte-americano da Califórnia, cujas ambições na área de energias renováveis ajudaram a desenvolver as indústrias de energia solar e eólica, está tomando um próximo passo essencial, propondo um aumento acentuado no armazenamento de energia para uma melhor integração de energia renovável com o resto da rede.

As energias do sol e do vento oscilam dramaticamente e armazená-las para uso posterior tornaria a oferta mais previsível.

"Nós não podemos contar apenas com luz solar", disse o governador Jerry Brown na conferência Intersolar, em San Francisco, no mês passado. "Temos de engarrafar a luz do Sol."

O impulso de armazenamento da Califórnia ocorre enquanto as energias renováveis se movimentam em direção a uma participação de um terço do fornecimento de energia elétrica do Estado em 2020. A proposta desencadeou uma corrida tecnológica que já atraiu os investidores em capital de risco Peter Thiel e Vinod Khosla; fabricantes de baterias de grande escala, como a LG Chem; e potências já estabelecidas no mercado como General Electric GE.N e o fundador da Microsoft MSFT.O, Bill Gates.

Mas o movimento não é exclusivo da Califórnia. A Alemanha é uma pioneira do armazenamento, e nos Estados Unidos, fundos de estímulo apoiaram projetos em Nova York e no Texas.

Entretanto, a meta agressiva em renováveis do "Golden State" coloca pressão para avanço da tecnologia: visa armazenamento de até 1,3 gigawatts (GW) até 2020. Essa capacidade é suficiente para usinas tradicionais para abastecerem mais de um milhão de casas.

O analista da Lux Research, Steven Minnihan, disse que a proposta da Califórnia é a primeira legislação que terá um impacto imediato e duradouro no mercado de armazenamento de energia elétrica na rede, o que ele estima vá somar 10,4 bilhões de dólares em instalações em 2017 ante apenas 200 milhões dólares no ano passado.

Mas armazenamento é caro quando comparado com a construção de novas usinas a gás, e muitos projetos de armazenamento foram criados com a ajuda de fundos de estímulo que desde então desapareceram, o que significa que os clientes terão que arcar com grande parte dos custos. Há também os riscos de que as tecnologias de armazenamento não cumpram sua promessa.

Os defensores argumentam que os contribuintes serão beneficiados porque o armazenamento permite evitar a construção de usinas de energia ou de instalações de transmissão para atender a demanda de pico, simplesmente fornecendo energia extra por algumas horas por dia.

O armazenamento é visto como o "santo graal" da energia por causa da eficiência que traz para qualquer rede. Por exemplo, a Califórnia tem 51 gigawatts de capacidade de pico para lidar quando o calor aumenta a demanda por ar-condicionado, mesmo que apenas dois terços desse total seja necessário na maior parte do ano.



Incra é obrigado a reduzir devastação

Associação do Ministério Público de Pernambuco | JusBrasil

BRASÍLIA - O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) assinou ontem, um termo de compromisso com o Ministério Público Federal para reduzir desmatamento em assentamentos na Amazônia Legal em até 80% até 2020, levando em conta os índices verificados em 2005. O acordo abrange a região formada por Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. A contrapartida será a extinção de sete ações ajuizadas pelo MPF na Justiça Federal que requerem a condenação por danos ambientais, algumas das quais com decisões desfavoráveis a autarquia, casos do Acre, Mato Grosso e Pará.

Os procuradores lembram que no ano passado, com base em dados até então inéditos sobre o desmatamento em assentamentos de reforma agrária, o MPF identificou o Incra como maior desmatador da Amazônia. O estudo mostrou que as derrubadas ilegais nos assentamentos passaram de 18% de todo o desmatamento anual em 2004 para 31,1% em 2010. Os dados foram fornecidos por três instituições distintas: Instituto Brasileiro do Meio Ambiente, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais e Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia.

Os procuradores concluíram que até 2010 o Incra havia sido responsável por 133.644 quilômetros quadrados de desmatamento dentro dos 2.163 projetos de assentamento que existiam na Amazônia Legal. “Para se ter uma ideia do prejuízo, a área desmatada era de aproximadamente 100 vezes o tamanho da cidade de São Paulo”, diz o MPF.

Pelo acordo firmado ontem, o Incra se compromete, entre outras ações, a apresentar dentro de 120 dias a base de dados georreferenciada com a exata localização de todos os assentamentos na Amazônia Legal, promover o monitoramento do desmatamento nos assentamentos, apresentando relatório trimestral ao MPF, requerer o Cadastro Ambiental Rural dos assentamentos de forma individual, por assentado, e o Licenciamento Ambiental dos assentamentos, apresentar, dentro de 180 dias, um plano de regularização ambiental de todos os assentamentos, criar uma equipe de fiscalização especial para atuar na Amazônia Legal, identificar os causadores do dano, notificá-los administrativamente e aplicar as sanções devidas.