27 julho 2013

Onda de frio levou neve e chuva congelada a 200 cidades do Brasil

Do UOL, em São Paulo

A massa de ar polar que se instalou sobre grande parte do Brasil durante a semana provocou uma intensa onda de frio, nevando em mais de 140 cidades da região Sul. Quando são somados os relatos de chuva congelada, o estágio anterior à formação dos flocos, o número salta para 200.

Santa Catarina foi o Estado recordista de neve brasileira, tanto em número de cidades quanto na duração do fenômeno. Entre segunda-feira (22) e quinta-feira (25), nevou em 103 municípios, afetando quase 35% do Estado, segundo os dados compilados pelo Ciram (Centro de Informações e Recursos Ambientais e de Hidrometeorologia de Santa Catarina).

Já a chuva congelada atingiu outros 33 municípios catarinenses, ficando concentrados na segunda-feira. É que as condições meteorológicas contribuíram para que o fenômeno "evoluisse" e virasse neve no dia seguinte em 17 cidades. Isso deixou a terça-feira na liderança dos registros de neve: foram 64 pontos no Estado.

Laís Fernandes, meteorologista do Ciram, explica que a queda dos flocos de neve é comum em áreas de latitudes médias e altas, principalmente perto de cadeia de montanhas.

Tanto que não é a primeira vez que isso acontece no Sul: na última década, as áreas altas do planalto Sul catarinense, como o Morro da Igreja, chegou acumular 42 centímetros de neve em 2010 e 2011. Além disso, episódios de neve aconteceram em diferentes momentos em 2000, ressalta o Centro.

Mas como o fenômeno foi visto também nos vales e até em áreas próximas às faixas litorâneas de Santa Catarina, como o Vale do Itajaí e Grande Florianópolis, algo considerado muito raro, a onda de frio deste mês foi considerada "marcante" pelo órgão.


No Paraná, o Instituto Tecnológico Simepar constatou a chegada da neve em 55 localidades. O fenômeno começou na tarde de segunda-feira (22) pelo sul e sudoeste do Estado, avançou à noite pelas cidades do oeste e do centro-sul, encerrando pela manhã de terça-feira (23).

Já a chuva congelada atingiu 23 cidades do Estado, diz o Instituto, como: Assis Chateaubriand, Apucarana, Cascavel, Cambira, Cafelândia, Clevelândia, Faxinal, Foz do Iguaçu, Goioêre, Jesuítas, Maripá, Maringá, Nova Aurora, Ortigueira, Palotina, Pato Branco, Palmital, Quatro Barras, Quarto Centenário, Quedas do Iguaçu, Teixeira Soares, Toledo e Tibagi.

A nevasca no Rio Grande do Sul foi a menor da região. Nos dois primeiros dias da semana, nevou apenas em sete cidades, mostram dados do CemetRS (Centro de Meteorologia do Rio Grande do Sul), que é ligado à Fepagro (Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária). Os registros foram em São Jose dos Ausentes, Cambará do Sul, Lagoa Vermelha e Bom Jesus, na segunda; e também em Caçapava do Sul, São Jose dos Ausentes e Itaára, na terça.


25 julho 2013

Nevasca derruba floresta com araucárias centenárias em SC

ALEXANDRE MANSUR - ÉPOCA

A floresta com araucárias, um dos ecossistemas mais ameaçados do país, sofreu com as nevascas dos últimos dias. É o que contam Germano Woehl Junior e Elza Nishimura Woehl, do Instituto Rã-bugio para Conservação da Biodiversidade, que cuida de reservas privadas em Santa Catarina. Segundo Germano, o verde da mata sumiu sob o gelo. A reserva das Araucárias Gigantes, área de preservação que guarda algumas das últimas araucárias centenárias e as nascentes do rio Itajaí, em Itaiópolis (SC), foi duramente atingida.

“Centenas de árvores de grande porte simplesmente tombaram ou tiveram quase todos seus galhos quebrados devido ao acúmulo de gelo e os ventos fortes”, diz Germano.“ Os agricultores do entorno da reserva contam que durante a madrugada do dia 23/07 foram acordados com estrondosos ruídos das árvores quebrando e tombando em um efeito dominó. Era como se algo estivesse moendo as matas. Ficaram muito assustados e acharam que era o fim do mundo. A estrada que corta a reserva ficou bloqueada em quase toda sua extensão com galhos e árvores tombadas.”

Segundo Germano, os impactos foram maiores nas bordas e nas partes com mata secundária. As árvores novas que não quebraram, ficaram arqueadas. Para agravar a situação, uma camada de gelo de alguns centímetros se acumulou no chão da floresta primária (bem preservada) da reserva que ficou repleta de galhos quebrados e troncos das árvores que não resistiram. “Uma cutia foi encontrada atordoada, sem mostrar reação de fuga”, afirma Germano. “As consequências para fauna deverão ser graves, uma vez que houve perda total dos frutos verdes e maduros. O gelo acumulado no solo durante mais de 48 horas pode ter aniquilado com a população de anfíbios e outros pequenos animais, que estão na base da cadeia alimentar.”

As florestas com araucárias (ou florestas ombrófila mista) são um sub-tipo da Mata Atlântica que ocorre nas regiões mais frias e altas do sul do país. É o que há de mais próximo das florestas temperadas com pinheiros no Brasil. Estão ameaçadas de extinção. Foram vítimas de corte predatório de madeira durante séculos. Os poucos trechos que restaram agora podem perder condições de sobrevivência por causa do aquecimento global.

Ironicamente, agora foi o frio extremo que atingiu algumas reservas. Em tese, as condições de frio, gelo e até neve deveriam ser parte do clima natural para esse tipo de floresta. Mas a situação nessa reserva das Araucárias Gigantes parece ser diferente. Por que essa reserva de araucária não se deu bem com o frio? “Conversei sobre isso com os moradores do entorno da RPPN. Eles consultaram os avós (antigos) que garantiram nunca ter visto algo semelhante. Uma nevasca de 1957 atingiu apenas a região de São Joaquim. E outra de 1879 dizem que foi generalizada, mas mencionam apenas Vacaria (RS)”, diz Germano.

No local da reserva das Araucárias Gigantes, a altitude é de 700 metros. Não custuma dar geadas fortes. O pessoal cultiva bananas ali. Segundo Germano é uma área de transição da mata atlantica densa para a floresta de araucárias. “Não ocorre imbuia (Ocotea porosa), por exemplo, que é arvore tipica da ombrófila mista”, diz.



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Caça ilegal mata 515 rinocerontes na África do sul somente este ano

Se matança continuar no mesmo ritmo, país baterá recorde de mortes.
Chifre é vendido no mercado negro asiático, onde é usado em medicina.

AFP


Só este ano, 515 rinocerontes foram mortos na África do Sul. No ano passado, foram 668, recorde que pode ser ultrapassado se a caça ilegal continuar no ritmo atual. O chifre do animal é comercializado no mercado negro asiático, onde é utilizado na medicina tradicional.

A prática tem promovido um grande aumento da caça ilegal na África do Sul, país que tem a maior população de rinocerontes do mundo e onde aproximadamente 80% deles vivem em estado selvagem.

Esses números foram apresentados nesta quarta-feira (24) por um funcionário do Ministério do Meio Ambiente sul-africano, Fundisile Mketeni.

A região mais afetada é o famoso Kruger National Park, na fronteira com Moçambique, onde os caçadores estão bem armados e equipados. O exército concentrado nessa área mais atingida tem feito pouco para combater a matança.

O governo sul-africano assegura que tem se esforçado para limitar o massacre, mas o número de animais mortos cresce a cada mês.



21 julho 2013

Em 15 anos, número de onças cai 80% em Iguaçu

Caça ilegal é a principal causa da redução dos animais; parque nacional tem 1,7 mil km2

GIOVANA GIRARDI - O Estado de S.Paulo


O Parque Nacional do Iguaçu, considerado por biólogos um dos locais com as melhores condições de abrigar uma grande população de onças-pintadas no pouco que resta da Mata Atlântica no Brasil, sofreu uma redução de mais de 80% no número de indivíduos do final dos anos 1990 para cá. De uma média de cem onças estimadas em estudo naquele período, hoje acredita-se que só restem 18.

Os dados foram divulgados por uma dupla de pesquisadores que contabilizou os animais com armadilhas fotográficas e por meio de análises genéticas. O principal motivo para a redução é a caça ilegal - não só da onça como também de suas principais presas. Com 1,7 mil km2, o parque é muito recortado e, mesmo com 40 guardas, há dificuldade para fiscalizar a intensa atividade de caçadores e de palmiteiros ilegais.

"A queixada, que nos estudos há cerca de dez anos foi identificada como o principal alimento das onças, já foi extinta no parque. Veados e porcos-do-mato também estão sendo caçados", diz Marina Xavier da Silva, coordenadora do projeto Carnívoros do Iguaçu. Para piorar, há muitas fazendas ao redor. "Sem as presas naturais, as onças saem em busca do rebanho e acabam sendo mortas por fazendeiros."

Considerando o nível de ameaça, o tamanho atual da população, sua taxa de crescimento e o número de animais mortos por ano, os pesquisadores estimaram que há uma probabilidade de que em 80 anos a espécie seja extinta do parque.

"Se não conseguir eliminar as causas de declínio populacional, é o que pode acontecer", alerta Ronaldo Morato, coordenador do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade.

Lado argentino. Para Peter Crawshaw Jr., um dos maiores especialistas em onças do País e responsável pelo primeiro mapeamento dos felinos do Iguaçu, há ainda uma agravante: a perda de vegetação do lado argentino do parque - ele se estende pelos dois lados da fronteira.

"Quando fiz o estudo, o corredor verde que corta os dois países era mais íntegro do que é hoje. Há um processo de colonização da Província de Missiones, que está diminuindo a mata, aumentando a quantidade de pessoas e, por consequência, da caça às onças e suas presas. Com isso, ficamos sem o backup que nós tínhamos das matas ainda em bom estado e tamanho da Argentina", explica.

Segundo ele, naquelas condições, se o número de onças do lado brasileiro diminuía, podia haver uma migração dos animais da Argentina para cá. O mesmo podia acontecer com as presas. Mas, com a colonização, há um processo de desmatamento para a implantação de pecuária e de troca da mata nativa por projetos comerciais, de pinus e eucalipto. "Tudo isso está reduzindo a área das onças e das presas na Argentina."

Morato concorda e defende que os esforços para recuperar a população têm de ser binacionais. "Para a Mata Atlântica, o status da espécie é de criticamente ameaçada de extinção. É preciso agir para evitar que essas populações fiquem cada vez mais isoladas e desapareçam."


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Mercúrio, cádmio e chumbo: os inimigos íntimos presentes nos eletrônicos

Com o descarte incorreto, metais pesados que compõem aparelhos eletrônicos causam complicações ao meio ambiente e à saúde humana

Alberto Cerri - eCycle

Sabe o que computadores, impressoras, scanners, telefones e celulares têm em comum? Se você respondeu que todos são úteis para a vida na sociedade atual, errou. Eles podem representar exatamente o contrário. Em suas composições, esses aparelhos possuem metais pesados que podem causar diversas complicações para o meio ambiente e para a saúde do ser humano, se descartados de forma inconsequente.

O mercúrio, metal que deteriora o sistema nervoso, causa perturbações motoras e sensitivas, tremores e demência, está presente em televisores de tubo, monitores, pilhas e baterias, lâmpadas e no computador. O chumbo, que compõe celulares, monitores, televisores e computadores, causa alterações genéticas, ataca o sistema nervoso, a medula óssea e os rins, além de causar câncer. O cádmio, presente nos mesmos aparelhos que o chumbo, causa câncer de pulmão e de próstata, anemia e osteoporose. O berílio é material componente de celulares e computadores e causa câncer de pulmão. “Tudo que tem bateria, placa eletrônica e fio possui algum material contaminante”, afirma a especialista em gestão ambiental do Cedir (Centro de Descarte e Reúso de Resíduos de Informática), pertencente ao CCE (Centro de Computação Eletrônica) da Universidade de São Paulo (USP), Neuci Bicov, lembrando que esse tipo de material é acumulativo – quanto mais contato se tem com ele, pior para a saúde.

De acordo com relatório da Organização das Nações Unidas (ONU), de 2010, a geração de lixo eletrônico cresce a uma taxa de aproximadamente 40 milhões de toneladas por ano em todo o mundo. E a maior parte desses resíduos tem condições de ser utilizada novamente ou de ser reciclada, mas o destino acaba sendo o pior possível: os aterros sanitários e lixões. “Os materiais eletrônicos, como placas de computador e monitores CRT, não soltam os contaminantes quando estão em um ambiente fechado. Mas em aterros a temperatura é mais alta e o contato com a chuva, que costuma ser bem ácida nas metrópoles, faz com que os metais pesados sejam liberados diretamente no solo”, explica a especialista do Cedir. Esse processo também pode contaminar as águas de lençóis freáticos, dependendo da região do aterro ou lixão.

Em um computador, 68% do produto é feito com ferro, enquanto 31% da composição de um notebook é plástico. No geral, 98% de um PC é reciclável. “Mas na prática esse número se reduz para cerca de 80%. A mistura de componentes plásticos e metálicos com os metais pesados torna difícil a separação”, diz Neuci.

Indústria estimula o consumo sem pensar no descarte

A velocidade com que a indústria lança as novidades eletrônicas no mercado faz com que a reutilização seja desvalorizada. “Aqui no Cedir nós recebemos tanta coisa que há alguns anos eram pagas com muita dificuldade e até à prestação, como bips, pagers, gravadores, e agora são lixo. Já recebemos até um BlackBerry”, conta a gestora ambiental, que relata algo parecido quando o assunto é computador. “Muitas vezes a pessoa instala tantos programas no computador e após um tempo pensa que ele ficou defasado. Então ela compra um novo e a velocidade de navegação na internet continua a mesma porque o problema é o serviço de internet”.

A lei de resíduos sólidos brasileira, sancionada em 2010, prevê que o lixo eletrônico não poderá ser descartado em aterros e lixões a partir de 2014. Os fabricantes serão os responsáveis por dar o destino correto aos materiais que eles mesmos produzirem. “Mas a população precisa cobrar. A lei só vai pegar se o fabricante se mexer. Para isso, tem de haver cobrança”, conclui Neuci.

Agora que você já sabe o quão perigoso o seu computador ou celular pode ser, encontre a melhor destinação para o item na seção Postos de Reciclagem. Na semana que vem, a eCycle disponibiza matéria especial sobre o Cedir-USP, contando como a iniciativa pioneira tem potencial para ser reproduzida Brasil afora.


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Forte tremor de magnitude 6,9 atinge a capital de Nova Zelândia

O tremor ocorreu num ponto situado no mar, 57 km a sudoeste de Wellington, a uma profundidade de 10,1 km, segundo o USGS, apesar de não ter sido emitido um alerta de tsunami

France Presse


Wellington - Um tremor de magnitude 6,9 atingiu neste domingo o litoral de Wellington, a capital de Nova Zelândia, informou o serviço geológico dos Estados Unidos (USGS).


O tremor ocorreu num ponto situado no mar, 57 km a sudoeste de Wellington, a uma profundidade de 10,1 km, segundo o USGS, apesar de não ter sido emitido um alerta de tsunami. Poucos minutos depois, houve um segundo tremor de magnitude 5,5, em uma zona na qual em que vários tremores têm sido registrados nos últimos dias.

O serviço sísmico neozelandês GeoNet classificou o tremor de forte. "Houve sacudidas e vibrações que duraram 30 segundos", afirmou à AFP um habitante da cidade costeira Nelson.