20 julho 2013

Grã Bretanha promove Grande Contagem de Borboletas no verão

A Grande Contagem de Borboletas vai de 20 de julho a 11 de agosto

Terra

Conservacionistas incentivam o público na Grã Bretanha a contar borboletas, esperando a onda de calor no país aumente a população do inseto.

O movimento foi batizado Grande Contagem de Borboletas.

"A contagem vai nos dizer se as borboletas estão se recuperando depois de um ano terrível, e nos permitirá saber como elas estão se saindo em nosso jardins, parques, campos, vilas e cidades", disse David Attenborough, presidente da instituição que coordena o projeto.


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18 julho 2013

Após anistia, desmatamento cresceu 437% na Amazônia

Imazon vê Código Florestal e grandes obras como causas para o aumento

Cleide Carvalho - O Globo

São Paulo

A aprovação do Código Florestal deu início a um novo ciclo de desmatamento na Amazônia Legal, segundo o instituto Imazon. A anistia a proprietários rurais que desmataram antes de 2008, aliada à pressão demográfica causada por grandes obras de infraestrutura e a negociações para reduzir o tamanho de unidades de conservação, teria criado um clima propício ao desmatamento na região.

Segundo dados do Imazon, em junho deste ano foi desmatada uma área de 184 quilômetros quadrados, 437% a mais do que em junho de 2012, conforme antecipou a colunista Miriam Leitão.

De agosto de 2012, véspera da votação do Código Florestal, até junho, foram derrubados 1.855 quilômetros de florestas, mais que o dobro em relação aos 1.106 quilômetros quadrados desmatados entre agosto de 2011 a julho de 2012.

- O Código Florestal emitiu uma sinalização ruim, de perdão a desmatamentos consumados, e tanto o Congresso quanto o governo federal emitem sinais de afrouxamento das regras. O risco é perder de novo o controle sobre o desmatamento na Amazônia, que estava em queda - afirma Adalberto Veríssimo, pesquisador do Imazon.

O desmatamento dos últimos onze meses de monitoramento do Imazon é o maior desde o período 2007/2008, quando foram desmatados 1.758 quilômetros quadrados. Nele, está incluído o chamado corte raso, quando toda a floresta é posta abaixo para dar lugar a pastos ou ocupações. A degradação florestal, fruto de queimadas e cortes seletivos de árvores de maior valor comercial, direcionados a madeireiras, atingiu 1.462 km².

Segundo Veríssimo, está em jogo o avanço da indústria de grilagem sobre uma área estimada em 25% da Amazônia Legal, ou 1,250 milhão de km² de terras de ocupação não consolidada, habitadas por comunidades tradicionais.

Parte do desmatamento decorre ainda da pressão demográfica exercida sobre a floresta por obras de infraestrutura, como o asfaltamento da BR-163 e a construção de hidrelétricas em Porto Velho (RO) e Altamira (PA), que atraem milhares de pessoas. Mais da metade do desflorestamento (63%) ocorre em áreas privadas ou em diversos estágios de posse, onde há expectativa de titulação.

Assentamentos de reforma agrária respondem por 23%, e unidades de conservação, por 14%.



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Vazamento de petróleo no norte do Chipre ameaça vida selvagem

Acidente ocorreu na terça (16), enquanto tanque fazia descarregamento.
Autoridades do país preparam-se para enviar ajuda para a região.

AFP

Depois do vazamento de mais de 100 toneladas de petróleo no mar do norte do Chipre, na península de Karpa, autoridades do país estão preparando o envio de ajuda para a região. A península é controlada pelos turcos.

O vazamento ocorreu nesta terça-feira (16), enquanto um tanque de combustível fazia um descarregamento para uma usina de energia.

Manchas de óleo na costa do Chipre (Foto: Birol Bebek/AFP)Manchas de óleo na costa do Chipre (Foto: Birol Bebek/AFP)

Cientistas criam traje capaz de deixar surfistas "invisíveis" aos tubarões

EFE

Cientistas australianos criaram um novo traje para surfistas que pretende fazer com que seus usuários fiquem "invisíveis" aos olhos dos tubarões, uma medida que busca reduzir o número de ataques nas praias do país, informou nesta quinta-feira a imprensa local.

Especialistas da Universidade da Austrália Ocidental, com ajuda do Sistema de Prevenção de Ataques de Tubarões, desenvolveram dois tipos de equipamento que começarão a ser comercializados por cerca de US$ 500.

O modelo "Ellude" permite camuflar os surfistas na água, enquanto o "Diverter", com padrões de raias brancas e azuis, pretende simular os sinais naturais que repelem os tubarões, segundo a agência local AAP.

Tim Clarcke/Efe
Surfistas usam novos trajes criados por cientistas australianos para prevenir ataques de tubarões
Surfistas usam novos trajes criados por cientistas australianos para prevenir ataques de tubarões

Um dos pesquisadores do projeto, Shaun Collin, afirmou que a fabricação dos trajes foi baseada em uma série de descobrimentos e observações dos tubarões, a qual visava "reduzir o risco de seus usuários em diversas condições".

"Muitos animais são repelidos por outros que emitem sinais", explicou Collin, que acrescentou que o traje fará com que o tubarão pense que o surfista não é comestível.

Os novos trajes foram provados na água com os temidos tubarões tigre no litoral noroeste da Austrália, mas novos testes serão feitos futuramente com tubarões branco na Austrália e na África do Sul.



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17 julho 2013

Alagoas: Surto de diarreia já atingiu 70 mil pessoas; 37 morreram

Água que mata: reportagem investiga causas do surto de diarreia em Alagoas

TNH1

O surto de diarreia continua a preocupar a população alagoana. Já chegou a 70 mil o número de pessoas infectadas e já foram registradas 37 mortes no estado só em 2013. O uso irregular de carros-pipas chegou a ser oficializado como a causa da pior de epidemia de doenças diarréicas em Alagoas desde 1993, mas a origem do problema não é bem este. É o que mostra a investigação da equipe da TV Pajuçara sobre o problema, que começou a ser exibida na série de reportagem “Àgua que mata”.

O Ministério da Saúde atribuiu a causa da epidemia à qualidade da água distribuída em carros-pipas, mas a série mostra que um conjunto de problemas, como chuvas e falta de saneamento, levaram a essa situação. O surto de diarreia começou em Palmeira dos Índios e logo se alastrou por 27 cidades alagoanas. Outros 40 municípios estão em estado de alerta.

Uma comparação com os casos registrado em 2012 mostra a dimensão da epidemia enfrentada nessas regiões. De acordo com dados divulgados pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), nas primeiras 23 semanas do ano passado foram 34 mil casos da doença. No mesmo período de 2013, esse número subiu para 54 mil.

Ainda segundo a Sesau, 37 pacientes infectados morreram. Só em Palmeira dos Índios, foram dez mortes. “Geralmente esses pacientes são crianças ou idosos, que devido à desidratação violenta vem a óbito”, disse Maria Elisabeth, diretora da Vigilância Ambiental de Saúde.


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14 julho 2013

Parques nacionais oferecem natureza para poucos

Nascidos para oferecer um elo entre o brasileiro e o meio ambiente, parques nacionais criam obstáculos à visitação e priorizam preservação de espécies ao turismo

Renato Grandelle - O Globo


RIO - A tão falada biodiversidade brasileira soa mais como ficção do que realidade para quem deseja conhecer as riquezas naturais do país. Boa parte de nossos mais exuberantes cenários está guardada a sete chaves nos parques nacionais. Em tese criados para oferecerem à população uma oportunidade de apreciar plantas, animais e paisagens naturais, os parques são território hostil para turistas. Caminhos com orientação são mais escassos do que espécies em extinção. É mais fácil deparar-se com a rãzinha Physalaemus soaresi, o anfíbio que motivou o adiamento da construção do Arco Metropolitano do Rio, do que encontrar trilhas sinalizadas na maioria dos parques brasileiros.

Outra ave rara é a autorização para pernoitar em abrigos, embora estes tenham sido concebidos para receber visitantes. Guias treinados são menos comuns do que micos-leões-dourados. Campeão mundial em diversidade de espécies, o país marca gol contra quando a ideia é exibir seu patrimônio. O Programa Parques da Copa - cuja meta é divulgar a imagem do Brasil no exterior como o mais rico do mundo em florestas e tesouros naturais - bate na trave da burocracia e em gestão ultrapassada. Por enquanto, o projeto, gerido pelos ministérios do Meio Ambiente (MMA) e Turismo (MTur), sequer tem recursos específicos.

Presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), órgão responsável no MMA pelos parques nacionais, Roberto Vizentin admite que o programa foi esvaziado. Inicialmente, previu-se que 23 unidades estavam entre as prioridades para 2014. Hoje, são 14 - 12 parques (sempre públicos, e que não permitem a ocupação humana) e duas áreas de proteção ambiental (estas podem ser privadas e habitadas).

- Programas têm metas, normas para licitação, cronograma. O Parques da Copa é, por enquanto, uma iniciativa - explica. - Obviamente a situação atual não é a que gostaríamos. Mas vamos nos dedicar para que os parques recebam a infraestrutura ideal até 2020. Algumas prioridades poderão ser atendidas até o ano que vem; outras, até os Jogos Olímpicos, e algumas ficarão para depois disso.

Propostas ambíguas orientam gestores

Vizentin, como outros ambientalistas, esperam que o Parques da Copa estimule principalmente o mercado interno. Na última década, 40 milhões de pessoas ascenderam à classe média, e o poder aquisitivo da população aumentou 47% entre 2005 e 2011. A urbanização, por sua vez, afastou a população do meio ambiente, gerando uma demanda crescente por espaços como os parques nacionais.

- Desenvolver uma cultura de visitação é uma das maiores dificuldades, além da localização remota destes parques e a necessidade de melhorá-los - assinala.

Segundo a lei 9985, sancionada em 2000, os parques nacionais existem para preservar o ecossistema, receber pesquisas científicas e explorar seu potencial turístico. Esta última função é, muitas vezes, impossibilitada por estradas precárias ou ausentes, regulamentação considerada excessiva por especialistas, funcionários pouco informados e gestores resistentes em abrir suas unidades. Mesmo quando a entrada é permitida, a visitação é restrita a uma pequena porção dos parques. O visitante, em vez de encorajado a explorar a natureza, parece indesejado, sob a alegação de que sua presença promoveria um grande impacto ambiental.

A bíblia de um parque nacional é o plano de manejo. Ele relaciona e estabelece regras sobre os limites da unidade, os habitats existentes, a presença de comunidades ribeirinhas ou indígenas. No entanto, mudanças naturais quase sempre tornam os planos de manejo obsoletos ou inadequados. Em alguns parques, o projeto original, mesmo já acumulando décadas, jamais foi aplicado. Gestores que não desejam visitantes encontram brechas nas regras para aumentar a fração de zonas intangíveis, aquelas em que nenhuma atividade humana, fora a pesquisa, é possível - o que contraria a finalidade dos parques.

Dos 68 parques nacionais, 50 não controlam o acesso de turistas. Há, no máximo, uma guarita. E, depois delas, um leque de problemas. Faltam serviços essenciais, como centro de visitantes, mapas, lanchonetes, trilhas sinalizadas e guias qualificados.

Os recursos humanos estão entre os pontos críticos. O ICMBio tem apenas 517 servidores instalados nestas unidades de conservação. Há, em média, oito funcionários para cada uma.

Os parques administrados pelo governo federal são um dos pilares do Plano Nacional do Turismo, que estabelece metas para tornar o Brasil uma potência no setor até 2022. A partir daí, o país seria alçado ao posto de terceiro maior mercado turístico do mundo - hoje, ele é o sexto.

A aposta nas unidades de conservação se tornou óbvia, quando o Fórum Econômico de Davos, em seu relatório de competitividade, pôs o Brasil na primeira posição no ranking mundial de belezas cênicas e naturais.

- Os parques respondem por cerca de 15% do território nacional - destaca Vinícius Lummertz, secretário nacional de Políticas de Turismo do MTur. - O Fórum de Davos ressalta como podemos explorar esta indústria de forma sustentável, mostrando que o Brasil não é só um país de sol e mar. Os parques não podem ficar apenas para os passarinhos.

Somadas, as unidades incluídas no Programa Parques da Copa recebem 5 milhões de pessoas por ano. Apenas quatro das 14 têm a infraestrutura adequada: Iguaçu (PR), Fernando de Noronha (PE), Tijuca e Serra dos Órgãos, ambos no Estado do Rio. A Tijuca, a mais popular, recebe 2,5 milhões de pessoas. Em grande parte, esta popularidade deve-se não às suas trilhas, mas ao seu maior cartão postal: o Cristo Redentor. Enquanto os turistas se enfileiram aos pés do monumento, caminhos próximos dali seguem desconhecidos. Um deles é o que margeia o Rio Carioca, cujo nome foi adotado como gentílico da cidade, e que deságua em um ponto igualmente negligenciado - a poluída Baía de Guanabara.


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Peixe capturado no Japão apresenta alto nível de radioatividade

AndaUm robalo capturado no município de Ibaraki, a dezenas de quilômetros de Fukushima, revelou um nível de radioatividade inédito até agora em um animal desta espécie.

O robalo, retirado da água em 4 de julho na cidade de Hitachi, apresenta uma quantidade de césio radioativo superior a 1.000 becquerels por quilo (bq/kg), sendo que o limite máximo fixado para os animais mortos para alimentação é de 100 bq/kg.

Como acontece com as espécies que superam o limite, o peixe não foi colocado à venda.

O caso ilustra que, mais de dois anos depois, a contaminação provocada pelo acidente de Fukushima continua importante, dispersa e difícil de conhecer exatamente.

A central nuclear de Fukushima Daiichi foi afetada por um violento terremoto e o consequente tsunami de 11 de março de 2011. O corte de energia elétrica provocou a paralisação dos sistemas de refrigeração de combustível, o que afetou três dos seis reatores da central e explica a presença de muitos elementos radioativos.



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Academia e empresas traçam estratégia para os biocombustíveis na aviação

Tendo em vista que o transporte aéreo é um dos meios mais poluentes, pesquisadores brasileiros buscam alternativas para o uso de fontes renováveis no segmento

Equipe eCycle

Não há dúvida que o transporte aéreo é um enorme facilitador do deslocamento de pessoas e mercadorias e cada vez mais se firma como meio de transporte preferido das pessoas. Segundo dados do Anuário do Transporte Aéreo - Dados Econômicos e Estatísticos 2011 oferecido pela Agência Nacional da Aviação Civil (Anac), o transporte aéreo doméstico de passageiros no Brasil teve praticamente triplicada a sua demanda em 9 anos, desde 2002, em termos de passageiros quilômetros pagos transportados (RPK). A taxa de aproveitamento doméstica das aeronaves passou de 56,65%, em 2002, para 70,2%, em 2011, melhorando 23,87%. Destacaram-se como principais fatores contribuintes para estes resultados, o crescimento da economia, a distribuição de renda e a concorrência no setor. Os dados de 2011 revelam que mais de 82 milhões de passageiros pagos foram transportados em vôos domésticos no Brasil, demanda esta que registrou crescimento de 16% quando comparada com 2010. O transporte aéreo internacional, por sua vez, registrou 17,9 milhões de passageiros pagos em 2011 e crescimento de 11% na demanda, com 112,6 bilhões de passageiros quilômetros pagos transportados, e de 9,7% na oferta, com 140,5 bilhões de assentos quilômetros oferecidos. A taxa de aproveitamento internacional em 2011, da ordem de 80,1%, ficou praticamente estável em relação à registrada em 2010, com variação positiva de 0,39%.

Os números revelam a potência do setor e seu desenvolvimento, por outro lado, esse meio de transporte rápido e eficiente também traz alguns prejuízos para a sociedade: a aviação é um dos setores de transportes que mais geram poluição no mundo. Isso em razão da queima do querosene, principal combustível das aeronaves, dá origem a poluentes perigosos, emissões de óxidos de nitrogênio, dióxido e monóxido de carbono e hidrocarburetos gasosos. (veja mais aqui sobre o impacto ambiental do transporte aéreo), todos nocivos ao desequilíbrio do efeito estufa, dentre outros impactos à saúde.

Uma maneira de amenizar esse problema relacionado à emissão de poluentes seria a utilização de biocombustíveis, cuja origem biológica se dá na produção a partir de plantas, a exemplo do etanol celulósico. O Brasil poderia fazer uso desse tipo de combustível numa escala maior do que faz atualmente, uma vez que o país é dotado de uma grande diversidade de recursos naturais, como as plantas que contêm açúcares, amido, óleo, além de resíduos como lignocelulose e gases de exaustão industrial - todos ótimos para a produção de biocombustível.

Atentas ao problema, a FAPESP e as empresas Boeing, Embraer, com a coordenação da Unicamp, iniciaram uma pesquisa, cujo relatório foi batizado de “Plano de voo para biocombustíveis de aviação no Brasil: plano de ação”, sobre o melhor modo de inserir o biocombustível na aviação brasileira, tendo como objetivo conduzir o Brasil à ocupação de uma posição de destaque nesse mercado. De acordo com os pesquisadores, o grande desafio é desenvolver tecnologias em busca de um biocombustível que tenha custo competitivo em relação aos disponíveis no mercado, que seja feito a partir de uma biomassa produzida comercialmente e que possa ser misturado com o querosene sem a necessidade de quaisquer modificações nos motores das aeronaves ou no sistema de distribuição de combustíveis.

Os pesquisadores já apontam algumas soluções para o desenvolvimento de biocombustíveis para o transporte aéreo baseados em matérias primas como a cana de açúcar, a soja e o eucalipto, que, se submetidos a um bom processo de conversão e refino, podem contribuir decisivamente nessa produção. Além destes, segundo Mauro Kern, vice presidente executivo de engenharia e tecnologia da Embraer, outros vegetais como a camelina, o pinhão manso e as algas poderiam se tornar viáveis para tal finalidade. A Embrapa apontou também o óleo de babaçu como alternativa, uma vez que sua composição, baseada em ácidos com cadeias de carbono, são consideradas ideais para o desenvolvimento do biocombustível para o transporte aéreo.

Fonte: Agência Fapesp



CCJ aprova criminalização de maus-tratos praticados contra cães e gatos

Proposta prevê reclusão de 3 a 5 anos para quem provocar a morte desses animais. Texto seguirá para o Plenário.

Rodrigo Bittar - Agência Câmara de Notícias


A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou, nesta terça-feira (2), proposta que torna crime a prática de atos contra a vida, a saúde ou a integridade física e mental de cães e gatos. O texto ainda precisa ser votado pelo Plenário.

O relator na comissão, deputado Márcio Macêdo (PT-SE), defendeu a aprovação do Projeto de Lei 2833/11, do deputado Ricardo Tripoli (PSDB-SP), com emenda que abrandou algumas penas em comparação ao texto original.

Pela emenda, a punição para quem provocar a morte dos animais será de 3 a 5 anos de reclusão. O projeto estabelecia penas de 5 a 8 anos de reclusão. Já se o crime for culposo, a sanção será de detenção, de três meses a um ano, e multa. A primeira proposta previa pena de detenção de 3 a 5 anos.

O texto aprovado também especifica como agravante, na hipótese de morte do cão ou do gato, o fato de o crime ter sido cometido com emprego de veneno, fogo, asfixia, espancamento, arrastamento, tortura ou outro meio cruel. Nesses casos, a pena passa a ser de 6 a 10 anos de reclusão. O projeto prevê ainda a aplicação da pena em dobro se o crime for cometido por duas ou mais pessoas ou pelo proprietário ou responsável pelo animal.

Punições


A proposta ainda prevê punição para outras condutas como:
- deixar de prestar assistência ou socorro a cão ou gato, em vias e logradouros públicos ou propriedades privadas, em grave e iminente perigo, ou não pedir o socorro da autoridade pública – detenção de 2 a 4 anos;
- abandonar cão ou gato à própria sorte em vias e logradouros públicos ou propriedades privadas - detenção de 3 a 5 anos;
- promover luta entre cães - detenção de 3 a 5 anos;
- valer-se de corrente, corda ou aparato similar para manter cão ou gato abrigado em propriedade particular - detenção de 1 a 3 anos; e
- expor cão ou gato a situações que coloquem em risco a integridade física, a saúde ou a vida - detenção de 2 a 4 anos.

Nas hipóteses em que essas condutas causarem mutilação permanente do animal ou implicarem perda de membro, órgão, sentido ou função, a pena prevista será aumentada em 1/3.

Violência

Macêdo destacou que, apesar da existência da Lei 9.605/88, que prevê sanções penais e administrativas a condutas e atividades lesivas ao meio ambiente, “a violência contra cães e gatos tem crescido assustadoramente”. Na opinião do relator, as penalidades atuais são “ínfimas”.

De acordo com essa lei, os maus-tratos contra animais silvestres, domésticos ou domesticados devem ser punidos com detenção de 3 meses a um ano, e multa. O período de detenção é aumentado de um sexto a um terço, se o animal morrer. Sofre a mesma pena quem realiza experiência dolorosa ou cruel em animal vivo, ainda que para fins didáticos ou científicos, quando existirem recursos alternativos.

Íntegra da proposta:

PL-2833/2011


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