06 julho 2013

Forte terremoto sacode Indonésia

Do UOL, em São Paulo

Um forte terremoto de magnitude 6.4 sacudiu a região de Sumatra (Indonésia), neste sábado (6), quatro dias após outro sismo matar 35 pessoas no país e deixar mais de 275 feridos. Oito pessoas ainda estão desaparecidas.

O epicentro do abalo foi a 23 quilômetros de profundidade e a 154 quilômetros ao sudoeste de Sungaipenuh, de acordo com o Serviço Geológico dos EUA.

Segundo a agência meteorológica local, Suharjono, não há ameaça de tsunami.
 

Buscas por desaparecidos

Também na região de Sumatra, equipes de resgate continuam as buscas pelos oito desaparecidos pelo terremoto da última terça-feira (2), nos distritos de Bener Meriah e Aceh central, os mais afetados pelo tremor.

O sismo, de magnitude 6.1 destruiu pelo menos 4.292 casas, o que levou às autoridades a disponibilizarem 35 abrigos temporários.

"A maioria das casas danificadas estão inabitáveis, teremos que construir casas novas", disse ao jornal "The Jakarta Post" Saifudin, um morador do distrito de Aceh central.

O terremoto, cujo epicentro foi localizado a 10 quilômetros de profundidade, levou pânico para a população da região de Aceh, a mesma região onde um forte terremoto gerou um tsunami que causou mais de 226 mil mortes em vários países banhados pelo Oceano Índico em 2004.

A Indonésia está localizada sobre o chamado "Anel de Fogo do Pacífico", uma região de grande atividade sísmica e vulcânica onde todos os anos ocorrem mais de 7 mil terremotos, a maioria de baixa intensidade.


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05 julho 2013

Mudanças climáticas podem afetar até 10% da população mundial até 2100, afirma estudo

Consumidor Moderno Consciente*

Estudo divulgado por cientistas alemães, na última segunda-feira (1), mensuraram as consequências que a população do planeta viria sofrer em virtude das alterações climáticas do planeta. Ao considerar o aumento de 4°C nas temperaturas globais, comparado com as médias registradas entre 1980 e 2010, 10% da população mundial seria afetada até 2100. Os dados foram divulgados na Revista científica Pnas.

De acordo com os cientistas, para chegar à conclusão de quais os locais seriam afetados pelo aquecimento global foram considerados fatores como acesso à água, ecossistemas, saúde e cultura.

Frente às informações coletadas houve uma simulação, por meio de um programa de computador, dos cenários climáticos para as próximas décadas. O resultado mostrou que com o aumento do aquecimento em 3°C os efeitos colaterais seriam muito mais sentidos.

Um dos locais mais afetados seria a região amazônica. Sua população sentira as mudanças no acesso à água potável, proporcionando riscos à agricultura e ao ecossistema. O sul da Europa, América Central e África seriam as áreas, na sequencia, atingidas pelas mudanças, assim como na Ásia o maior problema seria na agricultura, e posteriormente no sistema hídrico.

“As consequências da mudança climática em diferentes aspectos cruciais podem interagir entre si e multiplicar a pressão gerada nos habitats das populações em regiões afetadas”, é o que explica Franziska Piontek, membro do grupo de cientistas do Instituto de Pesquisa sobre o Clima de Potsdam.

*Com informações do Ciclo Vivo


Alagoas tem aumento de 77% nos casos de diarreia este ano

A recomendação da secretaria é que a população sem acesso à água tratada deve usar hipoclorito de sódio (água sanitária) para tornar a água potável

Agência Brasil


De janeiro a julho deste ano, 66.849 pessoas tiveram diarreia no estado de Alagoas, um aumento de 77% no número de casos em relação ao mesmo período de 2012, de acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) do governo alagoano. A recomendação da secretaria é que a população sem acesso à água tratada deve usar hipoclorito de sódio (água sanitária) para tornar a água potável.

Em audiência pública que ocorreu na quinta-feira (4/7) na Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados, o Departamento de Vigilância em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador, vinculado à Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, informou que, em menos de dois meses, 37 pessoas morreram de diarreia em Alagoas. Dos 102 municípios do estado, 25 estão passando por uma epidemia e 46 estão em situação de alerta.

De acordo com informação do Departamento de Vigilância em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador, uma das causas do grande número de pessoas com diarreia é a distribuição de água sem tratamento por carros-pipa no interior do estado. Segundo nota técnica do órgão, “os carros-pipa estão captando água bruta e não estão realizando nenhum tipo de tratamento, antes de disponibilizá-la para a população, o que causa alto risco à saúde”.

Depois de analisar a qualidade da água encontrada nas chamadas fontes alternativas utilizadas pela população no interior de Alagoas, o que inclui locais de armazenamento de água trazida por carros-pipa, a Sesau confirmou que as amostras apresentavam "alterações".

A Sesau também está recomendando que a população reforce os cuidados com higiene pessoal e dos alimentos, além de fazer o tratamento caseiro da água. No mês passado, o Ministério da Saúde enviou 375 mil garrafas de água sanitária ao estado para que sejam distribuída entre os municípios. De acordo com orientação do Portal da Saúde, do governo federal, a água está pronta para o consumo 15 minutos após receber duas gotas do produto.


02 julho 2013

Forte calor provoca alerta no Oeste dos EUA

Correio do Brasil
Por Redação, com Reuters - de Nova York, EUA

A previsão do tempo não oferece alívio para o verão escaldante no Oeste dos Estados Unidos, num momento em que as temperaturas em alta levam as autoridades a emitir alertas de saúde e dezenas de pessoas vêm sendo atendidas nos hospitais com doenças relacionadas ao calor.

Cidades nos Estados da Califórnia, Nevada, Arizona, Idaho, Colorado, Utah e Texas registraram no sábado temperaturas recordes, acima de 38 graus.

Equipes de atendimento emergencial em Las Vegas, onde a temperatura chegou a alcançar 46 graus, encontraram no sábado um homem idoso morto em seu apartamento, que não tinha ar-condicionado.

Dezenas de pessoas foram tratadas por sintomas relacionados ao calor, incluindo um homem que ligou de uma rodovia para dizer que estava passando mal, após horas dirigindo sem ar-condicionado. Ele foi hospitalizado em estado grave, informaram autoridades.

Bombeiros temem que a seca, causa de vários grandes incêndios recentes em toda a região oeste do país, possa produzir novas chamas, já que no feriado de 4 de julho muitas pessoas costumam lançar fogos de artifício para celebrar a independência dos EUA.


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Brotas (SP) lucra com a preservação de rios e cachoeiras

Após sofrer com a falta de emprego por duas décadas, cidade atrai quase 200 mil ecoturistas por ano
 

Cleide Carvalho - O Globo Amanhã

BROTAS, São Paulo - O Jacaré-Pepira nasce na Serra de Itaqueri, no Meio-Oeste paulista, e atravessa 13 municípios em seu percurso de 174 quilômetros até desaguar no Tietê. Suas águas límpidas atraem grupos de jovens e famílias inteiras para o município de Brotas, em busca de diversão e aventura.

Mais de 180 mil pessoas por ano descem corredeiras em boias ou barcos infláveis, fazem rapel em cachoeiras e soltam o corpo em tirolesas que cruzam matas, riachos e cascatas. Mas o rio só segue vivo porque, 20 anos atrás, a comunidade decidiu que a preservação não seria um ônus e sim um negócio promissor.

— Quando criança eu nadava no Rio Jacaré, assim como nadava no Tietê — diz o dentista João Batista Negrão, 74 anos, um dos integrantes da ONG Rio Vivo, que liderou o movimento pela proteção. — Hoje eu continuo nadando no Jacaré, mas se um dia eu cair no Tietê morro pela poluição. O cuidado que tiveram com o Tietê foi muito menor do que o cuidado que nós temos com o nosso rio.

A decisão de manter as águas limpas não foi simples assim. No início dos anos 90, a economia do município ia de mal a pior. No campo, predominavam gado de corte e leite e começava a despontar a monocultura da laranja, com empregos de baixa qualidade.

Na ausência de oportunidades, os jovens partiam para cidades maiores em busca de trabalho. Como possível solução, surgiu a proposta para instalar um curtume à beira do Rio Jacaré-Pepira, mas a população protestou, abrindo mão dos empregos que seriam gerados pelo negócio.

A opção pelo rio limpo, porém, falou mais forte. E não veio sozinha. A população, incluindo grupos de ambientalistas e empreendedores, se juntou à prefeitura para estudar a viabilidade de novas formas de desenvolvimento.

Na busca por alternativas, o prefeito Orlando Barreto, que está em seu quarto mandato não consecutivo, descobriu caminhos na Secretaria de Desenvolvimento Econômico de São Paulo, que acabara de criar um programa para estimular a criação de 14 núcleos turísticos no interior do Estado. O prefeito também montou um grupo que elaborou o primeiro projeto de desenvolvimento turístico da cidade de Brotas.

— A Secretaria convidou 200 prefeituras para um seminário, mas só 40 mandaram representantes — conta Barreto. — O que os técnicos da Secretaria fizeram, de forma muito didática, foi mostrar num filme que o turismo gera empregos. Mostravam turistas chegando num hotel, onde trabalhavam a camareira, a cozinheira, a atendente... O turista ia passear e comia num restaurante, onde era atendido por garçons e cozinheiros. Ficamos maravilhados. A palavra mágica era emprego.

‘Boia cross’

A disposição da Prefeitura levou à criação da primeira agência de turismo de aventura da cidade, a Mata’Dentro. E a principal atração do rio não precisou ser inventada: havia anos os moradores de Brotas se divertiam deslizando nas corredeiras do Jacaré-Pepira dentro de pneus de caminhão, boias improvisadas que faziam a felicidade dos garotos da cidade. O “boia cross”, hoje praticado com capacete e colete salva-vidas, tornou-se a primeira atividade nas águas.

— Começamos com o “boia cross” radical — lembra Lázaro Roberto Buzarinho, 53 anos, ecologista e hoje integrante do Pelotão Ambiental da Secretaria de Meio Ambiente de Brotas. — Os turistas não tinham experiência e caíam nas pedras, saíam todos ralados. Passamos então a colocar num bote os que tinham medo de cair. Aí ninguém queria ir mais de boia, só de bote. Mas o bote se enchia de água e a gente tinha que tirar com o capacete. Era uma loucura. Não sabíamos nem que se chamava rafting.

A aventura sem regras durou pouco. Com o projeto oficial em curso, um especialista em rafting foi chamado para orientar a atividade. Também foram estudadas outras opções de lazer a serem oferecidas aos turistas. E não são poucas as belezas naturais disponíveis.

Brotas integra a Área de Proteção Ambiental (APA) Corumbataí, Botucatu e Tejupá, onde estão as Cuestas Basálticas, encostas esculpidas em rochas vulcânicas, onde nascem dezenas de rios. Na região ocorre o afloramento do Aquífero Guarani, a segunda maior reserva subterrânea de água doce do mundo, atrás apenas do Alter do Chão, no Tapajós.

Sozinho, o município abriga 74 cachoeiras. As nascentes, ainda não catalogadas, são mais de 200. O Jacaré-Pepira, que corta o município numa extensão de 50 km e já serviu até mesmo para produzir energia elétrica no local onde hoje há o Parque dos Saltos, dá vida a 40 espécies de peixes, entre eles cascudos e piabas. No entorno, vivem tamanduás, tatus, veados e capivaras.

— As cachoeiras eram fechadas dentro das fazendas. Visitamos os proprietários para que eles abrissem as porteiras para os turistas — relembra o prefeito.

Coube a uma equipe da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq-USP) avaliar o impacto ambiental e a quantidade de turistas que cada atividade pode suportar sem causar danos ao meio ambiente. Hoje, todas as agências de turismo têm cota de quantas pessoas por dia podem participar de cada aventura.

— Tínhamos uma Prefeitura disposta a fazer a infraestrutura, empresários dispostos a investir e a universidade para avaliar e dar as diretrizes — explica Antonio Carlos Thobias Junior, secretário de Turismo de Brotas. — Com o projeto de desenvolvimento turístico também feito pela USP, o turismo teve base científica. Ficou claro que a aposta era viável.

O município de 21 mil habitantes conta hoje com 2.100 leitos de hotel e 31 restaurantes. Com as chácaras de aluguel, o número de leitos chega a 4 mil no verão, período de alta temporada. As agências de turismo de aventura, que chegaram a 16 no início dos anos 2000, foram reduzidas a menos de dez, mas se profissionalizaram e investiram na segurança do turista. Um acidente ocorrido em 2004, com a morte de uma turista numa descida de cachoeira, aumentou ainda mais a preocupação com segurança.

Atualmente, as agências operam com certificação do Inmetro e são auditadas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). A Prefeitura criou uma legislação própria, com uma série de normas que regulam a atuação das agências e as atividades.

A modalidade mais procurada nos pacotes é o trecho do Jacaré Pepira utilizado para rafting, que conta com 9 km e seis corredeiras. No nível mais difícil, são 12 quedas num trecho de 10 km, com declive de 55 metros.

— Temos um sistema de gestão de segurança e ele nos ensinou a gerir a empresa — diz Rafael Barbieri, da agência Ecoação. —As normas de Brotas são mais rígidas que as válidas para todo o país e aumentamos a oferta de atividades, que já são mais de 30.

Com a profissionalização e a diversificação do comércio, o perfil de turistas mudou. Os visitantes gastam mais na cidade. Em média, fazem duas atividades de aventura. Se hospedam em hotéis e pousadas mais sofisticados, frequentam os melhores restaurantes e fazem compras de artesanato e doces locais.

— Os turistas antes vinham apenas em busca de adrenalina — afirma Sérgio Rodrigues, coordenador de atividades da agência Território Selvagem. — Hoje temos aqui três gerações de famílias. Todos têm algo de interessante a fazer.

Segundo dados do IBGE, o setor de serviços, impulsionado pelo turismo, responde por mais 50% do PIB do município. Somente as empresas de turismo de aventura respondem por 22% do emprego com carteira assinada de Brotas, sem contar os temporários e freelancers. Em maioria, são os jovens da cidade que estão à frente das atividades de aventura, como instrutores.

— A sustentabilidade social é consequência do turismo — opina Jean-Claude Razel, 48 anos. — Muitos meninos da cidade conseguiram inserção profissional através da atividade turística, na condução das atividades de aventura. Isso virou uma profissão.

Jean-Claude Razel chegou a Brotas como consultor de atividades de aventura e desenvolveu métodos para reduzir a sazonalidade do turismo, como programas de treinamento corporativo e estudo do meio para escolas. Hoje, ele administra também o seu próprio centro de aventuras, onde oferece de “boia cross” a circuito de arvorismo para adultos e crianças.

Quando adquiriu a área de cinco alqueires, a mata ciliar à beira do Jacaré-Pepira estava degradada. Com a obrigatoriedade de recuperar a vegetação, Razel fechou um acordo com a Centrovias, administradora de trechos das rodovias SP-225 e 310, que cortam a região. Num plano de compensação ambiental, a concessionária fez o plantio de 7 mil mudas em 20 mil metros quadrados de reflorestamento na área.

— Fazendas que eram usadas para o plantio de cana e laranja se converteram ao turismo e recuperaram áreas degradadas. Foram 509 hectares recuperados apenas nos 10 primeiros anos — lembra o prefeito, acrescentando que o reflorestamento continua, mas ainda não há um estudo específico sobre quanto da área de Mata Atlântica já foi recuperado na cidade.

Áreas alugadas

Eneida Farsoni Malagutti é uma das herdeiras da Fazenda Tamanduá, uma das primeiras a optar pelo replantio. No início, seu pai ficara receoso em cobrar pela visita de uma de suas nascentes, chamada “areia que canta” (ao ser esfregada com as mãos, a areia produz um som semelhante ao de uma cuíca). Foi a mãe de Eneida, Andrelina, quem teve a ideia de oferecer aos turistas algo a mais do que simplesmente conhecer a nascente, servindo café com bolos, geleias, tortas e outras delícias.

Hoje, boa parte da área de plantação de café e cana da fazenda foi destinada ao ecoturismo. O centro das atenções segue sendo a areia que canta, mas a fazenda inclui um hotel de primeira linha, com 50 chalés. Para o empreendimento, grandes áreas foram replantadas com mata nativa e 180 espécies de pássaros foram catalogadas, gerando mais um atrativo, a observação de aves.

— Com o plantio de cana não teríamos a mesma renda — conta Eneida, que é nutricionista e chegou a trabalhar numa indústria em Campinas. — O turismo é mais lucrativo. Mas não é só dinheiro. Com o hotel, pudemos reunir a família. Somos quatro irmãos e todos nós trabalhamos aqui e vivemos do turismo.

Muitos proprietários de fazenda encaram a obrigatoriedade de manter uma mata ciliar protegida à beira dos rios como prejuízo, já que não podem plantar ou facilitar o acesso do gado à água. Em Brotas, o raciocínio é outro. Fazendeiros alugam áreas protegidas para as agências de turismo de aventura e, em alguns casos, até as vendem.

— A área preservada, que para o agricultor não vale nada, para nós vale muito — resume Mayccon Alfredo Berto, gerente operacional da Aventurah, empresa que adquiriu uma área de 10 hectares no entorno da cachoeira Santa Eulália, onde são feitas atividades como cachoeirismo e tirolesa.

O trabalho de preservação em Brotas está rendendo até medalhas. Das 32 equipes brasileiras que disputam campeonatos de rafting, 19 são de Brotas, com 62 atletas cadastrados. Em novembro, a equipe Alaya disputa o campeonato mundial na categoria júnior na Nova Zelândia, defendendo o título obtido em 2011 no mesmo país.

— O rio é o grande vetor do desenvolvimento da cidade e temos ao redor dele 50 tons de verde — afirma Razel. — Vivemos e divulgamos a cultura da vida ao ar livre.


01 julho 2013

Dezenove bombeiros morrem em incêndio florestal nos EUA

Eles ficaram presos pelo incêndio florestal que se propagou rapidamente.
Fortes ventos dificultam trabalho na área conhecida como Yarnell Hill.


Do G1, em São Paulo

Dezenove bombeiros morreram na noite do domingo (30) em um incêndio florestal registrado no estado do Arizona, nos Estados Unidos, segundo informaram vários meios de comunicação americanos. Fontes oficiais do estado do Arizona, na fronteira com o México, disseram que esta é a pior tragédia florestal envolvendo bombeiros registrada em 30 anos nos EUA. 


Os bombeiros, pertencentes a um corpo de elite, ficaram presos pelo incêndio florestal que se propagou rapidamente com a ajuda de fortes ventos em uma área conhecida como Yarnell Hill.

O incêndio provocou, além disso, a evacuação de moradores da pequena cidade de Yarnell, situada a cerca de 130 quilômetros ao noroeste de Phoenix.

"Este é o dia mais triste que posso recordar", disse a governadora Jan Brewer.

"Os bombeiros estavam lutando contra o incêndio de Yarnell, perto de Prescott, onde o fogo, que avançava a toda velocidade, atingiu o local onde estavam", completou.

"Podem passar dias, ou mais, antes que uma investigação revele como esta tragédia aconteceu, mas sabemos o essencial em nossos corações: combater o fogo é um trabalho perigoso. O risco é bem conhecido por estes corajosos homens e mulheres que combatem as chamas", disse.

Pelo menos 200 das 500 casas dessa cidade ficaram danificadas pelo incêndio, que arrasou 800 hectares de floresta, segundo informou o porta-voz da divisão florestal do estado do Arizona, Mike Reichling, citado pela edição digital do jornal 'The Arizona Republic'.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, enviou condolências às famílias dos bombeiros mortos. "Eles colocam-se em perigo para proteger a vida e a propriedade dos cidadãos", disse ele, que está em viagem pela África. 


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