20 abril 2013

China envia mais de 7 mil soldados a área afetada por sismo

ANSA 
Em Pequim

Cerca de 7.500 soldados do Exército da China foram enviados hoje à região de Sichuan, no sudoeste do país, para dar assistência nas tarefas de resgate e ajuda das vítimas de um terremoto de 6,6 graus na escala Richter, que deixou pelo menos 156 pessoas mortas até o momento.

O primeiro-ministro da China, Li Keqiang, que visitou o local de helicóptero, assegurou que "todas as medidas possíveis" serão tomadas para ajudar as pessoas afetadas.

Além de graves danos materiais, aproximadamente 5.500 pessoas ficaram feridas na região e as autoridades locais acreditam que o número deve aumentar nas próximas horas.

Testemunhas apontaram, em entrevista à agência de notícias Nova China, que muitas casas foram severamente afetadas e que muitos dos feridos estão em estado grave.

O sismo foi considerado como um dos piores registrados no país desde 1976, quando 270.500 pessoas morreram após um tremo de 7,8 graus atingir a cidade de Tangshan, no norte do país. Em 2008, um tremor atingiu a mesma região, deixando 90 mil vítimas.

16 abril 2013

Morte por dengue é confirmada em Itaocara, na Região Serrana do Rio

Óbito foi confirmado pela secretaria estadual de saúde.
Quatro cidades da região estão com epidemia da doença.

 
Do G1 Região Serrana

A secretaria estadual de saúde, confirmou nesta terça-feira (16) uma morte por dengue em Itaocara, Região Serrana do Rio. Desde 1º de janeiro, são 12 óbitos em todo estado do Rio e mais de 107 mil casos suspeitos da doença.

Na Região Serrana estão em epidemia de dengue, São Sebastião do Alto, São José do Vale do Rio Preto, Macuco e Carmo. Cantagalo que aparecia na lista anterior da secretaria estadual de saúde, não foi relacionada desta vez.

 

Tubarões são influenciados pela Lua, aponta estudo liderado por brasileiro

Temperatura da água também afeta comportamento de espécie de animal.
Cientistas estudaram 'Carcharhinus amblyrhynchos' por quase 3 anos. 


AFP


Fatores ambientais como as fases da lua ou a temperatura da água afetam o comportamento de uma espécie de tubarão, aponta um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Ocidental da Austrália liderados pelo cientista brasileiro Gabriel Vianna, da mesma instituição.

A pesquisa foi publicada no periódico "PLoS One", informaram agências internacionais nesta terça-feira (16). Junto com a equipe de Vianna, trabalharam cientistas do Instituto Australiano de Ciência Marinha, ligado ao governo do país.

Eles passaram quase três anos monitorando tubarões-cinzentos-dos-recifes (da espécie Carcharhinus amblyrhynchos), na costa de Palau, no Oceano Pacífico.

Foram etiquetados 39 tubarões. Os pesquisadores também usaram telemetria acústica para segui-los, e descobriram que os animais permaneciam em águas profundas durante a lua cheia e subiam para águas mais rasas na lua nova.

Padrões similares já tinham sido registrados em outras espécies de peixes, como o peixe-espada (Xiphias gladius), o albaroca-da-laje (Thunnus albacares) e o atum patudo (Thunnus obesus), sugerindo que o comportamento do tubarão-cinzento-dos-recifes estaria relacionado com a alimentação.

Resposta aos predadores

 
Segundo a pesquisa, o comportamento também pode ser uma resposta aos predadores. Os animais podem evitar a luz próxima da superfície para que não se tornem presas fáceis de outros tubarões.

"Também descobrimos que o comportamento do tubarão-cinzento-dos-corais está relacionado com a temperatura da água", explicou Gabriel Vianna à AFP.

Os animais estudados, em sua maioria fêmeas adultas, mergulharam a uma profundidade média de 35 metros no inverno, ficando em uma região mais rasa quando águas profundas eram mais mais frias. Já na primavera, com a elevação das temperaturas em geral, eles se arriscaram mais fundo e foram a 60 metros.

No verão, quando a camada mais quente da superfície da água se expandiu, os tubarões tenderam a se mover em profundidades variadas. Para os pesquisadores, devido ao fato de serem animais de sangue frio, os tubarões podem preferir águas mais quentes para poupar energia.

O estudo também mostrou que a hora do dia pode influenciar o mergulho dos animais. "Nós ficamos surpresos ao ver tubarões indo cada vez mais fundo durante a manhã e o padrão exatamente inverso à tarde, gradualmente subindo em direção à superfície", relatou Vianna.

Para o pesquisador brasileiro, o estudo tem implicações na preservação da espécie, pois o comportamento dos tubarões ao mergulhar pode evitar que sejam capturados em diferentes horas do dia.

"Em lugares como o Palau, que depende fortemente do turismo marinho e onde os tubarões são uma atração turística, a pesca de algumas dezenas de tubarões em populares áreas de mergulho poderia ter um impacto muito negativo na economia nacional", explicou.