08 fevereiro 2013

Câmara de Ribeirão Preto (SP) cria comissão permanente de direito dos animais

ANDA

A Câmara de Ribeirão Preto (SP) aprovou por unanimidade, nesta quinta-feira (7), a criação da Comissão Permanente de Defesa e Direito dos Animais. Com a abertura do novo comitê, que teve voto favorável de 18 vereadores na segunda sessão ordinária do ano, o Legislativo municipal passa a contar com 14 comissões permanentes.

Os membros das outras 13 comissões – como de Legislação, Justiça e Redação; Finanças e de Ética e Decoro Parlamentar – já tinham sido definidos na terça-feira (5), durante a primeira sessão da Câmara em 2013.

Antes da abertura das atividades do comitê em defesa dos animais, uma reunião nos próximos dias deve oficializar seus integrantes – presidente, vice-presidente e membros. A expectativa é de que a vereadora Viviane Alexandre (PPS), que apresentou o projeto instituindo a criação do grupo de estudos, presida a comissão. Na bancada, Samuel Zanferdini (PMDB) manifestou interesse em fazer parte da equipe.

Viviane disse que a comissão terá como prioridade discutir políticas para combater o abandono de animais por famílias contempladas pelas ações de desfavelamento na cidade e para prevenir a infestação da leishmaniose por meio do “mosquito-palha”.

Além disso, a vereadora confirmou que as competições com animais em rodeios e o uso de veículos por tração animal também entrarão na pauta da comissão ainda no primeiro semestre. “Quem trabalha com defesa e direito dos animais entende que o rodeio implica em maus-tratos”, afirmou.

Fonte: G1

Tempestade solar catastrófica pode atingir a Terra



Vanessa Daraya, de INFO Online



São Paulo - A Academia Real de Engenharia do Reino Unido alertou sobre os riscos de uma supertempestade solar que pode atingir a Terra em breve. Em relatório, os cientistas destacam que o evento é inevitável e pedem medidas preventivas.

Essas tempestades são causadas por manchas solares, regiões onde há uma redução de temperatura e pressão das massas gasosas no Sol, relacionadas ao seu campo magnético.

O Sol tem ciclos de atividade de aproximadamente 11 anos, com períodos mais intensos. O auge desse ciclo acontece agora, em 2013. Por isso, muitos países já começam a buscar maneiras de se preparar para uma grande tempestade solar.

Segundos o jornal Huffington Post, os pesquisadores britânicos anunciaram que essa supertempestade é um evento de proporções raras. Isso porque erupções solares responsáveis por causar tempestades na Terra são muito comuns. Mas essa que parece se aproximar deve ser parecida com o Evento de Carrington, que aconteceu em 1 de setembro de 1859. Na ocasião, postos de telégrafo pegaram fogo e as redes tiveram grandes interrupções. Também foram registrados distúrbios no campo magnético da Terra.

É provável que a próxima tempestade seja intensa como a ocorrida há mais de 150 anos. Porém, os cientistas alertam que os efeitos na Terra podem ser mais impactantes agora por causa da grande dependência tecnológica atual. A próxima tempestade solar traria consequências para equipamentos eletrônicos, como satélites, comunicações por rádio, GPS, transformadores e linhas de transmissão de alta tensão.

Tudo isso é causado pelas partículas carregadas pelas tempestades solares, que afetam os equipamentos eletrônicos. Isso causa picos de correntes capazes de danificar aparelhos ou queimar transformadores. Como consequência, pode acontecer um colapso nos sistemas de comunicação, nos automóveis e na aviação.

Somente nos EUA, o dano econômico de uma tempestade nessas proporções pode ser entre 1 e 2 trilhões de dólares no primeiro ano. A recuperação completa de todas os perdas causadas pode demorar de 4 a 10 anos, de acordo com um relatório de 2008 do Conselho Nacional de Pesquisa.

Segundo Adriana Valio, astrofísica e presidente da Sociedade Astronômica Brasileira, vale lembrar que essas tempestades não causam riscos imediatos para a saúde de quem está na Terra. Apenas os astronautas fora da estação espacial e pilotos de aviões de caça ou de voos com rota transpolar podem ser prejudicados.
 

Casca de romã previne o mal de Alzheimer, mostram pesquisas da USP

Eduardo Schiavoni
Do UOL, em Americana (SP)

Uma pesquisa realizada na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da Universidade de São Paulo, em Piracicaba, demonstrou que a casca da romã pode prevenir o surgimento do mal de Alzheimer.

"Isso se deve ao fato de que a quantidade de antioxidante presente na romã é elevada", comenta a autora do trabalho, a pesquisadora Maressa Caldeira Morzelle, do Departamento de Agroindústria, Alimentos e Nutrição. A pesquisa, uma dissertação de mestrado, foi feita sob a orientação da professora Jocelem Mastrodi Salgado, também da Esalq.

Morzelle identificou uma enzina com atuação específica na prevenção do mal de Alzheimer, doença degenerativa e atualmente incurável que afeta, na maioria dos casos, idosos com idade entre 60 e 70 anos. No Brasil, cerca de 900 mil pessoas já foram diagnosticadas com a doença.

Morzelle elaborou, em sua pesquisa, uma forma de processamento para que o produto seja industrializado em cápsulas. Ela buscou alternativas que pudessem concentrar todo o extrato da casca, em pó, para ser diluído ou adicionado a sucos de outros sabores, levando em consideração os desafios do processamento e armazenagem, e o fato de que a adição do composto bioativo não poderia afetar as propriedades sensoriais do produto final. Segundo ela, os testes já permitem dizer que o produto foi aprovado e estará disponível para uso industrial.

Poder antioxidante

Antioxidantes são essenciais para a prevenção dos radicais livres, substâncias que produzimos em nosso organismo e que contribuem para o envelhecimento e surgimento de doenças. De acordo com a pesquisa, apenas na casca da romã é possível encontrar mais antioxidantes do que no suco e na polpa da fruta.

Segundo Morzelle, a casca da romã, quando industrializada, não teve sua atividade anticolinesterásica (inibidora de enzimas associadas ao Alzheimer) e sua capacidade antioxidante afetadas. "Desta forma, verifica-se o potencial para a indústria no emprego das microcápsulas à base do extrato da casca de romã como um ingrediente a ser incorporado na dieta, sendo um aliado na prevenção do mal de Alzheimer", conclui a pesquisadora.

O poder das frutas

Zilmar de Barros, outro pesquisador da casca da romã, constatou seu benefício na proteção a doenças degenerativas em 2011, quando defendeu sua dissertação de mestrado também na Esalq.

Para ele, não só a romã como outras frutas, especialmente as brasileiras, não recebem a devida atenção quando o assunto é saúde. "Desde a pré-história, as frutas desempenham papel importante na alimentação do homem, mas só agora começamos a prestar mais atenção aos fatores medicinais de seu consumo", comentou em sua dissertação.

Segundo o pesquisador, a romã tem efeito anti-inflamatório e possui elevada quantidade de antioxidante, especialmente na casca. "Elas são subaproveitadas, embora sejam uma excelente fonte de antioxidantes", comentou.

A pesquisa conduzida por ele demonstrou, ainda, que a casca de romã processada pode ser utilizada para fornecer a sucos industriais já comercializados no mercado sua característica antioxidante sem que alterações no sabor sejam registradas. O preparado desenvolvido por Barros, feito à base de um grama de casca de romã desidratada, quando adicionado aos sucos, aumenta em praticamente 30 vezes a capacidade antioxidante do suco ao qual é acrescentado.

Após essa adição, a taxa de antioxidantes manteve-se estável. "Isso é importante, já que, se for utilizado comercialmente, a estocagem não deve tirar as características do produto", informou. Segundo a Esalq, o composto foi aprovado para uso industrial e sua comercialização por empresas do setor está em fase de negociações.

Benefícios

Originária do sudeste asiático, a romã ganhou fama, no Brasil, graças às simpatias de fim de ano. Segundo o dermatologista Claudemir Peixoto, porém, os benefícios da fruta são desconhecidos da maioria das pessoas.

Segundo ele, os antioxidantes atuam no combate aos radicais livres que causam envelhecimento precoce, flacidez da pele, celulite, perda da elasticidade, rugas etc. "Por ter muito antioxidante, a romã também inibe a proliferação de melanócitos, prevenindo manchas na pele causadas pelo sol", comenta.

O chá da casca também é popularmente utilizado contra infecções de garganta, já que as cascas e sementes da fruta possuem propriedades anti-inflamatórias capazes de aderir à mucosa, protegendo-a e aliviando as dores. "Consumir romã, certamente, é um excelente ganho para a saúde", comenta o clínico geral Joaquim Ribeiro.

05 fevereiro 2013

Grupo mantém cerco a consulado na Guiana Francesa

Pescadores e garimpeiros que acusam o Brasil de roubar recursos naturais locais ganham agora adesão de madeireiros

Jamil Chade
/ Genebra / O Estado de SP


Madeireiros e políticos da Guiana Francesa aderiram ao cerco que pescadores locais estão promovendo contra o consulado brasileiro em Caiena. Bloqueando as ruas que dão acesso ao consulado desde o final da semana passada, os trabalhadores da Guiana insistem que barcos e empresas brasileiras têm "violado a soberania" do território e levado de forma ilegal os recursos naturais da região.


A manifestação começou na sexta-feira, quando pescadores colocaram caminhões ao redor do consulado para protestar contra a pesca feita por brasileiros em águas da Guiana. No fim de semana, o Sindicato dos Garimpeiros aderiu ao protesto, alegando que seus filiados também sofrem com a imigração irregular de brasileiros que estariam garimpando ouro na região.


Ontem, foi a vez dos madeireiros. "Está claro que esse é um fenômeno que não atinge apenas uma classe de trabalhadores", disse ao Estado a diretora do Sindicato de Pescadores da Guiana, Patrícia Triplet. "A imigração de trabalhadores brasileiros está afetando a todos. Não se trata de um protesto contra o Brasil. O que queremos é que o governo francês entenda que estamos sofrendo por conta dessa exploração ilegal e que exija dos brasileiros uma providência real", declarou.


Os trabalhadores começam a ganhar o apoio de políticos locais. Segundo a sindicalista, uma reunião realizada ontem numa barraca montada na rua do consulado estabeleceu que o cerco será mantido "até que alguém nos escute".


Patrícia conta que, apesar de o protesto entrar pelo seu quinto dia, o governo brasileiro ainda não enviou uma delegação oficial para dialogar com os manifestantes.

"Apenas tivemos hoje um incidente com um funcionário que chegou até a barragem que criamos e ordenou que retirássemos tudo, caso contrário ele chamaria a polícia. Mas acho que a polícia não o atendeu, pois ninguém veio nos tirar", completou.


Governo pede que França garanta a segurança no local
 
Lisandra Paraguassu
 
O governo brasileiro pediu ontem à chancelaria francesa e ao governo local da Guiana Francesa a garantia de segurança no Consulado-Geral em Caiena, cercado por manifestantes desde domingo.

Segundo o Itamaraty, foram dadas garantias de segurança dos funcionários e também o acesso ao prédio, para que o atendimento local possa ser mantido.

Os protestos, no entanto, devem continuar. A informação é que a polícia local deverá cercar o consulado, mas não vai dispersar os manifestantes. Segundo o Itamaraty, já existe uma comissão binacional com a França e também com a União Europeia para discutir o cumprimento das normas internacionais de pesca na região.

Lei ambiental fortalece governança

Carlo Lovatelli - Presidente da Abiove
O Estado de SP

Como Código Florestal recém-aprovado, o Brasil entrou numa nova fase, caracterizada por forte melhoria na governança ambiental. Nesta nova etapa, os produtores rurais passam a ter maior segurança jurídica, principalmente porque o código introduz dois instrumentos: o Cadastro Ambiental Rural (CAR), uma espécie de RG da propriedade, e o Programa de Regularização Ambiental. O setor privado deve apoiar e seguir a legislação brasileira, uma das mais completas do mundo.


O CAR é importante porque vai ordenar o uso e a ocupação do solo, identificar o produtor perante o órgão ambiental e permitir o acompanhamento das atividades produtivas na propriedade , rural georreferenciada.


Entende-se por governança ambiental ações empreendidas pelo governo e o setor privado que permitem conciliar a produção de alimentos com a conservação dos recursos naturais. O Brasil vem executando essa equação com relativo sucesso. O País é uma potência agropecuária e dele se espera que continue a fornecer em grande quantidade grãos, fibras e carnes ao mercado global, mediante o cumprimento da legislação ambiental.


Graças ao progresso da governança, o Brasil tem hoje 62% do seu território coberto com vegetação nativa.


O desmatamento no Estado de Mato Grosso, principal fronteira agrícola brasileira, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (In- pe), alcançou 11.814 km² em 2004 e 7.145 km² em 2005. E declinou, em 2011, para apenas 1.120 km². Nota-se, por esses números, a redução significativa no desmatamento em Mato Grosso com a melhoria gradual da governança. Na Amazônia Legal, em 2004, registraram-se 27.772 km² de desflorestamento, área que caiu para 6.418 km² em 2011. 


Em 2012, o desmatamento foi inferior a 5 mil km².

Essa realidade mais positiva tem muito que ver com a Moratória da Soja, instituída em 2006 e renovada até 31 de janeiro de 2014. Por esse pacto, as empresas afiliadas à Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e à Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) implantaram um programa de governança setorial. O objetivo deste é não comercializar e não financiar a soja produzida em áreas desflorestadas, após 2006, localizadas no bioma Amazônia. O compromisso atendeu a demandas de consumidores internacionais. O Ministério do Meio Ambiente e organizações da sociedade civil (Conservação Internacional, Greenpeace, Ipam, TNC e WWF- Brasil) participam da moratória.


Antes dessa iniciativa, o cenário era de baixo cumprimento da legislação ambiental pelos produtores rurais e de altos índices de conversão de florestas nativas em áreas agrícolas.


Enquanto a governança pública era frágil, a Moratória da Soja atingiu seu objetivo de inibir o desflorestamento para o plantio de soja no bioma Amazônia. Já está provado que a oleaginosa, principal cultura agrícola do Brasil, não é vetor relevante para o desmatamento naquele bioma.


Nos últimos seis anos, foi adotado um conjunto amplo de medidas de combate ao desmatamento ilegal no País. Para citar as principais: Zoneamento Ecológico-Econômico dos Estados, lista de áreas embargadas do Ibama, reforço da fiscalização dos órgãos ambientais com o suporte da Polícia Federal e das Forças Armadas, criação do plano interministerial para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia (PPCDAM) e o grande avanço no monitoramento, em tempo real, de desmatamentos e incêndios florestais com o uso de imagens de satélite. Estas constituem provas objetivas e permanentes para punir aqueles que desrespeitam a legislação ambiental.


O Brasil já tem um sistema eficiente de comando e controle sobre os seus recursos naturais.


Cabe ao setor privado e à sociedade civil continuar trabalhando em conjunto numa agenda positiva, que aperfeiçoe ainda mais a governança pública. O principal objetivo é contribuir para o Brasil conciliar safras recordes e a conservação de seus recursos naturais.

03 fevereiro 2013

Chuva retorna ao Piauí e faz a alegria do homem do campo

Açudes, barreiros e cisternas estão cheios d'água novamente.
Produtores já estão plantando e respiram mais aliviados.

 

Do Globo Rural

Água, caatinga, estradas alagadas, bastou um pouco de chuva e o sertão nem parece mais o mesmo.

Valença do Piauí, Piauí, é um dos muitos municípios do semiárido brasileiro castigados pela seca em 2012. No mês de janeiro choveu cerca de 180 milímetros, até um pouco mais do que costuma chover nesta época do ano.

O verde voltou para a paisagem e os animais começam a ter o que comer e o que beber, já que os açudes e lagoas também estão se recuperando. A chuva mais uma vez renova a esperança do sertanejo.

Já está de volta o som da enxada que prepara o solo e o da matraca que semeia o grão. Em muitas roças, os agricultores se apressam para plantar o milho e o feijão. Há duas semanas, tem trabalho todo dia no sítio de Amparo Barbosa e Antonio da Rocha, que contam que só não plantam mais por falta de semente.

Do governo, o agricultor recebeu seis quilos de sementes, três de feijão e três de milho. Usou o pouco que tinha guardado e comprou outro tanto. Agora, são semanas de espera.

Em Valença do Piauí, o governo distribuiu 2,4 mil quilos de sementes, metade de milho, metade de feijão. É pouco, mas ajuda.

As cisternas depois de quase um ano voltaram a receber água da chuva. Não estão cheias ainda, mas já aliviam bastante a situação de quem depende delas para sobreviver.

A chuva também trouxe fôlego novo para os criadores. As baixas nos rebanhos por causa da seca foram enormes. Muito gado foi vendido magro, outros morreram e o que restou vivia em situação precária.

A Conab anunciou há uma semana o envio de até 300 mil toneladas de milho para o Nordeste, mas ainda não há prazo definido para que cheguem aos estados atingidos pela estiagem.

Em janeiro, choveu bem em quase todos os municípios do sertão do Piauí, mas o problema, segundo Evandro Luz, presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura, é que mesmo se a chuva voltar ao normal nos próximos meses, os produtores ainda vão sentir os efeitos da seca.

A previsão não é muito animadora, mas mesmo sabendo que o futuro do clima é incerto, o agricultor não perde a esperança.
 

Dupla de cães terra-nova viaja com o dono brasileiro pelo mundo

JOANA CUNHA - FOLHA DE SP
DE SÃO PAULO

Filas de controle de segurança nos Estados Unidos. Um banho de mar em Cancún, outro mergulho no Rio. Uma breve passagem para fotografar a iluminação da torre Eiffel num Natal em Paris. Uma temporada em Barcelona.

O roteiro parece ter sido planejado por experientes mochileiros. Mas esses viajados aqui têm quatro patas: são Silas, 75 quilos, e Zorba, 70 quilos, dois cães da raça terra-nova.

Nascidos em 2008 e 2009, nos EUA, os dois voaram pela primeira vez ainda filhotes, quando foram enviados para seu dono, o brasileiro Wdson Brum, que vivia no México.

"Eles adoram viajar. Têm passaporte e fazem visitas obrigatórias ao veterinário para renovar os atestados exigidos nas imigrações", diz Brum.

Em 2011, o trio se mudou para o Brasil. A carreira do executivo no setor hoteleiro seria um longo circuito de decolagens. "Eles até reconhecem as caixas transportadoras que usam nos voos", conta Brum, que diz nunca ter cogitado deixá-los para trás.

Um ano depois, o destino seria a Espanha. Antes de chegar à nova casa, em Barcelona, fizeram escala em Paris.

No último dia 17, novo check-in, agora para São Petersburgo, na Rússia, onde o contrato de Brum dura dois anos.

Arquivo Pessoal
 
2009 - O dono, Wdson Brum, que havia colocado seu nome em listas de espera para adquirir os animais, recebe os dois em Cancún, no Mé

TURBULÊNCIA

A documentação para transporte de animais varia entre países. Antes de viajar, é preciso consultar as regras da origem e do destino.

Deve-se atentar ainda ao conforto do bicho. Os cães não estão livres do jet lag. Por isso, além de um passeio antes da viagem, a veterinária Giulliana Tessari recomenda que o dono deixe objetos com seu cheiro no compartimento. "Evita que ele se sinta abandonado."