19 janeiro 2013

Operação Onda Limpa está de volta às praias cariocas

Correio do Brasil
Por Redação, com ARN - do Rio de Janeiro

Para combater o despejo irregular de lixo no Rio, a Comlurb promove nas praias da cidade durante o verão 2013, uma nova edição do programa “Onda Limpa”. Banhistas, moradores e turistas estão convidados para o primeiro dia da operação, na praia do Arpoador.

Sob o tema “O Rio é só beleza. Sem lixo é claro”, a campanha educativa reforça a informação sobre as responsabilidades do cidadão com a limpeza da cidade. No sábado a campanha chega ao Piscinão de Ramos e no domingo ao Pontal, no Recreio.

As atividades do “Onda Limpa 4” incluem shows do gari passista Renato Sorriso e do grupo de garis cantores Chegando de Surpresa, com a participação do personagem Super Gari, promovendo muito samba, atividades lúdicas e teatrais. As crianças são convidadas a participar de brincadeiras educativas nas tendas do evento, que distribui brindes como squeezes, chaveiros e sacos de lixo para carro.

17 janeiro 2013

Com estiagem, Jequié (BA) teme que chuva eleve casos de dengue

MÁRIO BITTENCOURT
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA DE SP, EM JEQUIÉ (BA)

A cidade baiana de Jequié, no semiárido nordestino, vive um dilema complicado: os moradores não sabem se torcem para chover ou para a dura estiagem prosseguir.

O município de quase 152 mil habitantes é um dos 260 da Bahia em estado de emergência por causa da seca, que atinge 6.800 pessoas, gerou 85% de perdas na lavoura e reduziu em 20% o tamanho do rebanho bovino da cidade, segundo a Secretaria Estadual de Agricultura.

O dilema aparece agora. Jequié é também recordista em notificações de dengue em 2013 na Bahia: apenas nas duas primeiras semanas do ano foram 292 casos registrados, de acordo com o governo do Estado, o que levou a prefeitura a decretar estado de emergência.

Foram 105 notificações em novembro e 408 em dezembro. O principal hospital do município está superlotado para atender casos suspeitos. Uma pessoa morreu com dengue hemorrágica
neste ano.

Jequié, conhecida como "Cidade Sol" por causa do intenso calor, tem chuvas só em períodos espaçados e por pouco tempo. Na maioria das vezes, elas são seguidas de sol escaldante, o que forma as condições ideais para a proliferação do Aedes aegypti, transmissor da dengue.

Um dos principais motivos da proliferação do mosquito são as águas paradas de um canal que corta a cidade e onde é despejado ao menos metade do esgoto.

O índice de infestação está em 3,6% dos domicílios, sendo que o aceitável pelo Ministério da Saúde é de até 1%. Há bairros onde o índice chega a 10%.

A Vigilância Epidemiológica local intensificou o uso de bombas costais e do caminhão fumacê, que jogam inseticida, e a prefeitura afirma que contratará agentes e uma empresa para fazer a limpeza do canal.

Há o receio de que, até lá, a chuva favoreça a proliferação de mosquitos. "Chuvas agora podem significar mortes por dengue na cidade", diz a prefeita Tânia Brito (PP).

SEM ÁGUA

Já o pescador Manoel José dos Santos, 48, que mora perto da barragem que abastece metade da cidade, sofre com a redução do reservatório. "A água está barrenta, e os peixes diminuem a cada dia."

Eliene Silva Santos, 25, mora no bairro de Amaralina, um dos mais afastados da cidade, onde falta água encanada e sobra esgoto correndo a céu aberto.

"Temos que nos virar todos os dias pra conseguir água. Eu tento pegar num poço que tem aqui perto, mas nem sempre encontro", relata.

Sobre a dengue, Eliene tem um palpite: "Acho que se tivesse saneamento por aqui seria bem mais difícil para o mosquito proliferar".

Na casa de Daiane Santos, 31, na região central da cidade, a ausência de água também é frequente.

Não bastasse o problema, ela teve de levar o filho de cinco anos ao hospital anteontem. Vinícius Rian reclamava de enjoos e dores de cabeça e no corpo. "Vim logo para cá, fico com medo de ser dengue hemorrágica", disse.

15 janeiro 2013

Número de mortes provocadas pela chuva em Minas Gerais supera período 2011-2012


Rayder Bragon
Do UOL, em Belo Horizonte 

Chuva que atingiu Belo Horizonte provocou queda de árvores, como na rua Peçanha, no bairro Carlos Prates
Chuva que atingiu Belo Horizonte provocou queda de árvores, como na rua Peçanha, no bairro Carlos Prates

As vinte e duas mortes registradas em decorrência de tempestades em Minas Geras nesse novo período chuvoso, que começou em outubro do ano passado e termina em abril de 2013, já superou o total de vítimas observado no mesmo período anterior, quando vinte pessoas perderam a vida.

Segundo a Defesa Civil Estadual, a última ocorrência relativa ao mau tempo foi verificada nesta segunda-feira (14), em Lambari (345 km de Belo Horizonte). Conforme o órgão, duas pessoas morreram soterradas por uma encosta que deslizou em cima de uma oficina mecânica. A chuva não dá trégua na localidade desde o dia 11 deste mês.

Ao todo, treze cidade mineiras já decretaram situação de emergência por causa das tempestades, que provocaram ainda ferimentos em nove pessoas e o desabamento de nove imóveis em cidades do Estado.

Ainda conforme relatório mais atualizado do órgão, 176 pessoas estão desabrigadas, ou seja, precisaram ser deslocadas para abrigos, e 187 ficaram desalojadas, sendo levadas para casa de parentes ou vizinhos.

A Defesa Civil Estadual informou que 188 edificações sofreram danos por causa das chuvas e nove foram destruídas. O relatório apontou 163 "obras de infraestrutura" (pontes, viadutos) afetadas de alguma maneira pelos temporais e 36 delas que vieram abaixo.

Raios

A Defesa Civil revelou que, neste novo período, houve uma incidência maior de pessoas mortas após terem sido atingidas por raios (descarga atmosférica). Até o momento, seis vítimas foram a óbito por causa do fenômeno.

Em um dos casos, um rapaz de 23 anos morreu ao ser atingido por um raio durante uma festa "rave" realizada na cidade de São Tomé das Letras (334 km de Belo Horizonte), em outubro do ano passado.

Conforme o major Edylan Arruda, integrante da Defesa Civil Estadual, além do incremento de ocorrências de pessoas atingidas pelos raios, em alguns casos de óbitos registrados na nova temporada de chuvas, as atitudes tomadas pelas vítimas contribuíram para o aumento no número de mortes.

"Existe, como em todos os anos, o problema da (falta) de percepção do risco (pelas pessoas). Mas a gente vê que esse ano tem várias fatalidades. As próprias pessoas não acreditam que possa ocorrer alguma coisa com elas", afirmou. 


"Melhorou, mas ainda não é ideal"

O coordenador citou o exemplo da morte de uma mulher, moradora da cidade de Ipatinga (217 km de Belo Horizonte) que, segundo a ocorrência, tentou salvar um cão em uma galeria de escoamento de água fluviais e foi surpreendida pelo aumento do volume de água do rio provocado pela chuva. O acidente ocorreu no dia 11 deste mês. Um vizinho da mulher tentou socorrê-la e acabou morrendo afogado.

O oficial informou que o órgão presta socorro às cidades que não conseguem, por meio das coordenadorias municipais, sanar os problemas derivados das chuvas. Segundo ele, o número de cidades que possuem a própria defesa civil aumentou nos últimos anos.

"Melhorou muito, mas não é o ideal", disse o coordenador. Ao todo, das 853 localidades mineiras, 707 informaram ao órgão estadual terem criado defesas civis municipais.

13 janeiro 2013

Mais de 3 mil renas serão mortas na Antártica para preservar ambiente

Animais ameaçam ecossistema local, segundo ambientalistas.
Renas naturalmente vivem apenas em regiões próximas ao Ártico.

 

Da Reuters

Cerca de 3.000 renas em uma ilha perto da Antártica serão abatidas para impedir danos ao meio ambiente pelos descendentes de um pequeno rebanho levado para lá há um século por caçadores de baleias da Noruega.

Uma equipe de 16 homens, principalmente pastores de renas, chegou a Geórgia do Sul, um território britânico ultramarino, e está se preparando para reunir e abater as renas em uma ilha que abriga pinguins e focas e não tem animais de pasto nativos.

"As renas tornaram-se muito destrutivas", afirmou Reidar Andersen, diretor do Norwegian Nature Inspectorate, que supervisiona a equipe. Renas naturalmente vivem apenas nas regiões árticas e sub-árticas, no outro extremo do globo.

Os animais pisaram em plantas nativas, causaram erosão e representam uma ameaça para os pinguins reis e aves locais da Geórgia do Sul, ao destruir seus ninhos. A equipe estava trabalhando esta semana na criação de cercas e um curral para as renas, disse Andersen.

As renas são parte de um problema global de espécies invasoras -- animais ou plantas que assumem novos habitats, como os coelhos europeus na Austrália ou a carpa asiática em rios norte-americanos. Pragas invasoras podem espalhar doenças e prejudicar a produção de alimentos.


Renas são consideradas invasoras na Antártica (Foto: David Moir/Reuters) 
Renas são consideradas invasoras na Antártica (Foto: David Moir/Reuters)

Uma estimativa de uma década atrás do prejuízo global causado por espécies invasoras foi de US$ 1,4 trilhão por ano, disse Geoffrey Howard, coordenador global de espécies invasoras para a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).

"É quase impossível saber o custo", disse ele à Reuters, por telefone, de Nairóbi. "Como é que você determina quanto vale um texugo, ou o valor de um elefante?". A entidade reúne governos, cientistas e organizações ambientais.

Na Geórgia do Sul, as renas foram introduzidas no início do século 20 por baleeiros noruegueses que queriam usá-las como alimento. "Tenho certeza de que elas vão prosperar e tornar-se prolíficas com o tempo, se elas forem deixadas sozinhas, o que com toda a certeza será um trunfo para a Geórgia do Sul", escreveu o baleeiro CA Larsen em 1911 sobre a introdução das 10 primeiras renas do sul da Noruega.

Mas o plano surtiu efeito contrário

 

O abate "é o tipo de ação que é necessária de tempos em tempos para corrigir erros anteriores", disse Arild Skedsmo do grupo de conservação WWF. Ele também disse que a Noruega deve agir para se livrar de seus caranguejos-rei, introduzidos no país do Pacífico, e dos abetos sitka trazidos da América do Norte.

Andersen disse que a carne das renas será transportada para as Ilhas Malvinas, que têm uma população de cerca de 3.000 pessoas. A expectativa é de que seja vendida para moradores e navios de cruzeiros.
 

China emite alerta devido à camada de poluição que cobre metade do país

Em Pequim, pontos turísticos como a Cidade Proibida ficaram encobertos.
Governo pede que máscaras sejam utilizadas por moradores.


Do Globo Natureza, com agências internacionais*

A China emitiu neste domingo (13) um alerta devido à densa e prejudicial camada de poluição que cobre desde o início deste fim de semana 12 províncias do país e que em Pequim se transformou em uma das piores nevoas poluentes registradas em uma década, informa a imprensa local.

Os cidadãos de grande parte do norte do país foram chamados a permanecer no interior de suas casas para evitar os efeitos da poluição, que no caso de Pequim foi qualificada de "severamente prejudicial e perigosa".

"Essa é realmente a pior poluição já registrada, não apenas de números oficiais, mas também de números de monitoramento da embaixada norte-americana. Algumas áreas na província (vizinha) de Hebei estão ainda piores do que Pequim", disse Zhou Rong, ativista de clima e energia no Greenpeace.


Névoa de poluição encobre neste domingo parte de Pequim onde fica a Cidade Proibida, cartão postal da China (Foto: Ng Han Guan/AP)Névoa de poluição encobre neste domingo parte de Pequim onde fica a Cidade Proibida, cartão postal da China (Foto: Ng Han Guan/AP)

A camada contaminante permanecerá sobre a capital chinesa por mais três dias devido à má condição meteorológica, evitando que as substâncias poluentes se dispersem, advertiu a agência oficial do país "Xinhua", que aconselhou aos moradores o uso de máscaras quando saírem, além de evitarem o exercício em excesso.

Neste sábado (12), a qualidade do ar em Pequim mostrou partículas com um diâmetro reduzido o suficiente para penetrar nos pulmões em uma amostra de 456 microgramas por metro cúbico, informou o centro municipal de alertas ambientais. A qualidade é considerada boa quando a taxa fica abaixo de 100.

No entanto, uma amostra apresentada pelo site da embaixada dos Estados Unidos na capital chinesa mostrava uma taxa acima de 800. A metrópole apresenta amostras com um valor máximo de 500, com a embaixada americana publicando no Twitter que suas próprias leituras estavam "além do índice".

Pequim já se comprometeu com um cronograma para melhorar a qualidade do ar na cidade, e realocou a maior parte de sua indústria pesada, mas as regiões vizinhas não se comprometeram da mesma maneira, disse Zhou.

"Para Pequim, a limpeza vai levar uma geração, mas outras regiões ainda não têm nem mesmo metas de reduzir a queima de carvão. Aposto que a poluição aqui vem principalmente dessas regiões vizinhas".

*Com informações da EFE e da France Presse
Chinesa utiliza máscara para se proteger do ar poluído registrado em Pequim (Foto: Ng Han Guan/AP)Chinesa utiliza máscara para se proteger do ar poluído registrado em Pequim (Foto: Ng Han Guan/AP)
É quase impossível observar prédios de uma das regiões de Pequim, na China, devido à poluição (Foto: Ng Han Guan/AP) 
É quase impossível observar prédios de uma das regiões de Pequim, na China, devido à poluição (Foto: Ng Han Guan/AP) 

Bike de garrafa PET é atração na Riviera, no litoral de SP

FELIPE LUCHETE - FOLHA DE SP
ENVIADO ESPECIAL A BERTIOGA

Em meio ao vaivém de carros pelas vias da Riviera de São Lourenço, em Bertioga (litoral de São Paulo), turistas passaram a usar "bicicletas públicas" feitas de garrafas PET para circular.

O uso é compartilhado e gratuito na hora inicial -- as bicicletas, em cores preta e verde-limão, ficam em três estações. Cada hora extra custa R$ 10.

Chamado de RiviBike, o sistema foi implantado no último dia 28 pela associação de amigos do local e segue a linha de projetos já adotados no Rio e em São Paulo.

Para usar a bicicleta, é preciso fazer um cadastro que custa R$ 20, pago com cartão de crédito, e assinar um termo de adesão.

Com uma senha, o usuário consegue destravar até duas bicicletas nas estações, o que permite pedaladas com um acompanhante --incluindo menores de 18 anos, que não podem fazer o cadastro.

É possível devolvê-las em qualquer estação. Duas estão perto da praia -- entre os módulos 5 e 6 e entre o 7 e o 8, onde o sistema é automatizado. Basta digitar CPF e senha.

Outra fica em frente ao shopping da Riviera. Há previsão de que mais três pontos sejam instalados e que seja possível destravar as bicicletas por meio de celular.

A economista Marie Simada, 25, que mora em São Paulo e passa a temporada de verão no local, deixou de lado o carro e passou a usar as bicicletas para ir do prédio onde costuma ficar até o shopping. Na volta, faz o mesmo.

O empresário Elton Rodrigues, 39, é um dos primeiros adeptos. Desde o fim de dezembro circula com a filha Larissa, 11. "Fazíamos caminhada na praia, agora queimamos calorias fazendo outras coisas pelo caminho."

Também morador de São Paulo, ele diz que gosta de andar de bike, mas não levava a sua por temer estragos com a maresia. O quadro das bicicletas é feito de garrafas PET: 200 delas, em média, formam o corpo de uma adotada pelo RiviBike. Produzidas em Salto (interior de São Paulo), custam cerca de R$ 800 cada.

Esse é quase o valor da multa (R$ 700) para quem não devolver a bicicleta nos pontos certos até as 22h do dia seguinte ao empréstimo.

Até agora, nenhuma multa foi registrada.