08 novembro 2012

Ataques de animais peçonhentos crescem 157% em 10 anos

O Eco

Os números impressionam: somente no ano passado, foram notificados mais de 139 mil acidentes provocados por picadas de animais peçonhentos. Desse total, 293 pessoas morreram. Um levantamento realizado pela Unidade Técnica de Vigilância de Zoonoses do Ministério da Saúde indicam, nos últimos 10 anos, um aumento de 157% no número de notificações de casos de acidentes provocados por animais peçonhentos.

As notificações são registradas tanto na zona rural como em áreas urbanas e o aumento costuma ser verificado entre os meses de novembro a março, quando ocorre o período das chuvas. “As chuvas desalojam os animais que vivem em tocas, como escorpiões, aranhas e serpentes. Eles acabam procurando abrigo em locais mais secos, muitas vezes, dentro de residências, aumentando a chance de ocorrência de acidentes”, explica Eduardo Caldas, coordenador de Vigilância em Zoonoses do Ministério da Saúde.


Além das chuvas, o Ministério da Saúde também aponta como causa para o aumento de acidentes o desequilíbrio ecológico e o período reprodutivo de alguns desses animais peçonhentos.


Os acidentes, dependendo da espécie, são mais frequentes nas cidades do que no campo.


A região Nordeste é campeã em acidentes com escorpiões, com 30.282, e a Bahia é o estado com maior registro total, 10.461. A segunda região é a Sudeste com 22.579 casos em 2011, 13.428 em Minas Gerais.


A região Sul registra o maior número de acidentes com aranhas: 18.052 casos em 2011. O Paraná sozinho teve 9.326 casos. As regiões Norte e Nordeste concentram os acidentes com serpentes: 9.329 e 8.184 casos, respectivamente.


O hospital Vital Brazil, do Instituto Butantan, em São Paulo, é especializado no tratamento de acidentes por animais peçonhentos e tem telelefones par orientação 24 horas por dia: (11) 2627-9529 e (11) 2627-9528.


Para dicas de primeiros socorros, visite a
o site do Instituto Butantan.
 

Número de mortos em terremoto na Guatemala sobe a 39

Também há mais de 150 feridos e dezenas de desaparecidos.
Tremor na costa do Pacífico foi sentido no México e em El Salvador.

 

Do G1, com agências internacionais

O forte terremoto de magnitude 7,4 que atingiu a costa pacífica da Guatemala nesta quarta-feira (7) já deixou pelo menos 39 mortos, mais de 155 feridos e dezenas de desaparecidos, segundo as autoridades. Balanço anterior falava em 29 mortos.

A situação mais grave é do departamento de San Marcos, fronteiriço com o México, onde pelo menos 40 casas desabaram e houve deslizamento de terra de montanhas sobre estradas.


Bombeiro em meio a desabamento provocado pelo terremoto desta quarta-feira (7) em San Marcos, na Guatemala (Foto: AFP)Bombeiro em meio a desabamento provocado pelo terremoto desta quarta-feira (7) em San Marcos, na Guatemala (Foto: AFP)

Também há vítimas nos departamentos de Quetzaltenango, Huehuetenango, Quiché, Sololá e Totonicapán, segundo o presidente Otto Pérez Molina.

O tremor ocorreu à 10h35 locais (13h35 no horário de Brasília), a uma profundidade de 41 km, segundo o Serviço Geológico dos EUA, que monitora terremotos.

O epicentro foi registrado a 56 km da cidade de Retalhuleu, na Costa Rica, a 61 km de Suchiate, no México, e a 163 km da Cidade da Guatemala.

Já houve pelo menos duas forte réplicas de magnitude superior a 4,7.

De acordo com a agência Reuters, os tremores foram sentidos na Cidade da Guatemala e na Cidade do México, causando abalos nos prédios, e também em El Salvador.


Segundo testemunhas, pessoas deixaram prédios em partes da capital guatemalteca, e bombeiros e equipes de resgate ficaram em alerta. Prédios também foram esvaziados na capital mexicana.

O Centro de Alerta de Tsunami do Pacífico informou que um tsunami bem pequeno foi registrado na costa da Guatemala, acrescentando que havia risco de danos localizados num raio de 100 quilômetros.

O terremoto desta quarta-feira foi o pior sofrido pela Guatemala desde 1976, quando um tremor de magnitude 7,5 causou a morte de cerca de 20 mil pessoas.

06 novembro 2012

Tráfico ilegal põe em risco vida de aves no Brasil

Correio do Brasil
Por Redação, com BBC - de São Paulo


O período que vai de setembro a dezembro é a época de reprodução da arara e do papagaio-verdadeiro (amazonaaestiva), duas das principais vítimas do mercado negro de animais silvestres no Brasil. Esse é também o período em que as autoridades mais registram ocorrências do tráfico ilegal dessas aves e de outros animais.

Os criminosos retiram as aves de seus ninhos em troncos de árvores enquanto elas ainda estão nos ovos ou não têm penas para voar.

Um filhote de papagaio-verdadeiro é vendido aos traficantes, por sitiantes e trabalhadores rurais do interior do país, por cerca de R$ 30.

A ave é então revendida ilegalmente pelos criminosos por R$ 150 em feiras do sudeste do país.


O filhote também pode receber uma anilha falsa e ser vendido por até R$ 1.000 – como se sua origem fosse um criadouro legalizado.

Além das aves, também são vítimas do comércio ilegal animais como cobras, peixes ornamentais, macacos em risco de extinção e até anfíbios – usados em pesquisas científicas por indústrias farmacêuticas.

Só neste ano, a Polícia Federal apreendeu em suas operações quase 14 mil animais silvestres. A maior parte deles pássaros – cerca de 13 mil.

Apesar de variar muito anualmente, o número de animais apreendidos pelo órgão vem crescendo. Em 2007, foram menos de 500 espécimes recuperados.

Os policiais dizem acreditar que o número de animais apreendidos seja apenas uma pequena parte do número de espécimes contrabandeados.

O Ibama – órgão responsável pela fiscalização – foi procurado pela BBC Brasil para comentar o assunto, mas decidiu não se manifestar.

Rotas

A maior parte dos animais silvestres apreendidos pela polícia foi capturada por criminosos nas regiões norte e nordeste do país, segundo o delegado Adalto Machado, da Delemaph (Delegacia de Repressão aos Crimes Contra o Meio Ambiente e Patrimônio Histórico) da Polícia Federal de São Paulo.

Mas, segundo ele, um grande número de animais também procede de Estados como Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná e até do Uruguai.

Depois de capturados por moradores locais, os bichos são vendidos para traficantes que os escondem às centenas em carros de passeio.

Na viagem até São Paulo, os animais enfrentam a superlotação das gaiolas, o calor e às vezes até a falta de água e comida.

Quando chegam ao local de revenda, os animais normalmente ficam escondidos em cômodos pequenos e sujos.


Cerca de 20% deles morrem na viagem ou até dez dias após terem sido apreendidos pela polícia, segundo a veterinária Liliane Milanelo, do Cras (Centro de Recuperação de Animais Silvestres) do governo de São Paulo.

- Eles chegam (em centros de recuperação) com elevado grau de estresse, algumas vezes com lesões permanentes, fraturas e olhos furados, devido à aglomeração. Chegam também desidratados, com desnutrição e alguns animais em óbito, infelizmente – disse ela.

O delegado Machado afirmou que, segundo investigações da PF, uma parte dos animais silvestres que chegam a São Paulo é enviada ao exterior – principalmente para a Europa e os Estados Unidos.

As principais rotas de saída do Brasil são voos para Portugal e rotas terrestres que cruzam as fronteiras com a Argentina e o Uruguai.

Recuperação

Os animais vítimas de traficantes que são recuperados pela polícia são enviados para centros especiais de recuperação. Neles, são identificados, marcados e separados segundo espécies e idade. Recebem então uma avaliação clínica.

Segundo a veterinária Milanelo, os que estão doentes passam por cirurgias ou tratamentos com medicamentos. Aqueles que estão desnutridos ou estressados são submetidos a um processo de reabilitação. Ele inclui treinamentos para obter comida sozinho, voar – no caso das aves – e para evitar a aproximação das pessoas.


Os animais aguardam então a formação de lotes para que sejam enviados em grupo aos seus Estados de origem, onde são soltos na natureza.

Contudo, segundo ativistas, o Ibama não tem capacidade para dar esse tipo de tratamento a todos os animais apreendidos.

O órgão passa por um processo de descentralização, mas ainda não tem locais de reabilitação suficientes para atender a demanda.

Para tentar resolver o problema, credencia entidades estaduais ou privadas para receber os animais. O Cras (Centro de Recepção de Animais Silvestres) de São Paulo é uma delas. Mas, embora seja uma das mais bem aparelhadas do país, está superlotada.

Com vagas para cerca de 1.500 animais, abriga hoje mais de 2.100. Cerca de 500 deles são fruto de uma única apreensão da Polícia Federal, realizada em outubro.

05 novembro 2012

Deputados aprovam estímulo à indústria de reciclagem de resíduos sólidos

Agência Câmara de Notícias
 
A indústria de reciclagem de resíduos sólidos foi contemplada no texto aprovado, nesta quarta-feira, para a MP 574/12 com um crédito presumido de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), de PIS/Pasep e de Cofins para estimular essa atividade.

O cálculo será sobre o valor de venda de matéria-prima ou produto intermediário fabricado com resíduos reciclados. As empresas terão direito a um crédito equivalente a 65% da alíquota desses tributos. Entretanto, não poderão usar os créditos conseguidos com a compra dos resíduos sólidos.


Isenções 

 
A MP 574/12 prorroga o prazo de isenção do PIS/Pasep e da Cofins para a importação e venda no mercado interno de massas alimentícias, como macarrão, lasanha, nhoque e cuscuz.

Originalmente, era apenas de seis meses, até 31 de dezembro de 2012, mas o relator, deputado Sandro Mabel (PMDB-GO), ampliou a isenção até 31 de dezembro de 2013.


Ele incluiu ainda os insumos usados na cadeia produtivas do peixe entre os beneficiados com essa isenção, que vigorará até 31 de dezembro de 2016.


Outra mudança nesses tributos é a reinclusão das receitas com venda de pedra britada, areia para construção e areia de brita na cobrança cumulativa da Cofins. A MP 561/12, convertida na Lei 12.693/12, já havia mudado esse regime de cobrança para o PIS/Pasep.


Processos do Fisco 

 
O texto de Sandro Mabel também amplia os casos nos quais, havendo jurisprudência contra o Fisco, o procurador-geral da Fazenda Nacional poderá desistir do processo na Justiça.

Atualmente, isso vale para as decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e passarão a valer também para o Tribunal Superior do Trabalho (TST), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a Turma Nacional de Uniformização de Jurisprudência, no âmbito dos juizados especiais federais.


As decisões das unidades da Receita Federal deverão reproduzir o entendimento adotado nas decisões finais de mérito sobre o mesmo tema.


No caso de consultas à Receita, quando o contribuinte pede uma posição antecipada sobre uma interpretação controversa da lei, o texto passa a permitir que ela seja feita por meio eletrônico e determina ao Executivo a regulamentação de um prazo para resposta.


Produto sustentável 

 
O texto aprovado concede um incentivo fiscal aos produtos considerados sustentáveis segundo avaliação da Comissão Interministerial de Mudança do Clima. A isenção de IPI, PIS e Cofins será fiscalizada pela Receita e pelo Ministério do Meio Ambiente.

O setor também passa a contar com um título de Produto Sustentável, concedido oficialmente ao produto cujo peso total seja composto, no mínimo, por 25% de gás potencialmente causador do efeito estufa (gás carbônico ou metano, por exemplo). Outros critérios serão aplicados, como uso de energia renovável e processo de produção que gere menos gás do efeito estufa.

 
Confira outros pontos da MP 574/12:
  • - isenção do Adicional de Frete para a Renovação da Marinha Mercante (AFRMM) e da taxa do sistema de sua emissão e controle (Mercante) no transporte de mercadoria submetida à pena de perdimento;
  • - proibição de uso de créditos com a Receita para compensar o pagamento do adicional e da taxa do Mercante, que não passará mais a fazer parte do Fundo da Marinha Mercante (FMM);
  • - fim da cobrança do PIS/Pasep e da Cofins sobre embalagens de água, refrigerante e cerveja com base no número de unidades;
  • - todos os custos com equipamentos contadores de produção de fabricantes regionais de refrigerante serão ressarcidos integralmente pela Receita Federal.

Habitat quente faz animais aquáticos terem tamanho menor, diz estudo

Cientistas compararam 169 animais de espécies diferentes para pesquisa.
Estudo diz que redução ocorre porque há menos oxigênio no mar que no ar.

 

Do Globo Natureza, em São Paulo

Temperaturas mais altas fazem com que animais aquáticos cresçam até um tamanho menor do que o normal quando atingem a fase adulta, segundo estudo conjunto das universidades de Londres e de Liverpool, no Reino Unido, divulgado nesta segunda-feira (5).

Os cientistas compararam o tamanho de 169 animais terrestres, marinhos e de água doce de várias espécies na fase adulta, submetidos a temperaturas diferentes. Os seres aquáticos "encolheram" numa proporção dez vezes maior do que os terrestres de tamanho similar em ambientes muito aquecidos, aponta um dos autores da pesquisa, o cientista Andrew Hirst, da Universidade de Londres. O efeito ocorre principalmente em animais com tamanho próximo ao de insetos e pequenos peixes.


O crustáceo 'Calanus propinquus', um dos pesquisados pela equipe do cientista Andrew Hirst (Foto: Divulgação/Alfred Wegener Institute for Polar and Marine Research)O crustáceo 'Calanus propinquus', um dos animais pesquisados pela equipe do cientista Andrew Hirst, da Universidade de Londres (Foto: Divulgação/Alfred Wegener Institute for Polar and Marine Research)

"Enquanto animais aquáticos têm seu tamanho reduzido em 5% para cada grau Celsius de aquecimento, espécies de mesmo tamanho que vivem na terra encolhem, em média, 0,5%", disse Hirst no estudo. A pesquisa foi publicada nesta segunda-feira (5) no periódico "Proceedings of the National Academy of Sciences" ("PNAS", na sigla em inglês).

O estudo afirma que a causa mais provável para essa diferença de tamanho entre espécies submetidas a habitats quentes ocorre porque na água a disponibilidade de oxigênio é bem menor do que na atmosfera.

Segundo os cientistas, quando a temperatura sobe no ambiente, a necessidade de oxigênio pelos organismos cresce - e é muito mais difícil para animais aquáticos obtê-lo do que para terrestres, diz a pesquisa.