28 junho 2012

Deputado vai tentar recuperar Código Florestal que foi aprovado pela Câmara

Correio do Brasil
Por Redação, com Agência Câmara de Notícias – de Brasília

O deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO) disse que, na votação em Plenário da Medida Provisória (MP) 571, que altera o novo Código Florestal, vai tentar recuperar o texto do Código Florestal aprovado pelo Congresso. “Criamos um texto possível de ser aplicado, no qual cabia aos estados analisar onde tem assoreamento e onde áreas deveriam ser recuperadas”, defendeu.

O parlamentar é um dos autores do requerimento para realização da audiência pública sobre a MP que está sendo realizada na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural. Na avaliação de Caiado, a MP carece de embasamento técnico ao definir regras diferentes de preservação conforme o tamanho da propriedade e não pelas características dos cursos d`água. “Este é um Código Florestal ou Código Fundiário?”, questionou.

O deputado Abelardo Lupion (DEM/PR), também autor do pedido para a audiência, questionou o limite de cinco anos para pousio da terra previsto nas novas regras. “Que direito eu tenho de dizer isso sem deixar uma janela para que pesquisadores e cientistas digam o que é preciso fazer futuramente, a partir de doenças ou defensivos que exijam pousio maior?”, questionou.

24 junho 2012

Recuperar o Cerrado pode ampliar a produtividade e ainda gerar empregos

De acordo com pesquisador da Emprapa, recuperação de áreas degradadas pode multiplicar por cinco lotação de cabeças de gado e assim aumentar a economia do país

O Fluminense


Nos 50 milhões de hectares de pastos degradados encontrados no Cerrado é possível multiplicar por cinco o número de cabeças de gado se forem adotadas ações para recuperação do bioma, diz o pesquisador da Embrapa Arroz e Feijão, João Kluthcouski.


Ele também destaca a possibilidade de crescimento da lavoura.

“Se nós recuperássemos essas áreas aqui no Cerrado, poderíamos aumentar em até cinco vezes a lotação animal dessas áreas, quer dizer, colocar até cinco vezes mais boi. Se nós fizermos isso, evidentemente, não teremos mais necessidade de abrir pasto nas regiões marginais, como na Amazônia. Além disso, com a integração lavoura-pecuária, poderíamos, nessas áreas que hoje são degradadas, duplicar a produção brasileira de grãos, sem a necessidade de derrubar uma única árvore em reservas virgens”.

Entre os pontos positivos desse modelo, o pesquisador ressalta ainda a criação de empregos, já que o trabalho em pastos sustentáveis exige mais mão de obra do que nos pastos degradados, a atividade se torna mais produtiva e gera mais impostos. E, como a produção fica mais perto do centro consumidor, o custo do frete cai.

Ministro e técnicos são a favor da ideia - Segundo o técnico do Ministério da Agricultura Maurício Carvalho, o custo inicial pode ser grande, mas todo o investimento é recuperado no médio prazo.

Já o pesquisador da Embrapa Cerrados, Lourival Vilela, aponta que o interesse na integração é crescente, inclusive com o acréscimo do componente florestal.

Eventos relacionados à Rio+20 produziram toneladas de lixo

Correio do Brasil
Por Redação, com ABr - do Rio de Janeiro

Cerca de 60 toneladas de lixo foram produzidas na última semana nos locais da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, além da Cúpula dos Povos e dos acampamentos dos participantes do evento. Os espaços de coleta feita pela Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) foram o Centro Integrado de Educação Pública (Ciep) José Pedro Varela, Sambódromo, Campus da Praia Vermelha da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Ciep Trancredo Neves, a Quinta da Boa Vista e o Parque dos Atletas.

Segundo o coordenador de Sustentabilidade da Rio+20, o biólogo Francisco Nilson, a organização do evento teve como objetivo conscientizar os participantes sobre a gestão correta do lixo e a importância de se reduzir o consumo. Os materiais utilizados durante o evento são biodegradáveis ou compostáveis. Os copos de água são feitos de bagaço de cana ou de milho, que são fontes renováveis e não agridem o meio ambiente.

“Nós estimulamos o uso de squeezes, que são aquelas garrafinhas portáteis para armazenar água ou outros líquidos, que muitos delegados já tinham ou ganharam durante a conferência. Além disso, incentivamos o uso de refil de água. Havia galões espalhados pelos espaços sociais”, disse o coordenador.

A organização do encontro, em parceria com o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), montou um grupo de trabalho para debater como seria feita a divisão dos resíduos recicláveis entre as cooperativas. “Daí saiu nosso modelo de repartição de materiais recicláveis, e também a ideia de colocar educadores ambientais, que são catadores, nos espaços oficiais, na tarefa de conscientizar a população.”

Segundo Francisco Nilson, os resíduos não recicláveis tiveram como destino o aterro, que é o mais correto para esse tipo de material, por dispor de controle de emissões de gases de efeito estufa.

“A ideia é irmos aprimorando essas estratégias de sustentabilidade para os próximos eventos. Com a Rio+20, nós demos um bom primeiro passo, mas ainda temos um caminho até 2016. Nós tem um potencial enorme para implementar um sistema invejável de gestão de resíduos no Rio de Janeiro”, disse o coordenador.

No Parque do Flamengo, onde foi realizada a Cúpula dos Povos, funcionários da Comlurb recolheram cerca de 20 toneladas de lixo na última semana. No parque, a limpeza foi feita por 80 garis, que contaram com 430 contêineres. Foram utilizados ainda dois carrinhos elétricos. Os veículos são silenciosos e não emitem gases poluentes, reduzindo o tempo e o custo da coleta.