02 abril 2012

Jaguatiricas invadem condomínio residencial em Castilho, no interior de São Paulo

Ellen Lima
Do UOL, em São José do Rio Preto (SP)

Um condomínio de casas localizado próximo ao rio Paraná, no município de Castilho (cidade distante 650 km da capital paulista), registrou uma frequentadora inusitada: uma jaguatirica macho. Ela foi flagrada em um quintal, no último sábado (31) à tarde. O animal se refugiou numa árvore quando percebeu que era observada. Ela estava acompanhada de outra onça, que fugiu do local. A pequena onça tem 12 quilos e foi capturada pela Polícia Ambiental, que usou uma zarabatana com dardo tranquilizante, junto com uma rede.

O animal foi levado para o zoológico de Ilha Solteira, onde está sendo observado. Os veterinários pretendem libertá-lo em uma mata nativa próxima de onde ele veio.


De acordo com o tenente da Polícia Ambiental Lúcio Figueiroa Júnior, que atendeu a ocorrência, a presença da onça já vinha sendo registrada pelas câmeras de segurança do condomínio, em Castilho, há algumas semanas. No último sábado dois animais foram vistos à luz do dia. Eles circulavam pelo quintal de uma das casas. Uma delas fugiu e a outra, assustada, acabou subindo numa paineira.


O condomínio possui casas construídas para trabalhadores da antiga Cesp (Companhia Energética de São Paulo), que vieram de fora para trabalhar na construção de uma usina hidrelétrica na região. Eles se mudaram e venderam as casas, hoje ocupadas por famílias naturais de Castilho. O núcleo residencial fica próximo a uma área de preservação permanente, que é habitat de vários animais.


Apesar do susto dos moradores, a Polícia Ambiental informou que jaguatiricas não atacam pessoas, se não se sentirem ameaçadas. “Sua cadeia alimentar é composta de pequenos pássaros e aves médias como galinhas e patos”, explicou o tenente Lúcio. A jaguatirica será devolvida à natureza nas próximas horas.

01 abril 2012

Em 5 anos, rios da Grande São Paulo só pioram

O Estado de SP

São Paulo - Apesar do aumento nos índices de coleta e tratamento de esgoto na Grande São Paulo, a qualidade dos rios, córregos e represas da região continua ruim. Levantamento feito pelo jornal O Estado de S. Paulo nos dados da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) mostra que, entre 2005 e 2010, 65% dos 40 pontos monitorados na bacia ou piorou de qualidade ou não apresentou nenhuma melhora.

Em um recorte feito pela própria Cetesb, que leva em conta os dados históricos para apontar tendências de mudanças em longo prazo do Índice de Qualidade das Águas (IQA), apenas dois pontos de todos os 40 medidos tiveram tendência de melhora nos últimos anos. Todo o restante continua sem evolução.

"Isso mostra que a coisa está tão ruim que, mesmo reduzindo um pouco a carga poluidora, o Tietê continua com uma condição não tão boa. Por mais que tenha sido investido em tratamento de esgoto, o rio ainda não mostra melhoras", afirma Nelson Menegon, gerente da divisão de Águas Superficiais da Cetesb.

A falta de resultados visíveis na melhoria da qualidade da Bacia do Tietê também ocorre no curso mais baixo do rio, na direção do oeste do Estado. Nos outros 126 pontos monitorados pela Cetesb ao longo da Bacia do Tietê, apenas quatro apresentaram tendência de melhora nos últimos anos, segundo a companhia. Um deles, no braço do Rio Piracicaba entre Santa Maria da Serra e São Manuel, apresentou tendência de piora.

De acordo com Menegon, esse resultado é esperado. "Mais da metade da população do Estado está na Região Metropolitana de São Paulo. E a gente maltrata esse trecho do Rio Tietê", afirma.

O estado atual dos principais corpos d'água na Grande São Paulo está representado no mapa acima, que usa dados de 2010, os mais recentes. Apesar da qualidade da água ser péssima em quase toda a extensão a partir de Poá, o Rio Tietê não é o que tem o pior indicador. O líder desse ranking é o Tamanduateí que, na altura da Avenida Santos Dumont, no Bom Retiro, apresenta IQA de 14 em uma escala de 1 a 100.

A estagnação desses índices traz duas consequências principais. A primeira é a necessidade de se ampliar os índices de tratamento de esgoto em um ritmo ainda mais acelerado. Atualmente, cerca de 70% do esgoto gerado nos municípios atendidos pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) é tratado. A meta para 2016 é que esse índice pule para 84% e seja de 100% em 2018.

Só isso, porém, não vai resolver o problema. "Conforme o tratamento de esgoto avança, o peso da chamada carga difusa na poluição dos rios fica maior", explica Dante Ragazzi Pauli, assistente executivo da Presidência da Sabesp. A carga difusa representa os outros poluentes que também afetam a qualidade das águas, como o lixo que cai nos cursos d'água e a poluição do ar que desce com a chuva. "Cerca de 30% da carga poluidora vem dessas fontes difusas. É preciso um esforço conjunto para controlá-las", afirma Pauli. Segundo ele, o fato de o índice não ter melhorado não significa que os trabalhos estão sendo em vão. "Na verdade, temos de comemorar que não piorou. Se não tivéssemos feito nada, estaria muito pior do que está. Evidentemente, não conseguimos ver a olho nu essas melhorias, mas elas virão", diz. A Sabesp é responsável pela coleta de esgoto de 33 dos 39 municípios da Grande São Paulo, o que compreende 85% da população.

Inea localiza mancha com cerca de 1,6 mil litros de óleo em Maricá

Técnicos localizaram o produto a aproximadamente 20 km da praia de Ponta Negra e estimam que líquido já possa ter se espalhado a uma extensão de dois quilômetros

O Fluminense


Técnicos do Serviço de Operações de Emergência (Sopea) do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), com apoio do Grupamento Aéreo-Marítimo da Polícia Militar (GAM), localizaram na manhã de sábado uma mancha de óleo a 20 quilômetros da Praia de Ponta Negra, em Maricá.


Com cerca de dois quilômetros de extensão e um metro de largura, estima-se que tenham sido derramados no mar 1,6 mil litros de óleo.

A presidente do Inea, Marilene Ramos, solicitou apoio da Petrobras para a cessão de equipamentos especiais para contenção e/ou dispersão da mancha, para evitar qualquer possibilidade do óleo atingir as praias. Com apoio da Capitania dos Portos, o Inea vai fazer a coleta de material para tentar identificar a origem do material.

Embarcação pode ter responsável pelo derramamento de óleo - A hipótese mais provável é que o óleo tenha vazado de alguma embarcação, já que a mancha está localizada numa rota de navegação.

A denúncia sobre a existência do óleo foi feita por pescadores da colônia Z4, de Cabo Frio, na tarde de sexta-feira, na costa de Arraial do Cabo. O trajeto da mancha vai continuar sendo monitorado pelo Inea.

Mancha de óleo é encontrada no litoral do RJ

Band

Uma mancha de óleo foi identificada hoje a 20 quilômetros de Maricá, litoral fluminense. Ela tem cerca de dois quilômetros de extensão por um quilômetro de largura.