01 outubro 2011

Grupo de 20 golfinhos encalham em reserva natural da Indonésia

Band

Os animais foram encontrados por moradores do local que se mobilizaram para salvar os seis golfinhos sobreviventes.


27 setembro 2011

O Brasil não precisa de usinas nucleares

Monitor Mercantil

Segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o potencial hidrelétrico brasileiro é de 268 GW, dos quais apenas 30% estão em aproveitamento. A Região Amazônica detém 65% do potencial não aproveitado. Admitamos que, por motivos de caráter social e ambiental, os planos de expansão do sistema elétrico sejam reformulados, para se limitar em 80% o potencial hidrelétrico a aproveitar na Amazônia. Mesmo assim o Brasil poderá adicionar uma capacidade hidrelétrica de 148,7 GW aos 79,3 GW já instalados.

 
Somando-se a isto os 17 GW das pequenas hidrelétricas, vê-se que, só com o potencial hidráulico, o Brasil pode ter uma capacidade de 245 GW.

 
Mas ainda há o potencial eólico: de acordo com um estudo feito em 2001 pelo Centro de Pesquisas em Energia Elétrica da Eletrobras, o potencial eólico brasileiro (com turbinas em torres de 50 metros) é de 143 GW. E estudos recentes, considerando torres mais altas, mostram que o potencial pode chegar a 300 GW.

 
O sistema hidro-eólico poderia operar em sinergia com usinas termelétricas a biomassa, pois a frota automotiva brasileira é em grande parte alimentada com etanol, forçando a produção do bagaço de cana em escala suficiente para alimentar termelétricas de pequeno e médio porte, totalizando, em conjunto, uma capacidade da ordem de 15 GW, segundo a União da Indústria de Cana-de-açúcar (Única).

 
Assim, aproveitando apenas fontes primárias limpas e renováveis, o sistema interligado hidroeólico-biotérmico teria uma capacidade conjunta de 403 GW, podendo gerar 1.589 GW×hora firmes por ano, admitindo-se, conservadoramente, que o fator de capacidade do sistema integrado será igual à média ponderada dos fatores de capacidade de cada sistema isoladamente, que é 0,45.

 
Por outro lado, de acordo com o IBGE, a população brasileira deverá se estabilizar em 215 milhões de habitantes, por volta do ano 2040, de modo que o sistema integrado hidro-eólico-biotérmico teria um potencial suficiente para oferecer à população 7.390 kWh por habitante por ano, equiparando o Brasil a países de alto nível de qualidade de vida, tais como a França, a Alemanha e a Grã Bretanha.

 
A reserva de segurança do sistema hidro-eólico-biotérmico seria constituída pelas termelétricas a gás já existentes nas diversas regiões do país.

 
Portanto, ao contrário de alguns países europeus e do Japão, que, em médio prazo, não têm melhor alternativa, o Brasil não precisa correr o risco de gerar em centrais nucleares a energia elétrica de que precisa ou precisará.


Entretanto, num encontro realizado no Rio de Janeiro no dia 15 de setembro, o ministro de Minas e Energia, Sr. Edson Lobão, afirmou que, apesar do acidente de Fukushima, ocorrido no começo do ano, "o Brasil mantém a sua política de expansão da energia nuclear, prevendo para mais quatro usinas a curto prazo e a possibilidade de instalação de outras em todo o país."

 
E acrescentou o ministro que "não há perigo de um acidente nuclear no Brasil, pois o modelo de usina aqui construído é diferente de Fukushima e que gera "segurança absoluta"".

 
Ora, o fato de ser membro do "grupo Sarney" não confere ao Sr. Lobão conhecimentos técnicos para afirmar que existem usinas "absolutamente seguras". Apesar das conhecidas deficiências do sistema educacional brasileiro, qualquer estudante do primeiro ano de engenharia percebe que o que Sr. Lobão disse é discutível, para não dizer suspeito, sobretudo se considerarmos a história recente do Ministério de Minas e Energia.

 
Joaquim Francisco de Carvalho
Mestre em engenharia nuclear, ex-diretor da Nuclen (atual Eletronuclear).

Incêndio atinge região metropolitana de BH

Band

Voluntários se juntam aos bombeiros para tentar controlar incêndios florestais na região metropolitana de Belo Horizonte. O fogo já consumiu 80% do Parque do Rola Moça - a terceira maior reserva ambiental em área urbana do país.


25 setembro 2011

Imazon detecta aumento do desmatamento na Amazônia em agosto

Luana Lourenço
Repórter da Agência Brasil

 
Brasília – O Instituto do Homem e do Meio Ambiente na Amazônia (Imazon) registrou avanço do desmatamento na Amazônia em agosto. Em um mês, os satélites usados pelo instituto para fazer a avaliação identificaram 240 quilômetros quadrados (km²) de novos desmates. A área desmatada no mês passado é 158% maior que a registrada pelo Imazon em julho, quando a floresta perdeu 93 km². Em relação a agosto de 2010, o índice de aumento ficou em 15%.

 
As novas derrubadas estão concentradas no Pará, responsável por 49% de todo o desmatamento do bioma em agosto, com 119 km² de florestas a menos. Rondônia desmatou 46 km² no período. Mato Grosso foi responsável por 35 km² de área desmatada e o Amazonas, por 23 km². No Acre, foram derrubados 10 km² de floresta e Roraima e o Tocantins foram responsáveis por 6 km² e 1 km² de novos desmates, respectivamente.

 
Além do corte raso (desmatamento total), o levantamento do Imazon mede a degradação florestal, que considera florestas intensamente exploradas por atividade madeireira ou atingidas por queimadas. Em agosto, a degradação avançou sobre 131 km² de áreas de floresta. Em relação a agosto de 2010, quando a degradação atingiu 1,5 mil km², houve redução de 92%, principalmente no Pará, em Mato Grosso e em Rondônia.

Audiência debate suspensão de novas usinas nucleares por 30 anos

Jornal do Senado
 
Proposta é do senador Cristovam Buarque e recebeu parecer favorável do relator, Roberto Requião. Incluída na pauta da CI, senadores concluíram que é preciso discutir melhor o assunto antes de tomar uma decisão final.


As medidas que o Brasil deve adotar em relação à utilização da energia nuclear serão discutidas em audiência pública na Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI), com a participação de outras comissões. O debate visa subsidiar a discussão de projeto (PLS 405/11) do senador Cristovam Buarque (PDT-DF) que propõe a suspensão por 30 anos da construção de novas usinas nucleares no país.
 
A proposta estava na pauta da CI de ontem e foi retirada para que os senadores discutam melhor o assunto, avaliando a necessidade da suspensão e o prazo adequado à duração dessa medida. O relator, senador Roberto Requião (PMDB-PR), apresentou voto pela aprovação da matéria, que terá decisão terminativa da CI.

 
Requião observa que o Brasil possui outras fontes de energia limpa e que não precisa investir em energia nuclear. Apesar dos progressivos aperfeiçoamentos da tecnologia, ele avalia que a utilização da energia nuclear, também uma energia limpa, ainda é uma fonte insegura. Um acidente com usinas nucleares, além das perdas humanas, inutiliza recursos naturais e causa prejuízos às gerações futuras, aponta. Apesar disso, Requião considera importante manter pesquisas na área.

 
— Deixemos que os países que têm tecnologia e precisam dessa energia financiem as pesquisas e corram os riscos. O Brasil tem muitas outras fontes alternativas e não precisa correr esse risco — disse.

 
Cristovam afirma que a energia nuclear é uma energia limpa e eficiente, mas que a moratória é importante até que haja garantia de que não haverá riscos em sua utilização.

 
Após o acidente de Fukushima, no Japão, observou Flexa Ribeiro (PSDB-PA), os países estão reavaliando a utilização da energia nuclear.


— Continuamos construindo Angra 3 como se nada tivesse acontecido — criticou.

 
Já para Walter Pinheiro (PT-BA), o Brasil precisa de uma política para a área energética. Os países europeus estão desativando suas usinas, mas continuam pesquisando e vendendo usinas prontas, inclusive para o Brasil, afirmou. Para Demóstenes Torres (DEM-GO), não basta a decisão de não construir mais usinas. É preciso discutir o tratamento a ser dado às já existentes.