01 setembro 2011

Para ministra, novo Código Florestal não encerra o processo de regulação das questões ambientais

Lourenço Melo
Repórter da Agência Brasil

 
Brasília - A aprovação do novo Código Florestal Brasileiro, ainda em tramitação no Senado Federal, "não fechará a questão da regulação no meio ambiente", segundo entendimento da ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. Mesmo depois de aprovado, a população, os investidores e os gestores ambientais precisarão compreender o alcance da política ambiental. "Há muito mais coisas que devem também ser visualizadas na política ambiental, que já conta com a compreensão da nova classe média quanto à necessidade de sustentabilidade no uso dos recursos naturais".

 
Será necessário, conforme Izabella Teixeira, promover a harmonização da política federal com as políticas estaduais e municipais de meio ambiente.

 
A ministra participou hoje (31) de uma solenidade no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que comemorou os 30 anos de criação do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).

 
Entre as questões recorrentes do momento, a ministra cita os danos dcorrentes do uso de agrotóxicos, "com a agravante de que entram no país até mesmo por contrabando, e que estão sendo repelidos por muitos agricultores. O Brasil é o país que mais consome esses produtos no mundo e são muito sérios os efeitos negativos que vêm causando à saúde da população".

 
O debate mundial que está acontecendo sobre o meio ambiente, de acordo com Izabella Teixeira, "tem a ver com o futuro do planeta, mais que com o futuro do meio ambiente em si, por isso, o assunto começa a ganhar espaço em todas as agendas sociais no mundo".

 
A Amazônia, segundo a ministra, é sempre lembrada como exemplo de patrimônio a ser cuidado, mas é preciso também que cada um conheça a realidade da sua própria cidade, o que está acontecendo com o lixo doméstico, com os rejeitos do comércio e da indústria, que também representam riscos para o meio ambiente.

Copa justifica corte de mata nativa, prevê Código

Novo relatório, do senador Luiz Henrique (PMDB-SC), define 20 situações nas quais poderá haver desmatamento em áreas de preservação no futuro
 
Marta Salomon / O Estado de S.Paulo

BRASÍLIA 

 
A "urgência" das obras da Copa do Mundo foi o motivo apontado para a proposta de autorizar o corte de vegetação nativa em áreas de preservação permanente (APPs) para a construção de estádios e "demais instalações necessárias", segundo a nova proposta de reforma do Código Florestal em debate no Congresso Nacional.

 
A nova versão da legislação ambiental foi apresentada pelo senador Luiz Henrique (PMDB-SC), relator nas próximas três comissões pelas quais a reforma de Código Florestal será analisada: Constituição e Justiça, Agricultura e Ciência e Tecnologia. A primeira votação foi adiada para o dia 14.

 
O relatório reverte a principal derrota sofrida pelo governo Dilma Rousseff durante a votação da reforma do Código Florestal na Câmara. A possibilidade de novos cortes de vegetação nativa em áreas de preservação permanente para atividades agropecuárias foi aprovada pela oposição e parte da base governista, no final de maio, diante das ameaças de veto da presidente da República.

 
A mudança sugerida pelo senador Luiz Henrique impedirá novos cortes de vegetação nativa em remanescentes de áreas de preservação permanentes estimadas em 600 mil quilômetros quadrados - ou mais de duas vezes a área do Estado de São Paulo. As APPs estão localizadas às margens dos rios, a partir da sua largura, e também nas encostas dos morros. O objetivo de sua preservação é assegurar a qualidade dos solos e da água.

 
A nova versão da reforma do Código Florestal também dispensa os produtores rurais da exigência de recuperar as áreas desmatadas até julho de 2008, data da edição de um decreto, pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com punição a quem descumprisse as regras de proteção ao meio ambiente nas propriedades rurais do País.

 
Segundo cálculo do professor Gerd Sparovek, da Universidade de São Paulo (USP), cerca de 400 mil quilômetros de áreas de preservação permanentes já teriam sido desmatadas. Parte disso seria considerada área consolidada para uso do agronegócio, conforme já previa o relatório aprovado na Câmara, de autoria do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP).

 
A regularização ambiental da ocupação de APPs por atividades do agronegócio será feita por meio de programas feitos não apenas pela União, mas por Estados e municípios, como defende o agronegócio, e não a partir de uma regra única, federal.

 
"Santa Catarina tem áreas de culturas agrícolas alagadas, convivendo com a segunda maior bacia leiteira do País, instalada em área de morros e montanhas. Imagine-se, então, a sua distinção com as peculiaridades dos Estados localizados na Amazônia, nas regiões pantaneiras, nos Pampas e na Serra Geral?", justifica o relator, governador de Santa Catarina na época em que o Estado reduziu as áreas de proteção às margens dos rios. A polêmica ainda está no Supremo Tribunal Federal.

 
Cortes no futuro. Uma das principais novidades apresentadas pelo relatório de Luiz Henrique é a definição de 20 situações em que poderá haver corte de vegetação nativa em áreas de preservação permanente no futuro.

 
Na versão anterior, aprovada na Câmara, eram vagas as hipóteses de utilidade pública, interesse social e atividades de baixo impacto ambiental em que a intervenção ou corte de vegetação poderia ser autorizada a partir da reforma do Código Florestal.

 
Além de obras de infraestrutura destinadas à Copa do Mundo de Futebol, poderão justificar o desmatamento de áreas de preservação permanente os empreendimentos apontados pelo presidente da República ou pelos governadores.

 
VETO AO CORTE
 

Na Câmara
 

A proposta aprovada pela Câmara permitia novos cortes em APPs para atividades agrossilvopastoris, ecoturismo e turismo rural, além de liberar os produtores rurais da recuperação de áreas já desmatadas. Isso colocava em risco mais de 600 mil quilômetros quadrados de áreas preservadas.
 
No Senado
 

Relator prevê que o corte de vegetação nativa em APPs só será autorizado em caso de utilidade pública, interesse social ou baixo impacto ambiental. Não será exigida a recuperação de áreas desmatadas até julho de 2008. Libera a recomposição de cerca de 400 mil quilômetros quadrados de áreas desmatadas à beira dos rios ou em encostas de morros.

Ambientalistas criticam relatório do Senado ao projeto de Código Florestal

Por Raquel Ulhôa | Valor
De Brasília

O parecer do senador Luiz Henrique (PMDB-SC) ao projeto do Código Florestal "aprofunda pontos problemáticos" do texto aprovado pela Câmara dos Deputados, segundo ambientalistas. A proposta - lida ontem na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e com votação prevista para o dia 14 de setembro - "reforça inconstitucionalidades, amplia a insegurança jurídica e incentiva novos desmatamentos", segundo análise preliminar do Comitê Brasil em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável e pela Campanha SOS Florestas.

De acordo com o advogado André Lima, da Fundação SOS Mata Atlântica, a proposta de Luiz Henrique consolida a anistia a desmatadores e cria condições para os 27 governadores editarem regulamentos sobre regularização ambiental "sem qualquer limitação ou parâmetro". Essa autonomia dos Estados é "um dos maiores desastres" contidos no projeto, segundo Marcio Astrini, representante do Greenpeace. "A questão ambiental será submetida às pressões locais e será criada uma guerra ambiental [entre os Estados] por uma frouxidão ambiental para atrair investimentos", diz ele.

O relator na Câmara, deputado Aldo Rebelo (PCdoB-AL), que acompanhou a leitura, elogiou a proposta do ex-governador de Santa Catarina. Segundo ele, deixa mais claras as normas de APPs, define melhor o que é área consolidada, protege o meio ambiente mas dá segurança jurídica aos agricultores e procura aperfeiçoar as atribuições da União e dos Estados. A intenção de Luiz Henrique é tentar aprovar nas comissões que vão analisar o mérito um parecer conjunto com Viana.

"Se depender da nossa vontade, vamos construir um relatório único, para que essa matéria seja aprovada neste ano e possamos entrar 2012 com uma lei durável e exequível. Eu e Jorge Viana estamos buscando produzir um texto que esteja absolutamente alinhado com a Constituição e não sofra ataques no Judiciário. Um texto que seja o mais que possível autoaplicável, indiscutível e que garanta segurança jurídica para todos aqueles que atuam nessa matéria", disse.

Luiz Henrique diz ter tratado apenas de questões jurídicas, o que é rebatido pelos ambientalistas. Uma inovação do parecer é a inclusão de obras de infraestrutura destinadas à construção de "estádios e demais instalações necessárias à realização de competições esportivas municipais, estaduais, nacionais ou internacionais" entre os casos de "utilidade pública" - uma das hipóteses em que pode haver intervenção ou supressão de vegetação nativa em Área de Preservação Permanente (APP), previstas no polêmico artigo 8º.

O objetivo, segundo o relator, é "garantir a sua construção, pela urgência do governo em viabilizar as obras da Copa do Mundo e da Olimpíada". Ele nega que o dispositivo permita novos desmatamentos.

O relator modificou o artigo 8º - resultante da emenda 164, aprovada na Câmara -, que trata da consolidação do uso de APPs. A intervenção ou supressão de vegetação nativa em APPs "somente ocorrerá nas hipóteses de utilidade pública, de interesse social ou de baixo impacto ambiental previstas na lei em discussão, ficando autorizada, exclusivamente, a continuidade das atividades agrossilvopastoris, de ecoturismo e turismo rural em áreas rurais consolidadas até julho de 2008".

Com a nova redação, Luiz Henrique acha que está colocando uma "trava" a novos desmatamentos. Para tornar mais claro quais são os casos de utilidade pública, interesse social ou baixo impacto ambiental, o relator define esses conceitos no próprio texto.

31 agosto 2011

Cientistas testam com sucesso método de impedir transmissão de dengue

BBC Brasil

Cientistas australianos dizem ter testado com sucesso uma maneira eficiente e barata de impedir a transmissão do vírus da dengue, que mata mais de 12 mil e afeta mais de 50 milhões de pessoas por ano ao redor do mundo.

A pesquisa publicada na revista científica Nature revelou que, após uma série de testes em laboratório, foi descoberto que a bactéria Wolbachia - que ataca apenas insetos - consegue bloquear a capacidade dos mosquitos aedes Aegypti de transmitir a dengue.

Os cientistas soltaram, então, 300 mil mosquitos adultos infectados com a bactéria em duas áreas relativamente remotas da Austrália ao longo de um período de cerca de dez semanas.

Pouco mais de um mês depois, quase todos os Aedes aegypti selvagens testados haviam sido infectados com a bactéria, ficando, portanto, incapazes de espalhar a doença.

Novos testes

O professor Scott O'Neill, da Universidade de Monash, um dos autores do estudo, diz estar otimista sobre o método.

"Este é o primeiro caso em que populações de insetos selvagens foram transformadas para reduzir sua habilidade de agir como vetores de doenças humanas", escreveram os cientistas.

Eles disseram que um elemento fundamental para o sucesso do teste foi convencer a população local de que soltar mais mosquitos na região era uma boa ideia.

Agora, os pesquisadores planejam fazer testes mais amplos nos próximos dois a três anos em países onde a dengue é endêmica, como Tailândia, Vietnã, Indonésia e Brasil.

Se os testes também forem bem-sucedidos, o método poderá começar a ser implementado como mecanismo de controle da doença em seguida, de acordo com O'Neill.

Prefeitura do Rio decreta estado de alerta diante do risco de epidemia de dengue em 2012

Isabela Vieira
Da Agência Brasil

No Rio de Janeiro

Diante do risco da pior epidemia de dengue no verão de 2012, a prefeitura da capital fluminense decretou estado de alerta para a doença na cidade e estabeleceu a entrada compulsória de agentes de saúde em imóveis fechados ou abandonados.

As medidas estão entre os principais pontos do Plano de Combate à Dengue para o Verão 2012. Anunciado hoje (31), o decreto que traz as ações passa a valer a partir de amanhã (1º), após a publicação.

O objetivo é eliminar os focos do mosquito transmissor da doença, uma vez que 82% dos criadouros do Aedes aegypti estão em imóveis, segundo a Secretaria Municipal de Saúde. Dados também revelam que, em dois a cada três casos de dengue, foram encontrados ovos do mosquito na casa dos doentes.

Em julho, a Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil do Rio de Janeiro promoveu uma Mobilização contra a Dengue quando 4.746 focos do mosquito foram destruídos.

Risco aumentado

O prefeito do Rio, Eduardo Paes, disse que o risco de uma grande epidemia em 2012 se deve à volta do vírus tipo 1 e à entrada do tipo 4, para os quais a população não tem imunidade. Ele explicou que, por causa das epidemias dos anos de 2002 e 2008, os cariocas ficaram mais resistentes às variações 2 e 3, que tendem a fazer menos vítimas.

"Temos duas epidemias grandes na história do Rio, em 2002 e 2008, e o que se observou é que em 2001 e 2007 o número de casos apresentou uma curva de crescimento. Esse quadro se repete em 2011, portanto, tudo aponta para um novo ciclo da doença mais amplo e mais elevado, certamente, [será] a maior epidemia da história do Rio. Não quero assustar ninguém, mas a nossa convicção é essa", reforçou Paes, cobrando apoio da população e da imprensa no combate à doença.

Casos

Até agosto foram 67.797 casos de dengue na cidade do Rio, com pico em abril, quando foram registrados quase 25 mil casos. Em 2010, foram apenas 3.166 casos da doença no município.

Estado do Rio

O Estado do Rio de Janeiro lidera as estatísticas de mortes, casos graves e notificações de dengue nos primeiros seis meses deste ano. De janeiro a junho, foram registradas 85 mortes, 3.232 casos graves e mais de 137 mil notificações de dengue. O número de mortos pela doença cresceu 157% em relação ao primeiro semestre de 2010. O de casos graves, 58%, enquanto o de notificações aumentou 513% na mesma comparação.

Cientistas desenvolvem vírus que ataca células cancerígenas

BBC Brasil

O implante na corrente sanguínea de um vírus modificado que combate especificamente células cancerígenas pode ser a nova promessa da ciência no combate ao câncer. A descoberta é fruto de uma pesquisa internacional conjunta liderada pela Universidade de Otawa, no Canadá.

O estudo publicado pela revista Nature mostra que uma versão modificada do vírus vaccinia, intitulada JX-594, combate exclusivamente células doentes, deixando incólume o tecido saudável.

A pesquisa ainda não é conclusiva, já que apenas 23 pacientes foram submetidos aos testes. Mas o artigo, assinado por pesquisadores de universidades dos Estados Unidos, do Canadá e da Coreia do Sul, diz que a descoberta “transformará” de maneira efetiva o tratamento da doença do futuro.

O JX-594 (modificado a partir do vírus usado na vacina contra a varíola) foi aplicado em diferentes dosagens nos 23 pacientes, portadores de tipos de câncer que se espalham rapidamente por vários órgãos do corpo humano.

No grupo de oito pessoas que recebeu alta dosagem, o tratamento teve resultados positivos em sete pacientes, nos quais o vírus modificado atacou apenas as células cancerígenas após introdução via corrente sanguínea.

Os pesquisadores observaram que o vírus interrompeu momentaneamente o crescimento dos tumores em seis pacientes após a aplicação. Por questões de segurança, apenas uma dose foi administrada.

Otimismo

Para o professor John Bell, da Universidade de Otawa, que liderou o time de pesquisadores, “a administração intravenosa (do vírus) é crucial para o tratamento do câncer porque permite atacar tumores espalhados pelo corpo”.

A terapia viral no combate ao câncer não é novidade. Até agora, no entanto, o vírus era diretamente aplicado no tumor, e não na corrente sanguínea.

"Estamos muito empolgados porque pela primeira vez uma terapia viral se mostrou consistente e efetiva com o vírus replicando no tecido cancerígeno após aplicação intravenosa em humanos", diz Bell.

Apesar do estágio inicial da pesquisa, o cientista diz acreditar que "um dia vírus e outras terapias biológicas podem transformar efetivamente nossa maneira de lidar com o tratamento do câncer".

Ouvido pela BBC, o diretor do Barts Cander Institute da Grã-Bretanha, Nick Lemoine, considera a descoberta "uma promessa real" para "cânceres de difícil tratamento".

"O estudo é importante porque mostra que um vírus previamente usado na vacinação contra varíola em milhões de pessoas pode, uma vez modificado, atingir o câncer por meio da corrente sanguínea, mesmo quando o câncer já se espalhou pelo corpo do paciente", diz.

Com chuvas, Santa Catarina contabiliza uma morte e 16 cidades em emergência

Do UOL Notícias*
Em São Paulo

Um homem morreu em um deslizamento de terra provocado pelas chuvas na rodovia SC-456, na cidade de Anita Garibaldi, na serra de Santa Catarina, na noite de terça-feira (30) ontem. O corpo foi resgatado apenas no começo da tarde de hoje.


De acordo com o Corpo de Bombeiros, Diego Hernandes, 29, que era veterinário e funcionário da Prefeitura de Pinhal da Serra, estava em um carro que foi atingido pelo deslizamento. Com o impacto, o carro foi arrastado por cerca de 10 metros, para uma ribanceira, próximo a um lago. O corpo e o veículo já foram resgatados.

O número de cidades catarinenses em estado de emergência devido às chuvas que atingem o Estado desde o começo da semana chega a 16, de acordo com os últimos dados da Defesa Civil. As chuvas já afetaram mais de 272 mil moradores. Desse total, 6.227 estão desalojados e 799, desabrigados.

Outras duas cidades já decretaram estado de calamidade pública: Anchieta e Formosa do Sul.

Houve registro de queda de granizo e vendaval na maioria das cidades atingidas. Além da morte registrada em Anita Garibaldi, uma pessoa ficou ferida em Lages. Até o momento, mais de 6.000 imóveis já foram danificadas pelos vendavais e enxurradas. 

 
Estragos no Rio Grande do Sul

O excesso de chuva localizada, vendavais e as precipitações de granizo registradas nos últimos dias também no Rio Grande do Sul fizeram com que 11 cidades encaminhassem à Defesa Civil Estadual Notificações Preliminares de Desastre (nopreds), desde a segunda-feira (29). Os números são do levantamento feita pela Defesa Civil até a noite de ontem. Os problemas se concentram na metade norte do Estado. Vacaria (237 km de Porto Alegre) é a primeira a decretar situação de emergência.

Em todo o Estado, 10.707 pessoas foram afetadas pelo mau tempo, sendo que 142 acabaram desalojadas, 57 desabrigadas e 30 deslocadas. Ao menos 1.497 edificações foram danificadas.

Em Erechim (362 km da capital), o rio Ligeiro transbordou e ilhou uma família de agricultores. Nessa segunda-feira, a cidade foi atingida por um temporal de granizo. No município vizinho de Paulo Bento, os moradores foram surpreendidos por pedras do tamanho de bolas de golfe.

Na região metropolitana de Porto Alegre, a preocupação fica por conta do aumento do nível dos rios. A Prainha do Paquetá, em Canoas, que geralmente fica ilhada quando há altos volumes de chuva, está sob atenção.

*Com informações da Agência Estado e de Lucas Azevedo, em Porto Alegre

30 agosto 2011

Liminar suspende lei de isenção de ICMS das Usinas do Madeira

EcoDebate

O Ministério Público de Rondônia obteve liminar na Justiça, por meio de ação civil pública, determinando a suspensão da eficácia da Lei 2.538/2011, e por consequência, que a Secretaria de Estado de Finanças se abstenha de proceder à exclusão dos créditos tributários lançados de janeiro de 2008 até a presente data, especificados na planilha feita pela Sefin, bem como que aquela Secretaria suspenda a análise dos pedidos de exclusão dos créditos tributários com a finalidade prevista na referida lei.

A Juíza Inês Moreira da Costa, que deferiu o pedido da liminar, determinou ainda que a Sefin se abstenha de fornecer certidão negativa tributária valendo-se da pretendida exclusão.

A ação foi ajuizada pelos Promotores de Justiça Geraldo Henrique Ramos Guimarães e Alzir Marques Cavalcante Júnior. A lei 2.538/2011 isentou de cobrança de ICMS as importações de máquinas, aparelhos, equipamentos, suas partes e peças e outros materiais, sem similar nacional, e a aquisição e transferência interestadual de bens destinados a integrar o ativo imobilizado, adquiridos para a construção e operação das Usinas Hidrelétricas e linhas de transmissão de energia elétrica relacionados às Usinas de Santo Antônio e Jirau, no Rio Madeira.

Fonte: Ascom MP-RO

28 agosto 2011

À espera do tufão Nanmadol, Taiwan desloca 5.783 pessoas

DA EFE

Taiwan se prepara para a iminente chegada do tufão Nanmadol com alerta máximo e mobilizou 35 mil soldados enquanto deslocou 5.783 pessoas, informou neste domingo o Ministério da Defesa.

As autoridades também fecharam várias pontes no sul da ilha, por temer as cheias dos rios, que, em ocasiões passadas, destruíram pontes e causaram mortes, informou o Centro de Operações de Emergência.

Nanmadol, que provocou pelo menos oito mortes nas Filipinas, tem ventos de 126 km/h a 162 km/h, e seu centro está entrando na ilha pelo extremo sul, no cabo de Oluangpi, segundo dados do Serviço Meteorológico Central.

Todos os serviços foram suspensos, e o governo pediu aos cidadãos que se mantenham dentro de casa. Além disso, várias estradas em áreas montanhosas do centro e sul da ilha permanecem fechadas diante do temor que ocorram deslizamentos de terra e enchentes.

O transporte aéreo no sul de Taiwan também foi suspenso por tempo indeterminado.

Tempestade Irene deixa 15 mortos e 4 milhões sem energia

FOLHA DE SP
DE SÃO PAULO

A tempestade tropical Irene resultou na morte de pelo menos 15 pessoas em seis Estados e deixou 4 milhões de consumidores às escuras nos EUA.

As companhias elétricas e as agências de emergência reportaram a dificuldade em manter a cobertura elétrica integral no sábado e avisaram que a expectativa é que aumente o número de prejudicados conforme a tempestade avança para o norte do país.

O governador de Nova York, Andrew Cuomo, por exemplo, disse hoje que 905,3 mil consumidores do seu Estado estão sem eletricidade como resultado do acontecimento natural.

Durante a manhã deste domingo, a companhia de energia elétrica Con Edison afirmou que 21 mil pessoas estavam sem energia no Queens, 7,5 mil no Brooklyn e 6,7 mil no Bronx, além de 18,2 mil pessoas em Staten Island, enquanto quase 66 mil seguem sem luz no condado de Westchester e 166 mil no Estado vizinho de Nova Jersey. A companhia ainda não divulgou um balanço atualizado.

No Estado de Vermont, as condições em algumas partes são "horríveis" devido às inundações, de acordo com o porta-voz de administração de emergências do Estado, Mark Bosma.

"Algumas cidades pequenas estão inteiramente cobertas de água. Temos notícias de que as pessoas estão sobre as escolas e os carros", disse Bosma. "Uma mulher foi levada pelas águas do rio. A água está em todos os lugares".

INSEGURANÇA

O governador de Nova Jersey, Chris Christie, alertou neste domingo sobre o risco de inundações após a passagem da tempestade tropical "Irene", que vai alcançar níveis recordes, e recomendou aos cidadãos não deixar suas casas.

"Não saiam de suas casas. Ainda não é seguro. Temos inundações em todo o Estado", afirmou Christie.

O governador de Nova Jersey informou que os danos no litoral "parecem ser menores do que o esperado", mas as autoridades temem que as inundações provocadas pelo transbordamento dos rios "superem os registros históricos".

"Vamos ter recordes de inundações", acrescentou e explicou que serão necessários vários dias para voltar à normalidade.

Em todo o Estado, mais de 650 mil pessoas ficaram sem luz, informou Christie.

A tempestade "Irene" tocou a terra em Nova Jersey na primeira hora da manhã como furacão, mas posteriormente o Centro Nacional de Furacões (NHC) rebaixou sua categoria para tempestade tropical.

Irene segue agora para Nova Inglaterra, onde os meteorologistas preveem mais chuvas, mas espera-se que a tempestade vá perdendo força progressivamente ao longo do dia.

O PIOR PASSOU

A secretária de Segurança Interna dos EUA, Janet Napolitano, disse em conferência de imprensa que "o pior já passou para a maior parte da costa leste", e que a tempestade prossegue agora para a região da Nova Inglaterra e o leste do Canadá, mas já muito enfraquecida.

O prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, disse a repórteres que considera acertada a decisão de retirar mais de 370 mil moradores de suas casas e afirmou ter ido pessoalmente a abrigos congratular os nova-iorquinos que deixaram as áreas de risco.

Autoridades municipais disseram ainda que os aeroportos da cidade podem voltar a operar já na segunda-feira.

Com agências de notícias

Patas de touro paralisam em torneio internacional de Barretos

FOLHA DE SP
DE RIBEIRÃO PRETO

As duas patas traseiras de um touro travaram na noite deste sábado (27) durante o Barretos International Rodeo Rodeio. O público na noite era estimado em 50 mil pessoas.

O caso aconteceu durante a montaria do peão James Willian Marris. O touro deu cerca de três pulos e caiu com as patas traseiras no chão, de acordo com testemunhas.

O animal tentava se levantar, mas estava com as patas paralisadas e saiu da arena se arrastando pelas patas dianteiras. 



Silva Junior/Folhapress
Peão James Willian Marris no touro que caiu nos primeiros pulo e saiu da arena arrastando as patas
Peão James Willian Marris no touro que caiu nos primeiros pulo e saiu da arena arrastando as patas

Semana passada, um bezerro teve de ser sacrificado após ficar tetraplégico durante a prova de bulldog, quando o peão tem de imobilizar o bezerro com as mãos. A organização do evento disse que o caso foi uma fatalidade e atribuiu a morte a uma manobra irregular do peão.

Ontem, a organização do evento informou que o touro caiu por causa de uma cãibra e que logo depois se recuperou.

O peão Marris teve de montar em outro touro para completar a prova.

Ao fim da disputa, o touro que teve cãibra foi apresentado ao público para mostrar que o animal estava bem. Ele caminhou de um lado ao outro da arena.

O rodeio internacional tem 400 competidores neste fim de semana, segundo os organizadores. Destes, 56 disputam a montaria em touro - são 40 brasileiros e 16 estrangeiros.