09 abril 2011

Segundo Ipea, China ameaça o controle dos recursos naturais brasileiros

China é o maior comprador de produtos brasileiros desde 2009 e, ainda este ano, deve ultrapassar os EUA como vendedor para o mercado brasileiro
 
Agência Brasil


BRASÍLIA – A China é o maior comprador de produtos brasileiros desde 2009 e, ainda este ano, deve ultrapassar os Estados Unidos também como vendedor para o mercado brasileiro, de acordo com prognóstico do economista Eduardo Costa Pinto, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Segundo ele, enquanto as relações comerciais oferecem oportunidades de curto e médio prazos, podem gerar ameaças de longo prazo.


“Foi muito bom que o comércio Brasil-China tenha deslanchado na última década, mas devemos lembrar também que o comércio é apenas a ponta do iceberg nas relações bilaterais”, disse o economista ao apresentar hoje (8) comunicado do Ipea As Relações Bilaterais Brasil-China: A Ascensão da China no Sistema Mundial e os Desafios para o Brasil.

Ele destacou um fator que pode representar problemas para a economia brasileira. Como o forte das exportações do Brasil tem sido as commodities (produtos básicos com cotação internacional), especialmente minérios e alimentos agropecuários, o economista argumenta que essa concentração não é desejável. E pergunta: “em caso de exaustão desses recursos primários, o que o Brasil vai fazer?”

Segundo o estudo, embora a China tenha crescido 10% ao ano, em média, nos últimos dez anos, tem como grande limitação da expansão a questão ambiental, e vai atrás dos países que podem suprir suas necessidades, como o Brasil. Tanto que, além de comprar recursos naturais, os chineses também investem na aquisição ou na associação com empresas brasileiras para controlar as explorações, principalmente de minerais.

Costa Pinto disse que só no ano passado os chineses investiram mais de US$ 15 bilhões em nosso país, a maior parte no controle de exploração de minério de ferro em duas jazidas de Minas Gerais, bem como nas áreas de petróleo e siderurgia no Rio de Janeiro. Mas existe também uma preocupação adicional de setores da sociedade brasileira, que é a compra de vastas áreas de terras agricultáveis na Bahia e em Goiás.

Ele enfatizou que a dinâmica comercial e financeira entre os dois países “traz oportunidades para o Brasil no curto e médio prazos, mas se não forem bem aproveitadas poderão representar ameaças no longo prazo”. Citou a perda de participação de nossas exportações para outros competidores, perda do controle estratégico sobre fontes de energia, principalmente petróleo, e de recursos naturais, como terras e minas, que podem acarretar em “aumento da vulnerabilidade externa estrutural”.

Segundo ele, o Brasil tem que avançar nos instrumentos de regulamentação, regulação e fiscalização da compra de terras e de recursos naturais pelos chineses; precisa utilizar mais ativamente os instrumentos disponíveis de defesa comercial no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC); e negociar com o governo chinês condições isonômicas para a entrada e operação de empresas brasileiras em setores restritos a empresas chinesas.

Rio terá de conviver com chuvas mais fortes e mais calor, diz estudo

Daniela Chiaretti | De São Paulo - Valor

O Rio de Janeiro, a maior metrópole costeira do Brasil, terá que se preparar para conviver com chuvas fortes cada vez mais intensas e frequentes. Além disso, o nível do mar já estará subindo, o que agravará as inundações e ressacas. A elevação da temperatura será intensa em dias muito quentes e o número de dias com temperaturas mínimas não abaixo de 20°C irá quase dobrar. Esse clima será ainda mais propenso à proliferação do mosquito da dengue. A origem disso tudo é a mudança do clima e a mensagem é que o Rio tem que começar agora a se adaptar. A boa notícia é que são problemas que a engenharia consegue resolver.


Esses cenários serão apresentados hoje, durante reunião do Fórum Carioca de Mudanças Climáticas, no Palácio da Cidade, com representantes do Executivo do Rio. Fazem parte do estudo "Vulnerabilidade das Megacidades Brasileiras às Mudanças Climáticas: Região Metropolitana do Rio de Janeiro", financiado pelo Reino Unido e que juntou 29 pesquisadores de universidades estaduais e federais e institutos de pesquisa. Foi coordenado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e pelo Núcleo de Estudos da População (Nepo), da Universidade de Campinas (Unicamp) e tem como objetivo avaliar os riscos em regiões metropolitanas brasileiras. O estudo sobre São Paulo saiu em junho.

A elevação do nível do mar será fonte de problemas e irá forçar a infraestrutura em várias regiões. As construções de Copacabana, por exemplo, estão a 1,5 metro do nível do mar, o que representa riscos, no futuro, em dias de ressaca e com o mar subindo 0,5 metro. Talvez seja preciso recolocar areia na praia. Certamente terá que se estudar a maior pressão que existirá nas galerias pluviais e no sistema de esgoto, aponta Sergio Besserman, coordenador da Câmara de Desenvolvimento Sustentável da prefeitura. "Existe conhecimento para enfrentar tudo isso e temos tempo, mas tem que planejar".

A análise de dados na capital, em séries históricas, mostra que chuvas fortes estão mais frequentes e que chove mais, em volume. "Os dias e as noites quentes também estão mais frequentes, ao contrário dos mais frios, o que é consistente com um cenário de aquecimento global", diz o estudo. "Quanto melhor o planejamento, menos custos teremos à frente. Quanto mais ignorado o problema, mais caro será", reforça Besserman. "Adaptar-se à mudança do clima tornou-se muito relevante."

O trabalho menciona as tragédias que aconteceram nos últimos dois verões no Estado. Em abril de 2010, choveu 323 mm em 24 horas na região metropolitana do Rio, o que provocou deslizamentos, ressacas com ondas de até cinco metros e a morte de mais de 230 pessoas. Em janeiro, o drama se repetiu com mais força na região serrana. O desastre natural mais severo da história do país matou mais de 900 pessoas e deixou milhares de desabrigados.

O estudo, contudo, diz que não é possível afirmar "que as mudanças climáticas desencadeadas pelo aquecimento global são responsáveis por essas tragédias". Eventos extremos como esses acontecem há muito tempo e a ocupação de áreas de risco e a falta de um sistema de alerta criam cenários favoráveis a tragédias. "Mas essas catástrofes são um sinal do que poderemos enfrentar com cada vez mais frequência, se nada for feito para diminuir as situações de risco."

O estudo coloca uma lupa na região metropolitana do Estado. A disponibilidade de água pode ser muito afetada pela alteração no regime de chuvas. O sistema de esgoto também tem que ser pensado, porque o aumento do nível do mar tende a pressionar as galerias, assim como um acurado planejamento de drenagem. Besserman diz que a reforma do porto do Rio já dimensiona as galerias pluviais levando em conta esses cenários.

Dengue e leptospirose, doenças já graves no Rio e no Brasil, tendem a preocupar mais, diz o médico Ulisses Confalonieri, pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz, em Belo Horizonte. Os manguezais são um ecossistema vulnerável. Conhecidos como berçários da biodiversidade, protegem a costa evitando a erosão, previnem contra inundações e servem como barreira natural para tempestades. Seu destino depende da ocupação urbana que ocorrer por perto.

08 abril 2011

Ambientalistas também vão às ruas contra mudança no Código Florestal

Um dia após ato de ruralistas, manifestação critica projeto de Aldo Rebelo
 

Jailton de Carvalho e Letícia Lins - O Globo
 

BRASÍLIA e RECIFE. Ambientalistas e agricultores ligados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e à Federação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar (Fetraf) fizeram uma marcha ontem na Esplanada dos Ministérios, em protesto contra a proposta de reforma do Código Florestal, do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP). A ideia era mostrar que não só ambientalistas, mas agricultores também estão preocupados com o suposto afrouxamento das regras de proteção ambiental, previsto na reforma.
 
O protesto reuniu cerca de mil pessoas. Anteontem, os ruralistas levaram 15 mil à Esplanada, em defesa da proposta de Rebelo.

 
- Para fazer mudança no Código Florestal, é preciso dialogar com a sociedade. Não pode ser feita por pressão de um único grupo. Essa é uma questão que diz respeito a toda a sociedade porque não envolve só a agricultura. Estamos falando de vida, do planeta, de alimentos de qualidade e sem agrotóxicos - disse Elisângela Araújo, coordenadora-geral da Fetraf.

 
Ministra do Meio Ambiente recebe manifestantes
 

Ao longo do protesto, uma comissão de manifestantes teve uma reunião com a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. Ela informou ao grupo que, na próxima terça-feira, o ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, se reunirá com outros ministros para definir uma posição do governo sobre a reforma do Código Florestal. Ambientalistas e agricultores acham que a reunião de ministros é um bom indicativo.
 
- Isso mostra que o governo tem divergências com o relatório do Aldo Rebelo - afirmou Márcio Santilli, coordenador de Políticas e Direito Socioambiental do Instituto Socioambiental (ISA).

 
Os manifestantes também tiveram encontros com os presidentes da Câmara, Marco Maia (PTRS), e do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Maia disse que seu papel é intermediar a negociação entre as partes envolvidas nas discussões sobre a reforma do código. Sarney prometeu abrir espaço para ambientalistas e agricultores, quando o projeto chegar ao Senado.

 
Os manifestantes caminharam da Rodoviária até o Congresso, um percurso de pouco mais de dois quilômetros, sem incidentes. As discussões sobre a reforma do Código Florestal vêm se arrastando na Câmara desde o ano passado. Rebelo apresentou proposta que permite a redução das áreas de preservação obrigatória em propriedades particulares. A proposta ainda prevê anistia para agricultores multados por crimes ambientais.


Na próxima semana, ambientalistas e trabalhadores da agricultora vão ganhar apoio importante.

 
Representantes da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e da Academia Brasileira de Ciência deverão divulgar nota com críticas ao relatório de Rebelo. Os cientistas entendem que as áreas de proteção ambiental não impedem o aumento da produção agrícola. Para eles, as áreas já desmatadas são suficientes para atender as demandas da produção. Basta aumentar a produtividade.
 

Stédile e Aldo Rebelo trocam críticas e acusações
 
O coordenador nacional do MST, João Pedro Stédile, criticou ontem o deputado do PCdoB e ironizou a condição de comunista do parlamentar:

 
- Somos totalmente contra (as mudanças no código). Ele (Rabelo) beneficia o agronegócio. Que espécie é essa de deputado comunista? O pior conservador é o ex-comunista. Não vim aqui para falar mal de políticos. Mas temos maus exemplos de ex-comunistas, como o deputado Roberto Freire (PPSSP) e o ex-deputado Raul Jungmann (PPS-PE) - disse Stédile em Recife, no lançamento nacional da campanha "Agrotóxico mata".
 

Rebelo reagiu às críticas:
 
- O financiamento de minha campanha não foi, nem dessa vez nem antes, de setores ruralistas.

 
Meu eleitor é urbano. Stédile abandonou os assentados. Vive de financiamento externo e não representa os agricultores, que vivem multados e abandonados nos assentamentos, enquanto ele passeia pela Europa.

 
O deputado também rebateu a crítica de Stédile de que sua versão do novo Código Florestal significa a apropriação de dinheiro público, ao prever a anistia de multas dos desmatadores:

- A multa é a apropriação pelo Estado de recursos que pequenos agricultores não dispõem. E ele, como não é agricultor, não sabe disso. O meu texto beneficia os agricultores brasileiros, e talvez isso não interessa ao senhor Stédile, que sempre foi conhecido por seu fervor anticomunista, ampliado depois que passou a receber amplo financiamento de ONGs internacionais - disse Rebelo.

06 abril 2011

Ritmo do desmatamento no Amazonas aumenta 91%

Números divulgados pelo Inpe preocupam Ministério do Meio Ambiente
 

Portal Amazônia

MANAUS – O Amazonas aparece na contramão da tendência de queda no desmatamento registrada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), de agosto de 2010 a fevereiro de 2011. Enquanto Pará e Mato Grosso, tradicionalmente líderes no ranking de derrubadas registram redução nos números de degradação, o Estado contabiliza aumento de 91% do ritmo do desmatamento.

Os números divulgados nesta quarta-feira (6) pelo Ministério do Meio Ambiente mostram que o Amazonas é o segundo Estado em crescimento do desmate no Brasil, perdendo apenas para o Acre (com aumento de 181%). Além desses, outros três estados também desmataram mais que nos últimos períodos: %), Tocantins (66%), Maranhão (44%) e Rondônia (28%).


meio ambiente, destruição
Foto: Patrick Makarem/Ibama/Divulgação

Segundo a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, os números amazonenses geram preocupação para o Governo Federal. “O Ministério, junto com o Ibama, convidará os governos estaduais para debater e comparar os resultados para discutir como combater o desmatamento nestas regiões”, afirmou.

Izabella Teixeira garantiu ainda ser preciso ‘entender os números’, além de antecipar as ações de desmate. “As ações de caráter preventivo começaram a virar ações de caráter repressivo. Percebemos que o desmatamento está acontecendo mesmo no período de chuvas. É inovador. Estamos discutindo que dinâmica é essa que está adiantando o desmatamento”, disse.

Dados positivos

Considerando toda a região amazônica, o Inpe calcula redução de 7% no índice de desmatamento. Apresentaram queda Roraima (com redução de 77%), Mato Grosso (42%) e Pará (8%). No Amapá, devido à presença de muitas nuvens durante o monitoramento realizado pelo Deter/Inpe, os satélites não detectaram nenhum dado neste semestre, o que impossibilita a comparação.

Reino Unido quer ampliar parceria com o Brasil para preservação ambiental

OperaMundi

Em visita ao Brasil, a ministra do Meio Ambiente do Reino Unido, Caroline Spelman, afirmou nesta quarta-feira (06/04) que quer ampliar a parceria com o governo da presidenta Dilma Rousseff para reduzir a perda da biodiversidade brasileira.

Acompanhada de representantes da embaixada do Reino Unido no Brasil, Caroline conheceu o bioma Cerrado ao realizar uma trilha no Parque Nacional Chapada dos Veadeiros, em Goiás. “Entendo por que vocês querem proteger essas áreas. São mesmo muito bonitas”, disse.


Segundo ela, a maioria dos governos estrangeiros tem consciência de que é preciso investir na preservação de biomas brasileiros, mas a visita ao país serviu para “abrir os olhos” para o tamanho da biodiversidade na região. 

A ministra manifestou preocupação com relação aos últimos dados de desmatamento do cerrado e afirmou que, caso a situação não se altere, é possível que o bioma seja completamente destruído até 2030. Para ela, a estratégia global precisa estar voltada para o crescimento com sustentabilidade.

“Podemos reverter a perda. É possível apresentar crescimento e se tornar verde”, assinalou. Na avaliação de Caroline, estratégias de preservação de biomas como a Floresta Amazônica têm permitido que o Brasil esteja no caminho do crescimento sustentável.

O presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, Rômulo Mello, acredita que a visita da ministra ao Cerrado, e não à tradicional Amazônia, representa a importância do bioma no cenário internacional.

“Este é um momento econômico importante. O Cerrado é visto pelo agrobusiness como um grande espaço para que o desenvolvimento aconteça”, disse o presidente da instituto. Ele destacou, entretanto, que não pode haver nenhum tipo de competição entre os biomas brasileiros. “Todos são importantes.”

De acordo com Mello, Reino Unido e Brasil já apresentam “um diálogo afinado” nas discussões internacionais sobre meio ambiente. A tarefa brasileira agora, segundo ele, é mostrar ao governo britânico como o país administra suas unidades de conservação.

Na quinta-feira (07/04), a ministra visita o Rio de Janeiro, onde participa de um evento sobre a prevenção de desastres naturais. Na sexta-feira (08/04), ela retorna à Brasília, para discutir com autoridades brasileiras temas como economia verde, segurança alimentar e commodities agrícolas. 

05 abril 2011

Governo considera pedidos da OEA sobre usina de Belo Monte precipitados e injustificáveis

Globo News

O governo brasileiro reagiu com indignação à carta da Organização dos Estados Americanos sobre a usina de Belo Monte. No documento, a OEA pede a suspensão imediata do licenciamento da obra.

Proposta de mudança no Código Florestal aumenta desmatamento na Amazônia, diz diretor do Ibama

Luana Lourenço
Da Agência Brasil

Em Brasília

A expectativa pela votação do relatório do deputado Aldo Rebelo (PCdoB) propondo mudanças no Código Florestal tem provocado uma corrida ao desmatamento na Amazônia, de acordo com o diretor de Proteção Ambiental do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Luciano Evaristo.

“Há na região a impressão de que o novo Código Florestal vai regularizar as propriedades ilegais. E essa expectativa vem estimulando a abertura de novas frentes. Ouvimos produtores flagrados por desmatamento dizerem abertamente que estavam desmatando porque o Código Florestal será votado esta semana e vai anistiar todo mundo”, disse hoje (5) Evaristo à Agência Brasil.

Motivados pela falsa expectativa de anistia para quem desmatou ilegalmente, proprietários têm avançado sobre a floresta mesmo na época de chuvas, quando tradicionalmente as taxas de desmate na Amazônia são menores. “Nem esperaram a estiagem, que se inicia em maio. Começaram a desmatar desde novembro, debaixo de chuva, de qualquer jeito.”

Aprovado em julho do ano passado por uma comissão especial da Câmara, o relatório de Rebelo prevê uma série de flexibilizações na lei florestal, inclusive a redução de áreas de preservação permanente e a possibilidade de isenção da reserva legal. No entanto, o deputado deve modificar alguns pontos do relatório e apresentar nova versão nos próximos dias.

Mesmo na versão original do relatório de Rebelo, criticada por ambientalistas e por parte do governo, não há previsão de anistia para desmatamentos recentes. No texto, o deputado prevê anistia a produtores que desmataram ilegalmente até julho de 2008. Por pressão do governo, a questão deve ser um dos pontos a ser retirado do relatório pelo parlamentar.

A expectativa dos produtores é que a aprovação de novas regras antes de 11 de junho, quando vence o prazo para regularização ambiental previsto em decreto, tire os infratores da ilegalidade e não permita punição ou multas para quem desmatou sem autorização.

“Temos que deixar claro que ninguém será anistiado e que o Terra Legal [programa de regularização fundiária] não vai regularizar quem desmatou. Pelo contrário, estamos fiscalizando, o Ibama vai multar e embargar as propriedades”, disse Evaristo.

MPF quer paralisação de mina da Vale

Diário do Pará

Com a publicação, no último dia 31, de decisão judicial que reconhece o descumprimento, pela Vale, de pré-requisitos do licenciamento ambiental da mina Miltônia 3, no Pará, o Ministério Público Federal (MPF) voltou à Justiça para pedir mais rigor na condenação.

A decisão, da juíza federal Sandra Lopes Santos de Carvalho, deu prazo de dez dias para que a mineradora comece a pagar mensalmente valores fixados em um e três salários mínimos a 788 famílias da comunidade quilombola de Jambuaçu, em Moju, nordeste do Estado. A empresa também foi obrigada a implementar, dentro de 30 dias, plano de geração de renda para as famílias.

O procurador da República Felício Pontes Jr., autor da ação, recorreu da decisão nesta terça-feira, 5 de abril. No recurso, Pontes Jr. pede que o valor da compensação mensal seja determinado em cinco salários mínimos para todas as famílias e que as atividades da mina sejam suspensas.

Para o MPF, a legislação é clara em estabelecer que a violação dos termos do licenciamento ambiental deve levar à suspensão da licença expedida para o empreendimento e, consequentemente, das atividades da mina. “Até a presente data, não há notícia do cumprimento da condicionante pela empresa licenciada”, registra a decisão judicial.

“O impacto se dá sobre todo o território quilombola, não se podendo fazer a distinção entre famílias mais afetadas e menos afetadas, notadamente devido à contaminação das águas e assoreamento de igarapés”, diz o procurador da República no recurso.

Segundo a Comissão Pastoral da Terra (CPT), a instalação dos minerodutos e da linha de transmissão representa a perda de 20% do território da comunidade. Estudo da pesquisadora Rosa Elizabeth Acevedo Marin, da Universidade Federal do Pará (UFPA), destaca que o empreendimento tem implicações ambientais que começam com o assoreamento do rio Jambuaçu e seus afluentes.

“Existe perda das condições de navegabilidade desse rio, além da alteração da qualidade das águas do rio e dos igarapés. A pesca desapareceu desses cursos d’água”, informa. “O balanço feito pelas comunidades é que houve uma diversidade de perdas materiais e imateriais. Houve perdas de árvores – castanheiras, açaizeiros, pupunheiras, abacateiros, ingazeiros - com derrubada da mata para as obras de infraestrutura”. (Ascom MPF)

Aneel declara áreas de Belo Monte de utilidade pública

Segundo a Aneel, a declaração pleiteada compreende uma área de 2.107 hectares no sítio Belo Monte e uma área de 1.429 hectares no sítio Pimental
 
Karla Mendes, da Agência Estad
o

Arquivo/EXAME.com
Rio Xingu
Rio Xingu, onde deverá ser construída a usina hidrelétrica de Belo Monte

Brasília - A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou hoje a declaração de utilidade pública, para fins de desapropriação, em favor da empresa Norte Energia, das áreas de terra necessárias à implantação da usina hidrelétrica de Belo Monte, localizadas no município de Vitória do Xingu, no Estado do Pará. Em dezembro de 2010, a Norte Energia havia encaminhado o pedido de declaração de utilidade pública de áreas que perfazem uma superfície total de 3.536 hectares, necessárias à implantação do reservatório, área de preservação permanente, canteiro de obras e estruturas permanentes da hidrelétrica.

Segundo a Aneel, a declaração pleiteada compreende uma área de 2.107 hectares no sítio Belo Monte e uma área de 1.429 hectares no sítio Pimental, abrangendo propriedades particulares localizadas no município de Vitória do Xingu.

Componente de embalagens plásticas pode aumentar risco de diabetes tipo 2

Do UOL Ciência e Saúde
Em São Paulo

Substância química utilizada em certas embalagens de plástico, inclusive mamadeiras, o bisfenol-A (BPA) já foi acusado de elevar o risco de doenças cardíacas, câncer e problemas de fertilidade. Agora, um novo estudo associa o componente ao diabetes tipo 2.


A conclusão, publicada na “Nature Reviews Endocrinology”, partiu da revisão de mais de 90 estudos que envolvem o BPA e outros componentes químicos tóxicos ao organismo.

Roedores alimentados com uma dieta acrescida de BPA desenvolveram resistência à insulina e perderam a capacidade de manter níveis normais de glicose – um sinal de alerta para o desenvolvimento do diabetes tipo 2. E um estudo feito em 2010 indicou que ratas prenhas transmitiram esse risco aos filhotes.

Pesquisas similares envolvendo seres humanos apresentaram poucos resultados consistentes. Porém, uma análise feita nos EUA entre 2003 e 2004 com quase 1.500 pessoas mostrou que indivíduos com presença de BPA na urina tinham cerca de três vezes mais risco de ter diabetes tipo 2.

Embora os autores digam que são necessários estudos epidemiológicos mais amplos para estabelecer a conexão entre o BPA e a doença, eles argumentam que já existe evidência suficiente para recomendar que a substância seja evitada.

Renovável é mesmo renovável?

Cientista sugere que não

Planeta Sustentável

Ao olharmos para um furacão, ou uma tempestade no mar, fica difícil acreditar que humanos possam alterar as impressionantes forças naturais que os criaram. Mas esta é a sugestão provocadora de um físico que andou fazendo algumas contas. Ele concluiu que é um erro assumir que fontes de energia como vento e ondas são verdadeiramente renováveis. Se construirmos fazendas eólicas suficientes para substituir os combustíveis fósseis, podemos estar causando uma séria depleção da energia disponível na atmosfera, com consequências tão severas quanto a mudança do clima.

Axel Kleidon, do Instituto Max Planck de Biogeoquímica de Jena, Alemanha, diz que os esforços para satisfazer uma grande proporção de nossa demanda de energia com vento e ondas irão consumir parcelas significativas da energia disponível do sol. Na verdade, diz ele, estaremos causando a depleção de fontes de energia verdes. Sua lógica reside nas leis da termodinâmica, que apontam inescapavelmente para o fato de que apenas uma fração da energia solar que chega à Terra pode ser explorada para gerar a energia que usamos. 

Quando a energia do sol alcança nossa atmosfera, parte dela move ventos e correntes oceânicas, e evapora água do solo, elevando-a às alturas. Grande parte do resto se dissipa como calor, que não podemos aproveitar. No momento, os humanos usam apenas uma parte em 10000 do total de energia que chega ao planeta vinda do sol. Mas esta proporção é enganosa, diz Kleidon. Deveríamos, em vez disso, estar pensando em quanta energia utilizável (ou "livre", no jargão da física) está disponível no sistema global, e qual o nosso impacto sobre ela.

Atualmente, os humanos usam energia a uma taxa de 47 terawatts (TW), ou trilhões de watts, grande parte dela vinda da queima de combustíveis fósseis e de biomassa, calcula Kleidon, num estudo que será publicado pelo Philosophical Transactions of the Royal Society. Isto corresponde aproximadamente a 5% ou 10% da energia livre gerada pelo sistema global. "É difícil colocar um número preciso nesta fração, mas certamente usamos mais energia livre que todos os processos geológicos. Em outras palavras, temos um efeito maior sobre o equilíbrio energético da Terra do que todos os terremotos, vulcões e movimentos de placas tectônicas juntos".

A tese parece radical, mas está sendo levada a sério. "Kleidon está na linha de frente de uma nova onda de pesquisas, e seu valor potencial é enorme", diz Peter Cox, que estuda as dinâmicas de sistemas do clima na Universidade de Exeter, na Inglaterra. "Uma teoria da termodinâmica da Terra poderia nos ajudar a entender as restrições ao uso sustentável de recursos pela humanidade." Na verdade, os cálculos de Kleidon têm profundas implicações para nossas tentativas de alterar nosso suprimento energético.

Dos 47 TW de energia que usamos, cerca de 17 TW são da queima de combustíveis fósseis. Assim, para substituirmos isso, teríamos de construir usinas de energia sustentável que gerem a mesma energia. Já que nenhuma tecnologia pode ser perfeitamente eficiente, parte desta energia livre aproveitada por vento e ondas ficará perdida como calor. Assim, a instalação de fazendas eólicas e de aproveitamento de ondas estarão convertendo parte da energia utilizável do sol em calor inutilizável.

"A exploração em grande escala de energia eólica deixará inevitavelmente uma marca na atmosfera. E como usamos tanta energia livre, cada vez mais, estamos esgotando o reservatório de energia", diz Kleidon. "É um ponto de vista intrigante e potencialmente muito importante", diz o meteorologista
Maarten Ambaum, da Universidade de Reading, segundo a New Scientist. "O consumo de energia pelos humanos é substancial quando comparado à produção de energia livre pelo sistema da Terra. Se não pensarmos em termos de energia livre, estaremos um tanto enganados quanto ao potencial de utilização de recursos naturais de energia".

04 abril 2011

Londres aposta em frota de táxis a hidrogênio

Vanessa Barbosa - Exame.com

A capital da Inglaterra não está apenas correndo contra o tempo para entregar, pontualmente, seus estádios, aeroportos e toda a infraestrutura esportiva necessária para as Olimpíadas de 2012. Sede dos jogos, Londres vai além, e aposta na reestruturação de um serviço de transporte bastante comum, os táxis. Com vistas no evento que se aproxima, a cidade conta, desde a última quinta (31), com uma frota híbrida movida a hidrogênio e eletricidade.

Até 2012, o governo britânico pretende substituir os icônicos "Black cabs" londrinos por modelos similares por fora, mas muito mais ecológicos sob o capô. Enquanto os atuais são movidos a diesel, fonte significativa de poluição, os novos têm emissão zero de gases nocivos à atmosfera, liberando apenas água pelo escapamento.

Por trás do lançamento da frota "verde" estão a Lotus, famosa equipe de Fórmula 1 e que produz esportivos de rua na Inglaterra, e a empresa de células Intelligent Energy. Os modelos desenvolvidos por elas combinam células de hidrogênio com baterias de íon de lítio.

Essa tecnologia garante uma aceleração de 0 a 100 km/h em 14 segundos, velocidade máxima de 130km/h, além de uma autonomia de 400 km, suficientes para rodar um dia inteiro pela cidade. Para dar suporte às novas medidas, a cidade também deverá ganhar seis postos de abastecimento de hidrogênio gasoso - cada veículo leva em torno de cinco minutos para encher o tanque. E pelo menos cinco ônibus com a mesma tecnologia são esperados até o ano que vem.

Cientistas franceses detectam destruição recorde de ozônio no Polo Norte

EFE

Paris, 4 abr (EFE).- A camada de ozônio no Polo Norte sofre um nível sem precedentes de destruição por causa de excepcionais condições meteorológicas, informou nesta segunda-feira o Centro Nacional de Pesquisas Científicas francês (CNRS).

No final do mês passado, a redução da camada que protege a Terra dos raios ultravioleta foi de 40% e registrou em uma "zona extensa", um fenômeno nunca antes observado, assinalou o CNRS em comunicado.

O motivo desta degradação se encontra em "um inverno estratosférico muito frio e persistente" que conduziu uma "grande e prolongada" destruição de ozônio até a primavera", assinalou.

A destruição da camada de ozônio está ligada à presença na atmosfera de diversos gases, emitidos pelos aerossóis.

A 80 graus abaixo de zero esses gases se tornam nocivos para o ozônio, um fenômeno "recorrente" na Antártida, onde as temperaturas são "extremamente baixas" no inverno, mas menos comum no Polo Norte, onde a temperatura é mais elevada e as condições meteorológicas mais variáveis.

"Nem sempre se reúnem as circunstâncias para que se produza uma grande diminuição do ozônio" nessa região, indicou o CNRS, que assinalou que "as condições meteorológicas extremas são responsáveis pelo recorde alcançado" neste ano.

Os cientistas franceses, apoiados nos dados que enviam as estações de observação destacados no terreno, tratam agora de determinar o impacto que este fenômeno terá quando as massas de ar se deslocarem uma vez que subam as temperaturas com o avanço da primavera.

Os produtos de aerossóis, que emitem gases ricos em cloros e bromo, permanecem durante anos na atmosfera, por isso que os cientistas franceses não descartam que uma destruição da camada de ozônio similar à deste ano se repita se voltar a ter invernos excepcionalmente frios.

Segundo o último relatório de avaliação da camada de ozônio, este gás não recuperará seu nível de 1980 até os anos 2045-2060 no Polo Sul e uma ou duas décadas antes no norte.

Nações reunidas em Bangcoc tentam chegar a consenso sobre mudança climática

EFE

Bangcoc, 4 abr (EFE).- A secretária executiva da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, Christiana Figueres, pediu nesta segunda-feira aos 200 países reunidos em Bangcoc que mantenham o espírito de compromisso e flexibilidade conquistado em Cancún para que obtenham um consenso antes da cúpula de Durban (África do Sul).

"Se avançamos com esse mesmo espírito de compromisso e flexibilidade, acredito que alcançaremos novos avanços significativos em 2011", afirmou a costarriquenha na segunda jornada da conferência que se prolongará durante toda a semana.

Ela ressaltou que o primeiro desafio é pactuar as medidas de redução de emissões de gases poluentes que impedirão que a temperatura da Terra suba acima de 2 graus centígrados sobre os níveis pré-industriais.

A segunda meta é deixar pronto o grupo que supervisionará a distribuição de US$ 100 bilhões para ajudar as nações mais pobres a reduzir o efeito estufa.

Neste sentido, a funcionária das Nações Unidas destacou em declarações à Agência Efe que a América Latina tem pendente escolher seus representantes perante o comitê de transição do chamado Fundo Verde.

"Temos toda a confiança de que a região será capaz de decidi-lo antes do final da semana", disse.

Christiana também pediu aos países latino-americanos que definam suas políticas nacionais contra a mudança climática para combater o fenômeno de maneira mais eficaz.

"A América Latina sempre tem a responsabilidade de identificar quais são as oportunidades de redução que tem cada um dos países, assim como as necessidades de adaptação", assegurou a máxima responsável da reunião em Bangcoc.

Neste segundo dia de conferência, México e Peru analisaram fórmulas para lutar contra o aquecimento global em grupos de trabalho informais.

O negociador-chefe mexicano, Juan Mata Sandoval, apostou em alcançar um pacto mundial para combater o aquecimento global que distinga os compromissos dos países industrializados das necessidades das economias emergentes.

"Viemos a Bangcoc para ajudar a comunidade internacional a levar adiante os acordos de Cancún", afirmou Sandoval, diretor-geral de políticas de mudança climática da Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Naturais do México.

Ele afirmou que seu país está particularmente interessado nas chamadas Ações Nacionais de Mitigação Apropriadas (NAMAs).

O México também pretende reduzir até 2020 suas emissões de gases poluentes em 30% em comparação com os níveis de 1990.

Por sua vez, o Peru afirmou que contribuirá "na medida do possível" e que procura uma colaboração "aberta, franca e transparente" com o resto da comunidade internacional para que se conquistem benefícios para o planeta.

O líder da delegação peruana, Eduardo Durand, ressaltou que o mundo necessita reduzir emissões poluentes "de uma maneira muito ambiciosa" e muito rápida.

"Achamos que, na medida em que esta redução de gases do efeito estufa seja importante e de peso, teremos que investir menos no futuro na adaptação" ao fenômeno, disse Durand, diretor-geral de mudança climática, desertificação e recursos hídricos do Ministério do Meio Ambiente.

Ele ressaltou que o Peru é um território "altamente vulnerável" ao aquecimento global.

"Se a temperatura média da Terra continuar aumentando por causa destas emissões, os países vulneráveis, com poucos recursos e pouco preparados para enfrentar estes desastres, podem sofrer muito", alertou.

Representantes de quase 200 nações participam do encontro de Bangcoc na busca de políticas comuns contra a mudança climática, a primeira de duas reuniões preparatórias antes da cúpula de novembro em Durban.

Ibama apreende 120 tubarões pescados ilegalmente no Pará

FOLHA DE SP 
DE SÃO PAULO

O Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) apreendeu na sexta-feira (1º) cerca de 120 tubarões pescados ilegalmente na costa do Pará.


O barco pesqueiro que capturou os animais tinha autorização para pescar diversos peixes com o uso de redes, mas investigação do órgão aponta que ele pescava apenas tubarões utilizando um equipamento conhecido como espinhéu --centenas de anzóis presos em cordas.


Divulgação/Ibama
Carcaça de tubarão apreendida pelo Ibama no Pará; proprietário de barco foi multado em R$110 mil por pesca irregular
Carcaça de tubarão apreendida pelo Ibama no Pará; proprietário do barco foi multado em R$110 mil

Além de ter a embarcação e a carga apreendidas, o proprietário do barco foi multado em R$110 mil pela pesca irregular. A carne dos tubarões foi doada à população e as barbatanas, enterradas pelo Ibama com cal.

"Este tipo de crime ambiental ocorre porque as barbatanas têm alto valor no mercado internacional [R$ 80/kg], principalmente na China, onde são usadas em sopas", afirmou o chefe da Divisão de Fauna e Pesca do Ibama, Leandro Aranha. Na tradição chinesa, as barbatanas de tubarão têm propriedades terapêuticas.

Segundo o Ibama, a fiscalização da prática do "finning", quando o pescador retira apenas a barbatana e descarta a carcaça do animal no mar, foi intensificada pelo órgão no Pará.

Jovem morre vítima de dengue hemorrágica no Rio

Folha de SP

Uma jovem de 19 anos morreu vítima de dengue hemorrágica no Rio, neste fim de semana. Ela foi internada sábado (2) no hospital Barra D'Or, mas não resistiu e morreu pouco depois.

Também no sábado, a Secretaria Municipal de Saúde informou que mapeou mais de 11 mil possíveis focos do mosquito Aedes aegypti durante a realização da Caminhada contra a Dengue. Foram identificados no total 11.354 criadouros do mosquito transmissor da dengue.

Na prática, a campanha resultou na eliminação de cerca de 40% dos focos encontrados. Os demais foram encontrados em propriedades privadas e deverão entrar na rotina dos agentes de vigilância em saúde.

Desde o começo deste ano, 31 mil casos de dengue foram registrados no Estado, e mais de 20 pessoas morreram.

SÃO PAULO

O governo de São Paulo confirmou nesta segunda-feira o primeiro caso de dengue tipo 4 no Estado. Agora, a preocupação da Secretaria de Saúde é com a circulação desse novo vírus em 2012.

"Quando entra um vírus novo, os anos subsequentes podem ter um comportamento diferente. Por termos mais pessoas suscetíveis a esse vírus, é possível uma circulação maior", afirmou Clélia Aranda, coordenadora de Controle de Doenças da pasta.

O vírus tipo 4 não é mais agressivo do que os outros três, mas aumenta o risco de epidemia porque menos pessoas estão imunizadas contra ele. A secretaria destaca ainda que o surgimento de um novo vírus aumenta o risco de que mais pessoas sejam infectadas pela segunda vez. Em casos de uma segunda infecção, a chance da doença desenvolver um quadro grave é maior.