12 março 2011

Força do Tsunami no Japão muda o eixo da Terra

Jornal Hoje

A tsunami mudou a posição do eixo imaginário ao redor do qual a Terra gira. Assim o dia pode ficar mais curto ou mais longo, mas a mudança é muito pequena, na ordem de bilionésimos de segundos.

Chuva causa uma morte em Antonina, no Paraná

Jornal Hoje

Uma pessoa está desaparecida. Morros deslizaram e casas foram invadidas pela água. Mais de 16 mil moradores estão em situação de risco na região litorânea. A ligação entre Paraná e Santa Catarina está interrompida.

Risco de contaminação nuclear preocupa japoneses

Globo News

Por causa da explosão numa usina nuclear da província de Fukushima, houve vazamento de radiação. O governo dobrou a área de isolamento para 20 quilômetros. Milhares de moradores estão sendo removidos. 

Acidente nuclear no Japão é o maior desde Chernobyl

Globo News

Leonan dos Santos Guimarães, da Eletronuclear, ressaltou que o reator da usina de Fukushima funciona a partir da água e por isso difere de Chernobyl. O tsunami intensificou o desastre nuclear, que afetou o funcionamento de onze usinas. 

11 março 2011

Turuçu (RS) decreta situação de emergência

Temporal no município deixou 400 pessoas desalojadas e 200 desabrigadas
 

Do Correio do Povo

A Defesa Civil do Rio Grande do Sul recebeu, nesta sexta-feira (11), o decreto de situação de emergência emitido pela prefeitura de Turuçu, no sul do Estado, devido aos estragos causados pelo forte temporal no município. Segundo a Defesa Civil, o município foi totalmente afetado. Ao todo, 400 pessoas estão desalojadas, 200 desabrigadas e 200 deslocadas. Além disso, 50 residências ficaram danificadas.


Já Arroio do Padre e São Francisco de Paula enviaram Nopred (Notificação Preliminar de Desastre). Segundo a Defesa Civil, no primeiro município 2.722 pessoas foram afetadas de alguma forma e 35 estão desabrigadas. Além disso, sete residências ficaram danificadas e 15 destruídas. Em São Francisco, 50 moradores foram afetados e 115 residências ficaram danificadas.


Em Arroio Grande, 41.846 pessoas foram afetadas, seis estão desabrigadas e 198 deslocadas. Além disso, 12.134 residências ficaram danificadas. Em São Lourenço do Sul, o decreto foi de calamidade pública. Segundo o documento, com a chuva o nível do Rio São Lourenço subiu em três metros em alguns locais. Ao todo, 15 mil pessoas foram afetadas de alguma forma, duas mil estão desalojadas e 350 desabrigadas. Já foram confirmados sete óbitos.

Indústria se une para agilizar crescimento da energia solar no País

Abinee junta empresas para estudar formas de estimular a fonte; leilões, geração distribuída e regulação estão em pauta

Por Luciano Costa - Jornal da Energia


A indústria brasileira ligada à energia fotovoltaica, gerada a partir do sol, começa a estudar meios para acelerar o desenvolvimento da fonte no País. A Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) já reúne mais de 50 empresas dentro do recém-criado Grupo Setorial de Sistemas Fotovoltaicos para discutir o tema. Segundo o coordenador do grupo, Leônidas Andrade, da Dupont, os encontros vêm acontecendo regularmente desde janeiro.


"As empresas que estão frequentando as reuniões representam toda a cadeira da indústria fotovoltaica, desde a área de silício até as empresas que tomam sob sua responsabilidade a instalação de grandes centrais fotovoltaicas, passando por produtores de equipamentos", explica Andrade. Ele ainda detalha que foram criados grupos de trabalho para tratar quatro questões específicas de interesse do setor: normas, mercado, leilões e tributação.

De acordo com Andrade, é importante que sejam conduzidos estudos para pensar uma regulação adequada para a fonte. "A indústria fotovoltaica no Brasil ainda é muito incipiente. O mercado aqui é muito restrito, as empresas precisam de uma sinalização para poder investir em produção de equipamentos, módulos, células", argumenta o executivo. Ele revela que, atualmente, a demanda está quase totalmente concentrada no próprio governo, que investe em instalações solares para atender lugares isolados, por meio do programa Luz Para Todos.

Esse aspecto, segundo Andrade, também faz com que mais de 95% das aplicações por aqui sejam off grid - não conectadas à rede, enquanto, no mundo, a realidade é a contrária: mais de 95% dos sistemas são ligados ao sistema elétrico. Assim, uma das funções do grupo da Abinee será estudar como a geração fotovoltaica tem se expandido no mundo para definir caminhos que poderiam ser viáveis no Brasil.

Uma das alternativas seria a geração distribuída, apontada pelo executivo como "a mais bem sucedida" nas experiências internacionais. O modelo é baseado na microgeração, com empresas ou mesmo consumidores de pequeno porte podendo instalar módulos solares e para vender energia à rede por uma tarifa incentivada.

Outra ideia, que é abordada dentro do grupo de trabalho "Leilão", é a de que certames para a contratação de usinas solares de maior porte, promovidos pelo governo, poderiam alavancar a fonte de uma vez. "É uma forma de se começar a demandar grandes volumes para sinalizar para a indústria que o Brasil está efetivamente considerando a fonte. Não um leilão isolado, mas alguma coisa programada ao longo de vários anos", aponta Andrade. O diretor acredita que licitações para viabilizar algo entre 100MW e 200MW nos próximos cinco ou dez anos animaria os investimentos no setor.

O coordenador lembra que existem estudos da Universidade Federal de Santa Catarina que mostram que a energia fotovoltaica pode se tornar competitiva em quatro ou cinco anos. "O preço tem caído consistentemente e de forma acentuada. Mas não podemos esperar essa paridade (tarifária) chegar para tomarmos iniciativas. Precisamos fomentar a indústria fotovoltaica no Brasil e isso tem um tempo de maturação e de aprendizagem. Se esperarmos mais alguns anos, nos tornaremos importadores de equipamentos, porque esse tempo vai ter passado", enfatiza o executivo.

Andrade afirma ainda que, desde antes da criação do grupo setorial, a Abinee mantinha contatos com os ministérios de Minas e Energia, Desenvolvimento e de Ciência e Tecnologia. "Temos sentido interesse por parte do governo e também tivemos sinais positivos de que um grupo respondendo pela área fotovoltaica tornaria o diálogo muito mais fácil. Temos sido muito bem recebidos pelo governo e pela academia". Ele também destaca o grande interesse das próprias empresas, que aderiram rapidamente ao grupo. "O importante é essa tomada de posição. O Brasil não pode prescindir da energia fotovoltaica em sua matriz, porque ela, sem dúvida alguma, é a energia do futuro".

Terremoto no Japão mata mais de mil e deixa pelo menos 100 mil desaparecidos, segundo prefeitura

OperaMundi

Mais de mil pessoas morreram e pelo menos 100 mil estão desaparecidas por causa do terremoto e do tsunami que atingiram o Norte do Japão nesta sexta-feira (11/03), segundo estimativas de fontes da região administrativa de Miyagi citadas pela agência de notícias local Kyodo.

O terremoto de 8,8 graus na Escala Richter foi um dos piores registrados na história do país asiático e provocou um alerta mundial no Círculo de Fogo do Pacífico. É esperada a chegada também de grandes ondas no continente americano.


Entre 200 e 300 corpos foram encontrados em uma praia perto de Sendai, local mais próximo ao epicentro do terremoto, segundo a polícia da região administrativa de Miyagi.


O terremoto, de acordo com dados registrados pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos, ocorreu às 14h45 horário local (2h45 da madrugada, horário de Brasília) e foi sentido na região nordeste do país asiático.


O epicentro foi localizado a 373 quilômetros ao nordeste de Tóquio com profundidade de 24,4 quilômetros (km), provocando um tsunami com ondas superiores a dez metros de altura, que atingiram a cidade portuária de Sendai.

Caxias ganhará novas áreas de proteção ambiental

O Globo

RIO - O município de Duque de Caxias ganhará novas áreas de proteção ambiental (APA), que juntas somarão cerca de 10 milhões de metros quadrados. A medida foi aprovada em fevereiro pelo Conselho Municipal e Meio Ambiente, e depende da sanção do prefeito José Camilo Zito (PSDB).

Serão transformadas em APA a área do aterro do Jardim Gramacho, da nascente do Rio Saracuruna, do Parque do Rio da Mata, do Calengue (Xerém) e dos parques fluviais dos rios que cortam o município. Um plano de manejo será feito para evitar ocupações irregulares, desmatamentos e danos à fauna e à flora.

A criação de novas APAs vai ajudar também no aumento da arrecadação do ICMS Verde, repasse anual do governo do estado aos municípios que investem no meio ambiente.

"A proteção do meio ambiente é uma das metas do governo. Em dois anos foram criadas as áreas de proteção do Morro da Caixa D'água, em Jardim Primavera, e a Reserva Municipal do Parque Equitativa. A exploração de minerais agora é feita de acordo com as normas vigentes e quem não cumprir a legislação é punido dentro das leis ambientais, estando os infratores sujeitos a multas elevadas e prisão sem direito à fiança", disse, em nota, o secretário municipal de Meio Ambiente, Samuel Maia.

Dez unidades escolares estão sem aula nesta sexta em Joinville

Em virtude das fortes chuvas, escolas tiveram aulas suspensas
 

A Notícia

Em virtude das fortes chuvas que castigaram a cidade nessa quinta-feira (10/3), a Secretaria de Educação informa que algumas unidades escolares de Joinville tiveram as aulas suspensas.


Na maioria o problema é de acesso, especialmente nas escolas da área rural. Na área urbana, apenas duas unidades escolares do bairro Morro do Meio apresentaram problemas.

Todas as providências estão sendo tomadas para que na segunda-feira (14/3) todos os alunos retornem normalmente à sala de aula.

Confira as escolas afetadas:

Escolas Urbanas:

 
E.M. Professora Elizabeth Von Dreifuss
Rua Minas Gerais, 5.876 - Morro do Meio
Fone: 3454-0282
937 alunos

E.M. Dr. Ruben Roberto Schmidlin
Rua Alexandre Silva, s/nº - Morro do Meio
Fone: 3454-0273
1055 alunos

Escolas Rurais

 
E.M. Padre Carlos
Estrada Blumenau, 5.296 - Vila Nova
Fone: 3439-5943
9 alunos

E.M. Prefeito Emílio Stock Jr
Estrada do Salto II, 3.664 - Vila Nova
Fone: 8433-6648
26 alunos

E.M. Honório Saldo, Professor
Estrada Quiriri, 3.467 – Pirabeiraba
Fone: 3428-0089
188 alunos

E.M. Vereador Hubert Hübener
Estrada Alto Quiriri, 6771 – Quiriri
Fone: 3453-1872
104 alunos

E.M. Ribeirão do Cubatão
Estrada Alvino Souza do Nascimento, s/n - Cubatão
Fone: 8433-6654
38 alunos

E.M. Valentim João da Rocha (Sem aulas apenas no período da tarde)
Rua XV de Novembro, 7.030 –Vila Nova
Fone: 3439.0151
1.107 alunos

CEIs

 
CEI Jardim Sofia
Rua Cuba, 85 - Jardim Sofia
Fone: 3435-3446
159 alunos CEI Sigelfrid Poffo
Rua Alvin Passolt S/n – Vila Nova
Fone: 3439-0489
170 alunos

Moradora de BH tem sangramento há 5 meses após 3º caso de dengue

Sete pessoas foram infectadas no bairro Céu Azul em 2011, diz secretaria.
População reclamou que PBH não faz mutirões para combater o mosquito.

Alex Araújo

Do G1 MG

Uma, duas, três vezes. Este é o número de contaminações sofridas pela cozinheira Rosimeire Ferreira dos Santos, 30 anos, que foi infectada pelo mosquito Aedes aegypti – transmissor do vírus da dengue.


“Na primeira, tive dengue hemorrágica; na segunda, clássica; e, na terceira, hemorrágica novamente. O médico disse que é difícil ter duas dengues hemorrágicas, mas aconteceu comigo”, falou.

Como conseqüência das contaminações, Rosimeire, que está com uma hemorragia vaginal desde outubro de 2010, acredita que seja um dos prejuízos deixados pela doença. “Fiz uma biópsia e estou aguardando pelo resultado, mas acho que pode ser uma sequela”, disse. Outros exames também foram feitos pela cozinheira para tentar diagnosticar a origem do sangramento.

Nas duas vezes em que teve a versão hemorrágica da doença, Rosimeire sangrou os ouvidos, o nariz e o couro cabeludo. “Achei que fosse morrer. Pesava 70 quilos e hoje estou com 40 [quilos]. Além disso, tive pneumonia e não consigo controlar a pressão [arterial] que está muito alta, 16 por 11”, contou. Para tentar equilibrá-la, usa medicamentos diariamente.

Rosimeire é inquilina da cabeleireira Cleide Maria Alves Vaz, 41 anos, que também foi contaminada pelo mosquito, juntamente com o marido, Robson Vaz, 45, e as filhas Brenda Caroline Alves Vaz, 16, e Amanda Alves Vaz, 13. Cleide e a família fazem parte da estatística que engrossa a lista de infectados em Belo Horizonte.

Cleide foi vítima da doença por duas vezes, em 2009 e 2010, e também se queixa dos incômodos trazidos pela dengue. “Tive muita dor de cabeça, cansaço e falta de apetite”, relembrou. Atualmente, para controlar a pressão arterial, a cabeleireira faz uso de seis comprimidos diários e caminha 40 minutos de segunda a sexta-feira, como complemento do tratamento estipulado pelo médico. Pelos remédios desembolsa R$ 100 por mês.

Ela, que teve o coração aumentado de tamanho, acredita que o problema surgiu por conseqüência das dengues que contraiu. “Antes, eu não tinha nada. Os problemas apareceram depois das doenças. O que eu passei não quero que ninguém passe”, desabafou.

Em casa, para afastar o mosquito, Cleide usa inseticidas, raquete elétrica e incensos de citronela. “Dizem que esse cheiro é bom para espantar. Não posso, de jeito nenhum, pegar dengue pela terceira vez, senão eu morro”, disse, em tom aflitivo.

As moradoras também reclamam da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH). De acordo com elas, a PBH não vai ao bairro para fazer os mutirões de limpeza que ajudam no combate ao Aedes aegypti.

Dengue em BH

 
O calor do verão associado às chuvas que são comuns neste período do ano é uma combinação perigosa para o crescimento e a proliferação do mosquito da dengue. Em Belo Horizonte, de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (SMSA), 1.762 casos da doença foram notificados em 2011. Em 2010, foram 5.918.

Já o número de casos confirmados neste ano é de 187 na capital mineira, contra 4.309 casos no mesmo período do ano passado. Uma diminuição de 95,6%. O bairro com maior número de casos confirmados é o Céu Azul, na Região de Venda Nova, com sete pessoas infectadas.

De acordo com a PBH, a diminuição no número de casos aconteceu porque a administração municipal faz reuniões de planejamento com a lideranças dos bairros, avalia e presta contas das ações realizadas. Ainda conforme a assessoria, a cada 100 dias, os mutirões são realizados nos bairros para combater o mosquito da dengue.

O secretário-adjunto municipal de Saúde, Fabiano Pimenta, disse que mutirões são realizados na Região de Venda Nova para retirar materiais descartáveis que possam acumular água e favorecer os criatórios do mosquito.

Com relação à infestação do bairro Céu Azul, Pimenta falou que Venda Nova possui um relevo mais alto e que o clima contribui para a proliferação do Aedes aegypti. Outro fator destacado por ele é com relação às construções horizontalizadas. “Os mosquitos preferem este tipo de construção porque são baixas e têm quintais com plantas”, destacou.

Para completar, segundo o secretário-adjunto, a alta densidade populacional na região também é um fator que pode permitir o alastramento da doença porque as pessoas estão mais próximas umas das outras. De acordo com a assessoria de imprensa da SMSA, o bairro Céu Azul tem quase 26,3 mil habitantes.

A assessoria da Regional Venda Nova informou que, por meio do programa “Bairro Vivo”, realiza mutirões no Céu Azul. O último foi em dezembro de 2010 e o próximo está previsto para abril de 2011.

Ainda segundo o órgão, de 80% a 90% dos focos larvários são encontrados nos imóveis residenciais. Em janeiro e fevereiro de 2010 foram notificados, na Região de Venda Nova, 788 casos de contaminação da doença – 84 confirmados no bairro Céu Azul. No mesmo período de 2011, foram 18 – com sete confirmações no mesmo bairro.
 

Governo do Paraná confirma cinco mortes por dengue no estado

Boletim divulgado pela Secretaria de Saúde confirma mais duas mortes no PR.
Em 12 dias, foram confirmados 801 novos casos da doença.

Ariane Ducati e Tatiana Zabot 

Do G1 PR

Um boletim divulgado pela Secretaria de Saúde do Paraná nesta quarta-feira (09) confirma cinco mortes por dengue em 2011, em todo o Paraná. Até o dia 25 de fevereiro eram três mortes no estado. No boletim atualizado, outras duas foram confirmadas.


As vítimas eram mulheres, de 41 e 46 anos, e morreram na cidade de Londrina e Jacarezinho, em decorrência de complicações da dengue.


No total, desde o inínio de 2011, já foram duas mortes em Londrina e três em Jacarezinho.

O Paraná tem 2.994 casos confirmados de dengue, em 84 municípios. A maioria deles são casos autóctones (2.894), quando as vítimas são infectadas na própria cidade, e 100 casos importados.

Em 12 dias, foram confirmados 801 novos casos da doença e dez municípios passaram a ter infectados.

A cidade com maior número de notificações de dengue é Londrina com 5.622, seguida de Jacarezinho com 1.874 e Foz do Iguaçu com 1.405.

Epidemia

De acordo com o boletim, Londrina (506.645 habitantes) tem 1.709 casos confirmados de dengue. Foram confirmados 512 novos casos em apenas 12 dias. A diretora de Epidemiologia de Londrina, Sandra Caldeira, disse ao G1 que os dados são preocupantes e que se pode considerar a doença como uma epidemia. 


“Há casos em todas as regiões. Houve um aumento significativo na última semana e há mais de 300 casos por 100 mil habitantes, isso é epidemia” explica.

Ministro japonês admite possibilidade de vazamento nuclear; Obama diz que não há evidências

Do UOL Notícias
Em São Paulo

O ministro do Comércio e da Indústria japonês, Banri Kaieda, admitiu a possibilidade de um pequeno vazamento na usina nuclear de Fukushima, província no nordeste do Japão, depois de funcionários relatarem um aumento da pressão em um dos reatores após o forte terremoto que atingiu o país nesta sexta-feira (11).


Kaieda disse que as autoridades pensavam em provocar a saída de fumaça radioativa no reator nuclear problemático para tentar diminuir a pressão.

Um porta-voz da Tokyo Electric Power, que controla a usina Fukushima No. 1, afirmou à AFP que "a pressão aumentou no contêiner do reator e estamos tentando resolver o problema". O governo japonês informou que evacuou milhares de moradores de um raio de três quilômetros da usina.


Segundo informações da BBC, três ou quatro carros de energia chegaram na fábrica de Fikushima para fornecer energia de emergência , disse a Associação Nuclear Mundial.

Em entrevista coletiva na Casa Branca, o presidente americano, Barack Obama, afirmou que conversou com o premiê japonês, Naoto Kan, que disse não haver evidência de vazamento nuclear após o terremoto que devastou o país, apesar de a Força Aérea americana ter enviado líquidos de resfriamento para uma usina japonesa.

"Ele indicou que estavam monitorando a situação muito de perto. Até agora, não há evidências de vazamentos de radiação, mas obviamente precisam ser tomadas todas as precauções", disse Obama.


Após o terremoto, o governo japonês decretou estado de emergência nuclear. O chefe de gabinete Yukio Edano afirmou que a medida foi uma precaução.

A Força Aérea americana enviou um líquido de resfriamento para uma usina nuclear japonesa nesta sexta-feira, horas depois de o país ter registrado o maior terremoto de sua história. A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, afirmou que a ação foi tomada depois de operadores da usina terem afirmado que a instalação não tinha líquido suficiente.

O terremoto de 8,8 pontos na Escala Richter que atingiu o Japão nesta sexta-feira é considerado um dos maiores da história do país.

Pelo menos 337 pessoas morreram e 531 estão desaparecidas, segundo o último balanço divulgado pela polícia. Segundo a agência de notícias Kyodo, o número de mortos pode chegar 1.000.
 

Enchente nunca mais

Na cidade de Itajubá (MG), um sistema criado por universitários monitora as chuvas e prevê inundações com 3 horas de antecedência

Kátia Arima
Revista Info Exame

No dia 12 de janeiro, Nilton Gonçalves de Almeida, diretor da defesa civil da cidade mineira de Itajubá, recebeu de madrugada uma ligação importante pelo celular. Do outro lado da linha, um pesquisador da Universidade Federal de Itajubá (Unifei) dava um aviso: a Avenida BPS, no bairro de Pinheirinho, iria alagar nas próximas horas, pois o nível do Ribeirão José Pereira iria subir.

Imediatamente, Almeida acionou a Polícia Militar, o Exército, veículos de comunicação e todas as secretarias municipais envolvidas. As equipes tiveram duas horas para tomar providências antes da inundação. “Deu tempo de remover a maioria dos carros que estavam na região de risco e avisar os moradores. Algumas casas foram invadidas pela água. Perdas materiais aconteceram. Mas, dos males, o menor”, diz Almeida. Para que as autoridades de Itajubá recebam esse tipo de aviso com antecedência, dez pesquisadores da Unifei trabalham duro. Eles mantêm o sistema de monitoramento de enchentes, que funciona 24 horas. “É um sistema muito confiável, que nos dá tranquilidade”, diz Almeida. Antes de usar a tecnologia, a cidade sofria mais com as inundações.

Anos atrás, pessoas monitoravam o Rio Sapucaí, na sua parte alta, observando as réguas fixas que medem o nível da água. “Estamos numa região em que vários rios deságuam. O problema é agravado pela ocupação desordenada em áreas de várzea e pelo tipo de pastagem da região, que impermeabiliza o solo”, diz Almeida. O professor Rodrigo de Paula Rodrigues, um dos responsáveis pelo sistema, conta que a tecnologia adotada ajuda a atenuar o problema, mas não o soluciona. “Para resolver, é preciso criar soluções estruturais, como barragens”, diz.

A equipe multidisciplinar que cuida do sistema é formada por professores, graduandos e alunos de doutorado, com especialistas em engenharia elétrica, engenharia eletrônica, engenharia ambiental, física e matemática. Em atividade desde 2004, o sistema da Unifei, desenvolvido em parceria com a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), recebeu recentemente seis novas estações de telemetria para coleta de dados pluviométricos e de nível do rio. Com isso, alagamentos como o ocorrido no dia 12 de janeiro no Ribeirão José Pereira poderão ser previstos com mais antecedência.

Ao todo, são 18 estações ao longo de afluentes do Rio Sapucaí, espalhadas pelas cidades de Itajubá, Piranguinho, Santa Rita do Sapucaí e Pouso Alegre. Para saber se o nível do rio está alto, uma das ferramentas utilizadas na estação telemétrica é um sensor ultrassônico instalado na parte inferior das pontes. Esse sensor emite uma onda sonora que bate na superfície da água e retorna, para fazer a medição de distância. As informações coletadas são enviadas continuamente, pela rede de dados de celular, para a central de monitoramento, em Itajubá. Quando níveis de segurança são ultrapassados, os computadores da central enviam o alarme para os pesquisadores, que entram em cena. “Usamos modelos matemáticos de escoamento. Se choveu quantidade “x” em tal ponto, sabemos que isso vai representar “y” lá na frente”, diz Rodrigues.  

Os pesquisadores da Unifei também fazem um estudo físico, com um mapa 3D e um modelo de escoamento de água para prever as inundações. A central de monitoramento usa um laptop com Intel Core 2 Duo. As manchas de inundação, definidas no mapa 3D, são trabalhadas numa máquina com quarto núcleos. A Copasa investiu 900 000 reais no projeto, valor que cobre as despesas do sistema até o final de 2014.

Brasil é intimado a se manifestar sobre licença de Belo Monte na Comissão Interamericana de Direitos Humanos

EcoDebate

O Secretário Executivo da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da Organização dos Estados Americanos (OEA), Santiago Canton, remeteu nesta quinta, 10, uma solicitação de informações ao Brasil sobre o licenciamento e a falta de oitivas indígenas da hidrelétrica de Belo Monte.

O questionamento ao governo brasileiro é uma resposta a um pedido de medida cautelar encaminhada à CIDH em novembro de 2010 pelo Movimento Xingu Vivo para Sempre e outras 40 entidades de defesa das comunidades indígenas e tradicionais da Bacia do Xingu. Antevendo a emissão de uma licença de instalação parcial ilegal para as obras da usina, o pedido de medida cautelar solicitou que a União seja obrigada a suspender o processo de licenciamento ambiental referente à UHE de Belo Monte; a interromper qualquer intervenção, atividade ou procedimento por parte do Estado brasileiro ou terceiros para a construção da UHE de Belo Monte; e a respeitar os direitos humanos das pessoas e comunidades afetadas em tudo que seja relacionado com o projeto.

No questionamento, a CIDH exige que o governo envie à Secretaria, no prazo de 10 dias improrrogáveis, contados a partir do recebimento desta comunicação, informações sobre:

a) O estado atual da ação civil pública interposta pelo Ministério Publico Federal mediante a qual se solicita a suspensão imediata da licença parcial à empresa Norte Energia.

b) A alegação dos solicitantes de que a licença parcial outorgada à empresa Norte Energia não teria base legal e que esta teria sido outorgada sem cumprir com os requisitos estabelecidos pelo IBAMA. Tenha por bem apresentar as normas nas quais se fundamenta o outorgamento da licença.

c) Os procedimentos de consulta prévia, livre e informada realizados com os povos indígenas que seriam afetados pelo projeto Belo Monte”.

O questionamento da OEA é mais uma demonstração dos atropelos legais do governo brasileiro no processo de construção de Belo Monte. De acordo com a advogada da Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos, Roberta Amanajás, o pedido de informações ao Brasil servirá como base para que a CIDH avalie o deferimento do pedido de medida cautelar. Se este ocorrer, o país em tese será obrigado a acatar as recomendações da OEA, explica Amanajás. “O Brasil, quando assina um tratado, se obriga a cumprir as determinações do mesmo. Ele assinou a Convenção Interamericana de Direitos Humanos, que reconhece a Comissão Interamericana como legitimada para analisar estes casos”, afirma a advogada.

Colaboração de Verena Glass, Comunicação do Movimento Xingu Vivo para Sempre

Japão emite alerta de emergência para usina nuclear

Segundo as autoridades, porém, não há nenhuma informação sobre vazamentos radioativos.

Gabriel Bueno - A Crítica

O governo japonês emitiu um alerta oficial de emergência para uma das usinas nucleares do país, após o violento terremoto que atingiu o país paralisar automaticamente seus reatores e causar problemas com seu sistema de refrigeração. Segundo as autoridades, porém, não há nenhuma informação sobre vazamentos radioativos.

"Não há relatos sobre vazamento em nenhuma das usinas nucleares no momento e não há sinais de qualquer vazamento", afirmou nesta sexta (11) o secretário de gabinete, Yukio Edano. 

Como resultado do estado de emergência, o governo estabelecerá uma força-tarefa especial para emergências para lidar com a situação.

Na usina Fukushima Daiichi, da Tokyo Electric Power, três reatores pararam de operar automaticamente, como projetado, após o terremoto de magnitude 8,9 atingir o nordeste do Japão. 

O tremor também fez com que os geradores a diesel usados para refrigerar os reatores parassem de operar, deixando a companhia sem o líquido refrigerador suficiente para manter os reatores em uma temperatura segura.

Outros três reatores na usina Onagawa, em Miyagi, da Tohoku Electric Power, próximos do epicentro do terremoto, também pararam de operar automaticamente. 

Algumas horas depois, a companhia informou que havia observado fumaça saindo de um prédio onde fica um dos reatores, e disse que está checando a segurança do reator. Mas ressaltou que não foi registrado vazamento de substâncias radioativas.

O grupo de engenharia nuclear francês Areva afirmou que não havia sido informado sobre o impacto do tremor para suas instalações no Japão. A companhia opera uma joint venture com a Mitsubishi Heavy Industries e a Mitsubishi Corp., especializada no combustível nuclear chamado de MNF, bem como uma usina para produção de zircônio, a Cezus, que é de propriedade total da Areva. Todas as outras companhias japonesas que operam usinas de energia nuclear informaram que suas instalações operam normalmente.

A Tokyo Electric enviou um relatório sobre o fechamento de sua usina a autoridades locais e centrais. Esses relatórios são preenchidos quando há a possibilidade de um vazamento radioativo, que pode levar à retirada de moradores ou a outras emergências, como a falta do líquido refrigerador para manter os reatores em temperaturas adequadas.

Três reatores, com uma capacidade combinada de geração de 2,03 milhões de quilowatts, são parte da usina nuclear Fukushima Daiichi, localizada na costa do Pacífico, na prefeitura de Fukushima, ao norte de Tóquio. Os outros três outros reatores da usina não estavam operando no momento do terremoto, por causa de uma vistoria de rotina.

A Tokyo Electric é a operadora da maior usina nuclear do Japão, chamada Kashiwazaki-Kariwa, que ficou fechada por um período longo após o terremoto de 2007 que atingiu a área de Niigata, na costa do Mar do Japão. 

A perda de capacidade de gerar energia fez com que a TEPCO buscasse ampliar a geração de energia com termelétricas. Os altos custos para se obter combustível de petróleo reduziram bastante os lucros da companhia. 

Isso também levou a questionamentos sobre a construção de grandes usinas nucleares em áreas onde há risco de terremotos no país. Essa usina, porém, não foi afetada pelo terremoto desta sexta-feira (11). As informações são da Dow Jones.

Onda gigante arrasta carros no Japão

Bom Dia Brasil

As imagens são impressionantes. A onda varreu cidades da província de Miyagi, onde foi o centro do terremoto. Todo o país foi atingido. Em Tóquio, o transporte parou. Usinas atômicas também foram atingidas.

RS: São Lourenço do Sul decreta estado de calamidade pública

Bom Dia Brasil

A enxurrada provocada pela chuva já matou oito pessoas na cidade. Com medo de saques, muitos moradores dormiram na lama. Nessa manhã (11), voltou a chover forte no local e o rio está subindo. 

Chuva provoca novos estragos em Mato Grosso

Bom Dia Brasil

Quatro cidades decretaram situação de emergência. Em outros dois municípios, os moradores se preparam para deixar as casas. A situação é mais grave em Guariba. A comunidade está isolada. A maior ponte de madeira do estado está debaixo d'água. 

Chuva castiga o noroeste de São Paulo

Globo Rural

Apesar do volume de chuva expressivo em alguns pontos do Rio Grande do Sul, na maior parte da região o que predomina é o tempo seco. Já no noroeste de São Paulo, pontes caíram e os agricultores não podem escoar a produção por causa dos temporais. 

Terremoto provoca incêndio em usina nuclear do Japão

Do UOL Notícias
Em São Paulo 

Um incêndio atingiu nesta sexta-feira (11) o prédio que abriga o setor de turbinas da usina nuclear de Onagawa, na província de Miyagi, uma das regiões mais atingidas pelo tsunami provocado por um forte terremoto na região do nordeste do Japão. Ainda não está claro se existe algum perigo de vazamento radioativo em consequência do fogo. 
De acordo com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), as quatro usinas nucleares japonesas mais próximas da região nordeste do país estão "desligadas e em segurança."

No entanto, o porta-voz do governo japonês, chefe de gabinete Yukio Edano, disse que o país emitiu um alerta de estado de emergência depois que o sistema de refrigeração da usina nuclear de Fukushima falhou. Segundo ele, não houve vazamento de radiação, mas foi constatada uma falha mecânica no sistema necessário para resfriar o reator, provocada pelo terremoto.

Segundo Edano, a medida é mais uma precaução e não há perigo imediato.

Terremoto de 8,9 graus atinge o Japão

Globo News

O tremor ocorreu às 15h, horário local na costa noroeste do Japão, e durou cerca de dois minutos. Várias pessoas correram para as ruas para fugir de um possível desabamento. Ondas de até seis metros atingiram o país. Os voos foram suspensos.



Ondas gigantes podem atingir 50 países do Pacífico

Globo News

Depois do terremoto do Japão, foram sentidos 19 tremores secundários. Não há informações certas sobre o número de mortos e feridos. O terremoto é um dos mais fortes da história. A região Norte do país foi a mais atingida.



Estrada se parte ao meio após terremoto no Japão

Globo News

Conforme orientação do governo, os japoneses deixaram a suas casas e estão nas ruas das cidades mais atingidas pelo terremoto. Casas e carros ficaram completamente destruídos. O abalo gerou uma tsunami. As ondas chegaram a seis metros de altura.



Brasileiro relata drama durante tremor no Japão

Globo News

O Marcelo Okazaki mora no Japão há 17 anos. Ele contou que estava em casa quando começou o terremoto e disse que todo mundo ficou desesperado. O brasileiro disse que estava sentindo tremores desde quarta-feira (08).



Tempestade isola o leste da Austrália

Globo News

Bairros inteiros ficaram praticamente submersos. Algumas regiões já começam a sofrer com a falta de água, alimentos e remédios. O governo australiano está em alerta e já montou uma operação especial para tentar levar suprimentos até a região.

Violento terremoto atinge a costa noroeste do Japão

Globo News

O tremor ocorreu por volta das três horas da tarde, pelo horário local, na costa noroeste do país. A rede de TV japonesa NHK transmitiu ao vivo o momento em que a tsunami chegava a Sendai.



Prédios tremem na capital e agência meteorológica emite alerta de tsunami para ondas de até 10 metros

BBC Brasil
Imagens da TV japonesa mostram o momento em que um forte terremoto atingiu país, por volta das 15h desta sexta-feira, 11.

O tremor de magnitude 8,9 - segundo a medição da agência americana US Geological Survey - teve seu epicentro na costa da província de Miyagi, a 373 quilômetros da capital, Tóquio.

A agência japonesa de meteorologia emitiu um alerta de tsunami para ondas de até 10 metros em toda a costa do Pacífico.

Após tremor, alerta de tsunami se estende à América do Sul

Relatório emitido por agência americana lista Peru, Colômbia e Chile como nações que poderiam ser atingidas.

Tsunami poderia atingir diferentes países na costa do Pacífico



BBC Brasil
O forte tremor que atingiu o Japão gerou um tsunami que avança pelo Oceano Pacífico e pode atingir a costa da América do Sul.

O Centro de Alertas de Tsunami do Pacífico, que integra a Administração Atmosférica e Oceânica Nacional, dos Estados Unidos, divulgou um alerta dizendo que a gigantesca onda pode chegar ao Chile, ao Equador, à Colômbia e ao Peru.

O tsunami foi gerado pelo tremor de magnitude 8,8 que eclodiu a 400km da costa do Japão, a uma profundidade de 32 km.

A gigantesca onda atingiu o Japão, causando grande destruição. Pelo menos 26 pessoas morreram em consequência do tremor no país.

Segundo o alerta emitido pelo centro, o tsunami ameaça ainda países vizinhos ao Japão, como Filipinas, Japão e Rússia, e países das Américas com costas no Oceano Pacífico, como México, El Salvador, Nicarágua, Guatemala, Costa Rica, Panamá e Honduras.

Representantes do governo da Rússia nas Ilhas de Sakhalin, no extremo leste do país, promoveram a retirada de cerca de 11 mil moradores na região costeira, antecipando a chegada do tsunami que promoveu destruição no Japão.

Autoridades das Filipinas ordenaram a evacuação de comunidades na região costeira ao leste do país.

No Japão, usinas nucleares e refinarias de petróleo foram fechadas devido a temores que elas poderiam ser atingidas.

'Amplo estrago'
De acordo com o boletim do Centro de Alertas de Tsunami do Pacífico, a alta magnitude do tremor e leituras dos níveis do mar indicam que o tsunami pode causar ''amplo estrago''.

A entidade define um tsunami como uma série de ondas. A primeira onda a atingir uma região não precisa, necessariamente, ser a mais forte.
O tamanho da ondas de um tsunami não pode ser previsto e a proporção pode variar significativamente ao longo de uma região costeira devido a efeitos locais.
O intervalo entre uma onda de tsunami e outra pode variar de cinco minutos a uma hora e a ameaça de novas ocorrências pode continuar por várias horas.

A ameaça só é considerada encerrada, quando grandes ondas deixam de ser registradas por um período de duas horas após o horário estimado para a chegada da primeira onda ou para a primeira leva de grandes ondas.

10 março 2011

Chuva provoca perdas na safra de soja em Mato Grosso do Sul

Fabíola Gomes - Reuters

SÃO PAULO (Reuters) - As chuvas contínuas que atingiram Mato Grosso do Sul, quinto maior produtor de soja do país, desde o final de fevereiro afetaram de alguma forma cerca de 80% da área cultivada com soja no Estado, de acordo com estimativa inicial da associação que reúne os produtores.

"A safra que poderia ser uma das melhores do Estado agora vai ter perda de produtividade e qualidade (dos grãos)", disse Lucas Galvan, assessor técnico da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul).

De acordo com levantamento inicial da Famasul, as perdas de produtividade variam de 60 por cento no norte, nos municípios de São Gabriel do Oeste, Chapadão do Sul e Costa Rica, a 40 por cento no centro-sul do Estado, em Maracaju, Sidrolândia, Rio Brilhante, entre outros.

Segundo ele, foram dez a doze dias de chuvas contínuas que afetaram a região norte, cuja safra corresponde a cerca de 30 por cento da produção do Estado, e o centro-sul, com 50 por cento de participação.

O assessor explicou que a Famasul ainda não tem uma estimativa de quanto será a redução na safra total de soja do Estado, porque no extremo sul e parte sudoeste de Mato Grosso do Sul as chuvas diminuíram e as máquinas estão no campo para a colheita.

A previsão inicial era de uma safra recorde de 5,5 milhões de toneladas em 2010/11, com uma produtividade recorde de 3.100 kg por hectare. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima produção do Estado em 5,4 milhões de toneladas.

Mas o clima chuvoso, que coincidiu com a colheita, deve reduzir a produtividade média do Estado em até 40 por cento, segundo a Famasul, além de deixar grãos com alto nível de umidade.

"A umidade dos grãos está entre 20 a 30 por cento, quando o normal é 15 a 17 por cento. As armazenadoras não querem receber a soja ou quando recebem dão descontos", afirmou Galvan, ressaltando que o problema também reduzirá a lucratividade dos produtores.

O especialista da Somar Meteorologia, Celso de Oliveira, disse que em muitas áreas a soja apodreceu e germinou no pé. "Em algumas áreas não dá para fazer mais nada, perdeu completamente", afirmou.

Ele explica que o Mato Grosso do Sul fica em região plana, banhada por rios que nascem em Mato Grosso, onde também está chovendo muito. "Por ser plano, os rios demoram muito a esvaziar. Mesmo com chuvas parando, os rios continuam subindo se as chuvas continuam nas nascentes (em MT)", disse.

Oliveira confirmou que os produtores que estão em áreas mais altas já retomaram a colheita de soja. "A chuva (em Mato Grosso do Sul) a partir de agora ficará bem mais fraca", afirmou.

Cautela

Para Fernando Muraro, analista da Agência Rural, ainda é difícil fazer uma estimativa precisa sobre o impacto das fortes chuvas que atingiram o Mato Grosso do Sul na última semana.

Contudo, ele considera que as precipitações terão algum impacto. As chuvas foram mais intensas na divisa entre Goiás e Mato Grosso do Sul.

"Vai dar uma afetada sim, neste momento não dá pra fazer uma avaliação correta. Mas sabe-se que é bem pontual também, são algumas regiões", disse ele, referindo-se ao norte de Mato Grosso do Sul.

Mas igualmente ele afirmou que a situação para o produtor pode ficar pior se o tempo impossibilitar trabalhos de colheita nos próximos dias.

"A coisa complica se neste final de semana não der colheita... Ainda é muito cedo para falarmos em perdas."

Defesa Civil encontra oito corpos em São Lourenço do Sul (RS); número de vítimas pode aumentar

Especial para o UOL Notícias
Em Porto Alegre

A Defesa Civil do Rio Grande do Sul informou que foram encontrados oito corpos de vítimas da enxurrada que atingiu a cidade de São Lourenço do Sul na madrugada desta quinta-feira (10).

Cinco mortos já foram identificados: Marlene Ludtke Moraes, 76, Afonso Beirsdors, 80, Zilá Maria de Souza Martins, 81; Glória Regina de Souza Martins, 53 e Zaira da Silva Fonseca, 70.

Segundo o subchefe do órgão, major Luiz Moiano, a expectativa é de encontrar mais vítimas quando a água baixar. Mais de 300 pessoas cujas residências estavam alagadas estão abrigadas em prédios do município. A chuva parou, mas a meteorologia alerta para o risco de novos temporais na região.

Um caminhão com 800 colchões, kits de limpeza e dormitório, além de cestas básicas, será encaminhado ao principal alojamento dos desabrigados, montado no Ginásio do Esporte Clube São Lourenço. A previsão é de que o veículo chegue até o final da tarde em São Lourenço do Sul.

"Estamos priorizando o resgate às pessoas. Montamos um abrigo para onde estamos levando os desabrigados que recebem atendimento médico, alimentação, roupas e colchões", disse Moiano.

A Defesa Civil já entrou em contato com o governo federal solicitando recursos para a aquisição de cestas básicas, que serão distribuídas as famílias quando retornarem para as suas residências.

O órgão também montou uma estrutura médica com ambulâncias em um campo de futebol localizado na área central de São Lourenço, ao lado do ginásio.

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e a Caixa de Assistência aos Advogados do Rio Grande do Sul lançaram uma campanha de ajuda aos atingidos pela chuva.

A arrecadação de alimentos, roupas e produtos de higiene pessoal será repassada à Defesa Civil do Rio Grande do Sul. Em Porto Alegre, as doações podem ser feitas nos foros regionais. No interior, o recebimento ocorrerá nas sedes das subseções da OAB.

Com estradas intransitáveis, cidade de MG decreta calamidade pública em razão de chuva

Rayder Bragon
Especial para o UOL Notícias
Em Belo Horizonte 

A cidade de Carmo do Rio Claro (sul de Minas Gerais e 373 quilômetros de Belo Horizonte) decretou estado de calamidade pública em razão das fortes chuvas que atingiram o município nos últimos dias.

Segundo a prefeitura, várias estradas vicinais da cidade ficaram intransitáveis com as enxurradas e cinco comunidades rurais estão isoladas. Centenas de carros tiveram de ser resgatados com a ajuda de tratores. O decreto foi divulgado nesta quarta-feira (9).

O órgão aguarda a visita do Corpo de Bombeiros para avaliar a situação das estradas e emitir laudo para atestar a situação de calamidade. O decreto ainda terá de ser reconhecido pela Defesa Civil de Minas Gerais. De acordo com boletim atualizado, apesar dos estragos, não há registro de desalojados ou desabrigados na cidade.

O órgão fez levantamento da situação das chuvas, nos últimos dez dias, e informou que as cidades de Espera Feliz, Igarapé, Carangola, além de Iapu, Pains, Divinópolis e Timóteo foram as mais afetadas pelas tempestades.

Espera Feliz

Em Espera Feliz (localizada na zona da Mata e a 365 km de BH), segundo a Defesa Civil, chuvas registradas nos últimos dias romperam teto de uma galeria pluvial, interrompendo o fluxo do córrego Terra Branca, o que causou inundação em boa parte do bairro de João do Roque. Ao menos 30 casas ficaram alagadas. Ao menos 8 pessoas estão desabrigadas e 60 estão desalojadas. A Defesa Civil Estadual informou que o município solicitou auxílio ao órgão para tentar restabelecer a normalidade na cidade.

Até o momento, 128 cidades mineiras decretaram situação de emergência nesse período chuvoso, no qual foram constatados 17 óbitos. Para fins estatísticos, o órgão informa que no momento 3.756 pessoas estão desabrigadas e mais de 30 mil ficaram desalojadas, ou seja, foram enviadas para casa de parentes, amigos ou ainda levadas para abrigos públicos.

09 março 2011

A construção de barragens gera injustiças ambientais, entrevista com Eduardo Ruppenthal

EcoDebate

Quando começa o processo de construção de uma hidrelétrica, “dois mundos entram em choque”, pois são empreendimentos de capital alheio/fora/estranho às comunidades atingidas, acredita Eduardo Ruppenthal.

“As hidrelétricas, grandes obras por excelência, requerem a ocupação de amplos territórios, na maioria das vezes em detrimento de segmentos sociais vulneráveis, tais como as populações rurais, ribeirinhas e comunidades étnicas”, afirma o biólogo Eduardo Ruppenthal, em entrevista concedida por e-mail à IHU On-Line. Ele explica que “em função de uma visão hegemônica de ‘desenvolvimento e progresso’, que tem orientado o processo de modernização do Brasil e sua inserção no processo contemporâneo de globalização econômica – principalmente aprofundado no segundo governo Lula com os Programas de Aceleração do Crescimento (PAC) 1 e 2 –, comunidades rurais são desconstituídas do meio ambiente que, por gerações, como bem material e simbólico, vêm assegurando a manutenção e a reprodução de seus modos de vida, têm a terra como patrimônio da família e da comunidade, defendida pela memória coletiva e por regras de uso e compartilhamento de recursos”. Ao refletir sobre as consequências que as hidrelétricas estão provocando para a produção agrícola do Rio Grande do Sul, Ruppenthal considera que elas contribuem “para a desterritorialização de comunidades rurais, sendo que uma das consequências é o êxodo rural. E quase sempre, mudança de modelo agrícola, passando da ‘agricultura do nativo’ para a agricultura convencional”. E conclui: “a mudança da atual lógica energética só acontecerá com a mudança das estruturas da sociedade brasileira”.

Eduardo Luís Ruppenthal é mestrando em Desenvolvimento Rural na Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS. Possui graduação em Ciências Biológicas – Ênfase Ambiental pela UFRGS.

Confira a entrevista.

IHU On-Line – De que maneira as hidrelétricas afetam os agricultores gaúchos?

Eduardo Ruppenthal – A construção de hidrelétricas no Rio Grande do Sul possui as mesmas similaridades às outras em qualquer lugar, tanto no Brasil (hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio, no Rio Madeira, Belo Monte  no Rio Xingu, etc.) como em outro lugar no Mundo. As hidrelétricas, grandes obras por excelência, requerem a ocupação de amplos territórios, na maioria das vezes em detrimento de segmentos sociais vulneráveis, tais como as populações rurais, ribeirinhas e comunidades étnicas, em função de uma visão hegemônica de “desenvolvimento e progresso”, que tem orientado o processo de modernização do Brasil e sua inserção no processo contemporâneo de globalização econômica – principalmente aprofundado no segundo governo Lula com os Programas de Aceleração do Crescimento (PAC) 1 e 2 –, comunidades rurais são desconstituídas do meio ambiente que, por gerações, como bem material e simbólico, vêm assegurando a manutenção e a reprodução de seus modos de vida, têm a terra como patrimônio da família e da comunidade, defendida pela memória coletiva e por regras de uso e compartilhamento de recursos. Quando começa o processo de construção de uma hidrelétrica, “dois mundos entram em choque”, pois são empreendimentos de capital alheio/fora/estranho às comunidades atingidas. O setor elétrico (Estado e empreendedores públicos e/ou privados), a partir de uma ótica de mercado, entendem o território como propriedade e assim, uma mercadoria possível de valoração monetária. Neste sentido, a construção de barragens tem sido geradora de injustiças ambientais, uma vez que os custos dos impactos socioambientais recaem sobre as comunidades atingidas, sendo que, antes e durante o processo, não são sujeitos ativos na decisão dos significados, destinos e usos dos recursos naturais ali existentes.

IHU On-Line – Quais hidrelétricas no Rio Grande do Sul possuem mais agricultores atingidos?

Eduardo Ruppenthal - Não há como saber especificamente se são todos agricultores ou quantos são agricultores, mesmo que a maioria seja agricultor. Vejamos:

População atingida pelas UHEs (RS/SC)

Itá  – 4.500 famílias
Foz do Chapecó  – 3.500 famílias
Machadinho  – 2.200 famílias
Barra Grande – 1.500 famílias
Campos Novos  – 700 famílias
Monjolinho  – 400 famílias
Mais ou menos 12.800 famílias, aproximadamente 60 mil pessoas, num total de 50 municípios atingidos por estas seis obras, somando 728 mil pessoas.

IHU On-Line – Como os agricultores têm enfrentado a questão de viver e trabalhar na terra a partir da construção de hidrelétricas no Estado?

Eduardo Ruppenthal - São várias etapas até este momento. As etapas anteriores são fundamentais para a continuidade de viver e trabalhar no campo. Em todo processo, os atingidos são alijados das decisões centrais, como no caso da possibilidade da não construção da obra. Sendo que são avisados que serão atingidos e, portanto, retirados, aceitando ou não. O único momento de diálogo é nas audiências públicas. Porém, além de muitas vezes realizadas distantes do local de moradia dos atingidos, é uma arena montada (regras) para que o “discurso do progresso e desenvolvimento” seja vencedor. Para isso, o empreendedor usa de todas as formas de convencimento, político e econômico, principalmente no município e região. Promessas não faltam. Outra característica no processo é a falta de informação por parte dos órgãos competentes, principalmente públicos. Por parte do empreendedor, divulga somente o seu ponto de vista. Os atingidos são obrigados a sair do local a ser inundado. O primeiro passo é a luta pelo direito de ser reconhecido como atingido. Existe violação, pois não há reconhecimento de vários direitos. E um deles é o acesso à terra. E isso é uma etapa fundamental para ter força proporcional nas negociações com o empreendedor. Pois se negociar sozinho, essa negociação é dificultada, se reconhecida, ainda mais quando não se tem a posse da terra, sendo que nesta região ainda existem muitos meeiros ou parceiros. Por isso da importância da atuação coletiva em movimentos sociais, como no caso do Movimento dos Atingidos por Barragens – MAB, que surgiu nesta região na década de 1980.

Os agricultores

No caso dos agricultores, especificamente na Bacia Hidrográfica do Rio Uruguai, por sua característica geográfica, formada por vales, a agricultura possui características peculiares, principalmente na produção. Na região da minha pesquisa, a hidrelétrica de Barra Grande, os atingidos praticavam a “agricultura do nativo”, assim chamada na região, que utiliza muito a coivara (roçada e queimada). Ao mesmo tempo em que é da subsistência da família, cultivos para a alimentação, o excedente é vendido. Sendo que neste regime agrícola se produz muito, de forma orgânica, com sementes próprias e tração quase sempre animal. O deslocamento das famílias atingidas para áreas com características diferentes (geografia, solo, clima etc.) faz com que haja mudança na produção agrícola, sendo que novos cultivos são introduzidos, principalmente soja e milho, demandada pelo mercado. Assim, há também o uso de insumos químicos, agrotóxicos, compra de sementes e mecanização. Sendo que é necessário ajuda técnica e capacidade de conseguir administrar a nova propriedade rural, já que o crédito é disponibilizado e ocorre o consequente endividamento. Muitas vezes, existe o abandono do campo e a família vai se instalar na área urbana, em local ou cidades maiores. O subemprego é o destino da maioria dos trabalhadores e trabalhadoras.

IHU On-Line – Quais as consequências que as hidrelétricas estão provocando para a produção agrí¬cola do Rio Grande do Sul?

Eduardo Ruppenthal - Dificilmente tem como avaliar isso. Ainda mais em termos de produção agrícola. Mas, em geral, contribui para a desterritorialização de comunidades rurais, sendo que uma das consequências é o êxodo rural. E quase sempre, mudança de modelo agrícola, passando da agricultura do nativo para a agricultura convencional.

IHU On-Line – Que alternativas o Brasil poderia oferecer às hidrelétricas para a produção de energia limpa e suficiente? Que outras fontes poderiam ser apontadas aqui?

Eduardo Ruppenthal - Se tivessem interesse mesmo, tanto sob a perspectiva social como ambiental, haveria medidas que poderiam ser imediatas e enfrentariam as crises financeiras, climática e energética. A descentralização das fontes de produção de energia é fundamental para constituir um novo modelo de matriz energética. Falo aqui de energias renováveis, alternativas locais, descentralizadas e na mão das comunidades. E necessariamente serão muito diferentes conforme as condições de cada localidade e região geográfica do país. Mas cito:

• Temos enorme potencial para as energias eólica e solar. O Brasil é um país solar, 280 dias por ano de sol. Energia solar para a eletricidade, como também aquecimento da água nas indústrias e residências substituindo o chuveiro elétrico (não existe nenhum país do mundo com tanta gente tomando banho quente com chuveiro elétrico como no Brasil). Se fossem instalados painéis solares em um quarto da área do reservatório de Itaipu, seria possível produzir tanta energia quanto a Usina de Itaipu produz.

• Moratória às grandes hidrelétricas. É preciso realizar um estudo detalhado das bacias hidrográficas brasileiras a ser elaborado por pesquisadores das universidades brasileiras, em um projeto para a bacia Amazônica livre de hidrelétricas.

• A repontecialização das já existentes tem um custo muito menor do que construir novas hidrelétricas. Estudos indicam que poderiam aumentar em 30% a atual energia produzida. Mas, atualmente, isso não é de interesse dos governos e muitos menos das empreiteiras, as grandes interessadas.

• Conservação da energia nas linhas de transmissão. Perdemos 15% da energia, enquanto o Japão reduziu para 1%.

• A produção de agrocombustíveis, mas no quadro da agricultura familiar, rural e orgânica, e não uma produção em grandes indústrias. E autonomia para consumo local.

• Outras fontes são: biomassa (bagaço de cana ou outro subproduto vegetal no caso de outras culturas) como combustível para usinas termelétricas, além de ainda aproveitar o calor gerado para outras aplicações industriais dentro da usina; biogás, o qual contém metano, pode ser utilizado diretamente para queima ou indiretamente, alimentando geradores de energia elétrica.

• Acesso universal e utilizar a cobrança social do uso da água e energia, aumentando a tarifa para as grandes indústrias consumidoras.

• Fim do Programa Nuclear Brasileiro para a produção de energia elétrica.

• Reestatização do setor elétrico.

Isso é uma grande inverdade propagandeada pelo setor elétrico. Segundo um dos maiores especialistas da área no Brasil, Célio Bermann (várias entrevistas e artigos publicados pela IHU On-Line), professor de pós-graduação em Energia do Instituto de Eletrotécnica e Energia da USP, a energia hidrelétrica não é limpa e nem barata (http://bit.ly/bJNACA). Ele cita uma pesquisa que mediu e estipulou as emissões de quatro usinas hidrelétricas da Amazônia, transformando-as em vilãs do aquecimento global. De acordo com os números, todas as quatro usinas pesquisadas emitem mais gases de efeito estufa (GEE) do que termelétricas de mesma potência. Segundo Bermann, estes estudos mostraram que Balbina , Tucuruí  e Samuel , as três maiores hidrelétricas construídas na região amazônica até agora, emitem gases de efeito estufa mais ou menos na mesma proporção que usinas a carvão mineral. Para ele, isso pode parecer uma surpresa, mas explica que nos primeiros dez anos de operação de uma usina da Amazônia, a matéria orgânica, a mata, apodrece porque a água a deixa encoberta permanentemente. E o processo de apodrecimento é muito forte, acidifica a água e emite metano, que é um gás 21 vezes mais forte que o gás carbônico, principal gás do efeito estufa.

“Isso é conhecido pela ciência, mas não é considerado porque não é de interesse de quem concebe essas usinas. O que interessa é a grande quantidade de dinheiro que vai ser repassado para as empresas construtoras de barragens, turbinas e geradores. O restante, o problema ambiental, as populações que serão expulsas, a cultura indígena que está sendo desconsiderada, isso não entra na conta”, afirma Bermann, 2010.

(Ecodebate, 09/03/2011) Entrevista realizada por Graziela Wolfart, publicada pelo IHU On-line, parceiro estratégico do EcoDebate na socialização da informação.