29 janeiro 2011

Brasil é o 5º país no ranking da construção sustentável

Segundo levantamento da GBC-Brasil, em 2010, 23 empreendimentos do país receberam a certificação “Green Building”. O número, que deverá subir para 35 em 2011, coloca o Brasil em 5º lugar no ranking dos países que possuem o maior número de empreendimentos sustentáveis

Débora Spitzcovsky
Planeta Sustentável

A procura por construções ecologicamente corretas e auto-sustentáveis está crescendo cada vez mais no Brasil. De acordo com levantamento realizado pela ONG GBC-Brasil – Green Building Council Brasil, 23 empreendimentos do país receberam o certificado Green Building em 2010 e outras 211 construções terminaram o ano em processo de certificação.

O documento atesta que as obras analisadas cumprem os requisitos de sustentabilidade previstos pelo selo verde internacional Leed – Leadership in Energy and Environmental Desing, o que fez com que o Brasil pulasse da 6ª posição, em 2009, para o 5º lugar, em 2010, no ranking dos países que possuem o maior número de construções sustentáveis em seu território.

Por enquanto, na nossa frente estão EUA, Emirados Árabes Unidos, Canadá e China, mas essa situação pode mudar já no próximo ano. Isso porque, segundo a GBC-Brasil, em 2011 a expectativa é de que o Brasil certifique 35 empreendimentos e inicie o processo de certificação em outras 300 construções, o que pode fazer com que o país suba de posição no ranking das nações com mais obras sustentáveis.

“Nesse momento, o Canadá, que está em quarto lugar no ranking, tem 289 empreendimentos em processo de certificação, contra 234 do Brasil. Se levarmos em conta a economia dos dois países e o fato de que o Brasil é ‘a bola da vez’ nesse setor, temos chance de ultrapassar os canadenses, mas essa não é nossa prioridade. Estamos preocupados em consolidar esse conceito na cabeça do brasileiro. O resto é consequência”, disse o gerente-técnico da GBC-Brasil, Marcos Casado.

Entre os empreendimentos que já foram certificados no Brasil estão bancos, hospitais, laboratórios de saúde, supermercados e prédios de escritórios. Mas, além deles, shopping centers, escolas e estádios de futebol, de olho na Copa do Mundo de 2014, também estão em processo de certificação. “Essa diversificação nos tipos de empreendimentos que estão aderindo à construção verde mostra que o conceito está se consolidando em todo o ramo imobiliário, o que nos deixa muito felizes”, afirmou Casado.

O QUE GANHAMOS COM ISSO? 

Os benefícios que as construções sustentáveis acarretam para o meio ambiente – como a redução do consumo de água e energia, a diminuição da taxa de emissão de CO2 e a redução da geração de resíduos – já são conhecidos pela maioria dos brasileiros. Mas, segundo Thassanee Wanick, que é fundadora e presidente do Conselho Deliberativo da GBC-Brasil, as construções sustentáveis trazem, ainda, muitos benefícios para a saúde das pessoas, que ainda não são tão conhecidos pelos brasileiros.

“As pessoas que trabalham dentro de prédios verdes, por exemplo, estão respirando um ar de muito mais qualidade, possuem maior conforto térmico e estão expostas a um sistema de iluminação adequado. Além de fazer bem à saúde, isso aumenta a produtividade dos funcionários”, disse Thassanee, que ainda completou: “Nos EUA, há estudos que comprovam que escolas construídas de forma sustentável trazem tantos benefícios para a saúde dos alunos que podem melhorar, de 20 a 25%, o seu desempenho nas aulas de matemática, por exemplo. Ou seja, empreendimentos verdes representam não só uma conquista em nível ambiental, mas também social”.

A fundadora da GBC-Brasil se diz orgulhosa dos avanços brasileiros no setor da construção sustentável, mas ainda quer muito mais. “O nosso trabalho não pode parar nunca. Ainda há muito o que fazer nessa área e o próximo passo é buscar produtos mais baratos para as construções sustentáveis. Assim teremos cada vez mais empreendimentos dispostos a construir de forma sustentável”, disse Thassanee.

Quanto a isso, Marcos Casado está otimista: “A lógica do mercado é simples: maior demanda, menor preço. Se compararmos os primeiros empreendimentos verdes com os que estão sendo construídos hoje, no Brasil, o custo já caiu e cairá ainda mais, porque o setor está crescendo”. Esperamos que sim!

Justiça manda Ibama passar informações sobre Belo Monte

JOÃO CARLOS MAGALHÃES
DE BELÉM - FOLHA DE SP

A Justiça Federal em Belém (PA) mandou hoje o Ibama prestar informação sobre a autorização dada nesta semana pelo órgão para a construção do canteiro da usina hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu, no Pará. 

A mesma ordem foi dada ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), que financiará parte da obra, e à Norte Energia, consórcio que deve construir Belo Monte.

O despacho foi motivado pela ação movida pelo Ministério Público Federal pedindo a suspensão imediata da licença dada pelo Ibama. Só depois de a ordem ser cumprida é que o pedido da Procuradoria será apreciado. 

A assessoria da Justiça não especificou que informações devem ser entregues.
De acordo com os procuradores da República, a licença nunca poderia ser dada sem que as condicionantes estipuladas pelo próprio Ibama para a construção da obra fossem cumpridas, como ocorreu. 

O Ibama argumenta que a licença é só para o canteiro, e não para a usina.

28 janeiro 2011

Pneus reciclados serão utilizados na composição de asfalto em Belém

O Liberal

Promover a reciclagem de pneus usados, que serão misturados ao asfalto utilizado na pavimentação de vias realizada pela Prefeitura de Belém. É o chamado asfalto-borracha. Este é o objetivo do termo de compromisso firmado, na manhã desta sexta-feira (28), entre a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) e empresários do segmento de revenda de pneus.

Assim, a medida socialmente responsável e sustentável, dará um destino final aos pneus inutilizados e também contribuirá para a retirada das ruas daqueles sem condições de rodagem, evitado o acúmulo de água e reduzindo a proliferação da dengue, neste período de fortes chuvas.

Durante a reunião, o titular da Semma, Sebastião Oliveira, falou da importância da assinatura do termo para o município. 'Esse termo de compromisso vai ajudar a diminuir a contaminação do meio ambiente. Pois o que antes não tinha um destino, a partir de agora, será transformado em algo útil', explicou o secretário. Sebastião revelou ainda que outros termos de compromisso como esse podem ser assinados junto a outros empresários de diversos segmentos do mercado.

Fonte: Comus

27 janeiro 2011

Plano da ONU para preservar tubarões é um fracasso, denunciam especialistas

Lista divulgada por organização inglesa aponta os 20 países que mais caçam tubarões. Brasil aparece em décimo terceiro

Veja

O alardeado programa das Nações Unidas para a conservação das espécies de tubarão é um fracasso retumbante. A conclusão está em um estudo divulgado nesta quinta-feira pela organização não governamental britânica Traffic, que monitora o mercado de plantas e animais selvagens no mundo. O relatório mostra quais são os vinte países que mais pescam o predador marinho. No topo da lista estão Indonésia, Índia, Espanha e Taiwan. O Brasil aparece em décimo terceiro.

Coletados pela Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), os números da pesquisa são curiosos: pelo menos 73 milhões de tubarões são mortos todos os anos. Um terço das espécies corre risco de extinção. Ao todo, mais de 640.000 toneladas de carne de tubarão são consumidas nestas nações anualmente - quase 80% do total mundial. 

"O futuro dos tubarões está nas mãos desses países. A maioria deles falhou em mostrar o que está fazendo - se é que estão fazendo alguma coisa - para salvar as espécies ameaçadas", disse Glenn Sant, da Traffic. "Esses países precisam agir para reverter a queda das populações de tubarão e ajudar a garantir que a lista de espécies ameaçadas pela pesca predatória não aumente ainda mais", afirmou.

Apelo - O estudo, uma parceria da Traffic e da organização não governamental americana Pew Environment, lança um apelo aos países que participarão da cúpula da FAO para repensar suas atitudes. O encontro do Comitê de Pesca da FAO, que ocorrerá entre 31 de janeiro e 4 de fevereiro, em Roma, examinará os resultados do plano de ação internacional para a preservação de tubarões e arraias.

O plano da ONU, lançado com estardalhaço em 2001, lista dez pontos considerados essenciais para garantir que a pesca do tubarão seja uma atividade sustentável.  O programa obriga os países signatários a elaborar estratégias nacionais para preservar a espécie, sujeitos a avaliações da FAO a cada quatro anos.
 
Desde então, a pesca predatória massiva - principalmente para atender à demanda dos mercados do leste asiático - contribuiu para diminuir ainda mais os números das populações, de acordo com o estudo. "Apenas treze dos vinte maiores pescadores desenvolveram planos para proteger os tubarões. Só que ainda não ficou claro de que maneira esses planos foram implementados ou mesmo se tiveram algum efeito", destaca o texto. 
 
(Com Agência France-Presse)

MPF do Pará vai à Justiça contra licença de Belo Monte

Ibama concedeu autorização para canteiro de obras nesta quarta-feira

Veja

O Ministério Público Federal no Pará (MPF/PA) entrou nesta quinta-feira na Justiça com uma ação questionando a licença de instalação parcial para a Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu (PA), concedida na quarta pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e que autoriza a instalação do canteiro e outras obras preparatórias.
A licença parcial é considerada ilegal pelo MPF porque as condicionantes previstas na licença prévia não estão sendo cumpridas.

O procurador da República no Pará, Ubiratan Cazzeta, informou que a ação civil pública pede a suspensão da licença, que na avaliação do MPF, foi emitida de forma precária pelo Ibama. “Uma obra desse porte, com esses custos sociais, não pode ser iniciada repetindo os erros do passado”, comparou.

O Ibama informou que o documento autoriza a montagem da infraestrutura para a obra, que ainda passa por análise antes da concessão da licença definitiva, ainda sem prazo.

Histórico – O processo de licenciamento tem sido conturbado. Ecologistas, membros da Igreja Católica, representantes de povos indígenas e ribeirinhos e analistas independentes argumentam que o impacto ambiental e social da instalação da hidrelétrica foi subestimado.

As críticas também se direcionam à alegada ineficiência da hidrelétrica, haja vista que sua produção cairá drasticamente nos meses de seca no Rio Xingu. Embora sua capacidade total instalada prevista seja de 11 233 Megawatts (MW), a energia assegurada será de 4 571 Megawatts (MW), em média.

Há divergências também sobre o custo estimado da obra: a iniciativa privada acredita em um custo de até 30 bilhões de reais e o governo, de 25 bilhões de reais.

Nevasca em Nova York leva ONU a fechar sede por um dia

Cerimônia anual em memórias das vítimas do Holocausto e outros eventos, marcados para esta quinta-feira, foram cancelados.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York

A nevasca que afetou Nova York, e outras áreas do nordeste dos Estados Unidos, na madrugada desta quinta-feira, levou ao fechamento da sede das Nações Unidas e de vários prédios da cidade.

A neve chegou a 30 cm de altura. Os aeroportos não abriram, houve suspensão de voos, linhas de trem e metrô, além de outros transportes públicos.

Cerimônia sobre Holocausto

Na sede da ONU, a cerimônia anual em memória das vítimas do Holocausto teve quer ser cancelada.

Em mensagem para marcar o dia, o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, falou sobre o aniversário da data da libertação de Auschwitz-Birkenau, o maior campo de concentração nazista.
 
Ele lembrou os milhões de judeus, prisioneiros de guerra, dissidentes políticos e membros de minorias que foram sistematicamente mortos durante a Segunda Guerra Mundial.