11 novembro 2010

Fábrica de painéis solares anuncia instalação em Pernambuco

Ecosolar prevê investimento de US$300 milhões para a produção de até 120MW ao ano

Jornal da Energia
Da redação

O Parque Tecnológico de Pernambuco, em Recife, será a sede da que pode ser a primeira fábrica de painéis solares fotovoltaicos de grande porte no Brasil. A Eco Solar assinou nesta quinta-feira (11/11) um protocolo de intenções com o governo do Estado para instalar ali sua unidade, que ocupará uma área de cinco hectares e tem investimentos previstos de US$300 milhões.

A expectativa da companhia é de que as obras tenham início já no primeiro trimestre de 2011, com início da operação marcado para o segundo trimestre de 2012.

A unidade deverá ter capacidade para produzir entre 60 e 120MW de painéis por ano, o que pode gerar 250 empregos diretos e 400 indiretos na região.

Na cerimônia de assinatura do acordo com o governo local, esteve presente também um representante do grupo suíço Oerlikon. A companhia está no mercado solar há mais de 15 anos e possui unidades em diversos países, com capacidade de produção acima dos 450MW por ano. A companhia tem experiência na fabricação de painéis fotovoltaicos com a tecnologia "filme fino", considerada uma das mais eficientes e baratas do setor.

Floresta tropical aguentou pico de temperatura há 60 milhões de anos

Temperatura e nível de dióxido de carbono eram maiores na época.
Estudo foi publicado na revista 'Science'.

Do G1, em São Paulo

Pesquisadores do Instituto de Pesquisas Tropicais Smithsonian, no Panamá, afirmam que florestas tropicais prosperaram há 60 milhões de anos, mesmo com uma temperatura de 3ºC a 5 ºC acima da média atual, com níveis de dióxido de carbono 2,5 vezes maiores. O estudo foi publicado na revista "Science" nesta quinta-feira (11).

Coordenados pelo professor colombiano Carlos Jaramillo, os cientistas analisaram amostras de pólen contidas em formações rochosas na Colômbia e na Venezuela, formadas antes e depois de um período conhecido como Máximo Térmico do Paleoceno-Eoceno.

É uma faixa de tempo localizada há 56,3 milhões de anos, na qual os níveis de dióxido de carbono dobraram em apenas 10 mil anos e a temperatura aumentou de 3ºC a 5ºC. Essas condições se mantiveram por 200 mil anos.

Contrariando a hipótese de que florestas tropicais seriam devastadas por condições climáticas tão severas, a diversidade biológica aumentou na região durante o período de aquecimento que Jaramillo e colegas estudaram.

Novas plantas evoluíram, com maior rapidez em relação à extinção de outras espécies. Pólen de exemplares da família do maracujá e do cacau foram encontrados pela primeira vez.

Os níveis de umidade não caíram de forma significativa durante o Máximo Térmico, com bom desempenho das florestas à época.

"É importante que o efeito dos gases estufa preocupem tanto as pessoas no que diz respeito às florestas tropicais", afirma Klaus Winter, cientista do instituto, ligado ao Smithsonian Institute norte-americano.

"Mas esses cenários horríveis provavelmente só possuem validade se o aumento da temperatura causar secas mais severas, assim como alguns dos modelos atuais prevêem para os próximos anos."

Início do conteúdo Mortes por dengue e casos notificados no País sobem 90% em 2010

Segundo resultado parcial do LIRAa, 15 municípios estão em risco de surto, incluindo 2 capitais

RAFAEL MORAES MOURA - Agência Estado

SÃO PAULO - O número de mortes por dengue no Brasil passou de 312 de 1º de janeiro a 16 de outubro de 2009 para 592 no mesmo período de 2010, o que representa um aumento de quase 90%, segundo o Ministério da Saúde. 

As notificações também cresceram 90%: de 489.819 no ano passado para 936.260 neste. Cerca de 70% das ocorrências concentram-se nos Estados de São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, Rondônia e Acre, segundo Giovanini Coelho, coordenador do Programa Nacional de Controle da Dengue.

O Ministério da Saúde alega que a volta da circulação do tipo 1 da doença contribuiu para esse aumento. De acordo com o governo, em quase todos os Estados grande parte da população não tem imunidade a esse sorotipo. A dengue tipo 1 predominou no País no fim da década de 90.

Segundo resultado parcial do Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa), 15 municípios estão em situação de risco de surto da doença - entre eles duas capitais, Rio Branco (AC) e Porto Velho (RO). Do total de municípios nessa situação, 11 estão no Nordeste, três no Norte e um no Sudeste.

Entre 2009 e 2010, o número de casos graves passou de 8.714 para 14.342. Para o verão de 2011, o ministério aponta dez Estados com risco muito alto de epidemia: Amazonas, Amapá, Maranhão, Ceará, Piauí, Paraíba, Pernambuco, Sergipe, Bahia e Rio de Janeiro, que deverão ser visitados pelo ministro da Saúde, José Gomes Temporão. "(A dengue) É um problema muito sério de saúde pública, estamos investindo no desenvolvimento de uma vacina, já temos o protótipo sendo testado, mas não teremos uma vacina disponível entre pelo menos 3 e 5 anos", afirmou o ministro.

Campanha

Nesta quinta-feira, 11, Temporão lançou uma nova edição da Campanha Nacional de Combate à Dengue, com o título "Dengue - Se você pode agir, podemos evitar". "Em algumas regiões, o problema é lixo, em outras é água, em outros está dentro de casa. Todos os gestores têm instrumentos que vão permitir mapear a situação por bairro", disse. Para o ministro, o cenário deste verão é "tão preocupante" quanto o do ano passado. O governo informou que foi destinado R$ 1 bilhão para ações de controle da doença, incluindo aquisição de equipamentos, medicamentos e campanha na mídia.

Temporão destacou a contenção da dengue tipo 4, em Roraima, que voltou a circular no Brasil após 28 anos. "Nós impedimos que esse vírus saísse de Roraima e circulasse por todo o País", completou. Foram confirmados dez casos de dengue tipo 4 em Roraima, entre julho e agosto deste ano, sem registro de óbitos.

Cientistas britânicos criam mosquito geneticamente modificado para combater a dengue

Por Kate Kelland
Reuters

LONDRES (Reuters) - Cientistas britânicos criaram um mosquito geneticamente modificado que, por transmitir um gene assassino, pode eliminar a população de insetos causadores da dengue.

A empresa chamada Oxitec fez um pequeno teste de campo nas ilhas Cayman, no Caribe. Liberando na natureza 3 milhões de mosquitos geneticamente modificados, reduziram em 80 por cento a população de mosquitos "Aedes aegypti" num prazo de seis meses numa pequena área.

A dengue, doença que pode ser letal e é endêmica em vários países, inclusive no Brasil, é transmitida pela picada da fêmea do mosquito. "A ideia é que soltando machos estéreis eles vão acasalar com as fêmeas selvagens", disse Luke Alphey, cientista-chefe e cofundador da Oxitec.

"Uma das principais vantagens é que os machos buscam ativamente as fêmeas -- eles são programados para isso."

O resultado desse acasalamento gera larvas que morrem antes ou logo depois de atingirem a maturidade como mosquitos. Por causa da alteração genética, os mosquitos só sobrevivem se forem tratados com o antibiótico tetraciclina.

Dessa forma, é possível administrar o "antídoto" a eles em laboratório, criando grandes populações de machos com essa alteração do DNA. "Quando soltamos os machos na natureza e eles se acasalam com as fêmeas, toda a prole herda uma cópia do gene que os mata se não receberem o antídoto", disse Alphey.

A Organização Mundial da Saúde estima que haja 50 milhões de casos de dengue por ano no mundo, dos quais 25 mil sejam fatais. Não há vacina nem tratamento eficaz, e especialistas dizem que é urgente encontrar novas formas de conter a difusão da doença, cuja incidência global cresceu fortemente nas últimas décadas.

Angela Harris, da Unidade de Pesquisa e Controle de Mosquitos das ilhas Cayman, se disse muito animada com os resultados do teste, realizado de abril a outubro. "Um dos principais problemas da dengue é que não há cura, não há vacina e não há drogas que você possa tomar para evitá-la ou sarar. Então o único controle (...) é matar os mosquitos e assegurar que eles não estejam lá para transmitir o vírus."

Alphey disse que a Oxitec, com sede em Oxford, está negociando com autoridades de vários países, inclusive Brasil, Malásia e Panamá, para realizar testes mais amplos.

Entidades enviam carta à OEA protestanto contra irregularidades em Belo Monte

O Dia

Brasília – Entidades ambientalistas e de direitos humanas enviaram nesta quinta à Organização dos Estados Americanos (OEA) um documento denunciando o que consideram ser irregularidades na licitação e no processo de licenciamento ambiental da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, Pará.

Na denúncia, os ativistas pedem que a OEA exija esclarecimentos do governo brasileiro e se manifeste pela suspensão imediata do licenciamento
ambiental da obra, vetando o início da construção da hidrelétrica.

As organizações argumentam que, em nome da usina, o governo deixou de lado direitos fundamentais das comunidades tradicionais da região do Xingu e que a hidrelétrica ameaça “a segurança alimentar, o meio ambiente e o acesso à agua potável”.

Entre as áreas ameaçadas por Belo Monte, de acordo com as entidades, estão as comunidades Arroz Cru, Arara da Volta Grande, Juruna do Km 17 e Ramal das Penas, todas às margens do Rio Xingu. Os ativistas alegam que há risco de epidemias e do aumento da pobreza na região, por causa do fluxo migratório de trabalhadores que serão atraídos pela obra.


“Apesar da gravidade e irreversibilidade dos impactos da obra para as comunidades locais, não foram realizadas as medidas adequadas para garantir a proteção dos direitos e do meio ambiente”, dizem.


Entre as entidades que assinam o documento estão o Movimento Xingu Vivo para Sempre, a Justiça Global, o Conselho Indigenista Missionário (Cimi) e a Associação Interamericana de Defesa do Ambiente.


Belo Monte deve alagar uma área de 516 quilômetros quadrados. O que preocupa os ambientalistas não é o tamanho do lago – considerado pequeno – mas o desvio do curso do rio, que poderá deixar seca a região conhecida como Volta Grande do Xingu.


Em fevereiro, a usina recebeu a licença prévia do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). O documento foi alvo de várias
ações na Justiça. Em abril, o empreendimento foi licitado. O início das obras ainda depende de outra licença do Ibama, a de instalação, que deve ser concedida após análise cumprimento de condicionantes ambientais pelo consórcio empreendedor.

As
empresas pediram ao Ibama a concessão de uma licença parcial, para instalação do canteiro de obras. No entanto, o Ministério Público Federal (MPF) no Pará já enviou um recomendação ao órgão ambiental alertando que a legislação brasileira não prevê nenhuma licença parcial.

Em novembro de 2008, o Ibama concedeu licença de instalação parcial para a construção do canteiro e das obras iniciais da Usina Hidrelétrica de Jirau, no Rio Madeira. A licença de instalação definitiva só foi assinada em junho de 2009.