05 novembro 2010

Ecologistas algemam-se a via férrea para travar transporte de resíduos de França para Alemanha

RTP

Caen, França, 05 nov (Lusa) -- Militantes ecologistas algemaram-se a carris em França e impediram durante três horas a passagem de um comboio com 123 toneladas de resíduos nucleares reprocessados para a Alemanha, obrigando à sua paragem, pouco depois de ter partido, sob forte segurança.

Os 14 vagões ficaram bloqueados algumas centenas de metros antes da estação de Caen, na Normandia, enquanto a polícia retirava os ativistas, que se prenderam à via férrea, tendo depois o comboio retomado a sua marcha.

A empresa estatal nuclear francesa Areva disse que o carregamento para um local de armazenagem na cidade de Goerleben, na Alemanha, a decorrer durante o fim de semana, estava a processar-se normalmente e que é o 11.º do género.

03 novembro 2010

Zoo de Atlanta tem novo hóspede: bebê panda do tamanho de celular

Filhote será o único a nascer nos Estados Unidos este ano

AFP

Lun Lun, uma panda gigante do zoológico de Atlanta, EUA, deu à luz nesta quarta-feira (3) uma cria que será igual a ela algum dia, imensa, mas que, recém-nascida, é do "tamanho de um celular", informou a instituição.

O nascimento do novo panda em cativeiro "coroa os esforços mundiais por salvar uma espécie em risco de extinção", anunciou o Zoo de Atlanta em comunicado.


Será o único a nascer em 2010 nos Estados Unidos.


Calcula-se que menos de 1.600 pandas ainda vivem na selva; 280 em zoológicos e apenas 11 deles nos Estados Unidos, informou o zoológico, que realiza um programa especial para estes animais.


O novo panda é a terceira cria de Lun Lun, uma fêmea de 13 anos, e Yang Yang, um macho da mesma idade, que conceberam por inseminação artificial.


"Estamos felizes com a chegada do terceiro urso do casal e orgulhosos do sucesso do programa que desenvolvemos", disse Dwight Lawson, um dos diretores da instituição.

Energia eólica perde força nos Estados Unidos

Crescimento da fonte no país até setembro é o menor registrado desde 2006

Por Luciano Costa - Jornal da Energia

Entre julho e setembro, os Estados Unidos completaram a construção de 400MW em novos parques eólicos. Desde janeiro, a fonte cresceu 1.634MW em capacidade instalada. O resultado é o pior registrado no país desde 2006. Em comparação, a China colocou em operação 1.200MW em usinas de geração a partir do vento no último trimestre, enquanto a União Europeia somou mais de 800MW.

Os números foram divulgados na última semana pela Associação Americana de Energia Eólica (AWEA, na sigla original), que lembrou também que os novos parques americanos instalados nesses nove meses representam 71% do que havia sido implantado no mesmo período de 2009. Ao mesmo tempo, fontes de geração emissoras de gases do efeito estufa representaram 39% do crescimento da matriz elétrica americana, enquanto a energia eólica respondeu por 14%.

"A energia eólica americana pode novamente liderar o setor no mundo. Mas, se os políticos não agirem rapidamente para providenciar garantias de investimento por meio de uma meta para energia renovável, e de uma política fiscal de longo prazo, como nossos concorrentes desfrutam, a indústria eólica dos EUA vai ficar de fora", afirmou a CEO da AWEA, Denise Bode.

A associação quer a aprovação pelo Senado de uma lei que trace para o país o objetivo de ter 15% de sua matriz formada por fontes renováveis até 2020, além da continuidade dos financiamentos para o setor. "Isso é o que vai enviar um sinal claro aos investidores de que os Estados Unidos estão abertos para os negócios", garantiu a executiva.

02 novembro 2010

Inea diz que derramamento de óleo no Paraíba do Sul já foi controlado

Diário do Vale
Rio de Janeiro
 
O derramamento de 26 mil litro de óleo vegetal no Rio Paraíba do Sul, que deixou 400 mil pessoas sem água na sexta e no sábado (30), no Sul Fluminense, foi controlado e já não oferece riscos de causar maiores prejuízos ao meio ambiente, nem prejudicar o abastecimento de água na região metropolitana do Rio. As cidades de Volta Redonda, Pinheiral e Barra do Piraí, que ficaram sem água, já estão com a distribuição normalizada. As informações são da Agência Brasil.

As informações foram dadas hoje (1º) pelo presidente do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), Luiz Firmino. De acordo com ele, apenas ações de precaução estão sendo adotadas pelo estado, como a instalação de barreiras de absorção para evitar que o óleo chegue às tomadas de captação de água dos municípios.

"A situação está absolutamente sob controle. Nós estamos por precaução mantendo barreiras de absorção junto às tomadas de Pinheiral, Vargem Alegre, Barra do Piraí e a transposição de Santa Cecília para garantir que algum pedacinho de óleo que se desprenda da margem, que tenha ficado agarrado, não possa cair nessas tomadas", disse Firmino.

Ele garantiu que o serviço de limpeza nas margens continua até que seja completado o trabalho de raspagem na vegetação e que não se tenha mais qualquer vestígio de óleo. Segundo ele, a expectativa é que até amanhã (2) o serviço tenha terminado.

Ainda de acordo com o presidente do Inea, a intenção é solicitar que o Ibama exija da concessionária Nova Dutra, que administra a rodovia, a instalação de caixas de retenção em pontos frágeis das margens do Rio Paraíba do Sul. O vazamento ocorreu sexta-feira (29), quando um caminhão bateu em uma carreta-tanque carregada de óleo, no km 272 da Rodovia Presidente Dutra, que liga o Rio a São Paulo, no sentido Rio.

Mais de 70% do desmatamento amazônico vira lixo

BRUNO MOLINERO
COLABORAÇÃO PARA FOLHA DE SP

Nada de móveis, portas ou cabos de vassoura. De cada dez árvores derrubadas na região amazônica, sete vão para a lata do lixo. De acordo com estudo do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), a maior parte da madeira é simplesmente descartada como resíduo. 

O principal problema é o processamento dessa madeira. Feito praticamente de forma artesanal e com baixa tecnologia, apenas 30% das toras é aproveitado. Essa fatia representa a parte mais nobre da árvore.
 
O resto, na forma de serragem e de sobras, é descartado. Segundo Niro Higuchi, coordenador da pesquisa do INPA, é fundamental melhorar o rendimento da floresta. Não basta apenas estancar o desmatamento, por exemplo. 

O pesquisador ainda aponta outro motivo para o baixo aproveitamento da madeira: ela é muito barata no mercado local. "É possível comprar um hectare de floresta por R$40", disse à Folha. 

De acordo com a Associação das Indústrias Exportadoras de Madeiras do Estado do Pará (AIMEX), não é bem assim. O preço médio de uma árvore varia entre R$90 e R$360, dependendo da espécie. 

"A madeira aqui na Amazônia é realmente barata. Mas não é só isso. Ela é explorada de maneira desorganizada", alerta Rosana Costa, engenheira agrônoma do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM). 

A desorganização dessa exploração não é um problema exclusivo das grandes cidades, que transforma árvore em lixo urbano. Ela afeta também comunidades ribeirinhas - afinal, alguns núcleos incrustados na floresta sobrevivem do processamento de madeira. 

Nessas comunidades, todo resíduo é despejado nos rios. "Na água, a serragem pode fermentar e soltar os produtos químicos que foram passados no tronco. Isso causa a morte do rio, como aconteceu no rio Trairão", alerta Rosana. 

O objetivo do INPA é reverter, em cinco anos, essa porcentagem, passando a aproveitar 70% da madeira derrubada. O aumento da produtividade acontece em duas etapas. 

Na primeira, aperfeiçoa-se a técnica e a tecnologia da indústria madeireira, como o modo de cortar e as lâminas utilizadas. 

Em seguida, é a vez dos resíduos. A serragem gera energia em termelétricas. E as sobras, finalmente, podem virar móveis, portas ou cabos de vassoura. 

Para Niro, os resultados em laboratório foram animadores. Com isso, já foi firmado convênio com uma madeireira de Itacoatiara (região metropolitana de Manaus) e a aplicação do projeto deve começar até o fim do mês.