08 junho 2010

Controlado vazamento de óleo na Bacia de Campos

AP - O Estado de S.Paulo
RIO

A Petrobrás informou que controlou um vazamento de cerca de 1,5 mil litros de óleo em um de seus campos de exploração na Bacia de Campos. O vazamento foi identificado no entorno da plataforma de processamento P-47, no campo de Marlim.

A plataforma é usada como suporte para tratamento e armazenagem do petróleo extraído das plataformas. O vazamento teria sido provocado por problema em um mangote, tubo flexível usado na transferência de óleo da P-47 para o navio aliviador Cap Jean.

Os sinais do óleo no mar foram descobertos pouco antes do início da operação. Uma sindicância foi aberta para apurar as causas do acidente.

Golfo.

Executivos da empresa British Petroleum (BP), concessionária de um poço de petróleo que vaza desde o fim de abril no Golfo do México, afirmaram que planejam colocar, em julho, uma tampa maior que a instalada atualmente sobre o poço. A tampa atual coleta cerca de 1,7 milhão de litros de óleo bruto por dia, segundo a Guarda Costeira.

A nova tampa providenciaria "um encaixe melhor e mais firme" que a atual, disse o porta-voz da BP, Robert Wine.

Sinal de alerta no Pantanal

Ritmo do desmate é maior do que na Amazônia, segundo dados do Ministério do Meio Ambiente

DA REDAÇÃO - Jornal do Brasil

O ritmo do desmatamento no Pantanal é maior do que o da Amazônia. O ecossistema pantaneiro já perdeu cerca de 15% de sua área original, segundo dados de 2008. Seis anos antes, a área desmatada correspondia a 12,35% do total. O levantamento foi divulgado ontem pelo Ministério do Meio Ambiente. O desmatamento no Pantanal só perde para o do Cerrado.

De acordo com a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, entre as principais causas para o desmatamento no Pantanal estão a produção de carvão vegetal e a expansão de áreas para pastagem.

Segundo ela, a criação de unidades de conservação na região seria um bom instrumento para conter o desmatamento.

– O Pantanal é uma área de alta sensibilidade ambiental, e muitos proprietários de terra preferem eles mesmos declarar suas reservas particulares como reservas naturais – comentou a ministra do Meio Ambiente.

Entre os anos de 2002 e 2008, foi desmatada no bioma Pantanal uma área de 4.279 quilômetros quadrados, o equivalente a 2,82% da área total do bioma que é de 151.313 quilômetros quadrados.

A taxa média anual de desmatamento registrada nestes sete anos foi de 713 quilômetros quadrados, ou 0,47%.

Em relação à Amazônia, dados do sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter/Inpe) indicam uma queda acumulada no desmatamento da Amazônia de 48% entre agosto de 2009 e abril de 2010, em relação ao mesmo período anterior.

Depois da Amazônia e do Cerrado, o Pantanal é o terceiro bioma brasileiro a ter o monitoramento do desmatamento divulgado. Os próximos serão relativos aos Pampas e à Mata Atlântica. A previsão é que até o fim do ano sejam divulgados os dados de todos os biomas brasileiros no período 2008/2009

15%
da área original do Pantanal já foi desmatada, segundo levantamento divulgado ontem pelo governo

48%

é o percentual de queda no desmatamento da Amazônia entre agosto de 2009 e abril de 2010

06 junho 2010

5 de junho – Dia Mundial do Meio Ambiente. Conheça iniciativas da FAB em prol da sustentabilidade

CECOMSAER

Alta tecnologia e conscientização profissional têm feito da Força Aérea Brasileira um participante ativo de ações em prol da sustentabilidade e da ecologia no País.

Para se ter uma ideia do alcance das atividades, basta evidenciar que esquadrões de Aviação de Reconhecimento da Aeronáutica realizam periodicamente o sensoriamento remoto da Região Amazônica. A tecnologia monitora a superfície terrestre e é capaz de detectar queimadas e áreas de desmatamentos.

Além disso, iniciativas em todo o Brasil demonstram que atuar pelo meio ambiente vão de plantio de árvores, adensamentos de florestas a ações permanentes de proteção a grandes patrimônios ecológicos. Em celebração ao Dia Mundial do Meio Ambiente, o site da FAB destaca algumas dessas ações que fazem toda a diferença para a melhoria da qualidade de vida. É uma "guerra" de vários setores da sociedade e que todos têm a ganhar.

Em Natal (RN), militares fazem adensamento na Mata Atlântica

Nesta quarta-feira, dia 2 de junho, por exemplo, a Base Aérea de Natal (BANT), dá seqüência ao projeto de adensamento da Mata Atlântica, com o plantio de 200 mudas de árvores no perímetro sob a sua jurisdição.

O projeto de enriquecimento da Mata Atlântica na BANT iniciou-se em abril de 2009 em parceria com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e a Organização Não-Governamental Nature Viva Mangue (NAVIMA), que coordena o plantio.

Na ocasião foram plantadas 200 mudas de espécies nativas na área da BANT, como ipê rosa, ipê amarelo, ipê roxo, cedro, sapucaia, massaranduba, jatobá, macaúba, pau-brasil, oiti, pitanga, peroba, pitomba e juazeiro.

No dia 28 de abril daquele ano, mais 150 mudas, de ipê roxo, ipê amarelo, pau-brasil, oiti e pitanga. E nos dias 7 e 8 de maio, foram plantadas 220 mudas de cedro, jatobá, ipê roxo e ipê amarelo, pau-brasil.

De acordo com a bióloga Rosimeire Dantas, presidente da Ong NAVIMA, a preservação ambiental, não só na Base de Natal, assim como no Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), também pertencente à Aeronáutica, contribui sob vários aspectos para o equilíbrio do ecossistema local.

"O desmatamento no Rio Grande do Norte é muito grande, principalmente em função da ampliação da produção de cana-de-açúcar e da construção de empreendimentos imobiliários. Portanto, a preservação da mata nessas duas unidades, que somam juntas mais de 3 mil hectares, são importantes, pois ajudam a regular o microclima da cidade de Natal proporcionando umasensação de conforto térmico. Além disso, ajuda na captura do gás carbônico", explica Rosimeire Dantas. "O adensamento também garante a sustentabilidade do rio Pitimbu, um dos mananciais mais importantes da região, responsável por 70% da água potável de Natal. É justamente o trecho desse rio situado dentro da Base é que está preservado", complementa a bióloga.


Área do tamanho de Sergipe é protegida por militares em Cachimbo

Um outro exemplo da preocupação ambiental na FAB é o Campo de Provas Brigadeiro Velloso (CPBV), localizado na Serra do Cachimbo, Sul do Pará. A área de 22 mil quilômetros quadrados de extensão (equivalente ao estado de Sergipe) onde está instalado o Campo continua praticamente intacto.

"Se não houvesse a Base de Cachimbo e o Campo de Prova Brigadeiro Velloso, o avanço do desmatamento de Mato Grosso no sentido Amazônia e Pará iria se perpetuar. A área do CPBV fez com que essa devastação não progredisse mais. É uma região onde a natureza está cem por cento preservada sendo muito importante a manutenção desse bioma para pesquisas e para as futuras gerações", avalia Martinho Philippsen, diretor regional da secretaria do meio ambiente de Guarantã do Norte (Mato Grosso), cidade distante cerca de 90 quilômetros do CPBV.

Em razão dessa preservação e da ampla extensão territorial, o CPBV já foi várias vezes escolhido pelo IBAMA para a reintegração de espécies da fauna brasileira. Conforme explica a analista do IBAMA, Denise Englert, a parceria iniciou-se em 2004. " Iniciamos este projeto com a soltura de animais recém capturados, como jabutis, quatis e aves selvagens. Essa parceria foi evoluindo e nós começamos a fazer um trabalho mais intenso visando a repatriação de espécies. Os animais que são pegos no tráfico nas regiões sul e sudeste, após reabilitados, são trazidos para cá a fim de serem repatriados, ou seja, para voltarem aos locais de origem de onde foram retirados. Um primeiro trabalho com 40 papagaios já foi realizado e repercutiu de forma bastante positiva", diz Denise Englert. "Já soltamos aqui uma onça, muitas jibóias, gaviões, corujas. Como aqui é uma área grande é um local ideal para a soltura desses animais", ressalta a analista do IBAMA.


Campanha de reciclagem por militares em São Paulo

O Hospital de Aeronáutica de São Paulo também está empenhado em preservar o meio ambiente. Iniciado em setembro de 2008, o Projeto RECICLA-HASP começou com a adequação de uma área para armazenamento, coleta e descarte apropriado de papelão, papel sulfite e latinhas de alumínio, ampliado posteriormente para óleo de cozinha. Historicamente, a média mensal de geração de lixo é de 1.272kg/mês (42,4kg/dia). Com as ações do projeto houve uma redução substancial do descarte de lixo em razão da reciclagem de aproximadamente 10 toneladas de papelão, bem como economia dos custos praticados com os serviços terceirizados de destino de resíduos.

Além disso, o hospital possui um projeto de monitoramento dos hábitos das diferentes espécies de pássaros que habitam a unidade. O estudo, realizado em janeiro deste ano, visa ao plantio das árvores adequadas às necessidades de cada pássaro. A iniciativa será uma importante contribuição para a preservação da Mata do Campo de Marte.

FAB já foi premiada por proteção ao meio ambiente

A Força Aérea Brasileira recebeu, no ano passado, o prêmio Top Ambiental, concedido pela Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil (ADVB) – São Paulo.

A premiação é destinada a empresas e instituições que tenham ações que contribuam para a preservação do meio ambiente. A FAB foi homenageada, particularmente, pelas ações na Amazônia.

O Coordenador do Top Ambiental, Paulo Bastos Cruz Filho, citou o "trabalho excelente desenvolvido pela FAB na proteção da Amazônia" e contou que teve a oportunidade de conhecê-lo pessoalmente, em uma visita realizada no ano passado.