04 junho 2010

Nordeste brasileiro está em processo acelerado de desertificação

Jornal Hoje

Além do longo período de estiagem que atinge o Nordeste este ano, o solo da região é pobre, um misto de areia e pedras. O sol bate forte o ano inteiro e a água é cada vez mais rara.  

Brasil: 2º lugar em ranking internacional de consumo verde

País ficou em 2º lugar em um ranking de consumo verde divulgado hoje (3) pela National Geographic Society

Tendências e Mercado

O Brasil ficou em 2º lugar – atrás apenas da Índia – em um ranking de consumo verde divulgado hoje (3) pela National Geographic Society. O levantamento foi feito com base em entrevistas e mediu o comportamento e o estilo de vida de 17 mil pessoas em 17 países.

De acordo com a entidade, os norte-americanos se mantém como um dos povos com os hábitos menos sustentáveis do planeta nos últimos três anos, quando o levantamento começou a ser feito. Canadá, França e Inglaterra também estão entre os últimos no ranking.

“Consumidores em economias emergentes continuam a se posicionar no topo do ranking, enquanto os seis últimos são consumidores de países industrializados”, destaca o documento. Além de Índia e Brasil, o levantamento listou nas primeiras colocações a China e o México.

O melhor desempenho brasileiro foi registrado no quesito moradia, que avalia o impacto ambiental de residências por conta da baixa utilização de aparelhos de ar condicionado ou de aquecimento. Outro destaque trata do alto consumo de biocombustíveis no país.

Paraíba aposta em biocombustíveis

1º Simpósio Internacional de Oleaginosas Energéticas 4º Congresso Brasileiro de Mamona discutem novas oportunidades 

Tendências e Mercado

Novas oportunidades para produção de biocombustíveis no Brasil e também nos Estados Unidos serão discutidas no 1º Simpósio Internacional de Oleaginosas Energéticas -  Inclusão Social e Energia e no 4º Congresso Brasileiro de Mamona de 7 a 10 de junho, em João Pessoa (PB).

Os eventos são realizados pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) unidades Algodão e Agroenergia, em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento da Agropecuária e Pesca da Paraíba.

Nos EUA, a soja ainda responde por cerca de 70% da matéria-prima para biodiesel, seguido pela canola. Existem, também, outras oleaginosas para exploração, como amendoim, crambe e camelina, embora limitadas a algumas regiões específicas. Fontes crescentes são as gorduras animais e óleo de fritura, com várias redes de restaurantes fast-food aderindo ao processo.

Oportunidade de produção direta de biodiesel a partir de açúcares básicos, com empresas montando estruturas para produção do biocombustível a partir de caldo de cana-de-açúcar, estão em fase de estudos, abrindo possibilidade de futuras parcerias com o Brasil, já que é o maior produtor de cana-de-açúcar do mundo.

Estratégia no Golfo do México é bem-sucedida

Com lâminas gigantes, empresa consegue cortar tubulação por onde vaza petróleo para o mar; ainda é cedo para dizer se problema está solucionado
 

Gustavo Chacra - O Estado de S.Paulo

A mais recente operação para conter o vazamento de petróleo no Golfo do México conseguiu bons resultados ontem. No entanto, a British Petroleum (BP), responsável pela plataforma submarina, e autoridades americanas preferem manter a cautela e dizem que ainda é cedo para afirmar que o desastre ecológico mais grave da história dos Estados Unidos será solucionado.

Lâminas gigantes cortaram ontem parte da tubulação por onde vaza petróleo para o mar e colocaram uma capa de contenção, para tentar ao menos diminuir o vazamento. O problema é que o corte foi irregular.

Inicialmente, seriam usadas lâminas de diamante, que acabaram enfrentando problemas ao serem manuseadas por robôs submarinos. Sem alternativa, a BP teve que recorrer a lâminas comuns.

Por isso, mesmo com a capa sobre o buraco do restante da tubulação, deve continuar havendo vazamento, ainda que em escala menor.

Além disso, o procedimento de colocação de uma capa já havia sido tentado pouco após o início do vazamento, há cerca de um mês, mas ela rasgou por causa da formação de uma espécie de cristal. Para evitar o problema, a BP começou a usar água quente e outros produtos para aquecer a capa.

No longo prazo, a BP continuará construindo poços de ajuda ao lado do local do vazamento para conter definitivamente a saída do petróleo. A previsão é que essa operação demore meses. Se a capa de contenção falhar por causa do novo corte na tubulação, existe o risco de a quantidade de petróleo que escoa para o mar crescer 20%. Até agora, o vazamento é de cerca de 19 mil barris de petróleo por dia.

Segundo afirmou na tarde de ontem o CEO da BP, Tony Hayward, será necessário esperar entre 12 e 24 horas para determinar se a operação funcionou, o que significa que, na tarde de hoje, já poderá haver uma posição. "É apenas o começo do atual procedimento", disse.

Empresa em crise. A BP enfrenta uma grave crise, com agências de risco reduzindo as suas notas. A Casa Branca já determinou a aplicação de uma multa inicial de US$ 69 milhões, mas o valor deve crescer. Os custos para reparar todo o problema está avaliado em até US$ 5 bilhões.

Enfrentando duros ataques pela forma como vem administrando a crise, o presidente dos EUA, Barack Obama, deve viajar hoje novamente para a Louisiana para verificar os trabalhos de reparação do vazamento e avaliar a situação as comunidades costeiras. Milhares de pessoas no Estado dependiam da pesca, que está proibida em 37% das águas do Golfo do México.

Em entrevista à rede de TV CNN que seria exibida na noite de ontem, Obama afirmou estar "furioso com toda esta situação" e que "alguém não pensou nas consequências de suas ações". Na avaliação do governo, a BP deveria ter sido mais ágil.

Queimadas na Amazônia anulam ganhos da queda no desmatamento

As emissões de gases-estufa economizadas pela redução do desflorestamento podem ser invalidadas pelas provenientes dos incêndios, revela estudo publicado na revista Science.

Segundo a pesquisa, as queimadas cresceram 59% entre 1998 e 2007
 

Afra Balazina e Herton Escobar - O Estado de S.Paulo

A agropecuária provocou o aumento das queimadas na Amazônia em áreas onde houve redução do desmatamento. É o que mostra um estudo de pesquisadores brasileiros publicado hoje na revista Science. O fogo é usado para limpar as áreas e, muitas vezes, passa despercebido porque as copas das árvores podem esconder, dos satélites usados para monitorar o desmate, o estrago que acontece embaixo delas.

Segundo a pesquisa, que analisou o período 1998-2007, a ocorrência de fogo aumentou 59% na região que teve redução das taxas de desflorestamento. Isso significa que as emissões de gases de efeito estufa economizadas pela diminuição do desmate podem ser anuladas com as emissões provenientes de queimadas.

"A principal mensagem é que as queimadas possuem uma tendência de aumento mesmo com a redução do desmatamento. Portanto, o resultado revela que a quantidade de carbono resguardada pelo Redd (Redução das Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal) pode sofrer perdas devido à ocorrência de fogo", diz Luiz Aragão, da Universidade de Exeter, no Reino Unido. Ele é um dos autores do trabalho, junto com Yosio Shimabukuro, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Segundo Aragão, isso leva à conclusão de que "uma política de controle de queimadas deve ser implementada em paralelo com o Redd, para que efetivamente se mantenham os estoques de carbono florestal protegidos". O pesquisador afirma ainda que os dados são conservadores, pois há incêndios que não puderam ser contabilizado.

Os dados apresentados podem complicar as negociações do Redd. O instrumento, idealizado para que países industrializados financiem a preservação de áreas verdes em nações em desenvolvimento, é o tópico mais adiantado na busca por um acordo climático mundial entre os países.

Evitar o desmatamento é visto como uma forma relativamente barata de reduzir as emissões de gasesestufa e, dessa maneira, combater o aquecimento global.

Recentemente, em um encontro em Oslo, países ricos prometeram US$ 4 bilhões para a conservação de florestas.

O Brasil já tem uma iniciativa que poderia ser enquadrada como Redd, o Fundo Amazônia, em que países doam recursos para preservar a mata. A ação é voluntária - não faz parte do mercado de carbono e não dá direito aos contribuintes de emitir gases-estufa em seu país. A Noruega, por exemplo, comprometeu-se a doar US$ 1 bilhão até 2015 ao Brasil. Mas há países que defendem que Redd seja colocado no mercado de carbono - o que o País não concorda.

Investimentos.

Segundo Aragão, as queimadas naturais são eventos raros na Amazônia. Portanto, para evitar o fogo existe a necessidade de alterar a maneira com que se usa a terra na região. Colocar em prática ações ambientalmente adequadas geraria custos com treinamento, suporte técnico e maquinário. E, consequentemente, aumentaria o custo de implementação do mecanismo de Redd. "Mas é um custo necessário se quisermos proteger nosso ecossistema", defende o pesquisador.

PARA ENTENDER
 

Florestas são peça-chave para o clima

O termo Redd (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal) surgiu em 2007, na COP-13, em Bali, na Indonésia. Foi quando se reconheceu o papel das florestas como fundamental para os esforços no combate aos efeitos das mudanças climáticas. Atualmente, o termo usado nas negociações de clima é Redd+ (ou Redd plus) e remete a um conjunto de medidas que possa ser adotado por países em desenvolvimento - o que inclui reduzir o desmatamento e fortalecer a conservação florestal.

Há quem defenda que Redd seja integrado ao mercado de venda de créditos de carbono, o que o Brasil discorda. Mas as regras para esse mecanismo não foram criadas ainda.

31 maio 2010

Regata ecológica da Escola Naval recolhe lixo das águas da Baía de Guanabara

Agência Brasil

Rio de Janeiro - Cerca de mil aspirantes da Marinha e estudantes universitários da cidade do Rio de Janeiro participaram hoje (28) da 11º Regata Ecológica da Escola Naval.

Distribuídos em 30 embarcações, os competidores tinham que recolher a maior quantidade de lixo da Baía de Guanabara para vencer a regata.

As equipes saíram da Escola Naval e foram até a Enseada de Botafogo, recolhendo das águas da baía 510 quilos de lixo, inclusive a cabeceira de uma cama, considerada o material mais exótico, que valeu uma premiação especial.

A equipe vencedora retirou 314 quilos de detritos do mar. Na regata do ano passado foram retirados 563 quilos de lixo das águas da Baía de Guanabara.