05 dezembro 2008

O Brasil começa a vasculhar a Antártica

Brasil financia pesquisa ao interior do continente pela primeira vez



CARLOS WAGNER

Uma missão científica comandada por pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) começou a fazer história na Antártica. Ontem, os cientistas instalaram o primeiro equipamento de pesquisa, dando início simbólico à expedição Deserto de Cristal (referência à paisagem encontrada), a primeira ao interior do continente de gelo financiada pelo governo do Brasil.

Nos últimos 25 anos, o Programa Antártico Brasileiro (Proantar) realizou expedições no oceano, nas ilhas e na costa da Antártica. Nunca as missões científicas avançaram no continente. O equipamento instalado é uma estação de amostragem de ar, montada por três dos oito cientistas a 15 quilômetros do acampamento da expedição, inaugurado na segunda-feira a 2,2 mil quilômetros ao sul da Estação Antártica Comandante Ferraz e a mil quilômetros do Pólo Sul Geográfico. Nessa latitude, o sol brilha 24 horas, a espessura do gelo é de 700 metros, e a altitude, de 920 metros.

Para percorrer os 15 quilômetros do acampamento até onde foi erguida a estação, a equipe usou motos de neve e levou duas horas e 30 minutos, enfrentando uma temperatura de -30°C e rajadas de vento de até 70 km/h.

– Será necessário uma viagem diária à estação para coletar informações e fazer manutenção do equipamento – disse ontem, por telefone, o coordenador da missão, o glaciólogo gaúcho Jefferson Simões, 50 anos, da UFRGS.

Os informes fornecidos pela estação integrarão a pesquisa dos cientistas sobre a qualidade do ar. Eles procuram verificar, por exemplo, se existem partículas de queimadas no ar da Antártica. O Brasil está entre os países onde esta prática é comum. No Norte e no Centro-Oeste, queima-se o pasto e, no Litoral, a palha de cana.

A expedição fica na Antártica até janeiro. Segunda-feira, quatro pesquisadores deverão se deslocar do acampamento, de avião, a uma distância de 300 quilômetros até o Monte Johns, que tem 2,2 mil metros de altura, para coletar amostras de gelo.

Segundo Simões, o cotidiano da equipe tem sido de muito trabalho. Os cientistas estão dormindo, em média, seis horas e abrigados em barracas polares e em um módulo de fibra de vidro deixado pelos chilenos no local.

Por que é importante

Primeira expedição brasileira com fins científicos coordenada e financiada pelo país a trabalhar no interior do continente.

As condições enfrentadas serão mais rigorosas do que as da Estação Comandante Ferraz, a base brasileira na Ilha Rei George.

Planta da Amazônia pode gerar remédio para dengue, diz Fiocruz



ITALO NOGUEIRA, no Rio

Uma pesquisa da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) mostra que a planta unha-de-gato, típica da Amazônia, pode servir como matéria-prima para um remédio destinado a controlar os efeitos da dengue. O estudo indicou que o medicamento poderá evitar complicações em razão da doença, como pressão baixa e hemorragia.

Os resultados ainda são preliminares e, de acordo com as coordenadoras da pesquisa, um remédio só seria viável "em anos". Mas é a primeira vez, segundo a Fiocruz, que se detecta a possibilidade de evitar as complicações da doença.

A biomédica Claire Kubelka, a bióloga Sônia Reis e a química Ligia Valente analisaram a reação in vitro de monócitos (células de defesa do corpo) contaminados com o vírus da dengue com substâncias extraídas da planta unha-de-gato (Uncaria tomentosa).

A solução inibiu a produção excessiva de citocinas (proteínas de resposta inflamatória do organismo), que pode gerar queda brusca na pressão e hemorragias -- as principais causas de morte por dengue. "O objetivo do tratamento seria modular [regular] a resposta imunológica, diminuir a resposta exacerbada [na produção de citocinas]", diz Kubelka.

A unha-de-gato já é usada na produção de antiinflamatórios, consumidos principalmente por quem tem artrite. Kubelka afirma que é possível descobrir que o remédio existente também serve para a dengue -- mas só após mais testes.

"A imunomodulação muitas vezes inibe alguma parte do sistema imunológico, mas pode exacerbar outro. Para algumas doenças, ela pode ser benéfica, mas, para outras, pode ser prejudicial. Eventualmente poderá ser usado o mesmo remédio para duas patologias diferentes, mas isso precisa ser muito estudado", afirmou ela.

Segundo Valente, a planta está em risco de extinção por causa da ação de extrativistas, interessados em suas propriedades medicinais. A espécie, no entanto, não está na lista oficial do Ibama da flora ameaçada.

01 dezembro 2008

Os desafios climáticos exigem respostas globais



Ozires Silva

As mudanças climáticas certamente constituem na atualidade um dos problemas que mais pressionam as preocupações relacionadas com o meio ambiente, afetando a comunidade internacional, o mundo dos negócios e os cidadãos individualmente.

Há uma consciência generalizada sobre as previsões alertadas pelos especialistas, relativas a muito provável - e quase certa - ocorrência de um expressivo aumento do aquecimento global, cujos efeitos diretos já se pensa que são reais e estamos sentindo.

A maioria da comunidade científica já aceita e seriamente discute os efeitos das ações humanas, que se praticam hoje, dentro das comuns atividades produtivas e de serviços, prevendo que a temperatura média do planeta deve subir de 1 a 6 graus Celsius nos próximo 100 anos.

Muitos podem considerar isto pouco, mas mesmo valores menores podem dar origem a dramáticos efeitos, prevêem os pesquisadores, como degelos polares, distúrbios atmosféricos, furacões, inundações mais freqüentes, elevação do nível dos mares, desertificação, etc.

Tudo isso poderá provocar outros resultados tais como crescentes dificuldades para o uso agrícola do solo, queda do suprimento adequado de água potável, surgimento de novas e mais sofisticadas doenças e pragas atacando os seres humanos, animais e culturas vegetais, além de outras ocorrências de difícil previsão.

Os diagnósticos produzidos indicam que a causa maior destas previsões, nada aceitáveis e certamente preocupantes, são os bilhões de toneladas de dióxido de carbono e outros gases, decorrentes da queima de enormes volumes de petróleo, gás natural, carvão e outros, incluindo mesmo os chamados biocombustíveis, obtidos a partir de fontes energéticas alternativas. Muitos argumentam que, se colocarmos uma hipótese de se conseguir estabilizar a concentração do mesmo não reduzindo os índices atuais e evitar a aceleração do acréscimo da temperatura, as emissões globais de dióxido de carbono precisariam ser cortadas, o mais rapidamente possível, para pelo menos 70%/80% do que se produz na atualidade. A pergunta que precisa ser feita e respondida seria: "É isto possível?". A resposta deve ser "sim" e precisa ser materializada, por meio do uso de formas energéticas limpas, a partir de fontes renováveis. É necessário que se encontrem mecanismos capazes de assegurar a redução das emissões nocivas dos sistemas de transformação térmica que se usa no mundo atual. Os maiores vilões de tudo isso certamente são decorrentes do uso do petróleo e de outros combustíveis fósseis como produtores de energia mecânica, propelindo veículos de todo o mundo, logo seguidos pelos efluentes industriais muito mais variados e que não são poucos. Embora possamos reconhecer que o petróleo é uma extraordinária matéria-prima e que o pior dos seus usos é queimá-lo como produtor de energia, temos de encontrar fórmulas para substituí-lo, pois, além de tudo, ele o faz com enorme ineficiência.

Os seres humanos, ao longo de milhares de anos, destacaram-se dos animais pela sua capacidade intelectual, expressivamente diferente dos outros habitantes do planeta. Usando somente as matérias-primas disponíveis na Terra, o homem conseguiu resultados fantásticos que mudaram o seu modo de viver, abandonando as cavernas e criando uma sociedade que, vista por qualquer dos ângulos, é sofisticada e diferente do que aquela inicial que a natureza nos proporcionou.

Assim, temos razões para acreditar e, mais do que isso, perseverar, e do mesmo modo que pôde conquistar fantásticos horizontes o homem tem a capacidade e competência para pesquisar e encontrar soluções, aplicando ações e buscando eliminar os problemas que criou para o meio ambiente global.

Não se pode permanecer imobilizado, ou insuficientemente mobilizado, no campo dos diagnósticos e das previsões, colocando como vaticínio o que já está previsto para ocorrer não está sujeito a ser interrompido. Ao contrário, temos de aceitar desafios e, usando o melhor da capacidade intelectual, encontrar e aplicar alternativas que superem as catastróficas antecipações que nos atingem todos os dias. Muitas soluções já estão se tornando visíveis e não implementadas sob muitos argumentos, eventualmente aceitos como plausíveis, mas limitados por restrições e argumentos de caráter econômico, rotulando-as como caras e não viáveis. Contudo, é essencial escrutinar essa pergunta mais profundamente, argüindo-nos sobre o que seja realmente caro? Será que há algo mais caro do que o fascinante mundo no qual vivemos?

kicker: Já sentimosos impactos dramáticos do aumento da temperatura

OZIRES SILVA* - Reitor da Unimonte, Santos (SP), e ex-presidente da Embraer

Campos: são mais de 5 mil vítimas da chuva Cidade é a sexta do estado a ter decretado situação de emergência. Em Rio Bonito, cinco casas desabaram



Pâmela Oliveira

CAMPOS - A Defesa Civil Estadual decretou ontem situação de emergência em Campos, no Norte Fluminense, por causa da cheia do Rio Ururaí. Pelo menos cinco mil pessoas estão desabrigadas e desalojadas no município. Em Rio Bonito, na Baixada Litorânea, que também está em emergência desde quarta-feira, cinco casas foram parcialmente destruídas na manhã de ontem por desmoronamentos. Cerca de 1,3 mil pessoas foram afetadas pelas chuvas, que causaram a morte de duas pessoas na cidade.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia, choveu 526,5 mm em novembro em Campos, quando o esperado era 153 mm. O volume de chuvas foi o maior em 40 anos. Além de Rio Bonito e Campos, outros quatro municípios estão em emergência: Carapebus, Barra do Piraí, Paracambi e Silva Jardim.

O resgate das vítimas em Campos no fim de semana foi comandado pelo secretário estadual de Saúde e Defesa Civil, Sérgio Côrtes. Ele chegou à cidade sábado com o comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Pedro Machado. Dois helicópteros da Polícia Civil, inclusive o blindado ‘Caveirão do Ar’, foram usados nos resgates.

SITUAÇÃO DESOLADORA

“O que estamos vendo é desolador. Famílias perderam suas casas e o que construíram ao longo de suas vidas”, disse Côrtes. Ele contou que resgatou de helicóptero uma família de 11 pessoas, em Lagoa de Cima. “O pai, de 72 anos, operou o coração há duas semanas e não queria sair alegando que já tinha perdido tudo e não queria viver”, contou. Foi Côrtes quem decretou emergência em Campos, porque o prefeito Alexandre Mocaiber (PSB) não havia decretado.

Mocaiber não foi encontrado sábado para reunião com o secretário para discutir ações de resgate das vítimas. “O estado decretou emergência porque a medida facilita o socorro às vítimas”, explicou o comandante dos bombeiros.

As localidades de Ururaí, Brilhante, Imbé, Batatal, Aleluia e Lagoa de Cima foram as mais afetadas. O volume de chuvas ontem foi de 61,6 mm, o equivalente a 10 dias. O Rio Ururaí transbordou. Famílias foram vistas sobre os telhados das casas. Caminhões do Exércitro também foram usados nos resgates.

As vítimas foram alojadas em seis escolas. O Ciep João Borges Barreto, no bairro Brilhante, onde estão 260 famílias, porém, corria risco de também ser inundado. O prédio estava cercado pela água ontem. O acesso à escola só era feito por caminhões ou barcos. A Defesa Civil procurava outro local para abrigar as famílias, que poderiam ser transferidas para o galpão de uma empresa açucareira.

DEPOIMENTO: ‘NÃO DORMI VENDO A ÁGUA ENTRAR’

“A água estava subindo há muito tempo. No sábado chegou ao meu quintal. Me preocupei, mas achei que não iria chegar na casa. No entanto, hoje (ontem) ela invadiu tudo. Fiquei com água na cintura, só consegui salvar fogão, geladeira, estante e algumas roupas. É muito ruim perder tudo. Não dormi a noite toda vendo a água entrando em minha casa. Tentei tirar com um balde mas não consegui”.

Cremilda Cassiano, 60 anos

BR-101 é interditada a água e a fogo

Revoltados com os estragos provocados pelas chuvas que castigam Campos há três semanas e as dificuldades até para conseguir água potável, moradores, em protesto, interditaram a BR-101, que corta o município, por volta das 22h, incendiando pneus na rodovia.

Bombeiros foram acionados para debelar as chamas e agentes da Polícia Rodoviária Federal tentavam desbloquear a rodovia até o fim da noite. Durante o dia, a BR-101 chegou a ser interditada duas vezes por causa da ameaça das águas do Rio Ururaí à ponte no Km 75.

O maior problema para a distribuição de água potável, segundo autoridades, é a dificuldade de acesso aos locais alagados e às escolas onde estão as vítimas. A distribuição estava sendo feita ontem por helicópteros. Outra preocupação em Campos é com a possibilidade de doenças. “Ninguém foi vacinado até agora, porque as vacinas não chegam”, disse uma funcionária da Secretaria Municipal de Saúde, que atendia os alojados no Ciep João Borges Barreto.

RIO BONITO PRECISA DE DINHEIRO E PROFISSIONAIS

Cerca de duas mil casas estão ameaçadas de desabamento em Rio Bonito. Como a previsão é de mais chuvas, a Defesa Civil está em alerta, porque a precipitação pluviométrica no município está acima da média. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), em novembro choveu 386,8 mm, quando a média esperada era de 204,5 mm. O maior índice foi de quarta-feira (60,9 mm). Ontem choveu 24,5 mm. Os bairros mais atingidos são Boqueirão, Bosque Clube, Rio Vermelho e Marajó.

Os desabrigados estão alojados na Escola Municipal Professor Honesto Carvalho de Almeida, na Mangueirinha. As vítimas estão precisando de doações de roupas de cama, roupas para crianças, alimentos, leite em pó e colchões. O Diretório Central de Estudantes (DCE) da Faculdade Cândido Mendes doou meia tonelada de alimentos. A prefeitura disponibilizou a conta corrente 15602-7 do Banco do Brasil (agência 0627-0) para que as pessoas possam fazer doações.

A Defesa Civil do município está convocando voluntários, desde médicos e enfermeiros, a qualquer pessoa que queira ajudar. Os interessados devem procurar o órgão ou ligar para (xx21) 2734-0199.

Situação de emergência em Campos

Foi decretada situação de emergência em Campos, no Norte Fluminense. Para chegar em Lagoa do Sul só de barco ou helicóptero.

Campos é o município que mais sofre com as chuvas dos últimos dias no estado do Rio.



Em uma semana choveu mais do que a soma dos últimos seis meses. “É um ponto extremamente crítico onde nas áreas alagadas não existe acesso terrestre e portanto é muito mais difícil para dar ajuda e auxílio a essas famílias que estão desabrigadas”, diz Sérgio Cortes secretário estadual de Saúde.

Do alto não dá para separar o que é lagoa das ruas tomadas pela água. Dezenas de casas estão submersas, só o telhado ficou de fora. Aeronaves chegavam a todo o momento trazendo comida, água, colchonetes e roupas.

A quantidade de gente que ficou sem casa era tanta que faltou lugar. “Mas só tem quatro barracas , precisamos de mais barracas urgente”, alerta um senhor.
Uma corrente de solidariedade. Os moradores se unem e tentam salvar o que podem. Gente com água pela cintura, caminhões carregando o que sobrou dos móveis. Centenas de famílias perderam tudo, sobraram lágrimas. “Temos que aguardar, esperar a água baixar para colocarmos nossas coisas no lugar, o importante é a gente estar com vida”, fala Cristiane Serafim.

De acordo com a Defesa Civil, é a pior enchente dos últimos 50 anos em Lagoa de Cima. Na comunidade vivem aproximadamente 1.200 pessoas, 800 estão desalojadas. “Trinta anos vai fazer que eu estou aqui na beira da lagoa e nunca vi a lagoa vir até onde ela veio, gente muito mais velha que eu disse que nunca viu a água vir até onde veio agora”,conta Joana Dark Fernandes, dona de casa.

A concessionária de energia cortou o fornecimento. Havia risco de curto circuito. “O aumento do nível da lagoa nos preocupa, daí nós entramos em contato com pessoas do meio ambiente que vai abrir o canal lá de Flechas que extravasou Lagoa Feia e conseguir descer a água para que a gente possa lá em cima ter a diminuição do nível das águas”, revela Pedro Machado, comandante do Corpo de Bombeiros. “Temos que ter força, nunca vi uma enchente igual a essa”, fala uma moradora.

30 novembro 2008

Estado de SC prevê alta de 30% nos casos de leptospirose



PABLO SOLANO
MATHEUS PICHONELLI

O medo de que casos de leptospirose se alastrem pelo Estado em razão do contato com a água das chuvas levou os governos estadual, federal e a FAB (Força Aérea Brasileira) a montar uma operação para conter a doença nas áreas inundadas.

A Secretaria da Saúde do Estado já prevê alta de 30% dos casos neste ano, podendo chegar a 620 contaminados pela doença, que pode levar à morte.

O coordenador estadual do atendimento médico às vítimas, Roberto Hess de Souza, afirma que a secretaria classificou dez localidades como "pontos vermelhos", onde o risco de doenças é maior. São cidades ou conjuntos de municípios com áreas inundadas e que tiveram danos à rede pública de saúde, como Blumenau, Itajaí, Ilhota e Grande Florianópolis.

Onze equipes formadas por médicos e enfermeiros visitarão as áreas afetadas em busca de pessoas com sintomas de leptospirose e outras doenças.

Os casos mais graves serão encaminhados para Itajaí, que receberá a partir de amanhã um hospital de campanha da FAB com 50 profissionais.

A unidade poderá realizar cirurgias e terá um leito de UTI. Outras dez vagas para tratamento intensivo estarão reservadas no hospital Nereu Ramos, em Florianópolis.

O Ministério da Saúde entregará até o final de semana, de acordo com o governo estadual, mais de 22 mil ampolas de penicilina que serão usadas no tratamento de leptospirose. O Estado reforçará o estoque de vacinas antitetânicas.

A reportagem contatou quatro prefeituras que estão dentre as áreas de risco de infecção por leptospirose: Rio dos Cedros, Camboriú, Itajaí e Blumenau. Praticamente todas informaram que o número de atendimentos se manteve estável até ontem.