11 abril 2008

Exposição na França mostra os "animais do futuro"



Uma exposição na França, batizada de Animais do Futuro, tenta mostrar como será a fauna do planeta daqui a milhões de anos, com base em trabalhos científicos e projeções que levam em conta questões como as mudanças climáticas e os movimentos das placas terrestres.

Em uma espécie de safári virtual, os visitantes do parque temático Futuroscope, em Poitiers (centro-oeste da França), têm a chance de conhecer animais como o "baboukari", descendente do macaco uacari de cara vermelha, da Amazônia, que apareceria em 5 milhões de anos com a transformação da floresta tropical em uma savana seca, na projeção virtual dos cientistas.

Sentados em um veículo que os transporta pela exposição, os visitantes utilizam binóculos com câmeras integradas que filmam o cenário observado. Um computador insere os animais virtuais em terceira dimensão às imagens do ambiente observado.

Os visitantes também utilizam braceletes com sensores que permitem interagir com os animais do futuro.

A posição exata de cada visitante é calculada pelo sistema de localização integrada ao veículo, o que permite que cada um tenha seu próprio campo de visão e possa "se comunicar" de forma autônoma com as imagens de animais que aparecem no filme.

Dessa forma, os visitantes podem descobrir as futuras paisagens da Terra e a evolução dos animais em 5 milhões, 100 milhões e até 200 milhões de anos.

Eles percorrem estepes áridas e frias, uma floresta tropical, fundos marinhos e uma espécie de pântano.

Adaptação - O ambiente e os animais representados nessa exposição são fruto de uma teoria desenvolvida por cientistas britânicos a partir da evolução dos movimentos geológicos da Terra, do clima e da capacidade de resistência da fauna, que mudaria para se adaptar ao novo ambiente.

Dessa forma, os macacos uacari, ao darem origem aos "baboukari", desceriam das árvores da Amazônia, que não existiriam mais, para viver no solo. Eles não usariam mais sua cauda para se balançar entre os galhos e sim para se comunicar entre eles em meio à alta vegetação.

Um outro animal do futuro seria o "tortunossauro", que evoluiria a partir da tartaruga gigante. Esse réptil, em 100 milhões de anos, seria o maior animal terrestre, com sete metros de altura.

Maior do que um dinossauro, seu peso, de 120 toneladas, seria 40 vezes maior do que o de um elefante. Sem temer nenhum predador, perderia a maior parte de sua carapaça.

Comparação - Em outro espaço da exposição, concebido pela cientista Christiane Denys, professora de zoologia do Museu Francês de História Natural, os animais do futuro são comparados aos de hoje e aos do passado para dar um panorama sobre a evolução das espécies.

A tecnologia da "realidade ampliada", que permite ver os animais da exposição, está sendo utilizada pela primeira vez na área do divertimento.

Ela já é empregada no campo da medicina, para cirurgias, na aeronáutica, na arquitetura e no setor do turismo.

Pernambuco confirma primeira morte por dengue no ano



O registro da primeira morte causada pela dengue neste ano em Pernambuco deixou a população e as autoridades sanitárias em alerta. A confirmação da dengue hemorrágica como a causa do óbito do garoto Wanderson Gomes Pereira, de oito anos, ocorrido na última segunda-feira (7), foi feita nesta quinta-feira (10) pela Secretaria Municipal de Saúde da cidade de Jaboatão dos Guararapes, Região Metropolitana do Recife.

Revoltados, os pais do menino acusam os médicos dos Hospitais Otávio de Freitas e Restauração (o primeiro foi o local onde a vítima foi atendida na semana passada e o segundo, onde ficou internado até sua morte) de negligência. "Levamos nosso filho com muitas dores, vômito e febre ao Otávio de Freitas na semana passada. Ele foi medicado e liberado. Mas como ele não melhorava voltamos para lá no dia seguinte. Aí, disseram que ele tinha apendicite. Em nenhum momento ninguém falou para a gente que podia ser dengue. Todos os médicos que viram meu filho erraram. Eles poderiam ter salvo meu menino se fizesse a coisa certa", lamentou a mãe da vítima, Verônica Soares.

A dengue, segundo a vigilância sanitária de Jaboatão, só foi descoberta porque o sangue do garoto foi enviado a um laboratório público e submetido a exames sorológicos a pedido de um dos médicos que o atenderam. No ano passado, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) registrou 149 casos de dengue e oito mortes por conta da doença. Neste ano, a notificação da forma hemorrágica passou, em um intervalo de 15 dias, de 30 para 62 casos suspeitos. Apenas dois foram oficialmente confirmados. Em 2007, foram seis casos de dengue hemorrágica confirmados. A dengue clássica também está crescendo: em uma semana passou de 350 para 450 casos suspeitos, sendo 317 confirmados até agora.

Grã-Bretanha quer banir corantes ligados à hiperatividade



Uma agência do governo britânico de alimentos defendeu nesta quinta-feira (10) que a Europa proíba o uso de seis corantes artificiais, depois que um estudo revelou que essas substâncias podem estar ligadas à hiperatividade infantil.

"A evidência que temos sugere que seria recomendável retirar esses corantes dos alimentos", afirmou a presidente da Foods Standard Agency (FSA), Deirdre Hutton.

Um estudo realizado a pedido da FSA e concluído em setembro do ano passado revelou que crianças passaram a agir impulsivamente e perderam a concentração depois de consumir uma bebida contendo altos níveis de aditivos.

O estudo reuniu 300 crianças. Três tipos de bebida foram distribuídos entre elas - uma contendo uma mistura forte de corantes e outros aditivos, uma que continha a média de aditivos comumente consumida diariamente por uma criança e um "placebo", sem nenhum tipo de aditivo.

O nível de hiperatividade das crianças foi medido antes e depois, e os pesquisadores concluíram que a bebida com a maior quantidade de aditivos teve um efeito "significativamente adverso" se comparado ao efeito da bebida sem aditivos.

Os corantes utilizados na pesquisa foram o amarelo crepúsculo (E110), amarelo tartrazina (E102), ponceau 4R (E124), azorrubina (E122), vermelho 40 (E129) e o amarelo quinolina (E104).

Na época da conclusão do estudo, a FSA aconselhou pais de crianças hiperativas a ficarem atentos aos riscos existentes no consumo de corantes, mas foi criticada por não fazer recomendações mais fortes.

Pressão

"Nós gostaríamos que o uso desses corantes fosse abandonado ao longo de um período. Mas isso requer uma ação da União Européia que obrigasse os países", afirmou Hutton nesta quinta-feira.

Como uma proibição desse tipo poderia levar anos até ser aprovada pela União Européia, a agência britânica de alimentos quer que os ministros britânicos pressionem fabricantes a optar pela remoção voluntária dos corantes até o ano que vem.

A agência européia para segurança dos alimentos disse, em março do ano passado, que os efeitos de corantes no comportamento das crianças eram pequenos, mas disse que essas substâncias poderiam se removidas da dieta sem custo ou risco, já que os aditivos não têm benefícios nutricionais.

Um porta-voz da Federação Britânica de Alimentos e Bebidas, que representa empresas da indústria alimentícia, disse ter ficado surpreso com a recomendação para que governo pressione os fabricantes.

"Os fabricantes britânicos já estão retirando esses corantes de vários produtos", disse Julian Hunt.

Ele disse que os fabricantes estão preocupados que alguns produtos dos quais não foi possível remover os aditivos tenham de ser eventualmente retirados das prateleiras dos supermercados.

Um porta-voz do Departamento de Saúde britânico disse que o governo pedirá para que a FSA continue a trabalhar com os fabricantes para convencê-los a retirar os corantes voluntariamente.

Brasil e Panamá firmam memorando de cooperação na área ambiental



A ministra Marina Silva assinou nesta quinta-feira (10), com a ministra do Meio Ambiente do Panamá, Ligia Castro de Doens, um memorando de entendimento para um programa de cooperação entre os dois países na na área ambiental. Os maiores interesses do Panamá são as experiências brasileiras nas áreas de gestão de recursos hídricos, educação ambiental, atividades sustentáveis em áreas protegidas e contenção do desmatamento. O Brasil, por sua vez, quer conhecer com mais profundidade a experiência panamenha de conversão da dívida externa em investimentos na área ambiental.

Brasil e Panamá, apesar das dimensões opostas, vivenciam, segundo as duas ministras, situações semelhantes: experimentam um bom momento de crescimento econômico mas ainda convivem com a extrema pobreza. No Panamá, essa situação atinge especialmente as populações indígenas que vivem em áreas protegidas, e por isso o país está especialmente interessado nas experiências brasileiras com as reservas extrativistas e outros programas que estimulem a prática de atividades econômicas sustentáveis por comunidades tradicionais.

"Nós priorizamos a cooperação entre países em desenvolvimento exatamente pela sua identidade social e cultural", defendeu Marina Silva.

O primeiro item da agenda de cooperação, a ser executado de imediato, é o treinamento de gestores ambientais do Panamá em cursos sobre fiscalização e legislação, a serem ministrados por técnicos do Ibama. Marina Silva assumiu o compromisso de articular os empresários brasileiros comprometidos com a responsabilidade socioambiental para que eles mobilizem seus pares e desenvolvam um movimento semelhante no Panamá.

Descoberto sapo sem pulmões que respira pela pele



Um sapo, descoberto numa região remota da Indonésia, não tem pulmões e respira pela pele. Segundo pesquisadores, o achado poderá ajudar a compreender o que impulsiona a evolução em determinadas espécies.

O sapo aquático Barbourula kalimantanensis foi encontrado na província de Kalimantan, na ilha de Bornéu, durante uma expedição realizada em 2007, disse o biólogo David Bickford, da Universidade Nacional de Cingapura.

Bickford tomou parte na expedição e é co-autor do artigo que descreve o animal, publicado na revista Current Biology. Segundo o biólogo, este é o primeiro sapo desprovido de pulmões conhecido pela ciência e se une a uma curta lista anfíbios que partilham da característica, incluindo algumas poucas espécies de salamandra e uma criatura conhecida como ceciliana.

"Estes estão entre os sapos mais antigos e bizarros que se pode encontrar no planeta", disse Bickford. "São como uma versão achatada de Jabba o Hutt", afirmou, numa referência ao vilão dos filmes de Guerra nas Estrelas. "São chatos e têm olhos que flutuam acima da água".

O cientista indonésio Djoko Iskandar, colega de Bickford, encontrou o sapo pela primeira vez há 30 anos, e vinha procurando um novo espécime desde então. Ele não sabia que o animal não tinha pulmões até dissecar oito exemplares no laboratório. Outros cientistas afirmam que o fato de característica ser partilhada pelos oito indica que a ausência de pulmões é comum à espécie, e não uma aberração.

Bickford supõe que o sapo evoluiu para adaptar-se ao ambiente em que vive, onde tem de navegar em águas geladas, de correnteza rápida e ricas em oxigênio. "Trata-se de uma adaptação radical, provavelmente propiciada pelas correntes", disse ele, acrescentando que a ausência de pulmões ajuda a reduzir a flutuação do sapo, aumentando sua resistência ao arrasto da água.

Alta da soja faz biodiesel subir 44% em leilão da ANP



A alta da soja no mercado internacional foi a principal responsável pela elevação de 44% no preço médio do biodiesel leiloado pela ANP (Agência Nacional do Petróleo), nesta quinta-feira (10). O litro do combustível foi vendido, em média, por R$ 2,691, ante R$ 1,860 constatados no leilão anterior. Os 264 milhões de litros do combustível vendidos no leilão têm, em 80% dos casos, a soja como matéria-prima.

"O principal fator desse leilão foram as matérias-primas. Elas pressionaram bastante. O custo da matéria-prima corresponde a 80% do total do biodiesel", afirmou o superintendente de abastecimento da ANP, Édson Silva.

A ANP vai leiloar mais 66 milhões de litros nesta sexta-feira (11). O volume leiloado nos dois certames será destinado a cobrir a demanda do mercado nacional entre julho e setembro. Esse combustível já conta com adição de 3% de biodiesel ao diesel.

Édson Silva, considerou que o leilão atendeu às expectativas traçadas pela agência. Ele explicou que o preço-teto do leilão foi elevado para R$ 2,804 - no leilão anterior, tinha sido de R$ 2,40 - para tentar atrair mais vendedores, já que muitos achavam que o preço dos leilões estava baixo. Alguns produtores chegaram a reclamar do preço-teto deste leilão.

"Empreendemos características diferenciadas para este leilão e conseguimos aumentar o número de empresas ofertantes. Limitamos o número de ofertas e criamos uma banda de variação, para evitar grandes distorções", afirmou.

Ao todo, 19 unidades, pertencentes a 16 empresas, venderam biodiesel no leilão. No anterior, 14 unidades, de 11 empresas, haviam participado. O deságio médio deste leilão foi de 4%. No anterior, havia chegado a 22%. Ao todo, o leilão movimentou R$ 710 milhões.

Para atender à demanda do quarto trimestre, a ANP deverá fazer mais dois leilões de biodiesel, entre julho e setembro.

Desmatamento no Canadá pode criar "bomba de carbono"



A organização ambientalista Greenpeace advertiu nesta quinta-feira (10) de que a poda ilegal de árvores nas florestas boreais canadenses pode criar uma "bomba de dióxido de carbono" com a emissão de até 186 bilhões de toneladas desse gás.

A floresta boreal canadense ocupa uma gigantesca extensão de 5,45 milhões de quilômetros quadrados, 53% da superfície total do país.

O relatório divulgado hoje pela organização ambientalista também adverte de que as conseqüências da destruição desta vegetação seriam grandes, já que poderia provocar a emissão de 186 bilhões de toneladas de dióxido de carbono.

Esta quantidade, que é 27 vezes superior às emissões mundiais de CO2 geradas a cada ano pela queima de combustíveis fósseis, está armazenada em árvores e, principalmente, no solo sobre o qual crescem as florestas boreais.

Segundo Elizabeth Nelson, pesquisadora da Universidade de Toronto e co-autora do relatório, "mais de dois terços do carbono (83%) armazenado na floresta boreal estão no solo".

Nelson acrescentou que "quando a cobertura florestal é retirada, o solo se deteriora e emite dióxido de carbono adicional durante meses, anos e mesmo décadas".

Hoje em dia, todos os anos as madeireiras cortam nove mil quilômetros quadrados de floresta boreal, incluídos 68 quilômetros quadrados para a construção de estradas e outras instalações necessárias para a exploração destes recursos.

Mas, segundo o Greenpeace, em torno de 36 milhões de toneladas de dióxido de carbono são liberadas ao ano pela poda desta superfície, mais do que é emitido por todos os carros em circulação no país.

Christy Ferguson, porta-voz do Greenpeace, declarou à Agência Efe que, apesar de estudos como este, as autoridades canadenses defendem que a exploração da floresta boreal tem conseqüências positivas para a mudança climática.

"Os Governos canadenses, tanto em nível federal como provincial, e o setor dos produtos florestais estão promovendo uma visão totalmente falsa dos efeitos da poda de árvores no meio ambiente", disse Ferguson.

No ano passado, o Ministério de Recursos Naturais do Canadá emitiu um relatório no qual indica que praticamente todo o carbono armazenado nas árvores e no solo da floresta boreal permanece retido na madeira e no chão após sua poda, pelo que não teria grande influência na mudança climática.

O relatório afirma que "as práticas de gestão florestal não representam emissões substanciais".

"Estão errados. Quando se estuda todos os dados científicos, praticamente todos os aspectos de seu argumento se revelam falsos", acrescentou Ferguson.

O Greenpeace também aponta que entre 1970 e 1990 dobrou a área de floresta boreal afetada por incêndios florestais, o que está aumentando a quantidade de dióxido de carbono emitido à atmosfera cada ano.

O relatório revela que, atualmente, a cada ano são perdidos em incêndios florestais 76 mil quilômetros quadrados de floresta boreal.

Há anos, o Greenpeace faz campanhas periódicas contra as empresas que estão explorando a floresta boreal, como a multinacional americana Kimberly-Clark, que produz a popular marca de lenços de papel Kleenex.

A organização ambientalista denuncia que a imensa maioria das árvores cortadas da floresta boreal canadense, um ecossistema que é considerado uma das últimas grandes florestas intocadas e que evoluiu há 10 mil anos, são produtos descartáveis.

"A maioria são kleenex, papel de jornal, papel higiênico, publicidade impressa, papel de revistas", afirmou Ferguson.

08 abril 2008

Mulher grávida morre de dengue

Ontem foi confirmado o primeiro caso de morte por contaminação da dengue de mãe para filho. O bebê foi infectado pelo vírus durante a gravidez. Para os médicos, não é uma situação comum.

RJ TV

A gravidez tão planejada, tão sonhada de Rosicleide se transformou em uma tragédia para a família de José Roberto Araújo. A filha mais velha estava com 5 anos quando o casal decidiu ter mais um filho. No sétimo mês de gestação, a dengue acabou com este sonho. No dia 15 de março, Rosicleide e o bebê morreram.

"Deus a levou e não posso fazer mais nada”, lamenta ele.

O caso não é inédito, segundo os médicos. Em 2002, mãe e bebê morreram de dengue no Hospital Estadual Azevedo Lima.

Em março deste ano, os médicos confirmaram o caso de uma moradora da Cidade de Deus que passou dengue para a filha durante a gravidez. A menina, recém-nascida, recebeu alta depois de 23 dias de internação.

De acordo com os médicos, a contaminação se dá da seguinte forma: a grávida é picada pelo mosquito aedes aegypti e o vírus entra na corrente sanguínea do bebê pela placenta.

Em todo o estado do Rio, em 2007, 439 mulheres tiveram dengue na gravidez. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, em 2008, foram notificados 238 casos de suspeita de dengue em gestantes, em todo o estado. Além de Rosicleide e do bebê, uma outra grávida também morreu de dengue em 2008. O bebê não contraiu a doença.

Diante desses casos, os especialistas querem saber qual o percentual de gestantes que passam o vírus para o bebê e por que isso só acontece em alguns casos. Para responder a estas perguntas, a placenta de todas as grávidas com diagnóstico de dengue está sendo separada e examinada por técnicos.

Segundo os médicos, o risco maior ocorre quando a dengue é contraída pela mãe próximo ao fim da gestação. Os médicos alertam que as futuras mamães devem procurar ajuda especializada no primeiro sintoma da dengue e é muito importante se manter hidratada.

Depois do parto, não há mais risco de a mãe transmitir a dengue para o recém-nascido. Por isso, a mãe com dengue não deve deixar de amamentar o bebê.