30 outubro 2007

Átila Lins defende ajuda internacional para conter desmatamento da Amazônia



O Brasil precisa de apoio internacional para reduzir o desmatamento na Floresta Amazônica, alertou o deputado Átila Lins (PMDB-AM). Mesmo reconhecendo que os governos federal e do Amazonas vêm realizando um trabalho para diminuir as queimadas na região, ele afirmou que ajuda internacional poderia intensificar os resultados dos programas de preservação ambiental e de redução da emissão de gases na atmosfera, principal causa do aquecimento global.

Além da ajuda à mais importante floresta tropical do planeta, Lins reivindicou uma mudança “na lógica da multiplicação do lucro e da riqueza a qualquer preço”. Para o parlamentar, o modelo de desenvolvimento econômico precisa ser repensado com urgência, para não comprometer ainda mais o ecossistema mundial, que hoje já sofre os efeitos do aquecimento.

“Crescem os riscos de uma catástrofe ambiental e humana sem precedentes”, destacou o deputado. Ele citou dados do Ministério do Meio Ambiente que mostram que a temperatura média no Brasil poderá subir quatro graus até 2100 se o ritmo de emissões de gases na atmosfera não for drasticamente reduzido. A essa temperatura, explicou, a Floresta Amazônica poderá dar lugar a uma vegetação rasteira, típica dos cerrados.

Átila Lins lembrou que os efeitos do aquecimento global sobre a floresta preocupam todos os países. No próximo mês, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-Moon, fará uma visita à Amazônia, para conhecer de perto os problemas ambientais da região. A viagem, segundo Lins, tem um significado especial, já que ocorre um mês antes da Convenção de Mudanças Climáticas da ONU, que será realizada em Bali (Indonésia). Nessa convenção, devem ser definidas medidas para complementar o Protocolo de Kyoto, que estabeleceu metas para as emissões de gases.

“Ki-moon quer chamar a atenção do mundo para a Amazônia”, avaliou o deputado.

Apesar da escalada das mudanças climáticas, Átila Lins enfatizou que cresce em todo mundo um movimento contra o aquecimento global. Prova disso, para ele, foi a concessão do Prêmio Nobel da Paz para o ex-vice-presidente americano Al Gore e o Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC), que vêm alertando o mundo para os riscos do aquecimento. O prêmio, na opinião do deputado, teve como objetivo aumentar a consciência sobre o aquecimento global e pressionar governos a realizar ações imediatas para conter o fenômeno. “Foi também uma mensagem para os que ainda teimam não acreditar no impacto das mudanças climáticas”, afirmou.

Além do aspecto ambiental, Átila Lins defendeu a atuação das Forças Armadas na região amazônica. Referindo-se à uma recente viagem de deputados e senadores à região, ele disse que o Congresso precisa abraçar de vez a defesa da Amazônia e sua efetiva integração ao restante do País.