10 fevereiro 2007

China começa operação para despoluir suas cidades

País tem cidades e rios que estão entre os mais poluídos do mundo. Medida do governo visa melhorar a qualidade do ar para as Olimpíadas de 2008.

Do Jornal Nacional

A china começou nesta sexta-feira (9) uma grande operação para despoluir as cidades sede dos Jogos Olímpicos do ano que vem.

Uma das siderúrgicas mais poluidoras de Pequim já está sendo desmontada. Uma fábrica mais moderna e mais limpa vai ser construída a 200 km de distância.

Com isso, a fumaça que cobre a capital chinesa deve ser reduzida em mais da metade.

A China tem hoje cidades e rios que estão entre os mais poluídos do mundo, uma conseqüência direta do processo de industrialização e da entrada do país na economia de mercado.

Chuvas no Sudeste alagam sertão da Bahia

Cheia do São Francisco inundou regiões que, até então, só sofriam com a seca. Pequenos agricultores são os mais penalizados com a situação.

Do G1, com informações do Jornal da Globo

As chuvas que caem no Sudeste desde o início do ano trouxeram drásticas conseqüências para o sertão da Bahia, sempre castigado pelo clima seco. Devido às cheias do São Francisco, várias partes do Nordeste brasileiro estão alagadas e a população já se preocupa com os prejuízos trazidos pelos temporais.

Em Juazeiro, no norte da Bahia, casas foram inundadas. Nas ilhas do São Francisco, barqueiros e comerciantes estão sem trabalhar há 15 dias. "Perdi mesa, banco, perdi tudo. Está tudo indo embora, sem dar tempo", lamenta o vendedor Manoel Rodrigues.

Os pequenos agricultores são os que mais sofrem com a surpresa desagradável. O produtor de melão Adauto Silva investiu R$ 4 mil na plantação e perdeu tudo por causa das enchentes. Benedito Gonçalves vive o mesmo drama. Dono de plantações de banana e maracujá viu o trabalho de um ano inteiro ser levado pelas águas.

As chuvas fizeram ressurgir as cachoeiras no local, um espetáculo que só pode ser visto em época de cheia .

08 fevereiro 2007

União Européia pretende criar legislação para punir "crimes verdes"

Andrew Boundsem - Financial Times

Bruxelas: Um conjunto de definições de "crimes verdes", passíveis de punição com penas de prisão e elevadas multas em toda a União Européia, deverá ser proposta durante uma iniciativa controvertida da Comissão Européia na área sensível da legislação criminal.

A iniciativa de Bruxelas de aplicar penalidades para os crimes ecológicos reflete o temor de que alguns países tratem mais seriamente do que outros transgressões como a poluição e o despejo ilegal de lixo, possibilitando que criminosos tirem proveito das brechas legais existentes.

A minuta da legislação, que foi examinada pelo "Financial Times", lista nove infrações, que vão do despejo ilegal de dejetos até a "colheita ou destruição" ilegal de flores selvagens protegidas. Ela atribui patamares mínimos de punição para os crimes mais sérios, como aqueles que provocam mortes. Muitos deles já são considerados atos criminosos em algumas nações européias, como o Reino Unido.

Segundo a diretriz, infrações como poluição intensa ou o transporte ilegal de material nuclear deverão implicar em uma pena de dois a cinco anos de prisão. Se houver agravantes, como morte ou o envolvimento de quadrilhas, tal pena poderá chegar a dez anos. Os diretores de companhias poderão também ser desqualificados e as empresas obrigadas a realizar operações de limpeza caso a negligência fique comprovada. Eles poderão ser responsabilizados criminalmente caso assim desejem os governos nacionais.

A ação se seguiu a uma determinação de 2005 do Tribunal Europeu de Justiça. Ela passa por cima do direito histórico dos parlamentos nacionais de decidir o que se constitui em crime e como aplicar punições. "A experiência demonstrou que os sistemas de sanções existentes não têm sido suficiente para que se obtenha um respeito total às leis de proteção ambiental. Tal respeito pode e deve ser fortalecido pela aplicação de sanções criminais", diz o texto da diretriz.

Stavros Dimas, comissário de Meio-Ambiente, aproveitou a decisão da corte que estabelece um acordo entre os Estados membros e determinou que as questões ambientais deveriam ser abordadas com procedimentos harmônicos.

Eles exigem que a comissão proponha as medidas, que o Parlamento Europeu as debata e aprove, e que os Estados membros as votem por uma maioria absoluta.

Dimas defendeu a proposta depois do despejo de resíduos tóxicos por um navio europeu na Costa do Marfim no ano passado, que matou dez pessoas e deixou centenas doentes.

O governo holandês deu início a uma investigação criminal da companhia envolvida, a Trafigura, que nega ter feito qualquer coisa de errado. Na Espanha e na Grécia tal despejo ilegal não teria sido considerado crime.

Mas a tentativa da Comissão Européia de impor uma lei criminal e penas mínimas de prisão sobre os Estados membros provocará em Bruxelas alegações de que se está tentando atropelar a soberania nacional. "A comissão está desafiando os Estados membros", afirma Scott Crosby, um advogado criminalista que trabalha em Bruxelas.

União Européia pretende criar legislação para punir "crimes verdes"

Andrew Boundsem

Bruxelas: Um conjunto de definições de "crimes verdes", passíveis de punição com penas de prisão e elevadas multas em toda a União Européia, deverá ser proposta durante uma iniciativa controvertida da Comissão Européia na área sensível da legislação criminal.

A iniciativa de Bruxelas de aplicar penalidades para os crimes ecológicos reflete o temor de que alguns países tratem mais seriamente do que outros transgressões como a poluição e o despejo ilegal de lixo, possibilitando que criminosos tirem proveito das brechas legais existentes.

A minuta da legislação, que foi examinada pelo "Financial Times", lista nove infrações, que vão do despejo ilegal de dejetos até a "colheita ou destruição" ilegal de flores selvagens protegidas. Ela atribui patamares mínimos de punição para os crimes mais sérios, como aqueles que provocam mortes. Muitos deles já são considerados atos criminosos em algumas nações européias, como o Reino Unido.

Segundo a diretriz, infrações como poluição intensa ou o transporte ilegal de material nuclear deverão implicar em uma pena de dois a cinco anos de prisão. Se houver agravantes, como morte ou o envolvimento de quadrilhas, tal pena poderá chegar a dez anos. Os diretores de companhias poderão também ser desqualificados e as empresas obrigadas a realizar operações de limpeza caso a negligência fique comprovada. Eles poderão ser responsabilizados criminalmente caso assim desejem os governos nacionais.

A ação se seguiu a uma determinação de 2005 do Tribunal Europeu de Justiça. Ela passa por cima do direito histórico dos parlamentos nacionais de decidir o que se constitui em crime e como aplicar punições. "A experiência demonstrou que os sistemas de sanções existentes não têm sido suficiente para que se obtenha um respeito total às leis de proteção ambiental. Tal respeito pode e deve ser fortalecido pela aplicação de sanções criminais", diz o texto da diretriz.

Stavros Dimas, comissário de Meio-Ambiente, aproveitou a decisão da corte que estabelece um acordo entre os Estados membros e determinou que as questões ambientais deveriam ser abordadas com procedimentos harmônicos.

Eles exigem que a comissão proponha as medidas, que o Parlamento Europeu as debata e aprove, e que os Estados membros as votem por uma maioria absoluta.

Dimas defendeu a proposta depois do despejo de resíduos tóxicos por um navio europeu na Costa do Marfim no ano passado, que matou dez pessoas e deixou centenas doentes.

O governo holandês deu início a uma investigação criminal da companhia envolvida, a Trafigura, que nega ter feito qualquer coisa de errado. Na Espanha e na Grécia tal despejo ilegal não teria sido considerado crime.

Mas a tentativa da Comissão Européia de impor uma lei criminal e penas mínimas de prisão sobre os Estados membros provocará em Bruxelas alegações de que se está tentando atropelar a soberania nacional. "A comissão está desafiando os Estados membros", afirma Scott Crosby, um advogado criminalista que trabalha em Bruxelas.

O incrível ovo medicinal

Por David Biello - Scientific American Brasil

O ovo de galinha tem uma história destacada na medicina. Mesmo hoje em dia, injeta-se o vírus da gripe em milhões deles para fabricar vacinas. Agora, cientistas do instituto Roslin, na Escócia (o mesmo que clonou a ovelha Dolly), produziram um galo geneticamente modificado cujas descendentes fêmeas põem ovos que produzem medicamentos no lugar de uma proteína na clara do ovo.

Helen Sang, do Instituto Roslin, e seus colaboradores usaram lentivírus para introduzir dentro de embriões um gene que ativa a produção de diversas drogas em vez da proteína ovalbumina, que em geral compõe cerca de 54% da clara. Os pesquisadores procuraram entre os frangos resultantes aquele que produzia o novo gene em seu sêmen. Depois, fizeram o cruzamento dele com galinhas normais para produzir novas aves que carregassem o gene inserido e produzissem medicamentos nas claras de seus ovos.

Testes com os ovos mostraram que elas podiam produzir o miR24 (anticorpo monoclonal usado no tratamento do melanoma) ou interferon b-1a (proteína do sistema imunológico usada contra esclerose múltipla, entre outros males) dependendo de qual gene fosse inserido. As galinhas produzem de 15 a 50 microgramas de medicamento por milímetro de clara, e embora isso não seja tão eficiente quanto a expressão da ovalbumina, é eficaz o suficiente para permitir a purificação subseqüente para drogas terapêuticas.

"Esperávamos que o transgene não fosse tão eficiente quanto o gene endógeno no qual ele foi baseado, pois apenas alguns dos elementos regulatórios foram usados e o transgene pode ter sido inserido no cromossomo numa posição que não favorece a expressão máxima", observa Adrian Sherman, do Roslin, que também participou da pesquisa. "Estou certo de que há potencial para aperfeiçoamento."

Os ovos de galinha podem ter vantagens sobre outros produtos geneticamente modificados, como leite de cabra. As galinhas são fáceis de criar, produzem numerosos ovos e são baratas de manter. E após criar cinco gerações de aves modificadas, os pesquisadores não observaram nenhum efeito adverso à saúde, de acordo com um artigo publicado online em 15 de janeiro na Proceedings of the National Academy of Sciences USA.

Apesar de as proteínas terapêuticas terem funcionado como esperado em ensaios in vitro, levará anos para que o processo resulte em remédios para consumo humano, dizem os pesquisadores.

As galinhas de Roslin somam-se a um esforço semelhante que emprega células tronco desenvolvidas pela Origen Therapeutics. Independentemente de qual "biofábrica" for a primeira a se tornar viável comercialmente, um novo uso medicinal para o venerável ovo está agora evidente.

Região de Santa Cruz, no Rio, registra 267 casos de dengue em janeiro

Número de casas infectadas é três vezes maior que o tolerado. Agentes da União ajudam no combate à dengue para evitar epidemia no Pan.

G1, do Rio com informações da TV Globo

Para evitar uma epidemia da dengue no carnaval e nos jogos Pan-Americanos, mais de mil agentes federais vão reforçar as equipes de saúde do município, a partir da próxima segunda-feira (12).

A região de Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio, é o local mais atingido. Foram registrados 267 casos de dengue em janeiro.

Só no bairro de Paciência são 221 casos de dengue. Uma mulher de 44 anos morreu, vítima da doença, no dia 14 de janeiro.

A Secretaria de Saúde contabiliza 526 casos em todo o estado. Outros locais afetados são: Rocha Miranda, Ipanema, Olaria, Riachuelo, Rocha e Sampaio. O índice de infestação do mosquito da dengue no Rio caiu em relação ao ano passado, mas isso não significa que a cidade está livre da doença. O numero de casas infectadas no estado é três vezes maior que o tolerado pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Ministro e secretários estadual e municipal de saúde se unem

O ministro da Saúde, Agenor Álvares, se reuniu na terça-feira (23) com o secretário estadual de Saúde e Defesa Civil, Sérgio Côrtes, e o secretário municipal de Saúde, Jacob Kligerman, para definir as políticas de combate e prevenção à dengueno Estado do Rio. Da reunião, ficou acertado que 1.035 agentes de Saúde da União serão requisitados para fiscalizar as áreas que podem ser criadouros dos mosquitos transmissores.

Após o encontro, o ministro afirmou que a ajuda do Governo Federal será na coordenação das ações de um plano integrado e que já disponibilizou recursos financeiros, materiais e humanos.

“Acabamos de acertar as responsabilidades do Estado, do município e da União. A primeira etapa consistirá na convocação de agentes de Saúde de vários municípios da região metropolitana, que serão capacitados a partir do dia 5 de fevereiro,” disse o ministro.

De acordo com Álvares, o Ministério da Saúde repassa mensalmente, há cerca de cinco anos, os recursos financeiros necessários a cada município da região metropolitana. “Estamos repassando cerca de R$ 50 milhões por ano para o Rio de Janeiro. Importante ressaltar que o Pan-Americano é um dos motivos para a agilização do plano, mas o principal motivo é não permitirmos que aconteça novamente a epidemia - inclusive com mortes - que ocorreu em 2002.”

MS tem 1 caso de dengue a cada 3 minutos

Foram registrados 17.310 casos da doença desde o início deste ano. Só em Campo Grande são 12.268 notificações.

Do G1, em São Paulo, com informações da TV Morena

O estado de Mato Grosso do Sul já registra, desde o início deste ano, 17.310 notificações de dengue. O número foi divulgado no início da tarde desta terça-feira (6) pela Secretaria Estadual de Saúde. A média é de 467 novas notificações por dia, ou seja, uma a cada três minutos.
Desde sexta-feira (2), quando foi divulgado o último levantamento estadual, o aumento do número de notificações é de 12,8%, passando de 15.335 casos para 17.310. Campo Grande tem disparado o maior número de notificações, com 12.268 casos. Na cidade existe um caso notificado para cada grupo de 61 pessoas.

Três pessoas já morreram da doença no estado. A última vítima foi um menino de 12 anos, que contraiu a doença em Três Lagoas e morreu em Campo Grande na madrugada de sexta-feira (2).

A dengue é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. Os principais sintomas são febre alta, dores no corpo, perda de apetite, cansaço e manchas vermelhas pelo corpo. A melhor maneira de combater a doença é acabar com os focos do mosquito, que se reproduz na água parada.

Campo Grande tem 1 caso de dengue para cada 53 habitantes

Capital de Mato Grosso do Sul lidera ranking do número de pacientes da doença. Só neste ano, estado registrou 17 mil casos.

Do G1, em São Paulo, com informações da TV Morena

A cidade de Campo Grande lidera o ranking da epidemia de dengue em Mato Grosso do Sul. Segundo levantamento da Secretaria Municipal de Saúde, 14.081 casos foram registrados desde o início do ano na capital do estado. A média é de uma notificação para cada grupo de 53 pessoas.

Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, já foram registrados, em Mato Grosso do Sul, 17.310 casos da doença em janeiro e fevereiro de 2007.

Desde o mês passado, agentes de saúde realizam mutirão para conter os focos de reprodução do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue. O Exército participou das ações.

Os principais sintomas da dengue são febre alta, dores no corpo, perda de apetite, cansaço e manchas vermelhas pelo corpo.