03 fevereiro 2007

Águas do rio Uruguai estão contaminadas por venenos

Elevadas concentrações de amônia, fenóis fosfatos e sulfeto fazem parte do "caldo" de poluentes que contaminam o maior rio gaúcho.

Por Walmaro Paz, exclusivo para EcoAgência Solidária de Notícias Ambientais.

São Borja, RS - As águas do rio Uruguai, que serve de fronteira entre o Brasil e a Argentina, estão contaminadas por níveis elevadíssimos de componentes químicos usados na fabricação de pesticidas agrícolas e adubos químicos. A constatação foi feita por uma equipe do curso de Biológica da Universidade Regional da Campanha (URCAMP), numa pesquisa sobre a qualidade das águas do maior rio gaúcho, que iniciou em fevereiro de 2006 e se prolongará até maio deste ano.

Conforme o médico Luiz Carlos Santos Porto, coordenador do projeto, foram encontradas elevadas concentrações de amônia, fenóis fosfatos e sulfeto, bem acima dos valores máximos referidos pelo Conselho Nacional de Meio Ambiente (CONAMA). Nos dois pontos de coleta, um no meio do rio e outro na margem brasileira, a concentração de amônia estava em 0.4, cem vezes mais do que o aceitável que é de 0.02. Já, a concentração de fenóis era mil vezes maior do que a aceitável, ou seja, a pesquisa constatou 0.5 e 0.2 enquanto o normal seria de 0.002, o mesmo acontecendo com o sulfeto que aparece na concentração de 1.2 e 1.1 e o recomendável é 0.002. Os fosfatos aparecem em níveis de 3.6 e 1.4 para um recomendável de 0.025, ou seja 100 vezes mais.

Porto explicou que os parâmetros seguidos pela pesquisa em 14 coletas quinzenais de amostras levaram em consideração a classificação das águas no Brasil, artigo 5° da resolução n°20 do CONAMA. A ocorrência destes produtos na análise química é decorrente da utilização de venenos e adubos químicos na agricultura praticada na região.

Segundo ele, a análise microbiológica constatou ainda a presença de coliformes fecais, Escherichia coli e Salmonella. A elevada contagem destes agentes patogênicos - número superior a oito por decilitro - deve-se a contaminação das águas pelo esgoto das populações ribeirinhas e suas criações de animais.

A pesquisa é financiada pela Federação de Amparo a Pesquisa do Rio Grande do Sul (FASPERGS) e está sendo realizada por uma equipe de cinco cientistas da URCAMP.

Empresa investe na educação ambiental da população

Espaço Ecologia Toyota irá oferecer ao público diversão e educação ambiental gratuitas

Devido ao grande sucesso da primeira edição, ocorrida em julho de 2006, na cidade de Campos do Jordão, o Espaço Ecologia Toyota chega agora ao Guarujá. De 2 a 25 de fevereiro, crianças e adultos poderão se divertir e aprender mais sobre a preservação do meio ambiente por meio de atividades gratuitas, num ambiente agradável e ecológico. O Espaço Ecologia Toyota também receberá mais de 600 crianças da rede pública de ensino do Guarujá.

"Educação e meio ambiente são temas de profundo interesse e preocupação da Toyota do Brasil. Por isso unimos os dois em um evento que visa a conscientizar cada vez mais a população da importância do respeito à natureza", explica Juliana Roschel, gerente de Comunicação da Toyota do Brasil.

Um painel interativo da fábrica da Toyota, onde será possível conhecer as práticas ambientais da empresa, também terá destaque no Espaço.

O Projeto Arara Azul - programa de proteção às araras azuis do Pantanal no Mato Grosso do Sul -, patrocinado pela Toyota desde 1990, será tema de uma exposição de fotografias do artista Luciano Candisani no Espaço.

Além das atividades, o Espaço também apresentará toda a linha de produtos da Toyota - Corolla, Fielder, Hilux, Hilux SW4 e os importados (RAV4, Camry e Land Cruiser Prado).

Serviço

Espaço Ecologia Toyota
De 2 a 25 de fevereiro

Funcionamento: Sexta e sábado, das 14h às 20h; e domingo, das 13h às 18h.

Na semana do Carnaval (de 19 a 25/2), o Espaço funcionará de segunda a domingo.
Horário - Semana do Carnaval: segunda a sábado, das 14h às 20h; domingo, das 13h às 18h

Endereço: Av. Miguel Estéfano, 2.985, Enseada, Guarujá/SP.

(Ecopress com informações da Printerpress)

Marina Silva recebe o maior prêmio de meio ambiente das Nações Unidas

Assessoria de Comunicação Ministério do Meio Ambiente
A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, receberá o maior prêmio das Nações Unidas na área ambiental, o Champions of the Earth (Campeões da Terra) de 2007, como reconhecimento ao seu trabalho em favor da preservação da floresta amazônica e da valorização das comunidades locais e tradicionais da região. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (01) pelo Programa das Nações Unidas pelo Meio Ambiente (PNUMA). Marina Silva é uma das sete personalidades que serão premiadas. O Campeões da Terra será entregue numa cerimônia prevista para o dia 19 de abril, em Singapura.

O sub-secretário da Organização das Nações Unidas (ONU) e diretor-executivo do PNUMA, Achim Steiner, em carta enviada à ministra, elogia a sua dedicação na defesa das questões ambientais. “Vossa Excelência reconheceu que a construção de uma aliança de apoio para proteger o meio ambiente exige adesão a um conjunto básico de valores. Sua crença de que o sucesso da luta para salvar a vida sobre a Terra exige que princípios estejam à frente de nossos esforços fez com que fosse merecedora do prêmio Champions of the Earth 2007”, escreve ele.

O prêmio existe desde 2004. Seu objetivo é contemplar pessoas que tenham uma contribuição significativa e reconhecida, global e regionalmente, na proteção e gestão sustentável do meio ambiente e dos recursos naturais. Os premiados são selecionados por um painel de alto nível, a partir de indicações que o Pnuma recebe. O prêmio não reverte em dinheiro. Ele é simbolizado por uma escultura de metal reciclado, assinada pelo queniano Kioko, que simboliza os quatro elementos fundamentais à vida: sol, ar, terra e água.
Na carta, Steiner classificou como “extraordinária” a contribuição de Marina Silva no Ministério do Meio Ambiente para a proteção da Amazônia e mencionou a queda estimada de mais de 50% na taxa do desmatamento da região nos últimos dois anos. “É um resultado dos novos processos governamentais implementados”, ressalta o diretor-executivo do PNUMA.

Entre 2003 e 2006, a ministra inaugurou um novo modelo de gestão ambiental no governo federal, cujo princípio básico é o envolvimento efetivo de diferentes setores de governo e da sociedade na busca de soluções para problemas de meio ambiente. Defendeu a cooperação entre os vários ministérios e governos estaduais, obtendo importantes resultados que refletem a capacidade do Estado e da sociedade em implementar uma política ambiental capaz de dar respostas aos desafios de conservação da atualidade. Com isso, conseguiu consolidar várias propostas da sociedade civil em novos instrumentos de política ambiental, como o Plano de Ação para a Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia e a Política Nacional para o Desenvolvimento Sustentável das Comunidades Tradicionais, que abrange todos os biomas brasileiros.

No Senado, Marina Silva apresentou inúmeros projetos de lei e trabalhou pela aprovação de outros tantos – grande parte deles voltados para a preservação das florestas, proteção dos direitos das comunidades tradicionais e inclusão social. Como senadora, apresentou o primeiro Projeto de Lei para regular o acesso aos recursos genéticos. Esse empenho foi igualmente reconhecido pelo PNUMA e destacado por Steiner na carta.

A dedicação de Marina Silva na implementação da CDB, cujos objetivos são a promoção da conservação, do uso sustentável e da repartição de benefícios gerados a partir da biodiversidade, também teve forte influência na decisão do painel do PNUMA. Desde março de 2006, o Brasil, representado pela ministra, ocupa a presidência da CDB – mandato que encerra em 2008.

Ao lado de Marina Silva, receberão o Campeões da Terra de 2007:
- o ex-vice presidente dos Estados Unidos, Al Gore, pela sua atuação na proteção ambiental e na educação sobre os perigos decorrentes do aumento de gases de efeito estufa na atmosfera;
- o Príncipe Hassan Bin Talal, da Jordânia, por sua crença na colaboração transfronteiriça para proteger o meio ambiente e tratar dos temas ambientais de maneira holística;
- Jacques Rogge e o Comitê Olímpico Internacional, pelos avanços no esporte e na agenda ambiental, por meio da provisão de mais recursos para o desenvolvimento sustentável e pela introdução de requisitos ambientais mais rigorosos às cidades candidatas a sediar os Jogos Olímpicos;
- Cherif Rahmani, pelo avanço na agenda de direito ambiental e pela abordagem do tema desertificação na Argélia;
- Elisea “Bebet” Gillera Gozun, pelo avanço na agenda ambiental nas Filipinas;
- Viveka Bohn, da Suécia, pelo desempenho de destaque em negociações multilaterais e liderança em esforços globais para a segurança química.
Já foram premiados em edições anteriores, o ex-presidente da União Soviética, Mikhail Gorbachev; o povo da África do Sul e sua presidenta, Thabo Mbeki; e a ex-vice presidente do Irã, Massoumeh Ebtekar.

Perfil

Do seringal, de onde saiu aos 16 anos, até o Ministério do Meio Ambiente, cargo que ocupa atualmente, Marina Silva percorreu um longo caminho. Viveu na floresta amazônica, onde nasceu em 1958, num seringal no interior do Acre, até os 16 anos, quando foi morar na capital do estado, Rio Branco. Alfabetizou-se aos 17 anos. Foi empregada doméstica e costureira. Aos 26, conquistou o diploma de Bacharel em História pela Universidade Federal do Acre.

Antes mesmo de formada, iniciou a militância. Em 1984, participou da fundação da Central Única dos Trabalhadores (CUT) do Acre e foi a primeira vice-coordenadora da entidade, ao lado de Chico Mendes. Um ano depois, filiou-se ao Partido dos Trabalhadores. Participou das Comunidades Eclesiais de Base, de movimentos de bairro e do movimento dos seringueiros. Apenas três anos depois, elegeu-se a vereadora mais votada da Câmara Municipal de Rio Branco. Outros dois anos bastaram para tornar-se a deputada estadual mais votada do Acre.

Marina Silva foi a mais jovem parlamentar a ocupar uma vaga no Senado Federal na República. Com 36 anos, foi eleita a primeira vez, em 1994. Foi reeleita em 2002. Como senadora, foi vice-presidente da Comissão Especial do Congresso de Combate à Pobreza, criada a partir de uma proposta sua, vice-presidente da Comissão de Assuntos Sociais e membro titular da Comissão de Educação. Em 1999, foi líder da bancada do PT e do Bloco de Oposição. Durante sua legislatura, apresentou diversos projetos, como o que disciplina o acesso aos recursos da biodiversidade brasileira e ao conhecimento das populações tradicionais. Propôs ainda a criação da reserva de 2% do Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal para os estados que tenham, em seus territórios, unidades de conservação federais e terras indígenas demarcadas. Defendeu, também por meio de um projeto, uma nova estrutura para o orçamento para garantir que verbas destinadas a gastos sociais sejam efetivamente aplicadas nesses setores. Considerada uma dos 100 parlamentares mais influentes do Congresso Nacional, teve sua biografia publicada no Brasil e no exterior.

Em 2003, afastou-se do Senado para assumir o cargo de ministra de estado do governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Deixava a defesa do meio ambiente no Poder Legislativo para defender as questões ambientais no Poder Executivo. Sua atuação, entre 2003 e 2006, inaugurou um novo modelo de gestão ambiental, que conta com a participação de diferentes setores do governo federal e da sociedade. Foi a partir desse modelo que surgiu o Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento, em 2004. Resultado do trabalho de 13 ministérios coordenados pela Casa Civil, o plano foi definidor na redução estimada de mais de 50% na taxa de desmatamento da Amazônia entre 2004-2005 e 2005-2006.

Recebeu diversos prêmios no Brasil e no exterior. Entre eles, estão:

* Prêmio Goldmann de Meio Ambiente, como representante das Américas do Sul e Central - São Francisco/EUA (1996);

* Homenagem a "25 Mulheres em Ação no Mundo pela Vida na Terra", do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente - ONU, Nova York/EUA, (1997);

* Premio al Desarrollo Sostenible 2003 – Fundacion Ecologia y Desarrollo, Barcelona/Espanha (2003);

* Prêmio “Imprensa Estrangeira 2003” – Associação dos Correspondentes de Imprensa Estrangeira no Brasil, Rio de Janeiro/RJ (2003);

* Prêmio Mulheres Mais Influentes Forbes Brasil, Revista Forbes Brasil (2006).

Além disso, seu nome constou na lista de Jovens de Futuro no Mundo, em 1995, elaborada pela revista Time (Nova Iorque/ EUA). Também foi escolhida Mulher do Ano, em 1997, pela revista Miss Magazine (Washington/EUA).

Marina Silva é casada com Fábio Vaz de Lima e tem quatro filhos: Shalom, Danilo, Moara e Mayara.

Câmara dos Deputados cria frente parlamentar ambientalista

Cerca de 100 deputados federais aderiram, em apenas algumas horas, à Frente Parlamentar Ambientalista que começou a ser criada ontem (31/01) na Câmara dos Deputados, em Brasília. “Tão logo o novo presidente da Casa esteja definido, será feita a oficialização da Frente, que já tem sua primeira reunião agendada para 13 de fevereiro”, avisa Mario Mantovani, diretor de mobilização da Fundação SOS Mata Atlântica. “A criação desta Frente consolida o trabalho que vem sendo feito no Congresso há vários anos pela SOS Mata Atlântica e pelo deputado Sarney Filho, que era integrante da Frente anterior.”

Os deputados são dos mais variados partidos e assinaram um manifesto liderado pelo deputado Sarney Filho (PV-MA). Nele, atestam ser “preocupados com a degradação ambiental no País” e se comprometem a “em conjunto com a sociedade civil, apoiar políticas públicas, programas e demais ações governamentais e não governamentais que promovam o desenvolvimento sustentável”. Entre os primeiros signatários há representantes do PAN, PCdoB, PDB, PDT, PFL, PL, PMDB, PP, PPS, PSB, PSDB, PT, PTB, PTC e do PV. E a lista continua aberta para novas adesões.

O manifesto de criação da Frente Parlamentar Ambientalista destaca ainda 17 pontos prioritários entre os compromissos dos deputados:

I – lutar em defesa dos princípios da Carta da Terra, documento final da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, a Rio 92;

II – lutar pela correta implementação da Agenda 21, incluindo as disposições referentes à observância por parte dos países desenvolvidos das metas de emprego de recursos em ajuda a países em desenvolvimento (Official Development Assistence - ODA);

III – lutar pela implementação da Convenção sobre Mudanças Climáticas e do Protocolo de Kyoto, bem como pela assunção, por todos os países, dos compromissos neles estabelecidos e, paulatinamente, negociar normas internacionais mais efetivas do ponto de vista da proteção ambiental, com o intuito de prevenir e reverter alterações climáticas;

IV – lutar pela implementação da Convenção sobre Diversidade Biológica, inclusive no que se refere à justa repartição de benefícios pelo uso de recursos do patrimônio genético e conhecimento tradicional associado;

V – lutar pela implementação dos demais acordos internacionais já firmados relativos à temática ambiental, assim como pela formulação e negociação de outros acordos na área que venham a se fazer necessários;

VI – lutar pela aprovação das proposições legislativas que aperfeiçoam a legislação ambiental vigente, assegurados os ajustes que se fizerem importantes nos textos em discussão no Congresso Nacional;

VII – propugnar pela máxima cooperação entre Estado e sociedade para a solução dos problemas ambientais;

VIII – acompanhar a concepção e o trâmite dos projetos referentes ao plano plurianual, às leis de diretrizes orçamentárias e aos orçamentos anuais, de forma a assegurar a alocação de recursos orçamentários para ações voltadas a garantir salvaguardas ambientais nos programas a cargo dos Executivos Municipais, Estaduais e Federal;

IX – rechaçar qualquer tentativa de impor retrocessos à legislação ambiental;

X – conceber instrumentos econômicos que auxiliem a consecução dos objetivos da Política Nacional do Meio Ambiente;

XI – conceber mecanismos legais com vistas a assegurar a estrita observância dos princípios da precaução e do usuário-pagador;

XII – acompanhar a concepção e a implementação das diferentes políticas públicas que apresentam interfaces com a questão ambiental, de forma a assegurar sua compatibilidade com a Política Nacional do Meio Ambiente;

XIII – acompanhar e trabalhar para a correta implementação da Lei da Política Nacional de Recursos Hídricos, da Lei de Crimes Ambientais, da Lei da Educação Ambiental, da Lei do Sistema Nacional de Unidades de Conservação e de todas as demais conquistas já efetivadas no campo da legislação ambiental;

XIV – garantir que os recursos da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico - CIDE incidente sobre a comercialização e importação de combustíveis, instituída pela Emenda Constitucional nº 33, de 2001, sejam aplicados conforme o previsto na referida emenda, notadamente em projetos de recuperação ambiental de áreas degradadas pela indústria do petróleo e do gás, e em programas de infra-estrutura de transportes que visem à redução do consumo de combustíveis;

XV – garantir que os recursos arrecadados com a cobrança pelo uso de recursos hídricos sejam aplicados na bacia hidrográfica em que foram gerados, em projetos voltados à conservação e melhoria da qualiadde ambiental;

XVI – acompanhar a implementação das obras públicas e das obras financiadas com recursos públicos, tendo em vista assegurar o cumprimento da legislação ambiental, inclusive no que se refere ao licenciamento ambiental;

XVII – atuar como catalisador de demandas da sociedade em relação a questões ambientais.

(Envolverde/SOS Mata Atlântica)

Europeus questionam o biodiesel

Por Paula Scheidt, do CarbonoBrasil

Quando o assunto é energia alternativa brasileira, o carro-chefe escolhido pelo governo é o Biodiesel, que foi inclusive um dos temas explorados pela comitiva de Lula no Fórum Econômico Mundial, realizado em Davos, Suíça, na semana passada. A grande questão que agora se levanta, no entanto, é se os biocombustíveis podem substituir os fósseis de uma maneira ambientalmente correta e sustentável.

Políticos europeus do partido verde lançaram nesta terça-feira (30) uma campanha contra a promoção desprotegida do que chamam “combustíveis vegetais”, aqueles que são produzidos a partir da colheita agrícola. O argumento do grupo é que estudos mostram que esta opção pode retirar mais energia para produzir do que oferece em retorno. O total de biodiesel produzido na Europa já ultrapassa 1 bilhão de litros por ano, tendo crescido à taxa anual de 30% entre 1998 e 2002.

O “pacote de energia e mudanças climáticas” lançado pela Comissão Européia de Meio Ambiente no início do mês (10 de janeiro) trazia que 10% do combustível para transportes da União Européia viria de biocombustíveis em 2020. O Biodiesel e etanol são produzidos principalmente a partir de colheitas agrícolas como cana de açúcar e milho.

Estas plantações, no entanto, tem um uso intensivo de água e apresentam um grande número de problemas ambientais relacionados ao uso do solo e degradação.

Por isso a Comissão é favorável ao uso dos chamados combustíveis de “segunda geração” que são mais eficientes e menos problemáticos do ponto de vista ambiental. Eles normalmente são obtidos a partir de resíduos da madeira e podem se tornar produtos de grande valor agregado como os bioplásticos e outros materiais ‘verdes’.

Na Europa, a Dinamarca está na frente no desenvolvimento de biocombustíveis eficientes energeticamente, com o anúncio em junho do ano passado de que iria construir a maior biorefinaria européia de etanol a partir de celulose. O projeto foi orçado em mais de 40 milhões de euros.

Desmatamento e a fronteira agrícola

Porém outro ponto que tem aumentado as preocupações é o impacto da agricultura. Os políticos afirmam que o grande empurrão para os biocombustíveis pode empurrar a terra para o setor alimentício.

“Os combustíveis das plantas são largamente divulgados como a solução para os problemas com a dependência do petróleo e mudanças climáticas, enquanto são lentamente empurrados na União Européia como a maneira de oferecer subsídios para agricultores europeus”, disse o vice-presidente do Comitê de Agricultura do Parlamento Alemão, Friedrich Wilhelm Graefe zu Baringdorf.

“Desviar os escassos recursos de alimentos das mesas de jantar para os tanques de gasolina irá aumentar a pressão no preço dos alimentos globalmente, significando que os mais pobres irão passar fome”, afirmou.

Os políticos do partido verde também argumentam que o desenvolvimento de biocombustíveis na Europa trará impactos para países como o Brasil, onde a floresta tropical será invadida para se obter mais terra para a agricultura. Somado a isso está o custo do transporte do etanol para a Europa, que aumentaria as emissões de dióxido de carbono (CO2).

A preocupação foi ecoada pela Comissão Européia. Em discurso na terça-feira (29), o comissário de meio ambiente, Stavros Dimas disse que se o uso de biocombustíveis significassem uma maior derrubada da floresta para abrir caminho para as plantações, esta opção de energia não seria aceita. “É inaceitável que para se colocar no mercado este combustível, no processo de produção se emita tanto CO2 quanto irá se economizar depois. É imperativo que se desencoraje o uso de produção insustentável”, afirmou.

O lado brasileiro

O governo afirma que o Programa Biodiesel utiliza apenas terras inadequadas para o plantio de gêneros alimentícios. A área plantada necessária para atender ao percentual de mistura de 2% de biodiesel ao diesel de petróleo (Lei 11.097, de janeiro de 2005) é estimada em 1,5 milhão de hectares, o que equivale a 1% dos 150 milhões de hectares plantados e disponíveis para agricultura no Brasil.

Segundo o governo brasileiro, a grande diversidade de opções para produção, tais como a palma e o babaçu no norte, a soja, o girassol e o amendoim nas regiões sul, sudeste e centro-oeste, e a mamona, que além de ser a melhor opção do semi-árido nordestino, é um fator que beneficia o país na escolha desta fonte de energia.

“A cadeia produtiva do biodiesel tem grande potencial de geração de empregos, promovendo, dessa forma, a inclusão social, especialmente quando se considera o amplo potencial produtivo da agricultura familiar. No Semi-Árido brasileiro e na região Norte, a inclusão social é ainda mais premente”, trás o Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel (PNPB). A ANP estima que a atual produção brasileira de biodiesel seja da ordem de 176 milhões de litros anuais.

Apesar disso, um estudo do Ministério da Ciência e Tecnologia, a partir da superposição de mapas de desflorestamento a mapas de vegetação das áreas que estão sofrendo processo de ocupação indesejada, mostra claramente que o avanço do desflorestamento está ocorrendo em uma região tipicamente de cerrado e cerradão, ou seja, corresponde ao avanço da fronteira agrícola.

Outros resíduos - madeira

Não é apenas as dúvidas quanto a sustentabilidade da produção que povoam a cabeça dos políticos europeus. O grupo se preocupa com o aumento da competição por madeira. Um estudo também apresentado ontem pela Confederação Européia da Indústria de Celulose e Papel argumenta que é quatro vezes mais viável economicamente usar a madeira como fonte para a produção de papel que para a energia.

“Como resultado do gerenciamento sustentável das florestas, a Europa teve um ganho de mais de quatro mil campos de futebol por dia”, diz o estudo. Apesar disso, a Confederação diz que seria um novo desafio para a indústria a competição por madeira para a bio-energia.

Mas nem todos são contra. A empresa de biotecnologia EuropaBio afirma que fazer combustível de etanol a partir de biomassa já é uma realidade. “Graças ao uso de enzimas para quebrar as moléculas, o uso de lixo florestal e recursos da agricultura desperdiçados podem ser aproveitados, oferecendo uma oportunidade para lucros alternativos na agricultura”, diz a empresa.

CarbonoBrasil com agências internacionais (Envolverde/Carbono Brasil)

02 fevereiro 2007

Mariscos contaminados intoxicam 130 pessoas no Litoral de Santa Catarina

Prefeitura de Bombinhas recolheu moluscos de restaurantes e bares. Moradores da cidade e turistas tiveram diarréia, vômito e dor de cabeça.

Do G1, em São Paulo
Com informações do ClicRBS

A Vigilância Sanitária apreendeu meia tonelada de mariscos na quinta-feira (1º), em Bombinhas, no Litoral de Santa Catarina. A contaminação do molusco por uma alga tóxica provocou a intoxicação de 130 pessoas

A contaminação pela alga é identificada como Maré Vermelha. A mancha tóxica atingiu o município de Governador Celso Ramos e a costa de Florianópolis em janeiro, chegou à Baía de Zimbros na útlima terça-feira (30) e obrigou a Prefeitura de Bombinhas a decretar a proibição da venda e do consumo de marisco.

Moradores da cidade e turistas apresentaram diarréia, febre alta, dor de cabeça e vômito após comer mariscos. A Secretaria da Saúde e a Epagri (empresa de pesquisa do estado) recolheram o molusco nos estabelecimentos que comercializam alimentos. Em dois dias, 507 quilos de marisco foram enterrados em uma vala aberta no terreno da Secretaria de Obras.

Cerca de 115 quilos de ostras também foram apreendidos pela Vigilância Sanitária e permanecem conservados para devolução, até que um novo laudo aponte se elas podem afetar o ser humano com a contaminação.

Enquanto isso, 40 agentes alertam moradores e veranistas sobre a proibição do consumo.

Contaminação

Os mariscos estão contaminados pela alga Dinophysis acuminata, com tamanho 50 vezes menor que a cabeça de um alfinete. A alga produz uma toxina que afeta o sistema digestivo humano e causa diarréia, náuseas e vômito. Mesmo contaminados, os mariscos não são afetados.

Com o afastamento da Maré Vermelha e a água livre das espécies tóxicas, os moluscos se tornam novamente próprios ao consumo humano.

Pólo Norte pode desaparecer até 2100, segundo relatório da ONU

Da Redação - Folha de São Paulo
Em São Paulo*

A temperatura da Terra aumentará entre 1,8 º C e 4 º C até o fim do século, segundo o relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), apresentado hoje pela manhã em Paris. O texto afirma que há uma "enorme probabilidade" de que o aquecimento se deva à ação humana. O grupo, criado pela ONU (Organização das Nações Unidas) e pela Organização Meteorológica Mundial em 1988, reúne atualmente 2.500 cientistas de mais de 130 países e prevê mais chuvas fortes, derretimento de geleiras, secas e ondas de calor.

Entre outras conclusões, o estudo aponta a possibilidade do derretimento total do gelo do Pólo Norte até 2100 e a redução da cobertura de neve em outras áreas do planeta. Isso significará uma elevação do nível do mar, que, de acordo com os diferentes cenários avaliados pelos cientistas, poderia chegar a até 59 cm.

Nas próximas duas décadas, a temperatura aumentará 0,2 º C por década devido ao efeito estufa acumulado, e também será inevitável que o aumento continue ao ritmo de 0,1 º C por década, ainda que o nível de emissão de poluentes seja contido e se equipare ao nível de 2000.

O texto afirma ser "muito provável", com mais de 90 por cento de probabilidade, que atividades humanas, principalmente a queima de combustíveis fósseis, expliquem a maior parte do aquecimento nos últimos 50 anos. O documento é mais duro que o último relatório, de 2001, quando o IPCC disse que a ligação era "provável", com 66 por cento de probabilidade.

Os especialistas do IPCC, que baseiam suas estimativas no compêndio das pesquisas científicas realizadas nos últimos seis anos para corrigir os dados de seu relatório anterior, de 2001, calculam que, de acordo com os vários modelos, a escala de aumento das temperaturas poderia aumentar entre 1,1º C e 6,4º C.

Fenômenos extremos como ondas de calor e trombas d'água serão cada vez mais freqüentes e os ciclones tropicais mais intensos, principalmente na velocidade do vento e nas chuvas que provocam. Estas transformações obrigarão dezenas de milhares de pessoas a abandonar suas casas e o número de refugiados do clima será superior ao de refugiados de guerra, alertam alguns especialistas.

Segundo os redatores do relatório, é "muito provável" que a quantidade de chuvas aumente nas maiores latitudes e diminua na maior parte das zonas subtropicais (em torno de 20% em 2100), de acordo com as tendências observadas. Ou seja, o mundo enfrentará ainda mais catástrofes "naturais" como enchentes e secas.

O aquecimento será maior nos continentes do que nos oceanos, assim como nas latitudes norte. No sul e em partes do Atlântico Norte as temperaturas subirão menos.

A conhecida Corrente do Golfo, no Atlântico, se arrefecerá em torno de 25% durante este século, embora isso não impeça a elevação das temperaturas na região.

Os autores do relatório lembram que desde que foram iniciados os registros climáticos confiáveis, em meados de século 19, 11 dos 12 anos mais quentes ocorreram a partir de 1995.

Além disso, as concentrações de CO2 aumentaram no período entre 1995 e 2005, em 1,9 partícula por milhão ao ano.

O relatório, que pretende estabelecer as conclusões das bases científicas da mudança climática, é o primeiro de vários que o IPCC divulgará nos próximos meses sobre o impacto do aquecimento e as formas de contê-lo, além do documento de síntese, que deverá ser apresentado em Valência (Espanha) em novembro.

De acordo com a organização ecológica Greenpeace, o informe do painel intergovernamental aciona o "sinal de alerta" necessário para impulsionar os governos à ação.

"Se o último relatório do IPCC em 2001 nos fez despertar, este é um sinal de alerta. A boa notícia é que nossa compreensão do sistema climático e do impacto humano melhorou, a ruim é que nosso futuro parece perigoso", afirma a organização em um comunicado.

Diante das previsões desalentadoras, os cientistas esperam que a comunidade internacional apresente uma resposta vigorosa e unida que implique na continuidade do Protocolo de Kyoto, destinado a reduzir as emissões de dióxido de carbono, cuja primeira fase expira em 2012. No entanto, este protocolo ainda não foi ratificado pelos Estados Unidos, maior poluidor mundial.

* Com agências internacionais

29 janeiro 2007

Reunião adia medidas para proteger atum

da Folha de S.Paulo

O encontro de representantes de 60 países consumidores de atum terminou ontem em Kobe, no Japão, com a assinatura de um acordo tímido em favor da preservação da espécie. O documento reconhece que há "necessidade crítica" de criar um plano de preservação, mas não estabelece nenhuma medida prática, como a redução das cotas de pesca.

Entre as poucas medidas concretas anunciadas está a criação de certificados de origem para combater a pesca ilegal. "Talvez o passo que demos nesta semana pareça pequeno, mas foi um passo histórico", disse Masanori Miyahara, chefe da Agência de Pesca do Japão.

Em comunicado à imprensa, a ONG WWF criticou a inação. "O único acordo que houve foi para reunir mais dados e conversar com mais freqüência", diz o documento.

Cientistas prevêem aquecimento global maior do que o esperado

da Efe, em Paris

O Grupo Intergovernamental sobre a Mudança Climática (IPCC, em inglês) está reunido desde hoje em Paris para finalizar suas projeções do aquecimento da Terra para este século, que deverá ser maior que o cenário traçado pelos cientistas em 2001.

Desde o último relatório do IPCC, "as evidências da mudança climática ficaram mais claras", afirmou o presidente do grupo, Rajendra Pachauri, na abertura da conferência, que reúne mais de 500 especialistas e representantes governamentais.

Os participantes têm que entrar em consenso "palavra por palavra, e linha por linha" sobre o documento que será apresentado na sexta-feira, disse Pachauri. No entanto, o presidente do IPCC não quis falar sobre o assunto por temer que o texto possa sofrer modificações importantes devido à pressão de certos governos.

Ainda sobre este aspecto, um dos membros do IPCC, o francês Jean Jouzel, alertou que, por causa da exigência de consenso, as conclusões "correm o risco de subestimar as mudanças climáticas, mais do que de exagerá-las".

Segundo informações não confirmadas, o relatório do IPCC, que será divulgado na sexta-feira, prevê um aquecimento climático maior do que o previsto em 2001, quando foi anunciado que a temperatura da Terra aumentaria entre 1,4 e 5,8 º C até 2100.

Agora, os cientistas prevêem que o crescimento ficará entre 2 e 4,5 ºC, sendo 3 ºC a opção mais provável. Além disso, já não há dúvidas de que as emissões de poluentes das atividades humanas causam o "efeito estufa".

Também serão revisados os números da elevação do nível dos oceanos devido ao derretimento de parte das calotas polares e o aumento do volume de água marinha por causa do aquecimento.

Antes, os especialistas trabalhavam com uma margem ampla de acréscimo de 9 a 88 centímetros no final do século. Agora, os limites são mais reduzidos, de 28 a 43 centímetros de aumento do nível dos mares.

O presidente do IPCC também não quis falar sobre as previsões feitas pelos mais de 500 especialistas internacionais, que durante os últimos quatro anos analisaram os estudos científicos publicados sobre a mudança climática.

No entanto, Pachauri afirmou que nunca um tema havia gerado no mundo "tanta fome de conhecimento científico".

Co-presidente do grupo de trabalho do IPCC encarregado do relatório sobre as bases científicas da mudança climática, Susan Solomon enfatizou a seriedade de seu trabalho.

Solomon disse que mais de 500 cientistas ajudaram a elaborar o relatório, sendo que 75% destes não haviam participado da redação da edição de 2001. A especialista também afirmou que mais de 30 mil sugestões haviam sido levadas em consideração na elaboração da minuta.

Após o documento, o IPCC deve adotar outros três ainda este ano. Em 6 de abril, será discutida em Bruxelas uma minuta sobre os impactos, a adaptação e a vulnerabilidade à mudança climática.

No dia 4 de maio, será debatido, em Bangcoc, um relatório sobre a atenuação destes efeitos. Já em 16 de novembro, será aprovado, em Valência, um documento contendo a síntese para os responsáveis políticos.

Os trabalhos do IPCC, criado em 1988, levaram à adoção do Convênio sobre a Mudança Climática em 1992 e, cinco anos depois, ao Protocolo de Kyoto sobre a redução do dióxido de carbono (CO2) e outros gases causadores do efeito estufa.

Enquanto os representantes do IPCC davam início à sua reunião na sede da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), a um quilômetro dali um grupo de ativistas do Greenpeace escalou a Torre Eiffel para pendurar cartazes nos quais podia ser lida a frase "Não é tarde demais".

Os manifestantes também advertiram que é necessário agir para impedir que as temperaturas subam mais de dois graus Celsius, nível a partir do qual, segundo os cientistas, a Terra correria perigo.

A Prefeitura de Paris quer que a Torre Eiffel participe de um ato simbólico que sirva de alerta para a necessidade de tomar medidas para atenuar a mudança climática. Na quinta-feira, todas as luzes da atração turística serão apagadas das 19h55 às 20h (16h55 e 17h em Brasília).

Australianos "terão que beber esgoto reciclado"

da BBC Brasil

A população do Estado australiano de Queensland vai começar em breve a beber água contendo esgoto reciclado, advertiu o líder do governo da Austrália, Peter Beattie.

Ele disse que cancelou um referendo programado sobre o assunto, porque não existe mais alternativas.

Beattie também advertiu que outros Estados da Austrália terão, eventualmente, que fazer o mesmo.

O país vive atualmente a sua mais grave estiagem já registrada.

Na semana passada, o primeiro-ministro australiano, John Howard, declarou que a segurança do fornecimento de água é o maior desafio que a Austrália enfrenta, e anunciou um pacote no valor equivalente a US$ 7 bilhões para lidar com o problema.

Beattie, que é do principal partido de oposição ao governo, o Trabalhista, disse que a redução dos níveis de água deixou sua administração sem opção além da de introduzir água reciclada no sudeste de Queensland, começando no ano que vem.

"Sem chuva, nós não temos escolha", afirmou à rádio ABC.

"Estas são decisões desagradáveis, mas ou você bebe água ou morre. Não há escolha. É ouro líquido, é uma questão de vida ou morte", disse Beattie.

A prática de beber água reciclada - que já é empregada em países como Estados Unidos, Grã-Bretanha e Cingapura, não tem apoio amplo na Austrália.

Howard apoiou as declarações de Beattie, dizendo a uma emissora de rádio de Sydney: "Eu defendo a reciclagem há muito tempo (...) Eu sou fortemente favorável à reciclagem, Beattie está certo."

Mas Mike Rann, líder do governo da Austrália Meridional, e Morris Iemma, líder do governo de Nova Gales do Sul, rejeitaram o plano - e Rann descartou o uso de esgoto reciclado para qualquer uso exceto irrigação.

Malcolm Turnbull, o novo ministro para Meio Ambiente e Recursos Hídricos, pediu a outros Estados que tenham uma mente mais aberta sobre a questão.

"Não descarte a dessalinização porque é cara, ou a reciclagem porque soa nojenta, ou a construção de uma represa", disse Turnbull à mídia australiana.

"Coloque tudo na mesa, analise todos os custos econômicos, ambientais e financeiros e depois tome a decisão."

Sistema fluvial

Em antecipação a uma eleição no próximo ano, Howard e sua administração federal tem mostrado empenho na busca de soluções para problemas ambientais.

Howard anunciou na semana passada que o governo federal quer assumir o controle do sistema fluvial Murray-Darling - a fonte de água mais preciosa do país, responsável pela irrigação da maior parte das terras cultivadas da Austrália.

O plano controvertido seria a maior reforma do gerenciamento dos recursos hídricos da história do país.

Os quatro governos estaduais que o gerenciam são atualmente controlados pelo Partido Trabalhista, de oposição, que argumentou que as novas propostas representam um uso de poder "inaceitável" por parte do primeiro-ministro.

Pata sobrevive a bala, geladeira, cirurgia e parada cardíaca

da BBC Brasil

Uma pata tida como morta depois de ser baleada em uma caçada, que passou dois dias na geladeira e ainda sofreu uma parada cardíaca na mesa de operações, sobreviveu e passa bem.

Perky, a pata, ganhou os noticiários do estado americano da Flórida quando foi encontrada viva na geladeira de um caçador dois dias depois de baleada.

Veterinários que tentaram reparar os danos na asa de Perky conseguiram ressuscitar a pata em plena mesa de operações, quando o coração dela parou de bater.

Perky agora tem um pino em sua asa e os veterinários esperam que tenha uma boa recuperação.

"Ela está viva!"

Os veterinários estavam confiantes de que Perky sobreviveria à operação apesar de graves danos à sua asa, perna e bico.

Mas, quando seu coração falhou, o veterinário chefe, David Hale, declarou a ave oficialmente morta.

"Mas de repente, ela levantou a cabeça e as asas começaram a se abanar e, honestamente, uns 20 segundos depois, a ave estava de volta", afirmou.

Foram divulgados poucos detalhes sobre como a equipe médica trouxe Perky de volta à vida, mas a agência de notícias Associated Press disse que a ave foi reavivada com ressucitação cardiopulmonar.

Hale disse que o metabolismo lento da pata ajudou-a a sobreviver às baixas temperaturas da geladeira do caçador.