14 dezembro 2006

Homem mais alto do mundo usa braço gigante para salvar golfinhos

da Efe, em Pequim

Os tratadores de um parque oceânico chinês recorreram ao homem mais alto do mundo (segundo o livro Guinness) para introduzir seu braço no estômago de dois golfinhos que ingeriram fragmentos de plástico em sua piscina, informou hoje a agência Xinhua.

Os dois golfinhos ficaram doentes há duas semanas ao comer acidentalmente fragmentos de plástico da beira da piscina onde costumam fazer suas acrobacias.

Os veterinários do parque oceânico Fushun, em Liaoning (nordeste do país) tentaram, sem sucesso, uma intervenção cirúrgica. Viram então que teriam que extrair os plásticos com um objeto longo, capaz de retirar os fragmentos. Por isso decidiram recorrer a uma solução menos convencional.

Os especialistas localizaram Bao Xishun, um pastor da Mongólia Interior, que, com 2,36 m, entrou no ano passado para o Livro dos Recordes como o humano mais alto do mundo.

O gigante, guiado pelos veterinários, introduziu um de seus braços (de 1,06 m) na boca dos golfinhos e conseguiu chegar até o estômago, tirando os fragmentos plásticos para salvar a vida dos animais.

"Ainda ficam pequenos pedaços de plástico, que poderão ser digeridos. Esperamos que os golfinhos se recuperem em breve", disse Zhu Xiaoling, um dos veterinários do aquário.

13 dezembro 2006

Agência Nacional de Águas premia projetos para combater falta d'água

Rio - A Agência Nacional de Águas (ANA) premiou na noite desta quarta-feira três projetos que propõem formas de enfrentar ou evitar problemas de falta d'água no País. A primeira iniciativa a ser premiada foi Convivência com a Realidade Semi-Árida - Construção de Cisternas para Captação e Armazenamento de Água da Chuva, na categoria Água para a Vida.

O projeto do Centro de Educação Popular e Formação Sindical (CEPFS) é sediado na cidade paraibana de Teixeira e conseguiu que mais de 870 cisternas fossem construídas na localidade de 2003 até dezembro de 2005, em parceria com empresas privadas. Com o projeto, foi verificada uma redução nos índices de mortalidade infantil em cerca de 60% em Teixeira e Cacimbas (PB).

O projeto também consegiu a mobilização e formação de mais de 2,3 mil pessoas sobre o uso adequado dos recursos naturais, a mobilização de mais de 300 famílias na construção de cisternas de placas, entre outras ações.

Na categoria Uso Racional de Recursos Hídricos, o premiado foi o Programa de Formação e Mobilização Social para a Convivência com o Semi-Árido: Um Milhão de Cisternas Rurais, sediado em Recife, Pernambuco. A meta do programa é construir 1 milhão de cisternas de placas na região do semi-árido, que engloba nove Estados do Nordeste e áreas de Minas Gerais e Espírito Santo. Com isso, cerca de 5 milhões de pessoas serão beneficiadas.

Um estudo da Agência Nacional de Águas (ANA) aponta que mais de 70% das cidades com população acima de cinco mil habitantes do semi-árido nordestino enfrentarão crise no abastecimento de água para consumo humano até 2025, independentemente da megaobra de transposição do rio São Francisco. Segundo os pesquisadores, os problemas de abastecimento deverão atingir cerca de 41 milhões de habitantes da região do semi-árido e entorno.

Na categoria Gestão de Recursos Hídricos, o vencedor foi o Projeto de Assessoria Técnica e Científica ao Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio Cubatão do Norte - Extensão Universitária Voltada ao Meio Ambiente e aos Recursos Hídricos, da Universidade de Joinville (Univille), em Santa Catarina.

A Univille oferece, desde 2001, ferramentas metodológicas para a execução de trabalhos científicos sobre recursos hídricos, bem como a geração de dados para o diagnóstico e o prognóstico da bacia hidrográfica do rio Cubatão do Norte, em Santa Catarina. Além disso, a universidade criou uma página na Internet para divulgar informações sobre as águas da região, legislação aplicada, projetos de educação ambiental e atividades do Comitê da bacia.

Segundo o diretor-presidente da Agência Nacional de Águas, José Machado, o Prêmio ANA serve como ferramenta para disseminar, em toda a sociedade brasileira, conceitos e atitudes que colaborem para o reconhecimento do valor da água e da necessidade do cuidado do seu uso e conservação. Para a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, a premiação da Agência dá visibilidade, reconhecimento, estímulo, às boas práticas e boas experiências na área de recursos hídricos. (Terra)

Estudo mostra que resta menos de 7% da Mata Atlântica

Rio - A Fundação SOS Mata Atlântica e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) lançaram nesta terça-feira (12/12) os resultados da edição 2000/2005 do Atlas dos Remanescentes Florestais de Mata Atlântica, que apontam uma redução da cobertura original para 6,98%. Em 2000, este índice era de 7,1%.

Os organizadores do estudo mostraram os dados de oito estados pesquisados, que somam 79.515.743 hectares, correspondendo a 60% da área do bioma. “O Atlas é fruto de um amplo trabalho, sistematicamente atualizado há duas décadas, que conta com o envolvimento de muitas instituições e pessoas que participam e colaboram na sua realização, para que o país e a sociedade tenham mais subsídios para atuar em favor da proteção deste bioma, que é Patrimônio Nacional”, observa A Márcia Hirota, diretora de Gestão do Conhecimento e coordenadora do Atlas pela SOS Mata Atlântica.

O Atlas mostra a situação estado a estado, levando em conta três classes de mapeamento: florestas, restingas e mangue. Do total de 95.066 hectares de desflorestamento detectados na Mata Atlântica no período de 2000a 2005, 73.561 hectares ou 77% do total de remanescentes suprimidos estão concentrados em Santa Catarina e Paraná. Dentre os oito estados pesquisados, Goiás foi o que mais devastou a Mata Atlântica percentualmente (7,94%), seguido por Mato Grosso do Sul (2,84%), Santa Catarina (2,03%), Paraná (1,34%), Rio Grande do Sul (0,30%), São Paulo (0,19%), Espírito Santo (0,16%) e Rio de Janeiro (0,08%). (O Dia)

TEMPORAIS ATINGEM QUATRO ESTADOS NESTA QUARTA-FEIRA

Até terça, 27 cidades mineiras decretaram estado de emergência. Chuvas devem continuar em MG, GO, MT e ES.

Do Bom Dia Brasil

A chuva deve continuar caindo em Minas Gerais nesta quarta-feira (13). A previsão é de temporais nesse estado, no Espírito Santo, Goiás e Mato Grosso.

Até terça-feira (12), 27 cidades mineiras já haviam decretado estado de emergência. A situação é mais grave no Leste do estado. No total, três pessoas morreram desde segunda-feira (11) em Minas e no Espírito Santo.

O Rio Doce, em Governador Valadares (MG), está sendo monitorado hora a hora. Ele já está 1,5 metro acima do nível normal e inundou ruas ribeirinhas. O Centro de Internação para Adolescentes Infratores, que fica às margens do rio, corre o risco de ser invadido pela água. Por causa disso, os 65 internos tiveram de ser transferidos. Parte foi para um ginásio poliesportivo, no centro da cidade, e a outra parte para a delegacia.

Em Carlos Chagas (MG), os rios que cortam a cidade já subiram sete metros. Quinze casas desabaram por causa da chuva e duas pessoas morreram.

CHUVA COLOCA 27 CIDADES EM EMERGÊNCIA EM MINAS

Em Governador Valadares, rio é monitorado a cada hora. Duas pessoas morreram soterradas em Carlos Chagas.

Do Jornal Nacional

A Região Leste de Minas Gerais sofre com a chuva há quatro dias. Milhares de pessoas estão desabrigadas e há várias cidades inundadas. Nesta terça-feira (12), 27 cidades já tinham decretado situação de emergência.

Na cidade de Frei Inocêncio, o rio subiu e alagou ruas e casas. Em Carlos Chagas, onde duas pessoas morreram soterradas, o Centro da cidade ficou inundado. Os moradores levaram o que restou em canoas. Na área rural, quando a chuva dá uma trégua, começa a limpeza.

Em Governador Valadares, o Rio Doce é monitorado de hora em hora pela Defesa Civil. Desde sexta-feira (8), o nível da água não pára de subir e já está quase um metro e meio acima do normal.

11 dezembro 2006

Descobertas novas misteriosas espécies de habitantes do mar

Investigando as profundezas do oceano, cientistas do mundo inteiro encontraram criaturas misteriosas vivendo em condições nunca antes imaginadas. Entre elas, camarões vivendo em águas vulcânicas com uma temperatura de mais de 407ºC, comunicou Terra Notícias.

A edição 2006 do "Censo da Vida Marinha", um projeto que envolveu mais de dois mil cientistas de 80 países, reuniu 500 espécies de peixes e pequenos crustáceos. Os pesquisadores ficaram intrigados com 12 espécies, que acreditam ser novas. Ou seja, nunca haviam sido vistas pelo olho humano. As demais tiveram sua localizaзгo geográfica ampliada. Os animais, muitos deles vivendo a cinco quilómetros de profundidade, alimentam-se de flocos de matéria orgânica, além de comer uns aos outros.

Uma comunidade de vida marinha encoberta por 700 m de gelo e a 200 quilómetros de águas abertas surpreendeu os cientistas antárticos do Censo, que filmaram um número de espécies incluindo uma água-viva, possivelmente Cosmetirella davisi, nadando com os tentáculos abertos.

Dentre o grande número de novas espécies descobertas pelos participantes do censo durante 2006, a lagosta das rochas que um explorador do censo encontrou fora da zona costeira de Madagascar pode ser a maior. Denominado como Palinurus barbarae, a porção principal do corpo do animal tem meio metro.