07 dezembro 2006

Tornado deixa ao menos seis feridos em Londres

da Folha Online

Um tornado arrancou telhados, derrubou árvores e feriu seis pessoas no noroeste de Londres nesta quinta-feira, informaram autoridades.

Um homem foi levado ao hospital devido a um ferimento na cabeça, e outras cinco pessoas foram atendidas no local por ferimentos leves, segundo as equipes de emergência.

"Foi muito rápido. O céu ficou escuro e, em dez minutos, tudo estava destruído", disse o morador Perrin Sledge. De acordo com o Corpo de Bombeiros, cerca de cem casas foram atingidas.

A tempestade atingiu Londres no final da manhã, trazendo ventos fortes, chuva e relâmpagos.

Vários telhados de casas e árvores foram arrancados, deixando ruas cobertas de escombros.

Um carro foi soterrado por tijolos quebrados, segundo imagens exibidas na rede de TV Sky.

"Foi uma espécie de ciclone", disse Tim Klotz, morador de Kensal Rise (noroeste de Londres).

"Eu estava ao computador e houve forte chuva e ventos. Olhei pela janela e vi escombros voando pelos ares. Ouvi um barulho forte, acho que vinha de telhas sendo arrancadas", afirmou.

O morador Daniel Bidgood contou à rede de informações britânica BBC ter visto uma enorme nuvem no meio da rua. "Eu a vi se aproximando, fazendo um barulho muito forte", relatou.

"Eu tentei fotografar, mas uma chuva de escombros quebrou as janelas da minha casa".

Uma média de 33 tornados atingem o Reino Unido anualmente, segundo a Organização de Pesquisas em Tempestades e Tornados.

06 dezembro 2006

Surto de sarampo na Bahia faz governo recomendar vacina a viajantes

da Folha Online

Devido à confirmação do surto de sarampo em João Dourado, na Bahia, ocorrida no último dia 2, a Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo passou, nesta quarta-feira, a recomendar a aplicação da vacina contra a doença a todos que forem àquele Estado. O surto é o maior dos últimos seis anos, no Brasil. Estão confirmados, ao todo, dez casos.

De acordo com a Secretaria da Saúde da Bahia, além dos casos confirmados --que atingiram, inclusive, uma criança de nove anos--, outros 13 estão sob análise. Nenhum deles está internado, e os resultados dos exames devem ser divulgados na semana que vem.

Desde a semana passada, os técnicos das secretarias municipal e estadual de Saúde e do Ministério da Saúde trabalham para vacinar os habitantes de João Dourado. Foram aplicadas mais de dez mil doses.

Enquanto trabalham na prevenção, os técnicos também investigam o caso índice, aquele que deu início à transmissão da doença. O Brasil não registra um caso autóctone (contraído no país) de sarampo desde 2001. Há suspeita de que o sarampo tenha chegado à cidade por meio dos caminhoneiros e bóias-frias da região.

Em 2000 --um ano antes de o sarampo ser considerado erradicado no país--, foram 36 casos confirmados.

Imunização

Segundo informações da Secretaria de Saúde de São Paulo, a vacina contra sarampo deve ser tomada ao menos 15 dias antes da viagem e não é recomendada a gestantes. Quem já tomou a vacina não precisa ser imunizado novamente. Conforme o calendário de vacinação, a antisarampo deve ser aplicada quando a criança completa um ano e reforçada entre os quatro e os seis anos.

O sarampo é uma doença infecto-contagiosa que se transmite de pessoa para pessoa, por meio de secreções do nariz e da boca. Os sintomas principais são febre, coriza, tosse, conjuntivite e manchas avermelhadas no corpo. da Folha Online

Devido à confirmação do surto de sarampo em João Dourado, na Bahia, ocorrida no último dia 2, a Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo passou, nesta quarta-feira, a recomendar a aplicação da vacina contra a doença a todos que forem àquele Estado. O surto é o maior dos últimos seis anos, no Brasil. Estão confirmados, ao todo, dez casos.

De acordo com a Secretaria da Saúde da Bahia, além dos casos confirmados --que atingiram, inclusive, uma criança de nove anos--, outros 13 estão sob análise. Nenhum deles está internado, e os resultados dos exames devem ser divulgados na semana que vem.

Desde a semana passada, os técnicos das secretarias municipal e estadual de Saúde e do Ministério da Saúde trabalham para vacinar os habitantes de João Dourado. Foram aplicadas mais de dez mil doses.

Enquanto trabalham na prevenção, os técnicos também investigam o caso índice, aquele que deu início à transmissão da doença. O Brasil não registra um caso autóctone (contraído no país) de sarampo desde 2001. Há suspeita de que o sarampo tenha chegado à cidade por meio dos caminhoneiros e bóias-frias da região.

Em 2000 --um ano antes de o sarampo ser considerado erradicado no país--, foram 36 casos confirmados.

Imunização

Segundo informações da Secretaria de Saúde de São Paulo, a vacina contra sarampo deve ser tomada ao menos 15 dias antes da viagem e não é recomendada a gestantes. Quem já tomou a vacina não precisa ser imunizado novamente. Conforme o calendário de vacinação, a antisarampo deve ser aplicada quando a criança completa um ano e reforçada entre os quatro e os seis anos.

O sarampo é uma doença infecto-contagiosa que se transmite de pessoa para pessoa, por meio de secreções do nariz e da boca. Os sintomas principais são febre, coriza, tosse, conjuntivite e manchas avermelhadas no corpo.

Crise da água pode afetar 41 milhões no semi-árido

VALDO CRUZ
MARTA SALOMON
da Sucursal de Brasília - Folha de São Paulo

Mais de 70% das cidades com população acima de 5.000 habitantes do semi-árido nordestino enfrentarão crise no abastecimento de água para consumo humano até 2025, independentemente da megaobra de transposição do rio São Francisco, concluiu um estudo feito pela ANA (Agência Nacional de Águas).

Problemas de abastecimento deverão atingir cerca de 41 milhões de habitantes da região do semi-árido e entorno, prevêem pesquisadores da agência, que estimaram o crescimento da população e a demanda por água em cerca de 1.300 municípios dos nove Estados do Nordeste e do norte de Minas Gerais.

Para resolver o problema, o estudo ao qual a Folha teve acesso lista 546 obras. São investimentos calculados em R$ 3,6 bilhões, sobretudo em Pernambuco e na Bahia, Estados que concentram os pontos críticos de abastecimento de água. A maior parte do dinheiro teria de sair da arrecadação de tributos federais, sugere a ANA.

Intitulado "Atlas Nordeste", o estudo não menciona a transposição do São Francisco, projeto de custo estimado em R$ 4,5 bilhões e que desvia uma parcela das águas do rio para quatro Estados do Nordeste (Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco) por meio de canais de concreto.

Defendida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a obra depende de uma autorização do STF (Supremo Tribunal Federal) para sair do papel. "A transposição aumenta a segurança hídrica e a oferta de água para outros usos, ela não resolve por si todos os problemas", comentou o diretor-presidente da agência, José Machado.

Ele acredita que uma parcela dos municípios pesquisados pela ANA eventualmente dependerá das obras da transposição para o abastecimento humano em períodos mais rigorosos de seca. "São obras complementares", disse.

Embora a principal preocupação do "Atlas Nordeste" seja com o colapso no abastecimento de água para o consumo humano, o estudo pesquisou a demanda futura por água para outros usos. Projetos de irrigação e o abastecimento das indústrias exigiriam um volume muito maior: isoladamente, áreas irrigadas precisariam de mais do que o dobro do volume de água destinado ao consumo humano hoje.

Minas Gerais

Em toda a região do semi-árido nordestino e entorno, apenas 26,8% dos municípios --a maioria em Minas Gerais-- conseguiriam chegar a 2025 com a situação de abastecimento de água para consumo humano considerada "satisfatória" sem os investimentos recomendados pela agência, conclui o estudo.

A maior parcela dos municípios (52,8%) com população acima de 5.000 habitantes (com base no censo do IBGE de 2000) enfrentaria "quadro crítico" por problema dos sistemas que levam água desde poços ou barragens até as cidades.

Problemas decorrentes de fontes de água insuficientes atingiriam apenas 2,7% dos municípios. Uma outra parcela de 17,7% enfrentaria, ao mesmo tempo, problemas nas fontes de água, nos sistemas de captação e nas adutoras.

Na região pesquisada, haveria água suficiente para uma população estimada em 8,4 milhões de habitantes em 2025. Outros 41 milhões não teriam garantida a oferta para consumo humano caso não sejam feitos os investimentos recomendados pelo estudo, aponta o "Atlas Nordeste". Esse seria um cenário "otimista", segundo o estudo, no qual estão contempladas medidas para conter perdas de água e melhorar o gerenciamento da demanda.

Detalhes do estudo estarão disponíveis no endereço eletrônico da Agência Nacional de Águas (www.ana.gov.br) a partir de amanhã.

Gelo do Ártico poderá derreter totalmente até 2080, alertam cientistas

da France Presse, em Berlim

O gelo do Ártico poderá derreter totalmente até 2080 devido ao aquecimento climático, alertou um grupo de cientistas europeus que se reúnem na cidade alemã de Bremen (norte).

"Se a situação evoluir como prevêem os físicos, os campos de gelo do oceano Ártico desaparecerão completamente até 2080", disse Eberhard Fahrbach, do Instituto Alfred Wegner (AWI), membro do grupo Damocles de pesquisas sobre o Ártico europeu.

Segundo a previsão de Fahrbach, em questão de décadas não haveria mais áreas permanentemente congeladas. "Isto tem conseqüências que vão muito além do Ártico", acrescentou.

A mudança climática ameaça os ursos polares da região, por exemplo, e toda a cadeia alimentar. "Afeta também o peixe que vai parar na nossa mesa", acrescentou.

O programa Damocles (Developing Arctic Modeling and Observing Capabilities for Long-Term Environmental Studies) é um projeto europeu para monitorar e prever mudanças climáticas no Ártico.

Biólogo encontra lixo hospitalar nas lagoas da Barra

Seringas usadas, ampolas com sangue e outros materiais descartáveis serão enviados ao Ministério Público

Depois do esgoto, das pets, das algas tóxicas e das gigogas, agora é a vez do lixo hospitalar boiar nas lagoas da Barra da Tijuca e de Jacarepaguá. Em cerca de 15 inspeções realizadas desde agosto nas águas da região, o biólogo Mário Moscatelli encontrou seringas usadas, frascos de remédios, dosadores, ampolas cheias de sangue e outros tipos de material descartável. Ele reuniu todo o rejeito numa caixa para entregar a representantes dos ministérios públicos estadual e federal durante uma reunião no Marina Barra Clube.

Moscatelli alerta que parte do material hospitalar foi encontrada na Lagoa da Tijuca, num trecho bem próximo ao Canal da Joatinga, que faz a ligação com o mar.

Depois de tanta coisa lançada naquela lagoa, agora só falta a gente encontrar material radioativo. É um absurdo - disse o biólogo.

A FEEMA informou que não tinha conhecimento dos despejos de resíduos hospitalares nas lagoas da Barra e de Jacarepaguá.

O órgão estadual anunciou, ainda, que vai montar uma operação para investigar a origem do lançamento e tentar, com isso, punir os responsáveis pelo crime.

04 dezembro 2006

Sem tratamento adequado, esgoto de CEU polui Billings

FÁBIO TAKAHASHI
da Folha de S.Paulo

O CEU (Centro Educacional Unificado) Alvarenga, na zona sul de São Paulo, joga esgoto sem tratamento adequado na represa Billings desde o início do funcionamento da escola, há três anos. O problema é admitido pela própria Secretaria Municipal de Educação.

Por estar em área de manancial, às margens da represa, a unidade teria de retirar no mínimo 80% da carga orgânica do esgoto, segundo a legislação ambiental exigida pela Cetesb.

A secretaria admite que o sistema de tratamento da unidade não atende às exigências, mas não informa qual é o índice de eficiência atual. A gestão Gilberto Kassab (PFL), porém, afirma que trabalha para sanar o problema.

Auditoria feita entre fevereiro e março deste ano pelo TCM (Tribunal de Contas do Município), que fiscaliza o andamento de projetos da prefeitura, verificou que ao menos àquela época o sistema de tratamento não estava funcionando.

Diariamente, segundo a Cetesb, o CEU Alvarenga produz em média 38m3 de esgoto, o que equivale a 38 caixas de água --volume considerado grande pela companhia, por ser uma região de preservação.

A represa Billings fornece água para cerca de 4,5 milhões de pessoas de São Paulo e do ABC paulista e enfrenta sérios problemas de poluição.

Devido à ineficiência do tratamento de esgoto, a unidade não possui licença ambiental desde junho do ano passado, quando expirou uma autorização provisória.

Criados na gestão da prefeita Marta Suplicy (PT), os CEUs são empreendimentos que buscam oferecer, além das aulas regulares, atividades de lazer como piscinas e oficinas de artes a estudantes e para a população de baixa renda.

Cronologia

A prefeitura, durante a gestão Marta, pediu o licenciamento da escola em janeiro de 2003 ao Balcão Único de Licenciamento Integrado, entidade do governo estadual responsável pela regularização quando o caso envolve mais de um órgão do sistema ambiental.

Como o projeto não apresentava todos os dados necessários, foram pedidas complementações. Em junho de 2004, foi emitido um despacho (liberação) provisório, válido por um ano, para que a situação fosse regularizada.

O período expirou durante a gestão José Serra (PSDB) e não foi pedida a prorrogação.

Em dezembro do ano passado, a Cetesb, responsável pela análise do tratamento de esgoto, indeferiu o pedido de licenciamento, pois a Prefeitura de São Paulo não apresentou os dados referentes à redução de carga orgânica. Desde então, a gestão Kassab, que assumiu em abril deste ano, não conseguiu sanar o problema.

"Não podemos dar um parecer favorável apenas porque é uma obra social importante", disse o gerente da agência Santo Amaro da Cetesb, Ronald Pereira Magalhães. No CEU, estudam quase 2.000 alunos.

"Soa muito estranho que os órgãos públicos não cobrem essa adequação", afirmou o promotor de Habitação e Urbanismo José Carlos de Freitas. "Qualquer fator de poluição nos mananciais deveria ter máxima prioridade, porque é uma área de captação de água para uso humano."

O Dusm (Departamento do Uso do Solo Metropolitano), por meio da assessoria de imprensa, informou que, em tese, a escola poderia ser até interditada devido à falta de licença.

O órgão afirmou, porém, que isso não ocorreu porque a prefeitura tem procurado a regularização. A entidade citou também a relevância social da obra.

"Em termos de volume de esgoto, o que é produzido pelo CEU não chega a ser tanto. Mas imagina que exemplo o poder público está passando para toda a população que vive em áreas de mananciais", disse a ambientalista Marussia Whately, do ISA (Instituto Socioambiental). A estimativa é que, na região da Billings, morem ao menos 700 mil pessoas.

Partido Verde alemão exige mudança radical na política de proteção ao clima

da Deutsche Welle, na Alemanha

Reunidos em convenção na cidade de Colônia, no Oeste da Alemanha, os delegados do Partido Verde aprovaram um pacote de reivindicações tendo em vista uma redução considerável das emissões de dióxido de carbono.

Entre as medidas exigidas, há a limitação de velocidade nas auto-estradas a 130 km/h, a cobrança de pedágio de automóveis em circulação nos centros das cidades e um imposto sobre o querosene utilizado na aviação. A meta de longo prazo é reduzir a emissão de gases prejudiciais ao clima em, pelo menos, 80% até 2050.

Com um programa focado na proteção climática, o partido retorna às suas raízes, afirmou o presidente Reinhard Bütikofer, que foi reeleito com 71,8% dos votos dos 720 delegados. A co-presidente, Claudia Roth, foi igualmente reeleita, com 66,5% dos votos. Há dois anos,os dois tinham sido eleitos com 85,1% e 77,9% dos votos, respectivamente.

Noruega aumenta cota para caça de baleias

da Ansa, em Oslo

O governo norueguês elevou a cota de caça às baleias para 2007, aumentando de 300 para 900 o número de mamíferos aquáticos que poderão ser mortos por caçadores ao longo do litoral do país.

A decisão, comunicada pelo ministro interino para a Pesca, Dag Terje Andersen, suscitou protestos dos grupos ambientalistas e a favor dos animais, tendo o Greenpeace na liderança. Em protesto, as organizações recordaram que essa quantidade não tem sentido, já que, em 2006, os baleeiros conseguiram caçar "somente" 546 baleias --pouco mais da metade do teto então fixado.

Em 1993, a Noruega negou a moratória internacional sobre a caça comercial de baleias, seguida, este ano, pela Islândia. O Japão, por sua vez, aderiu à moratória, mas continua caçando centenas de animais alegando razões "científicas".