26 janeiro 2017

Macacos são achados mortos com suspeita de febre amarela em MS

Região faz fronteira com Minas Gerais, onde ao menos 32 mortes foram confirmadas, e com o Estado de São Paulo, que já registra 3 óbitos


José Maria Tomazela | O Estado de S. Paulo

SOROCABA - Quatro macacos foram encontrados mortos com suspeita de febre amarela em Aparecida do Taboado, região norte de Mato Grosso do Sul, e deixaram em alerta a Secretaria de Saúde do Estado. Equipes da Vigilância Epidemiológica estão no município para investigar os casos. A região faz divisa com o Estado de Minas Gerais, onde ao menos 32 mortes foram confirmadas, e com o Estado de São Paulo, que já registrou três mortes. Em Mato Grosso do Sul, o último óbito por febre amarela foi registrado em 2015. 



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Causa da morte de macaco em Aparecida do Taboado é investigada | Divulgação

Três primatas morreram em uma fazenda, na zona rural, nos últimos 15 dias. A dona da propriedade enterrou os animais, o que impossibilitou a coleta de material para exames. Ela entrou em contato com a Vigilância depois de ser alertada sobre os casos de febre amarela nos Estados vizinhos. O quarto macaco foi achado morto em outra mata da região, mas não pode ser examinado porque estava em decomposição.

Nesta quarta-feira, 25, especialistas em doenças de animais de Campo Grande e Três Lagoas iniciaram a instalação de armadilhas nas matas a fim de capturar macacos para exames. A Secretaria de Saúde do Estado informou que não há casos da doença no Estado e dispõe de 60 mil vacinas em estoque para atender a população de risco nos 79 municípios.

Franca


Depois que um homem de 52 anos morreu, em um hospital da cidade, este mês, e teve a causa confirmada como febre amarela, a Secretaria de Saúde de Franca, no interior de São Paulo, divulgou nota nesta quarta-feira, 25, esclarecendo que o paciente adquiriu a doença em Delfinópolis, no Sul de Minas Gerais, onde morava.

Conforme a secretaria, o paciente já estava doente quando foi transferido para Franca. No hospital, o quadro de saúde se agravou e ele foi a óbito. A morte foi contabilizada pela Secretaria de Saúde da cidade mineira. A pasta de Franca esclareceu que ainda não houve caso suspeito da doença na cidade.



Elefante-marinho 'Fred' é recolhido de praia no ES para tratamento

Animal reapareceu em praia de São Mateus no último domingo (22).Recolhimento foi necessário, pois bicho está debilitado e perdeu muito peso.


Victoria Varejão | G1 ES

O elefante-marinho 'Fred' foi recolhido da praia de Campo Grande, em São Mateus, Norte do Espírito Santo, na tarde desta quarta-feira (25), para receber tratamento.


'Fred' é recolhido de praia em São Mateus (Foto: Divulgação/ Sesp)
'Fred' é recolhido de praia em São Mateus (Foto: Divulgação/ Sesp)

Segundo o veterinário Luciano Reis, do Instituto de Mamíferos Aquáticos (IMA), o recolhimento foi necessário, já que 'Fred' está muito debilitado e perdeu muito peso.

O trabalho foi feito por policiais militares do Batalhão de Polícia Ambiental e do Batalhão de Regimento de Polícia Montada, em conjunto com o IMA; Instituto de Pesquisa e Reabilitação de Animais Marinhos (IPRAM); Projeto Baleia Jubarte; agentes do IEMA; agentes do IBAMA; e agentes da SCITECH.

O elefante-marinho Fred reapareceu no estado no domingo (22) e, desde que chegou à praia, o animal começou a ser monitorado por pesquisadores do Instituto Baleia Jubarte, do Instituto de Pesquisa e Reabilitação de Animais Marinhos, e de uma empresa privada.

Para ser recolhido, o animal foi sedado e foi feita uma barreira com tapumes para que ele não entrasse no mar. Já anestesiado, as equipes recolheram amostras de sangue e material genético, hidrataram o animal com soro, monitoraram os batimentos cardíacos, e inseriram um chip.

Em seguida o elefante-marinho foi enrolado em uma lona, e um trator com pá carregadeira o levou até o caminhão do Regimento de Polícia Montada.

O animal foi transportado pelo caminhão da cavalaria da PM-ES para a sede da SCITECH, onde vai ser cuidado e monitorado por veterinários e biólogos. No local, ele vai receber cerca de 30 quilos de peixes por dia. A veterinária Larissa Pavanelli estima que a reabilitação dele pode levar cerca de um mês.



Brasil ultrapassa 7 mil conexões de micro e minigeração de energia

Em quatro anos, o número de conexões de micro e minigeração de energia superou 7 mil instalações. O número cresceu de 4 conexões registradas em dezembro de 2012 para 7.658 ligações registradas na ANEEL


ANEEL


Em quatro anos, o número de conexões de micro e minigeração de energia superou 7 mil instalações. O número cresceu de 4 conexões registradas em dezembro de 2012 para 7.658 ligações registradas na ANEEL em 25 janeiro de 2017, o que representa uma potência instalada de 75.071,09 kW – suficiente para abastecer 60 mil residências.



A fonte mais utilizada pelos consumidores-geradores é a solar com 7.568 adesões, seguida da eólica com 45 instalações.O estado com o maior número de micro e minigeradores é Minas Gerais (1.644 conexões), seguido de São Paulo (1.370) e Rio Grande do Sul (782). Veja aqui.

A geração de energia pelos próprios consumidores tornou-se possível a partir da Resolução Normativa ANEEL nº 482/2012. A norma estabelece as condições gerais para o acesso de micro e minigeração aos sistemas de distribuição de energia elétrica e cria o sistema de compensação de energia elétrica, que permite ao consumidor instalar pequenos geradores em sua unidade consumidora e trocar energia com a distribuidora local. A resolução 482 foi revista em novembro de 2015 e, na época, estimou-se que no ano de 2024 mais de 1,2 milhão de consumidores passem a produzir sua própria energia, o equivalente a 4,5 gigawatts (GW) de potência instalada.

De acordo com o diretor-geral da ANEEL, Romeu Rufino, “além das vantagens para o consumidor, também são relevantes os benefícios que a geração distribuída traz ao sistema elétrico: redução de perdas e o custo evitado de ampliação do sistema, pois você gera junto à unidade de consumo; o aumento na segurança do abastecimento; e o ganho sob o aspecto ambiental, pois são projetos totalmente sustentáveis”, afirmou.

Como funciona?

A resolução autoriza o uso de qualquer fonte renovável, além da cogeração qualificada, denominando-se microgeração distribuída a central geradora com potência instalada de até 75 quilowatts (kW) e minigeração distribuída - aquela com potência acima de 75 kW e menor ou igual a 5 MW (sendo 3 MW para a fonte hídrica), conectadas à rede de distribuição por meio de instalações de unidades consumidoras.

Quando a quantidade de energia gerada em determinado mês for superior à energia consumida naquele período, o consumidor fica com créditos que podem ser utilizados para diminuir a fatura dos meses seguintes. O prazo de validade dos créditos é de 60 meses e eles podem ser usados também para abater o consumo de unidades consumidoras do mesmo titular situadas em outro local, desde que na área de atendimento de uma mesma distribuidora. Esse tipo de utilização dos créditos é chamado de “autoconsumo remoto”.

No caso de condomínios (empreendimentos de múltiplas unidades consumidoras), a energia gerada pode ser repartida entre os condôminos em porcentagens definidas pelos próprios consumidores. Existe ainda a figura da “geração compartilhada”, que possibilita diversos interessados se unirem em um consórcio ou em uma cooperativa, instalarem uma micro ou minigeração distribuída e utilizarem a energia gerada para redução das faturas dos consorciados ou cooperados.

Com relação aos procedimentos necessários para conectar a micro ou minigeração distribuída à rede da distribuidora, foram instituídos formulários padrão para realização da solicitação de acesso pelo consumidor. O prazo total para a distribuidora conectar usinas de até 75 kW é de 34 dias. Desde janeiro de 2017, os consumidores podem fazer a solicitação e acompanhar o andamento de seu pedido junto à distribuidora pela internet.


Energia solar é importante ferramenta para comunidades com acesso difícil à água (video)

Em vez de utilizarem os custosos e poluentes geradores a diesel, comunidades com difícil acesso à água começam a ter a alternativa de usar painéis solares para prover energia que bombeia água subterrânea


eCycle | ONU

Muitos lugares no mundo têm acesso limitado à água e precisam utilizar bombas de água elétricas para extrair a água subterrânea. Mas a eletricidade nem sempre é disponível, então essas bombas tradicionalmente são movidas a geradores a diesel, que são poluentes, caros e exigem manutenção constante. Sem contar que o próprio diesel custa dinheiro. 

Painéis solares

Painéis fotovoltaicos oferecem uma opção mais ecológica, sustentável e vantajosa em longo prazo para estas comunidades. Ao implantá-los o custo frequentemente é maior em comparação com o gerador a diesel, mas a manutenção é bem mais em conta e não há necessidade de adquirir combustível para que o aparelho funcione e bombeie a água. Uma experiência desse tipo que deu certo foi a de uma comunidade de mulheres no Benim, na África. Á água provida com o bombeamento de aparelhos que foram abastecidos por energia solar melhorou a alimentação e a renda de todas.

E, claro, o diesel polui o ar, o que pode proporcionar doenças respiratórias à população do entorno, coisa que não acontece com painéis solares. Confira a animação que detalha um pouco mais a respeito dessa questão.



2016 foi o ano mais quente já registrado na história, alerta agência meteorológica da ONU

De acordo com a Organização Meteorológica Mundial (OMM), a temperatura média global em 2016 foi de 1,1 graus Celsius acima do período pré-industrial, continuando a tendência de que 16 dos 17 anos mais quentes registrados ocorreram neste século. A exceção foi o ano de 1998.


ONU

O mundo acaba de assistir ao ano mais quente já registrado na história, superando as temperaturas excepcionalmente altas de 2015, advertiu na quarta-feira (18) a Organização Meteorológica Mundial das Nações Unidas (OMM).


Árvore caída no Deserto do Namibe, na Namíbia. Foto: Banco Mundial / Philip Schuler
Árvore caída no Deserto do Namibe, na Namíbia. Foto: Banco Mundial / Philip Schuler

De acordo com a agência da ONU, a temperatura média global em 2016 foi de 1,1 graus Celsius acima do período pré-industrial, continuando a tendência de que 16 dos 17 anos mais quentes registrados ocorreram neste século. A exceção foi o ano de 1998.

“2016 foi um ano extremo para o clima global e se destaca como o ano mais quente já registrado. As temperaturas só contam parte da história”, observou o secretário-geral da OMM, Petteri Taalas.

“Os indicadores de longo prazo da mudança climática causada pela humanidade alcançaram um novo patamar no ano passado, com as concentrações de dióxido de carbono e de metano subindo para novos recordes”, acrescentou Taalas.

Segundo a OMM, o dióxido de carbono foi responsável por 85% do efeito de aquecimento sobre o clima da Terra na última década. 


Aumento dos níveis do mar

O aumento das temperaturas e das concentrações dos principais gases com efeito estufa na atmosfera não são os únicos indicadores da mudança climática. De acordo com Taalas, o gelo marinho no Ártico continua a níveis muito baixos.

“Também quebramos os registros mínimos de gelo marinho no Ártico e no Antártico. O derretimento da geleira da Groenlândia – um dos contribuintes para o aumento do nível do mar – começou cedo e rápido. O gelo marinho no Ártico foi o mais baixo registrado tanto no início da temporada de derretimento em março quanto no período normal de recongelamento em outubro e novembro”, explicou o secretário-geral.

Taalas também observou que o Ártico está se aquecendo duas vezes mais rápido que a média global, e que a perda persistente de gelo marinho está impulsionando o clima e os padrões de circulação oceânica em outras partes do mundo. 

Clima extremo causa enormes prejuízos e muitas perdas econômicas em 2016

O secretário-geral da OMM destacou ainda as perdas e perturbações socioeconômicas de 2016 relacionadas aos eventos climáticos extremos.

A OMM ligou eventos relacionados com o clima a conclusões da Organização Internacional para as Migrações (OIM) e do Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), que relatou recentemente 19,2 milhões de novos deslocamentos devido às condições meteorológicas, à água, ao clima e aos riscos geofísicos em 113 países em 2015.

O número representa mais que o dobro do contingente de pessoas deslocadas devido a conflitos e violência.

O recorde de calor do oceano também contribuiu para o branqueamento generalizado de corais, incluindo na Grande Barreira de Coral australiana, que registrou 50% da morte de corais em algumas áreas.


25 janeiro 2017

Governo do DF decreta situação de emergência por 180 dias devido a crise hídrica

Medida permite GDF fazer compras sem licitação e pedir repasse do governo federal. Rollemberg determinou que Adasa defina restrições sobre uso da água potável enquanto persistir crise hídrica.


Por Gabriel Luiz | G1 DF


O governo do Distrito Federal decretou situação de emergência pelos próximos 180 dias por causa da pior crise hídrica enfrentada na história. A medida foi publicada no Diário Oficial desta quarta-feira (25). Na prática, a decisão é uma forma de o governo reconhecer a gravidade da escassez hídrica e abre margem para que sejam feitas compras sem licitação. Ela também permite ao GDF receber repasses do governo federal. 

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RAFAELA FELICCIANO/METRÓPOLES

Com a medida, o governador Rodrigo Rollemberg atribui à Agência Reguladora das Águas (Adasa) a responsabilidade de definir restrições para o uso de água potável da rede pública, para utilização domiciliar, comercial, industrial e lazer, enquanto permanecer a situação de emergência.

Rollemberg também determinou que a Adasa restrinja a captação de água na bacia do Descoberto para qualquer atividade que não seja abastecimento para consumo humano, nas unidades hidrográficas. O governo ainda não definiu se a restrição será total ou parcial.

Em entrevista ao G1 e à TV Globo, o secretário da Casa Civil, Sérgio Sampaio, disse que o governo ainda está unificando um projeto para fazer frente à crise hídrica.

O secretário também negou que a medida seja política. "Todas as decisões são tomadas com base em informações técnicas", declarou Sampaio.

Ele também afirmou que o fato de ter decretado situação de emergência, por meio de possíveis compras sem licitação, vai permitir que o governo dê respostas mais rápidas para fazer frente à escassez – como aquisição de tubulações e aparelhos para a Caesb. "A situação de crise hídrica vai perdurar ao longo do ano de 2017. Existem medidas a médio prazo que precisaremos empreender."

O que diz o governo federal

Responsável pelo "socorro" dos estados, o Ministério da Integração Nacional informou que ainda não recebeu do GDF o pedido de reconhecimento federal de situação de emergência. Este é o primeiro passo para que entes federados possam solicitar apoio emergencial da União em casos de desastres naturais, inclusive em extensos períodos de seca e estiagem.

No requerimento, a autoridade deve explicitar as razões pelas quais deseja o reconhecimento, o que inclui as necessidades de auxílio complementar por parte do governo federal. Após análise dos documentos por equipes técnicas, se compatíveis com os critérios de reconhecimento federal, a medida é publicada no Diário Oficial da União.

A pasta disse considerar "indispensável o investimento dos entes federados na preparação para eventos adversos". Na prática, depois do processo de reconhecimento federal, os estados podem solicitar recursos para ações de socorro e assistência à população, e o restabelecimento de serviços essenciais, como as ações de abastecimento de água implementadas pelo governo federal, a exemplo da Operação Carro-Pipa.

A medida também dá acesso a outros benefícios, como a renegociação de dívidas no setor de agricultura no Banco do Brasil, aquisição de cestas básicas do Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário (MDSA) e a retomada da atividade econômica de regiões afetadas com apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Para solicitar os recursos, o governo deverá apresentar um Plano Detalhado de Resposta (PDR). Com base nestes documentos, o Ministério da Integração definirá as ações de apoio que serão disponibilizadas.

Prerrogativas

A Secretaria de Agricultura fica com a missão de implementar medidas de apoio aos agricultores, com o objetivo de melhorar a eficiência no uso da água pelo setor. Também deverá fiscalizar o cumprimento das restrições para não captar água no Descoberto. Na segunda (23), o governo tinha anunciado que iria barrar novas licenças para agricultores captar água na região.

A Agefis, o Instituto Brasília Ambiental (Ibram) e a Polícia Militar são os órgãos responsáveis para fiscalizar todas as medidas previstas no decreto, aplicando sanções se for necessário.

Ao justificar a situação de emergência, o governador Rodrigo Rollemberg citou uma queda nos níveis de chuva no Descoberto entre setembro e dezembro de 2015 e de 2016. Segundo o texto, choveu 42,5% da média em 2015 e 37,7% em 2016. Normalmente, a área registra chuvas de 641,40 mm.

Racionamento

Nesta quarta, imóveis de 11 regiões ficam sem água pela segunda vez a partir das 8h. A medida afeta parte de Águas Claras e Ceilândia, Park Way, Núcleo Bandeirante, C.A. IAPI, Candangolândia, Setor de Postos e Motéis, Metropolitana, Vila Cauhy, Vargem Bonita e Samambaia. Veja aqui o cronograma completo.

Isso significa que, nas casas, comércios e prédios públicos dessas áreas, o fornecimento só começa a partir das 8h de quinta (26) – e vai voltando, gradualmente, até o fim de sexta (27). De sábado (28) a segunda (30), as torneiras funcionam normalmente mas, na terça (31), deve haver novo corte.

O "rodízio" afeta todas as regiões que são abastecidas pelo reservatório do Descoberto, o maior da capital (veja lista ao fim da reportagem). O corte no fornecimento está autorizado desde 10 de novembro, mas ainda não tinha sido implementado – e agora, não tem data prevista para terminar.

Como balanço da primeira semana de racionamento, o presidente da Caesb, Maurício Luduvice, disse que a medida permitiu à Caesb economizar "uma Ceilândia por dia". Segundo ele, em seis dias de restrição, o DF deixou de gastar 550 litros de água por segundo – o suficiente para abastecer uma população de 360 mil habitantes.