26 agosto 2016

Obama cria no Havaí a maior reserva marinha do mundo

Papahanaumokuakea passa a ter quatro vezes o tamanho da Califórnia.
Local tem animais não encontrados em nenhum outro lugar na Terra.


France Presse

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ampliou na sexta-feira (26) o seu legado ambiental ao criar a maior reserva marinha do mundo, lar de milhares de criaturas raras nas ilhas do noroeste do Havaí.


Foto de 12 de Agosto de 2015 mostra esponja fotografada a 7 mil pés no Monumento Nacional Marinho Papahanaumokuakea, no Havaí (Foto: NOAA Office of Exploration and Research/Hohonu Moana 2015 via AP)
Foto de 12 de Agosto de 2015 mostra esponja fotografada a 7 mil pés no Monumento Nacional Marinho Papahanaumokuakea, no Havaí (Foto: NOAA Office of Exploration and Research/Hohonu Moana 2015 via AP)

O anúncio de Obama mais do que quadruplicou o tamanho da área protegida existente, conhecida como Monumento Nacional Marinho Papahanaumokuakea, que passou a ter 1,5 milhão de quilômetros quadrados - cerca de quatro vezes o tamanho da Califórnia.

As águas são o lar de recifes de corais e centenas de animais que não são encontrados em nenhum outro lugar na Terra, incluindo uma nova espécie de polvo 'fantasma' descoberta neste ano e o organismo vivo mais antigo do mundo, o coral negro, com uma idade estimada em 4.265 anos.

Cerca de 14 milhões de aves marinhas voam sobre a área e fazem seus ninhos nas ilhas, incluindo um albatroz de 65 anos de idade chamado Wisdom. No local também vivem tartarugas-verdes ameaçadas e focas monge do Havaí, em perigo de extinção.

O monumento marinho foi criado em 2006 pelo então presidente George W. Bush, e em 2010 foi declarado Patrimônio Mundial da Unesco.

"Ao expandir o monumento, o presidente Obama aumentou a proteção de um dos lugares mais significativos do planeta, biológica e culturalmente", disse Joshua Reichert, vice-presidente da ONG Pew Charitable Trusts.

O Greenpeace também saudou o que chamou de uma "decisão corajosa", que irá proibir a pesca comercial e a extração mineral na região.

O senador Brian Schatz, um democrata do Havaí, disse em um comunicado que a expansão vai criar "uma zona de segurança que irá repor os estoques de atum, promover a biodiversidade e combater as mudanças climáticas".

Obama "deu aos nativos havaianos mais voz na gestão deste recurso precioso", disse Schatz.

Mas alguns expressaram decepção com a medida, que expande a zona protegida até 320 km da costa, dizendo que isso põe em risco a capacidade dos pescadores de ganhar a vida.

"Fechar 60% das águas do Havaí para a pesca comercial, quando a ciência está nos dizendo que isso não vai levar a uma maior produtividade da indústria de local, não faz sentido", disse Edwin Ebiusi Jr., presidente do Conselho de Gestão da Pesca Regional do Pacífico.

"Hoje é um dia triste na história da pesca do Havaí e um golpe negativo para a nossa segurança alimentar local", acrescentou.

Mas Matt Rand, diretor do projeto Legado do Oceano Global no Pew Charitable Trusts, afirma que a mudança deve ter "um impacto econômico mínimo" sobre a pesca na área.

Congresso mundial

 
O anúncio de Obama chega poucos dias antes do início de um grande encontro global de conservação, que vai contar com a presença de milhares de chefes de estado, cientistas e políticos.

O congresso mundial da União Internacional para a Conservação da Natureza é realizado a cada quatro anos em lugares diferentes. Este ano, Obama receberá o evento no Havaí entre os dias 1 e 10 de setembro.

O presidente americano também vai viajar para as Ilhas Midway, dentro da área protegida, para enfatizar sua decisão.

Lá, ele vai defender que as mudanças climáticas "fazem com que proteger nossas terras e águas públicas seja mais importante do que nunca", segundo a Casa Branca.

O momento do anúncio de Obama é importante porque "irá inspirar, provavelmente, as pessoas que estão mais interessadas e mais engajadas na conservação", disse Rand.

Obama fez da conservação e das mudanças climáticas um pilar central da sua presidência - diante da oposição republicana no Congresso -, promovendo acordos internacionais sobre o clima e parques nacionais.



25 agosto 2016

Réplica de terremoto causa mais destruição e provoca pânico na Itália

Do UOL, em São Paulo

Uma réplica de magnitude 4,3 na escala Richter sacudiu nesta quinta-feira (25) as cidades do Lazio e de Marche, na zona central da Itália, que foi atingida ontem por um terremoto de magnitude 6,2. O abalo sísmico foi registrado às 14h35 locais (9h35 em Brasília) e provocou novos desabamentos de casas e edifícios, principalmente em Amatrice. Houve pânico entre os habitantes de Amatrice, segundo a agência de notícias Associated Press. 


Ferido caminha em estrada após terremoto em Amatrice, Itália
Ferido caminha em estrada após terremoto em Amatrice, Itália

O tremor causou a queda da fachada de um prédio situado junto ao parque de Amatrice, onde há um alojamento temporário para voluntários que trabalham no resgate, segundo a agência de notícias Efe.

O terremoto na madrugada de quarta-feira (24) na região central da Itália deixou pelo menos 241 mortos, de acordo com balanço divulgado pelo departamento de Proteção Civil do país nesta quinta (25).

Mais cedo, Immacolata Postiglione, diretora do serviço de emergências do departamento de Proteção Civil, citou que havia 247 mortos por causa do terremoto, mas depois revisou o número para baixo, citando ajustes na lista de vítimas na área de Arquata, bastante atingida.

O terremoto, de magnitude 6,2, atingiu cidades e vilarejos montanhosos do centro do país, o que torna as operações de resgate ainda mais difíceis. Há mais de 350 feridos.

Segundo fontes da Defesa Civil citadas pelos meios de comunicação locais, o número de mortes ainda deve aumentar, já que dezenas de pessoas continuam desaparecidas entre os escombros. Passadas mais de um dia do tremor, os trabalhos de resgate prosseguem pelo país.

As equipes de resgate trabalharam durante toda a noite nas localidades mais afetadas Arquata del Tronto, Pescada del Tronto, Amatrice e Accumoli.




22 agosto 2016

Golfinho raro de 110 kg é encontrado morto na praia do Cassino, RS

Animal é um macho da espécie Phocoena dioptrica, ou golfinho-de-óculos.

Biólogo diz que causa da morte foi natural e não tem relação com a pesca.


Maurício Gasparetto | RBS TV

Um golfinho de uma espécie rara foi encontrado morto na beira da praia do Cassino, em Rio Grande, no Sul gaúcho. O animal, de aproximadamente 110 kg e dois metros de comprimento, é um macho da espécie Phocoena dioptrica, ou golfinho-de-óculos.


Golfinho foi encontrado morto na beira da praia do Cassino (RS) (Foto: Pedro Fruet/Divulgação)
Golfinho foi encontrado morto na beira da praia do Cassino (RS) (Foto: Pedro Fruet/Divulgação)

Após ser localizado, ele foi levado até o Museu Oceanográfico da Universidade Federal do Rio Grande (FURG) para necropsia. Segundo o biólogo que coordena o projeto Botos da Lagoa, Pedro Fruet, a morte do golfinho foi natural e não tem relação com a pesca ou outro tipo de interferência humana.

Ainda conforme ele, o aparecimento deste tipo de golfinho é muito raro na costa gaúcha. A ossada será incorporada ao acervo científico do Laboratório de Ecologia e Conservação da Megafauna Marinha da FURG.



Lula 'fofa' com olhos arregalados chama a atenção de cientistas (vídeo)

Pesquisadores observaram que animal mais parece um brinquedo.
Segundo especialista, pode se tratar de uma nova espécie.


Associated Press

Uma equipe de cientistas e técnicos que observavam o fundo rochoso do mar no sul da Califórnia, nos Estados Unidos, não contiveram seu entusiasmo ao avistar uma lula de cor vibrante e olhos arregalados.


Imagem da câmera NautilusLive mostra lula de olhos arregalados no fundo do oceano no sul da Califórnia  (Foto: OET/Nautiluslive via AP)
Imagem da câmera NautilusLive mostra lula de olhos arregalados no fundo do oceano no sul da Califórnia (Foto: OET/Nautiluslive via AP)

É possível ouvir a exclamação de admiração no vídeo postado na página do Exploration Vessel Nautilus, enquanto a câmera em um veículo operado remotamente se depara com o cefalópode roxo de olhos gigantes e redondos.

Então as piadas começaram. "Ele tem olhos estranhos", disse um dos observadores. "Chegue mais perto", disse outro. Um deles sugeriu que o animal parecia um brinquedo deixado por uma criança e outro que os olhos pareciam ter sido pintados.

A criatura "fofa" parece um cruzamento entre lula e polvo, mas é próximo de um molusco chamado choco, segundo os cientistas.

"Além da fofura dos olhos arregalados, há algo biologicamente interessante sobre essa observação", diz o especialista em cefalópodes Michael Vecchione, da Instituição Smithsonian. A criatura pode ser uma nova espécie, segundo ele.

Ele foi encontrado a cerca de 900 metros da superfície, o que é incomum, mas não inédito. Mas, além disso, o polvo não tem cromatóforos, células que permitem que ele mude de cor, como membros de sua espécie normalmente têm, afirmou Vecchione.

A questão permanece sem resposta porque esta lula continua no fundo do oceano, fora do alcance dos cientistas.