29 fevereiro 2016

Vazamento libera 2.000 barris de petróleo na Amazônia peruana

France Presse

Duas recentes rupturas de dutos transportadores de petróleo na Amazônia do Peru derramaram o equivalente a 2.000 barris - informou o governo nesta segunda-feira, estimando que deve levar até um ano para recuperar a área afetada, rica em flora e fauna.


(Arquivo) Vazamento em área do rio Maranon, na Amazônia peruana
© Fornecido por AFP

"Lamentavelmente, o vazamento deve chegar a 2.000 barris e afetou boa parte das correntes da área onde houve a ruptura", disse a ministra de Minas e Energia peruana, Rosa María Ortiz, que sobrevoou a região do Amazonas, onde ocorreu a ruptura do Oleoduto Norperuano, administrado pela estatal PetroPerú.

Ela reconheceu que o panorama nos lugares afetados pelos vazamentos é preocupante, mas disse que o óleo já foi isolado, a fim de evitar que continue avançando e contaminando rios e zonas agrícolas.

No último final de semana, o ministro do Meio Ambiente, Manuel Pulgar-Vidal, anunciou que irá sancionar a PetroPerú e estimou que poderá levar até um ano para restaurar flora e a fauna da região.

Segundo a imprensa, estima-se que cerca de 8.000 pessoas tenham sido afetadas pelo derramamento.




Brasil perde a guerra para saneamento básico

Governo investiu só R$ 105 milhões em saneamento básico em 2015


Diário do Poder

O Brasil vem perdendo a guerra para o saneamento básico, cujo investimento, em 2015, não passou de R$ 105 milhões. Dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento mostram que 34 milhões de brasileiros não têm acesso a água encanada, mais de 100 milhões vivem onde não há rede de esgoto e mais de 60% do esgoto coletado é vertido em cursos de água ou no mar, e sem tratamento. 


Governo investiu só R$ 105 milhões em saneamento básico em 2015. Foto: Rafael Pacheco/Fotos Públicas

Em 2013, 300 mil pessoas faltaram ao trabalho por doenças causadas pela ausência de saneamento. Perderam-se 900 mil dias de trabalho.

O Ministério da Saúde registrou, apenas em 2013, mais de 340 mil internações por infecções provocadas por água contaminada. A falta de investimento em saneamento e água tratada favorece tipos variados de doenças, incluindo aquelas transmitidas pelo mosquito.