22 setembro 2016

Centenas de cientistas criticam Trump por atitude sobre o clima

Republicano prometeu retirar EUA do acordo de Paris sobre o tema.
Carta aberta com críticas foi assinada por 375 cientistas do mundo todo.


France Presse


Quase 400 cientistas do mundo todo assinaram uma carta aberta, na qual criticam com contundência o candidato republicano à Casa Branca, Donald Trump, por prometer que vai retirar os Estados Unidos do acordo de Paris sobre a mudança climática.


Candidatos à presidência dos EUA foram questionados pelo editor da revista americana Science  (Foto: Reprodução/sciencedebate)
Candidatos à presidência dos EUA foram questionados pelo editor da revista americana Science (Foto: Reprodução/sciencedebate)

A saída do acordo "daria um sinal claro ao restante do mundo: 'Os Estados Unidos não se preocupam com o problema mundial da mudança climática causada pelo ser humano'", diz a mensagem.

"As consequências (...) seriam duras e de longo prazo, tanto pelo clima do nosso planeta como pela credibilidade internacional dos Estados Unidos", dizem os signatários.

O físico britânico Stephen Hawking e o Prêmio Nobel de Física e ex-secretário de Energia (de Barack Obama) Steven Chu são alguns dos 375 cientistas do mundo todo que assinaram a carta, publicada na quarta-feira (21) no site responsiblescientists.org.

A maioria dos especialistas é americana, e muitos deles são de grandes universidades, como Harvard, Cambridge e Columbia.

"É uma grande preocupação que o candidato republicano à Presidência tenha defendido a retirada dos Estados Unidos do Acordo de Paris", afirmam.

Em uma plataforma na Internet (disponível em http://sciencedebate.org/20answers), o editor da revista americana Science perguntou aos candidatos à Presidência dos Estados Unidos sua visão sobre a mudança climática, ao que Trump respondeu: "ainda se precisa pesquisar muito no campo da 'mudança climática'".

Sua oponente na corrida à Casa Branca, Hillary Clinton, discordou: "A Ciência é clara como a água".

"A mudança climática é uma ameaça urgente e um desafio definidor do nosso tempo, e seu impacto já pode ser sentido aqui e no resto do mundo", defendeu a candidata democrata.




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