31 dezembro 2016

Elefanta do Chile deve ser levada para santuário em MT em março, diz ONG

Entidade pretende arrecadar U$ 68 mil para transportar animal de avião.Primeiro santuário da América Latina fica em Chapada dos Guimarães.


André Souza | G1 MT

Resgatada de um circo no Chile em 1997, a elefanta Ramba deve ser a nova moradora do primeiro Santuário de Elefantes da América Latina, que fica em Chapada dos Guimarães, a 65 km de Cuiabá. Em outubro, o santuário recebeu as duas primeiras moradoras, Guida e Maia. A transferência do animal, que atualmente mora em um zoológico, deve ser feita em março, segundo a ONG Internacional Global Sanctuary for Elephants, responsável pelo santuário no Brasil.


Ramba tem aproximadamente 50 anos e foi resgatada de circo no Chile (Foto: Global Sanctuary for Elephants/Divulgação)
Ramba tem aproximadamente 50 anos e foi resgatada de circo no Chile (Foto: Global Sanctuary for Elephants/Divulgação)

Ramba é conhecida como a última elefanta de circo do Chile. Não se sabe ao certo a idade dela. No entanto, estima-se que ela tenha, aproximadamente, 50 anos. Ela foi apreendida por questões relacionadas a abuso e negligência. Apesar de ter sido “confiscada”, ela continuou morando com o circo.

Em 2011, ela foi levada para zoológico em Racangua, uma província chilena, após esforços de uma instituição daquele país. Quando foi levada, Ramba tinha cicatrizes e abscessos pelo corpo. As marcas, segundo a ONG foram causadas por ferramentas de metal usada para ferir os animais durante o treinamento para o show circense.

A entidade diz que aguarda a finalização da documentação necessária para iniciar o processo de transferência. Além disso, a ONG pretende arrecadar U$ 68 mil para trazer Ramba para Mato Grosso. O transporte deve ser feito de avião. A previsão é que ela seja trazia entre março e abril.

O santuário


Em outubro, Maia e Guida, as duas primeiras moradoras do santuário foram soltas na natureza. As duas foram sequestradas ainda filhotes na Tailândia e trazidas do país asiático para o Brasil a fim de trabalharem em circos.

A área do santuário foi comprada pela ONG Internacional Global Sanctuary for Elephants em maio de 2015, depois de quase dois anos de procura. O Santuário tem capacidade para abrigar 50 elefantes. A cada animal trazido, a licença cedida pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema) deve ser renovada.

O local escolhido pela ONG é uma antiga fazenda de criação de gado que tem áreas preservadas e com floresta intacta. Para a proteção de Maia e Guida, a área foi cercada por tubos de aço de petróleo enterrados a dois metros de profundidade e, depois, concretados.


29 dezembro 2016

Seca ameaça os belos cenários das lagoas de Jericoacoara, no Ceará

Lagoa do Paraíso, Lagoa Azul e outras da região estão secando.Movimentação em barracas e pousadas caiu, segundo estabelecimentos.


Do G1 CE

A falta de chuvas causa estragos em Jijoca de Jericoacoara, litoral oeste do Ceará, um dos locais mais visitados por turistas no Brasil. A Lagoa do Paraíso, Lagoa Azul e outras estão secando.

Resultado de imagem para lagoa azul jericoacoara seca
Lagoa do Paraíso, Lagoa Azul, e outras lagoas da região estão secando. (Foto: Reprodução/TV Verdes Mares)

Quem visita o local se surpreende com os efeitos da estiagem. “Fiquei chocada ao saber que essa lagoa (Lagoa Azul) era para estar aqui perto de mim, onde nós estamos. Uma coisa que é belíssima, porém, fica aos poucos entristecedora”, afirma a turista do Paraná, Walderez Carvalho Abraão.

O visitante argentino tirou algumas fotos, mas, segundo ele, as imagens não serão tão boas quanto as que viu na internet. “Infelizmente a foto que eu tirei vai ficar bem diferente do que eu vi na internet”, lamentou.

A situação das lagoas compromete a economia do local. Segundo o comerciante, Nilton César Gomes, se não chover e as lagoas secarem, o jeito será buscar outras atrações para os turistas. “No caso, se secar total não tem outra atração senão as dunas”, afirmou.

Muitos restaurantes que ficam perto da Lagoa Azul estão fechando as portas. O gerente Tony Gleisson teve de cortar a metade do quadro de funcionários. Mesmo com seca e crise financeira, a pousada espera superar as dificuldades. “Esperamos muito que chova. Mesmo com a crise e com a lagoa seca esperamos retomar a economia temporada boa”, disse.

Quadra chuvosa favorável

A meteorologista Meire Sakamoto, da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), diz que as chuvas que ocorreram nos últimos dias em todo o Ceará podem significar condições favoráveis para uma boa quadra chuvosa para região.

“As condições que a gente vem observando nos últimos dias é que esse sistema chamado de "Cavalo de Altos Níveis" permaneça pelos próximos dias. Então existem condições favoráveis para que sejam observadas precipitações naquela região. Não sei o suficiente para recuperar a lagoa, as lagoas que estão com os níveis muito baixos. Mas existem sim condições favoráveis”, disse a meteorologista.

Destino nº 1 da América do Sul

A cidade de Jijoca de Jericoacoara foi eleita no início do mês de dezembro deste ano, pelo TripAdvisor, site de planejamento e reservas de viagens, a vencedora da América do Sul do prêmio Travelers’ Choice Destinos em Alta, e garantiu a 3ª posição entre os melhores do mundo. O prêmio global ficou para San José del Cabo, no México.

O prêmio reconheceu 43 destinos ao redor do mundo selecionados por um algoritmo que calculou o aumento de interesse em reservas, além da alta em avaliações positivas para acomodações, restaurantes e atrações ano a ano no TripAdvisor. Esta é a quinta edição do prêmio, que também nomeou os Destinos em alta para Europa, Ásia e Estados Unidos.

Além de Jijoca de Jericoacoara, Bonito (MS) e Arraial do Cabo (RJ) e Cabo Frio (RJ) aparecem entre os 10 destinos mais procurados na América do Sul. Pela ordem, os vencedores foram: Jijoca de Jericoacoara (1º), Bonito (2º), Arequipa, no Peru (3º), San Pedro de Atacama, no Chile (4º), Puerto Natales, no Chile (5º), Puerto Varas, no Chile (6º), Paracas, no Peru (7º), Santa Marta, na Colômbia (8º), Arraial do Cabo (9º) e Cabo Frio (10º)

Seca extrema 

No mês de outubro, o Ceará estava com 73,26% em estado de seca extrema ou excepcional, segundo o Monitor de Secas do Nordeste. O dado alarmante é que os reservatórios do estado acumulam em dezembro apenas 6,90% da capacidade total. Após cinco anos de seca, a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) diz que a perspectiva para os próximos meses é preocupante.

Segundo o meteorologista da Funceme, Raul Fritz, devido às poucas chuvas, esse quadro de seca extrema ou excepcional pode piorar. "Já que as chuvas são sempre muito poucas, a tendência é de um agravamento ainda maior deste quadro até que as primeiras chuvas cheguem", explica.

A Funceme reforça também que a comparação do cenário entre setembro do ano passado com o mesmo mês deste ano mostra que a seca se alastra gradativamente e de forma preocupante.

Já na comparação do panorama entre agosto e setembro deste ano, a situação parece ainda mais complicada. Em agosto, o Ceará era tomado principalmente pela seca 'extrema'. Apenas um mês depois, o mapa mostra que a região Centro-Sul do estado foi tomada quase praticamente pela seca excepcional, e o quadro começa a se agravar no litoral.


Poluição causou mancha verde no Lago Paranoá, em Brasília

Relatório divulgado nesta quinta-feira pela Adasa aponta que o acúmulo de esgoto no leito do lago provocou proliferação das chamadas cianobactérias.


Por Gustavo Aguiar | G1 DF


A poluição e o excesso de substâncias como o fósforo foram a causa para a mancha verde formada em novembro no Lago Paranoá, no Distrito Federal. É o que aponta o relatório da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento (Adasa) apresentado nesta quinta-feira (22) sobre a proliferação das cianobactérias, algas que causaram a interdição da área que vai da Ponte das Garças até a Ponte Honestino Guimarães. 

Resultado de imagem para interdição lago paranoa
Mancha verde de cianobactérias no Lago Paranoá, em Brasília (Foto: TV Globo/Reprodução) 

De acordo com o relatório, a elevação da quantidade de esgoto no lago se deu principalmente porque as primeiras chuvas levaram grande quantidade de sujeira concentrada na cidade para o leito do Paranoá. Outro problema apontado foi a quantidade de ligações clandestinas de esgoto que despejam sujeira direto no lago. 

Para minimizar o problema o documento sugere a manutenção sistemática das galerias pluviais e a correção de ligações clandestinas de esgoto. As recomendações são feitas à Adasa, à Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb), ao Instituto Brasília Ambiental (Ibram) e à Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap).

Mas, mesmo com as medidas, o problema deve continuar nos próximos anos. "Qualquer solução que pensarmos será a longo prazo, para tratar a bacia como um todo. No ano que vem, as condições vão ser as mesmas, o fenômeno deve se repetir, mas esperamos que no futuro possamos superar esse problema", disse o presidente da Adasa, Paulo Salles.

Ocupações irregulares

A presidente do Ibram, Jane Vilas Boas, disse que a quantidade de ocupações irregulares ao longo do córrego Riacho Fundo ajudou a agravar o problema. Esse é um dos principais afluentes do lago. "Ele passa por Vicente Pires, Vila Cauhy, Setor Bernardo Sayão. Todas essas regiões têm ocupações irregulares", afirmou.

Segundo o GDF, uma força-tarefa será montada para recuperar a bacia do córrego Riacho Fundo. Os trabalhos incluem a atuação da Agência de Fiscalização do DF (Agefis) no combate às ocupações irregulares. O controle das invasões é uma das prioridades do governador Rodrigo Rollemberg. Mas a ação enfrenta resistência dos moradores. 

As amostras de água recolhidas também identificaram acúmulo extra de matéria orgânica principalmente em galerias de águas pluviais, que deveriam servir apenas para escoamento da água da chuva no Lago. Ou seja, de acordo com os órgãos responsáveis, o brasiliense está jogando lixo em bueiros de escoamento das chuvas e esgoto nas galerias pluviais, o que é inadequado.

Região liberada

Os trechos do Lago Paranoá interditados em novembro por causa da mancha verde foram liberados nesta quinta para a população. A região recebeu placas de alerta proibindo a pesca e o banho por causa dos riscos da mancha verde de cianobactérias.

Guepardo pode ser extinto em breve, aponta estudo

Mamífero mais rápido do mundo corre risco maior por ultrapassar áreas de conservação; especialistas defendem mudança de status da espécie.


BBC

Um novo estudo sobre o declínio da população de guepardos afirma que a espécie caminha para a extinção. 

Resultado de imagem para guepardo

Cientistas estimam que apenas 7,1 mil desses animais vivam soltos na natureza.

O guepardo é o mamífero mais rápido do mundo e pode alcançar 112 km/h, mais do que o dobro do velocista jamaicano Usain Bolt, por exemplo.

Os animais se alimentam de espécies como gazelas e javalis. São também um dos carnívoros de maior alcance territorial no mundo, ou seja, percorrem enormes áreas.

Como se deslocam por grandes distâncias, costumam ultrapassar os limites de áreas protegidas, como parques e reservas, e estão cada vez mais sob risco da ação de fazendeiros que atuam em regiões em que o guepardo caça.

Outro grande problema é que filhotes estão sendo retirados da natureza para serem vendidos ilegalmente como animais de estimação.

Segundo o Fundo para Conservação do Guepardo (Cheetah Conservation Fund), cerca de 1,2 mil filhotes foram retirados da África nos últimos dez anos.

No passado, guepardos eram encontrados ao longo da África e da Ásia, numa faixa que se estendia do sul da África à Índia.

Estima-se agora, contudo, que existam apenas 50 deles na Ásia, segundo uma investigação da Sociedade Zoológica de Londres e do Fundo para Conservação da Vida Selvagem.

Os autores da pesquisa defendem que o guepardo seja reclassificado como espécie ameaçada e reivindicam ações urgentes para a conservação do animal.


Florestas brasileiras perdem vegetação equivalente a 16 cidades de São Paulo

Mudanças não ocorreram de forma homogênea pelo País, diz IBGE


Diário do Poder

As florestas brasileiras tiveram uma redução de 0,8% entre os anos de 2012 e 2014, número que representa uma área de 24,9 mil quilômetros quadrados. A diminuição equivale a 16,35 vezes o tamanho da cidade de São Paulo. O valor, contudo, representa uma desaceleração do desmatamento se comparado ao registrado no período anterior, quando a área florestal brasileira diminuiu em 1,8%. 


As pastagens naturais do País tiveram uma queda de 9,4% e a expansão das áreas agrícolas chegou a 8,2% (Foto: Ibama)

As pastagens naturais do País, por sua vez, tiveram uma queda de 9,4% no mesmo período. As mudanças na ocupação da terra foram motivadas principalmente pela expansão das áreas agrícolas - que chegou a 8,2% -, das pastagens de manejo dedicadas à pecuária e da silvicultura.

Os números foram apresentados nesta quarta-feira, 28, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que divulgou seu novo Mapa de Cobertura do Uso da Terra do Brasil. No geral, a paisagem brasileira sofreu modificação de 4,6% se comparado ao estudo realizado entre 2010 e 2012. Segundo o instituto, as mudanças mais significativas ocorreram em áreas de vegetação florestal e de pastagem natural.

Gerente de Cobertura e Uso da Terra do IBGE, Leonardo Barbosa Gomes diz que o levantamento retrata uma diminuição das florestas e uma expansão das cidades. Ele preferiu, contudo, não se aprofundar nessa análise. "A gente faz um retrato do País, e os números podem ser diferentes dos divulgados por outros órgãos devido aos critérios utilizados."

A agricultura foi uma das principais causadoras das alterações no uso da terra no País. A expansão das áreas dedicadas a essa atividade econômica foi de 8,2% entre 2012 e 2014, um pouco abaixo do índice registrado no biênio anterior, quando o IBGE registrou um aumento da área dedicada à agricultura de 8,6%.

O IBGE destaca que as mudanças não ocorreram de forma homogênea pelo País. Nas regiões Sul, Sudeste e Nordeste, por exemplo, o uso da terra é mais antigo e, portanto, menos suscetível a mudanças se comparado às demais regiões.

Chamou a atenção do instituto "a expressiva expansão agrícola" registrada no sul do Rio Grande do Sul, entre Santana do Livramento e Pelotas. A partir de 2013, aumentou naquela região o cultivo principalmente de soja e milho sobre pastagens naturais do pampa.

A expansão das áreas de silvicultura apresentou as maiores taxas de crescimento, passando de 23,8% no período atual ante 4,6% no período anterior. Mas o próprio IBGE ressalta que metade desse crescimento se refere a aprimoramentos técnicos realizados pelo instituto no mapeamento. (AE)


27 dezembro 2016

Belo Monte, Anúncio de uma Guerra

As empreiteiras envolvidas na construção da Hidrelétrica de Belo Monte estão denunciando os crimes cometidos por elas e pelos políticos, desde José Sarney (PMDB) até Lula e Dilma (PT).

ASSISTAM!

Resultado de imagem para belo monte o anuncio de uma guerra




Tufão Nock-Ten provoca cancelamento de 300 voos nas Filipinas

Tormenta tem ventos constantes de 130 km/h. 60 mil pessoas foram afetadas.


EFE

Cerca de 300 voos domésticos e internacionais foram cancelados por causa do tufão Nock-Ten que castiga nesta segunda-feira (26) as Filipinas, com ventos constantes de 130 km/h e sequências de até 215 km/h, informaram as autoridades locais. 

Resultado de imagem para Tufão Nock-Ten
Imagem de satélite da NASA mostra a tormenta sobre as Filipinas (Foto: NASA / Via AFP Photo)

O aeroporto Ninoy Aquino de Manila, o maior e com o maior tráfego aéreo do país, é o mais afetado pelos cancelamentos. Aterrissagens e decolagens estão suspensas devido a ventos superiores a 50 nós (93 km/h).

Segundo a Aviação Civil, pelo menos 60 mil pessoas foram afetadas pelo cancelamento e atraso das operações aeroportuárias.

O tufão, que tocou terra no domingo (25) no leste da região central do país, também afetou o transporte marítimo ao deixar cerca de 12 mil passageiros parados em terra, segundo o comunicado emitido pelo departamento de emergência.


25 dezembro 2016

Chile é atingido por terremoto de 7,7 graus de magnitude

Autoridades emitiram alerta de tsunami logo após a ocorrência.


Sputnik


No domingo de natal, o Chile foi atingido por um terremoto de 7,7 graus de magnitude na Escala Richter. De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o epicentro do tremor aconteceu a 40 km de Puerto Quellon e a 33 km de profundidade — inicialmente foi informada profundidade de 14,9 km. 

Bandeira do Chile com o vulcão Villarica ao fundo.
© AFP 2016/ MARTIN BERNETTI 

O Centro de Alerta para Tsunamis do Pacífico emitiu um alerta de tsunami de até 1000 km a partir do epicentro e recomentou atenção às pessoas que vivem próximas às áreas costeiras chilenas. Segundo o Ministério do Interior e da Segurança Pública, ainda não há registro de mortos ou feridos. 

Pelo Twitter, a presidente Michelle Bachelet desejou "força e ânimo" aos atingidos e disse que protocolos de segurança estão operando.

O governo vai promover a evacuação aos moradores das praias das regiões de Biobío, Araucanía, Los Ríos e Aysén.


Dez maiores multas por desmatamento somam R$ 260 milhões, diz Greenpeace

Multas incluem crimes como desmatamento e exploração ilegal de madeira


Diário do Poder

Os dez maiores multados por destruir a Amazônia entre agosto de 2015 e julho 2016 acumularam mais de R$ 260 milhões em penalidades e a maior parte dessas multas não são pagas, segundo a ONG Greenpeace. No mesmo período, como mostrou estimativas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), houve aumento de 29% do desmatamento na região.


Entre agosto de 2015 e julho 2016 houve aumento de 29% do desmatamento na região amazônica. Foto: ABr

O valor total das multas ambientais aplicadas nos estados da Amazônia Legal no período foi R$ 1,7 bilhão. As multas incluem crimes como desmatamento, exploração ilegal de madeira, transporte ilegal de madeira e fraude no sistema.

“A questão é que, muitas vezes, o Ibama [Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis] vai até lá, aplica a multa, [mas] o problema é que a maioria dessas multas não são pagas. A pessoa que desmatou ilegalmente recebe uma multa, mas muitas vezes ela não vai sofrer nenhuma consequência com isso, é o que chamamos de impunidade”, disse Cristiane Mazzetti, da campanha de Amazônia do Greenpeace.

Segundo a especialista do Greenpeace, o país perde com o não pagamento das multas. “Olha o recurso gigantesco que o Brasil está perdendo, é um recurso que ele poderia ser investido em atividades que mantém a floresta em pé, na implementação de unidades de conservação, em atividades que garantam o fim do desmatamento, então são diversas outras atividades que poderiam se beneficiar desse recurso”.

A análise do Greenpeace indicou também que cerca de 15% do desmatamento ocorreu em áreas protegidas, que inclui unidades de Conservação e Terras Indígenas (TI). Segundo a organização não governamental, o desmatamento ocorre nas unidades de Conservação devido à falta de implementação e gestão, deixando essas áreas expostas a apropriações indevidas, desmatamento, exploração ilegal de madeira e outros crimes ambientais.

“Esse [criação de áreas protegidas] é um método bem eficaz. Embora tenha uma quantidade de desmatamento dentro dessas áreas, as unidades de conservação e terras indígenas foram muito importantes no contexto da diminuição do desmatamento no Brasil, que foi ali entre 2005 e 2012”, disse a representante do Greenpeace. (ABr)


Tartarugas surpreendem frequentadores de praias de Niterói com visita inesperada

Wilson Mendes | Extra

Se, num passeio por Boa Viagem ou Itaipu, encontrar grupinhos de pessoas olhando, hipnotizados, para o mar, não se espante. Provavelmente eles estão contemplando uma das atrações desse verão niteroiense: as tartarugas marinhas estão tomando as águas costeiras da cidade, dentro e fora da Baía de Guanabara. 


Tartarugas encantam os visitantes das praias de Itaipu e Boa Viagem, em Niterói
Tartarugas encantam os visitantes das praias de Itaipu e Boa Viagem, em Niterói Foto: divulgação

— De uns cinco meses para cá eu tenho visto muitas delas. Eu acho lindas. Acredito que elas estão crescendo para ganhar o mar, porque vejo muitas que parecem ser filhotes — diz a jornalista Maria Isabel Baptista, moradora de Boa Viagem: — Estou muito feliz com as novas vizinhas. Já são o sucesso do verão.

As tartarugas mais comuns são da espécie Chelonia mydas, conhecidas como tartarugas-verdes, e chegam muito perto do quebra-mar de Boa Viagem. Elas gostam do local por conta das pedras. Nelas e nos costões rochosos que crescem os principais alimento delas, as algas.

— São muitas mesmo. Eu já pesco aqui em Boa Viagem há anos e via algumas, mas agora encontro com mais facilidade — garante Felipe Hassan, de 32 anos, enquanto tenta tirar algum peixe do mar.

Para o professor de oceanografia da Uerj David Zee, as aparições mais frequentes das tartarugas em Boa Viagem têm explicação:

— É a época delas, primavera e verão. Também tivemos alterações nas correntes na costa do Rio, e esses animais utilizam as correntes para migrar. A baía, com muita matéria orgânica, tem muitas algas e água quente.

A bióloga marinha Larissa Araujo, do Projeto Aruanã, vinculado à UFF, que monitora os animais, confirma que a baía é reduto delas.

— As pessoas estão mais alertas, reparam mais — avalia: — Elas também são muito resistentes à poluição.

Proteção garantida

O Projeto Aruanã, do Laboratório Ecopesca da Universidade Federal Fluminense (UFF), estuda os animais. Segundo os pesquisadores, as tartarugas que frequentam as praias da região são indivíduos juvenis que utilizam nosso litoral como área de alimentação até atingirem a idade reprodutiva, que começa quando elas atingem 90 centímetros de casco.

— Realizamos um trabalho de captura intencional na Praia de Itaipu, no qual acompanhamos há anos o desenvolvimento das tartarugas que utilizam aquela região. É a oportunidade de a população ver esses animais de perto e aprenderem um pouco mais sobre sua biologia — conta Larissa Araujo: — E as pessoas ficam admiradas de descobrir que existem tartarugas em nossas praias!

Quem quiser observar (sem tocar, claro) os animais de perto, mas sem entrar na água, pode ir até a Pedra de Itapuca, além do quebra-mar de Boa Viagem. Elas costumam aparecer com frequência por lá também.

Já quem quiser ajudar a manter o trabalho de pesquisa e preservação das tartarugas pode fazer sua contribuição para o Aruanã. O projeto recebe doações de qualquer valor através da conta no Banco do Brasil: agência 3010-4, conta corrente 53.785-3, em nome de Amanda V. Wanderley.



Falta água para a lavoura, os animais e até para as pessoas na Paraíba

Já faz cinco anos que chove pouco na região.Os açudes do estado estão ficando vazios.


Neide Duarte | Globo Rural

Boqueirão, Paraíba - O sertão do Nordeste vive uma das piores secas da história. É bom lembrar que, normalmente, a estiagem é comum no Nordeste durante sete, oito meses por ano. O problema é quando não chove, ou chove pouco, nos meses em que normalmente deveria chover.


Resultado de imagem para açude boqueirão paraiba
Açude do Boqueirão

Já são cinco anos de pouca chuva nesses meses do inverno. Por isso, falta água para as plantas, animais e até para as pessoas. A Paraíba é um dos estados mais afetados pela seca.

Nos últimos 60 anos, a região que hoje é possível ver, ficava debaixo das águas do açude do Boqueirão, na Paraíba. Quando as águas represadas do Rio Paraíba foram perdendo seu volume, desde a última chuva forte em 2011, o que era submerso foi surgindo em rochas.

Atualmente o açude está com apenas 5% de sua capacidade. Ao todo, a represa já baixou mais de 20 metros.

Segundo o técnico agrícola Everaldo Jacobino, a represa vem baixando um centímetro por dia. “Nos dias com sol mais quente e ventando muito, chega a perder dois centímetros por dia. Em 60 anos de existência, é a primeira vez que ele atinge essa capacidade”.

Outra preocupação é com a qualidade da água dessa represa. Um dos problemas é a cianobactéria, que se formam com excesso de algas. Elas podem ser muito tóxicas.

As águas da represa do açude do Boqueirão abastecem Campina Grande, cidade com cerca de 400 mil habitantes e outros 18 municípios. Em Campina Grande, a água é racionada. São três dias com água e quatro dias sem água.



21 dezembro 2016

Forte terremoto atinge leste da Indonésia

EFE

Um terremoto de magnitude 6,5 atingiu, nesta quarta-feira (21), as ilhas Barat Daya, no leste da Indonésia, sem que as autoridades informassem inicialmente de vítimas ou alerta de tsunami.


Resultado de imagem para indonesia

O hipocentro do terremoto foi localizado a 158 km sob o leito do mar de Banda, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês), que registra a atividade sísmica no mundo todo.

O mesmo órgão situou o epicentro a 278 km de Díli, capital do Timor-Leste, e a 372 km de Atambua, na província de Sonda Oriental.

No dia 26 de dezembro de 2004, um terremoto em águas indonésias formou um tsunami que levou destruição a diversos países banhados pelo Oceano Índico, causando mais de 226 mil mortes.

A Indonésia fica no chamado "Anel de Fogo do Pacífico", uma área de grande atividade sísmica e vulcânica sacudida por cerca de 7 mil tremores por ano.



20 dezembro 2016

Terremoto no Equador deixa mortos

Até o momento, duas mortes foram confirmadas. Hotéis em área turística ficaram destruídos.


Reuters


Um terremoto de magnitude 5,8 atingiu a costa do Equador no início desta segunda-feira (19), matando duas pessoas e deixando 15 feridos. De acordo com as autoridades, as atividades da refinaria de petróleo de Esmeraldas foram suspensas. Três hotéis na área foram destruídos e outras construções sofreram danos substanciais. 

Resultado de imagem para terremoto equador
Destruição causada pelo terremoto no Equador

O instituto geológico do país registrou o tremor na costa de Atacames, na província de Esmeraldas, a noroeste da capital Quito. O terremoto foi seguido por 15 réplicas de menor intensidade.

O presidente Rafael Correa se reuniu com autoridades locais na região, que já havia sofrido um terremoto de magnitude 7,8 este ano, quando 670 pessoas morreram e milhares ficaram desabrigadas.

"Lamentamos que uma senhora de 75 anos tenha sofrido um ataque cardíaco devido ao terremoto", disse a secretária nacional de resposta a desastres Susana Duenas a uma rádio local. Não havia informações sobre a segunda pessoa que morreu. 

A refinaria de Esmeralda, que tem capacidade de refinar 110 mil barris por dia, teve os trabalhos suspensos por precaução, disse à Reuters Pedro Merizalde, presidente da estatal Petroecuador. Ele afirmou que a infraestrutura da refinaria seria checada e que a paralisação deve durar dois dias.

Forte terremoto sacode sul das Ilhas Salomão

Tremor atingiu magnitude 6,7. Não há informações sobre vítimas ou danos materiais.


EFE

Um terremoto de magnitude 6,7 atingiu nesta terça-feira (20) as águas do sul das Ilhas Salomão, no Oceano Pacífico. As autoridades locais não informaram sobre vítimas ou danos materiais. 

Resultado de imagem para ilhas salomão

O Centro de Alertas de Tsunami do Pacífico não emitiu alerta de ondas gigantes.

O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês), que monitora a atividade sísmica no mundo todo, localizou o hipocentro a 35 km de profundidade e a 80 km da cidade de Kirakira, no sul da ilha de Makira.

Em abril de 2007, um terremoto de magnitude 8,1 gerou um tsunami que causou cerca de 30 mortes e devastou boa parte da ilha de Gizo, no oeste do país. 

As Ilhas Salomão estão situadas sobre o chamado Anel de Fogo do Pacífico, uma área de grande atividade sísmica e vulcânica sacudida por aproximadamente 7 mil tremores por ano, a maioria moderados.


19 dezembro 2016

Tremor de 5,4 graus atinge o Equador

Terremoto foi registrado a 14 km da região de Propicia nesta segunda-feira (19). Ainda não há informações sobre danos ou vítimas.


Por G1, em São Paulo


Um terremoto de 5,4 graus de magnitude atingiu o Equador na madrugada desta segunda-feira (19). Ainda não há informações sobre possíveis danos ou vítimas e alerta de tsunami. 

Resultado de imagem para propicia equador

De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, da sigla em inglês), o tremor ocorreu por volta das 2h11 no horário local (5h11 em Brasília) e teve seu epicentro a 14 km da região de Propicia com profundidade de 10 km.



18 dezembro 2016

Terremoto de 6 graus de magnitude sacode leste das Ilhas Salomão

Até o momento não houve alerta de tsunami para a região. Também não há informações de danos ou vítimas até agora.


EFE

Um terremoto de magnitude 6 sacudiu neste domingo (18) as águas a leste das Ilhas Salomão, no oceano Pacífico, sem que as autoridades tenham informado inicialmente de vítimas ou danos materiais.

Imagem relacionada
Ilhas Salomão

O Centro de Alertas de Tsunami do Pacífico não emitiu nenhum alerta. O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), que vigia a atividade sísmica no mundo todo, localizou o hipocentro a 39 quilômetros de profundidade e a 83 quilômetros a oeste da cidade de Kirakira.

Em abril de 2007, um terremoto de magnitude 8,1 gerou um tsunami que matou 30 pessoas e arrasou boa parte da ilha de Gizo, no oeste do país.

As Ilhas Salomão ficam sobre o chamado Anel de Fogo do Pacífico, uma área de grande atividade sísmica e vulcânica sacudida por cerca de 7.000 tremores por ano, a maioria moderados.


08 dezembro 2016

Forte terremoto atinge costa da Califórnia

Um terremoto de magnitude 6,8 foi registrado nesta quinta-feira (8) próximo à costa do estado americano da Califórnia, relata o Serviço Geológico dos EUA (USGS).


Sputnik


Os sismos aconteceram por volta das 14h49 pelo horário local. O epicentro do tremor foi localizado a 167 km da cidade de Ferndale, a uma profundidade de 10 km. 



Não há informações sobre danos ou vítimas até o momento.


Mega terremoto de 8,1 nas Ilhas Salomão ativa alerta de tsunami no Pacífico

Um terremoto de magnitude 8,1 sacudiu nesta quinta-feira (8) as Ilhas Salomão, um país insular independente situado na Oceania, na Melanésia, ativando um alerta de tsunami para toda a região. 


Sputnik

​O Centro de Alerta de Tsunamis do Pacífico (PTWC, na sigla em inglês) emitiu um alerta de tsunami para as Ilhas Salomão, bem como para Vanuatu, Papua Nova Guiné, Nauru, Nova Caledônia, Tuvalu e Kosrae. O Havaí também está sob risco, segundo a entidade.


O epicentro foi localizado 63 km a sudoeste da cidade de Kirakira, capital da província de Makira-Ulawa, a uma profundidade de 40 quilômetros.

O terremoto ocorreu às 17h39 UTC (15h39 no horário de Brasília) e, de acordo com o alerta emitido pelo PTWC, a primeira onda gigante atingiria Kikarika às 18h07 UTC (16h07 no horário de Brasília).
A entidade alertou que ondas perigosas são esperadas em uma área de pelo menos 300 quilômetros ao redor do epicentro do terremoto.

China é atingida por terremoto de magnitude 6,2

Um terremoto de magnitude 6,2 sacudiu a região autônoma de Xinjiang. A informação foi divulgada pelo Serviço Sismológico da China.


Sputnik


Antes, a agência Xinhua havia informado sobre um tremor de terra de magnitude 6,4 graus, de acordo com dados prévios. 

Terremoto em Xinjiang, na China.
Terremoto em Xinjiang, China © AFP 2016/ STR

Os abalos ocorreram às 13h15 (8h15 tempo local), no distrito de Hutubi da região autônoma de Changji Hui. O epicentro localizou-se na profundidade de 6 quilômetros. 

Até o momento não há relatos de vítimas e danos na região.


06 dezembro 2016

Juiz de MT manda bloquear R$ 108 milhões do ministro Eliseu Padilha e de sócios

Ministro Eliseu Padilha e sócios causaram danos ambientais, diz decisão.

Além disso, gado é criado em fazendas localizadas em parque ambiental.


Pollyana Araújo e André Souza | G1 MT

A Justiça de Mato Grosso determinou o bloqueio de R$ 108 milhões em bens do ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, e de mais cinco sócios dele em duas fazendas localizadas no Parque Estadual Serra Ricardo Franco, em Vila Bela da Santíssima Trindade, a 562 km de Cuiabá, por degradação ambiental. Cabe recurso das decisões.


O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, durante coletiva antes de participar do debate 'O Futuro e os Desafios do Brasil', no Grand Hotel Hyatt, na Zona Sul de São Paulo (Foto: Hélvio Romero/Estadão Conteúdo)
O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, é sócio-proprietário de uma fazenda em Vila Bela da Santíssima Trindade (Foto: Hélvio Romero/Estadão Conteúdo)

Por meio de assessoria, Eliseu Padilha informou que foram bloqueados da conta bancária dele R$ 2.067. "Tomei conhecimento da existência de duas ações civis públicas em Vila Bela da Santíssima Trindade, que tratariam de desmatamentos que nunca fiz. Em decorrência, foi bloqueada minha conta corrente bancária com o saldo de R$ 2.067,12, originário de minha aposentadoria. Tão logo tenha conhecimento dos processos manejarei os recursos competentes para demonstrar que tais ações são improcedentes", declarou, em nota.

As decisões do juiz Leonardo de Araújo Costa Timiati, da Vara Única daquele município, foram dadas no dia 30 de novembro. Conforme o magistrado, os montantes bloqueados devem servir para a recuperação das áreas degradadas.

A Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema) identificou o desmate irregular de 82,75 hectares na Fazenda Paredão, sem autorização ou licença ambiental. Por causa dos danos, o magistrado mandou bloquear R$ 69.896.312,85 em bens do ministro e de outros seis sócios dele.

Já na Fazenda Cachoeira foi constatado o desmatamento irregular de 735 hectares na área rural, sem autorização ou licença expedida pela Sema, além do uso de ocupação do solo em desacordo com o Sistema Nacional de Unidade de Conservação (Snuc). Por causa da devastação, foi lavrado pela Sema um auto de infração, segundo a decisão. Pelos danos ambientais causados nessa área, o juiz determinou o bloqueio de R$ R$ 38,2 milhões em bens do ministro e de outras quatro pessoas.

Irregularidades

 
Na decisão consta que, conforme o Cadastro Ambiental Rural (CAR), Padilha e os outros são proprietários da Fazenda Cachoeira.

"O desflorestamento em questão foi praticado de forma totalmente ilegal, na medida em que a área encontra-se nos limites da Unidade de Conservação Parque Estadual Serra de Ricardo Franco, local em que se admite apenas o uso indireto dos recursos naturais", diz trecho da decisão em caráter liminar.

No despacho, o juiz reforça que o parque criado em 1997 constitui em uma unidade de conservação que pertence ao grupo de proteção integral, ou seja, no espaço apenas pode ser feito o uso indireto com ações de turismo ecológico, com passeios, trilhas e educação ambiental. A reserva também "serve de refúgio para espécies endêmicas e abriga um ecossistema de valor inestimável para a humanidade".

Além do desmatamento irregular, os proprietários da fazenda utilizavam a área para a criação de gado, sem autorização.

Desse modo, a Justiça determinou o fim imediato de todas as atividades que lesem o meio ambiente, sob pena de multa diária de R$ 100 mil, e a retirada do rebanho da propriedade no prazo de 60 dias, também sob risco de multa do mesmo valor. No prazo de cinco dias da retirada do gado da fazenda, os proprietários devem informar à Justiça e apresentar uma cópia das Guias de Trânsito Animal (GTA).

No entanto, o juiz considerou a dificuldade da reparação dos danos ambientais, apesar do bloqueio de bens em busca de reparar os danos.

"O dano ambiental causado, bem como sua continuação, verdadeiramente traduzem lesão grave. Consequentemente, a reparação do dano ao meio ambiente é extremamente difícil, quando não impossível, e, por isso todos, os esforços devem ser envidados para assegurar que a reparação integral seja efetivamente realizada, inclusive com a reparação extrapatrimonial", pontuou.

Para o bloqueio de bens, foram encaminhados ofícios aos cartórios de registro de imóveis dos municípios de Vila Bela da Santíssima Trindade, Pontes e Lacerda (MT), Novo Santo Antônio (MT), Colniza (MT), Nova Lacerda (MT), Comodoro (MT), Cuiabá, Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Goiânia, Florianópolis, Porto Alegre e Belo Horizonte para que certifiquem a existência de bens imóveis registrados em nome do ministro e dos outros sócios e decretem a indisponibilidade, assim como ao Banco Central e ao sistema de Restrições Judiciais de Veículos Automotores, o Renajud.

Também foram comunicadas as Juntas Comerciais de Mato Grosso, de Santa Catarina, do Rio Grande do Sul, de São Paulo, do Rio de Janeiro e do Distrito Federal para a indisponibilidade de todas as ações e/ou cotas sociais das empresas das quais Padilha e os sócios sejam administradores ou tenham cotas ou ações.

O Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT) também deverá informar à Justiça o número de cabeças de gado registradas em nome dos requeridos.

Padilha e os sócios ainda deverão em 60 dias, a contar da data da notificação, apresentar um plano de recuperação de área degradada, com base nas diretrizes indicadas pela Secretaria de Meio Ambiente, e, 30 dias após a aprovação, deverão comprovar a execução desse plano. A recuperação da área deve ser acompanhada pelos órgãos ambientais responsáveis.

Outro lado

 
Em nota, o ministro Eliseu Padilha alega que não cometeu nenhum crime ambiental e que não extraiu árvores da propriedade. Confira a nota na íntegra:

"Surpreendeu-me dois fatos que aconteceram hoje. Primeiro, a existência de duas ações civis públicas, no estado de Mato Grosso, em Vila Bela da Santíssima Trindade, tratando de desmatamentos, e correlacionando meu nome. Segundo, tomar conhecimento destas, saber que buscavam um bloqueio de mais de R$ 100 milhões em contas correntes minha e de outras pessoas.

O Senhor Juiz, surpreendentemente, deferiu, liminarmente, sem me ouvir, o bloqueio de meus bens, que estão declarados em meu imposto de renda. Tudo que eu tenho está disponível ao conhecimento de qualquer cidadão. Diferentemente do que está sendo noticiado, não foi bloqueada dita importância em minha conta corrente bancária, até porque o saldo dela era de R$ 2.067,12, que foi bloqueado.

O Senhor Juiz deferiu uma medida extrema, no primeiro ato processual sem ouvir as partes. Tal despacho não é uma sentença é uma liminar no início do processo, no qual creio que no final a decisão será pela improcedência de ambas as ações.

Vamos contestar as ações, produzir as nossas provas e cremos que ambas serão julgadas improcedentes, pois confiamos na capacidade do Poder Judiciário em fazer a verdadeira justiça.

Não cometi nenhum crime ambiental. Não extrai uma só árvore na propriedade em questão. Isto tudo restará provado quando da decisão final".




05 dezembro 2016

Terremoto de 6 graus sacode ilha indonésia de Flores

País fica no Anel de Fogo do Pacífico, região de grande atividade sísmica e vulcânica


EFE


Um terremoto de magnitude 6 sacudiu nesta segunda-feira (5) as águas do mar de Flores, ao sul da ilha indonésia do mesmo nome, sem que as autoridades tenham informado inicialmente sobre vítimas ou danos materiais. 

Imagem relacionada
Mar de Flores, Indonésia

O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês) situou o epicentro a 522 km de profundidade sob o leito marinho e a 148 km a nordeste da cidade de Maumere, na província de Nusa Tenggara Oriental.

A Indonésia fica no chamado Anel de Fogo do Pacífico, uma região de grande atividade sísmica e vulcânica na qual todo ano são registrados cerca de 7 mil terremotos, a maioria moderados.

Em 2004, um forte terremoto no norte de Sumatra gerou um tsunami que causou mais de 226 mil mortos em 12 países banhados pelas águas do oceano Índico.

30 novembro 2016

Desmatamento na Amazônia dispara e chega a quase 8 mil km²

Perda da floresta aumentou 29% entre agosto de 2015 a julho deste ano


Diário do Poder

O desmatamento na Amazônia disparou no último ano, chegando a 7.989 km², o equivalente a mais de cinco vezes a área do município de São Paulo. É o mais alto valor desde 2008, ano em que o combate ao problema se tornou mais efetivo e as taxas anuais de perda da floresta começaram, gradualmente, a cair. E é a primeira vez desde 2010 que a destruição do bioma supera a marca dos 7 mil km². 


Mato Grosso foi um dos campeões de perda da floresta no período de agosto do ano passado a julho deste ano (Foto: Ibama)

Os dados do Prodes, sistema de monitoramento por satélite que fornece o balanço anual do desmatamento na região, foram divulgados nesta terça-feira (29) pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O valor observado entre agosto de ano passado e julho deste ano (período em que é medido o desmatamento) é 29% maior que o período de agosto anterior, que tinha registrado perda de 6.207 km².

É o segundo aumento consecutivo. O desmatamento de agosto de 2014 a julho de 2015 já tinha sido 24% maior do que o do período de agosto de 2013 a julho de 2014.

O governo federal já trabalhava há alguns meses com a expectativa de que a perda da floresta iria subir muito além da média que tinha se estabelecido nos últimos anos e já estudava novas medidas para o combate ao desmatamento. Na manhã desta terça, o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, apresentou algumas dessas propostas, com novidades no Cadastro Ambiental Rural.

O líder de destruição da floresta foi o Estado do Pará, com 3.025 km², seguido de Mato Grosso, com 1.508 km², e Rondônia, com 1.394 km². Na comparação com o ano anterior, porém, merecem destaque o Amazonas, que teve um aumento de 54% no desmatamento (passando de 712 km² para 1099 km²); seguido de Acre, 47% de aumento (de 264 km² para 389 km²) e o próprio Pará (aumento de 41% - a perda em 2015 tinha sido de 2.153 km²).

No evento da manhã, Sarney Filho já tinha antecipado que houve um aumento do desmatamento na Amazônia nos últimos meses de governo Dilma Rousseff e no começo do mandato de Michel Temer, mas sem citar números.

Causas


“Isso se deu por várias razões. Mas nós estamos retomando o controle do desmatamento e temos certeza que essa tendência será revertida”, afirmou. “Embora seja uma herança, não vamos pelo caminho fácil de dizer que a responsabilidade é da gestão anterior. Temos de nos ater aos pontos fundamentais e dizer que os Estados também têm responsabilidade.”

O coordenador de políticas públicas do Greenpeace, Márcio Astrini, citou entre as causas do aumento do desmatamento ações tomadas pelo governo federal entre 2012 e 2015, como a anistia de multas por desmatamento ilegal, o abandono de áreas protegidas - reservas ambientais e territórios indígenas - e o anúncio “vergonhoso” das autoridades de zerar o desmatamento apenas em 2030. “A gente vê a floresta sendo morta a prazo”, disse.

No evento, Sarney Filho anunciou que dará concessões para exploração da Floresta Nacional do Caxiuanã, no nos municípios paraenses de Portel e Melgaço, uma área total de 176 mil hectares às madeireiras Benevides Madeiras Ltda e Cemal Comércio Ecológico de Madeiras. O Serviço Florestal Brasileiro (SFB), órgão responsável pelas concessões, não especificou quais madeiras serão arrancadas da floresta. As concessões florestais, instituídas por lei em 2006, tinham objetivo de combater o desmatamento.

Mas, especialmente no caso das concessões dadas pelos governos dos Estados, os planos de exploração apenas serviram para legalizar a destruição da floresta. A fiscalização é um gargalo no setor. (AE)




28 novembro 2016

USP identifica contaminação em área de recarga do Aquífero Guarani em SP

Substâncias tóxicas estão no fundo de lagoa na zona leste de Ribeirão Preto.
Em longo prazo, lixo depositado no local pode prejudicar reserva, diz DAEE.


Do G1 Ribeirão e Franca

Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), da Universidade de Brasília (UnB) e da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) encontraram substâncias tóxicas na Lagoa do Saibro, importante área de recarga do Aquífero Guarani, em Ribeirão Preto (SP).


Pesquisador alerta para o perigo de contaminação dos peixes na Lagoa do Saibro (Foto: Reprodução/EPTV)
Pesquisador alerta para o perigo de contaminação dos peixes na Lagoa do Saibro (Foto: Reprodução/EPTV)

Apesar de o estudo não apontar se os contaminantes já atingiram a maior reserva de água doce da América do Sul, o resultado alerta para o risco de que isso aconteça no futuro, uma vez que os produtos podem penetrar no solo.

Além disso, a pesquisa destaca que a contaminação está diretamente relacionada ao descarte inadequado de lixo na lagoa, como produtos eletrônicos, computadores, televisores, fiação elétrica, pilhas e até material hospitalar.

O pesquisador e docente do curso de química da USP Daniel Junqueira Dorta explicou que, a partir da coleta de materiais sedimentados no fundo do lago, foi possível identificar a presença de compostos químicos chamados “éteres difenílicos polibromados” (PBDEs).

“A gente encontrou substâncias que são utilizadas pela indústria para evitar que os bens de consumo peguem fogo. Uma vez jogados no ambiente, essas substâncias vão se soltar desse produto, seja ele têxtil ou eletrônico, e acabar contaminando a lagoa”, afirmou.

Dorta disse que estudos anteriores já apontavam a presença de agrotóxicos e praguicidas no fundo da Lagoa do Saibro, que acabaram infectando os peixes. Por isso, a recomendação é que os moradores não pesquem e nem consumam a água do local.

“É uma situação problemática, principalmente porque nessa região a gente encontra várias pessoas pescando e, com certeza, os peixes estão contaminados. Essas substâncias se acumulam e são persistentes, não se degradam facilmente”, explicou.

Ainda segundo Dorta, pesquisas já demonstraram que os PBDEs podem provocar graves problemas de saúde, como alterações hormonais, deficiência de aprendizagem e memória, além de induzir o crescimento de órgãos reprodutivos femininos.

“Ela causa uma disfunção hormonal, ou seja, altera a resposta do organismo aos hormônios em geral e causa problemas reprodutivos, de tireoide, porque elas agem como se fossem o hormônio, vai fazer o mesmo efeito”, disse.

Não há contaminação

 
Diretor regional do Departamento de Águas e Energia Elétrica de São Paulo (DAEE), o engenheiro Carlos Eduardo Alencastre reconheceu a importância do estudo, mas destacou que não há comprovação sobre a contaminação do Aquífero Guarani.

“Não está acontecendo isso. Não temos nenhuma pesquisa que foi realizada, nenhum resultado laboratorial, que indique que a água que nós consumimos em Ribeirão Preto tem algum problema. Isso não existe”, reforçou.

Por outro lado, Alencastre afirmou que o descarte inadequado de lixo pode prejudicar o solo e a lagoa. Por esse motivo, o diretor disse que o poder público deve manter constante fiscalização e vigilância, principalmente em áreas de preservação e recarga do aquífero.

“O lixo não pode ser descartado em qualquer lugar, principalmente o lixo que pode servir para coleta seletiva e que pode chegar até o Aquífero Guarani. Ainda não chegou, mas pode estar a caminho, se a população tiver o hábito de lançar em local inapropriado”, concluiu.



23 novembro 2016

Água potável chega a aldeia de barco após vazamento de óleo em rio de MT

Mancha de óleo no Rio Teles Pires foi avistada na divisa com o Pará.

Índios da etnia Kayabi estão recebendo galões de água há uma semana.


André Souza | G1 MT

Há uma semana, a água consumida pelos índios da aldeia Dinossauro, no município de Apiacás, a 1.055 km de Cuiabá, chega através de barco, segundo o cacique da aldeia indígena Dinossauro, Tawari Kaiabi. A medida foi adotada após um vazamento de óleo no Rio Teles Pires, na divisa com o estado do Pará no domingo (13). O Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama-MT) investiga o vazamento.


Galões de água são levados até as aldeias de barco (Foto: Tawari Kaiabi/Arquivo Pessoal)
Galões de água são levados até as aldeias de barco (Foto: Tawari Kaiabi/Arquivo Pessoal)

A mancha de óleo foi localizada durante sobrevoo. A área onde o óleo foi detectado fica próxima à construção de uma usina hidrelétrica e de aldeias indígenas.

Os galões de água mineral foram disponibilizados pela empresa de Energia São Manoel, responsável pela construção da hidrelétrica. A medida já era prevista e faz parte de um estudo de impacto ambiental feito pela empresa.

Segundo o cacique Tawari Kaiabi a aldeia foi afetada diretamente pelo vazamento de óleo. “Não podemos mais consumir a água do rio, nem pescar para comer. Nosso modo de vida foi alterado”, disse.

Além da falta de água, o chefe da aldeia contou que a saúde dos índios foi afetada após o vazamento de óleo. “Depois do vazamento as crianças e os adolescentes estão com diarreia e nossa suspeita é que tenha sido causada pela contaminação”, disse, explicando que tenta convencer os indígenas a não consumirem a água.

De acordo com Tawari, a empresa tem disponibilizado a cada três dias, 80 galões de água mineral. A maior preocupação do cacique, no entanto, é com o prazo com que a água vai ser disponibilizada. “Eles só vão mandar durante 30 dias. E nós sabemos que o estrago não vai durar só isso”, declarou.

Mancha de óleo

 
De acordo com o Ibama, a mancha de óleo foi avista por equipes que faziam a fiscalização em áreas de desmatamento na região. Os sobrevoos foram feitos para saber a extensão da mancha de óleo. “Era uma mancha única e foi avistada até uns 5 km da barragem da usina”, disse César Soares, responsável pelo Núcleo de Emergência Ambientais do Ibama.

O órgão ainda investiga a origem do óleo. “Não sabemos se a mancha é proveniente da construção da usina ou se foi expelida de balsas garimpeiras da região”, afirmou Soares. A mancha, ainda segundo o Ibama, desapareceu na terça-feira (15). A Polícia Federal também deve apurar o caso.

Segundo a antropóloga Fernanda Silva, do Fórum Teles Pires, existem pelo menos 15 aldeias indígenas ao longo do rio.




18 novembro 2016

COP 22: a insustentável leveza de Blairo Maggi em Marrakech

Ministro da Agricultura é protagonista de reclamações, elogios, contestações e comparações no mínimo polêmicas


Por Reinaldo Canto direto de Marrakech para a Envolverde e Projeto Cásper Líbero na COP 22

Nesta segunda e última semana da COP 22 teve início o chamado Segmento de Alto Nível. Nesta fase, a chefia da delegação brasileira está a cargo do Ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, mas quem tem agitado a participação do Brasil é o nosso Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi. 


http://www.envolverde.com.br/wp-content/uploads/Blairo-Magi.jpg
Ministro da Agricultura Blairo Maggi

Em suas intervenções, sejam elas para o público brasileiro ou em painéis com representantes estrangeiros, Maggi, tem sido bastante veemente em defender o agronegócio brasileiro e discordar de posicionamentos caros aos ambientalistas.

Apesar de reconhecer as mudanças climáticas como algo “comprovado cientificamente e um grande risco para a produção de alimentos no país” e sentir na pele, como proprietário rural, “estão quebrando safras como eu nunca vi antes” e refletir sobre o futuro “como meus filhos e netos vão fazer agricultura nesse clima?” Maggi não deixa de contestar as reservas legais definidas no Código Florestal e cujo seu Ministério é um dos principais guardiões, “imagine um hotel que tenha 100 quartos, mas que só possa comercializar 20 unidades. As outras 80 ele tem que manter fechadas”, fazendo menção às propriedades rurais existentes no bioma amazônico que precisam manter 80% de suas áreas preservadas. O ministro só não explicou porque uma lei como essa seria válida para um hotel. Quais razões haveria para uma interdição absolutamente sem nexo? Já a definição das regras para as reservas legais foi exaustivamente debatida no Congresso Nacional e faz todo o sentido no contexto ambiental.

O ministro tem reclamado do posicionamento dos países ricos quanto à falta de reconhecimento dos esforços brasileiros para conservar áreas florestais e, portanto, contribuindo para evitar a emissão de gases de efeito estufa. Segundo ele, “outros grandes produtores de alimentos como Estados Unidos, Argentina e Canadá não possuem reservas legais como nós, mas isso não nos trás vantagens”. Nesse caso, Maggi considera um problema assumirmos esse “ônus”, enquanto outros países não o fazem e desconsidera os serviços ambientais prestados pelas florestas, inclusive, para a produção de alimentos.

Outra polêmica de Maggi foi causada quando ele contestou o número de ativistas ambientais assassinados. O país lidera o ranking, segundo a ONG Global Witness, com 50 assassinatos (http://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2016-06/brasil-lidera-ranking-de-mortes-de-ambientalistas-em-2015-diz-ong). Para o ministro, esses números não refletem a realidade, pois muitas dessas mortes foram causadas por conflitos que nada tem a ver com ativismo ou disputa por terras, “quando se vai fundo nas investigações, descobre-se que as razões das mortes foram outras”.

Mesmo representando o governo que recentemente ratificou o Acordo de Paris (assinado pelo Presidente Michel Temer) Blairo Maggi se mostra preocupado com o que o Brasil se comprometeu, “de onde virão os 40 bilhões de dólares que deverão custar a restauração de 12 milhões de hectares e a recuperação de 15 milhões de hectares de pastagens?”. Aliás, nesse caso, ele é acompanhado pelos ambientalistas que também tem dúvidas quanto à origem dos recursos para uma demanda dessa proporção.

Para não parecer um estranho no ninho ao fazer questionamentos às ações previstas para o combate às mudanças climáticas no Brasil e no mundo em plena conferência do clima, nosso ministro estende as mãos aos ambientalistas, cuja ação ele faz questão de elogiar, “produtores e ambientalistas agora andam juntos”. 


Então, estamos todos no mesmo barco. Entendido?


14 novembro 2016

Samarco registra tremor de baixa magnitude em área de barragens

Abalo no Complexo de Germano ocorreu no dia 2 de novembro, às 15h02.
Pela 1ª vez após rompimento foi preciso adotar protocolo de segurança.


Do G1 MG

Um tremor de terra de baixa magnitude foi registrado na área das barragens da Samarco em Mariana, na Região Central de Minas Gerais, às 15h02 do dia 2 deste mês, de acordo com a mineradora – cujas donas são a Vale e a BHP. A empresa informou que não houve nenhum carreamento de rejeitos em função do tremor e que as estruturas estão estáveis.


Barragem Germano é monitorada após rompimento das barragens do Fundão e Santarém em Mariana, na Região Central de Minas. (Foto: Raquel Freitas/G1)
Barragens são monitoradas em Mariana, na Região Central de Minas (Foto: Raquel Freitas/G1)

O abalo foi registrado no acelerômetro – equipamento que detecta a movimentação do solo em regiões delimitadas – instalado na área das barragens do Complexo de Germano. A ocorrência foi informada pela Rádio Itatiaia e confirmada nesta sexta-feira (11) pela Samarco. A mineradora não informou a magnitude do tremor, registrado dias antes de a tragédia de Mariana completar um ano.

De acordo com o Observatório Sismológico da Universidade de Brasília, o abalo teve magnitude 2,7, que é considerada baixa e não provoca danos.

Em 5 de novembro de 2015, uma das barragens do complexo se rompeu, deixando 19 mortos. Na região, tremores já haviam sido registrados, mas investigações sobre o desastre não apontam os episódios como causa. Veja a cobertura de um ano do desastre de Mariana

A mineradora informou que, após o rompimento, este é o primeiro tremor registrado que levou à adoção do protoloco de segurança. Como parte do procedimento, na data, foram evacuadas as áreas internas próximas das barragens por cerca de 1h, tempo necessário para uma inspeção visual de todas as estruturas. Após esse período, os trabalhadores que estavam no local retomaram normalmente suas atividades.

A empresa informou que as estruturas são monitoradas 24 horas. Ainda segundo a Samarco, além do acelerômetro, o monitoramento é feito também por meio de radares, via satélite, piezômetros – equipamentos que indicam o nível de água na barragem – e inclinômetros.


Vale, BHP e Samarco devem depositar R$ 1,2 bilhão para recuperar danos

Decisão da Justiça Federal determina ainda outras 2 medidas das empresas.
Multa diária para descumprimento é de R$ 1,5 mi; desastre completou um ano.


Do G1 MG


A Justiça Federal em Minas Gerais determinou que a Samarco e as suas proprietárias, Vale e BHP Billiton, depositem, em um prazo de 30 dias, o valor de R$ 1,2 bilhão para a execução do plano de recuperação integral dos danos causados pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, em novembro de 2015. A decisão da juíza Rosilene Maria Clemente de Souza Ferreira, da 12ª Vara Federal da Seção Judiciária de Belo Horizonte, é do dia 4 de novembro e estipula uma multa diária de R$ 1,5 milhão em caso de descumprimento.


06/11 - Destroços de construções são vistos em meio a lama após o rompimento de uma barragem de rejeitos da mineradora Samarco no Distrito de Bento Rodrigues, no interior de Minas Gerais (Foto: Felipe Dana/AP)
Destroços de construções do que era Bento Rodrigues são vistos em meio a lama após o rompimento de  barragem (Foto: Felipe Dana/AP)

O desastre que causou a morte de 19 pessoas completou um ano no último dia 5 de novembro. A lama atingiu o Rio Doce, chegando ao litoral do Espírito Santo. O rompimento da barragem da Samarco é considerado o maior desastre ambiental da história do Brasil.

A decisão determina ainda que as mineradoras devem comprovar em 90 dias que os vazamentos de rejeitos foram definitivamente estancados. Além disso, conforme a Justiça, as empresas têm um prazo de seis meses para apresentar estudos conclusivos sobre o plano de ação e viabilidade da retirada da lama depositada nas margens do Rio Doce, afluentes e foz.

"Quanto ao estancamento do vazamento de rejeitos que ainda se encontram na barragem rompida, considero que não há nos autos prova definitiva de que não há mais vazamento e nem de que as medidas que estão sendo tomadas são totalmente eficazes para esse fim", escreve a magistrada na decisão.

A ação civil pública foi movida pela União, pelos governos de Minas Gerais e do Espirito Santo e por órgãos ambientais federais e estaduais. Um ano após o rompimento da barragem de Fundão, o rejeito de minério ainda encobre áreas devastadas. Milhões de metros cúbicos da lama seguem espalhados, deixando marcas no meio ambiente.

A Samarco informou que tomou conhecimento da decisão e estuda eventuais medidas. A empresa reafirmou que está cumprindo com suas obrigações e compromissos assumidos no Termo de Transação e de Ajustamento de Conduta (TTAC).

Em agosto, uma decisão da Quinta Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) anulou a homologação do acordo. O termo, que prevê um fundo de R$ 20 bilhões para recuperação da bacia do Rio Doce, foi assinado em março deste ano e homologado cerca de dois meses depois.

Em nota divulgada à época da anulação da homologação do acordo, a Samarco informou que o termo prevê uma série de programas socioambientais e socioeconômicos de recuperação e esclareceu, assim como a Vale, que a anulação de sua homologação não afetava as obrigações do acordo.

A Vale informou nesta manhã que vai recorrer da decisão e acrescentou que continuará adotando todas as medidas para assegurar seu direito de defesa dentro dos prazos legais. A empresa disse ainda que manterá o apoio à Samarco para que continuem sendo adotadas as medidas de reparação.

Em nota, a anglo-australiana BHP Billiton disse que não foi oficialmente notificada da ação e diz que continua a apoiar a Fundação Renova e Samarco nas atividades de recuperação ambiental e no cumprimento de ações previstas no acordo entre a União, os estados de Minas Gerais e do Espírito Santo e as empresas.
 

 

Samarco terá que contratar perícia emergencial em área de barragem

Justiça Federal atendeu a pedido do Ministério Público.
Com decisão, caberá à mineradora comprovar a contenção do vazamento.


Do G1 MG

A Justiça Federal em Minas Gerais atendeu ao pedido do Ministério Público Federal (MPF) para que a mineradora Samarco faça com urgência uma perícia para verificar se a lama de rejeitos de minério de ferro ainda vaza na barragem de Fundão, em Mariana, na Região Central de Minas Gerais. A decisão desta sexta-feira (12) é da juíza Rosilene Maria Clemente de Souza Ferreira, da 12ª Vara Federal da Seção Judiciária de Belo Horizonte.


Rio Gualaxo do Norte, em Gesteira, distrito de Barra Longa que ainda acumula lama de Fundão (Foto: Raquel Freitas/G1)
Rio Gualaxo do Norte, em Gesteira, distrito de Barra Longa que ainda acumula lama de Fundão (Foto: Raquel Freitas/G1)

O rompimento da barragem ocorreu em 5 novembro do ano passado, matando 19 pessoas. Passado um ano do desastre, o MPF afirma que ainda não está comprovado que houve estancamento do vazamento da barragem e se as medidas que estão sendo tomadas pela mineradora são eficazes. Por isso, a procuradoria aponta como necessária a realização de prova pericial emergencial.

Para realizar a perícia, a juíza nomeou um especialista no assunto e professor de mecânica dos solos e fundações.

“Verificou-se que não há prova definitiva de que houve o estancamento do vazamento de rejeitos que ainda se encontram na barragem rompida nem de que as medidas que estão sendo tomadas são totalmente eficazes para esse fim”, diz trecho do documento.

Com isso, a juíza inverte o ônus da prova, cabendo à Samarco comprovar a contenção do vazamento. “A inversão do ônus da prova é prevista no artigo 6º, VIII, do Código de Defesa do Consumidor, mas possui aplicação subsidiária nas demandas ambientais, com fundamento no Princípio da Precaução. Tal princípio surge quando não há informação científica suficiente sobre a questão ambiental ou quando há dúvidas sobre os efeitos potencialmente perigosos sobre o ambiente e a saúde dos indivíduos”, fundamentou a juíza.

A assessoria de imprensa da Samarco informou que ainda não foi notificada da decisão da Justiça.