19 outubro 2015

Filipinos tentam escapar do tufão Koppu

Tufão deixou 16 mortos e obrigou milhares a abandonar suas casas.
Ele perdeu força, mas ainda provoca chuvas torrenciais e inundações.


France Presse

Filipinos refugiados nos telhados de suas casas inundadas aguardavam por ajuda nesta segunda-feira (19), ao mesmo tempo que o tufão Koppu devastava a região norte do país pelo segundo dia.

Tufão Koppu provocou inundações ao norte de Manila, capital das Filipinas, na manhã desta segunda-feira (19) (Foto: Bullit Marquez/AP)Tufão Koppu provocou inundações ao norte de Manila, capital das Filipinas, na manhã desta segunda-feira (19) (Foto: Bullit Marquez/AP)

O tufão, que tocou a terra no domingo (18) na costa oriental de Luzon, a principal ilha das Filipinas, deixou ao menos 16 mortos e obrigou milhares de pessoas a abandonar suas casas.

Entre elas figuram sete pessoas que morreram quando uma balsa virou, três residentes da província costeira na qual Koppu tocou terra na manhã de domingo e um menino que foi atingido pela queda de uma árvore, indicaram as autoridades locais e nacionais.

O Koppu se deslocava lentamente para o norte. O tufão perdeu força nas últimas horas, mas ainda provoca chuvas torrenciais e inundações ao norte de Manila.

Quase 70 localidades estão inundadas, anunciou Nigel Lontoc, diretor adjunto da Segurança Civil regional.

"As águas sobem depressa e algumas pessoas estão nos telhados das casas", declarou Nigel Lontoc à AFP.

"As águas são muito profundas para os caminhões militares e os socorristas tentam chegar aos locais em botes", disse.

Milhares de moradores provavelmente estão retidos nas localidades inundadas e Segurança Civil tem apenas 10 equipes disponíveis no momento, informou Lontoc.

Quase 19.000 pessoas permaneciam nesta segunda em centros de refúgio temporários.

O Koppu atingiu o país com rajadas de vento de 210 km/h. Nesta segunda-feira, o tufão estava sobre a localidade setentrional de Bantay e as rajadas caíram para 150 km/h. A tempestade deve passar acima das cordilheiras antes de se afastar de Luzon na quarta-feira.

O governo confirmou o balanço de dois mortos até o momento, um adolescente de 14 anos em Manila e uma mulher de 62 anos na província de Zambales. As escolas permanecem fechadas na capital Manila.

Guaíba registra a segunda maior cheia da história no RS

Na manhã de sábado (17), Guaíba chegou à marca de 2,93 m.
Autoridades fazem monitoramento constante para evitar alagamentos.


Do G1 RS

Após a chuva registrada na madrugada deste sábado (17), o nível do lago Guaíba, em Porto Alegre, atingiu a maior marca nos últimos 74 anos. Pela manhã, a régua eletrônica no Cais Mauá, no centro da capital, apontou a marca de 2,93 metros e ultrapassou o recorde de 1967. Essa é a segunda maior cheia da história do rio. 

Enchente no Guaíba em Porto Alegre neste sábado (17) (Foto: Diego Jonko/Futura Press/Estadão Conteúdo)Enchente no Guaíba em Porto Alegre neste sábado (17) (Foto: Diego Jonko/Futura Press/Estadão Conteúdo)

Parte do cais está alagada em função da cheia. As 14 comportas que protegem o centro de Porto Alegre foram fechadas para evitar alagamentos. O recorde do nível do Guaíba é de 4,76 metros, ocorrido na enchente de 1941. Os mais atingidos pela cheias gaúchas são as famílias da região das ilhas em Porto Alegre.

O avanço das águas do Guaíba também preocupam moradores da Zona Sul da capital. Há registros de alagamentos de vias e algumas residências no bairro Ipanema. A ponte do clube Jangadeiros, que liga o continente à ilha do clube, ficou completamente submersa.

Segundo o balanço da Defesa Civil divulgado nesse sábado (17), são 146.949 mil pessoas afetadas em 100 cidades. Mais de 34 mil residências sofreram estragos, 1.792 famílias estão desabrigadas e outras 5.352 tiveram de se deslocar para casas de parentes ou amigos.

O decreto coletivo de situação de emergência foi assinado pelo governo estadual para 26 cidades. Outras seis localidades assinaram o decreto de maneira individual. Outros 20 municípios seguem avaliando os danos para possíveis decretações.

As equipes da Defesa Civil auxiliam as famílias com ajuda humanitária. O governo do Rio Grande do Sul e a União já destinaram cerca de R$ 2,5 milhões para a compra de kits de auxílio.

Temporal deixa mortos no estado

Três pessoas morreram desde a noite de quarta-feira (14) no Rio Grande do Sul. Em Porto Alegre, o temporal deixou uma pessoa morta e 11 feridas, de acordo com balanço da Brigada Militar e do Hospital de Pronto Socorro (HPS), divulgado pela prefeitura da capital no começo da manhã.

Um homem de 20 anos morreu no bairro Sarandi, Zona Norte de Porto Alegre. A região foi uma das mais afetadas pela chuva e pelo vento forte. A vítima, identificada como Gustavo Oliveira, caiu em um valão e foi levada pela correnteza. O Corpo de Bombeiros foi até o local e localizou o corpo por volta das 10h.

No interior do estado, uma árvore caiu sobre uma residência e causou duas mortes na noite de quarta-feira (14) em Rio Pardo, no Vale do Rio Pardo. As vítimas são uma mulher de 21 anos e o filho, de três. O acidente aconteceu em meio a um temporal que destelhou cerca de 100 residências.

Previsão do tempo

Para o fim de semana, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indica possibilidade de chuva apenas para áreas do Norte do estado no sábado (17), enquanto no domingo (18) todo o Rio Grande do Sul deverá ter tempo seco, com sol entre nuvens.

Já na segunda-feira (19) o tempo volta a mudar. Uma nova área de instabilidade deverá trazer chuva ao estado, com trovoadas e possibilidade de temporais. As temperaturas, após se manterem agradáveis, subirão e poderão passar dos 30°C no começo da próxima semana.


Moradores de ilhas esperam água do Guaíba baixar às margens de estrada

Volume segue caindo, mas previsão de mais chuva mantém alerta.
Prefeitura de Porto Alegre decretou situação de emergência no domingo.


Do G1 RS

Com a elevação do nível do Guaíba nos últimos dias, muitos moradores da Região das Ilhas seguem fora de casa na Região Metropolitana de Porto Alegre. Quem não foi para abrigos ou para a casa de parentes, passa os dias às margens da estrada esperando ajuda. Só bebem água potável com a chegada de caminhões pipa da prefeitura.

Elevação da água provocou cheia na Região das Ilhas em Porto Alegre (Foto: reprodução/RBS TV)

“Eu levo na moto ali pendurado, para três famílias”, disse o montador de andaimes Ademir Ribeiro de Lim ao carregar cerca de 30 litros de água que serão divididos em casa.

Os moradores dessas regiões mais afetadas pela cheia do Guaíba têm recebido ajuda de voluntários que vão a localidades como a Ilha dos Marinheiros de ônibus lotados com roupas, calçados, colchões e alimentos.

“Tem entrado gente generosa, que são filhos de Deus, que estão dando doação de comida”, agradeceu a aposentada Dorotília Ribeiro.

Segundo a Defesa Civil de Porto Alegre, o último levantamento, realizado no domingo (18), são 550 pessoas desabrigadas na cidade, todas da região das ilhas. Dessas, metade está no Ginásio Tesourinha.

Para coletar os alimentos e roupas, pessoas como Ana Carla Brandão montam uma verdadeira rede de solidariedade com a ajuda de amigos. O trabalho que ela faz desde 2005 rende ao menos cinco doações de roupas, alimentos e brinquedos por ano para moradores das ilhas do Guaíba.

“Tudo o que a gente faz é para vir aqui trazer um pouquinho de alegria para eles. Tratamos eles como amigos. Então, é uma satisfação vir aqui”, afirmou Ana Carla.

Mas algumas famílias ainda sofrem. Um exemplo é o caso de Luciana Souza Garcia, mãe de seis filhos, com um sétimo a caminho. Por causa da enchente, o bebê que está para nascer ainda não tem o que vestir.

“Complicado, muito... Mas, fazer o quê? Essas coisas acontecem”, lamentou.

No sábado (17), o Guaíba teve a maior cheia dos últimos 74 anos com a medição de 2,94 m. Todas as comportas foram fechadas, sendo que uma delas foi reforçada com 150 sacos de areia porque a água estava chegando na Avenida Mauá.

A água baixou 13 centímetros no domingo (18) , mas ainda assim o prefeito de Porto Alegre decretou situação de emergência pela previsão de mais chuva no decorrer da semana.

O nível do lago segue baixando nesta segunda-feira (19), e os sacos de areia que foram colocados juntos ao muro da Mauá já foram retirados. A medição do sistema Metroclima, da prefeitura da capital, às 8h52, mostrava que o Guaíba estava com 2,71 m acima do nível normal.