14 maio 2015

Rio anuncia apresentação do projeto de recuperação da Mata Atlântica

Correio do Brasil
com ARN - do Rio de Janeiro

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SMAC) do Rio informou nesta segunda que na próxima quarta-feira, estará apresentando o “Plano Municipal de Conservação e Recuperação da Mata Atlântica, PMMA-Rio”, que servirá de auxílio para o planejamento e implantação de políticas públicas voltadas às ações de conservação e recuperação da Mata Atlântica.


A apresentação será realizada no “Viva a Mata, Encontro Nacional pela Mata Atlântica”
A apresentação será realizada no “Viva a Mata, Encontro Nacional pela Mata Atlântica”

A apresentação será realizada no “Viva a Mata, Encontro Nacional pela Mata Atlântica”, iniciativa da Fundação SOS Mata Atlântica que promove, desde o último sábado, uma série de atividades no Jardim Botânico. O evento, que acontece das 9h às 18h, termina no dia 17.

O conteúdo elaborado no Plano funciona como instrumento para identificar, planejar e especificar ações e medidas a serem adotadas visando à conservação e recuperação da Mata Atlântica, de maneira integrada às políticas sociais e ambientais vigentes no município do Rio de Janeiro.

O site da SMAC disponibiliza o PMMA-Rio para consulta e download. Outras informações também podem ser obtidas pela internet, na página da Fundação SOS Mata Atlântica.



13 maio 2015

Cheia no Rio Solimões faz Tabatinga decretar emergência, no Amazonas

Quatro municípios estão em alerta; Boca do Acre decretou calamidade pública.


Do G1 AM

Subiu para 13 o número de cidades do Amazonas em situação de emergência em razão da cheia deste ano no estado. Nesta terça-feira (7), Tabatinga, que é banhada pelo Rio Solimões, passou a integrar a lista dos municípios em emergência. Outras quatro cidades estão em alerta contra as inundações. A cheia já afeta mais de 80 mil pessoas em todo o Amazonas.

Equipes acompanham situação no município (Foto: Defesa Civil/Divulgação)Equipes acompanham situação no município (Foto: Defesa Civil/Divulgação)

Nesta terça, o nível do Rio Solimões chegou a 13,05m em Tabatinga. Segundo a Defesa Civil, a cota está a 77cm da cheia histórica registrada em 1999, quando o nível atingiu 13,82m.

A cheia dos rios no Amazonas teve início em meados de janeiro. As regiões das calhas dos rios Purus e Juruá, na parte Sul do Amazonas, são as mais afetadas. A Defesa Civil do Estado já realizou ao todo o envio de 325.500 toneladas de alimentos não perecíveis, para atender as famílias afetadas.

As cidades em emergência são: Itamarati, Guajará, Ipixuna, Eirunepé, Envira, Canutama, Tapauá, Carauari, Pauiní, Lábrea, Atalaia do Norte, Benjamin Constant, além de Tabatinga. Boca do Acre está em estado de calamidade pública. No local, famílias enfrentam escassez de água potável e alimentos.

Segundo a Defesa Civil, Benjamin Constant, Santo Antônio do Içá, São Paulo de Olivença e Tonantins, todos situados na Calha do Rio Solimões, estão em estado de alerta. Segundo a assessoria do órgão, equipes realizam monitoramentos da subida dos rios e orientação à população.

Cheia em Coari faz número de cidades em emergência subir para 20, no AM

Na cidade, são 4.350 famílias afetadas pelas inundações.
As 24 cidades prejudicadas recebem ajuda humanitária, diz Defesa Civil.


Do G1 AM

A cidade de Coari, localizada a 363 km de Manaus, entrou em estado de emergência nesta sexta-feira (8) em decorrência da cheia que atinge o Amazonas neste ano. Agora, o estado contabiliza 20 municípios na mesma situação. A cidade de Boca do Acre está em estado de calamidade pública. Ao todo, 29.083 famílias estão sendo afetadas pelas inundações.

Água do rio invadiu rua de Coari (Foto: Defesa Civil/Divulgação)Água do rio invadiu rua da cidade de Coari (Foto: Defesa Civil/Divulgação)

Além de Coari, outras 19 cidades estão em situação de emergência. Na calha do Rio Juruá os municípios em emergência são: Itamarati, Guajará, Ipixuna, Envira e Juruá, na calha do Rio Purus estão: Canutama, Tapauá, Carauari, Pauini e Lábrea. Atalaia do Norte, Benjamin Constant, Tabatinga, Amaturá, Santo Antônio do Içá, São Paulo de Olivença e Tonantins, situados no Alto Solimões, também estão em situação de emergência por causa do avanço das águas.

Em Coari, que fica na Calha do Médio Solimões, são 4.350 famílias afetadas, segundo dados da Defesa Civil. Dez estão em abrigos municipais. Na cidade, o nível do rio está em 17 m. A máxima registrada em 2012 foi de 17,65m.

Segundo a Defesa Civil do Estado, nos últimos dois dias, técnicos do órgão estiveram na cidade para atestar a anormalidade e avaliar os danos causados pela cheia. A cidade deve ser incluída no cronograma de ajuda humanitária do governo estadual.

Cheia no estado

A Defesa Civil informou que enviou 374 toneladas de alimentos não perecíveis às cidades afetadas pela cheia no Amazonas. O objetivo é garantir alimentos aos ribeirinhos, que nesta época ficam com a produção agrícola comprometida. Além de alimentos, a população recebe kit´s dormitório (colchões, redes, mosquiteiros) e de higiene pessoal, medicamentos, filtros de água, hipoclorito de sódio.

O município de Boca do Acre é o mais afetado pela cheia, com 20.905 pessoas de 4.181 famílias atingidas. A cidade, que fica no Sul do estado e banhado pelo Rio Purus, está em estado de calamidade pública.

Humaitá (Rio Madeira) e outros três municípios do Médio Solimões - Fonte Boa, Uarini, Alvarães - estão situação de alerta.


Cidade amarga prejuízos com cheia e comércio submerso, no Amazonas

Em Benjamin Constant, parte das lojas da cidade parou de funcionar.
Prefeitura diz que área rural e 100% do comércio contabilizam perdas.


Adneison Severiano
Do G1 AM

A cheia do Rio Solimões também está causando muitos prejuízos ao município de Benjamin Constant. Com ruas do Centro submersas e prédios inundados pelas águas, parte das lojas da cidade parou de funcionar. A estimativa da prefeitura é que todos os estabelecimentos comerciais da área central tenham sido afetados. 

Benjamin Constant está em situação de emergência (Foto: Adneison Severiano/G1 AM)Benjamin Constant está em situação de emergência (Foto: Adneison Severiano/G1 AM)

Benjamin Constant fica situado a 1.118 km de distância de Manaus em área de tríplice fronteira entre Brasil, Peru e Colômbia. A cidade é uma das mais atingidas pela cheia no Amazonas neste ano e está em situação de emergência.

São 56 ruas alagadas e 51 comunidades atingidas, conforme dados da Prefeitura de Benjamin Constant. A maioria dos trechos alagados está localizada na área de comércio da cidade, às margens do rio. Um cenário desolador, que levou muitos comerciantes a fecharem as lojas para evitar mais perdas.

Marildete Pereira, de 51 anos, é proprietária de um hotel no Centro. Ela viu de um dia para outro o rio invadir o térreo do local. Os reflexos da elevação do nível do Solimões já são evidentes.

"O movimento de hóspedes do hotel caiu 70%. Tenho apenas seis quartos ocupados dos 23. Desde 2012, não enfrentávamos uma cheia tão severa. Já até pensei em desistir e vender o hotel", lamentou Marildete.

A empresária acompanhou nas últimas semanas dezenas de lojistas fecharem os estabelecimentos na tentativa de evitar perdas. Alguns transferiram mercadorias para áreas mais distantes do rio.

Os comerciantes que permanecem no local amargam prejuízos. Alguns temem arcar com perdas de até R$ 60 mil. "Nossa preocupação é se tiver uma cheia maior que a de 2012, quando perdi R$ 60 em mercadorias atingidas pelas águas. Isso sem contar com a redução das vendas", comentou a proprietária de um armazém de estivas Joana Ferreira, de 39 anos.

Poucos consumidores atravessam as ruas alagadas usando pontes e passarelas de madeira, e a medida paliativa encontrada pelos comerciantes foi construir as populares marombas, que são assoalhos de madeira.

Dentro da loja de roupas do peruano Joni Carrera, de 58 anos, o nível da água alcançou 75 centímetros. "Já estou com o terceiro piso de madeira construído. As vendas caíram 60%, porque as pessoas evitam circular pelas ruas alagadas. O que nos deixa apreensivo era que antes enfrentávamos uma grande enchente a cada dez anos. Em quatro anos, essa é a segunda maior", disse Carrera.

Segundo a prefeita de Benjamin Constant, Iracema Maia, o impacto da cheia abrange toda a área comercial e parte da zona rural. "Na parte central da cidade 100% dos estabelecimentos foram afetados. Toda a produção rural foi perdida com a destruição de plantações de maracujá, banana e mandioca. É um cenário dramático para nós", enfatizou a prefeita.

A Defesa Civil Estadual tem atuado na distribuição de alimentos, remédios e kits (redes, colchões e telas contra mosquito). Já a Defesa Municipal construiu 11 km de pontes e passarelas em áreas alagadas. Ao todo, 5.104 pessoas de 1.020 famílias foram afetadas pela enchente neste ano na cidade.

Filhote de onça pintada é resgatado em alagação no interior do AM

Animal foi encontrado por morador da comunidade Bom Jesus, em Codajás.
Segundo Ipaam, filhote está debilitado por conta de viagem para Manaus.


Do G1 AM

Um filhote de onça pintada foi resgatado na Comunidade Bom Jesus, no Paranã das Onças, no município de Codajás - a 240 km de Manaus. O animal chegou à capital na manhã desta terça-feira (12).

Animal foi encontrado em comunidade localizada no município de Codajás, no interior do AM (Foto: Divulgação/Ipaam)
Animal foi encontrado em comunidade localizada no município de Codajás, no interior do AM (Foto: Divulgação/Ipaam)

Segundo informações do Ipaam, a onça estava perdida em meio a uma forte alagação do Rio Solimões. Ela foi encontrada por um morador que conseguiu prendê-la. O animal foi transportado de barco para a capital amazonense, e desembarcou no Porto da Manaus Moderna.

O filhote foi levado para o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) na sede do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), onde deve receber todos os cuidados necessários. "Aparentemente, o animal está um pouco debilitado por conta da viagem de 12 horas. Mas, agora ele está em um local mais apropriado, onde receberá os devidos cuidados", disse a Assistente Técnico do Ipaam, Sandra Maia, por meio de assessoria de comunicação.


Governadores do Texas e Arkansas declaram desastre após tornados

Homem e a esposa foram mortos perto de um estacionamento em Van.
Em Nashville um bebê foi tirado dos destroços de uma casa; pais morreram.


Reuters

Os governadores do Texas e do Arkansas declararam situação de desastre na segunda-feira (11) em partes dos Estados atingidos por tornados e enchentes, em uma série de tempestades que deixou pelo menos cinco mortos e mais de 50 feridos e destruiu edificações.

Roshonda Athrom conforta o filho Charles, de 7 anos, em frente à casa destruída na região de Van, no Texas, nesta segunda (11) (Foto: Mike Stone/Reuters)Roshonda Athrom conforta o filho Charles, de 7 anos, em frente à casa destruída na região de Van, no Texas, nesta segunda (11) (Foto: Mike Stone/Reuters)

Um homem e sua esposa foram mortos perto de um estacionamento em Van, no Texas, cidade com cerca de 2.500 pessoas, onde casas foram destruídas. O Serviço Meteorológico Nacional disse que um tornado da categoria EF3, com ventos em torno de 225 km/h, atingiu a cidade.

Perto da cidade de Nashville, em Arkansas, um bebê foi tirado dos destroços de uma casa móvel, onde seus pais morreram no tornado. Cerca de 10 pessoas ficaram feridas no estado. "Ela quase não tinha ferimentos. Foi um milagre", disse John Gray, médico do condado de Howard.

O governador do Texas, Greg Abbot, declarou estado de desastre em Van Zandt e seis outros condados. O governador do Arkansas, Asa Hutchinson, declarou área de desastre em 10 condados.

Hospital suspende atendimento após cheia alagar ruas de Anamã, no AM

Unidade flutuante substitui hospital; quadro impede exames de raio-X e mama.
Em todo o estado, 20 municípios já decretaram situação de emergência.


Do G1 AM

Em razão da cheia do Rio Solimões, os atendimentos no Hospital Francisco Salles de Moura, localizado na cidade de Anamã, a 168 Km de Manaus, foram suspensos. Os atendimentos estão sendo realizados em uma unidade flutuante instalada na cidade. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (Susam), a rua que dá acesso à unidade de saúde está alagada. Anamã é uma das localidades do Amazonas atingidas pelos alagamentos. Em todo o estado, 20 municípios já decretaram situação de emergência por conta das inundações.

Rua que dá acesso à unidade de saúde está inundada  (Foto: Susam/Divulgação)Rua que dá acesso à unidade de saúde está inundada (Foto: Susam/Divulgação)

Segundo a Susam, a estrutura da unidade flutuante, composta por dois pavimentos, permite fazer atendimentos de urgência, realizar partos normais, consultas médicas, além de exames laboratoriais, eletrocardiogramas, entre outros procedimentos. No local é possível instalar 12 leitos.

No entanto, a secretaria comunicou que serviços de mamografia e de raios-X ficaram suspensos, até que o atendimento volte a acontecer nas instalações originais do hospital. A realização dos exames, segundo a Secretaria, requer a utilização de equipamentos mais sofisticados e que, por medida de segurança, exigem salas especialmente blindadas.

A Susam informou ainda que os procedimentos de cirurgias eletivas e de partos cirúrgicos serão realizados com o apoio das unidades hospitalares de Anori e Beruri, cidades vizinhas que ficam cerca de 50 minutos (de lancha) da sede de Anamã. Casos mais complexos terão como referência o hospital de Manacapuru. Uma ambulancha no município dará o suporte em caso de necessidade remoção de pacientes.

A direção da unidade hospital estima que a unidade flutuante será mantida na cidade por, pelo menos, três meses. Ainda segundo a direção, após a descida das águas, o hospital deverá passar por reforma para o restabelecimento dos serviços da unidade.

Cheia no estado

Até o momento, 20 cidades estão em situação de emergência. Na calha do Rio Juruá os municípios em emergência são: Itamarati, Guajará, Ipixuna, Envira e Juruá, na calha do Rio Purus estão: Canutama, Tapauá, Carauari, Pauini e Lábrea. Atalaia do Norte, Benjamin Constant, Tabatinga, Amaturá, Santo Antônio do Içá, São Paulo de Olivença e Tonantins, situados no Alto Solimões, também estão em situação de emergência por causa do avanço das águas.

O município de Boca do Acre é o mais afetado pela cheia, com 20.905 pessoas de 4.181 famílias atingidas. A cidade, que fica no Sul do estado e banhado pelo Rio Purus, está em estado de calamidade pública.

Humaitá, no Rio Madeira, e outros três municípios do Médio Solimões - Fonte Boa, Uarini, Alvarães - estão situação de alerta.

Ajuda humanitária

A Defesa Civil informou que enviou 374 toneladas de alimentos não perecíveis às cidades afetadas pela cheia no Amazonas. O objetivo é garantir alimentos aos ribeirinhos, que nesta época ficam com a produção agrícola comprometida. Além de alimentos, a população recebe kit´s dormitório (colchões, redes, mosquiteiros) e de higiene pessoal, medicamentos, filtros de água, hipoclorito de sódio.

Mapa da cheia, 08/05 (Foto: G1 AM')