19 fevereiro 2015

8 milhões de toneladas de lixo plástico vão parar nos oceanos por ano

Portal do Meio Ambiente

Um estudo publicado na revista Science revelou que os oceanos recebem, a cada ano, 8 milhões de toneladas de lixo plástico. “Isso equivale a cinco bolsas de compras cheias de sacos plásticos a cada 30 centímetros no litoral dos 192 países analisados”, disse, em entrevista coletiva, Jenna Jambeck, professora de engenharia ambiental da Universidade da Geórgia, que liderou o estudo.


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O levantamento analisou dados de resíduos sólidos recolhidos em 192 países em 2010. Antes deste estudo, a última estimativa sobre lixo plástico nos oceanos foi em 1975.

Os resultados indicam que, das 275 milhões de toneladas de resíduos plásticos gerados em 2010, entre 4,8 e 12,7 milhões chegaram aos oceanos no mesmo ano. A China é o país que mais descarta lixo plástico nesses ambientes, são quase nove milhões de toneladas por ano. A Indonésia aparece em segundo lugar, o Brasil é o 16º e os Estados Unidos aparecem na 20ª posição.

A quantidade de resíduos plásticos nos mares vem aumentando a cada ano. De acordo com as projeções do estudo, em 2015 os oceanos receberão cerca de 9,1 milhões de toneladas de plástico.

A equipe de pesquisadores alertou que, caso providências não sejam tomadas, como a diminuição da produção de lixo, a melhora da gestão de resíduos e a ampliação dos sistemas de reciclagem de plástico, esta quantidade poderá ter um impacto acumulativo de até 155 milhões de toneladas em 2025.

Além da ação do poder público, cada cidadão também tem responsabilidade na reversão deste prognóstico sombrio para nossos mares. 



Mais de 200 baleias encalham na Nova Zelândia

Força-tarefa tenta devolver animais ao mar aberto, mas pelo menos 24 já morreram. 
Especialistas temem que muitas não sobrevivam à operação de resgate, que pode durar dias.


Deutsch Welle

Uma operação envolvendo 80 pessoas, entre funcionários do serviço de proteção ambiental e voluntários, tenta salvar nesta sexta-feira (13/02) cerca de 200 baleias-piloto que encalharam na praia de Farewell Spit, na Ilha do Sul, na Nova Zelândia.

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Apesar dos esforços, 24 já morreram na costa, conhecido ponto de encalhe de cetáceos. Se o resgate fracassar, uma nova tentativa só poderá ser feita no dia seguinte, quando a maré voltar a subir.

O gerente do Departamento de Conservação da região, Andrew Lamason, já prevê, no entanto, vários dias de árduo trabalho na praia, devido ao alto número de baleias encalhadas. Ainda que haja sucesso em mandá-las de volta ao mar, não há garantias de que elas vão sobreviver.

"O projeto local Jonah conta com 140 voluntários preparados para esse trabalho. Estamos trabalhando em conjunto. Mas conduzir baleias de volta ao mar é tarefa difícil e perigosa", explica Lamason.

Baleias-piloto chegam a medir oito metros de comprimento, e é comum que os animais encalhem durante o verão neozelandês. Especialistas chamam Farewell Spit, localizada no canto noroeste da Ilha do Sul, de "armadilha de baleia", uma vez que suas águas rasas acabam confundindo os animais e diminuindo a capacidade deles de movimentação.

Outros pesquisadores dizem ainda que muitas encalham ao tentar ajudar animais doentes e desorientados na região.