20 abril 2015

Brasil foi o país com maior número de ambientalistas assassinados em 2014

ONG Global Witness registrou 116 mortes, das quais 29 foram no Brasil.
Mortes estão relacionadas a conflitos na agricultura, mineração e energia.


Do G1, em São Paulo

Um relatório da ONG britânica Global Witness divulgado nesta segunda-feira (20) afirma que o Brasil foi o país com o maior número de ambientalistas assassinados em 2014. Foram registradas 29 mortes no país.

Site da organização Global Witness publicou relatório 'How man more?', sobre violência contra ambientalistas (Foto: Reprodução)Site da organização Global Witness publicou relatório 'How man more?' em seu site nesta segunda-feira; documento fala sobre violência contra ambientalistas (Foto: Reprodução)

Ao todo, foram documentadas 116 mortes de ambientalistas em 17 países. No ranking de violência contra os ativistas, o Brasil é seguido por Colômbia, com 25 mortes, Filipinas, com 15 mortes e Honduras, com 12 mortes.

Globalmente, mortes de ativistas ambientais alcançaram uma média de mais de duas por semana em 2014, crescimento de 20% frente ao ano anterior, segundo o relatório.

De acordo com o relatório "How many more?" ("Quantos mais?", em português) Honduras foi considerado o país mais perigoso para ativistas ambientais nos últimos cinco anos, com o maior número de mortes per capita. Foram 101 assassinatos entre 2010 e 2014.

A maioria das mortes, segundo a organização, está relacionada a conflitos na agricultura, na mineração e no estabelecimento de usinas hidrelétricas. Cerca de 40% das vítimas eram indígenas.

“Historicamente, tem havido uma distribuição de terra desigual na América Latina, o que tem causado conflitos entre companhias locais e estrangeiras e comunidades”, disse Billy Kyte, da Global Witness, à Thomson Reuters Foundation.

“Governos na América Latina não estão tratando esse problema com seriedade. Níveis de impunidade são muito altos e os perpetradores ficam livres”, disse.


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