04 dezembro 2014

UE pede a Brasil e emergentes que anunciem corte de emissões pós-2020

Metas seriam apresentadas na COP 20 e integrariam novo acordo climático.
UE, EUA e China já sinalizaram contribuições para reduzir gases-estufa.


Eduardo Carvalho
Do G1, em Lima

A União Europeia disse nesta segunda-feira (1) que Estados Unidos e China, países que sinalizaram cortes de emissões de gases-estufa, precisam detalhar melhor seus planos de mitigação e que Brasil, Índia e Rússia, nações em desenvolvimento, têm que colocar na mesa suas contribuições nacionais para incentivar outros governos.

A cobrança, de forma leve, foi feita por Elina Bardram, negociadora do bloco europeu, em coletiva de imprensa realizada no primeiro dia da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, a COP 20, que acontece em Lima, no Peru.

O encontro, que segue até o dia 12 de dezembro, tenta obter um rascunho zero de um acordo multilateral que vai obrigar as nações a diminuir as emissões a partir de 2020. O objetivo é conter a elevação da temperatura do planeta em até 2ºC para evitar alterações no clima que culminem em desastres naturais.

Elina ressaltou que os estados-membros da UE saudaram EUA e China pelo acordo anunciado no mês passado, porém, “precisam saber mais” sobre o que foi proposto. Enquanto os americanos divulgaram que reduzirão entre 26% e 28% suas emissões até 2025, em relação aos níveis de 2005, os chineses se comprometeram a fazer o corte até 2030, sem especificar a quantidade. No entanto, ambos os países não apresentaram como vão fazer isso ou quais setores serão afetados.

“Vamos nos reunir com eles [EUA e China] para saber que intensidade terão essas metas e precisamos saber ainda como elas funcionarão a longo prazo”, explicou Elina. Uma coletiva com representantes do governo americano estava marcada para a tarde de segunda, mas ninguém apareceu. A China ainda não conversou com jornalistas na COP 20.

Brasil e outros emergentes

A UE também anunciou no mês passado que vai cortar 40% dos gases lançados até 2030 em relação aos níveis de 1990. Sabendo do compromisso assumido pelo bloco, Elina “convocou” Rússia, Índia e Brasil, países em desenvolvimento que são grandes emissores, a apresentar na COP de Lima suas metas para o período pós-2020.

“Precisamos do esforço brasileiro e dos demais para saber como podemos nos preparar para Paris [quando o novo tratado do clima deverá ser aprovado e assinado]. Esperamos que todos que estão em posição de apresentar suas metas deem um passo a frente para conduzirmos o processo adiante”, disse.

As propostas de diminuição de poluentes se enquadra nas Contribuições Nacionalmente Determinadas (INDCs). Cada país membro das Nações Unidas e que negocia dentro da Convenção Quadro da ONU sobre Mudanças Climáticas, a UNFCCC, precisa apresentar até março do ano que vem sua proposta de mitigação. Ainda não há uma metodologia padrão sobre como fazer os INDCs, já que os termos estão em negociação na conferência do Peru.

Situação de pressão

De acordo com Marcio Astrini, coordenador de políticas públicas da organização Greenpeace, a posição da União Europeia, além dos anúncios dos EUA e da China, coloca o Brasil “em uma situação de pressão como nunca antes”. Segundo ele, o país ficou por muito tempo “em uma zona de conforto” por ter apresentado metas voluntárias de emissões e reduzido o desmatamento da Amazônia. “Mas agora o cenário está mudando”, disse ele.

O negociador brasileiro Raphael Azeredo, diretor do Departamento de Meio Ambiente e Temas Especiais do Ministério das Relações Exteriores, disse ao G1 que o país vai apresentar seus números de redução de emissão apenas em 2015, conforme solicitado pela convenção do clima. “Estamos trabalhando com afinco, intensamente, e vamos apresentar os números dentro do prazo. Não podemos antecipar isso porque dependemos de consultas internas”, explicou.

Exposição 'Universos' transforma lixo em obras de arte no Tocantins

Artista Costa Andrade usa aparelhos eletrônicos para moldar 10 esculturas.
A mostra começa na sexta-feira (5) e segue até 30 de janeiro.


Do G1 TO

Na exposição ‘Universos’, do artista plástico Costa Andrade, o lixo se transforma em obra de arte. O artista se serve de resíduos sólidos derivados de aparelhos eletrônicos, ferros, chaves, fechaduras, parafusos, arames, telas entre outros objetos para moldar as 10 esculturas que compõem a exposição. A mostra começa às 19h na galeria Sesc de Artes, no Centro de Atividades em Palmas na próxima sexta-feira (5) e encerra no dia 30 de janeiro do ano que vem. A entrada é de graça.

Exposição ‘Universos’ do artista Costa Andrade segue até o dia 30 de janeiro (Foto: Divulgação/Sesc TO)Exposição ‘Universos’ do artista Costa Andrade segue até o dia 30 de janeiro (Foto: Divulgação/Sesc TO)

Costa Andrade segue a máxima de Antoine-Laurent de Lavoisier, no século XXVIII, que afirmava “na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”. A exposição, de acordo com o artista, tem dois objetivos: divulgar a arte contemporânea produzida no estado e incentivar a discussão acerca da questão ambiental.

Costa Andrade já participou de várias exposições individuais e coletivas em Palmas. A mais recente continua aberta no espaço permanente Arte ao Cubo, do Sesc Palmas, com a exposição “Façam Suas Apostas, Senhores”, e que segue aberta à visitação até o dia 30 de janeiro de 2015. Além disso, ele já ilustrou livros de diversos escritores, tanto do Tocantins, quanto de outros estados.

01 dezembro 2014

Desculpas pela falta de atualização

Gostaríamos de pedir desculpas aos nossos visitantes e anunciantes por não termos atualizado o site desde a tarde de sexta-feira, dia 28 de novembro, até o momento, dia 1 de dezembro.

O problema foi causado pela falta de conexão à internet por parte da Oi Velox, nossa operadora, que alegou manutenção na rede, sem aviso prévio. Ainda estamos enfrentando a queda frequente da conexão e a lentidão excessiva.

Infelizmente, essa é a única opção que temos em Rio das Ostras que presta tanto o serviço de telefonia fixa quanto o de internet. E, por conta disso, ainda sofremos extorsão. Enquanto vemos propagandas em Niterói e Rio de Janeiro, de outras operadoras, oferecendo até 20 Mb de banda larga por R$ 10,00, somos obrigados a pagar R$ 69,90 por apenas 1 Mb. Isso mesmo. Acreditem.

Enquanto não houver seriedade e compromisso de nossas autoridades, seja Anatel, Prefeito ou Vereadores, vamos ter que pagar e aguardar que uma empresa séria decida investir em nosso mercado oferecendo mais, melhor e por menos.